Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 16 de agosto de 2025

Conversa Bem Viver —‘Agronegócio é o inimigo número um do Brasil’, defende pesquisador

Sábado, 16 de agosto de 2025

Livro de Luiz Marques discute impactos do setor e alternativas viáveis

Play. Clique no link e ouça o Conversa Bem Viver sobre o tema abordado nesta matéria
21:34

Brasil de Fato 
Postado originalmente no Brasil de Fato em 15.AGO.2025 ÀS 17H07

Agronegócio

“O agronegócio é o inimigo público número um da sociedade brasileira”. Essa tese é defendida pelo professor e pesquisador Luiz Marques, em sua mais recente obra, Ecocídio: Por uma (agri)cultura da vida, lançada pela editora Expressão Popular. 

No livro, ele, que também é colaborador do departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas  (Unicamp) e co-fundador do curso de pós-graduação em história da arte da mesma instituição, discute como o setor impacta negativamente nos biomas brasileiros e tem se apropriado economicamente das receitas do país.

“Além de degradar o meio ambiente, cada vez mais, o agronegócio vampiriza o Estado brasileiro, de maneira a garantir que os lucros sejam garantidos. Eles também não pagam imposto de importação, nem de exportação, não pagam coisa nenhuma e são mega subsidiados”, explica, em entrevista ao Conversa Bem Viver

Diante desse cenário, Marques também discute um conjunto de iniciativas que apontam para a superação do atual modelo. Todas elas, na avaliação do pesquisador, passam pela mobilização intensiva da sociedade.

domingo, 24 de setembro de 2023

Abismo climático: as razões de nossa impotência

Domingo, 24 de setembro de 2023

Surge no horizonte um novo pesadelo: secas simultâneas e crise alimentar global, devido a mudança nos ventos de altitude. Mas a inação persistirá – enquanto não tirarmos dos super ricos as alavancas que permitem manter tudo como está

Por George Monbiot, em seu blog   | Tradução: Antonio Martins

De acordo com a pesquisa de notícias do Google, a mídia brasileira publicou mais de 32 mil matérias sobre o atropelamento do ator Kayky Brito, ao atravessar, aparentemente transtornado, uma avenida na Barra da Tijuca, Rio1. O Google também regista um total global de cinco notícias sobre um artigo científico publicado há alguns meses, que mostra que as probabilidades de perdas simultâneas de colheitas nas principais regiões produtoras do mundo, causadas pelo colapso climático, parecem ter sido perigosamente subestimadas. No mundo da mídia, um lugar que nunca deve ser confundido com o mundo real, as fofocas sobre celebridades são milhares de vezes mais importantes que o risco à existência da vida humana.

O novo artigo explora os impactos na produção agrícola quando os meandros da Corrente de Jato (ou ondas de Rossby) ficam bloqueados. Este bloqeuio causa condições climáticas extremas. Em resumo, se você mora no hemisfério norte e um meandro na Corrente de Jato (a faixa de ventos fortes alguns quilômetros acima da superfície da Terra, em latitudes médias) fo bloqueado a sul de onde está, o clima do lugar vai se tornar frio e úmido. Se estiver bloqueado a norte de você, é provável surjam ondas de calor e secas crescentes.

Em ambos os casos, o clima bloqueado, agravado pelo aquecimento global, afeta as colheitas. Sob determinados padrões de meandros, várias das principais regiões de cultivo do hemisfério norte – como o oeste da América do Norte, a Europa, a Índia e o leste da Ásia – podem ficar expostas a condições meteorológicas extremas ao mesmo tempo , prejudicando as suas colheitas. Para a nossa subsistência, dependemos de compensaçẽos globais: se houver uma má colheita numa região, é provável que seja contrabalançada por boas colheitas noutros locais. Mas mesmo pequenas perdas de colheitas, quando ocorrem simultaneamente, apresentam o que o documento chama de “risco sistêmico”.

Os choques climáticos regionais já ajudaram a causar uma inversão desastrosa na tendência da fome crônica global. Durante muitos anos, o número de pessoas famintas caiu. Mas em 2015 a tendência inverteu-se e a curva tornou-se ascendente desde então. Não é por falta de comida. A explicação mais provável é: o sistema alimentar global perdeu a sua resiliência . Quando sistemas complexos perdem resiliência, os choques que os atingem deixam de ser amortecidos e tendem, ao contrário, a se ampliar. Até agora, os choques amplificados em todo o sistema atingiram mais fortemente as nações pobres que dependem de importar alimentos, que viveram picos de preços locais mesmo quando os preços globais estavam baixos.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Greenpeace: efeitos das mudanças climáticas já prejudicam vida dos brasileiros

Terça, 15 de novembro de 2016
Camila Boehm - Repórter da Agência Brasil
Dez anos depois da publicação do último relatório do Greenpeace sobre os prejuízos decorrentes das mudanças climáticas, novo documento da entidade mostra que pouca coisa mudou. “O que tem de mais emblemático é que, dez anos depois, ainda não conseguimos arrumar uma solução para evitar as mudanças climáticas. Continua uma discussão muito grande, as coisas não saem do papel e os efeitos já estão acontecendo”, avalia o coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil, Márcio Astrini. 

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

10 maiores empresas ganham mais do que maioria dos países do mundo juntos. A Walmart, Apple e Shell são mais ricas do que a Rússia, Bélgica e Suécia

Quinta, 15 de setembro de 2016
Do Esquerda.Net
69 das 100 maiores entidades econômicas são empresas, e não países. Se olharmos para a lista das 200 principais entidades económicas, a situação é ainda mais flagrante, já que 153 são empresas. A Walmart, Apple e Shell são mais ricas do que a Rússia, Bélgica e Suécia.
14 de Setembro, 2016
Segundo a Global Justice Now, em 2015, as 10 maiores empresas do mundo - entre as quais a Walmart, Shell e Apple - registraram uma receita combinada superior à receita dos 180 países com menos dinheiro, lista que inclui a Irlanda, Indonésia, Israel, Colômbia, Grécia, África do Sul, Iraque e Vietname*.

O diretor da Organização Não Governamental (ONG), assinala que "a vasta riqueza e poder das multinacionais está na base de muitos dos problemas do mundo - como a desigualdade e as alterações climáticas”.

A procura atual por lucros de curto prazo parece sobrepor-se aos direitos humanos mais elementares de milhões de pessoas no planeta. Estes números mostram que o problema está a piorar”, alerta Nick Dearden.

"O governo do Reino Unido tem facilitado este aumento do poder empresarial - através de estruturas fiscais, acordos comerciais e até mesmo programas de apoio que ajudam grandes empresas”, sublinha o representante da ONG.

Todo o seu apoio incondicional ao acordo comercial EUA-UE (TTIP) , é apenas o mais recente exemplo do apoio do governo às grandes empresas”, acrescenta, lamentando que, “vergonhosamente, [o Reino Unido] também se opõe sistematicamente ao apelo dos países em desenvolvimento no sentido de garantir que as empresas prestem contas na ONU dos seus impactos sobre os direitos humanos”. 

É por isso que hoje estamos a juntar campanhas de todo o mundo para exortar o governo britânico a parar de bloquear essa reivindicação internacional por justiça", destaca Dearden.

A Global Justice Now divulgou agora estes números por forma a aumentar a pressão sobre o governo britânico para que este não vete, tal como já fez no passado com propostas semelhantes, a criação de um tratado juridicamente vinculativo, a nível nacional e global, que assegure que as transnacionais são abrangidas por todas as responsabilidades no domínio dos direitos humanos. O documento está a ser preparado por um grupo de trabalho da ONU, liderado pelo Equador.


* Os números apresentados pela Global Justice Now foram calculados a partir de uma comparação direta das receitas anuais das empresas e a receita anual dos países. Fontes: CIA World Factbook 2015 e Fortune Global 500.
Esquerda.net com Global Justice Now.

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domingo, 13 de dezembro de 2015

Acordo de Paris: 3ºC, marketing e pedaços de grotesco

Domingo, 12 de dezembro de 2015
Este acordo apaga as perspectivas de justiça climática, mitigação eficaz de emissões, conseguir manter a temperatura do planeta em segurança, compensar as populações e os países mais frágeis pelos efeitos já em marcha e pelo seu agravamento.
12 de Dezembro, 2015 - João Camargo
Chega ao fim a Cimeira do Clima em Paris, com aplauso internacional baseado nos comunicados e expressões felizes da fila da frente da cimeira. O “acordo” está fechado e é anunciado, antes de mais, como “histórico”. Depois, como justo, transparente e eficaz. Só quando é preciso aprofundar um pouco sobre a matéria de facto do acordo é que concluímos o longe que estamos destas formulações vagas e triunfantes que as agências de comunicação colocam na boca dos principais dirigentes políticos presentes no evento e que apresentaram o sucesso.

O preâmbulo do acordo, a parte que não tem qualquer aspecto legal, inclui os rebuçados para enganar: fala da igualdade de género, fala dos países mais ameaçados, da necessidade de respeitar os direitos humanos, de promover e proteger o direito à saúde, os direitos dos povos indígenas, das comunidades locais, dos migrantes, das crianças, das pessoas com deficiência e em zonas ocupadas. Fala até da necessidade de manter o aumento de temperatura muito abaixo dos 2ºC e, para aplauso geral, lança novo número: 1,5ºC até 2100.

Entrando na parte concreta do acordo, naquela que vincularia os países a acções concretas, completa-se a desilusão: das propostas concretas de datas e metas de emissões e de cortes de emissões concretos, que estiveram no acordo em versões anteriores, nada sobra. As propostas de acção voluntárias apresentadas por 185 dos 196 países presentes na COP-21, perfazem um aumento de temperatura de até 3,7ºC até 2100. Faltam ainda os outros 11 países, alguns dos quais com importantes emissões. Com estas temperaturas, metade das Ilhas do Pacífico desaparecerão. Os litorais um pouco por todo o planeta ficarão submersos. Colheitas perdidas, secas de décadas, desertificação extrema, florestas a desaparecer, degelo total. Isto na melhor das hipóteses. Estas propostas voluntárias implicam um aumento de emissões em 7% ao ano até pelo menos 2030. É esta a base concreta, embora não seja sequer obrigatória. O acordo tem natureza obrigatória mas as Contribuições Propostas Nacionalmente (INDC em inglês), isto é, aquilo que seriam as medidas concretas, não o são. Não há metas para os países, estes decidirão o que fazer. Fala-se de um mecanismo de monitorização e reforço destas propostas de acção, mas nada ficou definido.

O surgimento da palavra “neutralidade” de carbono assinala uma rendição às emissões. Abandonando a noção de descarbonização, isto é, de abandonar a utilização dos combustíveis fósseis, o acordo fala de uma neutralidade de carbono a atingir algures na longínqua segunda metade do século mas, ao contrário de um objectivo de cortes de emissões, isso significa que as emissões têm de ser compensadas ou por florestas (adivinhando-se já o esfregar de mãos contentes das empresas de floresta industrial como o eucalipto), por mecanismos experimentais e sem qualquer segurança como a captura e sequestro de carbono (CCS) ou por compensações em outros países (já foi experimentado e as emissões continuaram a aumentar). A neutralidade é retórica para continuar a dizer que se podem continuar a aumentar as emissões, apesar da concentração de CO2 na atmosfera já ter atingido uma concentração nunca registada nos últimos 10 mil anos (400 partes por milhão).

Serão destinados 100 mil milhões de dólares anualmente para financiar as políticas climáticas de mitigação e adaptação dos países em desenvolvimento a partir de 2020. Ora, esta não é uma novidade, já que estes mesmos 100 mil milhões de dólares foram acordados há 6 anos na Cimeira de Copenhaga, constituindo o famoso “Green Climate Fund”. Desta meta estabelecida em 2009 em Copenhaga até este ano, dos 100 mil milhões anuais, tinha-se conseguido juntar... 10 mil milhões. Não há mecanismos estabelecidos para esta nova promessa, já que a provisão de fundos para a adaptação às alterações climáticas dos países mais vulneráveis foi relegada a uma decisão da cimeira, não ao acordo, o que significa que pode ser revertida.

Das propostas individuais dos países, os progressos serão analisados a cada cinco anos. Uma vez que o acordo agora assinado apenas entrará em vigor em 2020, só em 2025 haverá uma primeira revisão e a possibilidade de rever o aumento entre 2,7ºC e 3,7ºC que está previsto.

Os Estados Unidos fizeram questão de introduzir uma cláusula determinando que este acordo não poderá iniciar processos de responsabilização ou compensações, o que significa concretamente que já se está a descartar de compensações por perdas, danos, acidentes ou fenómenos climáticos extremos em países pobres directamente causados pelas alterações climáticas para as quais é o principal contribuidor histórico. Outros grandes poluidores regozijaram-se com esta decisão.

Entre a União Europeia e os Estados Unidos estabeleceu-se um acordo, tendo em visto o futuro Tratado Transatlântico de Comércio e Investimento, de tirar qualquer referência ao comércio internacional no tratado. Mas as omissões não se ficaram por aí. A Associação Dinamarquesa de Armadores declarou estar chocada com a decisão de omitir o transporte marítimo do acordo. Este sector, que emite entre 2 e 4% de todos gases com efeito de estufa, solicitou a sua integração no acordo para provocar regulação, e foi rejeitada. "Uma decisão grotesca", segundo os proprietários dos navios. As emissões do transporte marítimo e da aviação não são sequer contabilizadas para as contas oficiais de emissões. A nível de omissões, as palavras do acordo falam por si:

Energia –  referida 2 vezes (1 renovável, 1 nuclear)
Combustível – referida 0 vezes
Fóssil – referida 0 vezes
Carvão – referida 0 vezes
Petróleo – referida 0 vezes
Transporte – referida 0 vezes
Agricultura – referida 0 vezes
Comércio – referida 0 vezes

As principais fontes de emissões não estão sequer expressas no acordo. A força dos lobbys do petróleo, do carvão, da mineração, dos agrotóxicos, do comércio bloquearam o acordo de que precisávamos.
Este acordo consegue limpar as perspectivas de justiça climática, de mitigação eficaz de emissões, de conseguir manter a temperatura do planeta na segurança, de sequer compensar as populações e os países mais frágeis pelos efeitos já em marcha e pelo seu agravamento devido às alterações climáticas.

Precisamos portanto de avançar muito, sem ilusões sobre os acordos internacionais, tratados institucionais e passou bens atrás de portas fechadas, precisamos de mobilizar-nos por todo o lado, sabendo que temos pela frente as maiores empresas do mundo, que começam guerras por precisarem mais matérias-primas, mais petróleo e mais terras. É o desafio das nossas vidas. 

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Sobre o autor

Engenheiro do ambiente. Deputado municipal do Bloco na Amadora

sábado, 12 de dezembro de 2015

Paris sai à rua contra um mau acordo climático

Sábado, 12 de dezembro de 2015
O acordo da COP 21 acaba de ser divulgado e as linhas vermelhas não foram respeitadas. Apesar da proibição das manifestações, em Paris milhares de pessoas saíram às ruas contra o resultado da cimeira.

domingo, 8 de novembro de 2015

Climáximo bloqueia viaturas da Volkswagen na FIL

Domingo, 8 de novembro de 2015
Na passada sexta-feira, ativistas do Climáximo, movimento pela justiça climática, bloquearam viaturas da VW no “Salão Automóvel Verde e Ecológico”, denunciando os processos fraudulentos e os crimes ambientais da construtora alemã.
Ativistas do Climáximo, movimento pela justiça climática, bloquearam viaturas da VW no “Salão Automóvel Verde e Ecológico”, na passada sexta-feira
Em comunicado, o Climáximo refere que “a poucos dias da Cimeira do Clima em Paris, a propaganda verde aumenta, com empresas como a VW, a BP, ou a BMW a apresentarem-se à população como verdes, enquanto executam processos fraudulentos e crimes ambientais por todo o planeta”.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Negociadores retomarão discussões sobre mudanças climáticas no início de 2013

Quarta, 26 de dezembro de 2012 
Carolina Gonçalves e Renata Giraldi 
Repórteres da Agência Brasil
Nos primeiros meses de 2013, os negociadores internacionais retomarão as conversas em busca de acordos globais sobre mudanças climáticas que levarão a uma proposta comum a ser fechada até 2015. O acordo refere-se à  Plataforma Durban - em substituição ao segundo período do Protocolo de Quioto -, que estabelece os compromissos dos países desenvolvidos para a redução das emissões de gases de efeito estufa e estende as responsabilidades às nações em desenvolvimento.

Há consenso entre os países signatários da Convenção do Clima das Nações Unidas, que se propõem a definir os novos compromissos no prazo máximo de dois anos. O rascunho ficará pronto até o fim de 2014.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Apelo da Avaaz

Quarta, 7 de dezembro de 2011
Caros amigos,


Nosso planeta está morrendo e grandes empresas de petróleo estão colocando nações importantes no bolso e impedindo qualquer chance de um tratado climático. Temos 3 dias até o fim das negociações da ONU acabarem -- vamos clamar à União Europeia, Brasil e China que sejam nossa liderança rumo a um acordo para salvar o planeta! Clique aqui para assinar a petição urgente:

Nossos oceanos estão morrendo, nosso ar está mudando, e nossas florestas e matas estão virando desertos. Dos peixes e plantas à vida selvagem e seres humanos, estamos rapidamente matando o planeta que nos abriga. Há uma única grande causa dessa destruição do mundo natural: as mudanças climáticas. E nos próximos 3 dias temos uma chance de impedir isso de acontecer.

O tratado da ONU sobre as mudanças climáticas -- nossa melhor esperança para ação contra esse problema -- expira no ano que vem. Mas uma coalizão gananciosa de países dominados pelo petróleo e liderada pelos EUA está tentando acabar com esse tratado para sempre. É difícil de acreditar: eles estão trocando o lucro em curto prazo pela sobrevivência do nosso mundo natural.

A União Europeia, Brasil e China estão em cima do muro -- eles não são escravos das empresas de petróleo como os EUA são, mas precisam ouvir um chamado para ação massivo do povo antes de realmente liderarem financeira e politicamente a discussão para salvar o tratado da ONU. O mundo está reunido na conferência climática pelos próximos 3 dias para fazer uma grande decisão. Vamos enviar aos nossos líderes um clamor massivo para que eles se posicionem contra o petróleo e salvem o planeta -- uma equipe da Avaaz na conferência vai entregar nosso clamor diretamente:

http://www.avaaz.org/po/the_planet_is_dying/?vl

A situação está ficando desesperadora -- por todo o planeta, condições extremas do clima continuam a ultrapassar os registros, deixando milhões de pessoas nas ruas, sem comida ou abrigo. Estamos rapidamente chegando no ponto em que não haverá retorno das mudanças climáticas -- temos apenas até 2015 para começar a reduzir drasticamente nossas emissões de carbono.

Apesar dessa urgência real, o mundo falhou em se mobilizar contra a democracia dos EUA, dominada pelos combustíveis fósseis. Não contentes com a destruição das negociações de Copenhague e do Protocolo de Kyoto, agora eles estão construindo uma coalizão de destruidores de tratados climáticos para colocar o último prego no caixão das negociações internacionais na África.

Nossa única esperança de mudar esse jogo está com a Europa, Brasil e China -- eles podem fazer esse acordo se tornar realidade, mas precisam atuar juntos, e é aí que entramos. A Europa está cansada, já lutou dura e longamente a favor do clima e precisa de um apoio público. A China já concordou em metas legalmente vinculativas e é sensível com sua reputação internacional, podendo assumir essa liderança no futuro se a encorajarmos. O Brasil vai realizar a próxima Conferência da Terra no ano que vem -- e isso lhe deixa o país impaciente para preparar o mundo para o sucesso do clima. Vamos criar um clamor gigante e global para unir esses campeões do clima e criar a equipe verde dos sonhos. Assine a petição agora e, em seguida, encaminhe esse email:

http://www.avaaz.org/po/the_planet_is_dying/?vl

O foco insano no lucro em curto prazo, que motiva os países a atravancarem a ação contra a crise climática que literalmente ameaça a sobrevivência de todos nós, não pode ser tolerado. Felizmente, nosso movimento tem o poder para intervir nesse processo e demandar uma mudança de posição. Vamos nos unir e inspirar outros a fazerem o mesmo em prol de um mundo mais humano e seguro.

Com esperança e determinação,

Luis, Emma, Ricken, Iain, Antonia, Morgan, Dalia, Pascal e o resto da equipe da Avaaz

Mais Informações:

China se dispõe a aceitar novo pacto climático; EUA não cedem (Terra)

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5504522-EI19408,00-China+se+dispoe+a+aceitar+novo+pacto+climatico+EUA+nao+cedem.html

COP-17: União Europeia tenta atrair EUA e emergentes para acordo em 2015 (Rede Brasil Atual)

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/ambiente/2011/12/cop-17-uniao-europeia-tenta-atrair-eua-e-emergentes-para-acordo-em-2015

Brasil se diz otimista com desfecho em reunião do clima (BBC Brasil)

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/12/111206_cop17_durban_is.shtml

Aumenta pressão para acordo na Conferência Climática da ONU em Durban (AFP)

http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5jrh-zLW9GdUmMO3HRyhknjrLprRQ?docId=CNG.9e09d9bfead2abd076ea5953e0edc930.01

Durban: Última oportunidade para salvar o Protocolo de Quioto? (Euronews)

http://pt.euronews.net/2011/12/05/durban-ultima-oportunidade-para-salvar-o-protocolo-de-quioto/

sábado, 28 de agosto de 2010

Atendimentos pediátricos aumentam em hospital de Brasília devido à seca

Sábado, 28 de agosto de 2010
Da Agência Brasil

Brasília - A baixa umidade do ar tem aumentado o número de atendimentos nas pediatrias dos hospitais do Distrito Federal. De acordo com a pediatra Marina Salomão Maranhão, do Hospital Regional da Asa Sul (Hras), os problemas mais comuns nas crianças em decorrência da seca são problemas respiratórios e as alergias, como rinite e sinusite. O menor índice do dia foi às 14h, quando a umidade relativa do ar chegou 18%. A expectativa é de uma melhora para 30% a 40% à noite, mas amanhã o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê o mesmo quadro.

O número de atendimentos de emergência no Hras chega a dobrar no período de estiagem. Em 2009, foram 3.352 atendimentos em fevereiro, mês chuvoso na Região Centro-Oeste. Já em agosto do mesmo ano, foram 6.636 atendimentos pediátricos de emergência.

A estudante Luzia Márcia Damasceno levou a filha de quatro anos para ser atendida no Hras depois de quatro dias de sintomas causados pela baixa umidade. A menina teve febre, tosse, vômito e diarreia e foi internada no hospital no início da tarde de ontem (27). “Damos água para ela beber o tempo todo, mas mesmo assim ela ficou doente”.

De acordo com Marina Maranhão, outros cuidados são importantes além da ingestão de líquidos. “Não agasalhar demais a criança, não deixá-la brincando no sol, sempre tomar os cuidados básicos de higiene e ter boa alimentação são medidas sempre importantes, ainda mais numa época crítica como a de seca.”

Para o pediatra Roberto Franklin, as pessoas devem levar em conta a recomendação do Ministério da Saúde que determina que devem ser evitados exercícios físicos das 9h às 16h. “Isso vale para qualquer pessoa, não apenas para crianças. Fazer corrida no horário do almoço, por exemplo, pode trazer mais desgaste físico do que benefícios.”

Neste domingo o céu permanecerá claro e parcialmente nublado com névoa seca. A temperatura máxima deverá variar entre 30 graus Celsius (ºC) e 16ºC. O forte calor tem levado os frequentadores ao Parque da Cidade. Mas as pessoas têm evitado permanecer ao sol nos horários mais quentes.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Reflexões do Comandante Fidel

Terça, 5 de janeiro de 2010
O DIREITO DA HUMANIDADE A EXISTIR

A mudança climática já causa danos consideráveis e centenas de milhões de pobres sofrem as conseqüências.

Os centros de investigações mais avançados garantem que resta muito pouco tempo para evitar uma catástrofe irreversível. James Hansen, do Instituto Goddard da NASA, assevera que um nível de 350 partes do dióxido de carbono por milhão ainda é tolerável; contudo, hoje ultrapassa a cifra de 390 e cada ano se incrementa a ritmo de duas partes por milhão, ultrapassando os níveis de há 600 mil anos. As últimas duas décadas têm sido, cada uma delas, as mais calorosas desde que se têm notícias do registro.
Nos últimos 150 anos o mencionado gás aumentou 80 partes por milhão.

O gelo do Mar Ártico, a enorme camada de dois quilômetros de espessura que cobre a Groenlândia, as geleiras da América do Sul que nutrem suas fontes principais de água doce, o volume colossal que cobre a Antártida, a camada que resta do Kilimanjaro, os gelos que cobrem a Cordilheira do Himalaia e a enorme massa gelada da Sibéria estão a se derreter visivelmente. Cientistas notáveis temem saltos quantitativos nestes fenômenos naturais que originam a mudança.

A humanidade pôs grandes esperanças na Cimeira de Copenhague, depois do Protocolo de Kyoto subscrito em 1997, que começou a vigorar no ano 2005. O estrondoso fracasso da Cimeira deu lugar a vergonhosos episódios que precisam ser esclarecidos.

Os Estados Unidos da América, com menos de 5% da população mundial emitem 25% do dióxido de carbono. O novo Presidente dos Estados Unidos da América prometeu cooperar com o esforço internacional para encarar um problema que afeta esse país e o resto do mundo. Durante as reuniões prévias à Cimeira, ficou evidenciado que os dirigentes dessa nação e dos países mais ricos manobravam para fazer com que o peso do sacrifício caísse sobre os países emergentes e pobres.

Grande número de líderes e milhares de representantes dos movimentos sociais e instituições científicas decididos a lutar por preservar a humanidade do maior risco de sua história, viajaram a Copenhague convidados pelos organizadores da Cimeira. Não vou me referir aos detalhes sobre a brutalidade da força pública dinamarquesa, que arremeteu contra milhares de manifestantes e convidados dos movimentos sociais e científicos que acudiram à capital da Dinamarca, para me concentrar nos aspectos políticos da Cimeira.

Em Copenhague reinou um verdadeiro caos e aconteceram coisas incríveis. Os movimentos sociais e instituições científicas foram proibidos de participar nos debates. Houve Chefes de Estado e de Governo que não puderam nem sequer emitir suas opiniões sobre problemas vitais. Obama e os líderes dos países mais ricos apropriaram-se da conferência com a cumplicidade do governo dinamarquês. Os organismos das Nações Unidas foram relegados.

Barack Obama, que chegou no último dia da Cimeira para permanecer ali apenas 12 horas, reuniu-se com dois grupos de convidados escolhidos "a dedo" por ele e seus colaboradores. Junto a um deles se reuniu na sala da plenária com o resto das mais altas delegações. Falou e foi embora logo pela porta traseira. Nessa sala, com a exceção do grupo selecionado por ele, foi proibido fazer uso da palavra aos outros representantes dos estados. Nessa reunião os Presidentes da Bolívia e da República Bolivariana da Venezuela puderam falar porque, perante o reclamo dos representantes o Presidente da Cimeira não teve outra alternativa que lhes conceder a palavra.

Noutra sala contígua, Obama reuniu os líderes dos países mais ricos, vários dos Estados emergentes mais importantes e dois muito pobres. Apresentou um documento, negociou com dois ou três dos países mais importantes, ignorou a Assembléia Geral das Nações Unidas, ofereceu entrevistas coletivas, e foi embora como Júlio César numa de suas campanhas vitoriosas na Ásia Menor, que fez com que exclamasse: Cheguei, vi e venci.

O próprio Gordon Brown, Primeiro Ministro do Reino Unido, no dia 19 de outubro, afirmou: "Se não chegamos a um acordo, no decurso dos próximos meses, não devemos ter nenhuma duvida de que, uma vez que o crescimento não controlado das emissões tenha provocado danos, nenhum acordo global retrospectivo, nalgum momento do futuro, poderá desfazer tais efeitos. Nessa altura, será irremediavelmente tarde demais."

Brown concluiu seu discurso com dramáticas palavras: "Não podemos dar-nos ao luxo de fracassar. Se fracassamos agora, pagaremos um preço muito alto. Se atuamos agora, se atuamos de conjunto, se atuamos com visão e determinação, o sucesso em Copenhague ainda estará ao nosso alcance. Mas se fracassamos, o planeta Terra estará em perigo, e para o planeta não existe um Plano B."

Agora, declarou com arrogância que a Organização das Nações Unidas não deve ser tomada como refém por um pequeno grupo de países como Cuba, a Venezuela, a Bolívia, a Nicarágua e Tuvalu, ao mesmo tempo que acusa a China, a Índia, o Brasil, a África do Sul e outros Estados emergentes de cederem perante as seduções dos Estados Unidos da América para subscreverem um documento que lança à lixeira o Protocolo de Kyoto e não contém nenhum compromisso vinculativo por parte dos Estados Unidos da América e dos seus aliados ricos.

Sou obrigado a recordar que a Organização das Nações Unidas nasceu há apenas seis décadas, depois da última Guerra Mundial. Os países independentes, naquela altura não ultrapassavam o número de 50. Hoje fazem parte dela mais de 190 Estados independentes, após ter deixado de existir, produto da luta decidida dos povos, o odioso sistema colonial. À própria República Popular China, durante muitos anos, lhe foi negado pertencer à ONU, e um governo fantoche ostentava sua representação nessa instituição e em seu privilegiado Conselho de Segurança.

O apoio tenaz do crescente número de países do Terceiro Mundo foi indispensável no reconhecimento internacional da China, e um fator de suma importância para que os Estados Unidos da América e seus aliados da NATO lhe reconheceram seus direitos na Organização das Nações Unidas.

Na heróica luta contra o fascismo, a União Soviética tinha realizado o maior contributo. Mais de 25 milhões de seus filhos morreram, e uma enorme destruição assolou o país. Dessa luta emergiu como superpotência capaz de contrapesar em parte o domínio absoluto do sistema imperial dos Estados Unidos da América e as antigas potências coloniais para o saqueio ilimitado dos povos do Terceiro Mundo. Quando a URSS se desintegrou, os Estados Unidos da América estenderam o seu poder político e militar para o Leste, até o coração da Rússia, e a sua influência sobre o resto da Europa aumentou. Nada de estranho tem o acontecido em Copenhague.

Desejo sublinhar o injusto e ultrajante das declarações do Primeiro Ministro do Reino Unido e a tentativa ianque de impor, como Acordo da Cimeira, um documento que em nenhum momento foi discutido com os países participantes.

O Ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, na entrevista coletiva oferecida no dia 21 de dezembro, afiançou uma verdade que é impossível negar; usarei textualmente alguns dos seus parágrafos: "Gostaria de enfatizar que em Copenhague não houve nenhum acordo da Conferência das Partes, não foi tomada nenhuma decisão com respeito aos compromissos vinculativos ou não vinculativos, ou de natureza de Direito Internacional, de maneira nenhuma; simplesmente, em Copenhague não houve acordo".

"A Cimeira foi um fracasso e um engano à opinião pública mundial. [...] ficou a descoberto a falta de vontade política..."
"... foi um passo atrás na ação da comunidade internacional para prever o mitigar os efeitos da mudança climática..."
"... a média da temperatura mundial poderia aumentar em 5 graus..."

Logo, o nosso Ministro das Relações Exteriores acrescenta outros dados de interesse sobre as possíveis conseqüências segundo as últimas pesquisas da ciência.
"...desde o Protocolo de Kyoto até a data as emissões dos países desenvolvidos aumentaram 12,8%... e desse volume 55% corresponde aos Estados Unidos da América."
"Um estadunidense consome anualmente, em média, 25 barris de petróleo, um europeu 11, um cidadão chinês menos de dois, e um latino-americano ou caribenho, menos de um."
"Trinta países, incluídos os da União Européia, consomem 80% do combustível produzido."

O fato muito real é que os países desenvolvidos que subscreveram o Protocolo de Kyoto aumentaram drasticamente suas emissões. Querem substituir agora a base adotada das emissões a partir de 1990 com a de 2005, com o qual os Estados Unidos da América, o máximo emissor, reduziria só 30% suas emissões de 25 anos antes. É uma desavergonhada zombaria à opinião pública.

O Ministro das Relações Exteriores cubano, falando em nome de um grupo de países da ALBA, defendeu a China, a Índia, o Brasil, a África do Sul e outros importantes Estados de economia emergente, afirmando o conceito alcançado em Kyoto de "responsabilidades comuns, porém diferenciadas, quer dizer que os acumuladores históricos e os países desenvolvidos, que são os responsáveis por esta catástrofe, têm responsabilidades diferentes às dos pequenos Estados insulares ou às dos países do Sul, sobretudo os países menos desenvolvidos..."

"Responsabilidades quer dizer financiamento, responsabilidades quer dizer transferência de tecnologia em condições aceitáveis, e então Obama faz um jogo de palavras, e em vez de falar de responsabilidades comuns, porém diferenciadas, fala de respostas comuns, porém diferenciadas."

"... abandonou a sala sem se dignar a escutar ninguém, nem tinha escutado ninguém antes de sua intervenção."

Numa entrevista coletiva posterior, antes de abandonar a capital dinamarquesa, Obama afirma: "Temos produzido um substancial acordo sem precedente aqui em Copenhague. Pela primeira vez na história, as maiores economias viemos juntas aceitar responsabilidades."

Em sua clara e irrefutável exposição, nosso Ministro das Relações Exteriores afirma: Que quer dizer isso de que as maiores economias viemos juntas aceitar nossas responsabilidades? Quer dizer que estão descarregando um importante peso da carga que significa o financiamento para a mitigação e a adaptação dos países sobre todo do Sul à mudança climática, sobre a China, o Brasil, a Índia e a África do Sul; porque há que dizer que em Copenhague teve lugar um assalto, um roubo contra a China, o Brasil, a Índia, a África do Sul e contra todos os países chamados com eufemismo em desenvolvimento."

Estas foram as palavras contundentes e incontestáveis com as quais nosso ministro das Relações Exteriores relata o acontecido em Copenhague.

Devo acrescentar que, quando às 10 horas do dia 19 de dezembro nosso vice-presidente Esteban Lazo e o Ministro das Relações Exteriores cubano tinham ido embora, se produziu uma tentativa tardia de ressuscitar o morto de Copenhague, como um acordo da Cimeira. Nesse momento, não restava praticamente nenhum Chefe de Estado nem apenas ministros. Novamente, a denúncia dos restantes membros das delegações de Cuba, da Venezuela, da Bolívia, da Nicarágua e de outros países derrotou a manobra. Foi assim que finalizou a inglória Cimeira.

Outro fato que não pode ser esquecido foi que nos momentos mais críticos desse dia, em horas da madrugada, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, juntamente com as delegações que travavam uma digna batalha, ofereceram ao secretario-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, sua cooperação na luta cada vez mais dura que se levava a acabo, e nos esforços a se realizarem no futuro para preservar a vida de nossa espécie.

O grupo ecológico Fundo Mundial para a Natureza (WWF) advertiu que a mudança climática ficaria fora de controle nos próximos 5 a 10 anos, se não são diminuídas drasticamente as emissões.

Mas não faz falta demonstrar o essencial do que aqui é afirmado a respeito do feito por Obama.

O presidente dos Estados Unidos da América declarou, quarta-feira, 23 de dezembro, que as pessoas têm razão ao estarem decepcionados pelo resultado da Cimeira sobre a Mudança Climática. Em entrevista pela cadeia de televisão CBS, o mandatário assinalou que "em vez de ver um total colapso, sem que tivesse feito nada, o que poderia ter sido um enorme retrocesso, ao menos nos mantivemos mais ou menos donde estávamos?..."

Obama, afirma a notícia, é o mais criticado por aqueles que, de maneira quase unânime, sentem que o resultado da Cimeira foi desastroso.

A ONU agora está numa situação difícil. Pedir a outros países que adiram ao arrogante e antidemocrático acordo seria humilhante para muitos Estados.
Continuar a batalha e exigir em todas as reuniões, principalmente nas de Bonn e do México, o direito da humanidade a existir, com a moral e a força que nos outorga a verdade, é segundo a nossa opinião o único caminho.

Fidel Castro Ruz
Dezembro 26 de 2009

sábado, 19 de dezembro de 2009

Sábado, 19 de dezembro de 2009
Estados Unidos: 3 trilhões de dólares para salvar banqueiros, 128 bilhões para a guerra no Iraque e no Afeganistão e apenas 100 bilhões (e em dez anos) para salvar o planeta.

Marina Silva critica posicionamento do Brasil durante conferência do clima

Sábado, 19 de dezembro de 2009
Da Agência Brasil
Marli Moreira - Repórter

São Paulo - A senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, pré-candidata do Partido Verde à sucessão presidencial de 2010, criticou hoje (19) o posicionamento do Brasil na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15) e classificou de “pífio” o resultado do encontro encerrado ontem (18) em Copenhague, na Dinamarca.

Na avaliação dela, o Brasil perdeu a chance de fazer a diferença contribuindo para o fundo de ajuda aos países pobres.

"Um país que colocou 10 bilhões [de dólares] no FMI [Fundo Monetário Internacional] pode investir recursos para ter solidariedade com os países que precisam”, disse a parlamentar, considerando ter sido um equívoco o país não ter aderido ao fundo. “Se o Brasil tivesse aderido, mostraria que, se um país em desenvolvimento pode colocar 10% do valor total que está sendo investido, os países ricos poderiam colocar muito mais”.

Essa adesão, segundo ela, seria uma ação simbólica, que poderia dar exemplo aos demais participantes da COP-15. Um total de 192 países participaram da conferência.

Perguntada se o PV saiu fortalecido depois do encontro da ONU, ela respondeu que o ideal seria que todos ganhassem. "O ideal seria que tivéssemos saído de lá com um acordo à altura da quantidade de chefes de Estado que estavam e à altura da importância política dos homens que estavam lá, mas, infelizmente quem teve o maior senso de responsabilidade, mais uma vez, foi a opinião pública.”

Ela afirmou ainda que foi para a COP-15 com a expectativa de que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, apresentasse um reposicionamento sobre as metas de redução das emissões dos gases que provocam o efeito estufa. Esse mesmo comportamento, na opinião dela, deveria ter sido tomado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

A senadora evitou fazer avaliações sobre o desempenho das autoridades brasileiras que participaram da conferência. Segundo ela, isso seria um ato de prepotência. Ela falou ainda que tem participado do encontro, desde a edição de 2003, porque tem preocupações com as ações em nível mundial para a preservação do meio ambiente.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

1 Bilhão de Lula para Eike Batista

Segunda, 14 de dezembro de 2009
Do jornalista Helio Fernandes hoje no site da Tribuna da Imprensa: “Em Copenhague, as potências enganam a humanidade. Lula finge total credibilidade e dá 1 BILHÃO a Eike Batista
Fora as chuvas e vendavais terríveis, que empobrecem mais ainda os já pobres, o grande assunto do momento é a reunião de 196 países fingindo que pretendem acabar com a contaminação da atmosfera.
EUA e China, os dois maiores poluidores, fogem de qualquer responsabilidade, mentem desaforadamente: “Concordamos em diminuir a poluição em 2020, o que falta é dinheiro”.
Com a redução (o fim jamais haverá) da poluição, os mais beneficiados serão precisamente as grandes potências. Reconheço, com 77 países (o G-77) decidindo, não sai acordo.
Para as necessidades dos bancos, seguradoras, imobiliárias e outros setores que só “pensam em fabricar lucros”, existem TRILHÕES de dólares. Para melhorar a vida de BILHÕES de pessoas, não sobrou coisa alguma.
Lula faz encenação, grita, engana. Mas o BNDES, por ordem direta dele, acabou de dar 1 BILHÃO ao “empresário” Eike Batista. Disso, quanto ele vai destinar para Madonna?”

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Cristovam pede a Lula que adote posição de vanguarda em Copenhague

Quinta, 19 de novembro de 2009
Da Agência Senado
Ao dirigir um alerta aos líderes mundiais - que participarão, no início de dezembro, da Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP 15), na Dinamarca - sobre os riscos de destruição do planeta por catástrofes climáticas, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) fez um apelo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que adote uma posição de vanguarda durante o encontro.
Para Cristovam, os compromissos voluntários assumidos antecipadamente pelo governo brasileiro de redução das emissões de gases geradores do efeito estufa, bem como de diminuição do desmatamento na Amazônia, não são suficientes para conter a tragédia ambiental planetária que, em sua avaliação, se avizinha.
- Volto a insistir aqui e a fazer um apelo ao presidente do meu país, para que ele não se apequene em Copenhague; que ele fale para todos os seis bilhões de seres humanos hoje preocupados com os próximos anos de suas vidas e com a certeza da tragédia na vida dos seus filhos, dos seus netos e de toda a humanidade que vem depois - disse.
Cristovam pediu ainda a Lula que participe da conferência "como um ideólogo propondo um modelo novo para a civilização, onde o transporte público prevalecerá sobre o transporte privado; onde o consumo será limitado, de acordo com as restrições ecológicas".

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Países ricos consideram fora da realidade acordo sobre mudanças climáticas em Copenhague

Segunda, 16 de novembro de 2006
Brasília - Líderes políticos da Ásia, da Europa e dos Estados Unidos consideraram fora da realidade a hipótese de assinatura de um acordo internacional sobre mudanças climáticas em Copenhague (Dinamarca). O anúncio foi feito ontem (15), em Cingapura, pelo conselheiro da delegação norte-americana, Mike Froman. As informações são da agência portuguesa Lusa.

Ontem, o primeiro-ministro da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, reuniu-se com 19 líderes de nações que fazem parte da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), além do presidente norte-americano, Barack Obama, e do presidente chinês, Hu Jintao.

Durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – marcada para dezembro em Copenhague –, os 192 países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) devem chegar a um consenso sobre o novo acordo global para complementar o Protocolo de Quioto pós-2012.

A negociação – que está travada – visa a ampliar metas obrigatórias para os países ricos, incluir os Estados Unidos no regime de controle de emissões de gases de efeito estufa e definir compromissos mais efetivos para grandes emissores em desenvolvimento, como o Brasil, a China e a Índia.