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(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O que é corrupção passiva, o crime que pode tirar Temer do cargo

Quarta, 2 de agosto de 2017
O que é corrupção passiva, o crime que pode tirar Temer do cargo
Delito ocorre quando funcionários públicos concedem ou prometem vantagem indevida em troca de pagamento ou ao menos de uma oferta de compensação
Por Veja.com Foto: Reprodução/Divulgação/Marcos Corrêa/Pr/ Fotos Públicas
Blog do Sombra
 
Quase um ano após a sua posse definitiva na Presidência da República, em agosto de 2016, Michel Temer (PMDB) enfrenta uma pecha diferente da que gostaria: é o primeiro chefe de estado brasileiro a ser denunciado por crime comum. A acusação, apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e que requer a autorização da Câmara dos Deputados para ser analisada pela Justiça, é a de corrupção passiva.
 
O crime é definido pelo artigo 317 do Código Penal, que prevê o seguinte: “solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem”. É um delito que só pode ser cometido por funcionários públicos e que fica caracterizado quando este oferece ou aceita um benefício em troca de um favorecimento indevido, que só seja possível pela função que ocupa.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Combustível estocado: propinas, reformas e obstrução são as últimas provas de crimes contra Temer

Segunda, 26 de junho de 2017
Do Blog Bahia em Pauta
BRT
O presidente Michel Temer na Russia na semana passada Mikhail Svetlov Getty Images


DO EL PAIS

Daniel Haidar
São Paulo
Não faltaram opções ao presidente Michel Temer. Anfitrião de uma reunião secreta com o empresário Joesley Batista, sócio do frigorífico da JBS, Temer podia mandar o velho conhecido pleitear suas demandas como qualquer pessoa, nos balcões dos órgãos públicos onde queria facilidades. Mas, na fatídica conversa de 7 de março, Temer podia oferecer um atalho a Joesley e falou para ele tratar “tudo” com o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ex-assessor e homem da inteira confiança do presidente. Isso mudou tudo. Dias depois, Rocha Loures se encontrou com Joesley, disse falar em nome do presidente, e prometeu resolver um problema do empresário no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Em troca da facilidade, Rocha Loures pediu e levou R$ 500 mil de propina. Terminava, assim, a sequencia de ações, registradas em conversas gravadas por Joesley e comparsas, que colocou Temer na mira do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.