Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
Mostrando postagens com marcador daniel mazola. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador daniel mazola. Mostrar todas as postagens

sábado, 8 de fevereiro de 2020

Memória viva da história e do jornalismo

Sábado, 8 de fevereiro de 2020
Por Daniel Mazola da Tribuna da Imprensa Livre

Jornalistas Helio Fernandes e Daniel Mazola, 2008, Festa do Centenário da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (Iluska Lopes/TIL)

Abril de 2014, Helio Fernandes, decano e catedrático do jornalismo brasileiro, hoje com 99 anos, concedeu magnífica entrevista ao programa Observatório da Imprensa. Na ocasião, Alberto Dines e Ancelmo Gois (convidado especialmente para “enfrentar a fera”) conversaram por mais de três horas com o mestre e poderia ter durado muito mais.
O falecido Alberto Dines, lembrou que o jornalista Helio Fernandes foi testemunha das últimas oito décadas da história do Brasil, que conviveu com a cúpula política do país e com importantes nomes da imprensa. Entre eles, JK e o polêmico Carlos Lacerda, de quem comprou a Tribuna da Imprensa em 1962, isso após uma rápida passagem pelas mãos de Manuel Francisco do Nascimento Brito, então dono do Jornal do Brasil.
Helio Fernandes foi preso 9 vezes, desterrado três e sofreu 37 processos. Afirmou ter sido o único jornalista brasileiro preso e julgado pelo STF, porque publicou uma circular sigilosa e confidencial do Ministro da Guerra, isso em 1963. Millôr ao saber da prisão do irmão fez uma frase e publicou: “Um jornalista que recebe um documento desses e não publica, é melhor que abra um supermercado”. Relembrou o início da carreira, ainda nos anos 1930, quando as teclas das máquinas de escrever das redações eram movidas a fumaça de cigarro e uísque.

sábado, 29 de abril de 2017

Sangue, suor, lágrimas e o triunfo da greve geral [vídeos]

Sábado, 29 de abril de 2017
Da Tribuna da Imprensa
Daniel Mazola
 
Nada pode ser tão estúpido quanto ver trabalhadores a serviço das elites golpistas atacando violentamente outros irmãos da classe trabalhadora. E ainda somos obrigados a ver a "recatada" esposa de Sérgio Cabral tranquila em casa, Eike Batista, agora solto, gozando as gargalhadas e usufruindo de tudo que pilhou do Brasil, mas para os vermes da mídia golpista e seus patrões, o povo que está nas ruas não passa de baderneiros, vândalos, vagabundos, arruaceiros ou bandidos! Temos certamente a imprensa mais reacionária do mundo.

domingo, 26 de abril de 2015

Discurso autoritário, clichês e sensacionalismo, assim é feito “Jornalismo Policial” no Brasil


Domingo, 26 de abril de 2015
Da Tribuna da Imprensa
Por Daniel Mazola
 
“Esses programas são desrespeitosos com os cidadãos. Antes de fazer a pesquisa, já conhecia a estrutura básica deles, mas nunca os acompanhei. No entanto, no processo de pesquisa, foi terrível ver como os apresentadores, de modo geral, se dão permissão para serem absolutamente grosseiros com os entrevistados, os suspeitos, as vítimas, e, inclusive, com a própria equipe dos programas”, observa o mestre Davi Romão, Instituto de Psicologia da USP.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Reserva moral do Brasil, espelho de várias gerações

Segunda, 30 de março de 2015
Da Tribuna da Imprensa

Por Daniel Mazola

Em tempos de crise profunda na Associação Brasileira de Imprensa e no País, resolvi relembrar de uma reserva moral do Brasil. Falo do inesquecível nacionalista que durante o governo do ditador Médici em 1973 candidatou-se a vice-presidente da República na chapa encabeçada por Ulisses Guimarães pelo então MDB. Participou da Campanha pela anistia ampla, geral e irrestrita, que teve sucesso em 1979 e em 1992, foi o primeiro signatário do pedido de impeachment do então Presidente Fernando Collor de Mello. A partir de 1994 esse bravo lutador participou de manifestações contrárias às privatizações de empresas públicas, política iniciada no governo Collor e ampliada no governo FHC. Em 1998 ele foi contrário a revisão constitucional que permitia a reeleição dos ocupantes de cargos executivos, por considerar “prejudicial aos interesses do Brasil”. 
 “BARBOSA LIMA SOBRINHO construiu um monumento à dignidade e à honradez”, afirmou o Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, logo após a morte do jornalista aos 103 anos, em 16 de julho de 2000. 
Alguns pensamentos e reflexões do "Dr. Barbosa"
 “A igualdade é pressuposto básico da Democracia, que, sem ela, não tem condições de sobreviver” 
 “O Liberalismo de dois séculos atrás virou agora o Neoliberalismo; tudo isso para dar a impressão de modernidade, tentando dissimular a servidão, que continua a mesma” 
 Se nós não confiarmos na mocidade, estamos perdidos porque, de fato, vão depender dela os destinos do Brasil” 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Impeachment não basta, tirar a “gerentona” é trocar seis por meia dúzia. . . precisamos combater a real causa dos problemas

Sexta, 13 de fevereiro de 2015
Precisamos parar com a mania de atacar os efeitos, em vez de combater a real causa dos problemas...
----------------- 
Por Daniel Mazola — Tribuna da Imprensa
Prezados leitores, vamos raciocinar, analisem, pensem. Se as investigações da Operação Lava Jato comprovarem que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, usou dinheiro do ‘petrolão’ para irrigar a campanha presidencial da “gerentona” Dilma Rousseff, conforme revelam as "delações premiadas", a própria Legislação Eleitoral (Lei 9.504, de 30 de setembro de 1997) em vigor determina que a presidente seja automaticamente cassada. Nesse caso nem precisará de impeachment para liquidá-la.

A verdade é que PT e PSDB representam a mesma política econômica, e pelas mentiras que Dilma contou na campanha reeleitoreira que vieram à tona, e pela crise sistêmica de corrupção e incompetência da gestão econômica, a presidente perdeu as condições morais de governabilidade. O problema é saber que na saída dela quem assume é o vice Michel Temer (PMDB-SP), ou outros ‘bichos’ da mesma espécie como Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Renan Calheiros (PMDB-AL)...

Mas voltemos ao fato, Dilma agiu de má-fé e mentiu deslavadamente durante a campanha eleitoral, fazendo agora exatamente aquilo que havia acusado seus opositores de estarem propondo, principalmente referente à política econômica. Circula no Facebook: "Dilma Rousseff é desonesta, falsa e indecisa”. Esta é a opinião, respectivamente, de 47%, 54% e 50% dos brasileiros consultados pelo Datafolha.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

"Homem Bomba" está prestes a detonar políticos e empreiteiros, Planalto está apavoraddo

Sexta, 16 de janeiro de 2015
Tribuna da Imprensa
Daniel Mazola
Dilma Rousseff está sem dormir desde a prisão de Nestor Cerveró, na avaliação dos nervosos assessores da “gerentona”, Cerveró pode causar mais danos ao PMDB que ao PT. Ele tem ligação direta com um dos políticos mais influentes do país (ninguém confirma que seria Renan Calheiros) e três deputados peemedebistas.
 
Se o ex-diretor Internacional da Petrobras realmente falar, o núcleo de empreiteiros da Lava Jato vai definitivamente se complicar. O principal alvo de investigações da força tarefa da Operação Lava Jato, após a decretação da prisão de Cerveró é uma offshore sediada na Irlanda, cujos três acionistas ainda não foram totalmente identificados.
 
Essa empresa seria uma das centrais de operação, no velho continente, do grupo que Cerveró representa. Os caminhos irlandeses da dinheirama que foi desviada do Brasil pode levar aos nomes de importantes políticos envolvidos no Petrolão. Dilma está muito tensa com a prisão de Nestor Cerveró, mas o presidente do Senado, Renan Calheiros não fica atrás, está bebendo muita maracugina nas últimas 24 horas, ele é tido como o "maior padrinho" de Cerveró.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Globo manda no Congresso e no Governo Dilma?

Sexta, 9 de janeiro de 2015
Da Tribuna da Imprensa  
Daniel Mazola

-->
A Copa do Mundo é dela. Emissora oficial do mundial de futebol que começa no mês que vem, a Rede Globo espera faturar R$ 1,438 bilhão com a transmissão dos jogos. E a bonança não para por aí: as receitas líquidas da empresa no ano passado chegaram a R$ 10,693 bilhões – uma alta de 6% em relação a 2012. Não à toa, os irmãos Marinho figuram no topo da lista das famílias mais ricas do Brasil. O ranking foi divulgado nesta semana pela revista ‘Forbes’.
Enquanto os resultados financeiros da empresa voam em céu de brigadeiro, o discurso é outro na mesa de negociações da campanha salarial dos jornalistas. Irredutíveis em proposta que não concede aumento real e que reajusta salários pelo menor índice apurado no país, o INPC, as empresas de radiodifusão – capitaneadas pela Globo, que é a maior empregadora nesse segmento – rejeitam as reivindicações do Sindicato para a melhoria das condições de vida do jornalista carioca.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Lula foi obrigado a depor na PF. Sem Graça? Conversa reservada entre Aécio e Pimentel. Justiça julga hoje pedido de Habeas Corpus para ativistas

Terça, 16 de dezembro de 2014
Da Tribuna da Imprensa
Daniel Mazola

O pedido de habeas corpus para IGOR MENDES da Silva, Karlayne Moraes da Silva Pinheiro, a Moa, e Elisa Quadros Pinto Sanzi, a Sininho, será julgado hoje (16/12), durante sessão na 7ª Câmara Criminal, segundo o Tribunal de Justiça. Os três ativistas tiveram as prisões preventivas decretadas há duas semanas pelo juiz Flávio Itabaiana, da 7ª Vara Criminal.
 
Na semana passada, o desembargador Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal, encaminhou para a análise do Ministério Público (MP) estadual um vídeo anexado pela defesa do trio. As imagens, segundo os advogados, mostram que os ativistas participavam de um ''ATO CULTURAL'' e não de um protesto.
 
O Ministério Público teve prazo de cinco dias para analisar o vídeo e definir se os ativistas participavam de um protesto ou de um ato cultural. Com base no parecer, o desembargador Siro Darlan, que atua como relator do recurso de habeas corpus, poderá decidir se mantém ou não o pedido de prisão dos ativistas.
 
“Não sei de nada” na PF

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

É Natal, a celebração do consumo

Terça, 9 de dezembro de 2014
Da Tribuna da Imprensa
Por Daniel Mazola 

A celebração do Natal, festa cristã que deveria consagrar a união amorosa dos indivíduos, serve, antes, para a separação dos mesmos, mediante a distinção social promovida pelo poder de consumo. Karl Marx ensinou que o fetichismo da mercadoria consiste no ocultamento da relação social que passa a ser mediada pelas mercadorias, e não mais entre seus produtores e indivíduos.
 
Nos dias atuais, todos os valores religiosos, sagrados e dogmáticos do Natal são profanados pela ideologia capitalista, e as artimanhas publicitárias capitaneadas pela sociedade de consumo transformaram a celebração natalina em um evento dissociado de seu objetivo primordial. A prova de amor entre os entes queridos consiste em se dar presentes caros. De acordo com cientistas sociais e pesquisadores “a publicidade recupera todos os valores para melhor desvalorizá-los e difundir sua ideologia consumista. É uma poluição pluridimensional, que não tem outra finalidade se não estimular o consumo dos produtos do sistema industrial, isto é, da matriz de todas as poluições. Nesse sentido, a publicidade é a poluição das poluições”.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Mais de 300 políticos são citados na maior operação policial da história republicana


Segunda, 24 de novembro de 2014
Da Tribuna da Imprensa
Por Daniel Mazola
Perto de iniciar a oitava fase da Operação Lava Jato, na qual os alvos são mais de 300 políticos citados em várias delações premiadas, Judiciário e Polícia Federal seguem na maior ação policial já vista na República desde a sua fundação, há 125 anos.
Além dos já conhecidos empresários, funcionários da Petrobras, grandes empreiteiros, lobistas e parlamentares que aparecem no inquérito, outros 250 parlamentares e cerca de 50 líderes partidários teriam sido citados pelos delatores, segundo vazamentos publicados nos jornais da chamada “grande mídia”. À medida que avançam as investigações e a divulgação de trechos dos depoimentos de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, mais nomes são apresentados à opinião pública.
O juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações, ressaltou no despacho que determinou a prisão preventiva do lobista Fernando Baiano, e que ainda não é possível partidarizar os envolvidos na operação, pois ainda não são conhecidos o alcance e a duração do esquema: “Aqui não se faz crítica partidária, pois se desconhece ainda o alcance e a duração da prática criminosa”, diz ele.
O fato é que já passou da hora de se quebrar a blindagem dos corruptos e corruptores da “república brasileira dos banqueiros-empreiteiros”. Os partidos também precisam ser responsabilizados.
Os investigadores da Operação Lava Jato tentam obter provas concretas de que parte da propina que seria paga por empreiteiras, em negociatas com contratos superfaturados na Petrobras, pode ter se revertido para uma sutil compra de votos na recente eleição presidencial. Alguns dos depoentes teriam revelado que as construtoras fizeram pagamentos de "premiações" a seus empregados, principalmente em grandes obras nas regiões Norte-Nordeste, como incentivo indireto para um descarrego de votos em Dilma Rousseff.
Essa suspeita de emprego do dinheiro de propina para "investimento" indireto, disfarçado e ilegal na campanha eleitoral é um dos pontos mais delicados em fase de apuração pela força tarefa que cuida da lava Jato. O temor de que tal assunto vaze (configurando crime eleitoral capaz de gerar um pedido de impugnação da chapa presidencial Dilma-Michel Temer) já chegou à cúpula do governo. A ordem de cima é para abafar tal suspeita, custe o que custar.
O medo, ou melhor, o cagaço é tanto que alguns assessores próximos à Presidente Dilma Rousseff têm feito, nos bastidores, falsos elogios à atuação do juiz Sérgio Fernando Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba. A tática é não provocar a ira do Homem de Gelo que tem muitas frentes abertas até agora em mais de 10 processos conduzidos sob a eficiente lógica da "transação penal", com colaborações premiadas que geram provas concretas para condenação. As caixas pretas desse país precisam ser abertas, sem exceções!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Documento sobre violações de Direitos Humanos será lançado na ABI

Quinta, 6 de novembro de 2014
Da ABI
-->
banner evento
Por Daniel Mazola*
Nossa Copa foi nas ruas! A Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa e das Olimpíadas (ANCOP) com apoio da Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da ABI, promove ato de lançamento nacional do Dossiê Megaeventos e Violações dos Direitos Humanos no Brasil, versão 2014, no dia 7 de novembro, às 18h, na sede da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), na Rua Araújo Porto Alegre, 71, no Centro do Rio de Janeiro. Representantes dos 12 Comitês Populares da Copa e Olimpíadas estarão presentes ao lançamento do dossiê, que apresenta e atualiza as denúncias de violações de direitos nas cidades-sede dos megaeventos esportivos e as conquistas dos movimentos organizados. O conselheiro Daniel Mazola representará a ABI no lançamento.
Conforme destaca a apresentação do documento, um Dossiê sobre a Copa do Mundo 2014, sediada por 12 cidades brasileiras, e sobre as Olimpíadas 2016, que se realizarão na cidade do Rio de Janeiro, deveria ter como tema central a prática do esporte, das relações pacíficas, culturais e esportivas entre todos os povos do planeta. Deveria falar da alegria de termos sido escolhidos para sediar estes dois grandes eventos. Mas não é disso que trata este Dossiê.
Preparado pela Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa e das Olimpíadas, ele fala de outro lado destes megaeventos. Ele fala de cerca de 250 mil pessoas que, segundo estimativas conservadoras, tiveram seu direito à moradia violado ou ameaçado nessas doze cidades. Ele fala de cidades que se tornaram mais desiguais, tirando das pessoas mais vulneráveis suas condições de trabalho e perpetuando relações de extrema exploração em obras milionárias. Ele fala de investimentos públicos, tão esperados, mas que chegaram para acentuar distâncias sociais, levando os pobres para mais longe das possibilidades de renda e acesso à educação, da fruição da cultura, de espaços públicos e lazer, do meio ambiente e mesmo do acesso ao tão celebrado esporte.
No entanto, a Copa de 2014 mostrou que a paixão do brasileiro pelo futebol não diminui. Na Copa, o povo torceu e acreditou no seu time. Mas alguma coisa certamente mudou. Milhares nas ruas gritando “Não Vai Ter Copa”, mais do que dizer que a Copa não iria acontecer, denunciou a construção de uma cidade para poucos e mostrou a maioria cobrando seus direitos. Essa mudança não se encerrou nas manifestações de junho de 2013.
Esse dossiê mais uma vez reivindica a legitimidade incontestável dos cidadãos de lutarem por seus direitos sem serem criminalizados. O direito de responsabilizarem as autoridades que abusarem de seu poder e de substituírem o arbítrio e a violência pelo princípio da democracia participativa, responsabilização dos servidores públicos e garantia dos direitos humanos, inscritos em nossa Constituição e nos tratados internacionais assinados pelo Brasil.
Apesar das dramáticas realidades que descreve e das violências que denuncia, este Dossiê não é uma lamentação, mas um convite, uma conclamação à luta, à resistência. Copa e Olimpíadas não justificam a violação de direitos humanos. Nenhum direito pode ser violado a pretexto dos interesses e emergências que pretendem impor ao povo brasileiro. A Articulação Nacional dos Comitês da Copa e das Olimpíadas convida todos os cidadãos a participarem da luta para que tenhamos uma CIDADE JUSTA COM RESPEITO À CIDADANIA E AOS DIREITOS HUMANOS!
Precisamos atuar, colaborar, estar ao lado, dialogar e contribuir com a luta do Comitê Popular RIO da Copa e das Olimpíadas, é tarefa de todos nós. As reuniões acontecem todas as terças, às 19h, no 7o andar da ABI.  Confirme sua participação no evento no endereço:
*Description: https://ssl.gstatic.com/ui/v1/icons/mail/images/cleardot.gifDaniel Mazola é jornalista, Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), e Secretário da Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da entidade.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Megaescândalo do "Petrolão" colocará o pescoço de muitas autoridades da República a prêmio

Quarta, 5 de novembro de 2014
Tribuna da Imprensa
Daniel Mazola
Primeiro criaram uma bizarra petição no dia 28 de outubro, que conclamou a Casa Branca a se posicionar contra o Foro de São Paulo, e o que chamaram de “expansão do comunismo bolivariano promovido pelo governo Dilma Rousseff”. O pedido de apoio para convencer Barack Obama a tomar uma providência já superou 133 mil assinaturas.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Sem auditoria impressa, o espectro da fraude eleitoral ronda as "moderníssimas" eleições brasileiras

Terça, 4 de novembro de 2014
Da Tribuna da Imprensa
Daniel Mazola
Nosso modelo eletrônico de votação, sem possibilidade de auditoria impressa do voto, faz com que o espectro da fraude eleitoral ronde as modernas eleições brasileiras.
Dois motivos colocam nosso modelo eleitoral na vanguarda do atraso “democrático”. Primeiro, o absurdo voto obrigatório, negação da liberdade individual. Em um país extremamente despolitizado e massacrado pela volúpia da mídia de mercado, forjando uma massa de ignorantes, manipulável por pressão política, econômica ou pelo desconhecimento sobre o mundo real, o eleitor é compulsoriamente obrigado a dar uma dedada mágica na urna eletrônica.
O ato garante a manutenção da “democracia”, e emprego bem remunerado aos políticos, por quatro anos (no caso de vereadores, deputados, prefeitos, governadores e o presidente da república) ou oito anos (no caso dos senadores).
O segundo motivo é o sistema eletrônico de votação com resultado final incontestável. Pior que isto é o rótulo dogmático de “100% seguro”, imposto pela Justiça Eleitoral e amplamente publicizado pelo jornalismo de mercado. É pura inocência acreditar, piamente, nesta infalibilidade ou confiabilidade total do sistema. Principalmente no País dos mensalões, onde as instituições republicanas funcionam conforme os vícios corruptos de uma monarquia absolutista.

Só um político de expressão criticava tal processo. O ex-governador Leonel de Moura Brizola denunciava uma armação perfeita. Pesquisas de opinião, com resultados duvidosos, indicando a vitória de quem lhe financiasse, ajudavam a abrir caminho para a fraude. Induzindo o eleitor mais ignorante a “votar com o vencedor”. Quanto preparando o terreno psicossocial para a manipulação final do resultado eleitoral. O resultado da pesquisa casaria direitinho com o da votação, o que impediria a contestação do número final.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Boicote às eleições indicam que "o terceiro turno" será nas ruas!

Terça, 28 de outubro de 2014
Tribuna da Imprensa
Daniel Mazol
Espero realmente que tenha perdido o pior... A “gerentona” Dilma Rousseff foi reeleita com 54.498.193 votos, Aécio Neves perdeu por insignificante diferença, conquistou os votos de 51.040.857 de insatisfeitos que querem “mudança”. Assim como eu, 30,14 milhões de eleitores não optaram por nenhum dos dois. Foi o resultado mais apertado desde a eleição presidencial de 1989.
 
O Brasil está rachado ao meio, a presidente Dilma discorda, contrariamente ao que a matemática demonstra. O mapa da vitória mostra o Brasil dividido numa diagonal. De MG para cima, deu Dilma. Da terra de Aécio, passando pelo centro-oeste, para baixo, o vencedor foi o netinho-playboyzinho.
 
A partir de agora, a prioridade da cúpula petista não será com o povão (as promessas de campanha e os rumos do país), todo esforço será para conter os efeitos das denúncias de corrupção, sobretudo as da Lava Jato, cuja ordem-geral é “abafar”. Será que o STF vai aceitar tal “missão”?! O problema é que só por milagre (ou por ameaças covardes e criminosas), a turma de Dilma-Lula conseguirá conter a detonação de novas denúncias contra a Petrobras.
 
E mais uma vez, o PMDB, partido sem vergonha e sempre governista, foi o maior vencedor da eleição. Caberá ao vice-presidente Michel Temer tocar a complicada “reforma política” que a presidente, no seu discurso da vitória reeleitoral, definiu como prioridade. As velhas chantagens da “governabilidade” seguirão. O PMDB com seus 66 deputados federais, liderados por Eduardo Cunha, que deseja presidir a Câmara, farão de tudo para que a presidente Dilma Rousseff esteja sempre pronta para atender às demandas da revoltosa base aliada.
 
Mas o fato é que com Dilma, ou Aécio, o Brasil segue no insano aprofundamento desse regime que mistura um criminoso capitalismo de Estado atrasado, corrupto, improdutivamente dispendioso e desperdiçador de valores, junto com um discurso e medidas clientelistas, assistencialistas e eleitoreiras. Precisamos de um verdadeiro Projeto de Nação, não de farsantes, postes, aventureiros e paraquedistas de plantão. 
 
O dado mais importante a destacar 
 
Em números absolutos, 30,14 milhões de eleitores deixaram de ir às urnas no segundo turno em todo o território nacional, contra 27,7 milhões no primeiro. No Rio de Janeiro, os números oficiais do TSE revelaram que o boicote às eleições superaram os números do candidato Pezão, vencedor do 2º turno para governador (durma-se com esse barulho).
 
O negócio é o seguinte: de acordo com as Leis, o vencedor é aquele que tem metade mais um somente dos votos válidos do pleito. Contudo, a falta de legitimidade de Pezão (PMDB) ficou evidente com os números do boicote às eleições no Rio. E considerando que a representatividade do atual governador está muito enfraquecida, a previsão para 2015 é o aumento das manifestações populares. Devem voltar com tudo!  
Muitos lutadores de plantão já consideram que o "terceiro turno" será nas ruas. Quem viver verá.

domingo, 26 de outubro de 2014

Que perca o pior, mas quem perde mesmo é o Brasil

Domingo, 26 de outubro de 2014
Por Daniel Mazola — Tribuna da Imprensa
O título desse artigo reflete a triste realidade eleitoreira do Brasil. Dilma e Aécio são ambos, de direita. O caso criminoso da dívida pública brasileira foi desconsiderado por eles, nunca foi debatido como deveria. Nem Aécio e muito menos Dilma falaram da reforma tributária (a redução do peso dos impostos sobre quem trabalha e produz) junto com a reorganização das despesas da máquina pública, detonadas pela ganância de poucos, pelo desperdício, pela incompetência gerencial e pela roubalheira generalizada.

Nesses “debates” do faz de conta na televisão, falar em baixar juros foi outro assunto que passou longe de Dilma e Aécio. PT e PSDB são as duas faces da mesma moeda política-econômica. “Gente” como o netinho-playboyzinho Aécio tem lado, e nunca mereceu a minha mínima consideração, seu compromisso é com o grande capital privado, mas o senhor Luiz Inácio Lula da Silva (e Dilma Rousseff) deve à sociedade explicações sobre denúncias de envolvimento em corrupção e sobre a impressionante evolução patrimonial de sua família.

Esse papo furado de “voto útil”, ou do voto “contra a direita” feita por Dilma, Lula, postes, aliados e agregados é pura chantagem. Aécio Neves venceu facilmente o ultimo debate da Rede Globo. Se irá vencer o segundo turno eleitoral, vai depender da imponderabilidade do eleitorado que deseja mudanças, porém ainda não compreende bem o que significa, realmente, mudar. Até porque a mudança depende mesmo é do povão nas ruas, como em junho de 2013.

Na pobre e vilipendiada democracia brasileira, os partidos hegemônicos e o chamado grande “capital” causam estragos e tragédias na vida de milhões de cidadãos. E nessa arapuca eleitoral que armaram para o eleitor, a “opção” é Dilma ou Aécio, e aqui no Rio de Janeiro, Pezão ou Crivella. Tragédia! 

Já faz 12 anos que o PT também fez pacto com esse grande “capital”, está desesperado de perder a “boquinha” dos altos postos na máquina estatal. Nesse domingo, com o “milagre” da urna eletrônica, por volta das 20 horas, já se poderá saber quem irá desgraçar o país pelos próximos 4 anos. Sendo assim, com essas lamentáveis “opções” no segundo turno, coerentemente votarei nulo para presidente e governador.