Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
Mostrando postagens com marcador discriminação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador discriminação. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Site racista do Rio é novo ataque de trolls de extrema direita

Segunda, 8 de janeiro de 2018


Da Ponte
Direitos Humanos - Justiça - Segurança Pública

Aluno da Unicarioca viu seu nome associado a ataques racistas contra colegas, uma farsa criada por trolls ligados ao Dogolachan, que defende pedofilia e feminicídio. Anteriormente, grupo criou e-mail com ameaça terrorista à USP


O consultor de tecnologia Ricardo Wagner, 28 anos, que cursa análise e desenvolvimento de sistemas na Unicarioca, no Rio de Janeiro, se viu acusado de racismo pelos próprios colegas e até pelo diretório acadêmico da universidade depois que um grupo de trolls criou um site de ódio chamado Rio de Nojeira em seu nome. Não foi a primeira vez. No ano passado, os mesmos trolls usaram perfis falsos com o nome de Ricardo para enviar ameaças e ofensas a pessoas tão diferentes como a advogada Janaína Paschoal, o ex-ator pornô Alexandre Frota e o escritor Anderson França.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Proteja as meninas contra o casamento infantil!

Sábado, 28 de janeiro de 2017
Da Avaaz.org

Queridos amigos,

Com uma assinatura, a primeira-ministra de Bangladesh pode salvar milhares de meninas ou abrir uma brecha que pode forçá-las a se casar com seus estupradores

Bangladesh tem aprovado muitas leis progressistas para mulheres e meninas. No entanto, uma nova lei destinada a acabar com o casamento infantil contêm uma cláusula de ‘circunstâncias especiais’, pela qual meninas podem ser forçadas a casar com seus estupradores. 

Os cidadãos já foram às ruas protestar, mas o Parlamento pode aprovar a lei a qualquer momento. Vamos apelar à primeira-ministra para retirar a brecha na lei que permitiria o estupro infantil e acelerar um processo de ação nacional para manter essas meninas seguras: 



Dias depois das extraordinárias marchas das mulheres, isso é algo que podemos fazer juntos pelos mais vulneráveis em nosso planeta


Até o momento, a primeira-ministra favoreceu a cláusula de 'circunstâncias especiais', argumentando que para meninas da zona rural que são vítimas de estupro ou ficam grávidas, casamento é dos males, o menos pior. Porém existem alternativas para melhorar sua proteção: Ela pode aprovar a lei para que meninas de zona rural e seus filhos possam ir à escola sem o sobrenome paterno — atualmente a criança pode ter dificuldade de entrar na escola sem o nome do pai em seu registro —, e lançar um novo plano de ação nacional para prestar serviço para essas meninas em circunstâncias especiais. 

Vamos convencer a primeira-ministra Hasina a retirar a cláusula e tornar Bangladesh um dos pioneiros do mundo no combate ao casamento infantil. Junte-se agora


Bangladesh já tem tanto prometido para as mulheres. As políticas progressistas transformaram famílias desde 1970 quando as mulheres tinham sete filhos cada, e agora pouco acima de dois. E os subsídios para meninas significam que é mais provável que elas cheguem ao ensino médio do que suas vizinhas na Índia, um país muito mais rico. 

Do Afeganistão e Índia, até a Somália e Kenya, a Avaaz tem usado nosso poder coletivo para lutar contra o abuso de jovens meninas e pressionar pelos direitos das mulheres. Vamos agora apoiar Bangladesh a se tornar uma luz para o mundo finalmente acabar com o casamento infantil! 

Com esperança, 

Risalat, Antonia, Lisa, Emma, Alice, Ricken e toda a equipe da Avaaz 


MAIS INFORMAÇÕES:

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Instituições recomendam que Universidade Federal de Rondônia apure conduta de professor de Direito

Segunda, 31 de outubro de 2016
Do MPF em Rondônia
Em áudio gravado durante aula, professor desqualifica e xinga palestrante e faz discurso de ódio contra homossexuais


A Universidade Federal de Rondônia (Unir) recebeu uma recomendação para que apure eventual falta disciplinar cometida pelo professor Samuel Millet. A recomendação foi enviada por cinco instituições e endereçada a instâncias administrativas da Unir, como Reitoria, Comissão Permanente de Processo Disciplinar, Comissão de Ética Pública, Comissão de Estágio Probatório e Departamento de Ciências Jurídicas

Universidade Federal de Rondônia: Responsabilize Samuel Milet por postura abusiva em sala de aula


Segunda, 31 de outubro de 2016
Da Avaaz.org
Esta petição está esperando pela aprovação da Comunidade da Avaaz.
Universidade Federal de Rondônia: Responsabilize Samuel Milet por postura abusiva em sala de aula



Por que isto é importante

O que você vai ler é uma história verdadeira, mas não é direito.

“Aquela vagabunda, entendeu? Defensora de aborto, de gênero. Vagabunda. Mande pra ela me processar, que eu provo que ela é.”

É difícil imaginar que qualquer diálogo em sala de aula possa se iniciar com uma frase como essa. Mas a transcrição é real e saiu de uma aula de Direito das Sucessões da Universidade Federal de Rondônia, do dia 20 de outubro de 2016. O autor da frase é Samuel Milet, professor da disciplina. Quem chama “vagabunda” é uma colega de profissão, Sinara Gumieri, advogada, mestra em Direito pela Universidade de Brasília e pesquisadora da Anis, que havia dado uma palestra para as estudantes do curso na semana anterior, sobre a importância de se falar sobre gênero no campo do direito. A ira de Samuel foi provocada justamente por isso: Sinara era uma jovem mulher em um espaço de poder como o palco de um evento acadêmico, falando sobre vidas e violências que aquele que se diz professor não reconhece nem tolera ouvir. Mas se a agressividade do discurso contra Sinara não deixa de ser grave, a cena da violência se dirigiu a outras, às alunas em sala de aula. Foram elas, e especialmente a aluna interpelada continuamente pelo professor, que foram submetidas aos 15 minutos de virulência daquele que tem voz de mando. Tudo na cena é o contrário do que um encontro pedagógico deveria ser.

Ouça o áudio e leia a transcrição neste link: http://issonaoedireito.tumblr.com/

Todos nós, abaixo assinados, considerando o episódio de violência de gênero ocorrido em Porto Velho, na Universidade Federal de Rondônia (UNIR), por parte do docente e advogado Samuel Milet, em 20/10/2016, nos manifestamos nos seguintes termos:

1. Repudiamos veementemente o discurso violento e abusivo do docente em sala de aula, que utilizou de sua posição de poder para impor suas convicções de forma agressiva e cerceadora da liberdade de pensamento dos estudantes;

2. Rechaçamos a postura discriminatória do docente, especialmente o uso de palavras ofensivas como “vagabunda" e "sapatão doida” para se referir à expositora do evento acadêmico na UNIR, Sinara Gumieri;

3. Solidarizamo‐nos com turma discente e todos os estudantes envolvidos no episódio, especialmente com a estudante diretamente interpelada com violência pelo docente;

4. Requeremos ao Departamento de Ciências Jurídicas da UNIR, considerando a ausência de civilidade e urbanidade com que o docente conduziu a aula, bem como a flagrante manifestação de desapreço por outra pesquisadora, todas condutas vedadas aos agentes públicos, que não homologue a avaliação de estágio probatório do docente em questão;


5. Requeremos à Reitoria da Universidade Federal de Rondônia que, por meio da Comissão Permanente de Processo Disciplinar e da Comissão de Ética Pública, promova o averiguação e responsabilização necessárias ao caso, com a presteza e celeridade pertinentes. 

domingo, 22 de maio de 2016

A barbárie instalada pelo Estado brasileiro e os Direitos Humanos

Domingo, 22 de maio de 2016
Do Correio da Cidadania
http://www.correiocidadania.com.br/
Escrito por Givanildo Manoel
Estamos vivendo um cotidiano de ataques aos Direitos Humanos (DH) pelas mãos do Estado brasileiro. Claro que temos de considerar a constituição do Estado brasileiro, desde a invasão em 1500, estruturada em violações aos Direitos Humanos de todas as ordens: invasão de territórios, mortes, estupros, escravidão, criminalização, genocídio, etnocídio, racismo, machismo, xenofobia, LGBTfobia, entre tantos outros. Porém, o cenário que estamos vivendo hoje é o pior dos últimos 30 anos. Tais violações sempre foram a marca daqueles que queriam ter ou manter os seus privilégios.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

“Bela, recatada e do lar”: Brasileiras reagem com humor e fúria a perfil de Marcela Temer

Sexta, 22 de abril de 2016 

Imperdível o comentário. Veja a seguir.

Entre os vários memes que recebi destaco os dizeres de um deles. “Bela, desbocada e do bar”.

A foto como tantas outras tem a ver com a onda feminista que reage aos conceitos conservadores de que mulher do lar é o modelo de criatura idealizada. Tema tão machista mas em tempos de tanta corrupção lembrei da minha ex aluna na Universidade de décadas atrás que ganhou o concurso garota Carinho. Era uma jovem muito bonita. Comentava brincando que queria ser “rica”. É a esposa do deputado Eduardo Cunha. Também é bela. Assim como eu sou apesar dos meus 66 anos e de viver no doce e pobre lar da aposentadoria depois de 42 anos de jornalismo sem propinas e sem maridos ricos. Pago ainda prestação de imóvel comprado na previdência da prefeitura carioca na qual ingressei em 1969 por concurso público. Estou perplexa diante de valores em retrocesso mas creio que a Democracia é liberdade de expressão. Belas somos todas que lutamos pela sobrevivência e pela dignidade. Recatadas somos todas que preservados a consciência de não ter compactado com corrupção e até ter rompido vínculos com gente que nos decepcionou muito. Do lar e do bar depende do dia porque há que cuidar da família e comemorar o verão com um chopinho na hora certa. Mulheres brasileiras Unidas jamais estarão perdidas.

=========== 
Aproveite e acesse uma postagem da jornalista no blog "Maria Aparecida Torneros":

A mulherada reage: todas somos belas, recatadas e do lar (feliz até sem grana)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Corregedoria determina prisão de policiais militares acusados de tortura no Rio


Quarta, 30 de dezembro de 2015
Cristina Indio do Brasil - Repórter Agência Brasil
A Corregedoria Interna da Polícia Militar do Rio de Janeiro determinou hoje (30) a prisão disciplinar dos oito policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Coroa, Fallet e Fogueteiro, no Catumbi, zona central do Rio, acusados de agressão a quatro jovens entre 13 e 23 anos, na madrugada do dia 25.
Os jovens informaram que voltavam de moto de uma festa no Morro Santo Amaro, no Catete, zona sul, quando foram parados pelos policiais durante uma blitz. Segundo eles, os agentes praticaram tortura com faca e isqueiro, roubo, humilhação e ameaça prática.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

PRR4: Furacão 2000 terá de pagar multa de R$ 500 mil por desrespeito aos direitos da mulher pela "Um tapinha não dói"

Quinta, 22 de outubro de 2015
Do MPF
Empresa lançou música “Um tapinha não dói” que, segundo decisão judicial, incita violência
A 2ª Seção do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), por voto de desempate, deu provimento a recursos do Ministério Público Federal (MPF) e da ONG Themis – Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero e condenou a Furacão 2000 Produções Artísticas Ltda ao pagamento de R$ 500 mil de multa pelo lançamento da música "Um tapinha não dói". A decisão reforma sentença da 4ª turma do Tribunal e atende em parte pedido de ação civil pública (ACP) movida pelo MPF e pela Themis em dezembro de 2002.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Praia, patrimônio público?

Quarta, 23 de setembro de 2015
Da Tribuna da Imprensa
Igor Mendes
Não é de hoje que o típico domingo de praia dos cariocas é objeto de feroz disputa política. As tentativas de restringir o acesso do “populacho”, dos “farofeiros”, a esse bem público coincidem com a consolidação da beira-mar como espaço nobre, privativo da high society –o que só ocorreu recentemente, lá pela metade do século passado.
Quantos são aqueles capazes de derramar lágrimas (de crocodilo?) perante a “crise imigratória” que assola atualmente a Europa e ao mesmo tempo tratar com ódio e indiferença os marginalizados de nosso próprio País? Recente decisão judicial proibindo que a Polícia detenha jovens que não sejam pegos em flagrante delito comprova que também aqui temos os nossos cidadãos de segunda classe, afinal, ninguém pode ser preso sem ter cometido qualquer crime, nem pode ser considerado suspeito devido à cor da pele, idade ou vestimenta. Em tese.
Qual o limite desse Estado (e estado) de exceção, onde devem-se incluir também as chacinas, autos de resistência e linchamentos?
O limite, diz-nos a História, é a barbárie, o extermínio de populações inteiras, o genocídio.
A Prefeitura anunciou o fechamento das linhas que ligam diretamente a zona norte aos bairros (às praias) da zona sul. Não tardará a proposição da construção de muros cercando a orla e os prédios luxuosos no seu entorno. Na Barra da Tijuca isso já foi feito, de modo apenas um pouco mais sutil. O apartheid está aí, só não vê quem não quer.
*
A proliferação da violência urbana, associada ao aumento da pobreza e uso de drogas pela juventude, é um problema bastante real e seria um esforço fantasioso pretender ignorá-lo. Forçoso é reconhecer que os que são apresentados como “vilões”, a juventude empobrecida, são de fato as maiores vítimas da profunda crise de decomposição social que nos atinge –são eles os mais expostos à morte violenta, ao encarceramento, à falência dos serviços públicos. É revoltante observar como, entre nós, os crimes contra a propriedade causam espécie, ao passo que os crimes contra a vida, sobretudo quando institucionalizados –como no caso dos autos de resistência - são naturalizados e invisibilizados pelos mesmos que ora clamam pela redução da maioridade penal, etc, etc. Essa é, realmente, a moralidade fascista de uma burguesia imoral.
Pior é observar a contraposição “justiceiros vs bandidos”, estampada nas capas dos jornais! Ora, do ponto de vista estritamente legal, os que se organizam para sair por aí agredindo os outros são bandidos, cujos delitos são tão ou mais graves que aqueles supostamente combatidos por essas gangues. Diante disso age o governo, entretanto, e os policiais nas ruas, com uma mal disfarçada condescendência, quando não descarada cumplicidade. Trata-se, afinal, de mera “autodefesa”, nos dizem. Assim começaram as milícias, lembram? Lembra, sr. Eduardo Paes?
A pergunta é: como reagiriam esses governantes, e essa imprensa terrorista, que vive do permanente clima de pânico que consegue destilar sobre as pessoas, como reagiriam se nas favelas cariocas os jovens igualmente decidissem organizar-se em grupos para autodefender-se dos atropelos e brutalidades praticados pela polícia e grupos criminosos que lá atuam? Veríamos a mesma condescendência? Veríamos a PM observando tudo passivamente? Veríamos os noticiários aplaudindo?
Pois é. Quem com ferro fere, um dia, provavelmente, com ferro será ferido.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Mais 6 PMs de SP são presos por armar farsa para encobrir execuções de 2 jovens

Segunda, 14 de setembro de 2015
Ao todo, 11 PMs estão presos por render, soltar e depois atirar contra dois jovens, na tarde de 7 de setembro, no bairro do Butantã. Imagens de câmeras de segurança e de telefone celular desmontaram farsa armada por militares para tentar encobrir execuções
A Justiça Militar decretou nesta segunda-feira (14/09) a prisão de mais seis policiais militares de SP envolvidos em uma farsa _dividida em dois capítulos_ para tentar encobrir as execuções de dois jovens, no bairro do Butantã, zona oeste de São Paulo.  Agora, ao todo, são 11 PMs presos pelas duas mortes.

Paulo Henrique Porto de Oliveira, 18 anos, e Fernando Henrique da Silva, 23, foram mortos a tiros por PMs  dos 23º e 16º batalhões, na tarde de 7 de setembro.

Os PMs presos nesta segunda-feira têm relação direta com a morte de Fernando da Silva. Imagens gravadas com um telefone celular mostram que o rapaz, assim como o amigo Paulo, foi rendido pela Polícia Militar antes de ser morto com quatro tiros (abdômen, lombar, virilha e mão esquerda, o que indica tentativa de defesa).
Caramante
Fernando Henrique da Silva tinha 18 anos e foi jogado do alto de um telhado por um PM. Depois da queda, ele foi baleado quatro vezes por outros PMs

Fernando da Silva foi detido por um PM da Rocam (Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas) em um telhado e, depois de ser totalmente dominado, foi jogado de uma altura de oito metros. Após a queda de Fernando, é possível ouvir o barulho de tiros.

Na versão que começa a ser desmontada agora pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), da Polícia Civil, os PMs Flavio Lapiana de Lima e Fabio Gambale da Silva, ambos com 33 anos de idade e da 4ª Companhia do 16º Batalhão da PM, disseram o seguinte:

“Na rua Maria Burgueta Marcondes Pestana, nº xx, os militares foram informados pela moradora que um indivíduo [Fernando Silva] havia entrado na residência. Os militares [Lapiana e Gambale] entraram na casa e, neste momento, o indivíduo, vindo da casa vizinha, pulou no quintal da casa onde os policiais militares estavam. O indivíduo disparou em direção ao policial Lapiana. Os policiais foram obrigados a disparar contra o indivíduo.”

Os PMs Lapiana e Gambale também disseram à Polícia Civil que Fernando da Silva usou uma pistola 9mm para atirar contra ambos, mas os investigadores acreditam que a arma foi plantada junto ao corpo do rapaz da mesma maneira como outros PMs foram filmados fazendo com Paulo Oliveira, morto perto da lixeira onde havia se escondido.

Além de Lapiana e Gambale, também foram presos pela farsa na morte de Fernando da Silva os PMs Angelo Felipe Mancini, Paulo Eduardo de Almeida Hespanhol, Samuel Paes e João Maria Bento Xavier.

À polícia, a moradora da casa onde Fernando Silva foi morto disse que não viu a ação dos PMs e que apenas ouviu os tiros em sua propriedade.

Na sexta-feira (11/09), outros cinco PMs haviam sido presos após a revelação de imagens de câmeras de segurança que mostraram que Paulo Oliveira, 23 anos, amigo de Fernando da Silva, foi morto quando também estava rendido. O rapaz se rendeu após ter se escondido em uma lixeira comunitária.

Pela versão que apresentaram à Polícia Civil, os PMs Tyson Oliveira Bastante, 26 anos, e Silvano Clayton dos Reis, 31, ambos da 3 Companhia do 23 Batalhão da PM, assumiram ter atirado contra Paulo Henrique. Outros três PMs que deram cobertura aos dois _Mariani de Moraes Figueiredo, Silvio André Conceição e Jackson Silva Lima_ também estão presos.

Paulo Oliveira e Fernando da Silva, segundo os PMs envolvidos em suas mortes, eram perseguidos porque eram suspeitos de tentar roubar uma moto. Ao ser interrogado pela polícia, o dono da moto disse que os dois jovens não estavam com armas de fogo. Os jovens estariam com uma faca.

Os PMs envolvidos na perseguição, captura e morte de Paulo Oliveira e Fernando Silva também disseram à Polícia Civil que os dois chegaram a atirar contra carros da Polícia Militar durante a fuga, mas um homem que teve seu carro atingido por uma leve batida durante a perseguição disse não ter visto se os jovens atiraram na direção dos PMs. O motorista disse apenas ter visto a moto com os dois rapazes, na contramão da rodovia Raposo Tavares, e um carro da PM atrás deles.
 
A primeira farsa descoberta

PMs algemaram Paulo Oliveira, o soltaram, levaram para um muro, o deitaram no chão e atiraram duas vezes contra o peito dele.

Depois de atirar contra Paulo Oliveira, um PM vai até um carro da polícia, pega uma pistola no banco traseiro, aciona o rádio para comunicar a central da corporação sobre um tiroteio e volta até o corpo do jovem, onde coloca a arma retirada de dentro do veículo.

Pela versão que apresentaram à Polícia Civil, os PMs Tyson Oliveira Bastante, 26 anos, e Silvano Clayton dos Reis, 31, ambos da 3 Companhia do 23 Batalhão da PM, assumiram ter atirado contra Paulo Henrique. Outros três PMs que deram cobertura aos dois também estão presos.
Caramante
Paulo Henrique Porto de Oliveira, 23 anos, foi morto por PMs de SP após ser rendido

O passo a passo da execução de Paulo Henrique Porto de Oliveira (siga pelo timer em preto):

14:10:47 – Paulo passa correndo, no alto da imagem, e entra na lixeira que está atrás da árvore
14:11:43 – Paulo começa a se preparar para sair da lixeira. Ele levanta a tampa algumas vezes
14:12:15 – Paulo sai da lixeira, com as mãos para o alto, tira a blusa e a camiseta. Veste novamente a camiseta, senta no chão, levanta as mãos para o alto novamente. Vira de bruços, levanta mais uma vez as mãos para o alto. O rapaz deixa com o rosto no chão.
14:12:45 – O rapaz vira de barriga para cima e, ainda deitado, estica os braços para cima.
14:13:36 – O primeiro PM se aproxima de Paulo, que segue deitado no chão. O militar está com a arma empunhada. Ao lado, uma policial também ajuda a render o rapaz, assim como um PM da Rocam (Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas).
14:13:58 – Paulo é algemado pelo primeiro PM que chega perto dele.
14:15:03 – Uma moto com um soldado da Rocam e dois carros da PM chegam para auxiliar os PMs que já renderam Paulo.
14:15:21 – Quatro PMs cercam Paulo, que está algemado de bruços no chão.
14:15:30 – O mesmo PM que algemou Paulo se abaixa e o libera das algemas.
14:15:10 – Com a ajuda de um PM, que o segura pela mão, Paulo é colocado sentado perto do muro.
14:15:45 – Auxiliado por um PM, que o segura pelas duas mãos, Paulo é levantado e colocado em outro canto do muro, dessa vez atrás de um poste.
14:18:30 – PM faz sinal para alguém se afastar da cena do crime.
14:18:33 – Paulo é baleado duas vezes, no peito, e começa a se debater.
14:18:36 – PM que ajuda atirar em Paulo corre até carro da polícia, abre a porta traseira esquerda, pega uma pistola, coloca o carregador, abre a porta dianteira esquerda, fala algo no rádio e volta correndo até o corpo de Paulo, onde a arma é colocada.

A reportagem não conseguiu localizar os advogados de defesa dos 11 PMs presos pelas mortes de Paulo Oliveira e Fernando da Silva.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Justiça do Rio proíbe ações da PM para apreender adolescentes em ônibus

-->
Quinta, 10 de setembro de 2015
Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil
A Justiça proibiu as ações da Polícia Militar (PM) para apreender adolescentes a caminho da praia sem que haja flagrante de crime. As operações vinham ocorrendo desde o início do ano. Os ônibus eram parados durante o trajeto e os jovens retirados e apreendidos.
A decisão foi tomada hoje (10) pelo juiz Pedro Henrique Alves, da 1ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da capital. A determinação atende parcialmente ao pedido de habeas corpus preventivo impetrado pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro contra atos da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV) e da Delegacia de Proteção da Criança e do Adolescente (DPCA).

terça-feira, 8 de setembro de 2015

PMs suspeitos de torturar 3 homens com choques elétricos também são investigados por mentir ao Disque Denúncia

Terça, 8 de setembro de 2015
Horário da chegada dos PMs da Rota ao local onde vítimas foram torturadas diverge de informação passada ao Disque Denúncia. Um dos torturados foi trancado em geladeira; outro recebeu choques no pênis
Na manhã de 24 de outubro de 2013, por volta das 9h, três policiais militares da Rota invadiram um endereço no Jd. Bartira, periferia da zona leste de São Paulo, a procura dos possíveis assassinos de um delegado de polícia.

O caso ficou conhecido pela tortura praticada por militares da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) que aplicaram choques elétricos no pênis de um dos investigados, fato comprovado mediante laudo do IML (Instituto Médico Legal) e denunciado pela Ponte Jornalismo, em 28/07.

Agora, outro documento inédito compromete mais a legalidade da ação praticada pelos PMs da Rota.

Em depoimento prestado ao DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), da Polícia Civil, os PMs da Rota relataram que a informação sobre os suspeitos e o local onde eles estavam teria partido de uma denúncia anônima originada no Disque Denúncia (181) e transmitida para a equipe policial, que chegou ao local por volta das 9h.

A Ponte Jornalismo teve acesso ao documento da Secretaria de Segurança Pública com o registro da denúncia anônima, transmitindo a informação às 11h04 do dia 24, com uma observação da Polícia Militar tomando ciência sobre a denúncia às 12:01:34.

sábado, 1 de agosto de 2015

"Você matou meu filho"

Sábado, 1º de agosto de 2015
Dê um clique para ampliar a imagem



Pesquisa e investigação da Anistia Internacional apontam que registros de homicídios decorrentes de intervenção policial, ou os chamados Autos de Resistência, estão sendo usados como cortina de fumaça para execuções extrajudiciais da Polícia Militar do Rio de Janeiro.
Não perca a apresentação do relatório "Você matou meu filho! - Homicídios cometidos pela Polícia Militar na cidade do Rio de Janeiro” na próxima segunda-feria (3), às 10h30, AO VIVO no site www.anistia.org.br

Confirme sua presença e ajude a divulgar > http://on.fb.me/1IqqGRD

#DigaNãoÀExecução
#Rio2016

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Manifestantes e PMs se enfrentam em protesto por sumiço de Amarildo

Quarta, 22 de julho de 2015
Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil
Policiais militares tentam conter protesto na favela da Rocinha pelos dois anos de desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza durante uma operação policial (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Policiais militares tentam conter protesto na favela da Rocinha
pelos dois anos de desaparecimento do ajudante de pedreiro
 Amarildo de Souza durante operação policial                       
Fernando Frazão/Agência Brasil

Manifestantes que lembravam os dois anos de sumiço de Amarildo de Souza, na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, entraram em confronto com policiais militares (PMs), depois de tentarem fechar a Auto-Estrada Lagoa-Barra, na favela. Parentes e amigos do pedreiro acabaram reprimidos pelos policiais, inclusive com gás de pimenta. Os PMs tentavam impedir que eles bloqueassem a via, que liga a Barra da Tijuca à zona sul da cidade.
A viúva de Amarildo, Elisabete Gomes da Silva, ficou indignada com a ação da polícia e perguntava, aos gritos, onde estava seu marido. “Dois anos se foram, e são dois anos que não temos resposta. A gente não sabe onde está Amarildo. Eu quero que eles paguem pelos erros que fizeram. Destruíram minha família. Cadê o cadáver de Amarildo? Eu quero respostas sobre onde estão os restos mortais de meu marido”, falou Elisabete.

O filho de Amarildo, Emerson Gomes da Silva, disse que a família sofre sem poder dar um enterro digno ao pedreiro, que sumiu no dia 14 de julho de 2013, depois de ser levado por policiais militares para a base da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), no alto da favela. “Até hoje a família está angustiada, sem ter os restos mortais dele. Quero achar o corpo do meu pai, porque eles sabem onde está”, acredita.
Após cerca de dez minutos de confrontos entre PMs e manifestantes, uma parte da via foi liberada ao trânsito, que seguiu em meia pista. Durante a confusão, um dos policiais tentou arrancar uma faixa de protesto das mãos dos manifestantes. Outros policiais tentaram algemar um dos ativistas, mas foram impedidos. O ex-comandante da UPP, major Edson Santos, e 24 policiais ainda aguardam julgamento. Eles foram indiciados por tortura, ocultação de cadáver, fraude processual e formação de quadrilha pelo sumiço do pedreiro

domingo, 26 de abril de 2015

Justiça manda prender 5 PMs por farsa que resultou na morte dos 2 pichadores

Domingo, 26 de abril de 2015
Da Ponte 
Por
Tenente Danilo Keity Matsuoka, sargento Amilcezar Silvar, cabos André de Figueiredo Pereira, Adilson Perez Segalla e Robson Oliva Costa foram levados para o Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de SP, neste sábado (25/4). Eles são acusados de matar Ailton dos Santos, 33 anos, e Alex Dalla Vechia, 32, em 2014
Alex-e-Ailton_Snapseed
Alex Dalla Vechia (à esq.), 32 anos, conhecido como “Jets”, e Ailton dos Santos, 33 anos, o “Anormal”
Os cinco policiais militares acusados de armar uma falsa troca de tiros para tentar encobrir e justificar as mortes do montador Ailton dos Santos, 33 anos, e do marmorista Alex Dalla Vechia, 32, conhecidos entre os pichadores de São Paulo como “Anormal” e “Jets”, foram presos neste sábado (25/4).
A ordem de prisão preventiva (até um possível julgamento) contra o tenente Danilo Keity Matsuoka, o sargento Amilcezar Silvar, e os cabos André de Figueiredo Pereira, Adilson Perez Segalla e Robson Oliva Costa partiu do juiz Rafael Dahne Strenger, do 1º Tribunal do Júri de São Paulo.