“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Casa Fora do Eixo Amapá e sede da Mídia NINJA Amapá brutalmente atacadas pela PM

Segunda, 9 de janeiro de 2017
Da Mídia Ninja
Militares apontaram armas, gritaram e agrediram com socos e chutes ativistas e público do evento, sem mandado ou qualquer prerrogativa jurídica para a ação.
Instrumentos e bens pessoais de ativistas da
Casa Fora do Eixo Amapá após invasão da PM.
Foto: Mídia NINJA
A Casa Fora do Eixo Amapá, centro de ativismo e cultura em Macapá e sede da Mídia NINJA no estado, foi brutalmente atacada durante a noite de ontem (08/01) na realização do projeto Domingo na Casa, conhecido evento cultural da cidade.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Movimento Passe Livre protesta em SP contra aumento de tarifas do transporte

Sexta, 8 de janeiro de 2016
As imagens a seguir são da Mídia Ninja de São Paulo
Clique nas imagens para ampliá-las.





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Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil
O Movimento Passe Livre (MPL) iniciou no fim da tarde de hoje (8) uma manifestação contra o aumento de 8,57% nas tarifas do transporte público em São Paulo. Eles protestam contra elevação do preço da passagem de ônibus, metrô e trem, que passam de R$ 3,50 para R$ 3,80 a partir de amanhã (9).

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

“Terminou, porra! Conseguimos”

Sexta, 23 de janeiro de 2015
Por Ninja
Sem violência policial, terceiro ato contra aumento das tarifas chega ao seu destino final, algo que não aconteceu nas duas primeiras manifestações. Ao fim do protesto, aplausos e comemoração
por Igor Carvalho da Revista Fórum com fotos de Mídia NINJA

Depois de ver os dois primeiros atos contra o aumento da tarifa no transporte público em São Paulo terminarem em violência policial, nos dias 9 e 16 de janeiro, manifestantes comemoraram o fato de conseguirem chegar ao fim de uma manifestação. “Terminou, porra! Conseguimos”, gritou uma militante do Movimento Passe Livre (MPL), organizador do protesto.

Antes da manifestação, o padre Julio Lancellotti, que acompanhou o ato, refletia uma preocupação comum. “A violência da polícia tem um estratégia definida. Ao atacar os jovens, eles [policiais] criminalizam o movimento e ainda tiram o foco do debate sobre o aumento da tarifa. Na penúltima manifestação, eles atiraram de dentro da escola Marina Cintra [rua da Consolação] para fora, sem saber o que acertariam, isso foi na minha frente.”
Às 18h, na praça Silvio Romero, no Tatuapé, zona leste de São Paulo, começou a assembleia geral que definiu o trajeto da manifestação. Quatro propostas foram apresentadas, com destinos finais diferentes: Praça da Sé, Terminal Parque D. Pedro, Largo do Belém e Prefeitura de São Paulo.

Ficou determinado, após votação dos presentes, que os manifestantes partiriam da Praça Silvio Romero e seguiriam até o Largo do Belém. O trajeto demorou pouco mais de duas horas para ser percorrido, mas não houve qualquer intervenção policial.
Nesta terça-feira, a Polícia Militar enviou 500 homens para acompanhar o ato e abdicou da tática conhecida como “envelopamento”, que consiste em alinhar policiais dos dois lados da manifestação, cercando os ativistas. A tática foi responsável por diversos momentos de acirramento de ânimos nas duas primeiras manifestações. “Achamos que não era necessário, por conta do trajeto escolhido pelos manifestantes. Foi uma decisão técnica”, afirmou o comandante da operação policial, capitão Storai, que chegou a dizer que o ato estava “bonito.”

Descentralizado
Este foi o primeiro ato deslocado da região central. A guinada para as periferias da cidade tem sido um discurso recorrente do MPL desde o anúncio dos protestos contra o aumento. Parte do trajeto da manifestação, as vias do verticalizado bairro do Tatuapé, recebeu de forma distinta os manifestantes.
“Cambada de petista, vai arrumar trabalho e para de viver de Bolsa Família”, gritava uma senhora apoiando o filho que acabava de sair da piscina do condomínio para ver, pelo portão, o protesto passar. Em uma rede de lanchonete, os funcionários saíram na rua e pediram cartazes com mensagens contra o aumento, que foram pendurados nas grades do estabelecimento comercial.
O MPL calcula que 8 mil pessoas estiveram na manifestação. Érica Oliveira, integrante do movimento, comemorou o número. “Temos realizado muitos encontros na periferia e não adianta a polícia bater na gente porque o povo está aderindo à luta, o debate sobre o aumento da passagem está ganhando a cidade”, analisou a ativista.

Já a Polícia Militar, que chegou a afirmar que havia 500 pessoas em determinado momento do ato, mudou o número para 5 mil quando a manifestação se aproximava do fim. Os números foram passados pelo capitão Storai.
Belém
Com o fim da manifestação, no Largo do Belém, os manifestantes seguiram em caminhada para a estação Belém do Metrô. Quando chegaram, ensaiaram um “catracaço”, quando diversas pessoas pulam as catracas, evitando o pagamento da tarifa.
A Polícia Militar, que já estava no local, fechou a estação e cercou os ativistas na passarela que cruza a avenida Radial Leste, impedindo o “catracaço”. Tiros de bala de borracha foram disparados e alguns policiais retiraram suas identificações antes de atacar os manifestantes. Ninguém ficou ferido.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Conspirações infinitas

Sexta, 22 de agosto de 2014 

Do Observatórioda Imprensa

Por Elizabeth Lorenzotti em 19/08/2014 na edição 812
Prefácio do e-book Jornalismo século XXI – O modelo #MídiaNINJA, de Elizabeth Lorenzotti; intertítulos do OI

“A Mídia Ninja, tal como as Jornadas de Junho, é um fenômeno – e os fenômenos precisam ser observados, comparados, referenciados, discutidos. Sobretudo aproveitados.” (Alberto Dines, jornalista e escritor, fundador do Observatório da Imprensa)

“No futuro, os manuais de Teoria da Comunicação e de Ciências Sociais vão se referir a junho de 2013 como o importante momento em que as grandes empresas de mídia deixaram de pautar a agenda do debate público do País. E quando a mídia de massa e sua lógica centralizadora foram superadas pelas redes digitais, pela cultura colaborativa e sua lógica descentralizada.” (Massimo di Felice, professor da USP, especialista em mídias digitais)

“Jornalistas têm de ter lado, e o lado dos jornalistas têm de ser o lado dos que mais sofrem. Se me mandassem cobrir o tráfico de escravos no século 18, eu jamais daria destaque, no que escrevesse, à opinião do capitão do navio mercador de escravos. Se me mandassem cobrir a libertação num campo de concentração nazista, eu não entrevistaria o porta-voz da SS”. (Robert Fisk, jornalista, The Independent)

“A transparência é a nova objetividade.” (Pierre Lévy, filósofo francês, pesquisador da cultura virtual)
Este livro se refere a fatos ocorridos entre 18 de junho e 7 de setembro de 2013: oitenta e dois dias que sacudiram o País. Foi em junho que explodiram as jornadas de protesto, inicialmente contra os preços das passagens do transporte público nas principais capitais, convocadas pelo Movimento Passe Livre, tomando de surpresa o establishment.
A repressão violenta promovida pelas polícias militares estaduais levou grande parte da população- e inicialmente a mídia, que de um dia para o outro, literalmente, mudou de posição – a apoiar as manifestações, e ganhou repercussão internacional. Novos atos revelavam uma polissemia, uma multiplicidade de temas, como gastos do governo em grandes eventos esportivos, má qualidade dos serviços públicos, indignação com tantas coisas.
Tratou-se de uma propagação viral, e a exemplo do ocorrido no mundo árabe, no Occupy Wall Street, entre outros, as manifestações foram chamadas pelas redes sociais.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Gaza Brasileira: 317 mortes pela Polícia Militar de SP desde Janeiro

Quarta, 30 de julho de 2014
por NINJA
Nunca antes a palavra “desproporcional” foi tão mencionada no debate nacional. Tudo começou quando, em consonância com boa parte da diplomacia internacional, o termo foi utilizado pela presidenta Dilma Rousseff (PT) para qualificar a ação do Estado de Israel no Oriente Médio. A postura do governo brasileiro irritou um ministro israelense, que rebateu: “Uma demonstração lamentável de como o Brasil, um gigante econômico e cultural, continua a ser um anão diplomático”.
Desde então, a atenção à questão palestina no Brasil aumentou, não apenas nas redes sociais, com um número cada vez maior de acalorados espaços de debate virtual, mas também nos grandes veículos de comunicação. O massacre promovido pela ideologia sionista que move o jovem Estado de Israel fica mais evidente aos olhos do público, dos governos e dos organismos internacionais justamente pela desproporção nos ataques: mil palestinos mortos contra menos de 50 israelenses desde o início da atual crise.
É obviamente saudável uma relevância maior da questão palestina na agenda política brasileira e mundial. Mas revela uma cegueira inexplicável: as periferias das grandes cidades brasileiras sofrem também com um revoltante massacre, promovido pelas Polícias, contra a população pobre e negra, como reafirmam ano após ano os mapas estatísticos da violência estatal. A questão, no entanto, é tratada com um silêncio mórbido nos grandes veículos de comunicação e ignorada no debate político.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Sobre Zúñiga, Neymar e “macacos”

Quarta, 9 de julho de 2014 
Os xingamentos ao colombiano que tirou da Copa a estrela da seleção revelam o Brasil em que a abolição da escravatura jamais foi completada

por NINJA

Texto por Eliane Brum

O zagueiro Juan Camilo Zúñiga entrou bruto com o joelho nas costasde Neymar. Era um jogo duro e a seleção brasileira também já tinha protagonizado entradas fortes sobre membros adversários. De lado a lado, se acertava mais do que a bola, como não é raro acontecer em partidas decisivas. Se pode criticar a arbitragem, reivindicar que a Fifa dê uma punição ao jogador colombiano, sentir fundo a tragédia de Neymar, que passa a ser a de um país inteiro. O que não deveria poder é o que aconteceu na sequência. Pelas redes sociais, brasileiros chamaram Zúñiga de “preto safado”, pediram sua morte e xingaram sua filha pequena de “puta”. Nos últimos anos, vários jogadores brasileiros foram chamados de “macacos” por torcidas de outras nacionalidades. Na sexta-feira (4), eram brasileiros aqueles que, na internet, colaram num colombiano a expressão racista.
Não deveria acontecer, mas aconteceu. E aconteceu no dia em que os capitães dos times que disputaram uma vaga para a semifinal leram um manifesto da campanha contra o racismo: “Rejeitamos qualquer tipo de discriminação de raça, orientação sexual, origem ou religião. Através do poder do futebol, podemos ajudar e livrar o nosso esporte e a nossa sociedade do racismo. Assumimos o compromisso de perseguir esse objetivo e contamos com você para nos ajudar nesta luta”. Depois do hino, brasileiros e colombianos posaram para fotógrafos e cinegrafistas com uma faixa: “Say no to racism” (“Diga não ao racismo”).
E então a jogada bruta do campo expôs a brutalidade infinitamente maior fora do campo, aquela que trespassa a sociedade brasileira há séculos – e atravessa o futebol que encantou o mundo.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Mídia Ninja: Dois advogados ativistas são detidos pela PM paulista em ato pela libertação de manifestantes

Terça, 1º de julho de 2014 
NADA INTIMIDA A PM
Durante o ato pela libertação dos presos políticos em São Paulo a Polícia Militar levou detido mais dois advogados ativistas que questionavam a falta de identificação dos policiais. Daniel Biral e Silvia Daskal foram levados sem voz de prisão.

A atitude demonstra a intransigência e despreparo da PM para lidar com a imprensa e com os ativistas, além de explicitar a necessidade de uma revisão urgente do sistema de segurança pública do Estado.

Foto: Boris Mercado / Mídia NINJA

Foto: NADA INTIMIDA A PM

Durante o ato pela libertação dos presos políticos em São Paulo a Polícia Militar levou detido mais dois advogados ativistas que questionavam a falta de identificação dos policiais. Daniel Biral e Silvia Daskal foram levados sem voz de prisão.

A atitude demonstra a intransigência e despreparo da PM para lidar com a imprensa e com os ativistas, além de explicitar a necessidade de uma revisão urgente do sistema de segurança pública do Estado.

Assista ao vivo: http://twitcasting.tv/midianinja_sp
Foto: Boris Mercado / Mídia NINJA

sábado, 28 de junho de 2014

Protesto contra a Copa. Veja vídeo da Mídia Ninja no Rio de Janeiro

Sábado, 28 de junho de 2014
Vídeo da Mídia Ninja


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Vitor Abdala-Repórter da Agência Brasil
Manifestantes que protestam contra a Copa entraram em confronto com policiais militares (PMs) nas ruas da Tijuca, no inicio da noite de hoje (28).

Os policiais acompanham de perto o ato e fazem barreiras para evitar que o grupo acesse algumas ruas, que dão acesso ao Maracanã. Em um desses bloqueios houve confronto.

A PM usou spray de pimenta e deteve alguns manifestantes. Eles foram algemados e colocados em viaturas.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Kama Surra: Como combater a violência policial em posições inusitadas

Sexta, 27 de junho de 2014
Por Ninja

Ao invés de posições de amor, abusos físicos reais sofridos pelos cidadãos. O projeto Kama Surra cria cartazes misturando o universo das poses sexuais do Kama Sutra e a violência policial, tão corriqueira nos protestos de rua e nas periferias brasileiras.

'Pimenta Entrelaçada', 'Traseiro Algemado' e 'Sentando o Cacete' são algumas das posições idealizadas e ilustradas pelo grupo. As cenas hilárias usam a estética do famoso livro para questionar as ações repressoras em protestos.

O projeto defende a liberdade de expressão e o fim da violência policial contra quem se manifesta, além de evidenciar o um lado uma prática abusiva dos soldados. “A violência policial vista nessas manifestações é um ato ilegal. Decidimos fazer algo a respeito, criando uma abordagem nova para esse velho problema social brasileiro”, explicam os criadores Gabriel Morais, Renato Botelho e Bruno Pereira.

Quem acessar o site do Kama Surra pode colar seus pôsteres preferidos, em formato de lambe-lambe. O site oferece explicações simples de como baixas as imagens e fazer as colagens.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Copa da Fifa: Detenções em série

Sexta, 20 de junho de 2014
Há 20 minutos
Foto: DETENÇÕES EM SÉRIE

O NINJA Felipe Peçanha e mais dois manifestantes que foram detidos hoje mais cedo na Cinelândia durante ato encontram-se agora na 21ª DP, em Bonsucesso. Neste momento a polícia colhe depoimento dos três.

Enquanto isso o ato continua na na região da Lapa, onde mais dois manifestantes acabam de ser detidos, aumentando a conta das detenções arbitrárias e abusos policiais do dia no Rio de Janeiro.

Foto: Mídia NINJA


O NINJA Felipe Peçanha e mais dois manifestantes que foram detidos hoje mais cedo na Cinelândia durante ato encontram-se agora na 21ª DP, em Bonsucesso. Neste momento a polícia colhe depoimento dos três.
Enquanto isso o ato continua na região da Lapa, onde mais dois manifestantes acabam de ser detidos, aumentando a conta das detenções arbitrárias e abusos policiais do dia no Rio de Janeiro.
Foto: Mídia NINJA
Fonte: www.facebook.com/midiaNINJA

sábado, 14 de junho de 2014

Copa da Fifa: Repórter da Mídia Ninja e dois ativistas são liberados depois de dia na cadeia

Sábado, 14 de junho de 2014
Do Diário Liberdade
ninja-solta











Ninja - Acaba de ser expedido o alvará de soltura que libera ativistas - Henrique de Souza Dutra e Rhuan Joseph Campos - e a repórter NINJA Karinny Magalhães (foto).
Detidos na tarde de ontem em Belo Horizonte, os três réus participavam de manifestação com cerca de 3 mil pessoas, entre movimentos sociais, sindicalistas.
Karinny é uma repórter NINJA e participava do protesto transmitindo ao vivo a manifestação. Foi abordada pela Polícia Militar e mantida por mais de uma hora no interior de uma viatura. Conduzida em sigilo para um quartel, foi espancada por cinco policiais até perder a consciência. Em seguida foi levada até a 6ª Delegacia Regional de Policia Civil – Noroeste, onde passou a noite, prestou depoimento e realizou o exame de corpo delito. No início da manhã Karinny foi levada para a penitenciária CERESP, onde passou todo o dia na sela com mais seis presidiárias.