“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 21 de junho de 2019

Você é o culpado, viu seu merda!!!

Sexta, 21 de junho de 2019

O texto abaixo foi publicado aqui mesmo no Gama Livre em 3 de janeiro de 2017. Ainda é atual, entendo, apesar de o governo presente (presente por ser de agora) ter retirado da CLDF o projeto de lei que exterminava com o passe livre estudantil. Mas os argumentos para o extermínio, ou a absurda restrição, do passe livre estudantil continuam sendo os mesmos que os governos sempre usam.

Então vamos ao texto:

Você é o culpado, viu seu merda!!!

Meu querido estudante, você é o culpado pelos 66% de aumento nesses dois últimos anos das tarifas do transporte público no DF, pois tem o passe livre. E mais, você, assim, é o responsável pelo “desequilíbrio econômico” do sistema.

Meu querido portador de câncer, você é o culpado pelos escorchantes 66% de aumento nesses dois últimos anos das tarifas do transporte público no DF, pois tem o passe livre. E mais, você, assim, é o responsável pelo “desequilíbrio econômico” do sistema.

Meu querido soropositivo de HIV, você é o culpado pelos escorchantes 66% de aumento nesses dois últimos anos das tarifas do transporte público no DF, pois tem o passe livre. E mais, você, assim, é o responsável pelo “desequilíbrio econômico” do sistema.

Meu querido que tem alguma deficiência de locomoção, você é o culpado pelos escorchantes 66% de aumento nesses dois últimos anos das tarifas do transporte público no DF, pois tem o passe livre. E mais, você, assim, é o responsável pelo “desequilíbrio econômico” do sistema.

Meus queridos idosos, vocês são os culpados pelos escorchantes 66% de aumento nesses dois últimos anos das tarifas do transporte público no DF, pois têm o passe livre. E mais, vocês, assim, são os responsáveis pelo “desequilíbrio” do sistema do setor.

Meus queridos amigos que de uma forma ou outra têm direito ao passe livre no transporte urbano de Brasília, vocês são os culpados pelos escorchantes 66% de aumento nesses dois últimos anos das tarifas do transporte público no DF, pois têm o passe livre. E mais, vocês, assim, são os responsáveis pelo “desequilíbrio econômico” do sistema.

Meus queridos, somos todos culpados pelas sacanagens que os governantes, atuais e passados, nos fizeram, e continuam a nos fazer —ou quererem fazer—, ao se comportarem como domesticados frente aos interesses nada puros dos grandes empresários que exploram, e exploraram, o transporte urbano em Brasília.

Somos, sim, os culpados pelas maracutaias já reconhecidas pela Justiça que, por sinal, determinou há tempos a ANULAÇÃO das fraudadas concorrências para a exploração das bacias das almas, ops!, bacias dos transportes. Anulação até hoje não executada pelos governos, por frouxidão ou sei lá qual a razão.

Somos nós os culpados pelos escorchantes e abusivos aumentos das tarifas de ônibus e metrô, ou culpados são os governantes?

Não, meus amigos estudantes; portadores de câncer; HIV. Meus amigos idosos. Nenhum de vocês, por mais que a canalhice dos governantes tentem jogar sobre os seus ombros a responsabilidade do caos no transporte público de Brasília, e os aumentos tarifários indecentes, vocês NÃO são culpados.

Vocês não são os culpados. Nem são merdas. Não são culpados pela não realização de uma séria auditoria do sistema. Não são culpados pelos fatos apontados pela CPI dos Transportes. Vocês não são culpados de nada.

Os culpados? Responda quem quiser.

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José Bello da Silva Júnior – o chargista Bello (falecido em 2011). O ônibus aí não é do DF e sim de Juiz de Fora (MG), mas também representa qualquer ônibus de nossa região. Quem de nós vendo essas duas charges postada aqui, imediatamente não as relaciona com os ônibus do Gama, Taguatinga, Ceilândia, Sobradinho, Santa Maria, Plano Piloto, ou qualquer outra região administrativa de Brasília?

Conheça, ou relembre, algumas charges do Bello. Acesse '10 charges mostram que o Brasil atual é coisa do passado'

sábado, 1 de abril de 2017

Juiz determina que DFTRANS admita estudantes moradores de rua no programa de passe estudantil

Sábado, 1º de maio de 2017

Do TJDF
O juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal deferiu a medida de urgência solicitada pela Defensoria Pública do Distrito Federal e determinou que o DFTRANS Transporte Urbano do DF admita, para os fins de passa estudantil, o cadastro de estudantes em situação de rua, utilizando como identificação de endereço o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua - Centro Pop.
A Defensoria Pública do DF ajuizou ação civil pública, na qual alegou que alunos da Escola Meninos e Meninas do Parque (EMMP), regularmente matriculados, por se encontrarem em situação especial, pois são moradores de rua e não têm comprovante de residência, foram impedidos de ter acesso ao Programa Passe Livre estudantil.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

STJ: Passe livre interestadual sem limite para deficientes terá efeito em todo o país

Quinta, 20 de outubro de 2016
Do STJ
A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou a abrangência nacional de uma decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) que reconheceu o direito dos deficientes físicos comprovadamente carentes ao passe livre em ônibus interestaduais, sem o limite de dois assentos por veículo.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

MPF/CE consegue oferta de passe livre pela internet a idosos e deficientes para transporte interestadual; Decisão vale para todo o país

Segunda, 20 de junho de 2016
Do MPF no Ceará
MPF/CE consegue oferta de passe livre pela internet a idosos e deficientes para transporte interestadual
Rovena Rosa/Agência Brasil
 
O Ministério Público Federal no Ceará (MPF/CE) conseguiu que seja ofertado o "passe livre", por meio da internet, para utilização de serviços públicos interestaduais de transporte coletivo por idosos e deficientes físicos em todo o território nacional. A decisão, da Justiça Federal, atinge a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Impeachment não está no centro das preocupações do Passe Livre, diz militante

Sexta, 8 de abril de 2016
"Apanhamos do PT e do PSDB"

“O momento faz parecer que há uma briga entre a esquerda e a direita quando, na verdade, parece para a gente que já apanhou de governos tanto do PT quanto do PSDB, é uma coisa de gente igual brigando”

“Tendo impeachment ou não, o Estado vai bater nos movimentos sociais como sempre”
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Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil

São Paulo - Movimento Passe Livre protesta em SP contra aumento de tarifas do transporte (Rovena Rosa/Agência Brasil)
Movimento Passe Livre protesta em SP contra aumento de tarifas do transporte (Rovena Rosa/Agência Brasil)Rovena Rosa/Agência Brasil
O Movimento Passe Livre (MPL) deu início às mobilizações que, em junho de 2013, levaram milhares de pessoas às ruas em São Paulo e a passeatas em todo o país. Defensor do transporte público gratuito, o movimento organizou protestos contra o reajuste das tarifas de ônibus, trens e metrô na capital paulista. Os reflexos daquele momento podem ser percebidos ainda hoje, diz o filósofo e professor de gestão de políticas públicas da Universidade de São Paulo (USP), Pablo Ortellado, que coordena pesquisas sobre as manifestações de rua. “A partir de 2013, com a dimensão que ganhou, a mobilização de rua se volta para o repertório político”, afirma, em entrevista à Agência Brasil.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Movimento Passe Livre faz sexta manifestação contra aumento da tarifa em São Paulo

Quinta, 29 de janeiro de 2015
Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil
O Movimento Passe Livre (MPL) começou, no final da tarde de hoje (29), a sexta manifestação contra o aumento da tarifa do transporte público (trem, metrô e ônibus) em São Paulo. O aumento, de R$ 3 para R$ 3,50, passou a vigorar no último dia 6. “Agora é de três para baixo” é a frase estampada nas faixas do movimento, que pressiona prefeitura e estado a adotarem o transporte coletivo gratuito para todas as pessoas.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

“Terminou, porra! Conseguimos”

Sexta, 23 de janeiro de 2015
Por Ninja
Sem violência policial, terceiro ato contra aumento das tarifas chega ao seu destino final, algo que não aconteceu nas duas primeiras manifestações. Ao fim do protesto, aplausos e comemoração
por Igor Carvalho da Revista Fórum com fotos de Mídia NINJA

Depois de ver os dois primeiros atos contra o aumento da tarifa no transporte público em São Paulo terminarem em violência policial, nos dias 9 e 16 de janeiro, manifestantes comemoraram o fato de conseguirem chegar ao fim de uma manifestação. “Terminou, porra! Conseguimos”, gritou uma militante do Movimento Passe Livre (MPL), organizador do protesto.

Antes da manifestação, o padre Julio Lancellotti, que acompanhou o ato, refletia uma preocupação comum. “A violência da polícia tem um estratégia definida. Ao atacar os jovens, eles [policiais] criminalizam o movimento e ainda tiram o foco do debate sobre o aumento da tarifa. Na penúltima manifestação, eles atiraram de dentro da escola Marina Cintra [rua da Consolação] para fora, sem saber o que acertariam, isso foi na minha frente.”
Às 18h, na praça Silvio Romero, no Tatuapé, zona leste de São Paulo, começou a assembleia geral que definiu o trajeto da manifestação. Quatro propostas foram apresentadas, com destinos finais diferentes: Praça da Sé, Terminal Parque D. Pedro, Largo do Belém e Prefeitura de São Paulo.

Ficou determinado, após votação dos presentes, que os manifestantes partiriam da Praça Silvio Romero e seguiriam até o Largo do Belém. O trajeto demorou pouco mais de duas horas para ser percorrido, mas não houve qualquer intervenção policial.
Nesta terça-feira, a Polícia Militar enviou 500 homens para acompanhar o ato e abdicou da tática conhecida como “envelopamento”, que consiste em alinhar policiais dos dois lados da manifestação, cercando os ativistas. A tática foi responsável por diversos momentos de acirramento de ânimos nas duas primeiras manifestações. “Achamos que não era necessário, por conta do trajeto escolhido pelos manifestantes. Foi uma decisão técnica”, afirmou o comandante da operação policial, capitão Storai, que chegou a dizer que o ato estava “bonito.”

Descentralizado
Este foi o primeiro ato deslocado da região central. A guinada para as periferias da cidade tem sido um discurso recorrente do MPL desde o anúncio dos protestos contra o aumento. Parte do trajeto da manifestação, as vias do verticalizado bairro do Tatuapé, recebeu de forma distinta os manifestantes.
“Cambada de petista, vai arrumar trabalho e para de viver de Bolsa Família”, gritava uma senhora apoiando o filho que acabava de sair da piscina do condomínio para ver, pelo portão, o protesto passar. Em uma rede de lanchonete, os funcionários saíram na rua e pediram cartazes com mensagens contra o aumento, que foram pendurados nas grades do estabelecimento comercial.
O MPL calcula que 8 mil pessoas estiveram na manifestação. Érica Oliveira, integrante do movimento, comemorou o número. “Temos realizado muitos encontros na periferia e não adianta a polícia bater na gente porque o povo está aderindo à luta, o debate sobre o aumento da passagem está ganhando a cidade”, analisou a ativista.

Já a Polícia Militar, que chegou a afirmar que havia 500 pessoas em determinado momento do ato, mudou o número para 5 mil quando a manifestação se aproximava do fim. Os números foram passados pelo capitão Storai.
Belém
Com o fim da manifestação, no Largo do Belém, os manifestantes seguiram em caminhada para a estação Belém do Metrô. Quando chegaram, ensaiaram um “catracaço”, quando diversas pessoas pulam as catracas, evitando o pagamento da tarifa.
A Polícia Militar, que já estava no local, fechou a estação e cercou os ativistas na passarela que cruza a avenida Radial Leste, impedindo o “catracaço”. Tiros de bala de borracha foram disparados e alguns policiais retiraram suas identificações antes de atacar os manifestantes. Ninguém ficou ferido.

Movimento Passe Livre faz nova manifestação contra aumento da tarifa em São Paulo

Sexta, 23 de janeiro de 2015
Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil
O Movimento Passe Livre (MPL) começou no final da tarde de hoje (23) a quarta manifestação contra o aumento da tarifa do transporte público (metrô, trem e ônibus) em São Paulo, de R$ 3 para R$ 3,50, que passou a vigorar no último dia 6. O objetivo do movimento é que prefeitura e estado adotem o transporte coletivo gratuito para todas as pessoas.

“Esse aumento para R$3,50 soa mais absurdo quando constatamos que uma auditoria acaba de provar o que todo mundo já sabia: que os empresários do transporte lucram muito acima da média para o setor e desviaram milhões. Reduzir de fato seu lucro exorbitante e cobrar o dinheiro roubado seria suficiente para manter o preço da tarifa ou até mesmo reduzi-la”, disse o movimento em nota.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

PM ataca manifestantes e mente nas redes sociais

Segunda, 19 de janeiro de 2015
Da Ponte
Após atacar manifestantes do MPL com bombas de gás lacrimogêneo, no dia 16, PM negou uso do armamento. Virou motivo de piada no Twitter: “Não tem vergonha de mentir?”.
Foto: Rafael Bonifácio 
A Polícia Militar voltou a atacar manifestantes do Movimento Passe Livre com bombas de gás lacrimogêneo, na sexta-feira, dia 16, ao mesmo tempo em que mentia no Twitter sobre o uso dessas armas. A mentira transformou o perfil da PM em motivo de piada nas redes sociais.
A repressão da PM fez o 2º Grande Ato Contra a Tarifa, organizado em protesto contra o aumento de R$ 3 para R$ 3,50 nas tarifas de transporte público em São Paulo, terminar mais cedo. Exatamente como no ato anterior, em 9/1.

O primeiro tropeço da corporação nas redes sociais ocorreu antes mesmo da manifestação começar. Às 17h37, quando os manifestantes ainda estavam concentrados na Praça do Ciclista, no final da Avenida Paulista, o Twitter oficial da PM  jogou uma informação bombástica: “Polícia Militar, utilizando o sistema Detecta, apreende garrafas contendo gasolina na Praça do Ciclista”.

O anúncio da PM é que caiu como gasolina entre os seguidores dos policiais, que logo se inflamaram e começaram a pedir para a PM torturar os manifestantes. “Enfia a porrada, é tudo comunista vagabundo”, disse @rogeriocatelli. “Desce o sarrafo neles”, sugeriu @mvrilo. “Desce o pau neles PM!!!! ñ são mainfestantes, são baderneiros!!!”, pediu @hcesar1961_hugo.

Menos de uma hora depos, a PM teve que se desmentir. “Atualização: o líquido apreendido não se tratava de gasolina e foi descartado”, publicou às 18h05. E as trapalhadas não pararam aí.

sábado, 17 de janeiro de 2015

PM de São Paulo será investigada por tortura contra manifestantes


 
Ao contrário do que afirmou o governador Geraldo Alckmin (PSDB), nenhum manifestante foi preso sob suspeita de roubo. Dos 51 detidos, 36 foram fichados por desacato e incitação ao crime

imagem do BO do 78 DP para publicação
Registro oficial mostra que PMs serão investigados sob suspeita de praticar tortura e abuso de autoridade contra manifestantes | Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo investiga a possível prática de tortura e de abuso de autoridade por parte de policiais militares que, há uma semana (09/01), atuaram na detenção de 51 participantes da manifestação do Movimento Passe Livre (MPL) contra o aumento das tarifas do transporte público em São Paulo, que subiram de R$ 3 para R$ 3,50.

Sociedade: Gritos contra abusos da PM ofuscam tarifa em protesto do MPL

Sábado, 17 de janeiro de 2015 
Tensão entre polícia e manifestantes já era sentida desde o início, na avenida Paulista, mas estourou na frente da Prefeitura; próximo ato será na zona leste
Para a organização, estavam presentes 20 mil manifestantes; já a polícia calcula 3 mil.
 
Máscaras no rosto, olhares de poucos amigos e disposição para a briga. A descrição, desta vez, não é de nenhum black bloc, mas da Polícia Militar de São Paulo, que na manifestação da sexta-feira 16 decidiu se antecipar ao confronto e descarregar sua artilharia em frente à sede da prefeitura, no centro da cidade, antes do percurso planejado terminar. ...
 
A tensão entre a PM e os manifestantes já era sentida desde a Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, onde o ato começou, por volta das 17h. Mascarados ou não, todos reprovavam os tiros de borracha disparados na manifestação da semana passada. “A força da polícia é desproporcional”, afirmou um black block a CartaCapital. “Agora o batalhão de choque vem mascarado e sem identificação. Por que eles podem?”
 
Assembleia terminada e trajeto definido: todos desceriam a rua da Consolação, passariam pela prefeitura, no viaduto do Chá, e seguiriam para a Secretaria Municipal de Transportes, ali perto.
 
Os gritos pela desmilitarização da PM ganharam volume já no início da marcha, quando um manifestante foi arrastado pelos soldados para fora do cordão de isolamento por volta das 19h30. O protesto parou ali mesmo, na Consolação, e só continuou depois de a PM permitir que um advogado acompanhasse a detenção.
 
As palavras de ordem contra os policiais passaram a rivalizar com os cantos para baixar a passagem, que desde o começo do ano custa três reais e cinquenta centavos na capital paulista.
 
A passeata permaneceu pacífica até a primeira novidade preparada pelo MPL: ao chegar à prefeitura, um carro de som exigiu respeito da polícia antes que uma paródia de Beijinho no Ombro, de Valesca Popozuda, insinuasse que protesto popular em São Paulo é tratado com “tiro, porrada e bomba”. A letra, projetada nas paredes do prédio, foi cantada pelos 20 mil manifestantes, pelas contas do MPL, – a PM fala em 3 mil.
 
Ao final da projeção, um porta-voz do movimento tomou o microfone para reiniciar a caminhada: “Vamos terminar o protesto em frente à Secretaria de Transportes!”
 
Não foi o que aconteceu. Antes que a multidão retomasse a caminhada, um manifestante jogou uma garrafa de cerveja no escudo de um policial - o suficiente para que uma chuva de tiros de borracha e bombas de efeito moral caísse sobre as cabeças de quem protestava.
 
A reportagem se escondeu atrás do carro de som, enquanto os manifestantes fugiam em direção ao Theatro Municipal. A PM perseguiu e prendeu ao longo de todo o centro, atirou contra a imprensa, gerando mais protestos que acabaram com lixos rasgados pela na Rua Coronel Xavier de Toledo e a fachada de um banco estilhaçada.
 
Até o fechamento da reportagem, ao menos oito manifestantes haviam sido levados para o 78.º Departamento de Polícia.
 
O terceiro ato convocado pelo movimento está previsto para acontecer na terça-feira 20, às 17h, na praça Silvio Romero, próximo ao Metrô Tatuapé, na Zona Leste da Cidade.

 Fonte: Blog do Sombra / CartaCapital, por Wanderley Preite Sobrinho - 17/01/2015

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Manifestação contra aumento de passagem tem tumulto e bombas em São Paulo

Sexta, 15 de janeiro de 2015
Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil
A manifestação contra o aumento da tarifa do transporte coletivo de São Paulo chegou por volta das 20h15 à sede da prefeitura, no Viaduto do Chá, no centro da capital paulista. Policiais fazem um cordão em frente ao prédio. Segundo a Polícia Militar (PM), participam da passeata aproximadamente três mil pessoas. De acordo com o Movimento Passe Livre (MPL), que convocou a manifestação, são mais de 20 mil manifestantes.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

São Paulo: Protesto contra aumento de passagens tem depredação, bombas e 32 detidos em SP

Sexta, 9 de janeiro de 2015
Camila Boehm - Repórter da Agência Brasil*
A manifestação contra o aumento da tarifa do transporte público na capital paulista se dispersou por volta das 19h30, por causa da depredação de agências bancárias e da reação da Polícia Militar (PM), que atirou bombas de gás lacrimogênio entre os participantes. Houve correria dos manifestantes e a marcha se dividiu em várias passeatas menores.

Manifestantes iniciam protesto contra aumento da passagem de ônibus no Rio

Sexta, 9 de janeiro de 2015

Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil
Centenas de manifestantes contrários ao reajuste na passagem de ônibus urbano do Rio estão concentrados na Cinelândia, no centro da cidade. Muitos carregam bandeiras de partidos de esquerda e de movimentos sociais. Além do aumento da tarifa, gritam palavras de ordem contra o governador Luiz Fenando Pezão e prefeito Eduardo Paes. Também se posicionam contra a criminalização dos movimentos sociais.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Convocatória: Primeiro Grande Ato Contra a Tarifa!

Segunda, 5 de janeiro de 2015
do Movimento Passe Livre — São Paulo
atocontratarifa
O prefeito Fernando Haddad já confirmou que a tarifa de ônibus em São Paulo vai aumentar no início de janeiro. O governador Geraldo Alckmin, por sua vez, afirmou que as passagens do Metrô e da CPTM devem subir junto. Movimentar-se pela cidade, algo pelo qual não deveríamos ter que pagar, agora vai custar R$ 3,50 – e pra quem pega metrô e ônibus, vai para R$ 5,45.

Cada vez que a tarifa sobe, aumenta o número de pessoas excluídas do transporte coletivo. Com menos gente circulando, novos aumentos serão necessários, numa espiral que diminui cada vez mais o direito à cidade da população. Entre nós e a cidade (que nós mesmos fazemos funcionar!) existe uma catraca que cobra cada vez mais caro. É que para os de cima, ninguém tem que sair da periferia se não for para trabalhar ou – se tiver dinheiro – para consumir. Além disso, nos obrigam a pagar por ônibus lotados em linhas e trajetos sobre os quais nada decidimos.

Por isso convocamos todas e todos para o 1º GRANDE ATO CONTRA A TARIFA, na sexta-feira (09/01), com concentração a partir das 17h em frente ao Teatro Municipal (próximo ao metrô Anhangabaú e do terminal Bandeira). Na mesma semana, na segunda-feira (05/01), realizaremos uma aula pública contra a tarifa em frente à prefeitura da cidade (se é que alguém ali ainda quer aprender alguma coisa).

Como sempre, a prefeitura alega que o aumento é inferior à inflação do período. Mas um direito pode ser medido pela inflação? O direito de se locomover não deve ter preço. Transporte não é mercadoria!

Cobrar pelo transporte – que deveria ser público de verdade – e ainda aumentar esse preço é uma escolha política pela exclusão de pessoas e em favor do lucro dos empresários de ônibus. Este aumento soa mais absurdo quando constatamos que uma auditoria acaba de provar que milhões foram desviados pelas empresas do transporte. Reduzir seu lucro exorbitante e cobrar o dinheiro roubado seria suficiente para manter o preço da tarifa ou até mesmo reduzi-la.

O passe livre estudantil anunciado pela prefeitura é uma conquista da luta do povo, que foi às ruas em 2013. Mas não é Tarifa Zero! A medida ainda está longe do que é fundamental: enquanto o transporte continuar sendo tratado como mercadoria e enquanto houver tarifa e aumentos, haverá luta da população, se organizando e resistindo em cada canto da cidade!
Não aceitaremos nenhum centavo a mais! Agora é de R$ 3 para baixo, até zerar!

A luta segue até tarifa zero para TODAS E TODOS!
CONTRA A TARIFA!

sábado, 27 de dezembro de 2014

Convocatória do Movimento Passe Livre / São Paulo: Primeiro Grande Ato Contra a Tarifa!

Sábado, 27 de dezembro de 2014
atocontratarifa
O prefeito Fernando Haddad já confirmou que a tarifa de ônibus em São Paulo vai aumentar no início de janeiro. O governador Geraldo Alckmin, por sua vez, afirmou que as passagens do Metrô e da CPTM devem subir junto. Movimentar-se pela cidade, algo pelo qual não deveríamos ter que pagar, agora vai custar R$ 3,50 – e pra quem pega metrô e ônibus, vai para R$ 5,45.
Cada vez que a tarifa sobe, aumenta o número de pessoas excluídas do transporte coletivo. Com menos gente circulando, novos aumentos serão necessários, numa espiral que diminui cada vez mais o direito à cidade da população. Entre nós e a cidade (que nós mesmos fazemos funcionar!) existe uma catraca que cobra cada vez mais caro. É que para os de cima, ninguém tem que sair da periferia se não for para trabalhar ou – se tiver dinheiro – para consumir. Além disso, nos obrigam a pagar por ônibus lotados em linhas e trajetos sobre os quais nada decidimos.

Por isso convocamos todas e todos para o 1º GRANDE ATO CONTRA A TARIFA, na sexta-feira (09/01), com concentração a partir das 17h em frente ao Teatro Municipal (próximo ao metrô Anhangabaú e do terminal Bandeira). Na mesma semana, na segunda-feira (05/01), realizaremos uma aula pública contra a tarifa em frente à prefeitura da cidade (se é que alguém ali ainda quer aprender alguma coisa).

Como sempre, a prefeitura alega que o aumento é inferior à inflação do período. Mas um direito pode ser medido pela inflação? O direito de se locomover não deve ter preço. Transporte não é mercadoria!

Cobrar pelo transporte – que deveria ser público de verdade – e ainda aumentar esse preço é uma escolha política pela exclusão de pessoas e em favor do lucro dos empresários de ônibus. Este aumento soa mais absurdo quando constatamos que uma auditoria acaba de provar que milhões foram desviados pelas empresas do transporte. Reduzir seu lucro exorbitante e cobrar o dinheiro roubado seria suficiente para manter o preço da tarifa ou até mesmo reduzi-la.

O passe livre estudantil anunciado pela prefeitura é uma conquista da luta do povo, que foi às ruas em 2013. Mas não é Tarifa Zero! A medida ainda está longe do que é fundamental: enquanto o transporte continuar sendo tratado como mercadoria e enquanto houver tarifa e aumentos, haverá luta da população, se organizando e resistindo em cada canto da cidade!
Não aceitaremos nenhum centavo a mais! Agora é de R$ 3 para baixo, até zerar!

A luta segue até tarifa zero para TODAS E TODOS!

CONTRA A TARIFA!

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Movimento Passe Livre faz ato contra investigação de manifestantes

Quinta, 3 de julho de 2014
Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil
O Movimento Passe Livre (MPL) fez hoje (2) um ato pedindo o fim do inquérito da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil que investiga atos violentos em manifestações. Segundo o movimento, a investigação é ilegal porque não apura crimes específicos e funciona, na verdade, como uma forma de identificar as pessoas que participam de protestos em São Paulo. Os manifestantes fizeram um debate na Praça da Sé, no centro, em frente ao  Tribunal de Justiça de São Paulo.
“Nós estamos denunciando essa pratica e entrando com uma ação [judicial] para trancar esse inquérito cujo objetivo é intimidar e evitar que as pessoas se mobilizem”, ressaltou o integrante do MPL Lucas Monteiro.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Movimento Passe Livre faz ato em defesa da tarifa zero em Brasília

Segunda, 30 de junho de 2014
Alex Rodrigues – Repórter Agência BrasilManifestantes fazem protesto e dançam quadrilha na rodoviária de Brasília por tarifa zero no transporte público (Marcelo Camargo/Agência Brasil)


Manifestantes  pedem transporte público gratuito em  Brasília       Marcelo  Camargo/Agência  Brasil
Integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) fizeram hoje (30) mais um ato em defesa da passagem de ônibus grátis. Cerca de 30 integrantes e apoiadores do movimento se reuniram na Rodoviária do Plano Piloto, no centro da capital federal e a poucos quilômetros do Estádio Mané Garrincha, onde apresentaram aos usuários do transporte público que passavam pelo local suas propostas de como viabilizar a chamada tarifa zero.

sábado, 28 de junho de 2014

“Inquérito Black Bloc”: interrogatório revela condução política do Deic

Sábado, 28 de junho de 2014
capa


O SPressoSP teve acesso à íntegra de um interrogatório feito com um manifestante no qual se pergunta até a sua orientação política. “Este tipo de perseguição estatal atenta contra o direito a livre expressão e reunião”, alerta jurista Pedro Serrano

Por Igor Carvalho
Integrantes de movimentos estão sendo intimados a comparecer ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) para prestar depoimento. O motivo é o inquérito 01/2013, que de tamanho grau de exceção é o primeiro e único com esse caráter, como indica o número.

Criticado por juristas, o “Inquérito Black Bloc”, como ficou conhecido dentro da Secretaria de Segurança Pública (SSP), afiançadora da investigação, é uma tentativa de punir, em especial, integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) por uma conduta coletiva, ao invés de apurar os delitos individuais entendidos como “vandalismo” praticados nas manifestações.

O SPressoSP teve acesso, com exclusividade, ao interrogatório preparado pelos investigadores do Deic. 22 integrantes do MPL já foram intimados a depor cinco vezes. Porém, fizeram uma opção “política” por manter o silêncio, entendendo que o inquérito é ilegal. Na última terça-feira (24), o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, afirmou que os manifestantes serão forçados a depor e ameaçou levá-los ao Deic forçosamente.

O depoimento prestado por um dos manifestantes intimado tem uma declaração padrão para todas as perguntas, identificada na transcrição apenas como: “Não deseja responder”.

Abaixo, algumas perguntas do longo interrogatório:

Já participou de outras manifestações?

Qual seu objetivo nessas manifestações?
 

Participou de outros eventos que resultaram em quebra-quebra?  

Como estava trajado no dia da manifestação?
 
Você tem perfil no Facebook ou outro meio similar de comunicação  disponível na internet, redes sociais ou e-mail?Você é um Black Bloc? Por quais motivos?
 
Qual o objetivo e propósito dessas pessoas (Black Blocs)?
 
Como funcionam as manifestações?
 
Existe algum partido político envolvido ou que custeia o movimento?
 
Você é filiado a algum partido? Qual?
 
Existe algum lugar onde os senhores se concentram para deliberar sobre as ações do grupo?
 
Conhece as pessoas citadas na reportagem da revista Época de 11/11/2013?
 
Recebeu algum treinamento para confronto com policiais?

Criminalização

Para o advogado e diretor do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), Hugo Leonardo, o interrogatório “já parte da criminalização de um determinado grupo”. “Acho muito grave que sejam perguntas pessoais, e não atreladas aos fatos que a polícia queira investigar. Dentro dessa inquirição pessoal, o que chama a minha atenção é que no limite das questões pessoais, há uma clara abordagem voltada para a vida política das pessoas.”

O diretor do IDDD alerta que o tipo de questões elaboradas para o interrogatório não são comuns.  “Me causa estranheza serem perguntas genericamente formuladas para um grupo de pessoas. Não é comum o rol de perguntas já pré-estabelecido para um grupo de pessoas”, afirma Leonardo.

O tom político, explícito nas perguntas, preocupa o professor de Direito Constitucional da PUC-SP, Pedro Serrano. “Este tipo de perseguição estatal atenta contra o direito a livre expressão e reunião”, alerta o jurista. Serrano alertou para o perigo de haver uma criminalização “de uma conduta política legítima dos movimentos sociais”. “Nesse sentido, em meu entender, a simples existência desse inquérito caracteriza constrangimento ilegal a direitos fundamentais de pessoas.”

Sobre a criminalização, Leonardo acredita que ela é possível a partir da elaboração de um perfil que identificaria, segundo a SSP, quem se enquadra na conduta condenada pela secretaria. “Você tem toda essa pré-concepção já feita, antes das pessoas se apresentarem, e naturalmente há um sentido ideológico de buscar enquadrar determinada atitude que possa ser vista como criminosa.”

Para Serrano, a democracia “só se realiza através da existência livre de movimentos sociais”. Ainda na linha da politização do inquérito, Leonardo pergunta: “Qual o viés ideológico que está sendo perseguido pela investigação?”

Confira imagens da transcrição do interrogatório: 
[Dê um clique sobre as imagens para ampliá-las]
deic1 (1)
Página 1 do interrogatório
Página 2 do interrogatório
Página 2 do interrogatório

domingo, 18 de maio de 2014

Movimento Passe Livre denuncia sequestro da sigla; e critica nominalmente a UJS (União da Juventude Socialista), entidade subordinada ao PC do B

Domingo, 18 de maio de 2014
SOBRE O SEQUESTRO DE SIGLA
Nota da federação nacional do Movimento Passe Livre
Não é nenhuma novidade que a partir das mobilizações de junho, que surgiram principalmente das manifestações organizadas pelo Movimento Passe Livre em São Paulo e pelo contexto de lutas contra aumento das passagens em tantas outras cidades do país, o nome “Movimento Passe Livre” passou a ser usado em muitas cidades onde não existiam coletivos MPL locais. A mídia deu uma grande exposição das lutas contra o aumento das tarifas em São Paulo e pro MPL em si, e isso contribuiu muito para esta proliferação de “Movimentos Passe Livre” pelo Brasil afora. Hoje, muitos desses “Movimentos” que surgiram fazem parte da federação do MPL, mas o “Passe Livre” também foi usado por vários coletivos que tinham um caráter muito diferente do Movimento que temos construído ao longo de vários anos.
Nos sentimos honrados de ser um dos atores responsáveis pela retomada das lutas de rua autônomas e vitoriosas, e que a nossa organização e as nossas práticas tenham servido de exemplo para tantas outras lutas, mas precisamos ressaltar que nunca nos colocamos no papel de “donos” das lutas de junho. E foi conscientemente que não assumimos o papel de “representantes” dessas mobilizações. Nenhuma luta que o Movimento Passe Livre participou foi construída sozinha, e se as lutas não fossem impulsionadas por todos que se mobilizaram não teríamos conquistado a revogação dos aumentos. Nós acreditamos que as lutas não devem ser só do MPL, ou de uma organização qualquer, e isso por duas razões.