Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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domingo, 28 de maio de 2017

O manifestante Vítor com sorriso no rosto após cirurgia. Criança faz desenho sobre a manifestação, com ministérios em chama

Domingo, 28 de maio de 2017

Vítor após a cirurgia. Ele perdeu três dedos ao tentar devolver uma bomba de gás, lançada pela PMDF, e que explodiu em sua mão. Esta é a sua versão. Já o governo diz que ele estaria jogando um rojão. Mas como ministro do governo Temer divulgou incêndio em ministério afirmando que os responsáveis foram os manifestantes do dia 24 de maio, quando na realidade o fogo era de dois anos antes, e por problemas na rede elétrica, você acredita em qual versão. Na de Vítor ou na do governo?

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Já foi localizado o manifestante Isaias Júnior, ferido na manisfestação; está no HBDF

Sexta, 26 de maio de 2017
Isaías Júnior Freitas Silva, militantes do MTST de São Paulo já foi localizado pelos seus companheiros. Ferido na manifestação da última quarta (24/5), na Esplanada dos Ministérios, ele está internado no Hospital de Base de Brasília. 

Leia a seguir o texto publicado aqui no Gama Livre às 18h52 de ontem (25/5):

Procura-se Isaias Júnior Freitas Silva, militante do MTST/SP, ferido ontem na Esplanada

Quinta, 25 de maio de 2017
Isaias Júnior Freitas Silva, militante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto de São Paulo, foi ferido ontem na manifestação da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e até o momento não se sabe em qual hospital foi atendido e se encontra. Companheiros dele pedem a quem possa ajudar a encontrá-lo, que ajude. Supõem-se que ele possa estar no HRAN ou no Hospital de Base. Quem pode ajudar?

quinta-feira, 25 de maio de 2017

O que seria baderna ou vandalismo?

Quinta, 25 de maio de 2017
O QUE SERIA BADERNA OU VANDALISMO???

Grande parte da grande imprensa já começou a desqualificar as manifestações populares que estão ocorrendo em Brasília e na cidade do Rio de Janeiro.

Evidentemente, não somos favoráveis a atos inconsequentes de violência. Aliás, tais atos são sempre praticados por uma minoria dos manifestantes. Alguns excessos são mesmo inevitáveis, em se tratando de uma atuação coletiva e sem controle. Casos há em que a "massa" se torna incontrolável.

Nada obstante, é preciso contextualizar toda esta situação caótica, motivada pela perda da paciência de uma população carente, que está assistindo a um cenário de corrupção epidêmica e que seria altamente penalizada pelas tais reformas do senhor Temer, que visa satisfazer, mais uma vez, a cobiça desta classe empresarial elitista e hipócrita.

No Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, os vencimentos do funcionalismo não estão sendo pagos regularmente e as pensões e aposentadorias estão muito atrasadas.

Por isso, tomado por muita indignação e alguma dose de emoção, ouso fazer uma espécie de desabafo:

Baderna ou vandalismo é tirar uma presidenta eleita com 54 milhões de votos, sem qualquer crime praticado.

Baderna ou vandalismo é um congresso de corruptos modificar cerca de 100 artigos da CLT.

Baderna é o negociado sobre o legislado.

Baderna é tirar os recursos financeiros dos sindicatos.

Baderna é o desemprego cada vez mais crescente.

Baderna ou vandalismo é dificultar a aposentadoria das pessoas. Baderna ou vandalismo é diminuir substancialmente a pensão da viúva, quando morre o seu marido. 

Baderna ou vandalismo é dificultar a aposentadoria dos trabalhadores, enquanto o poder público perdoa altas dívidas de empresários devedores da previdência social;

Baderna ou vandalismo é conceder isenções tributárias e renúncias fiscais, quando o poder público corta despesas de cunho social.

Baderna ou vandalismo é ser dominado pelo poder econômico. Baderna ou vandalismo é ser governado por um presidente sem voto. 

Baderna ou vandalismo é ser governado por um presidente que não tem sequer 10% de aprovação do povo.

Baderna ou vandalismo é distribuir rádios e televisões aos amigos endinheirados. Baderna e vandalismo é não ter dinheiro para salvar a vida de um filho, enquanto os "riquinhos" deste país jogam dinheiro "pelo ralo". 

Baderna ou vandalismo é ter que chegar às 5 horas da manhã na fila dos hospitais para ser mal atendido ao meio dia ou mais tarde ainda. 

Baderna ou vandalismo é trabalhar a vida toda e viver eternamente na miséria.

Baderna ou vandalismo são os nossos índices de mortalidade infantil e de analfabetismo.

Baderna ou vandalismo é a corrupção praticada pela classe empresarial, baderna e vandalismo é a impunidade dos maiores corruptores do país. 

Baderna ou vandalismo é o Ministério Público Federal e criminosos confessos fazerem, livremente, acordos sobre penas e regimes de cumprimento de penas, subvertendo todos o nosso sistema de justiça criminal.

Baderna ou vandalismo é um congresso eleito pelo poder econômico.

Baderna ou vandalismo é um presidente da república indiciado em inquérito policial no S.T.F. e “delatado” por várias outras condutas delituosas, etc, etc, etc.

Baderna é não fazer "baderna" diante de tantas badernas ...

Afranio Silva Jardim, professor associado de Direito Processual Penal da Uerj. Mestre e Livre-Docente em Direito Processual (Uerj)

Falta de controle nas manifestações dá munição para mídia e governo

Quinta, 25 de maio de 2017
Por Mauro Santayana
A falta de controle, por parte dos comitês de organização da manifestação de ontem, 24, em Brasília, acabou sabotando a pauta que levou a maioria dos manifestantes à Praça dos Três Poderes, que era a de pedido de realização de eleições diretas e de repúdio às reformas trabalhista e previdenciária.

Manifestação da oposição, qualquer que seja ela, não pode ser feita sem a organização de comitês de segurança formados por gente de confiança escolhida entre os próprios manifestantes.

Se até nos blocos dos trios elétricos de Salvador dá para separar o público, bastando para isso um cordão humano e uma simples corda, porque não tentar fazer o mesmo em uma manifestação dessa importância?

Não é a polícia que tem que revistar os "participantes".

Como ocorre em muitos países estrangeiros, quem tem que fazer isso, primeiro, são os próprios manifestantes, para possibilitar a rápida identificação de fascistas e infiltrados pagos que ali estão recebendo justamente para garantir que a imprensa e a opinião pública tenham razões suficientes para ficar contra e desancar quem está protestando.

Em  política, qualquer  cena de destruição e violência é passível de ser aproveitada pelo adversário.

Ao final da tarde de ontem em Brasília, a TV já reforçava, a todo instante, a ocorrência de atos de "vandalismo".

Justificava, com isso, a truculência da polícia, e lembrava, a cada cinco minutos, que se tratava de manifestações organizadas e "pagas" por centrais sindicais.

Reforçando, indireta e gostosamente, a bandeira do enfraquecimento dos sindicatos e do fim do imposto sindical obrigatório.

E a convocação de tropas das forças armadas pelo presidente da República, em absurda "ação de garantia de lei e da ordem".

Sem esclarecer, com a mesma ênfase, que o Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, já havia desmentido ter pedido - em gesto por si só já absolutamente desnecessário e inadequado - tropas do exército, e, sim, da Força Nacional, para "colaborar" com a polícia do Distrito Federal na "defesa" dos prédios da Esplanada dos Ministérios.

Um pouco de estratégia e de informações históricas não fazem mal a ninguém.

O Movimento das Diretas Já só deu certo, do ponto de vista da ampla e bem-sucedida mobilização da sociedade brasileira - embora tenha perdido no Congresso depois - porque era suprapartidário, reunia as mais importantes organizações da sociedade civil, como a Igreja, a UNE e a OAB, tinha sido "costurado" politicamente antes de sair para a rua, era ordeiro, organizado e pacífico e primava pela organização.

Vou falar o que penso, porque não sou vaquinha de presépio.

Compreende-se a necessidade da oposição  ir à luta nessa hora, em defesa, principalmente, da democracia.

Mas se for para sair no improviso, de qualquer jeito, e acabar servindo de plataforma para a ação de provocadores fascistas, dando tiro pela culatra, ajudando a parte mais canalha da mídia a justificar a truculência da polícia, o enfraquecimento dos sindicatos e o golpismo, insuflando as vivandeiras dos quartéis e alimentando um novo golpe dentro do golpe, quem saiu para as ruas que me desculpe, mas é melhor ficar em casa assistindo, indignado, pela televisão, à ação dos infiltrados e à deprimente repetição de velhos e costumeiros descuidos do passado.
 

quarta-feira, 24 de maio de 2017

PSOL apresenta projeto para suspender uso das Forças Armadas nas manifestações em Brasília

Quarta, 24 de maio de 2017
Do Psol
Crédito da foto: Nunah Alle / PSOL
A bancada de deputados do PSOL apresentou, no fim da tarde desta quarta-feira (24/05), um Projeto de Decreto Legislativo para suspender o decreto de Michel Temer que colocou as Forças Armadas nas ruas de Brasília para lidar com as manifestações até o dia 31, em nome “da Lei e da Ordem”.
O projeto foi assinado pelo líder da bancada, Glauber Braga, junto a Ivan Valente, Jean Wyllys, Luiza Erundina, Chico Alencar e Edmilson Rodrigues. Leia a íntegra do projeto clicando aqui.
Na tarde desta quarta-feira, a Polícia Militar reprimiu duramente o #OcupaBrasília, que reuniu cerca de 150 mil pessoas nas ruas do Distrito Federal contra Temer e suas reformas e pela convocação imediata de novas eleições diretas no Brasil.
É grande o número de feridos e presos em Brasília. Há, inclusive, relatos de uso de armas letais pela Polícia Militar.
O decreto, segundo Temer, foi feito a pedido de Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados. Leia: 
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