Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 22 de junho de 2026

A Alienação na Era do Algoritmo

Segunda, 22 de junho de 2026

A Alienação na Era do Algoritmo

Marx desvendou o ocultamento das relações de trabalho. Agora, fenômeno assume nova forma. Dispositivos digitais nublam o exercício de poder e captura da riqueza, sugerindo que tudo é fluido e sem atrito – não havendo, portanto, nada a disputar


OUTRASPALAVRAS                                                    Tecnologia em Disputa

Publicado 22/06/2026 às 18:19 - Atualizado 22/06/2026 às 18:31

                             Arte: Yukai Dui

Título original:
A materialidade do invisível: comportamento, poder e alienação no capitalismo algorítmico

O mundo que foi feito para parecer imaterial

Há uma mentira sofisticada na forma como o mundo contemporâneo se apresenta. Tudo parece leve, fluido, imediato. A experiência digital se oferece como transparência. Interfaces sem atrito, respostas instantâneas, caminhos encurtados. A sensação dominante é a de um mundo que se organiza sozinho, como se a materialidade tivesse sido superada.

Mas essa leveza é produzida.

O que se apresenta como imaterial resulta de uma operação histórica concreta. Plataformas, sistemas de recomendação e arquiteturas de interface foram desenhados para reduzir o atrito entre sujeito e mundo. O que desaparece não é apenas o esforço. Desaparece o intervalo em que surgem dúvida, comparação e conflito interno.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Marx pela imprensa livre

Terça, 3 de maio de 2016
“A função da imprensa é ser o cão-de-guarda, o denunciador incansável dos opressores"
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Do Esquerda.Net
Além de defensor da imprensa livre, Karl Marx foi ele próprio jornalista. Os seus trabalhos de jornalista e cronista foram fundamentais para a formação de Marx. Do mesmo modo que os jornais da época foram uma importante fonte dos seus estudos. Artigo de Bruno Góis.
3 de Maio, 2016
“A função da imprensa é ser o cão-de-guarda, o denunciador incansável dos opressores", defendia Karl Marx.
Após concluir o seu doutoramento em filosofia e tendo-lhe sido fechadas as portas da academia, Marx inicia a sua carreira no jornalismo e torna-se redator-chefe d’ A Gazeta Renana em 1842.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

197 anos do nascimento de Karl Marx

Quarta, 6 de maio de 2015
Do Esquerda Diário

Jazmín Jimenez
“Sem dúvida que a incomparável grandeza de Marx encontra-se, entre outras coisas, nele todo inseparável que nele formam, completando-se e ajudando-se mutuamente, o pensador e o homem de ação. Mas igualmente certo é que o lutador prevaleceu nele, em todo instante, sobre o homem de pensamento”. (Franz Mehring, Marx. História da sua vida)
Escrever uma homenagem sobre o 197° aniversário de nascimento de Karl Marx, traduzir em algumas poucas palavras algo sobre umas das personalidades mais interessantes de todos os tempos, resulta em uma tarefa complexa e emocionante. Por onde começar, o desafio torna-se difícil a minutos de realiza-lo. O que dizer, o que destacar sendo toda sua vida e obra tão rica – como disse Engels -, “sobre esse homem a quem toda a classe operária da Europa e América (hoje devemos afirmar mundial) deve mais do que qualquer homem”.

sábado, 14 de março de 2015

O capital

Março
14

O capital

Em 1883, uma multidão compareceu ao enterro de Karl Marx no cemitério de Londres: uma multidão de onze pessoas, contando com o coveiro.
A mais famosa de suas frases foi seu epitáfio:
Os filósofos interpretaram o mundo, de várias maneiras; mas a questão é mudar o mundo.
Este profeta da transformação do mundo passou sua vida fugindo da polícia e dos credores.
Sobre sua obra-prima, comentou:
—Ninguém escreveu tanto sobre o dinheiro, tendo tão pouco dinheiro. O capital não vai pagar nem os charutos que fumei enquanto escrevia.
Eduardo Galeano, no livro Os   Filhos dos Dias, editora L&PM, 2ª edição, página 94.

domingo, 27 de janeiro de 2013

A ressurreição de Marx

Domingo, 27 de janeiro de 2013
Do Diário do Centro do Mundo
Leo Panitch 26 de janeiro de 2013
Em busca de respostas para a crise econômica mundial, as vendas de O Capital disparam

O artigo abaixo foi publicado originalmente na revista americana Foreign Policy. O autor, Leon Panitch, é historiador e economista renomado. Nascido no Canadá, Panitch colabora com jornais e revistas de todo o mundo, e leciona Ciência Política na Universidade de Toronto.

A crise econômica gerou um ressurgimento do interesse em Karl Marx. As vendas mundiais de O Capital dispararam (uma editora alemã vendeu milhares de cópias em 2008, contra 100 do ano anterior), o que dá a medida de uma crise ampla que colocou o capitalismo global – e seus sacerdotes – em uma confusão ideológica.

No entanto, mesmo que a fé em ortodoxias neoliberais tenha implodido, por que ressuscitar Marx? Para começar, Marx estava muito à frente de seu tempo ao prever a bem sucedida globalização do capitalismo das últimas décadas. Ele previu com precisão muitos dos fatores decisivos que dariam origem à crise econômica atual: o que ele chamou de “contradições” inerentes a um mundo composto de mercados competitivos, produção de mercadorias e especulação financeira.