Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

'A Segurança Pública está como o governo, arrastando-se'

Segunda, 7 de agosto de 2017
'A Segurança Pública está como o governo, arrastando-se'
O governo Rollemberg não conseguiu sair do papel. Ele se elegeu prometendo inovar, acabar com as velhas práticas políticas, mas acabou se rendendo ao velho jogo

quinta-feira, 6 de julho de 2017

O espetáculo se repete: O espezinhamento da Polícia Civil

Quinta, 6 de julho de 2017
Do Blog do Sombra

Por Miguel Lucena*
O espetáculo se repete: O espezinhamento da Polícia Civil
A esquerda, com ajuda do Ministério Público, fomenta a usurpação das funções da Polícia Civil, prioriza a força que cumpre ordens sem questionar – preparar, apontar e fogo no povo! – e se especializou na arte de cortejar os poderosos.
Por Miguel Lucena 
A esquerda sempre teve uma certa admiração pela marginalidade e uma de suas manifestações, a delinqüência, tanto que Iósif Djugachvíli, o famoso Stálin, ditador comunista que governou a União Soviética com mão de ferro por 30 anos (1923 a 1953), orgulhava-se de suas ações clandestinas na juventude, quando realizava na Geórgia inúmeras expropriações de capitalistas usando bandos de criminosos comuns (Stephen Kotkin, em Stálin – Paradoxos do poder).

A simpatia desse espectro político com a marginalidade é proporcional à antipatia que nutre pela força policial, principalmente a encarregada de investigações acerca de ações criminosas.

O plano da esquerda era transformar as polícias Civil e Federal num departamento do Ministério Público, sob o comando de promotores, passando os delegados a auxiliares ou mesmo a carreiras em extinção. Lembro-me que o lema no PT era “todo poder ao Ministério Público”, como se fosse a instituição acima do bem e do mal.

Como não conseguiu o intento, a esquerda, por onde passa, promove uma política de terra arrasada contra a Polícia de Investigação, deixando-a à míngua e fazendo manobras para esvaziar suas atribuições. É uma espécie de assédio moral, praticado com a ajuda de carreiristas e aventureiros, como é típico em ambientes de poder.

Quando cheguei para assumir o cargo de Delegado de Polícia do Distrito Federal, tive de levar meu computador para a 6ª Delegacia, no Paranoá, e, de quebra, levei também a impressora HP e os cartuchos, porque o governo tinha comprado umas impressoras sem a tinta. As viaturas estavam caindo aos pedaços. O prédio da DP não podia ver chuva, que inundava. Havia dois salários diferentes para os mesmos delegados, tudo por artimanha de um governo de esquerda.

O espetáculo se repete. A esquerda, com ajuda do Ministério Público, fomenta a usurpação das funções da Polícia Civil, prioriza a força que cumpre ordens sem questionar – preparar, apontar e fogo no povo! – e se especializou na arte de cortejar os poderosos.

Com a paridade histórica com a Polícia Federal negada, os policiais civis do DF continuam trabalhando heroicamente, com índice de resolução de crimes violentos atingindo 60%, o maior da América Latina e um dos maiores do mundo. A Polícia Civil do Rio de Janeiro, de onde veio o atual secretário de Segurança, não consegue resolver mais de 4% dos crimes.

Atualmente, um agente de classe especial ganha salário bruto de R$ 85 por hora de trabalho e líquido de R$ 63; o policial novinho recebe bruto por hora R$ 54 e líquido, R$ 45. Não dá nem para pagar a diarista, que cobra R$ 150.
Só o nosso amor pela Instituição impedirá que minguem as nossas forças!

*Miguel Lucena – Delegado da PCDF e Jornalista

terça-feira, 4 de julho de 2017

A destruição da alma brasileira

Terça, 4 de julho de 2017
Do Blog do Sombra
A destruição da alma brasileira
O brasileiro está se tornando mestre na arte da dissimulação.

Por Miguel Lucena – Delegado da PCDF e Jornalista - 
O brasileiro está se tornando mestre na arte da dissimulação. Nada é o que parece, como o cônjuge traidor flagrado em ato sexual com a amante: “Posso explicar, não é o que você está pensando”, tenta, assim, enganar a esposa traída.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Brasília, terra do fato consumado

Quinta, 29 de junho de 2017
Do Blog do Sombra
Brasília, terra do fato consumado
Muita gente boa comete ilegalidades sabendo que, a depender dos interesses em jogo, a situação será corrigida e até convalidada pelas autoridades constituídas
Por Miguel Lucena* - Delegado da PCDF e Jornalista - 
Brasília é a terra do fato consumado. Muita gente boa comete ilegalidades sabendo que, a depender dos interesses em jogo, a situação será corrigida e até convalidada pelas autoridades constituídas.

Refiro-me a condutas dúbias que beiram a ilegalidade ou são ilegais, mas de difícil comprovação, por envolver situações complexas. É o caso dos condomínios que surgiram de ações criminosas de grileiros e se tornaram um problema político e social, em face dos compradores de boa-fé.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Politítica rasteira: Aqui a velha prática já cansou

Sexta, 23 de junho de 2017
Do Blog do Sombra
Politítica rasteira: Aqui a velha prática já cansou
O governador se elegeu prometendo inaugurar um novo tempo na relação entre os poderes, mas o que se vê é a máquina se movendo para todos os lados.
Por Miguel Lucena – Delegado da PCDF e Jornalista
Sem entrar no mérito da decisão que alterou a natureza do Hospital de Base de Brasília (HBB), chamou atenção a falta de debate sobre o conteúdo da proposta entre os políticos.

Vimos a liderança dos médicos defendendo a manutenção do HBB estatizado, como principal hospital do sistema de saúde do Distrito Federal, o governador Rodrigo Rollemberg jogando pesado para terceirizar a gestão, como saída para o caos vivido no setor, e o deputado Chico Vigilante destacando que o HBB era a única coisa que prestava no DF.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

União entre PCDF e PMDF é uma faca de dois gumes. Soa falsa essa união

Quinta, 22 de junho de 2017
Do Blog do Sombra
União entre PCDF e PMDF é uma faca de dois gumes. Soa falsa essa união
Mais uma vez, o governo Rodrigo Rollemberg provará que, apesar do marasmo para fazer o bem, conta com excelentes jogadores em manobras diversionistas.
Por Miguel Lucena – Delegado da PCDF e Jornalista
Mesmo respeitando a decisão da assembleia geral do Sindicato dos Delegados e as opiniões em contrário, vejo a proposta de unificação das campanhas salariais da Polícia Civil com a Polícia Militar como uma faca de gois gumes.

A proposta é positiva no sentido político de agrupar opositores do governador Rodrigo Rollemberg, mas sem efeitos práticos no que diz respeito ao cumprimento dos compromissos de campanha assumidos com a Polícia Civil.

terça-feira, 20 de junho de 2017

A esquerda não negocia, enrola

Terça, 20 de junho de 2017
Do Blog do Sombra
A esquerda não negocia, enrola
Não há nada mais difícil para o trabalhador negociar do que governo de esquerda. Parece um paradoxo, já que os canhotos costumam alardear que representam o proletariado, mas não é.
Por Miguel Lucena* 
A esquerda é boa e ativa quando está fora do governo. Ao assumir o aparato estatal, transforma-se, mostrando sua concepção autoritária, passando a ver como inimigo de classe – ou de seu projeto – o trabalhador que se mobiliza por melhores salários.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

GDF reage com atraso ao esquema das marmitas de presos

Segunda, 19 de junho de 2017
GDF reage com atraso ao esquema das marmitas de presos
O governo Rollemberg quer romper o contrato com as empresas que servem as marmitas no Sistema Prisional do Distrito Federal, alegando que as contratadas não estão entregando todos os itens previstos em licitações milionárias.

Por Miguel Lucena*
A reação do GDF vem com muito atraso e apenas porque a denúncia sobre a sonegação da mortadela saiu na mídia, mas ninguém questionou por que as quentinhas são servidas assim há um bom tempo.