Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 9 de dezembro de 2017

Obra irregular no Parque Ecológico do Gama: A placa está certa, errada está a obra

Sábado, 9 de dezembro de 2017
Clique na imagem acima para ampliá-la.


O Decreto 11.190/1988 diz que a área em que a Administração do Gama está construindo 'Banheiros públicos com salas de apoio institucional' (seriam os banheiros que teriam salas de apoio institucional?) é área do Parque Urbano da cidade.

O Plano Diretor Local (PDL), que é uma lei de 2006, também prova que a área pertence a tal parque.

Mas apesar disso, o Ibram (Instituto Brasília Ambiental) teria informado à imprensa de que a área está fora do parque. Mas documento nenhum publicado no Diário Oficial do DF foi mostrado.

A Administração Regional do Gama informou, também à imprensa, de que a área da construção ilegal (ilegal segundo decisão, em vigor, da Justiça) não pertence ao Parque Urbano. Disse essa coisa à imprensa, mas escreveu, como se pode comprovar na foto acima, que a construção é no Parque Urbano Norte. Ato falho? Certamente, por ser realmente área pertencente ao Parque Urbano.

E agora, o que diz a Administração do Gama?

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Parque Urbano do Gama pede Socorro

Segunda, 4 de dezembro de 2017
Do Blog Sou Mais Gama
Por Eder Brant
Clique na imagem para ampliá-la.
Confira a entrevista do Professor Taciano Carvalho e Juan Ricthelly sobre os pontos mais polêmicos do parque vivencial urbano do Gama

domingo, 3 de dezembro de 2017

Denúncia: Obra irregular no Parque Ecológico do Gama

Domingo, 3 de dezembro de 2017

Do
Ambientalistas do Gama se reúnem para protestar contra obra irregular no Parque Ecológico do Gama (PEG).

A obra se iniciou recentemente e não possui identificação, foi anunciada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) no dia 27 de Novembro e curiosamente, após uma representação sobre a questão ser movida junto a Ministério Público as obras se iniciaram instantaneamente.
 
De acordo com o DODF será construída uma 'sala de apoio institucional com banheiros', que servirá em benefício das autoescolas e do DETRAN que realizam equivocadamente e com a permissão do GDF suas atividades dentro de uma área que foi desmatada e asfaltada exclusivamente para esse fim.
  
Em um protesto simbólico, foram plantadas 12 mudas nos buracos que foram cavados para a fundação das obras.
 
Neste vídeo, uma explicação sobre a importância do PEG e o porque do protesto!
 
Assista e compartilhe!
  
Este vídeo também pode ser visto em:

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Veja também Giro de 360º no Parque Urbano e Vivencial do Gama, DF
O giro revela que o Parque Urbano e Vivencial do Gama [legalmente Parque Ecológico do Gama], no DF, está merecendo cuidados do governo de Brasília. Pode-se observar as muitas invasões de áreas do parque. O parque é rodeado de pistas de carros. Dessas pistas para dentro, encontramos as invasões, desde as realizadas por "instituições" como por alguns chacareiros e outras pessoas. Vídeo postado no Youtube pelo Gama Livre, gravação de 7/10/2016.


sábado, 2 de dezembro de 2017

Fórum Comunitário do Gama (FComGama) protocolou nesta quarta (29/11) representação no MPDFT em defesa do Parque Ecológico do Gama e do meio ambiente (republicação de postagem do dia 30/11)

Domingo, 3 de dezembro de 2017
A matéria é a reprodução da postada aqui mesmo no Blog Gama Livre às 12h54 do dia 30 de novembro de 2017.
 Imagem de 1975, vendo-se inclusive os murundus. Clique na imagem para melhor visualizá-la.

O que se requer ao MPDFT é que tome providências para fazer com que o governo do DF cumpra a lei e efetivamente implante logo o Parque Ecológico do Gama em toda a sua plenitude, em toda a sua área. 
 

Do FComGama
Fórum Comunitário do Gama

Na tarde de ontem (29/11), o Fórum Comunitário e de Entidades do Gama (FComGama) protocolou uma Representação em Defesa do Meio Ambiente direcionada ao GDF, Secretaria de Meio Ambiente, Ibram, Terracap e Administração Regional do Gama, junto à Promotoria de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Cultural (Prodema).

A representação, trata especificamente do Parque Ecológico do Gama, PEG, (antigo PUVG —Parque Urbano e Vivencial do Gama). Segundo a promotoria, já havia um procedimento aberto tratando do tema, que se encontrava arquivado até o presente momento e deverá ser reaberto, já que o mais recente será juntado à ele e terá que ser analisado pelo promotor.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Fórum Comunitário do Gama (FComGama) protocolou nesta quarta (29/11) representação no MPDFT em defesa do Parque Ecológico do Gama e do meio ambiente

Quinta, 30 de novembro de 2017
 Imagem de 1975, vendo-se inclusive os murundus. Clique na imagem para melhor visualizá-la.

O que se requer ao MPDFT é que tome providências para fazer com que o governo do DF cumpra a lei e efetivamente implante logo o Parque Ecológico do Gama em toda a sua plenitude, em toda a sua área. 
 

Do FComGama
Fórum Comunitário do Gama

Na tarde de ontem (29/11), o Fórum Comunitário e de Entidades do Gama (FComGama) protocolou uma Representação em Defesa do Meio Ambiente direcionada ao GDF, Secretaria de Meio Ambiente, Ibram, Terracap e Administração Regional do Gama, junto à Promotoria de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Cultural (Prodema).

A representação, trata especificamente do Parque Ecológico do Gama, PEG, (antigo PUVG —Parque Urbano e Vivencial do Gama). Segundo a promotoria, já havia um procedimento aberto tratando do tema, que se encontrava arquivado até o presente momento e deverá ser reaberto, já que o mais recente será juntado à ele e terá que ser analisado pelo promotor.

A diferença dessa representação para as anteriores é que se trata de um documento que levou cinco meses para ficar pronto, buscou-se fazer um resgate fiel de toda a história do PEG, realizando-se um levantamento de matérias jornalísticas, jurisprudência do TJDFT, e por meio de imagens de satélite com marco inicial na década de 60, chegando até os dias atuais, sendo possível, acompanhar o processo de invasão e degradação ambiental da área, ao longo dos anos, trazendo novos elementos que ajudarão e muito o Ministério Público.

Uma das "novidades" até então ignoradas é o Decreto 11.190/88 do Governador José Aparecido que criou naquela época o Parque Urbano e Vivencial do Gama, por alguma razão esse fato importantíssimo passou despercebido por todos até o momento, que focaram suas atenções e energias na Lei Distrital nº 1.959/98 que reinventou a roda, criando o já existente PUVG. Como os que acompanham de perto o caso bem sabem, a referida lei, assim como tantas outras de mesmo conteúdo, foi declarada inconstitucional em 2008 pela ADI 18193, seguindo a jurisprudência do TJDFT, que entende que somente ato do Poder Executivo pode tratar de questões que promovam alteração da destinação de uso do solo, de modo que quando o Legislativo age nesse sentido está avançando em uma seara além de sua competência.

É importante ressaltar que nenhum ato normativo até o presente momento revogou o Decreto 11.190/88, sendo assim, a Lei Distrital 1.959/98, pode ter sido declarada inconstitucional por vício de iniciativa (já que proposta por deputado e não pelo governador), mas o decreto atende à jurisprudência e está vigente e produzindo efeito há exatos 29 anos.

A representação protocolada ontem no MPDFT traz uma retrospectiva histórica do parque e lembra que no segundo semestre de 2016 o Governador Rollemberg apresentou o Projeto de Lei 1.252 de 2016, que propôs aos deputados distritais que aprovassem a transferência de muitas áreas pertencentes à Terracap para o GDF, para que as áreas fossem repassadas logo depois ao Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev), como ressarcimento aos valores que o governo tomou do instituto no final do ano de 2015 para o pagamento de dívidas.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

No Gama: Abandonados e cansados de falsas promessas de políticos, moradores do Setor Norte estão indignados

Terça, 18 de julho de 2017
Por
professor Edgard Vasconcelos
Morador do Gama

As praças, quadras de esportes com seus pisos ruins, calçadas, bancos, alambrados e parquinhos de recreação infantil estão abandonados há anos e necessitando de manutenção.

O asfalto é horrível. Quando não tem buracos, tem irregularidades que danificam os carros. Portanto, as vias necessitam de recapeamento urgente.

No período das chuvas as enxurradas invadem as casas, pois as bocas-de-lobo e galerias de águas pluviais são insuficientes.

Para piorar a vida dos moradores do Setor Norte, muitos furtos e roubos que tiram a paz e a tranquilidade das pessoas que ali residem ou trabalham.

Enquanto isso, começamos a ver no Gama, e em especial em nosso Setor Norte, uma romaria de deputados que sequer conhecem os problemas da comunidade. Estiveram ausentes, omissos, por esses dois e meio longos anos. Assumiram em primeiro de janeiro de 2015, mas só agora, já terminando o sétimo mês do terceiro ano de mandato, é que simulam nos ajudar.

Agora, trombeteiam pelos quatro cantos da cidade que apresentaram emendas parlamentares ao orçamento de 2018 que, dizem, beneficiará o Gama. E ainda,  alardeiam que estão conseguindo agora liberar recursos de algumas emendas apresentadas ao orçamento deste ano de 2017. Tais emendas, segundos eles, beneficiariam a cidade, pois o dinheiro deve ser aplicado em obras do Gama. Há controvérsias, tenho que assinalar aqui.

Por que só agora, quase que às vésperas das eleições é que, juntamente com a administração local, vêm dizer para nós que estão fazendo alguma coisa pelo Gama usando os recursos públicos de emendas parlamentares para obras? E observem que são obras que, em nossa avaliação, são insignificantes ou de pouca importância diante de inúmeras outras necessidades da cidade.

Estamos cansados dessa velha politicagem do pão e circo, lambuzadas com porcas operações tapa-buracos...e pinturas de meios-fios. Pior é que não se limitam à pintura, mas há o desperdícios de dinheiro do povo na troca certamente injustificada de meios-fios.  

Assinado: professor Edgard  Vasconcelos, morador do Gama.

A seguir, vídeos produzidos agora em julho de 2017 nos quais o professor Edgard aponta a situação do Setor Norte do Gama.










domingo, 4 de junho de 2017

Aguenta, valente! Rollemberg “entregou” com festa o Parque Urbano do Gama no dia 27 de maio, mas até hoje não funcionam os banheiros, os vestiários, a ducha

Domingo, 4 de junho de 2017
Com festa, discursos, palmas, oba-obas, puxa-saquismos sem-fins, inclusive bola nas bolas de fotógrafo e tudo mais, o governador Rodrigo Rollemberg "entregou à comunidade" (entre aspas, entre aspas) o Parque Urbano e Vivencial do Gama (PUVG). Foi no sábado dia 27 de maio. 

Mas quem desde aquela data achava que pelo menos os banheiros e vestiários "entregues" (entre aspas, entre aspas) funcionariam ficou na saudade. Melhor, ficou no aperto. Até hoje, domingo, 4 de junho, se houver "aperto" é melhor disparar pra casa. Isso é, se der tempo. Se quiser ficar cheiroso, banho também só em casa. Se desejar trocar a roupa corra também para casa.

Resumo: Os moradores do Gama e do DF "receberam" (entre aspas também) no dia 27 de maio um parque faltando um bom pedaço, pois ainda se encontra com invasores ocupando boa parte da área. E nem serviços essenciais e urgentes estão funcionando. Haja demagogia nessa falsa entrega do parque!

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Rodrigo Rollemberg, pare com essa estupidez de seu governo contra o Parque Urbano e Vivencial do Gama (PUVG). Queremos ele por inteiro!

Segunda, 22 de maio de 2017

Do Gama Livre
Depois de tentar no ano passado (2016) mas não conseguir, em razão da forte reação dos moradores da cidade, entregar aos especuladores imobiliários a área do Parque Urbano e Vivencial do Gama (PUVG), o governo Rollemberg volta agora com essa ideia de jerico, querendo arrancar do espaço original uma considerável parte.

O governo Rollemberg tentou (ou seria atentou?) no ano passado, por projeto de lei, destruir o Parque Urbano e Vivencial do Gama, que seria entregue na bandeja à sanha dos especuladores imobiliários.

A comunidade da cidade reagiu de modo firme e forte, o que fez com que o governo do DF recuasse da sua estupidez administrativa. Retirou o Parque do seu NEFASTO projeto de lei.

Mas eis que agora neste mês de maio de 2017 o governo volta à carga com uma nova ideia de jerico para prejudicar toda uma população. População que não é só a do Gama, pois sendo de uso comum do povo, o PUVG pertence aos moradores do DF e de todo o Brasil.

Rejeitada pela sociedade a entrega aos especuladores tentada no ano passado, agora volta o governo Rollemberg com outra estupidez. Não do tamanho da anterior, mas toda estupidez quando se trata de estupidez de governante é duma estupidez absoluta.

Qual a razão da existência de tanta maldade contra o meio ambiente e prejudicial aos moradores da cidade e do DF?

Qual a razão da estupidez que ameaça o meio ambiente e a qualidade de vida?

Governador, por quê? Você, que sempre se disse aliado do meio ambiente, por quê?

Recuar por uma boa causa é ato de nobreza. Avançar numa estupidez, numa maldade, é também estupidez e maldade maiores.

Recue, governador! Não suje suas mãos —e seu governo— com a terra encharcada e com os corpos mortos da fauna e da flora que ali vivem. Não arranque da natureza, dos animais, das pessoas, a área que no momento seu governo tenta tomar do Parque Urbano e Vivencial do Gama.

Parque que tem sua criação LEGAL, e LEGÍTIMA, no Decreto nº 11.190 de 5 de agosto de 1988, dispositivo ainda EM VIGOR  e assinado pelo governador José Aparecido de Oliveira. Não se deixe enrolar por argumentos falsos de que o parque nunca foi criado. A tal lei 1.959, do ano de 1998, anulada por vício de iniciativa, e por decisão da Justiça, é outra coisa. A declaração de inconstitucionalidade atingiu apenas, e tão somente, a lei 1.959. Nunca o Decreto 11.190, assinado dez anos antes da lei número 1.959. Muito menos os artigos do PDL, Plano Diretor Local do Gama, que tratam, e deixam claro, que o PUVG existe de direito. E olha, governador, o PUVG também está lá no PDOT (Plano Diretor de Ordenamento Territorial) em vigor.

Governador, o Parque Urbano e Vivencial do Gama existe legalmente! 

Falaram numa audiência pública realizada no último sábado (20/5) aqui mesmo no Gama, que o seu governo iria, através de DECRETO, “criar” o parque. Não se deixe cair numa armadilha dessa, numa estupidez de tamanho gigante. Não deixe que um ato dessa forma se torne numa grande piada. De fato e de direito, uma grande piada para o presente e o futuro do folclore política de Brasília.

Tire as mãos do nosso Parque Urbano e Vivencial do Gama. Não deixe que burocratas enfiem as garras nas entranhas do nosso Parque. 

Salve o Parque Urbano e Vivencial do Gama!!! 

Resistiremos!!! 

Dentro da legalidade, RESISTIREMOS!!!

domingo, 21 de maio de 2017

Carta aberta aos invasores do Parque Urbano e Vivencial do Gama (PUVG) e a qualquer pessoa que se sinta incomodada ou interessada

Domingo, 21 de maio de 2017

Por Juan Ricthelly        

Gostaria de começar essa carta com um fragmento de um poema, que não é meu, mas que é perfeitamente adequado ao que vou dizer em seguida:



_“(...)Na primeira noite eles se aproximam

e roubam uma flor do nosso jardim.

E não dizemos nada.

Na Segunda noite, já não se escondem:

pisam as flores, matam nosso cão,

e não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles

entra sozinho em nossa casa,

rouba-nos a luz, e,

conhecendo nosso medo,

arranca-nos a voz da garganta.

E já não podemos dizer nada. (...)”_ (Eduardo Alves da Costa)



            A luta pelo Parque Urbano e Vivencial do Gama (PUVG) não é de hoje, e infelizmente seguirá por tempo indeterminado, pois há uma combinação danosa de forças e pessoas que de sua posição cômoda lutam para que o PUVG não se torne realidade.

            Um fato curioso é que o desenho da cidade é nítido e não mente, o parque é um losango e insistem em querer transformá-lo em uma figura geométrica sem definição muito clara, doando consideráveis partes dele, a entidades que o invadem de longa data.

            Já tivemos várias audiências e consultas públicas sobre essa questão, normalmente essas reuniões seguem um roteiro:

I - O Poder Público convoca a audiência;

II - A população comparece, e se divide entre:

-Os invasores, que insisto em chamar de invasores;

-Os que querem implantação do parque, mas defendem a permanência dos invasores, que chamo de pseudo defensores;

-Os que querem a implantação do parque em sua integralidade sem concessões a nenhum grupo, que chamo defensores;

            III - Os grupos se manifestam:

-Os invasores defendem a sua permanência no parque exibindo pedaços de papéis puídos alegando legitimidade e se demonstram ofendidos quando ouvem a palavra invasor e suas variantes;

-Os pseudo defensores, falam da importância do meio ambiente, que seria legal ter um parque, e ao fim defendem os invasores, alegando a importância das atividades que os mesmos desenvolvem dentro do Parque, e obviamente não se referem aos invasores como invasores;

-Os defensores, falam da importância do parque para cidade, e são irredutíveis em sua posição contra o loteamento do Parque, o querem inteiro e a disposição da coletividade como um todo.

            IV – Comparecem várias autoridades públicas, algumas de órgãos que muitos nem sabiam da existência, secretários do governador, diretores de repartições, deputados e assessores de deputados:

                        -O governador nunca comparece, e envia secretários que se manifestam dizendo que o governo tem interesse na implantação do parque, que o meio ambiente é importante e blábláblá e nada falam sobre os invasores;

                        -O administrador da cidade fala que ama o gama, em algum momento diz a frase ‘quem ama mora no gama’ e repete o discurso do governo;

                        -Os diretores de repartições falam dos problemas das repartições, criticam diretores anteriores por não terem feito nada e dizem que estão trabalhando muito para a implantação do parque, que já existe o projeto e que semana que vem estará tudo pronto;

                        -Os deputados comparecem com uma comitiva de assessores, falam frases de efeito, dizem estar lutando nas comissões da CLDF pela implantação do parque, que a população pode contar com o apoio do gabinete dele, promete emenda parlamentar, distribui cartões e normalmente vai embora antes do fim da reunião para cumprir sua agenda de fim de semana;

                        -Os assessores comparecem também representando os deputados ausentes, e repetem a mesma coisa que acham que o deputado diria caso ele estivesse presente, só não prometendo emenda.

            V- A audiência segue, vários embates são travados, e termina do mesmo jeito que começou, sem resolver nada.

            Outro ponto importante de se olhar a situação é sobre a perspectiva do interesse de cada grupo envolvido:

            -O Executivo e todos os seus asseclas, tem medo de perder votos ao enfrentar o problema do parque de forma efetiva e apresentam soluções meia boca;

            -O Legislativo compartilha do mesmo medo e não apresentam nenhuma solução real;

            -Os invasores, estão em uma situação cômoda, estão usufruindo da sua invasão no parque, aumentando vez ou outra suas cercas e muros, hora de forma sorrateira, hora descaradamente, defendem nitidamente os interesses dos grupos que representam, que embora possa ser numeroso, não corresponde a maioria de nossa cidade.

            -Os pseudo defensores, são um grupo que não entendo e prefiro nem me alongar falando sobre eles.

            -Os defensores querem um parque que sirva a todos e a todas, e não privilegie de forma alguma nenhum grupo especificamente.

            Terminada essa preleção onde falei da dinâmica das audiências e dos interesses envolvidos, peço permissão para reproduzir um pequeno trecho de um manifesto em defesa do parque que escrevi em outra ocasião:

          

“Sou partidário da ideia de que todos devem sair de lá, que não devemos abrir mão de um único metro quadrado do Parque seja para quem for.

Infelizmente, entraves políticos, burocráticos, religiosos, corporativos e eleitoreiros, precedem o interesse coletivo, de modo que pergunto aos senhores: Quem seria homem ou mulher o bastante para comprar a briga e mandar passar o trator em todas edificações que se encontram naquele Parque?

Não é necessária uma reflexão profunda para responder tal questionamento, pois a resposta é uma só: Ninguém!

Quem teria peito para derrubar uma igreja católica, duas igrejas evangélicas, um templo maçônico, dois centros de idosos e várias casas? Desgraçadamente ninguém que queira se eleger.

Aos católicos e evangélicos cúmplices dessa situação digo: “Deem a César o que é de César! E ao seu deus o que acreditam ser direito dele.” Por favor, saiam do nosso parque que curiosamente também é de vocês, já que fazem parte dessa coletividade.

Aos Maçons que se orgulham de seu passado aonde acreditam terem deflagrado a Revolução Francesa, e influenciado diretamente a Independência do Brasil, a Abolição da Escravidão, a Proclamação da República, lembrem-se com carinho das três palavras presentes no lema de sua ordem, em especial de duas: Liberdade, IGUALDADE e FRATERNIDADE. A sua ocupação não é isonômica pois serve somente ao seu grupo e a quem paga, e tampouco fraterna pela mesma razão.

Aos pequenos invasores nada digo, pois não são instituições poderosas e influentes, por um lado os moradores são vítimas de uma política de expansão urbana que os excluiu e os relegaram a essa condição marginal de viver dentro de um parque, do outro temos duas instituições que prestam um trabalho social que deveria ser transferido para outro lugar.

Sei que o digo soa radical, e assim o é para ser.” (Manifesto em Defesa do PUVG – Juan Ricthelly)


            A ocasião em que escrevi isso foi em Outubro do ano passado, quando o governador cogitou a possibilidade de doar a área do parque ao IPREV em razão da dívida do GDF com esse órgão, a população se movimentou indignada, os que tinham contato com deputados ou quem podia fazer algo se socorreram desses, e felizmente conseguimos por hora barrar mais esse ataque a um precioso patrimônio de nossa amada cidade, infelizmente uma figura pública de nossa cidade que ocupa um cargo público importante, se manifestou em suas redes sociais de forma extremamente personalista, alegando que um pedido seu ao governador solucionou a questão, ignorando toda a movimentação e luta da comunidade.

            Dia 20 de Maio (Sábado) foi convocada mais uma reunião sobre o parque, para tratar de sua recriação, já que legalmente ele não existe, lamentavelmente não pude me fazer presente, mas os amigos que estavam, me disseram do interesse do governo em recriar o PVUG mantendo as invasões que nele se encontram e que dia 27 de Maio estarão aqui para dar efetividade ao ato.

            É conhecido que a lei de criação do parque foi declarada inconstitucional por vício de iniciativa, já que caberia ao Executivo e não ao Legislativo a sua criação. Como advogado bem sei que nem sempre a lei é capaz de acompanhar a realidade, uma é estática a outra é dinâmica, e embora não exista uma lei, a realidade fala por si, então mesmo que o parque não exista de direito, ele existe de fato, pois assim a população reconhece aquela área e isso não é de agora.

            Faço parte do grupo que não aceitará sem luta um parque fragmentado em nome de interesses que considero individualistas e que não atendem a coletividade, quero viver em um mundo, em um país, em uma cidade e uma sociedade justa, fraterna e solidária, onde o espaço público é público e disponível a todos e todas independentemente de qualquer distinção que exista.

            Aos invasores digo uma coisa, embora a sua condição possa não ser ilegal, ela é flagrantemente imoral, pois vocês sequestraram um local público com a ajuda ou omissão de gestores públicos coniventes e agora seguem lutando pela manutenção desse estado vergonhoso em que se encontram.A sua presença no parque é como o câncer alojado em uma célula que já foi sadia, e mesmo que o câncer saia vencedor ao final, não o terá sido sem alguma resistência dos anticorpos sociais que lutarão até o último suspiro.

Chegamos em um momento crítico, e não há mais diálogo possível diante do que se desdobra, vocês não irão sair amigavelmente e isso é claro e de conhecimento geral, o Estado tampouco fará algo, e assim sendo convoco a todos os interessados para as seguintes ações a serem tomadas o mais breve possível:

A - Redigir um Manifesto Coletivo em defesa do Parque e dar publicidade a ele em todos os meios de comunicação possíveis e disponíveis, assinado por várias pessoas que compartilhem da mesma ideia.

B – Comparecer dia 27 de Maio de 2017 no teatro que será armado pelo GDF no PUVG para protestar e contestar, essa decisão de legitimar o ilegítimo.

C – Entrar com uma Ação Popular nos moldes da que foi vitoriosa em Águas Claras exigindo a implantação de um parque sem invasões e que seja de todos e todas;

       Quem ama luta pelo Gama!


       Juan Ricthelly


#PUVG #IBRAM #GDF #Gama #MeioAmbiente

========
Comentário do Gama Livre: Correta a posição exposta por Juan Ricthelly.

Acrescentamos apenas a observação de que a despeito de na audiência pública realizada ontem (20/5) no Gama o Ibram ter declarado que o Parque Urbano e Vivencial do Gama não existe porque a lei distrital 1.959, de 8 de junho de 1998, foi declarada inconstitucional —anulação de fato ocorrida— o Parque EXISTE de DIREITO. Vez que continua em vigência o Decreto nº 11.190 de 5 de agosto de 1988, dispositivo legal assinado pelo governador José Aparecido de Oliveira.

Não há anulação, revogação, ou qualquer outra coisa que tenha tornado sem efeito o Decreto 11.190 de 1988. Portanto: 


O PARQUE URBANO E VIVENCIAL DO GAMA TEM SUA CRIAÇÃO AINDA VIGENTE, POR FORÇA DE DISPOSITIVO LEGAL VÁLID0, VIGENTE, AINDA HOJE.

Veja também:

terça-feira, 2 de maio de 2017

Justiça determina cercamento do Parque de Águas Claras pelo Ibram; Parque Urbano e Vivencial do Gama continua abandonado e sendo invadido e o GDF nada faz

Terça, 2 de maio de 2017
Do MPDF

Área vem sofrendo com invasões; condomínios criaram entradas irregulares

Após ação civil pública da 6ª Promotoria de Justiça da Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (Prodema), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) decidiu que o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) deve efetuar o cercamento do Parque Ecológico de Águas Claras no prazo de dois meses. O descumprimento pode gerar multa no valor de R$ 500 mil por mês, sem prejuízo da responsabilidade pessoal das autoridades competentes, no âmbito criminal e por improbidade administrativa.
A decisão, de 6 de abril, é resultado de ação civil pública ajuizada pela Prodema em novembro de 2016, após o Ministério Público tomar ciência de que seis condomínios tinham aberto acessos irregulares para o parque. Para a promotora de Justiça Luciana Medeiros, “o uso do parque deve se dar de acordo com as normas e de maneira isonômica aos cidadãos, uma vez que se trata de área pública”.
A sentença leva em conta que o Parque de Águas Claras vem sofrendo lesões que vão da ocupação de comércios irregulares à utilização de partes de sua área como estacionamentos informais. “Lamentável que as regras não sejam cumpridas e que o Poder Judiciário deva ser acionado para obtenção de providência que poderia e deveria ter sido adotada espontaneamente. Cercar o parque em sua totalidade impediria a abertura de acessos inadequados, que podem causar danos à unidade de conservação”, afirma Luciana.
Processo: 2016.01.1.123101-8

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Parque Urbano e Vivencial: Nota de repúdio às ações desenvolvidas pelo governo do DF sem consulta à população do Gama

Quinta, 13 de outubro de 2016
Fonte: Portal Gama Cidadão 

NOTA DE REPÚDIO


Ao PL 1252/2016.


NOTA DE REPÚDIO ÀS AÇÕES DESENVOLVIDAS PELO GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL SEM CONSULTAR A POPULAÇÃO DO GAMA/DF.


 As entidades, instituições, representações parlamentares, e indivíduos abaixo representados vem a público repudiar o descaso com que o GOVERNO DO DF está tratando as questões relacionadas ao Meio Ambiente.

Senhor Governador, entendemos que determinadas ações desenvolvidas em relação ao destino do Parque Urbano e Vivencial do Gama não podem ser justificadas por ignorância ou falta de conhecimento por parte de Vossa Senhoria, vez que, o seu cargo não permite a investida em aventuras sem a mínima base legal.

Preservando questões de valores éticos e morais, Vossa Excelência deve respeitar os compromissos de campanha assumidos com a comunidade, dentre eles a atuação incisiva da Secretaria de Meio Ambiente, em nossa Região Administrativa, a qual se encontra inerte, uma vez que, o abandono dos Parques, resultando em invasões de Áreas de Preservação Ambiental é latente, denotando assim a ineficiência de Gestão por esta pasta, a qual, encarregada de formalização da Comissão de Defesa do Meio Ambiente, criada pelo Legislativo, segue engavetada, isso,  apesar dos insistentes pedidos da comunidade para que haja celeridade.

O Projeto de Lei nº 1252/2016, apresentado por Vossa Senhoria no dia 31/08/2016, à CLDF é um exemplo de ineficiência deste Governo, na medida que coloca a área do Parque Urbano e Vivencial do Gama Norte como produto de barganha, sem a análise do impacto ambiental que surgiria fatalmente com a especulação imobiliária de tal área.

É fato estarrecedor que Vossa Excelência colocou a área do Parque Urbano e Vivencial do Gama como parte de pagamento de dívidas do presente e anteriores governos no valor de R$ 186.000.000,00 (cento e oitenta e seis milhões). Que, o PL 1252/2016, encaminhado por Vossa Excelência fere de morte o futuro de nossas gerações, pois pede a aprovação da CLDF de um projeto de lei, onde a Terracap deveria repassar, a título de doação, a área do Parque, com o fito de ao final incorporá-lo ao patrimônio do IPREV/DF – Instituto de Previdência dos Servidores do DF,  o qual, juntamente com a TERRACAP se encarregaria de gestar, alienar, obter licença e desenvolver planos de negócios para o nosso Parque que fatalmente seria vítima da famigerada especulação imobiliária.

O GAMA através de suas entidade sociais, que ora assinam este documento, vem através desta NOTA DE REPÚDIO demonstrar que a população do Gama não concorda com a ineficiência e falta de respeito para com o nosso PUVG – Parque Urbano e Vivencial do Gama, área pública, de interesse público e não privado.

Por essas razões a comunidade vem a público repudiar a sua investida em querer pagar dívidas do governo entregando para a especulação imobiliária o nosso Parque Urbano, área de tamanha relevância ambiental para o Gama e sua população.

É fato que o nosso Parque não suportaria a sanha de um adensamento populacional, as suas características naturais se encontra explicita na própria fisionomia da área, onde há buritizais, minas d’água e campos de murundus que não permitem dúvidas como sendo de relevante interesse ecológico, protegida por lei, cabendo sua destinação ao amplo uso da população à educação ambiental.

Outrossim, solicitamos a imediata implementação do programa de educação ambiental debatido exaustivamente e aprovado em seminário no dia 29 de junho de 2016 em parceria com IFB Instituto Federal Brasileiro e GRE – Gerencia Regional de Ensino, com ampla participação e representação da sociedade – como medida preventiva - para que fatos como os aqui relatados e combatidos não tornem a acontecer vez que, acionado pelas instituições abaixo, este Governo recuou.


  • Conselho Comunitário do Setor Norte do Gama – CCSNG
  • Fórum Comunitário do Gama – FComGama
  • Instituto Banca de Poetas – IBP
  • Movimento Acorda Gama
  • Liga Esportiva do Gama
  • OAB Gama
  • Associação dos Moradores e Produtores do Núcleo Rural Engenho no Gama
  • Orquestra Cordas do Gama
  • ONG Gama Verde
  • RAVE. Revolução Aqui Vem dos Estudantes
  • Portal de Notícias e Cidadania Gama Cidadão – PNCGC – www.gamacidadao.com.br
  • Blog Gama Livre – www.gamalivre.com.br
  • Blog do Arretadinho – www.blogdoarretadinho.blogspot.com
  • Representações parlamentar: Wasny de Roure, Chico Leite, Joe Valle e Laerte Bessa
  • Representações partidárias: PC do B, PPS, PSB, PDT, PT e Rede Sustentabilidade


    FOTOS DO PARQUE.
  • Taciano, blog Gama Livre.

  • Israel Carvalho, Gama Cidadão.

  • Joaquim Dantas, Blog do Arretadinho. 
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