“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Bolsonaro reassume quarta, começa a despachar, sozinho, na quinta

Quarta, 30 de janeiro de 2019
Impressionante a incapacidade e incompetência de Bolsonaro para ser Presidente da República.

Por Helio Fernandes*

Depois de uma exaustiva cirurgia de 7 horas (a previsão dos médicos não passava de 3), o presidente eleito está ansioso para reassumir. Não existe litígio entre eles, mas total incompreensão em relação à extensão dos poderes do vice, durante a substituição. 

Bolsonaro se irritou, ao saber, que ontem, Mourão, no ultimo dia no cargo, fez questão de reunir o ministério. E fazer recomendações a respeito de "fiscalização das barragens". Que publicou antecipadamente no Diário Oficial.

Mourão pediu punição IMEDIATA (prisão) para diretores da Vale. Por "imperícia, negligencia, imprudência". Teve que recuar, "por falta de poderes", não presidenciais, mas dentro da Vale, Só que engenheiros não escaparão.

A catapulta

Janeiro
30

A catapulta

Em 1933, Adolf Hitler foi nomeado primeiro-ministro da Alemanha. Pouco depois, celebrou um ato imenso, como correspondia ao novo dono e senhor da nação.
Modestamente, gritou:
—Eu estou fundando a Era da Verdade! Desperta, Alemanha! Desperta!, e os rojões, os fogos de artifício, os sinos das igrejas, os cânticos e as ovações multiplicaram os ecos.
Cinco anos antes, o partido nazista havia conseguido menos de três por cento dos votos.
O salto olímpico de Hitler rumo ao topo foi tão espetacular como a simultânea queda, rumo aos abismos, dos salários, dos empregos, da moeda e de todo o resto.
A Alemanha, enlouquecida pelo desmoronamento geral, desatou a caça aos culpados: os judeus, os comunistas, os homossexuais, os ciganos, os débeis mentais e os que tinham a mania de pensar além da conta.
Eduardo Galeano, no livro 'Os filhos dos dias',
2ª edição, ano 2012, página 44, L&PM Editores.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Lei de Segurança Nacional: dispositivo sucedâneo da guerra fria

Terça, 29 de janeiro de 2019
Salin Siddartha
 
No contexto de uma legislação de exceção, até hoje em voga no Brasil, a Lei nº 7.170/1983, chamada Lei de Segurança Nacional, destaca-se como um entulho dos tempos autoritários que assolaram nosso país, conquanto o cenário conjuntural e estrutural hodierno seja bem diferente do que redundou no Golpe Militar de 1964. Àquela época, acontecia a “Guerra Fria”, estabelecedora de princípios restritivos ao alinhamento de países no contexto global. Durante a Guerra Fria, os Estados Unidos buscavam estabelecer os rumos gerais da política internacional, no bloco dos chamados países ocidentais.

Havia um preocupante estado de tensão internacional naquela ocasião. A Doutrina de Segurança Nacional, concepção de defesa nacional elaborada pelos Estados Unidos durante aquele período, foi instrumentalizada para fins de defesa interna e externa no combate à subversão, abrindo caminho para violações constitucionais e de direitos humanos. Isso porque, na Guerra Fria, os Estados Unidos usaram a força e a violência para controlar os países que se encontravam sob sua esfera de influência contra os que buscavam não se alinhar.

A Doutrina de Segurança Nacional
A Doutrina de Segurança Nacional impôs-se como um fabricado princípio que, na prática, estipulava a América do Norte como guardiã da ordem mundial e as forças armadas de cada nação como responsáveis pelo comportamento harmônico da sociedade. Fundamentava-se em diretrizes de guerra total na qual toda sociedade dos países ocidentais se envolveria com a finalidade de manter a segurança e o desenvolvimento do país. É uma doutrina que se opõe às garantias individuais e ao regime democrático, demarcando-se como totalitária ao não aceitar o conflito e a divergência. Aglutina os interesses e aspirações confluentes entre as elites militares e as classes dominantes, moldando um projeto comum.

A Doutrina de Segurança Nacional postulava que os indivíduos só valem pelo que realizam em conjunto e em benefício coletivo. O Estado é encarado como um meio de mobilização da coletividade, e a lealdade para com o Estado deve ter prioridade sobre tudo o mais. Baseava-se no pressuposto de que a centralização do poder é indispensável como garantia da unidade nacional e que deve existir consenso para que seja possível viabilizar a sociedade da nação.

No contexto da Doutrina de Segurança Nacional, à elite dirigente compete definir quais são os interesses da coletividade, já que aquela doutrina traduz o pressuposto de que os cidadãos, por si mesmos, não têm capacidade para identificá-los. Um dos objetivos principais da DSN é o desenvolvimento econômico. Para atingir essas metas, haveria mister disciplina, austeridade, sacrifícios e renúncias por parte da população. Assim, essa doutrina parte do princípio de que os valores, símbolos e deveres da nação estão sob o risco de forças da subversão. Elege como inimigo todo pensamento crítico que atente para a realidade social.

A Doutrina girava em cima dos objetivos nacionais de guerra ao comunismo, não importando os meios e as medidas que fossem tomadas, desde que a segurança da pátria fosse mantida. E, se a Constituição atrapalhasse, então, que se mudasse a Constituição. Fundava-se, consequentemente, em uma ideologia de ameaça interna e externa a ser enfrentada.

Considerava que o comunismo era um perigo que estava em toda parte e ameaçava a segurança, o desenvolvimento, a ordem, o progresso, o cristianismo, a moral, os bons costumes e as bases da civilização. A Doutrina de Segurança Nacional enuncia que a segurança dos países aliados dos Estados Unidos encontra-se em xeque todas as vezes que o comunismo ameaçar impor-se aos povos.

Estudada nos cursos de escolas militares que foram criados pelo governo estadunidense a fim de implantá-la e aperfeiçoá-la, como, por exemplo, no National War College e no Industrial College of the Armed Forces, em Washington, a Doutrina de Segurança Nacional é tanto mais acentuada em seus aspectos coercitivos e persecutórios quanto é a dependência e a subordinação de cada um dos países aos centros de desenvolvimento do capitalismo. Desse modo, a DSN foi implantada na América Latina com forte conteúdo ideológico, como estratégia de dominação dos EUA. Orientou golpes militares em países latino-americanos orquestrados pela CIA em conluio com as forças armadas nacionais e com a oposição de direita financiadas pelo capital internacional. Ela transferia para o terceiro mundo a responsabilidade de defender-se da guerra revolucionária dentro de suas fronteiras.

A Doutrina de Segurança Nacional no Brasil
A Doutrina de Segurança Nacional é a chave para compreender-se o regime militar instaurado no Brasil, em 1964. Aqui, o estamento militar situou-se como o representante dela. A DSN expressou o projeto militar formulado e defendido pela Escola Superior de Guerra-ESG.

Os Estados Unidos usaram a Doutrina de Segurança Nacional para influenciar a elite civil e militar brasileira no sentido de que adotasse os princípios capitalistas do imperialismo e de segurança interna por meio de cooperação militar. Desse modo, as ideias que perpassam aquela Doutrina, no Brasil, se constituíram na adaptação para a realidade brasileira de um pensamento desenvolvido no exterior. No caso, ela foi naturalizada às nossas circunstâncias nacionais, amoldando-se ao Estado patrimonialista na ligadura da tradição autoritária nacional com a ingerência militar na República.

Entendia que quase toda a elite brasileira não estava preparada para governar, porque, conforme deduzia, se voltava apenas para seus próprios interesses, não se preocupava com a Pátria, não se importava com a subversão nem com a corrupção praticada pelos inimigos da Nação e manipulava os brasileiros pobres do campo e da cidade com o objetivo de manter-se no poder. Foi, durante muito tempo, a principal justificativa das atividades da chamada Comunidade de Segurança e Informação, no Brasil, visto que, na perspectiva da DSN, é necessário colher o máximo de informações sobre as organizações políticas de esquerda, infiltrando agentes no interior delas para coletar informes e conhecer suas lideranças.

A Doutrina de Segurança Nacional recomendava a catalogação dos opositores do imperialismo como agentes da subversão internacional patrocinados pela União Soviética, China e Cuba. Ela também identificava a harmonia interna com a economia de mercado nos padrões do liberalismo econômico e foi quem direcionou as políticas e ações dos governos militares no Brasil.

A DSN, então, definiu a estratégia a ser seguida na condução do regime militar e, depois de 1964, passou a ser chamada de “Doutrina de Segurança Nacional e Desenvolvimento”, incorporando-se ao discurso oficial da Ditadura Militar sobre a nossa economia. O propalado “milagre econômico”, que perdurou no decorrer do mandato do General Emílio Garrastazu Médici, foi politizado pela Doutrina mediante o I Plano Nacional de Desenvolvimento (1º PND).

A pregação de grupos nacionalistas de direita, autoritários e de integrismo católico formou um caldo cultural que facilitou a aceitação da Doutrina de Segurança Nacional como um corpo coerente pelas classes dominantes no Brasil.

A Lei de Segurança Nacional
A nossa Lei de Segurança Nacional respalda-se na ideia de combate ao inimigo interno, evocada pela Doutrina de Segurança Nacional. Estabelece os dispositivos reguladores da ordem e atua contra perturbações sociais. É um resquício da Ditadura Militar que a aplicou por diversas vezes, e em várias versões sucessivas. A última versão da Lei de Segurança Nacional, ainda em vigor, foi sancionada, em 1983, pelo General João Batista de Oliveira Figueiredo, então Presidente da República. Denomina-se Lei nº 7.170/1983.

No regime militar que vitimou o Brasil a partir de 1964, a Lei de Segurança Nacional continha medidas de exceção e submetia os crimes contra a segurança do Estado a um sistema rígido, com desprezo às garantias processuais. Naquele tempo, foi muito utilizada contra os opositores do governo.

Depois de um período em que ficou sem ter sido evocada nos tribunais brasileiros, voltou a ser aplicada ao final do Governo Fernando Henrique Cardoso. Atribui ao governo prerrogativas privilegiadas de repressão a atividades políticas ditas subversivas, tornando possível, até mesmo, que um partido ou organização política sejam colocados na ilegalidade. Tem sido empregada, especialmente, para apenar grevistas e manifestantes, mas dá poder para que se punam como criminosos políticos os que forem considerados cometendo um atentado à segurança pública.

Como exemplo de utilização no Brasil, em tempos mais recentes, no ano 2000, as ocupações de prédios públicos foram reprimidas com a reclusão e indiciamento de ativistas. Semanas anteriores, líderes do MST, em Mato Grosso, já tinham sido arrolados e também acusados nos termos da Lei de Segurança Nacional. Em 2006, a Justiça Federal acatou denúncia do Ministério Público Federal e abriu processo criminal contra 116 militantes do MLST (Movimento pela Libertação dos Sem Terra) por causa política, com base na Lei de Segurança Nacional, em razão de terem ocupado o Salão Verde da Câmara dos Deputados, em manifestação de protesto da qual resultaram algumas depredações. Durante a campanha eleitoral de 2018, o agressor do Presidente Jair Bolsonaro, Adélio Bispo de Oliveira, foi enquadrado pela Polícia Federal na Lei de Segurança Nacional.

Ainda que venha sendo brandida contra os protestos de rua, não há nada na Lei de Segurança Nacional em vigor que permita correlacioná-la a manifestações de protesto. Editada durante a Ditadura, ela só poderia ser reivindicada, segundo inúmeros juristas brasileiros, em situações extremamente graves, como risco à vida de autoridade de alto escalão ou à soberania nacional.

A Lei de Segurança Nacional é um entulho autoritário desnecessário em tempos democráticos. É que não precisa existir uma legislação específica definidora de crimes contra a ordem política e social; afinal, esses crimes podem vir enunciados no Código Penal. Observa-se que a Ordem dos Advogados do Brasil-OAB vem-se sobressaindo de maneira contrária à existência da Lei de Segurança Nacional por ser um mecanismo que limita as garantias individuais e o regime democrático.

Cruzeiro-DF, 29 de janeiro de 2019
SALIN SIDDARTHA

Resistência: Por U-NA-NI-MI-DA-DE Conselho de Saúde do DF rejeita a Lei Excremento do Demônio, aquela imposta por Ibaneis e que privatiza serviços de saúde e acaba com o quadro de concursados da Secretaria. E por Resolução

Terça, 29 de janeiro de 2019
A reunião do Conselho de Saúde do DF foi nesta terça (29/1).

O CSDF decidiu por unanimidade em reunião ordinária nesta terça (29/01/2019) aprovar Resolução contra a Lei Excremento do Demônio, a lei que o governador do DF empurrou goela abaixo dos usuários e servidores da rede pública de saúde. O Excremento do Demônio foi 'aprovado' por 14 votos dos 24 deputados distritais, e privatiza serviços da rede pública de saúde do GDF, coloca os cargos de concursados em extinção, o que fará com que dentro de algum tempo não haja mais concursados. É uma coisa horrível, por isso está sendo conhecido como a Lei Excremento do Demônio. Excremento, aí é pouca coisa, sem dúvida.

Veja vídeo dos momentos finais da Reunião do Conselho de Saúde do DF quando, por unanimidade, o Conselho aprovou resolução que:
  1. Rejeita a lei que instituiu o IGESDF, judicializando em caráter de urgência e criar uma Comissão no CSDF para construir uma proposta de organização da atenção terciária nos moldes do que aconteceu com a atenção primária e secundária  (Resoluções 465 e 505);
  2. E um grupo de trabalho para levantamento de todas as ações do IHBDF




A proposta aprovada por unanimidade foi a proposta 2, em vermelho na imagem abaixo. Clique na foto para melhor visualizá-la.

Ibaneis, mesmo sendo o autor do projeto de lei Excremento do Demônio, ainda não sancionou o aprovado pela CLDF (sempre ela), podendo, assim, 'cair na real' e simplesmente vetá-lo. Integralmente. 

Vídeo postado aqui às 17h07 desta terça (29/1).  Williamar Dias Ribeiro, Conselheiro distrital de saúde, fala na reunião do CSDF.

Saiba mais sobre a Lei Excremento do Demônio:

‘Excremento do Demônio’, a lei aprovada pela CLDF e que representa privatização da saúde e extinção do quadro dos servidores concursados, será discutida nesta terça (29/1) pelo Conselho de Saúde do DF (CSDF)

Ilha de excelência uma ova! É o caos no Instituto Hospital de Base de Brasília; madrugada ao relento, cadeira de rodas, mas de escritório, servindo para transporte de paciente

Bolsonaro: inacreditável, incompreensível, inimaginável

Terça, 29 de janeiro de 2019
Por
Helio Fernandes*

Ainda não completou 30 dias de governo, e já cometeu tantos erros e equívocos, que se houver a anunciada avaliação dos "100 dias",  ficará em situação insustentável. Enquanto escrevo, ele está sendo operado. Temos que esperar as informações do porta-voz, mas não agora.

Aproveitemos o vácuo para lembrar a confissão que ele fez para o general Villas Boas, tão estarrecedora, que justifica os 3 adjetivos que coloquei no titulo. A nomeação do general para o Gabinete militar, justíssima, acabou de deixar o comando do Exercito.

Mas a confissão de Bolsonaro, esdrúxula e rigorosamente disparatada. Vou transcrevê-la na integra, para que possa ser avaliada pela comunidade perplexa.

Um canto para Brumadinho

Terça, 29 de janeiro de 2019

PF investiga repasse de propina a diretores e ex-diretores do BRB; estão sendo cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão

Terça, 29 de janeiro de 2019
Por Carolina Gonçalves - Repórter da Agência Brasil  

A Polícia Federal deflagrou hoje (29) operação para investigar esquema de pagamento de propina a diretores e ex-diretores do Banco de Brasília (BRB) em troca de investimentos em empreendimentos. De acordo com investigadores, as negociações totalizaram R$ 16,5 milhões ao longo do período em que os envolvidos estiverem à frente de setores estratégicos do banco.

Cinco suspeitos de envolvimento em tragédia de Brumadinho são presos, inclusive 3 engenheiros

Terça, 29 de janeiro de 2019

Por Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil

Três funcionários da Vale diretamente envolvidos e responsáveis pelo licenciamento da barragem que se rompeu em Brumadinho e dois engenheiros terceirizados que atestaram a estabilidade do empreendimento foram presos hoje (29). Na operação desta terça-feira, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) cumprem sete mandados de busca e apreensão e cinco de prisão temporária no intuito de apurar responsabilidade criminal pelo rompimento da barragem da mineradora no município mineiro.

Cronologia da tragédia em Brumadinho mostra que a culpa é mesmo da direção da Vale

Terça, 29 de janeiro de 2019
Tribuna da Internet
Carlos Newton

Schvartsman mentiu vergonhosamente na entrevista coletiva

Para que não pairem dúvidas sobre a culpa que recai sobre a direção da Vale S/A, é preciso fazer a cronologia dos fatos que envolvem a reativação da mina do Córrego do Feijão, que fica em Brumadinho e faz parte de uma das mais importantes reservas ambientais do Sudeste, o Parque Estadual da Serra do Rola-Moça. Abrangendo áreas dos municípios de Belo Horizonte, Nova Lima, Ibirité e Brumadinho, é o terceiro maior parque em área urbana do país, abrigando mananciais que são indispensáveis ao abastecimento de água a Belo Horizonte e a municípios vizinhos.
19 DE NOVEMBRO – Reúne-se o Conselho Consultivo do Parque Estadual da Serra do Rola-Moça  para decidir sobre licenciamento para atividades de mineração nessa importantíssima reserva ambiental.  
Por expressiva maioria, o Conselho Consultivo votou a favor da operação de três minas nessas áreas protegidas por legislação ambiental, e uma delas era justamente a jazida do “Córrego do Feijão”, da Vale.

Com Brumadinho, a Vale tornou-se a empresa mais assassina da História do Brasil

Terça, 29 de janeiro de 2019
Da Tribuna da Internet

Por 
Pedro do Coutto


Os corpos das vítimas são colocados em bandejas funerárias

Trata-se de um registro hediondo, mas, sem dúvida, a Vale S/A, privatizada pelo ex-presidente FHC, tornou-se a maior empresa assassina da história brasileira. Cito FHC não para culpá-lo, porém somente para acentuar os anos que se passaram, faixa de tempo mais do que necessária para que os governos de Lula, Dilma Housseff e Michel Temer exigissem da empresa as providências de precaução quanto a eventualidade de desastres como os de Mariana e Brumadinho.

Eram necessárias práticas concretas de segurança. Mas a fiscalização federal foi absolutamente omissa. O resultado está aí aos olhos de todos. Omissão também produz crimes em sequência. A vida humana não tem preço.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

PF apreende R$ 55 mil em escritório de OS suspeita de desviar R$ 7 milhões; método usual nas terceirizações, após vencer as licitações, a OS passava a contratar de forma direta, sem concorrência, empresas ligadas a seus gestores

Segunda, 28 de janeiro de 2019
Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar (IBGH) é investigado por diversas irregularidades na Saúde

Fonte: Ataque aos Cofres Públicos com informações de Surgiu.com

A Polícia Federal apreendeu R$ 55 mil no escritório de uma organização social de Goiás durante uma operação que investiga desvio de R$ 7 milhões da Secretaria da Saúde de Araguaína, no Tocantins.

domingo, 27 de janeiro de 2019

Risco constante: servidora é assaltada em restaurante comunitário do DF

Domingo, 27 de janeiro de 2019


Do Sindsasc*
Em mais um caso que evidencia a falta de segurança a que estão expostos os servidores e usuários da assistência social do Distrito Federal, o Restaurante Comunitário da Estrutural foi alvo de um assalto nesta quinta-feira (24). Uma técnica em assistência social que trabalhava no local foi abordada por um homem armado, que a rendeu e a obrigou a ir até o caixa. O assaltante deixou o lugar com todo o dinheiro que havia no local,  além do celular da servidora.

Proibido o Carnaval — Daniela Mercury e Caetano

Domingo, 28 de janeiro de 2019
(CLIPE DE BASTIDORES)

‘Excremento do Demônio’, a lei aprovada pela CLDF e que representa privatização da saúde e extinção do quadro dos servidores concursados, será discutida nesta terça (29/1) pelo Conselho de Saúde do DF (CSDF)

Domingo, 27 de janeiro de 2019
‘Excremento do Demônio’, a lei aprovada pela CLDF por iniciativa do governo Ibaneis, será analisada nesta terça (29/1) pelo Conselho de Saúde do DF, na sede do CSDF, Edifício Empresarial Brasília no SIG.

A lei, que já se tornou amplamente conhecida como ‘Lei Excremento do Demônio’, ainda não foi sancionada pelo governador Ibaneis que, apesar de ser o autor, tem a competência para vetá-la. Isso, se seguir o bom senso e seus compromissos assumidos na época da campanha eleitoral.

O dispositivo legal (seria legal mesmo?) representa, de fato, a privatização de serviços públicos da rede do GDF. Ele, o dispositivo, abre a rede aos empresários que ganham fortunas com a exploração da saúde, e representa a transferência de recursos do Estado, do SUS, para os cofres de empresas, muitas delas transvestidas de entidades sem fins lucrativos.

Uma terceirização que tem pelo país explodido em escândalos atrás de escândalos, visto que a terceirização, num passo imediato, transforma-se em quarteirização e daí pra frente. E é aí a pior e horrorosa parte desses processos de transferir o patrimônio, a gerência e os recursos públicos, para as mão de Organizações Sociais (OSs); Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, as Oscips, —interesse público??? Não é o que evidenciam os vários escândalos pelo Brasil a fora—; os ‘Institutos’ e as ONGs. “Organizações”, muitas delas, com seus dirigentes presos, ou soltos temporariamente para responderem processos em liberdade.

Espera-se que o Conselho de Saúde do Distrito Federal (CSDF) cumpra com seu dever de, com coragem e autonomia, analisar e gerar uma decisão que é legal, quanto à Lei Excremento do Demônio. A aprovação do Excremento do Demônio contraria, certamente, as decisões tomadas na última Conferência Distrital de Saúde.

Então, com a palavra, e a decisão corajosa, o Conselho de Saúde do DF.

Leia a seguir a convocação para a reunião do CSDF em 29/1/2019, terça-feira, das 9 horas as 13 horas.

Prezados Conselheiros e Conselheiras,

De ordem da Mesa Diretora do Conselho de Saúde do Distrito Federal - CSDF, tendo em vista fatos públicos que certamente acarretarão danos ao Sistema  Público de Saúde no Distrito Federal, bem como princípios enunciados, que potencialmente contrariam decisões da última Conferência Distrital de Saúde, a Mesa Diretora do CSDF, conforme previsto no Art. 18 do Regimento Interno do CSDF, convoca a 426ª Reunião Extraordinária para o dia 29 de janeiro de 2019, às 09 horas, no Plenário do CSDF.

Atenciosamente,

Andressa Cristina de O. S. Cavalcante
Secretária Executiva do CSDF

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Clique na imagem abaixo para melhor visualizá-la
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Convocação de autoria de um dos conselheiros regionais de saúde:

ATENÇÃO SERVIDORES DA SAÚDE!


Dia 29 de Janeiro às 09 horas na sede do CSDF no Edifício Empresarial Brasília no SIG, acontecerá a reunião Extraordinária do CSDF com a pauta Aprovação do OHBDF (IGESP). É de fundamental importância a presença de todos pois se for rejeitado pelo controle social, criará lastro jurídico para barrar judicialmente o projeto de lei, além de delimitarmos a atuação do presente PL.

A luta não pode parar, conto com a presença dos guerreiros da saúde. 

Conselheiro de Saúde Distrital.

Cerca de 24 mil pessoas estão sendo deslocadas em Brumadinho; há risco de rompimento de uma nova barragem da Mina Córrego do Feijão, a Barragem VI

Domingo, 27 de janeiro de 2019
As áreas de risco são Parque da Cachoeira, Pires e Bairro Novo

Por Vitor Abdala - Repórter da Agencia Brasil
Cerca de 24 mil pessoas estão sendo retiradas pelos bombeiros das áreas sob risco em Brumadinho (MG). A informação foi divulgada pelo porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, tenente Pedro Aihara. Às 5h30, uma sirene alertou para o risco de rompimento de uma nova barragem da Mina Córrego do Feijão, a Barragem VI.

sábado, 26 de janeiro de 2019

Ilha de excelência uma ova! É o caos no Instituto Hospital de Base de Brasília; madrugada ao relento, cadeira de rodas, mas de escritório, servindo para transporte de paciente

Sábado, 26 de janeiro de 2019


Ilha de excelência uma ova!
Pacientes na madrugada da "ilha de excelência"

O governo anterior e o que entrou no Buriti em primeiro de janeiro de 2019 encaram o esquisito Instituto Hospital de Base como sendo uma ilha de excelência. Mas os fatos desmentem essa imagem maquiada.



Imagens gravadas por pacientes, e acompanhantes, nesta madrugada e manhã de sexta (26/1/2019) na frente e dentro do Ambulatório da falsa "ilha de excelência", o Instituto HBB, provam, mais uma vez, que é uma farsa os rasgados elogios aquele hospital depois de tornar-se instituto e privatizar serviços.

Em fotos, a enorme fila ao relento na madrugada de 26/1/18. As imagens (foto e vídeo) de um mulher-cidadã-contribuinte que teve seu pé esquerdo engessado, tendo que usar uma cadeira "estilo ilha de excelência" para se transportar. Não havia pessoal disponível para ajudá-la. Não havia cadeira de rodas próprias para o caso. Ela teve que numa cadeira de rodas comum, essas de escritório, ir se empurrando com o pé não engessado, tendo inclusive de meter o pé na parede, para melhor mudar de direção. Uma humilhação certamente.
E foi com elogios rasgados a essa não ilha de excelência que o governo do DF empurrou goela abaixo do povo de Brasília a extensão desse modelo "ilha de excelência" que, na realidade, é uma "ilha da fantasia". E isso, com a conivência de 14 deputados distritais.
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Saiba mais sobre a "ilha de excelência" (entre aspas, entre aspas):
“Enquanto os homens exercem seus podres poderes” . . . O SUS sucumbe na capital da República 

Sobe para 11 número de mortos em Brumadinho; 296 pessoas continuam desaparecidas na região

Sábado, 26 de janeiro de 2019


Por Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil  
O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais atualizou para 11 o número de corpos resgatados após o rompimento da barragem re rejeitos da mineradora Vale em Brumadinho. De acordo com a corporação, um ônibus com funcionários da empresa já foi localizado e nenhum dos ocupantes sobreviveu.

Conheça o poema ‘profético’ de Drummond sobre desastre no Rio Doce. "O Rio? É doce/ A Vale?Amarga / Ai, antes fosse / Mais leve a carga"

Sábado, 26 de janeiro de 2019
Em ‘Lira Itabirana’, Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) critica o efeito da mineração em seu estado natal: “O Rio? É doce / A Vale? Amarga / Ai, antes fosse / Mais leve a carga”. Confira o poema completo
Por
Redação da Revista Forum
Em meio a tantas notícias e comentários sobre a tragédia em torno do Rio Doce, contaminado por uma enxurrada de lama desde o rompimento de barragens da mineradora Samarco, um poema tem viralizado nas redes sociais. É Lira Itabirana, de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987).
Os versos carregam um tom profético ao criticarem o efeito da mineração no estado natal do poeta. Drummond nasceu em Itabira, mesma cidade em que surgiu a Vale do Rio Doce, em 1942. A empresa, junto com a angloaustraliana BHP Billiton, é dona da Samarco, responsável por este que já é considerado o maior desastre ambiental da história do país.
Confira o poema abaixo:
 I
O Rio? É doce.
A Vale? Amarga.
Ai, antes fosse
Mais leve a carga.
II
Entre estatais
E multinacionais,
Quantos ais!
III
A dívida interna.
A dívida externa
A dívida eterna.
IV
Quantas toneladas exportamos
De ferro?
Quantas lágrimas disfarçamos
Sem berro?