Quinta, 27 de fevereiro de 2020
“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."
(Millôr Fernandes)
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020
A experiência do nada — peça com intérprete de Libras. No Espaço Cultural Renato Russo nos dias 28 e 29 de fevereiro e 1º de março
Quinta, 27 de fevereiro de 2020
A EXPERIÊNCIA HUMORÍSTICA PERFORMÁTICA DO NADA, PARA NÃO SER PRETENSIOSO
O jogo proposto no espetáculo é um questionamento ao nosso exercício físico e mental na nossa existência cotidiana. Quantas várias coisas cabem no nada? Em um misto de palhaçaria contemporânea e um stand-up teatral, o ator incorpora uma figura que sofre os distúrbios da poesia contemporânea.
FICHA TECNICA
Concepção e Atuação: Matheus Dias
Direção: Yuri Fidelis
Assistente de direção e visagista: Similião Aurélio
Dramaturgia: Yuri Fidelis e equipe.
Iluminação: Julia Tempesta
Intérprete de libras: Guigo Levi
Trilha sonora original: Thays Oak e Eduardo Görck
Produção executiva: Matheus Dias
Assistente de produção: Arthur Scherdien
Realização: Coletivo Truvação de Teatro
Apoio: Coletivo Instrumento de ver, Espaço Cultural Renato Russo, Instituto Bem Cultural, Rafael da Escóssia.
SERVIÇO
Dias 28 e 29 de fevereiro e 1º de março.
Sexta e sábado às 20 horas, domingo às 19 horas.
R$15 a meia.
No espaço cultural renato russo na 508 sul
Foto: @humbertooaraujo
Os bancos também são mortais
Fevereiro
27
Os bancos também são mortais
Todo verdor perecerá, havia anunciado a Bíblia.
Em 1995 o Banco Barings, o mais antigo da Inglaterra, entrou em bancarrota. Uma semana depois, foi vendido pelo preço de uma (1) libra.
Esse banco havia sido o braço financeiro do império britânico.
A independência e a dívida externa nasceram juntas na América Latina. Todos nós nascemos devendo. Em nossas terras, o Banco Barings comprou países, alugou próceres, financiou guerras.
E se achou imortal.
(Eduardo Galeano, no livro ‘Os filhos dos Dias’. L&PM Editores, 2012, pág. 75.)
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020
SBPC divulga nota em defesa da democracia
Quarta, 26 de fevereiro de 2020
"É essencial que a sociedade brasileira e todas as suas forças democráticas atuem firmemente em defesa da democracia e da garantia dos direitos individuais e sociais de todos os cidadãos brasileiros"
EM DEFESA DA DEMOCRACIA
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC se manifesta publicamente em defesa da democracia e da Constituição Federal, em particular diante da iniciativa do mais alto dignitário da Nação de apoiar a convocação de atos políticos contra o Congresso Nacional, o que, uma vez confirmado, se caracterizaria como crime de responsabilidade. A sociedade brasileira não pode aceitar o retorno a experiências antidemocráticas e autoritárias do passado. A declaração das principais lideranças do Legislativo, do Judiciário e de muitos setores da sociedade brasileira em defesa da democracia é apoiada firmemente pela SBPC e, temos certeza, pela grande maioria da sociedade brasileira.
Ao longo de sua história de sete décadas a SBPC se destacou, assim como outras entidades da sociedade civil, por sua luta pela educação, pela ciência, pela saúde, pelo meio ambiente, pelos direitos humanos e sociais, pela democracia e pela soberania nacional. Atuamos contra as práticas autoritárias do regime ditatorial, em defesa das liberdades democráticas, pela redemocratização do País, pela construção da Constituição de 1988 e na elaboração e acompanhamento de políticas públicas consistentes.
Um desafio permanente para todos os brasileiros é a construção de um projeto nacional que conduza ao desenvolvimento sustentável do País e possibilite o estabelecimento de uma sociedade democraticamente estável e mais justa e solidária. Um projeto que conduza à erradicação da pobreza e à redução das desigualdades sociais e regionais, promova o bem de todos, sem preconceitos ou discriminações de qualquer tipo, a preservação do meio ambiente e a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros. E a democracia é um requisito essencial e indispensável para que se construa um país desenvolvido social e economicamente de forma sustentável.
Neste momento crítico da vida nacional, reafirmamos a defesa intransigente da democracia plena, do Estado democrático de direito, com o respeito aos diversos poderes constituídos e às liberdades democráticas consagradas na Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU e na Constituição Federal. É essencial que a sociedade brasileira e todas as suas forças democráticas atuem firmemente em defesa da democracia e da garantia dos direitos individuais e sociais de todos os cidadãos brasileiros.
São Paulo, 26 de fevereiro de 2020.
ILDEU DE CASTRO MOREIRA
Presidente da SBPC
Nota da Rede sobre a convocação, por Bolsonaro, de manifestação de caráter fascista contra a democracia e pelo fechamento do Congresso e STF
Quarta, 26 de fevereiro de 2020
A convocação de manifestações de caráter fascista contra as instituições democráticas, especialmente contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, previstas para o dia 15 de março, patrocinadas pela extrema direita e com o apoio explícito do presidente da república e de seus subordinados, é um crime contra a Constituição Federal do Brasil e está sendo repudiado por todas as forças políticas e instituições democráticas da nossa república.
Essa atitude fascista não chega a ser supresa, diante do histórico, do perfil e da prática política reacionária de Jair Bolsonaro, que sempre defendeu ditaduras militares, tendo como heróis tiranos e torturadores como Pinochet e Brilhante Ustra. A convocação desses atos fascistas vem na sequência de vários pronunciamentos em defesa do autoritarismo, proferidos pelos filhos do presidente e por diversos integrantes do chamado “bolsonarismo”, deputados da direita e integrantes das forças armadas, como o general Augusto Heleno. Esses pronunciamentos defendem a volta do regime militar e do AI-5, bem como o fechamento do Congresso Nacional e do STF.
O apoio a essas manifestações por parte de Bolsonaro, agora na condição de Presidente da República, constitui crime de responsabilidade, pois atenta contra o estado democrático de direito e às Instituições da República, merecendo, portanto a desaprovação de toda a sociedade brasileira.
Esse ataque à democracia, por parte do presidente e sua base de apoio, ocorre no momento em que o país apresenta alto nível de desemprego, baixo crescimento, saldos negativos em balança comercial e paralisação e retrocesso em áreas importantes como educação, saúde, meio ambiente, política externa e soberania nacional.
A Rede Sustentabilidade se soma a todas as forças democráticas e anti-fascistas na condenação a essas manifestações ultra-conservadoras e conclama todos os brasileiros e brasileiras a se manifestarem contra este crime e em defesa da democracia.
Brasília, 26 de fevereiro de 2020.
Executiva Nacional da Rede Sustentabilidade
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Rede sobre bolsonaro golpista
Nota do PT sobre a convocação feita por Bolsonaro para ato golpista contra a democracia e pelo fechamento do Congresso e do STF
Quarta, 26 de fevereiro de 2020
Nota do PT em defesa dos direitos do povo e da democracia
PT está articulado com os partidos de oposição, com as centrais sindicais e com organizações da sociedade para deter esta ameaça, que atinge em primeiro lugar os interesses do povo, dos trabalhadores e dos desprotegidos
26/02/2020 17h38

O novo ataque de Jair Bolsonaro à democracia e às instituições, na noite da terça-feira de carnaval, é mais uma etapa da escalada que passou pelo golpe do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em 2016, e pela prisão ilegal e cassação da candidatura do presidente Lula, em 2018.
Foram episódios decisivos para levar ao governo um presidente de extrema-direita com uma trajetória assumidamente antidemocrática, para implantar uma agenda de destruição do país, da soberania, dos direitos e das liberdades. Um governo que cria desemprego, pobreza e fome, que agride a Constituição todos os dias.
A nova ameaça bolsonarista começou com um ataque despudorada do general Augusto Heleno ao Congresso Nacional, que tem a obrigação de reagir com firmeza por meio dos presidentes da Câmara e do Senado.
O Partido dos Trabalhadores, que já fez requerimento para convocar o general Heleno ao plenário do Senado, reitera que os presidentes do Legislativo devem se juntar às diversas vozes que repudiam os ataques à democracia por parte de Bolsonaro e de seus cúmplices civis e militares.
O PT está articulado com os partidos de oposição, com as centrais sindicais e com organizações da sociedade para deter esta ameaça, que atinge em primeiro lugar os interesses do povo, dos trabalhadores e dos desprotegidos, que precisam garantir o direito à liberdade, ao trabalho, à renda, uma vida digna que só pela democracia se conquista.
Quem pode realmente garantir a democracia no Brasil é o povo nas ruas. Por isso o PT fortalecerá a mobilização para os atos públicos convocados nacionalmente, nos dias 8, 14 e 18 de março, e vai articular com amplos setores da sociedade atos em defesa da democracia e dos direitos do povo. É assim que mostraremos nossa indignação com a situação do país, enfrentando Bolsonaro e seu governo neoliberal de extrema-direita.
GLEISI HOFFMANN, presidenta nacional do PT
ENIO VERRI, líder do PT na Câmara dos Deputados
PSOL aciona PGR contra Bolsonaro por convocar atos que pedem fechamento do Congresso e STF
Quarta, 26 de fevereiro de 2020
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Na última terça-feira (25), veio à tona a grave notícia de que Jair Bolsonaro convocou a população para manifestações que pedem o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, através de vídeos disparados pelo WhatsApp. Com essa postura, o presidente aumenta a aposta na afronta ao regime democrático.
Nesta quarta-feira (26), portanto, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) protocolou uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) para pedir a investigação, autuação e responsabilização de Jair Bolsonaro e seus aliados que também estejam convocando a população para atacar a democracia.
Em consonância com o MPF, Justiça define que Incra não pode desistir de ação e desapropria Fazenda Vera Cruz, no TO
Quarta, 26 de fevereiro de 2020
Do MPF
Do MPF
Decisão destaca que insuficiência de dotação orçamentária não pode se sobrepor à efetivação dos direitos fundamentais à moradia, ao trabalho, à alimentação e à função social da propriedade
Arte: Secom/PGR
A Justiça Federal determinou, em sentença publicada dia 20 de fevereiro, a desapropriação do imóvel rural Fazenda Vera Cruz/Primavera, situado no município de Carmolândia, no estado do Tocantins. A decisão segue parecer do Ministério Público Federal (MPF) no qual defendeu a função social da propriedade e, que uma eventual insuficiência de dotação orçamentária por parte da União não pode se sobrepor aos direitos fundamentais à moradia, ao trabalho e à alimentação.
Perda da guarda impede que mãe execute alimentos em nome próprio, decide Terceira Turma
Quarta, 26 de fevereiro de 2020
Do STJ
Do STJ
Uma vez extinta a obrigação alimentar pela exoneração do alimentante, o responsável anterior pelo menor não tem legitimidade para prosseguir na execução de alimentos em seu nome, mas pode fazer o pedido de ressarcimento por meio de ação ordinária.
Com esse entendimento, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou não ser possível a cobrança de pensão alimentícia atrasada feita pela mãe de menor depois que a guarda passou à responsabilidade do pai.
OAB questiona no STF resolução do CNJ que trata da presença "meramente facultativa" de advogados em audiência de conciliação
Quarta, 26 de fevereiro de 2020
Do STF
O Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 6324) no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a validade do artigo 11 da Resolução 125/2010 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre a atuação de advogados e defensores públicos nos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs). A ação foi distribuída ao ministro Luís Roberto Barroso.
Celso de Mello: ato de Bolsonaro pode configurar crime de responsabilidade
Quarta, 26 de fevereiro de 2020
Decano do STF diz ainda que atitude de divulgar vídeo convocatório revela “a face sombria de um presidente da República que desconhece o valor da ordem constitucional”
Por Redação RBA
Rede Brasil Atual
Rede Brasil Atual
Rosinei Coutinho/SCO/STF
Em mensagem enviada a jornal, Celso de Mello criticou postura de Bolsonaro
São Paulo – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello afirmou, em mensagem enviada ao jornal Folha de S.Paulo, que o apoio do presidente Jair Bolsonaro a um ato contra o Congresso Nacional e a Corte, caso seja confirmado, mostra “uma visão indigna de quem não está à altura do altíssimo cargo que exerce”. O comentário se refere à informação veiculada pelo BRPolítico de que Bolsonaro enviou vídeos em grupos de WhatsApp que convocam a população a ir às ruas protestar contra o STF e o Congresso.
Na manhã desta quarta-feira (26), Bolsonaro tentou minimizar, por meio de uma mensagem no Twitter, a gravidade de sua mensagem disparada pelo WhatsApp, classificando a rede social por onde se articula os disparos em massa de grupos bolsonaristas como uma mero canal onde “algumas dezenas de amigos trocamos mensagens de cunho pessoal”.
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Nota do Psol sobre a postura de Bolsonaro convocar manifestação golpista para fechamento do Congresso Nacional
Quarta, 26 de fevereiro de 2020
NOTA PÚBLICA
O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) repudia veemente a participação do Presidente da República, Jair Bolsonaro, na convocação de manifestações de caráter golpista que pedem o fechamento do Congresso Nacional. Essa atitude se soma a outras que marcam o caráter antidemocrático do projeto bolsonarista - disseminação de preconceito e intolerância, ameaças à oposição, louvação de regimes autoritários - mas representa um passo a mais na escalada autoritária da extrema-direita: o envolvimento direto de Bolsonaro na convocação dessas manifestações marca um sentido de ruptura democrática, o que é inaceitável.
Ao envolver-se diretamente na convocação de manifestações pelo fechamento do Congresso Nacional, Bolsonaro comete crime de responsabilidade e crime de improbidade. É preciso uma resposta dura. O silêncio dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal precisa ser rompido urgentemente e medidas precisam ser tomadas inclusive pelo STF. O PSOL, por sua vez, convoca toda a sua militância e simpatizantes para as mobilizações do mês de março (8 de março, Dia Internacional de Luta das Mulheres; 14 de março, dois anos do assassinato de Marielle; 18 de março, Greve Nacional da Educação) e se somará às mobilizações convocadas pelos movimentos sociais através da Frente Povo Sem Medo para deter imediatamente a escalada autoritária de Bolsonaro. É nas ruas que se pode derrotar a extrema-direita. A conivência das instituições permitiu que ela chegasse longe demais. A hora é de mobilização contra o golpismo e a extrema-direita.
Executiva Nacional do PSOL
26 de fevereiro de 2020
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África Minha
Fevereiro
26
África Minha
No final do século XIX, as potências coloniais européias se reuniram, em Berlim, para repartir a África. Foi longa e dura a luta pelo botim colonial, as selvas, os rios, as montanhas, os solos, os subsolos, até que as novas fronteiras fossem desenhadas e no dia de hoje de 1885 foi assinada, “em nome de Deus Todo-Poderoso”, a Ata Geral.
Os amos europeus tiveram o bom gosto de não mencionar o ouro, os diamantes, o marfim, o petróleo, a borracha, o estanho, o cacau, o café, e óleo de palmeira, proibiram que a escravidão fosse chamada pelo seu nome, chamaram de sociedades filantrópicas as empresas que proporcionavam carne humana ao mercado mundial. Avisaram que atuavam movidos pelo desejo de favorecer o desenvolvimento do comércio e da Civilização, e, caso houvesse alguma dúvida, explicava, que atuavam preocupados em aumentar o bem-estar moral e material das populações indígenas.
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terça-feira, 25 de fevereiro de 2020
SAIR PRA VENCER - Carlinhos Brown e Luiz Caldas
Terça, 25 de fevereiro de 2020
Vídeo postado no Youtube pelo Canal
Postado no Youtube em 22/2/2020
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"Magnífico esse vídeo.
Postado no Youtube em 22/2/2020
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Como bem disse o amigo baiano que nesta madrugada mandou-me esse vídeo:
"Magnífico esse vídeo.
A música tem um arranjo bem caribenho que é a cara da Bahia."
A minha inveja, é que não estou na Cidade da Bahia, como carinhosamente Jorge Amado falava sobre Salvador.
Axé Bahia! Axé meu Povo!
Axé Bahia! Axé meu Povo!
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Carlinhos Brown e Luiz Caldas
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020
Nesta terça de Carnaval (25/2) tem Pacotão contra o fascismo na contramão. Concentração a partir das 12 horas na 302 Norte (Plano Piloto de Brasília)
Segunda, 24 de fevereiro de 2020
Já decorou a marchinha para cantar na contramão pelas avenidas W3 Norte e Sul? Ainda dá tempo pra decorar.
Autores da marchinha: Maria Sabina, Assis Aderaldo, Sóter.
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Uma lição de realismo
Fevereiro
24
Uma lição de realismo
Em 1815, Napoleão Bonaparte fugiu de sua prisão na ilha de Elba e fez a viagem de reconquista do trono da França.
Marchava passo a passo, acompanhado por uma tropa crescente, enquanto o jornal Le Moniteur Universel, que havia sido seu órgão oficial, assegurava que os franceses estavam loucos de vontade de morrer defendendo o rei Luís XVIII, e chamava Napoleão de violador à mão armada do solo da pátria, estrangeiro fora da lei, usurpador, traidor, praga, chefe de bandoleiros, inimigo da França que ousa sujar o solo do qual foi expulso, e anunciava: Este será seu último ato de loucura.
No final o rei fugiu, ninguém morreu por ele, e Napoleão sentou-se no trono sem disparar um único tiro.
Então o mesmo jornal passou a informar que a feliz notícia da entrada de Napoleão na capital provocou uma explosão súbita e unânime, todo mundo se abraça, os vivas ao Imperador enchem o ar, em todo os olhos há lágrimas de alegria, todos celebram o regresso do herói da França e prometem à Sua Majestade o Imperador a mais profunda submissão.
Eduardo Galeano, no livro ‘Os filhos dos dias’. L&PM Editores. 2ª ed., folha 72.
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Infiltração na Estrutura — Destruindo uma empresa se destrói o país
Segunda, 24 de fevereiro de 2020
Por
Pedro Augusto Pinho*
Está ocorrendo no Brasil uma infiltração nas já pouco sólidas estruturas de sustentação de suas instituições e de sua economia. Um cupim que vai desbastando as vigas e pilares tem um nome específico e é usado para destruir a mais competente e maior empresa brasileira, geradora da energia que move a nossa e todas as nações industrializadas no Planeta: o petróleo.
Comecemos entendendo o petróleo. Volta e meia sai, irresponsavelmente, na mídia e até das academias, em trabalhos financiados por interesses muito particulares, a condenação do petróleo. O petróleo polui, está no fim sua era, é necessário substitui-lo, e outras sinônimas manifestações.
Como teria sido quando o homem obteve o fogo. Aqueles que viviam da escuridão, se aproveitavam do frio e da comida crua teriam dito: o fogo devastará o mundo, seremos todos destruídos por ele.
O petróleo, como todos os minerais, e os produtos de natureza finita e não reprodutiva, chegarão ao fim. Mas antes, muito antes disto, o homem terá encontrado um substituto que, provavelmente, não terá o mesmo conteúdo energético e de transformação que uma gota deste composto orgânico, deste hidrocarboneto é capaz.
O que ocorre com toda certeza, aliás já ocorreu, foi o fim do petróleo barato. Aquele petróleo que custou um único dólar estadunidense por décadas, em moeda constante, não pode mais ser produzido. Assim, a civilização que se construiu nos Estados Unidos da América (EUA), na Europa e em alguns outros poucos países deverá passar por transformação. E como é difícil mudar! Principalmente quando se considerava o centro do mundo, o pedagogo maior do comportamento humano, o fiscal do universo.
Vamos apresentar uma interpretação desta mudança.
O modelo energívero, voraz por energia, que caracterizou a civilização ocidental contemporânea deverá ser substituído. Mas os que dela se beneficiam buscarão se aproveitar da última gota. Este fim de era surge nas décadas 1960/1970.
A pujança e a certeza do progresso do pós-guerra começam a ser substituídas pelos conflitos de um crescimento impossível para todos. Quem seriam os escolhidos? Quem sobraria? E o sistema que estudava, influenciava e formava os dirigentes buscou outras rotas, redirecionar a manada humana. Os interessados na História e os mais antigos lembrar-se-ão do Woodstock, do Maio de 1968 parisiense e dos movimentos que, de algum modo, celebravam a Era de Aquário, com maconha e a libertadora pílula anticoncepcional.
As crises do petróleo constituíram verdadeiro multiuso para este bem: mudança de base monetária, sistemas de gestão, golpes em países mais fragilizados, etc. Começando pelo petróleo mais caro, em rota nunca mais descendente, e na mudança do paradigma monetário, deixando para sempre (até 2020, ao menos) um referencial e dando à moeda o status de uma commodity, a ser valorada pela abstrata entidade: o mercado. Que muitos já divinizavam.
Mas teve o contraponto de permitir novas áreas produtoras, a começar pelo fracassado Mar do Norte, mas chegando ao disputadíssimo pré-sal do Brasil.
E tendo chegado ao petróleo brasileiro, façamos um intervalo para discorrer sobre um dos cupins: o PPI.
O PPI - Preço de Paridade de Importação - é uma jabuticaba. Não pelo sabor único da fruta, mas pela raridade, pelo tamanho da ofensa feita a todo povo brasileiro. Devemos reconhecer a ousadia e audácia de comunicar, em 2016, que se estava implantando um modo de a Petrobrás perder mercado, consumo e até lucro, como já se constatou no Balanço de 2019.
Quando a Petrobrás tornou, pela competência e dedicação de seu corpo técnico, o Brasil inteiramente autossuficiente em petróleo, com o pré-sal e sua rede de refinarias, dutos, terminais, bases de distribuição podendo colocar os derivados do petróleo em todo território nacional aos menores preços possíveis, surge o PPI, acompanhando a mais insana desnacionalização industrial, logística e comercial que se tem notícia.
O atilado leitor perguntará, com toda razão: como foi possível aceitar este crime contra o Brasil?
Ousamos ter uma resposta. Pela pedagogia colonial.
Retomemos, brevemente, nossa cronologia nas crises do petróleo. Não houve somente o aumento de preço e a demonização do petróleo. Vieram novas referências monetárias e administrativas. Os objetivos de desenvolvimento empresarial e nacional foram sendo substituídos por valores globais. Ser global e não nacional passou a ser referência. Um aspecto curioso é que autores como Adam Smith passaram a ter leituras diferentes para se encaixar nas novas necessidades do poder. Não mais a realidade forneceria elementos para as construções teóricas, era a teoria que definiria e construiria a realidade.
E nesta verdadeira esquizofrenia, a audácia, a falta de escrúpulo, a verdadeira corrupção toma conta da direção do Brasil e das empresas públicas e privadas brasileiras, chegando à situação que nos encontramos hoje, sem emprego por falta de empresas, e com a nova escravidão dos ubers e pejotizações dos meis (Micro Empreendedor Individual MEI).
Este Brasil tem início nos anos 1980, se aprofunda com a Constituição de 1988, e explode com Fernando Collor e Fernando Cardoso. Nada, desde então, revogou, demoliu, saneou o que se fizera; o Brasil entrou e permanece cego no neoliberalismo.
Prossigamos na compreensão do PPI, que nos foi imposto em 2016 pela dupla Michel Temer/Pedro Parente.
PPI, “Preço de Paridade de Importação”, não é um eventual preço internacional, fixado em Bolsas de Mercadorias, mas aquele que é internado no Brasil, conforme se segue.
A base do preço é a do combustível (diesel e gasolina, principalmente) produzido nas refinarias do Golfo do México. Das 10 maiores refinarias estadunidenses, oito estão localizadas nos estados do Texas (4), Louisiana (3) e Mississipi. Em 2018, estas oitos refinarias pertenciam às seguintes empresas: Exxon Mobil (Baytown, Baton Rouge, Beaumont), Marathon (Galveston Bay e Garyville), Chevron (Pascagoula), Citgo (Lake Charles) e, com maior capacidade de processamento, da Motiva Enterprises, a Port Arthur Refinery. Além destas, cinco outras empresas têm refinarias no Golfo do México: Valero Energy, PBF Energy, PDV, Shell e Koch.
Não é difícil imaginar que exista um acordo, para não dizer um oligopólio formado por estas empresas para estabelecer preços de exportação. Mas isto nem é relevante, como veremos no decorrer desta análise.
A este preço do derivado são acrescentados: o custo do transporte até um porto brasileiro, os custos da internação do produto no Brasil (impostos e taxas aduaneiras, seguros do frete e do produto e outros encargos), o seguro para eventual variação cambial (entre a compra e a internação decorrem cerca de 30 dias e o valor do dólar pode mudar) e o lucro prefixado.
Agora o atilado leitor imagine esta equação nas mãos das empresas internacionais de comercialização (traders) que sabem em que porto embarcar/desembarcar a mercadoria para aproveitar os incentivos na guerra que o sistema tributário nacional coloca os Estados e Municípios brasileiros, e que negociam, com volumes elevados, os preços de compra nos EUA. Não necessariamente nas oito grandes, mas naquelas pequenas, que podem lhe proporcionar maiores lucros. O Brasil fica nas mãos destes especuladores para o importantíssimo preço que movimenta suas Forças Armadas, os alimentos para os brasileiros e as cargas para toda economia nacional.
E isto quando o Brasil não mais precisa importar o petróleo bruto, pois já o produz, com o pré-sal, acima de seu consumo atual, nem qualquer derivado, pois desde 1980, com os investimentos de Médici e Geisel, a exceção de quatro anos no século passado, tem toda gama de derivados utilizados no País produzidos pelas refinarias brasileiras.
A PPI é uma jabuticaba podre e um crime contra a economia nacional. Só existe no Brasil, pois nenhum País, com dirigentes que tenham um mínimo de dignidade, aceitaria colocar a vida dos cidadãos e a própria nacionalidade no balcão da especulação globalizada. Com atores cujos verdadeiros donos, seus mandantes, se escondem em fundos financeiros internacionais.
A Direção da Petrobrás impõe às suas refinarias o PPI para venda às distribuidoras. E isto quando a Petrobrás, como vimos, é autossuficiente em produção de petróleo e derivados, ou seja, tem um preço muito inferior a esta simulação de preço de paridade com o importado. Apenas resulta perder mercado para as traders que trazem de onde desejarem os derivados, pois terão no Brasil um preço de venda altamente compensador.
E perdendo mercado, a Petrobrás deixa ociosa suas refinarias e exporta petróleo bruto para importar derivados. O Brasil volta à condição anterior a de 1950.
Mas há outra consequência. O etanol faz parte da energia que movimenta veículos terrestres no Brasil. O etanol nacional é obtido da cana-de-açúcar. A maior empresa produtora de etanol é a COSAN, que tem seu capital registrado nos EUA (Cosan Ltd) e cujos acionistas são entidades financeiras. A COSAN é sócia menor da SHELL na RAÍZEN, um verdadeiro polvo estrangeiro nas áreas de energia e combustíveis (cujo organograma pode ser acessado em https://ri.raizen.com.br/ sites/default/files/ organograma_raizen_jul2019_0. pdf).
Com o PPI aumentando desmesuradamente o preço da gasolina, a Raízen tem elevados lucros na venda do etanol. E ainda pode fazer chantagem com o preço do açúcar. Ou seja, interferir nos custos da alimentação brasileira.
Mas a Raízen é Shell, que, como vimos, tem também refinarias no Golfo do México. Ou seja, a Shell, controlando o álcool combustível e importando seu próprio derivado, pode ter o lucro desejado e derrubar o concorrente, monitorando portanto o consumo nacional de um forte componente energético.
Chamar esta situação de mercado livre é mais um tapa nos brasileiros. Não existe qualquer competição.
Urge demonstrar esta desconstrução da economia nacional, das instituições brasileiras, pelos cupins que foram colocados nas suas pilastras, nas suas estruturas.
*Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado.
Baratinha: Amanhã, terça (25/2), tem mais Carnaval no Parque Ana Lídia. Participe!!!
Segunda, 24 de fevereiro de 2020
Mais de 60 mil pessoas brincaram no Bloco da Baratinha , neste domingo (23), segundo estimativas da Polícia Militar. Aos 33 anos de criação, a Baratinha desfilou no parquinho Ana Lídia, no Parque da Cidade. E animou não só as crianças mas os pais e avós até às 20h. Amanhã, terça-feira, o Bloco estará no mesmo local para mais uma vez alegrar a garotada de Brasília e Entorno.
Para conforto dos participantes, a Baratinha este ano colocou duas tendas de 50x22m e outras 15 para abrigar os foliões mirins, pais e responsáveis, além de mais 20 tendas de 10x10 e 6x6. Segundo o organizador Luiz Lima, não há sol ou chuva que atrapalhe o carnaval este ano.
Com tudo de graça, as crianças têm pula-pula, pintura de rosto, palhaços, homem aranha, e tantos outros brinquedos. A Globeleza, Érica Moura, brincou com as crianças e com os bonecos da TV Globo.
A banda da Baratinha e Trem das Cores animaram com músicas para todas as idades.
Luiz Lima, criador do bloco, agradece a todos os participantes, especial os foliões e convida a todos para a concentração, com brincadeiras, a partir das 14h e, em seguida, o carnaval para todas idades.
A Baratinha conta com sistema de segurança com mais de 300 pessoas contratadas pelo próprio Bloco, além da segurança institucional tais como Polícias Militar e Civil, e na área de saúde há posto médico, quatro ambulâncias, médicos e para-médicos.
A tenda Portadores da Alegria abrigou as pessoas com dificuldades de mobilização. O Conselho Tutelar e as polícias não registraram nenhum caso de violência e, também, o Corpo de Bombeiros.
É proibido o acesso com bebidas alcoólicas e tabaco
Com informações da assessoria de imprensa do Bloco da Baratinha.
CARNAVAL DE SALVADOR AO VIVO | TVE Bahia - O Canal do Carnaval
Segunda, 24 de fevereiro de 2020
CARNAVAL DE SALVADOR AO VIVO | TVE Bahia - O Canal do Carnaval
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Nos dias que antecederam o Carnaval propriamente dito, deputados e senadores cuidaram entusiasmadamente de um projeto-fantasia-inconstitucional para proteger a violência
Segunda, 24 de fevereiro de 2020
PAULO GUEDES, O PRESENTE VAI SE ESVAINDO, O FUTURO SE DISTANCIANDO
COMPARAR O ASSASSINATO COVARDE DE MARIELLE, COM A "QUEIMA DE ARQUIVO" DA BAHIA, IRRESPONSABILIDADE
Por
Helio Fernandes*
O objetivo principal é proteger PMs (policiais militares de quase todos os estados) que ACINTOSA e OSTENSIVAMENTE rasgaram a Constituição, entrando em greve PROIBIDA. No Ceará, chegaram ao apogeu: encapuzados, sem poderem ser identificados, atacavam guarnições, não permitindo que tropas entrassem ou saíssem dos quartéis.
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