Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Guerra a favor das drogas

 Outubro

26

Guerra a favor das drogas

Depois de vinte anos de tiros de canhão e milhares e milhares de chineses mortos, a rainha Vitória cantou vitória: a China, que proibia as drogas, abriu suas portas ao ópio que os mercadores ingleses vendiam.

Enquanto se incendiavam os palácios imperiais, o príncipe Gong assinou a rendição, em 1860.

Foi um triunfo da liberdade: da liberdade  de comércio.
Eduardo Galeano, no livro 'Os filhos dos dias'.  L&PM Editores, 2ª edição, página 338.

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Aproveite e leia também:

HSBC abrigou dinheiro ligado a ditadores e traficantes de armas

Segunda, 9 de fevereiro de 2015
Clique aqui e leia a reportagem de O Globo.

Leia no Blog do Fernando Rodrigues: HSBC abrigou dinheiro obscuro ligado a ditadores e traficantes de armas

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Do CADTM (Comitê para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo) leia "HSBC: um banco com passado pesado e presente sulfuroso"

Série: Os bancos e a doutrina «demasiado grandes para serem condenados» (parte 4)

HSBC: um banco com passado pesado e presente sulfuroso

2 de Julho de 2014
por Eric Toussaint*
A sigla HSBC significa Hong Kong and Shanghai Banking Corporation. Desde o seu início, este banco anda envolvido no comércio internacional de drogas duras. Com efeito, foi fundado na sequência da vitória britânica contra a China nas duas Guerras do Ópio (1839-1842 e 1856-1860). Estas duas guerras tiveram um papel decisivo no reforço do império britânico e na marginalização da China, que durou cerca de um século e meio. No decurso dessas duas guerras, o Reino Unido conseguiu obrigar a China a aceitar as exportações britânicas do ópio proveniente da Índia (que fazia parte do império britânico).

sábado, 26 de outubro de 2019

Guerra a favor das drogas; HSBC: um banco com passado pesado e presente sulfuroso

Sábado, 26 de outubro de 2019
Outubro
26
Guerra a favor das drogas

Depois de vinte anos de tiros de canhão e milhares e milhares de chineses mortos, a rainha Vitória cantou vitória: a China, que proibia as drogas, abriu suas portas ao ópio que os mercadores ingleses vendiam.
Enquanto se incendiavam os palácios imperiais, o príncipe Gong assinou a rendição, em 1860.
Foi um triunfo da liberdade: da liberdade  de comércio.
Eduardo Galeano, no livro 'Os filhos dos dias'.  L&PM Editores, 2ª edição, página 338.

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Aproveite e leia também:

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Falciani, delator do escândalo do HSBC, prevê enxurrada de lama no esquema do Petrolão

Quarta, 28 de outubro de 2015
Hervé Falciani, o homem que delatou mais de 100 mil contas sob suspeita do banco HSBC na Suíça, acredita que novos nomes ligados ao esquema de corrupção da Petrobras ainda vão vir a público. “O certo é que o Brasil apenas começa a conhecer a dimensão desse assunto e, com a Petrobras, é uma bela oportunidade de colocar o dedo onde faz mal”, disse. Leia mais

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Procuradoria Geral da República aguarda dados de cooperação francesa do caso HSBC (Swissleaks)

Quinta, 30 de abril de 2015
Do MPF
As informações sobre correntistas residentes no Brasil serão enviadas pelo Parquet National Financier
A Procuradoria-Geral da República espera receber em breve os dados referentes ao pedido de cooperação jurídica internacional no caso HSBC Private Bank (Swissleaks). O cumprimento do pedido foi discutido com a procuradora-chefe do Parquet National Financier (PNF), Eliane Houlette, nessa terça-feira, 28 de abril, em visita à instituição em Paris, na França. O Parquet National Financier integra o Ministério Público francês e é encarregado da investigação de crimes econômicos financeiros em todo o território francês.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

França dará ao Brasil a lista do HSBC, que repórter se nega a a entregar

Quinta, 9 de abril de 2015
Da Tribuna da Imprensa - Via Brasil247

"Nosso Ministério das Finanças já cooperou com dezenove países e faço questão que o Brasil seja o vigésimo”, disse Denis Pietton, embaixador da França aos parlamentares da CPI do HSBC; visita foi liderada pelo senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP); dados do Swissleaks já haviam sido pedidos ao jornalista Fernando Rodrigues, que se nega a entregá-los; vazamentos vêm sendo feito em pílulas. 


A CPI do HSBC, que investiga o chamado Swissleaks, escândalos sobre contas secretas na Suíça, terá acesso à lista de 8.667 correntistas brasileiros, que mantinham depósitos em Genebra.

A promessa foi feita ao senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) pelo embaixador da França, Denis Pietton, nesta quarta-feira 8. 

Leia, abaixo, material distribuído pela assessoria de Randolfe: 

Senadores integrantes da CPI, a convite do senador Randolfe Rodrigues, foram nesta quarta (8) até a Embaixada da França pedir ao embaixador, Sr. Denis Pietton, acesso aos dados que estão em poder do governo francês. A França já tem todas as informações sobre todo o escândalo Swissleaks. O embaixador disse aos parlamentares que está muito disposto a ajudar “Nosso Ministério das Finanças já cooperou com dezenove países e faço questão que o Brasil seja o vigésimo” disse Pietton.

O embaixador informou aos parlamentares que a justiça francesa recebeu, do Brasil, na semana passada, o pedido formal de liberação dos dados.

A reunião da CPI do HSBC começa às 9h desta quinta, Plenário 2, ala Nilo Coelho.

quarta-feira, 18 de março de 2015

CASO HSBC, SWISSLEAKS – Consórcio de jornalistas e não um ‘pool’ de jornais

Quarta, 18 de março de2015
Por Alberto Dines em 17/03/2015 na edição 842
Quatro circunstâncias foram decisivas para convencer a equipe do programa de TV do Observatório da Imprensa a pautar o Caso SwissLeaks na edição levada ao ar na terça-feira (10/3, remissão abaixo):
1. O enorme interesse suscitado pelo megavazamento na imprensa internacional, sobretudo europeia, e a decisão do Comitê de Redação do prestigioso Le Monde de publicar a lista de todos os correntistas, a despeito do veto simbólico dos acionistas majoritários.
2. A visível hesitação da grande mídia brasileira em entrar com vontade no assunto apesar de sua evidente importância.

quarta-feira, 4 de março de 2015

CASO HSBC: O silêncio da mídia

Quarta, 4 de março de 2015
Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado
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Por Randolfe Rodrigues*
em 03/03/2015 na edição 840 do Observatório da Imprensa

O HSBC é um gigante do mercando financeiro mundial, com 254 mil funcionários em 6.200 escritórios e agências em 129 países, somando mais de 52 milhões de clientes no mundo inteiro.
No ranking de 2014 da revista inglesa The Banker, o HSBC, com sede em Londres, aparece como a segunda marca bancária mais valiosa do mundo, no valor de quase 27 bilhões de dólares.
Um poderio que se manifesta também no Brasil, onde o banco assumiu as operações do antigo Bamerindus. Com sede em Curitiba, o HSBC opera em 565 municípios brasileiros com 933 agências, além de quase 500 postos de atendimento bancários e mais de 5 mil caixas automáticos, com uma carteira de 3 milhões de clientes individuais e outros 320 mil como empresas.
Numa instituição tão grande, um passo em falso se transforma em desastre.
O desastre virou um escândalo planetário no início de fevereiro passado, quando o HSBC virou protagonista, na definição do jornal londrino The Sunday Times, da “maior evasão de impostos da História”. A notícia tem como fonte original um especialista em informática do HSBC, o franco-italiano Hervé Falciani, hoje com 43 anos, que o banco havia transferido de Mônaco para sua filial suíça em Genebra. Lá, ele descobriu o método criminoso que ele definiu assim para a revista alemã Der Spiegel: “Bancos como o HSBC criaram um sistema para enriquecer às expensas da sociedade, através da assistência para evasão de impostos e lavagem de dinheiro”.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

HSBC: Lista na Suíça revela empresas da Lava Jato em paraísos fiscais

Quinta, 26 de fevereiro de 2015
Donos da Galvão e da Queiroz Galvão têm firmas nas Ilhas Virgens Britânicas
São 3 offshores: Fipar Assets, Montitown United e Melistar Management.
 
11 integrantes da família Queiroz Galvão estão nos registros do SwissLeaks.
 
Análise detalhada de milhares de fichas de correntistas da agência de “private bank” do HSBC de Genebra, na Suíça, indica que muitos operavam por meio de empresas em paraísos fiscais. Esse é o caso de pelo menos 9 dos 11 integrantes da família Queiroz Galvão –que comandam as empreiteiras Galvão Engenharia e Queiroz Galvão– e que têm contas numeradas no exterior...

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Mídia silencia sobre atos ilícitos do HSBC e milionários brasileiros

Domingo, 22 de fevereiro de 2015
Ouça aqui a entrevista com o filósofo Vladimir Safatle.

O professor de Filosofia da USP, Vladimir Safatle, questiona o silêncio da mídia tradicional sobre negócios ilícitos que envolvem o HSBC e milionários brasileiros que possuem contas na sede do banco, em Genebra. Para o filósofo a elite rentista é blindada no Brasil pela mídia e por políticos. Reportagem Marilu Cabañas, da Rede Brasil Atual.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Escândalo mundial: 'Isso é uma piada', diz professor da USP sobre silêncio da Globo no caso HSBC

Sábado, 21 de fevereiro de 2015
Em entrevista à Rádio Brasil Atual, Vladimir Safatle afirma que ao guardar nomes de brasileiros com contas em Genebra a grande imprensa transforma o jornalismo "em uma grande brincadeira"
por Redação RBA publicado 20/02/2015
Marcos Santos / USP Imagens
vladimir-safatle.jpg
Safatle: “É inaceitável o tipo de silêncio tácito que está ocorrendo, salvo raríssimas exceções muito pontuais"

São Paulo – O HSBC é um exemplo privilegiado de como corporações que estão no limite da criminalidade impõem na economia internacional seus interesses. O professor de filosofia da Universidade de São Paulo (USP) Vladimir Safatle indica a instituição financeira como exemplo de promiscuidade entre mercado financeiro, política e mídia, com raízes no crime, em entrevista à Rádio Brasil Atual hoje (20). “Desde sua criação, o banco tem as piores credenciais possíveis. Essa instituição bancária foi criada em 1860, depois da última guerra do Ópio entre Inglaterra e China, quando os ingleses forçaram a abertura dos portos chineses para que o tráfico da droga continuasse”, relata.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Colunista do Telegraph abandona jornal, denunciando “fraude” na cobertura do caso Swissleaks [HSBC]

Terça, 10 de Fevereiro de 2015
Do ESQUERDA.NET
Peter Osborne afirma que o diário britânico colocou os interesses dos bancos à frente dos interesses dos seus leitores e acusa a administração e os donos do Daily Telegraph de impedirem os jornalistas de investigar o HSBC. Esta quarta-feira, as autoridades realizaram buscas na sede da filial suíça do banco, em Genebra.
18 de Fevereiro, 2015
Num artigo publicado no Open Democracy, o principal colunista político do Daily Telegraph explica as razões do seu afastamento, afirmando que o jornal, por forma a manter a sua valiosa conta de publicidade, suprimiu deliberadamente informações sobre o gigante banco internacional HSBC, nomeadamente sobre o facto de a sua subsidiária suíça ter ajudado clientes ricos a fugir aos impostos e a esconder milhões de dólares em ativos.
Conforme esclarece Osborne, as criticas ao HSBC têm vindo a ser desencorajadas desde 2013. Um antigo executivo do jornal chegou a alertar que não se podiam “dar ao luxo de ofender” o gigante banco internacional.
O editor associado do Spectator, e cara familiar no programa de investigação Dispatches do Channel 4, defende que a recente cobertura do Telegraph do escândalo do HSBC “eleva-se a uma forma de fraude para com os seus leitores”.
"Existem grandes problemas aqui. Eles atingem o coração da nossa democracia, e não podem continuar a ser ignorados", frisa.
O ex colonista do Daily Telegraph refere que a cobertura ao HSBC é “parte de um problema mais abrangente”, sublinhando que existe “uma grande quantidade de evidências” que apontam para o “colapso” no jornal da distinção entre o departamento de publicidade e o departamento editorial.
"Não é só o Telegraph que está em causa aqui", adianta Osborne, acrescentando que nos últimos anos temos assistido ao aparecimento de “executivos sombras que determinam que verdades podem ou não ser veiculadas através dos media mainstream".
Autoridades suíças promovem buscas na sede da filial suíça do HSBC
"O Ministério Público anuncia que, na sequência de recentes revelações públicas relativas ao HSBC Private Bank (Suiça), foi aberto um procedimento criminal contra o banco" por “branqueamento de capitais agravado”, avança a agência Lusa, que cita as autoridades suiças.
Nesta quarta-feira, vai ser votado no Parlamento o requerimento do Bloco de Esquerda para a audição do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, a propósito do SwissLeaks.
Artigos relacionados:

MP suíço faz buscas no HSBC para investigar lavagem de dinheiro

Quarta, 18 de fevereiro de 2015
Pedro Peduzzi* - Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado
O Ministério Público de Genebra, na Suíça, fez buscas hoje (18) nos escritórios do HSBC Holdings, após a Justiça do país abrir investigação criminal por suspeitas de que o banco esteja sendo usado para facilitar a prática de crimes de lavagem de dinheiro. O trabalho de busca foi coordenado pelo procurador-geral Olivier Jornot e pelo procurador Yves Bertossa.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Reino Unido investiga HSBC por fraude financeira; França pode abrir julgamento


Segunda, 16 de fevereiro de 2015
Da Agência Lusa
Na sexta-feira, o Banco da Inglaterra, que também trata da supervisão do sistema bancário, por meio da Autoridade de Regulação Prudencial, prontificou-se a analisar as práticas do HSBC.
Na França, os juízes encarregados do inquérito relativo à fraude fiscal praticada em grande escala no HSBC Private Bank, baseado em Genebra, na Suíça, terminaram as suas investigações, o que abre agora a possibilidade de abertura de um processo.
Os juízes Guillaume Daieff e Charlotte Bilger terminaram as investigações na última quinta-feira (12), mas o inquérito prossegue analisando outros aspetos, especialmente aqueles ligados ao papel desempenhado pela sede do banco, que fica em Londres. Daieff e Bilger estão convencidos de que o banco “se beneficiou do produto da fraude fiscal”, organizou a ocultação “dos fluxos financeiros” e “lavou fundos de origem ilícita”, conforme especificou uma fonte envolvida no caso.
Em particular, o banco teria utilizado numerosos fundos e empresas fantasmas para ajudar os seus clientes donos de grandes fortunas a esconder os seus ativos. Após o fim das investigações, a próxima etapa relevante vai ser a das acusações da procuradoria. Ou seja, os juízes de instrução vão ter de decidir se o HSBC Private Banking é ou não julgado.
O banco tem ainda a possibilidade de admitir a culpa. Este cenário passaria por uma dura negociação entre a Justiça e o banco. As acusações que incidem sobre o HSBC implicam multa, que pode chegar à metade do valor dos fundos lavados e ser suficientemente pesada para dispensar a realização de um julgamento.
Na semana passada, veículos de imprensa do mundo inteiro divulgaram levantamento do Consórcio Internacional dos Jornalistas de Investigação, batizado SwissLeaks, realizado com base em documentos do banco na Suíça roubados em 2007 por um antigo empregado, o técnico em informática franco-italiano Hervé Falciani.
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sábado, 14 de fevereiro de 2015

O banco-lavanderia HSBC e os clientes brasileiros

 Sábado, 14 de fevereiro de 2015
Clique aqui e leia o artigo de Vladimir Safatle na Folha de S. Paulo.

O esquema de sonegação do HSBC

Sábado, 14 de fevereiro de 2015
Da IstoÉ, Edição:  2359

Como funcionava a lavanderia do banco inglês para favorecer empresários, famosos e até criminosos. O braço brasileiro operou como uma das principais artérias do golpe e pode ter movimentado mais de US$ 7 bilhões irregularmente

Amauri Segalla (asegalla@istoe.com.br)
O espanhol Fernando Alonso entrou para a história do esporte ao conquistar o bicampeonato de Fórmula 1. Selim Alguadis, um empresário turco, forneceu componentes elétricos para o projeto nuclear da Líbia. Fana Hlongwane, político de certa notoriedade na África do Sul, traficou armas. O tirano Jean-Claude “Baby Doc” Duvalier governou o Haiti durante 16 anos. O marroquino Aziza Kulsum financiou a guerra civil no Burundi, na década de 90. Entre outras façanhas,Valentino Garavani, o estilista italiano, desenhou o vestido de Jacqueline Kennedy na ocasião de seu casamento com Aristóteles Onassis. Há três coisas em comum entre as pessoas listadas acima. A primeira: todas são, ou eram, muito ricas. A segunda: em algum momento de suas vidas foram correntistas do britânico HSBC. A terceira: elas usaram o braço suíço do banco para manter contas secretas e, assim, sonegar quantias enormes em impostos. O escândalo estourou na semana passada, depois da revelação, pelo jornal francês “Le Monde”, de documentos obtidos pelo ICIJ (The International Consortium of Investigative Journalists).Trata-se do maior vazamento de dados bancários da história.
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Sede do HSBC na Suíça, onde o golpe foi engendrado: no mínimo
US$ 120 bilhões foram movimentados nas contas secretas
Os documentos cobrem o período entre 2005 e 2007 e apontam para contas secretas de 106 mil clientes, que, juntos, movimentaram US$ 120 bilhões. É muito dinheiro até para os dias atuais. Corresponde, para ficar no mesmo setor, ao triplo do faturamento do Itaú durante um ano. O Brasil é o quarto país com o maior número de correntistas flagrados no golpe. De acordo com o relatório do ICIJ, 8.667 brasileiros esconderam US$ 7 bilhões no HSBC da Suíça, possivelmente sem jamais terem declarado à Receita esses valores. Por ora, não há muita informação a respeito dos investidores, mas é provável que a Polícia Federal inicie uma varredura nos próximos meses. Segundo o ICIJ, os dados foram vazados por Hervé Falciani, um ex-funcionário do HSBC que se indignou com as práticas indecorosas do banco.
Na maioria dos países, não é ilegal manter contas bancárias em paraísos fiscais como a Suíça. No caso HSBC, a fraude consiste em ocultar das autoridades milhões de dólares (ou mais) em investimentos. O nome para isso é sonegação. Além de orientar seus clientes sobre as estratégias para escapar do Fisco, o HSBC oferecia produtos bancários não identificados, ajudava esses privilegiados a dissimular contas não declaradas (o que pode ser caracterizado como caixa 2) e permitia que eles retirassem enormes somas em espécie. A lei era ignorada sem cerimônias. Oficialmente, o limite de retiradas em 2005 era de 8 mil francos suíços (algo como R$ 25 mil), mas o HSBC passava por cima das regras. O relatório revela que o magnata israelense Beny Steinmetz, do ramo de diamantes, retirou em um único dia US$ 100 mil (ou quase R$ 300 mil).
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É ainda mais assustadora a leniência do HSBC com criminosos mais perigosos. As investigações indicam que o banco permitiu que cartéis de drogas da América Latina lavassem milhões de dólares, tornando o dinheiro sujo utilizável. Parecia não haver limites para a instituição. Uma rede de financiadores da Al-Qaeda, de Osama bin Laden, mantinha contas secretas na sede do HSBC na Suíça. Não é preciso muito esforço para imaginar o destino do dinheiro e perceber a nada sutil intersecção entre o crime internacional e negócios legítimos. O caso também cobre de suspeitas executivos de certa fama. No período do vazamento, o HSBC era comandado por Stephen Green, que largou o banco em 2010 para ser ministro do Comércio do premiê britânico David Cameron. “Naquela época, o combate à lavagem de dinheiro já estava sedimentado”, diz Janaína Paschoal, especialista no assunto da Faculdade de Direito da USP. “Os gerentes precisam entrevistar o cliente, saber de onde vem o dinheiro. Não sei se o HSBC tomou essas medidas.”
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De tempos em tempos o mercado financeiro é alvejado por denúncias. Em 2008, o megainvestidor americano Bernard Madoff, de grande reputação na praça, foi preso pelo FBI por comandar um esquema fraudulento que espalhou prejuízos de US$ 50 bilhões em diversos países, inclusive no Brasil. Também nos Estados Unidos, instituições clássicas como J.P. Morgan e Wachovia foram acusadas de manter contas alimentadas pelos cartéis de droga do México, permitindo que eles lavassem bilhões de dólares ilegais. Um dia depois das denúncias, o HSBC transmitiu um comunicado. “Nós tomamos conhecimento e fomos alertados sobre falhas nos controles internos no passado”, informou a nota. Admitir a fraude é o primeiro passo. Muita coisa virá pela frente.
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Com reportagem de Luisa Purchio
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Leia também:

HSBC: um banco com passado pesado e presente sulfuroso

HSBC abrigou dinheiro ligado a ditadores

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

HSBC: Revelações do SwissLeaks são a “ponta do iceberg”, diz Falciani; dinheiro ligado a ditadores e traficantes

Terça, 10 de fevereiro de 2015
Da Agência Lusa / Agência Brasil
O especialista em informática franco-italiano Hervé Falciani, que esteve na origem das revelações do escândalo de evasão fiscal na filial suíça do HSBC, garante que os jornalistas só tiveram acesso à "ponta do iceberg".

Alvo de um mandado de captura internacional, lançado pela Suíça por violações de segredo bancário, Falciani destacou que os jornalistas tiveram acesso apenas a "uma parte" das informações que transmitiu ao Estado francês. "A administração fiscal ficou com muito mais", acrescentou.

Questionado sobre os 106 mil clientes particulares que o jornal Le Monde diz terem sido detectados, Falciani afirmou que "há ainda mais do que aquilo que os jornalistas têm. Milhões de transações [entre bancos] foram igualmente citadas nos documentos que transmiti. Os números dão uma ideia do que pode ser a ponta do iceberg".

Falciani obteve documentos do seu antigo empregador, o HSBC, que permitiram a um consórcio internacional de jornalistas, liderado pelo Le Monde, expor um imenso sistema de evasão fiscal europeu.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

HSBC abrigou dinheiro ligado a ditadores e traficantes de armas

Segunda, 9 de fevereiro de 2015
Clique aqui e leia a reportagem de O Globo.

Leia no Blog do Fernando Rodrigues: HSBC abrigou dinheiro obscuro ligado a ditadores e traficantes de armas

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Do CADTM (Comitê para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo) leia "HSBC: um banco com passado pesado e presente sulfuroso"

Série: Os bancos e a doutrina «demasiado grandes para serem condenados» (parte 4)

HSBC: um banco com passado pesado e presente sulfuroso

2 de Julho de 2014 por Eric Toussaint*
A sigla HSBC significa Hong Kong and Shanghai Banking Corporation. Desde o seu início, este banco anda envolvido no comércio internacional de drogas duras. Com efeito, foi fundado na sequência da vitória britânica contra a China nas duas Guerras do Ópio (1839-1842 e 1856-1860). Estas duas guerras tiveram um papel decisivo no reforço do império britânico e na marginalização da China, que durou cerca de um século e meio. No decurso dessas duas guerras, o Reino Unido conseguiu obrigar a China a aceitar as exportações britânicas do ópio proveniente da Índia (que fazia parte do império britânico).