Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 1 de abril de 2025

MPF pede mudança de nomes de ruas em homenagem a agentes da ditadura

Terça, 1º de abril de 2025

Recomendação foi feita a autoridades civis e militares do Amazonas

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© José Cruz/Agência Brasil
Agência Brasil
Publicado em 01/04/2025 — Brasília

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou a autoridades civis e militares de Manaus e do Amazonas que mudem os nomes de prédios, ruas, avenidas e qualquer tipo de via pública que façam referência a colaboradores da ditadura militar no Brasil (1964-1985).

A recomendação foi enviada ao governo estadual e ao Comando Militar da Amazônia, bem como à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), prefeitura de Manaus e Câmara Municipal.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Rodrigo Janot: “Estou convencido, com as circunstâncias de fatos que existem hoje, que não existiu um mensalão e não existiu uma Lava Jato”. Para ele, é toda uma operação conjugada, onde o mensalão foi uma parte do iceberg que depois veio a ser descoberto

Sexta, 22 de abril de 2016
Na Brazil Conference, Procurador Geral da República destaca independência e profissionalismo do Ministério Público

Evento é realizado pela Universidade de Harvard e pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT)

22/04/2016
Durante palestra na Brazil Conference, nesta sexta-feira, 22 de abril, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, elencou vários fatos que, em sua visão, permitiram ao Ministério Público chegar ao nível de independência e profissionalismo no encaminhamento de investigações. Realizado pela Universidade de Harvard e pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), o evento busca discutir os problemas e promover as ações que promovam o desenvolvimento do Brasil.

O primeiro fato lembrado foi a aprovação da Emenda Constitucional (EC) 35, em 2001, que acabou com a prévia autorização da Câmara ou do Senado para investigações e processamento de parlamentares. Segundo ele, a mudança gerou um “reflexo direto no gabinete do procurador-geral da República que assumiu de vez um viés majoritariamente penal”.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Zelotes: ANPR manifesta apoio ao procurador da República Frederico Paiva

Segunda, 9 de novembro de 2015
Da ANPR
Associação Nacional dos Procuradores da República
Desde o início da Operação Zelotes, Paiva não se esquivou de suas funções constitucionais de zelar pelo patrimônio público


Brasília (08/11/2015) - A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) vem a público manifestar irrestrito apoio a Frederico Paiva, membro do Ministério Público Federal responsável pela Operação Zelotes, que investiga desvios fiscais de cerca de R$ 19 bilhões.

Legalidade, impessoalidade e competência são características que claramente norteiam o trabalho do procurador da República. Desde o início das investigações, Paiva não se esquivou de suas funções constitucionais de zelar pelo patrimônio público e fazer com que os órgãos que têm atribuição semelhante façam o mesmo.

Nesse contexto, a campanha agressiva e completamente desligada da realidade que vem sendo veiculada contra um procurador da República – que com serenidade resume-se a cumprir sua missão – merece desde já o repúdio dos procuradores da República e de toda a sociedade. Porém, ainda mais espantoso e verdadeiramente teratológico é saber que, no âmbito de ação judicial, sob argumento de pretensa agressão à honra, pretenda-se a quebra do sigilo de e-mails e dos dados telefônicos de Frederico Paiva. Esta medida, acaso deferida for, ferirá de morte as prerrogativas da instituição ministerial para investigar este e qualquer outro caso, por vulnerabilizar suas comunicações estratégicas. Em um momento em que o Ministério Público, por força de seu dever, avança em investigações contra grandes empresas e contra membros de destaque do mundo político, deve ser questionado a quem interessa, sob pretexto absolutamente vazio, abrir este tipo de precedente.  Anomalias de tal sorte, que podem por em risco informações estratégicas para a investigação, não devem ter lugar num Estado Democrático de Direito tampouco podem servir de instrumento para coagir o trabalho de qualquer procurador da República.

Como entidade de classe que representa mais de 1.200 membros do Ministério Público Federal, a ANPR assegura à sociedade brasileira que os procuradores da República não medirão esforços no cumprimento de suas atribuições nem se intimidarão por qualquer iniciativa que vise tolher sua atividade ministerial. O procurador da República Frederico Paiva tem a seu lado o apoio integral de cada um de seus colegas para que continue o irrepreensível trabalho que vem executando com os demais membros da Força Tarefa da Operação Zelotes.

José Robalinho Cavalcanti

Procurador Regional da República

Presidente da ANPR

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Carta aberta à sociedade acentua posição do Ministério Público Federal no controle externo e sistema prisional

Sexta, 23 de outubro de 2015
Do MPF
Sistema acusatório, papel constitucional do Ministério Público e das polícias e audiências de custódia foram citados no documento
Carta aberta à sociedade acentua posição do MPF no controle externo e sistema prisional
Foto: Secom/PGR
Procuradores e procuradoras da República participantes do II Encontro Nacional da 7ª Câmara de Coordenação e Revisão aprovaram nesta sexta-feira, dia 23 de outubro, carta aberta à sociedade em que relacionam as conclusões firmadas a partir das discussões envolvendo o tema “Os papéis do MPF no Sistema Prisional e no Controle Externo da Atividade Policial”.
No âmbito do sistema acusatório, os membros destacaram dois entendimentos fundamentais: a necessidade de que a investigação criminal esteja voltada à coleta de informações que o Ministério Público considera necessárias para a decisão de ajuizamento ou não da ação penal; e o papel essencial do órgão como coordenador da investigação criminal, quando não a realizar diretamente.
A carta ainda alerta para o retrocesso que pode advir das tentativas de se atribuir ao delegado de polícia uma função jurídica, em prejuízo do papel técnico-investigatório que deve ser desempenhado pela polícia, que é um órgão integrante do sistema de segurança pública. Nesse aspecto, os participantes pontuaram que a condição de “órgão jurídico” destoa do papel constitucional das polícias, “com prejuízo à eficiência da própria investigação e em detrimento da desejável relação harmoniosa entre os órgãos”.
As audiências de custódia, outro ponto enfatizado na carta, constituem na opinião dos membros mecanismo de grande importância para garantia do devido respeito aos direitos humanos das pessoas presas e devem contar com a participação do Ministério Público. A devida aplicação dos recursos do Fundo Nacional Penitenciário (Funpen) também deve ser monitorada pelo Ministério Público Federal, conforme registraram os membros.
Congresso – As tendências legislativas nos campos do controle externo da atividade policial e do sistema prisional constituíram mais um painel do encontro nacional.
Em apresentação na noite do dia 22, o senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP) e o deputado federal Esperidião Amin (PP/SC) manifestaram suas posições acerca das diversas propostas legislativas em andamento no Congresso Nacional. Entre as principais medidas destacadas pelos parlamentares estão o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito do Sistema Carcerário, da Câmara dos Deputados; a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 412/2009, que altera a organização da Polícia Federal, concedendo a ela autonomia e independência, nos moldes do que a Constituição prevê para os poderes públicos e para o Ministério Público; e o Projeto de Lei (PLS) nº 554/2011, que estabelece o prazo máximo de 24 horas para uma pessoa presa em flagrante ser apresentada ao juiz ou juíza.
Em sua exposição, Randolfe Rodrigues destacou que a Constituição Federal de 1988 elevou os direitos humanos a uma condição não antes conferida por outra Carta e que “limites impostos à atuação do Ministério Público representam uma ofensa ao espírito democrático da constituição”.
Quanto à PEC nº 412/2009, o coordenador da 7ª Câmara, Mario Bonsaglia, lembrou nota técnica elaborada pelo colegiado, que alerta para a concessão de “poderes exacerbados a um braço armado do Estado, com previsíveis consequências nefastas ao próprio Estado Democrático de Direito e aos direitos fundamentais dos cidadãos”.
Randolfe Rodrigues citou que experiência semelhante àquela que se pretende criar com a PEC 412/2009 foi verificada apenas na Alemanha, no período de 1933 a 1945. “Essa proposta visa apenas a atender interesses corporativos”, sintetizou.
A favor da implementação do ciclo completo de polícia, o senador Randolfe Rodrigues sustentou que a medida irá modernizar o sistema de segurança pública para o combate à criminalidade, assim como permitirá o atendimento célere ao cidadão. O ciclo completo está previsto na PEC nº 431/2014, que amplia a competência da Polícia Militar, dando-lhe atribuições de polícia judiciária, com poderes de investigação.
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Leia aqui a íntegra da carta

terça-feira, 17 de março de 2015

Lava Jato: em um ano, foram propostas 20 ações criminais contra 103 pessoas na primeira instância

Terça, 17 de março de 2015
Do MPF
No STF, 50 autoridades são investigadas
A operação Lava Jato completa nesta terça-feira, 17 de março, um ano. É a maior investigação de corrupção e lavagem de dinheiro que o Brasil já teve. Estima-se que o volume de recursos desviados dos cofres da Petrobras, maior estatal do país, esteja na casa dos R$ 2,1 bilhões.
No primeiro momento da investigação, desenvolvido a partir de março de 2014, foram investigadas e processadas quatro organizações criminosas lideradas por doleiros. Depois, o MPF recolheu provas de um imenso esquema criminoso de corrupção envolvendo a Petrobras. Nesse esquema, grandes empreiteiras organizadas em cartel pagavam propina para altos executivos da estatal e outros agentes públicos. O valor da propina variava de 1% a 5% do montante total de contratos bilionários superfaturados. Esse suborno era distribuído por meio de operadores financeiros do esquema, incluindo doleiros investigados na primeira etapa.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Lava Jato: nova denúncia envolve Diretoria de Serviços da Petrobras e acusa 27 pessoas; veja essa nova lista

Segunda, 16 de março de 2015
Do MPF no Paraná
Entre os denunciados estão o ex-diretor de Engenharia e Serviços da Petrobras Renato de Souza Duque e o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto

A Força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal ofereceu, nesta segunda-feira (16), nova denúncia contra 27 pessoas pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e quadrilha. Cinco dos denunciados foram presos a pedido do MPF na manhã desta segunda-feira: o ex-diretor de Engenharia e Serviços da Petrobras Renato Duque, o empresário Adir Assad, Sonia Mariza Branco, Dario Teixeira Alves Júnior e Lucélio Góes. Esta é a primeira denúncia que envolve a Diretoria de Serviços da Petrobras.

Em coletiva, o coordenador da Força-tarefa, procurador da República Deltan Dallagnol, explicou o esquema sofisticado e complexo que permitia o desvio de recursos públicos da Petrobras a partir de quatro obras: Replan, Repar, Gasoduto Pilar/Ipojuca e Gasoduto Urucu Coari. As empresas responsáveis foram OAS, Mendes Junior e Setal. O procurador mostrou, a partir do fluxograma, como os valores saíam dos contratos com a Petrobras, passavam por sofisticados processos de lavagem de dinheiro e chegavam até os diretores corrompidos na Petrobras. Segundo as estimativas, foram 24 atos de corrupção totalizando R$ 136 milhões e 503 atos de lavagem de ativos que somam R$ 292 milhões.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Recomendação do MPF quer assegurar controle externo de entidades do Sistema S

Segunda, 21 de abril de 2014
Do MPF no DF
Para instituição, ato editado por serviços sociais afronta princípios da legalidade, moralidade, eficiência e obrigatoriedade de prestação de contas
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao Serviço Social do Transporte (Sest) e ao Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) a anulação, em até 30 dias, do Ato Normativo 161/2012, considerado um entrave às atividades fiscalizatórias do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU).
O documento, assinado pela procuradora da República Márcia Zollinger, foi encaminhado ao presidente das entidades, senador Clésio Andrade, pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot em 10 de abril, como prevê a Lei Complementar 75/93.
O MPF alega que a norma impugnada viola princípios constitucionais ao disciplinar, de modo restritivo, a forma como devem atuar os agentes de controle interno e externo da União em auditorias. Entre as regras contestadas pela procuradora destacam-se, por exemplo, tempo mínimo para agendamento de visitas, meios de recepção dos agentes, restrição para fornecimento de documentos e informações, além de formas específicas de se realizar a oitiva de empregados.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Debates sobre golpe militar estão disponíveis na TVMPF

Terça, 15 de abril de 2014
Do MPF
Vídeos trazem análise sobre o golpe e apresentação do livro "Direitos Humanos Atual"

A íntegra dos dois paineis da mesa redonda realizada no dia 20 de março, em mais uma iniciativa da Procuradoria Regional da República da 3ª Região (PRR3) para reflexão e resgate da história sobre o golpe militar de 1964, já pode ser vista na TVMPF. Apresentado pela procuradora Paula Bajer, o primeiro painel, "Esquecimento, Verdade e Justiça", traz a exposição do pesquisador Celso Castro, do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getúlio Vargas, especialista na questão militar brasileira.

No painel 2 é feita a apresentação do livro "Direitos Humanos Atual", organizado pela procuradora regional da República Inês Prado Soares e pela especialista em direitos humanos Flávia Piovesan. Neste painel, autores dos artigos que compõem o livro comentam o conteúdo de seus textos. São dois vídeos, que podem ser acessados no canal da PRR3 na TVMPF  ou nos links abaixo:

http://www.tvmpf.mpf.mp.br/videos/380

http://www.tvmpf.mpf.mp.br/videos/381

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Pesquisa de opinião aponta que 67% da população aprova MPF; agora pergunte o que acha do Congresso?

Quinta, 8 de agosto de 2013
Do MPF
Levantamento feito sobre a imagem do Ministério Público Federal, divulgada nesta quinta-feira, 8 de agosto, mostrou que maioria da população considera a instituição importante para a sociedade
A maioria da população brasileira considera o Ministério Público Federal (MPF) importante para a sociedade. A afirmação é parte da “Pesquisa de Opinião sobre a Imagem do MPF”, divulgada nesta quinta-feira, 8 de agosto, durante o 1º Congresso Pensar MPF, em Brasília. A pesquisa foi realizada entre fevereiro e julho de 2013 pelo Núcleo de Pesquisas da Universidade Federal Fluminense (DataUFF) e foram ouvidas 5.063 pessoas acima de 16 anos.

O diagnóstico revelou a confiança da população na instituição, embora uma grande porcentagem tenha afirmado não conhecer de forma precisa a atuação do MPF. “Claro que a parte que acham que o MPF tem feito trabalho fundamental no combate à corrupção é algo que nos deixa satisfeitos, mas aumenta a responsabilidade de continuar correspondendo a essa expectativa. Com relação à parte que afirma não conhecer a atuação do MPF mostra a necessidade de cada vez mais nos aproximarmos da sociedade, da comunidade, no sentido de mostrar quais são as atribuições do Ministério Público e aquilo que o Ministério Público pode fazer pela sociedade e pelo cidadão”, disse o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Seu direito, nosso dever. Sim ao poder de investigação do MP!

Sexta, 21 de junho de 2013

Anúncios, folderes e peças para TV e rádio trazem mensagens sobre importância do Estado Democrático de Direito e do poder de investigação do Ministério Público
A partir desta quinta-feira, 20 de junho, o Ministério Público Federal dará início a uma campanha que reforça seu papel institucional. A ideia é divulgar para a sociedade a importância do Estado Democrático de Direito e do poder de investigação do Ministério Público.
 
A campanha foi elaborada pela Secretaria de Comunicação Social. Entre as peças, está um vídeo que enfatiza a atuação institucional no combate à corrupção, ao crime organizado e ao tráfico de pessoas. O material será exibido em nove capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife e Salvador. O tema também é abordado em spots de rádio, a serem veiculados em âmbito nacional.
 
Na próxima edição das revistas Carta Capital, Época e Veja, será possível conferir um anúncio que alerta para o perigo da retirada do poder de investigação do MP. O mesmo conteúdo está estampado em folderes que, desde terça-feira, 18 de junho, vêm sendo distribuídos nas visitas dos procuradores da República a deputados e senadores no Congresso Nacional.
 
Clique aqui e veja o vídeo.
 
Clique aqui e ouça o spot.
 
Clique aqui e veja o folder e o anúncio das revistas.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Procuradoria Geral da República questiona novo Código Florestal

Segunda, 21 de janeiro de 2013
Da PGR
Procuradoria Geral da República encaminhou ao STF três ADIs que consideram inconstitucionais diversos dispositivos da nova lei
 
A Procuradoria Geral da República (PGR) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira, 21 de janeiro, três ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) que questionam dispositivos da Lei 12.651/2012, o novo Código Florestal. As ações consideram inconstitucional a forma como o novo código trata as áreas de preservação permanentes, a redução da reserva legal, além da anistia para a degradação ambiental (veja quadro abaixo).

Nas ADIs, a PGR solicita, como medida cautelar, a suspensão dos dispositivos questionados até o julgamento final das ações, a aplicação do rito abreviado no julgamento diante da relevância da matéria, além da realização de diligências instrutórias.

Para a procuradora-geral da República em exercício, Sandra Cureau, responsável pela elaboração das ações, há clara inconstitucionalidade e retrocesso nos dispositivos questionados ao reduzir e extinguir áreas antes consideradas protegidas por legislações anteriores. “A criação de espaços territoriais especialmente protegidos decorre do dever de preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais, de forma que essa deve ser uma das finalidades da instituição desses espaços”, descreve Sandra Cureau, em uma das ações.

O novo Código Florestal fragiliza, por exemplo, as áreas de preservação permanente, criadas para preservar a diversidade e integridade do meio ambiente brasileiro. Segundo estudos técnicos, de uma forma geral, as normas questionadas estabelecem um padrão de proteção inferior ao existente anteriormente.

Além disso, a PGR também questiona a anistia daqueles que degradaram áreas preservadas até 22 de julho de 2008. O novo código exclui o dever de pagar multas e impede a aplicação de eventuais sanções penais. “Se a própria Constituição estatui de forma explícita a responsabilização penal e administrativa, além da obrigação de reparar danos, não se pode admitir que o legislador infraconstitucional exclua tal princípio, sob pena de grave ofensa à Lei Maior”, esclareceu Sandra Cureau.

Há ainda o questionamento da redução da área de reserva legal, também possibilitada pela nova lei. O novo Código Florestal autoriza, por exemplo, a computar as áreas de preservação permanente como reserva legal. No entanto, essas áreas têm funções ecossistêmicas diferentes, mas, juntas, ajudam a conferir sustentabilidade às propriedades rurais.

Área de Proteção Permanente (APP) x Reserva Legal:

- Área de Proteção Permanente: protegem áreas mais frágeis ou estratégicas, como aquelas com maior risco de erosão de solo ou que servem para recarga de aquífero. Não podem ter manejo.

- Reserva Legal: são áreas complementares que devem coexistir nas paisagens para assegurar sua sustentabilidade biológica e ecológica em longo prazo. Podem ser manejadas pelos proprietários para extrair madeiras, essências, flores, frutos e mel, desde que as atividades não comprometam a sobrevivência das espécies nativas.

Dispositivos inconstitucionais:

- Artigo 3º, XIX
não garante o nível máximo de proteção ambiental para faixas marginais de leitos de rio;

- Artigo 3º, parágrafo único
equipara tratamento dado à agricultura familiar e pequenas propriedades àquele dirigido às propriedades com até quatro módulos fiscais;

- Artigo 3º, VIII e IX; artigo 4º parágrafos 6º e 8º:
permite intervenção ou retirada de vegetação nativa em área de preservação permanente;
não prevê que intervenção em área de preservação permanente por interesse social ou utilidade pública seja condicionada à inexistência de alternativa técnica;
permite intervenção em área de preservação permanente para instalação de aterros sanitários;
permite uso de áreas de preservação permanente às margens de rios e no entorno de lagos e lagoas naturais para implantação de atividades de aquicultura;

- Artigo 8º, parágrafo 2º
permite intervenção em mangues e restingas para implementação de projetos habitacionais;

- Artigo 4º, parágrafo 5º
permite o uso agrícola de várzeas;

- Artigo 4º, IV
exclusão da proteção das nascentes e dos olhos d´água intermitentes;

- Artigo 4º, parágrafo 1º e 4º
extingue as áreas de preservação permanente no entorno de reservatórios artificiais que não decorram de barramento;
extingue as áres de preservação permanente no entorno de reservatórios naturais ou artificiais com superfície de até 1 hectare;

- Artigo 4º, III
equipara áreas de preservação permanente a reservatórios artificiais localizados em áreas urganas ou rurais e não estipula metragem mínima a ser observada;

- Artigo 5º
reduz largura mínima das áreas de preservação permanente no entorno de reservatórios d'água artificiais;

- Artigo 7º, parágrafo 3º
permissão de novos desmatamentos sem que haja recuperação dos já realizados irregularmente;

- Artigo 11
permite manejo florestal sustentável e exercício de atividades agrossilvipastoris em áreas com inclinação entre 25º e 45º;

- Artigo 12, parágrafos 4º, 5º, 6º, 7º e 8º
redução da reserva legal em virtude da existência de terras indígenas e unidades de conservação no território municipal;
dispensa de constituição de reserva legal por empreendimentos de abastecimento público de água e tratamento de esgoto, bem como por detentores de concessão, permissão ou autorização para explorar energia elétrica e nas áreas adquiridas ou desapropriadas para implantação e ampliação da capacidade de ferrovias e rodovias

- Artigo 13, parágrafo 1º
permissão de instituição de servidão ambiental;

- Artigo 15
autorização para cômputo de áreas de preservação permanente no percentual de reserva legal;

- Artigo 17, parágrafo 7º
permite a continuidade de exploração econômica de atividade instalada ilicitamente e exime, injustificadamente, o degradador do dever de reparação do dano ambiental;

- Artigo 28
necessidade de conferir interpretação conforme Constituição;

- Artigo 48, parágrafo 2º e artigo 66, parágrafos 5º e 6º, II, III e IV
compensação da reserva legal sem que haja identidade ecológica entre as áreas, e da compensação por arrendamento ou pela doação de área localizada no interior de unidade de conservação a órgão do poder público;

- Artigo 59, parágrafos 4º e 5º
estabelecimento de imunidade à fiscalização e anistia de multas;

- Artigos 61-A, 61-B, 61-C e 63
permitem a consolidação de danos ambientais decorrentes de infrações à legislação de proteção às áreas de preservação permanentes, praticados até 22 de julho de 2008;

- Artigo 66, parágrafo 3º
permissão do plantio de espécies exóticas para recomposição da reserva legal;

- Artigo 67
concede uma completa desoneração do dever de restaurar as áreas de reserva legal, premiando injustificadamente aqueles que realizaram desmatamentos ilegais;

- Artigo 68
prevê a consolidação das áreas que foram desmatadas antes das modificações dos percentuais de reserva legal;

- Artigo 78
prevê que, mesmo após a injustificada moratória de cinco anos, bastará estar inscrito no Cadastro Ambiental Rural para ter livre acesso ao crédito agrícola;

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Gurgel diz que vai apurar depoimento de Marcos Valério sobre Lula

Quarta, 19 de dezembro de 201
Débora Zampier Repórter da Agência Brasil
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse hoje (19) que, com o fim do julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão, poderá analisar com mais calma o depoimento prestado em setembro pelo publicitário Marcos Valério. Segundo Valério, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se beneficiou do esquema de cooptação de dinheiro.

“Concluído o julgamento, agora eu vou analisar o depoimento e serão tomadas as providências que são cabíveis para completa investigação de tudo que demande apuração”, disse Gurgel. Ele lembrou, no entanto, que como o ex-presidente não tem mais prerrogativa de foro, o caso deve ser mandado para o Ministério Público de primeira instância de São Paulo ou de Brasília, dependendo de onde se deram os fatos.

O procurador disse que não analisou o depoimento em profundidade, mas voltou a desqualificar a confiabilidade de Valério. “Com muita frequência, Marcos Valério faz referência a declarações que ele considera bombásticas, e quando nós vamos examinar em profundidade não é bem isso.”

Gurgel destacou que o publicitário prestou apenas um depoimento, o de setembro, e que na ocasião ele entregou alguns documentos, como comprovante de depósitos, cuja veracidade ainda tem que ser apurada.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

MPF reafirma compromisso de combater a corrupção em todo o Brasil

Sexta, 7 de novembro de 2012
Do MPF
Em 2012, mais de 5 mil inquéritos foram abertos envolvendo corrupção, peculato, tráfico de influência e nepotismo, além de quase 2 mil que dizem respeito a improbidade administrativa
Perto do Dia Mundial de Combate à Corrupção (9 de dezembro), o Ministério Público Federal reafirma o compromisso de combater a corrupção em todo o Brasil e evitar que verbas da União sejam desviadas de áreas essenciais para o cidadão, sobretudo saúde, educação e transporte. A ideia é fazer com que os culpados sejam punidos na área criminal e pedir a devolução dos recursos públicos desviados pelos maus gestores, que é a parte de improbidade administrativa.

A partir de indícios ou denúncias, os membros do MPF podem oferecer denúncias à Justiça, instaurar investigação própria, requisitar instauração de inquérito policial ou solicitar o arquivamento, caso entendam que não houve desvio ou não ficou configurado crime. Em 2012 (até 31 de outubro), foram abertos 5.113 inquéritos policiais envolvendo corrupção, peculato, tráfico de influência e nepotismo. Para os mesmos crimes foram abertos 168 autos extrajudiciais (inquéritos civis públicos, procedimentos administrativos e procedimentos de investigação criminal). Confira aqui os números.

Em relação à improbidade administrativa, no mesmo período, foram abertos 1.869 inquéritos policiais, 3.668 inquéritos civis públicos e 2.085 procedimentos administrativos (veja os números). De 2008 a 2012, aproximadamente 7 mil ações de improbidade foram cadastradas. Segundo a coordenadora da Câmara de Patrimônio Público do MPF, Denise Vinci Túlio, a devolução nos valores depende de uma sentença de condenação. Conforme explica, o que os procuradores têm conseguido é a indisponibilidade de bens para garantir depois essa recuperação do patrimônio público.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Impugnada lei de MG que efetiva não concursados como servidores

Sexta, 23 de novembro de 2012
Do STF
Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4876) proposta no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, questiona o artigo 7º da Lei Complementar (LC) 100/2007, de Minas Gerais. De acordo com a ação, esse dispositivo torna titulares de cargos públicos servidores da área de educação que mantinham vínculo precário com a administração pública estadual há mais de cinco anos, lotando-os no Instituto de Previdência do Estado de Minas Gerais.

Segundo o procurador-geral, “a questão central diz respeito à investidura de milhares de cidadãos em cargos públicos efetivos, sem a realização de concurso público”. Tal medida, segundo ele, “caracteriza evidente violação aos princípios republicano (artigo 1º, cabeça), da isonomia (artigo 5º, cabeça e inciso II), da impessoalidade e da moralidade administrativa (artigo 37, cabeça) e da obrigatoriedade de concurso público (artigo 37, inciso II), todos da Constituição Federal”.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

MPF quer rejeição da PEC que pretende dar exclusividade para polícia investigar crimes

Terça, 13 de novembro de 2012
PEC será discutida nesta terça-feira em Comissão Especial da Câmara dos Deputados

Do MPF
O Ministério Público Federal (MPF) é contrário à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 37-A/2011, que objetiva conferir competência exclusiva às polícias federal e civis dos estados e do DF para apuração das infrações penais. O MPF discorda da proposta e destaca diversas investigações já realizadas pelo Ministério Público, como as que resultaram na operação Anaconda, que denunciou esquema de venda de sentenças judiciais em São Paulo; na operação Caixa de Pandora, que denunciou o desvio de recursos públicos no Governo do Distrito Federal; além da investigação que levou à instauração da Ação Penal 470, caso conhecido como Mensalão. Outro caso em que foi relevante a investigação conduzida pelo MPF foi o da motosserra, que levou à condenação do ex-deputado federal Hildebrando Pascoal, acusado de chefiar um grupo de extermínio no Acre.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirma que a realização direta de investigações criminais preliminares se trata de função constitucional do Ministério Público. Para Roberto Gurgel, o dever de investigar é consequência lógica do dever de proteção aos direitos do cidadão. “A efetivação dos direitos humanos exige uma atuação positiva do Estado de investigar imparcialmente os fatos que atentem contra as liberdades individuais”, analisa. De acordo com o PGR, “a investigação criminal levada a cabo pelo MP formaliza-se em procedimento administrativo e conta com previsão na LC 75/1993”.A coordenadora da Câmara Criminal do MPF, subprocuradora-geral da República Raquel Dodge, alerta para os efeitos negativos da aprovação da PEC. "O Brasil tornou-se uma grande nação desenvolvida porque tem instituições vigorosas e atuantes. São elas que aplicam a lei, defendem o patrimônio público, asseguram o direito das minorias. Devemos prosseguir neste caminho de fortalecer nossas instituições que defendem a sociedade, porque isto ajudará o país. Este é o caminho inaugurado pela Constituição de 1988", analisa. Raquel Dodge enfatiza que "a reforma da Constituição para diminuir as atribuições do Ministério Público enfraquece esta instituição e opõe-se ao modelo que temos hoje. Em duas décadas, o Ministério Público já mostrou como pode ajudar o país a se tornar melhor. Não há porque enfraquecê-lo".

Investigações - Caso emblemático sobressaiu no Paraná. Por meio de procedimento administrativo instaurado pelo Ministério Público Federal no estado, apurou-se o recebimento indevido do Bolsa Família em 21 municípios da Subseção Judiciária de Ponta Grossa. O MPF/PR constatou que o programa de assistência social contemplava uma quantidade significativa de funcionários públicos e os benefícios apresentavam irregularidades. Das 166 pessoas denunciadas, doze famílias apresentaram renda mensal familiar superior a R$ 1.000,00, além de seus integrantes ocuparem uma variedade de cargos públicos (agente social, auxiliar de enfermagem, auxiliar em odontologia, professor, cozinheiro, pedreiro, motorista e servente escolar). Os prejuízos ao Bolsa Família atingiram cerca de R$ 500 mil.

Também com intervenção direta em procedimento administrativo, o MPF/MS constatou diversas irregularidades com recursos públicos em 2003. O caso desvendado tratou da ausência de repasse pelo Estado de Mato Grosso do Sul dos encargos da dívida com a União, quando servidores do Estado deixaram de efetuar a contabilização de receitas provenientes da Petrobrás S.A. O prejuízo aos cofres públicos alcançou o montante aproximado de R$ 81 milhões.

O MPF/MS investigou, ainda, irregularidades na execução de ações de qualificação profissional no âmbito do Plano Nacional de Qualificação Profissional (PLANFOR). O plano era custeado com recursos públicos federais provenientes do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT), em contratos firmados entre o Estado de Mato Grosso do Sul e empresas jurídicas e associações. Em consequência, o MPF/MS ajuizou doze ações civis públicas de improbidade administrativa no período de 2001 a 2006. O dano ao erário girou em torno de R$ 3 milhões.

Por meio de diligências em Minas Gerais, o MPF/MG também denunciou esquema fraudulento que causou prejuízo aos cofres públicos de aproximadamente R$ 2 milhões. A ex-chefe da Divisão de Benefícios da Gerência Executiva do INSS em Belo Horizonte, Maria dos Anjos Silva Souza, foi acusada de crime de estelionato qualificado, por ter reativado e se apropriado irregularmente de 35 benefícios previdenciários, cujos pagamentos se encontravam suspensos ou inativos.

A intervenção direta do MPF combateu, inclusive, esquema de lavagem de dinheiro transnacional. Com a cooperação do Ministério Público Federal da Suíça, o MPF/MG denunciou e obteve importante condenação na Ação Penal nº 2008.38.00.014531-2, ajuizada contra empresário do setor de combustíveis, dono da Petrominas Importação e Exportação. Para ocultar a origem ilícita da adulteração, os ganhos obtidos com a atividade eram enviados para uma conta corrente na Suíça, sem o conhecimento das autoridades brasileiras. Em agosto de 2007, a conta apresentava saldo superior a 4,5 milhões de dólares norte-americanos.

A vasta atuação investigativa do MPF visa embasar ações penais e civis públicas, em cumprimento à finalidade institucional. O MPF/PA, a título de ilustração, propôs 1.925 ações criminais e cíveis durante o período de 3 anos, todas de investigação direta. Para os procuradores da República no Pará, a PEC coloca em risco concreto a repressão à criminalidade e à corrupção, principalmente em casos envolvendo políticos e administradores públicos, que podem exercer pressão sobre as forças policiais. “Trata-se de uma ofensiva pela impunidade, que só interessa a corruptos e corruptores e deixa a sociedade brasileira desprotegida”, critica o procurador-chefe, Bruno Soares Valente.

Em Roraima, destacou-se o caso em que o MPF/RR precisou apurar diretamente supostos crimes de abuso de autoridade e tortura por parte dos próprios policiais federais, praticados durante a execução da Operação Coiote. Com a PEC 37-A/2011, a intenção é reservar o poder de investigação exclusivamente às polícias federal e civil dos Estados e do Distrito Federal. Conforme defende o procurador-geral da República, é preciso que todos os órgãos públicos investiguem em trabalho de parceria. Segundo Gurgel, impedir a ação investigativa do Ministério Público seria como “amputar” sua missão constitucional.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

"Interesse Público": MPF obtém condenação de 25 acusados no julgamento do Mensalão

Segunda, 29 de outubro de 2012
Do MPF
Ficou comprovada a tese de que o governo comprou apoio político de parlamentares e o chamado mensalão existiu, de fato

O programa Interesse Público desta semana vai mostrar que os ministros do Supremo Tribunal Federal concluíram o julgamento dos crimes da Ação Penal 470, caso conhecido como Mensalão. Agora falta definir as penas dos 25 condenados. A denúncia do Ministério Público Federal sobre o caso foi proposta em 2006 e recebida pelo STF no ano seguinte. Ficou comprovada a tese de que o governo comprou apoio político de parlamentares e o chamado mensalão existiu, de fato.

Veja também que, na Paraíba, os alunos da rede pública estadual do interior enfrentam uma verdadeira maratona para chegarem às salas de aula. É que o transporte escolar está sucateado e muitas vezes caminhões fazem o papel de ônibus. Mas essa prática precisa acabar, segundo decisão da Justiça Federal que atendeu pedido do MPF. O objetivo é evitar riscos a crianças e adolescentes.

A Copa de 2014 está cada vez mais próxima e as obras, em todo o Brasil, seguem em ritmo acelerado. Para o Ministério Público Federal, um requisito básico para o sucesso do evento internacional é a segurança. Um grupo de trabalho fiscaliza o uso do dinheiro público destinado ao policiamento da competição e cobra eficiência do governo federal.

Em Goiás, o Ministério Público Federal cobra transparência do Incra com relação à política de reforma agrária no estado. A intenção é organizar o sistema de distribuição de terras para atender as 12 mil famílias que esperam ser beneficiadas.

Confira ainda que uma portaria, publicada pela Advocacia Geral da União, para unificar as normas sobre demarcação de terras indígenas no país gerou polêmica e causou revolta entre os índios. Integrantes de várias tribos do Brasil pediram a ajuda do Ministério Público Federal. Depois das reclamações, a portaria foi suspensa até que o Supremo Tribunal Federal se manifeste definitivamente sobre o caso Raposa Serra do Sol.

Onde assistir - O Interesse Público é uma revista televisiva semanal produzida pela Procuradoria Geral da República, em parceria com a AP Vídeo Comunicação e colaboração das unidades do MPF nos estados. O programa inédito é transmitido pela TV Justiça na terça-feira, ao meio dia, com reapresentações na quinta-feira, às 7 horas; no sábado, às 13 horas; e na segunda-feira, às 19 horas.

Você pode conferir o Interesse Público em tempo real, no site da TV Justiça (www.tvjustica.jus.br). As reportagens podem ser revistas no site da PGR (www.pgr.mpf.gov.br) link “Interesse Público” ou na página do MPF no Youtube (www.youtube.com/tvmpf). Envie críticas e sugestões pelo endereço eletrônico interessepublico@pgr.mpf.gov.br.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

TRF1 rejeita recurso de juiz federal do Amapá

Terça, 11 de setembro de 2012
Do MPF
Com a decisão, João Bosco Costa Soares da Silva está definitivamente afastado do julgamento da ACP da hidrelétrica de Ferreira Gomes
 
Por unanimidade, a Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) rejeitou recurso do juiz federal João Bosco Costa Soares da Silva, titular da 2ª Vara da Seção Judiciária do Amapá. O magistrado tentava anular decisão que o considerou suspeito para julgar ação civil pública (ACP) proposta pelo Ministério Público Federal no Amapá (MPF/AP) e Ministério Público do Estado do Amapá (MP/AP).

A decisão unânime, publicada no Diário da Justiça Federal da Primeira Região (e-DJF1) em 30 de agosto, afasta definitivamente o juiz federal João Bosco Costa Soares da Silva do julgamento da ACP. Na ação, o MPF/AP e MP/AP pedem a suspensão das licenças prévia e de instalação da hidrelétrica de Ferreira Gomes.

Impedido de dar andamento ao processo, o juiz deverá cumprir o determinado pelo TRF1, em novembro de 2011, quando foi considerado suspeito para atuar na ação. Além de ter anulados todos os atos praticados no processo, após o fato gerador da suspeição, o juiz terá de pagar as custas processuais do julgamento. Os autos da ACP serão remetidos a outro magistrado.

Celeridade - Na sexta-feira, 31 de agosto, o procurador responsável pela ação Antônio Carlos Marques Cardoso enviou ofício ao desembargador federal Jirair Aram Meguerian, presidente da Sexta Turma do TRF1. No documento, o membro do MPF pede celeridade nos trâmites administrativos da decisão. O MPF/AP pretende retomar o andamento do processo, parado desde março do ano passado.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Ministério Público busca na Justiça suspensão de hidrelétricas no Pantanal

Segunda, 20 de agosto de 2012
Impacto acumulado de mais de 100 empreendimentos pode causar danos irreversíveis a Patrimônio Nacional
Ministério Público busca na Justiça suspensão de hidrelétricas no Pantanal
Maior planície alagável do mundo pode sofrer danos irreversíveis com hidrelétricas
 
Os Ministérios Públicos Federal (MPF) e Estadual (MPE) de Mato Grosso do Sul ingressaram com ação civil pública na 1ª Vara Federal de Coxim (MS) para suspender a instalação de empreendimentos hidrelétricos no entorno do Pantanal até a realização de estudo sobre o impacto cumulativo das atividades. Atualmente, há 126  empreendimentos instalados ou em vias de instalação e 23 estudos de inventário em análise.

A ação direciona-se contra União, Estados de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso, Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto do Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul (Imasul).

Danos irreversíveis - Pesquisas científicas alertam sobre os riscos da instalação de empreendimentos hidrelétricos na Bacia do Alto Paraguai (BAP). Segundo os pesquisadores, se as hidrelétricas, mesmo as de pequeno porte - chamadas de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) -, forem instaladas na BAP, o ciclo das cheias no Pantanal será alterado, provocando efeitos negativos em todo o bioma, que depende do pulso natural das inundações para ter vida.

Sem o devido estudo do impacto acumulado das atividades e de medidas eficazes para evitar o colapso do sistema, danos irreversíveis podem ser causados ao meio ambiente e às mais de 4 mil famílias que dependem exclusivamente da Bacia para sobreviver. Reflexos ainda devem ser sentidos no turismo, na agricultura e na pesca, além de prejuízos a sítios arqueológicos da região.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Ministério Público Federal instaura inquérito para acompanhar o Programa Minha Casa Minha Vida

Terça, 10 de julho de 2012
Do MPF
Governo federal estaria dando prioridade às famílias que possuem renda acima de R$ 1,6 mil, deixando em segundo plano as famílias com renda menor

O Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF/ES) instaurou inquérito civil público para acompanhar o andamento do Programa Minha Casa Minha Vida. O objetivo é verificar se o programa tem alcançado as finalidades sociais a que se propõe. O inquérito foi instaurado após a veiculação de matérias jornalísticas a respeito das dificuldades encontradas pelo público com renda de até R$ 1,6 mil para receber os benefícios do programa. O Governo Federal estaria dando prioridade às famílias que possuem renda acima desse valor, deixando em segundo plano as famílias com renda menor.