Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

GDF vai gastar cerca de R$100 milhões em propaganda em 2016

Sexta, 22 de janeiro de 2016
Do Blog Brasília, por Chico Santana
O Carnaval de Rua de Brasília está dentre os temas a serem alvo de campanha de propaganda do GDF.
O Carnaval de Rua de Brasília está dentre os temas a serem alvo de campanha de propaganda do GDF.
Por Chico Sant’Anna

Divulgação do carnaval de rua de Brasília é um dos temas previstos para ganhar campanha publicitária do GDF. R$74,340 milhões serão destinados aos meios de comunicação para o pagamento da veiculação das campanhas.

Mesmo com o orçamento apertado, o Governo do Distrito Federal pretende gastar cerca de 100 milhões  de reais em propaganda nesse ano de 2016. O valor exato para as para as ações de publicidade e propaganda é de R$ 99.121.086,00.  Esses valores não incluem as verbas publicitárias das empresas do GDF: Terracap, Ceb, Metrô e Caesb, dentre outras. Também não está incluída a verba de propaganda da Câmara Legislativa do DF. Os recursos serão utilizadas em campanhas de diferentes objetivos. Desde o carnaval de rua da Capital, até o combate ao mosquito da Dengue. Uma das campanhas a serem veiculadas na mídia intitula-se Orgulho de ser brasiliense.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Presidência liderou gastos do governo com publicidade no ano passado

Quinta, 22 de janeiro de 2015
Ao todo, os gastos com publicidade do governo federal atingiram R$ 1,1 bilhão em 2014. O montante é 10% maior do que o desembolsado em 2013.
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Do Contas Abertas
Dyelle Menezes

A Presidência da República ocupou o topo dos gastos com publicidade da administração federal. No ano que fechou o primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, os desembolsos em campanhas chegaram a R$ 210,9 milhões. Os gastos do órgão superaram Pastas com propostas importantes no setor, como o Ministério da Saúde, responsável por campanhas que promovem informação ao cidadão sobre os direitos de acesso aos serviços de saúde.

A maior parcela dos gastos da Presidência foi destinada à publicidade institucional, que tem como meta a divulgação de informações sobre atos, obras e programas governamentais. Essa categoria da despesa somou R$ 161,7 milhões da verba utilizada pela Presidência.

Dentre as campanhas institucionais da Pasta em 2014 está a que visou dar visibilidade e sustentação à atuação do governo federal na realização da Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014, “fortalecendo atributos positivos da imagem do País”. O conceito publicitário adotado foi “A Pátria de Chuteiras vai entrar em campo. Vibra Brasil!!!”, e a campanha contou com filme, spot , vinheta eletrônica, anúncio para revista e jornal, mobiliários urbano e painéis.

Leia a íntegra em:
http://www.contasabertas.com.br/website/arquivos/10493#sthash.CiJi33OG.dpuf

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Educação, jornalismo, publicidade: não se fracassa sozinho

Sexta, 12 de dezembro de 2014
Por Cristiano de Sales* em 09/12/2014 na edição 828
imagem para artigo O
Poderíamos chamar de infeliz o anúncio publicitário que ocupou a página 5 do jornal O Globo de domingo (7/12), que procurava promover políticas educacionais da prefeitura do Rio de Janeiro. Mas não, infelizes somos nós que já passamos, há tempos, da categoria de leitores para a de consumidores e agora para a categoria de mercadorias, conforme ensinou Carlos Castilho, neste mesmo Observatório,quando escreveu sobre a publicidade nativa (ver “Publicidade que parece notícia”). Além de já termos sido coisificados (e olha que nem sou marxista; aliás, precisa ser um para perceber isso?), agora testemunhamos de maneira explícita a concepção que administrações públicas como a do Rio de Janeiro têm sobre o que é educar um povo. Produção em série de pessoas supostamente habilitadas a desenvolver determinadas (e muito bem determinadas!) tarefas. Homogeneização das habilidades; nem sei se podemos falar neste caso em homogeneização do pensamento, pois não dá para confiar que um órgão que promova sua contribuição à educação com anúncios como o acima destacado esteja estimulando algum pensamento em seus produtos, digo, crianças.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Para o GDF o carnaval ainda não acabou. Publicidade com data de validade vencida

Quinta, 6 de março de 2014
Desperdício de dinheiro público
Em propaganda  caríssima nas páginas 7 do Correio Braziliense e do Jornal de Brasília desta quinta (6/3) o governo diz que “O GDF incentiva Carnaval com responsabilidade”, onde “Foliões terão [pasmem!] dois milhões de preservativos à disposição nos postos de saúde do DF”. [Grifo do Gama Livre]
Transcrevo adiante trechos do texto da ‘propaganda’, mas volto para comentar logo em seguida.
 “O Carnaval é uma das festas mais animadas do país e é, também, o período em que as pessoas ficam mais suscetíveis à contaminação de doenças sexualmente transmissíveis. Pensando nisso, o GDF preparou para o Carnaval de 2014 a distribuição de dois milhões de preservativos.”
“De acordo com a Secretaria de Saúde, do total de camisinhas disponíveis para este Carnaval, uma parte será destinada aos sete blocos de rua do DF que vão promover a distribuição dos preservativos para os foliões. Materiais informativo também serão repassados ao público”. [grifo do Gama Livre]
Voltei. Atentem para o fato de que a publicidade foi publicada hoje, 6 de março. Observaram? Uma caríssima publicidade depois da quarta-feira de cinzas, na realidade dois dias após Momo ter ido embora, faz propaganda do governo de coisas que ele diz  que realizará no carnaval. É o ‘terão’, o 'será', o ‘que vão’, e o ‘também serão’. Pode? Por que essa publicação extemporânea. Simples falha da área do GDF que planeja e controla as atividades de publicidade do governo Agnelo? Ou o quê?
Você está achando que publicidade referente ao carnaval de Brasília dois dias após o término das festas de Momo é só o texto publicado no Correio Braziliense (neste caso espaço maior do que um quarto de página) e no Jornal de Brasília (quase página inteira)? Não, Não. Tem mais coisa com prazo de validade vencida.
É uma publicidade do Detran e GDF de quase meia página no Jornal da Comunidade, inserção na página A7 (alguma cabala com o número 7?), publicada também nesta quinta. Com o título “Este ano não vai ser igual àquele que passou”, o texto —só pode— tratar de um carnaval que passou, mas fala sempre no futuro. Veja: “Motoristas: se forem beber, não dirijam. Mulheres: não aceitem ser passageiras de motoristas alcoolizados. E tenham todos um bom Carnaval.” E arremata: “No Carnaval rasque só a fantasia. Preserve a vida.” (grifo do Gama Livre).
Tudo no futuro. É ou não jogar dinheiro fora? Qual a razão dessas publicidades com validade vencida? Ou seriam elas para o carnaval do próximo ano?
Eu, hein!!!

Obs.: Em reunião realizada na última sexta (7/3), portanto praticamente já no carnaval, a equipe de combate à Dengue foi surpreendida com uma proposta inusitada. Receberam, da equipe de DST da Secretaria, cartazes que divulgavam a tal distribuição de camisinhas no carnaval. O material deveria ser afixado nas unidades de saúde. Imaginou? Só a partir da sexta-feira à tarde é que efetivamente as equipes dos postos de saúde, UPAs, e demais unidades de saúde, é que poderiam levar os cartazes para seus locais de trabalho. Trabalhinho bem feito, né?

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

André Duda contraria PT e queima verba de publicidade com os Filippelli

Terça, 25 de fevereiro de 2014
Do Portal Notibras
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  O secretário de Publicidade do Governo do Distrito Federal, André Duda, resolveu redirecionar grande parte da verba publicitária do Palácio do Buriti. De um volume estimado em 300 milhões de reais, cerca de 40% (algo em torno de R$ 120 milhões) vão trilhar um novo caminho.
   A prioridade será para a mídia publicitária exterior (out door e bus door). Trata-se de uma mina de ouro, segundo avaliação do mercado. Um dos donos da chave da porta pertence a Bruno Filippelli, filho do vice-governador Tadeu Filippelli.
   Veículos tradicionais, em particular jornais e emissoras de televisão, manifestaram descontentamento com a medida. Dirigentes do PT também estão contrariados. O temor é o de que Filippelli, direta ou indiretamente, tenha a imagem fortalecida nas ruas, beneficiando o PMDB.
   A decisão de André Duda foi antecedida de uma série de encontros reservados com Léo Valverde, Marcelo Cabrera e o próprio Bruno Felipelli. Nesse trio estão prepostos e parentes diretos do vice-governador.
   Procurados, os empresários que atuam com mídia exterior não retornaram as ligações. O secretário de Publicidade também manteve silêncio. Informações do Palácio do Buriti indicam que André Duda está em viagem ao exterior. Só deve voltar em meados do dia 15 de março.
   Até que André Duda se manifeste, algumas perguntas ficarão no ar:
   1. qual o valor real dos recursos aplicados peloi GDF em mídia exterior?
    2. quais as empresas e que veículos foram contratados para veicular mídia exterior?
    3. que ligações o secretário teria com Léo Valverde, Bruno Filippelli e Marcelo Cabrera?
    4. quais, dentre as agências que atendem ao GDF, contrataram as empresas que atuam com mídia exterior?
   
José Seabra

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

DF terá que depositar em juízo metade do valor dos contratos publicitários referentes a dengue e AIDS

Sexta, 31 de janeiro de 2014
"...no final do ano de 2013, “ao apagar das luzes”, o governo entabulou contratos milionários com as empresas para prestação de serviços de publicidade voltados ao combate à Dengue e à AIDS.  E que os contratos publicitários teriam montante superior ao investimento total do Governo com prevenção e controle de doenças e ações de vigilância ambiental."

Comentário do Gama Livre: Completo absurdo essa situação de gastar mais em propaganda do que no programa de combate à dengue e à Aids.
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Do TJDF 
O juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública determinou, em decisão liminar, que o DF deposite em juízo metade do valor dos contratos firmados com as empresas CCA – Comunicação e Propaganda Ltda e Agnelo Pacheco Criação. A medida liminar tem por objetivo “assegurar a continuidade do serviço público e o ressarcimento ao erário em caso de eventual procedência do pedido de anulação dos contratos proposto pelo MPDFT”, afirmou o magistrado. 

O órgão ministerial ajuizou Ação Civil Pública, com pedido de liminar, em desfavor do Distrito Federal e das empresas CCA – Comunicação e Propaganda Ltda, Agnelo Pacheco Criação e Propaganda e Propeg Comunicação Ltda. De acordo como o autor, no final do ano de 2013, “ao apagar das luzes”, o governo entabulou contratos milionários com as empresas para prestação de serviços de publicidade voltados ao combate à Dengue e à AIDS.  E que os contratos publicitários teriam montante superior ao investimento total do Governo com prevenção e controle de doenças e ações de vigilância ambiental. Requereu a anulação dos contratos, 241; 242 e 243, todos de 31/12/2013 e, liminarmente, a suspensão dos contratos até decisão de mérito. 

Antes de decidir sobre a liminar, o juiz determinou que o DF prestasse informações sobre as irregularidades ventiladas na ação e a suspensão dos pagamentos. 

Em informações, o DF afirmou não ter subsídios para prestar os esclarecimentos solicitados e defendeu a continuidade dos serviços. Pediu que o juiz autorizasse o pagamento de metade dos valores em juízo. 

O MPDFT, por seu turno, requereu a exclusão do pólo passivo da empresa Propeg Comunicação Ltda ao argumento de que o presidente da empresa se negou a assinar o contrato proposto pelo DF, o de número 243/2013. 

O magistrado deferiu a exclusão de empresa Propeg e concedeu em parte a liminar ministerial determinando que metade do valor seja depositado em juízo.   

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Juiz suspende pagamento de contratos de publicidade no GDF

Quarta, 22 de janeiro de 2014
O juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública determinou que o Distrito Federal se abstenha de empenhar, liquidar, pagar, autorizar e repassar por quaisquer meios, recursos públicos para os Contratos nº 01/2013, nº 2/2013 e nº 3/2013, firmados com as empresas Agnelo Pacheco Criação e Propaganda; Propeg Comunicação Ltda e CCA Comunicação e Propaganda Ltda, respectivamente.  A decisão foi dada na Ação Civil Pública ajuizada pelo MPDFT, com pedido liminar, nessa segunda-feira, 20/1, e deve ser cumprida de imediato.

Na ação, o MPDFT questiona a proposta do Governo às empresas de estender os contratos sem a devida licitação.

O juiz determinou prazo de 72h para o DF prestar informações, antes de decidir sobre o pedido liminar. Porém, enquanto isso, os pagamentos dos contratos estão suspensos: “Diante da relevância dos argumentos e da documentação acostada pelo Ministério Público, mormente os valores de pagamentos suportados pelo erário estarem na casa de milhões de reais, com fulcro no Poder Geral de Cautela (art. 798, CPC), determino ao DISTRITO FEDERAL se abstenha de empenhar, liquidar, pagar, autorizar e repassar por quaisquer meios, recursos públicos para os Contratos nº 01/2013 (Agnelo Pacheco Criação e Propaganda); nº 2/2013 (Propeg Comunicação Ltda); e nº 3/2013 (CCA Comunicação e Propaganda Ltda), até a apreciação da liminar”, concluiu.

Processo: 2014011006771-0 

Fonte: TJDF
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Veja a seguir a decisão da Justiça:

Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios - TJDFT

Circunscrição :1 - BRASILIA
Processo :2014.01.1.006771-0
Vara : 113 - TERCEIRA VARA DA FAZENDA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL

DECISÃO INTERLOCUTÓRIA

Vistos etc.

Intime-se o Distrito Federal para se manifestar acerca do pedido de liminar no prazo de setenta e duas horas, nos termos do art. 2º da Lei nº 8.437/92.

Diante da relevância dos argumentos e documentação acostada pelo Ministério Público, mormente os valores de pagamentos suportados pelo erário estarem na casa de milhões de reais, com fulcro no Poder Geral de Cautela (art. 798, CPC), determino ao DISTRITO FEDERAL se abstenha de empenhar, liquidar, pagar, autorizar e repassar por quaisquer meios, recursos públicos para os Contratos nº 01/2013 (Agnelo Pacheco Criação e Propaganda); nº 2/2013 (Propeg Comunicação Ltda); e nº 3/2013 (CCA Comunicação e Propaganda Ltda), até a apreciação da liminar.

Intimem-se.

Brasília - DF, segunda-feira, 20/01/2014 às 15h50.

Juiz JANSEN FIALHO DE ALMEIDA

Processo Incluído em pauta : 20/01/2014

 

terça-feira, 5 de março de 2013

Crianças participam de 80% das decisões de compra da família, aponta instituto

Terça, 5 de março de 2013
Carolina Sarres
Repórter da Agência Brasil
As crianças chegam a participar de 80% das decisões de compra em uma família - do vestido da mãe ao carro, apontam dados estatísticos do Instituto Alana, organização sem fins lucrativos voltado ao direito das crianças e dos adolescentes. Levantamento do instituto indica que, em 60% das compras de automóveis, por exemplo, as crianças são consultadas. Os dados foram apresentados hoje (5) na abertura dos seminários Infância e Comunicação: Marcos Legais e Políticas Públicas, na Câmara dos Deputados.

"Daí a importância desse público ser visto como influenciador e promotor de vendas", explicou o advogado da área de Defesa do Instituto Alana, Pedro Hartung. Ao longo do dia, três meses de debate ainda vão discutir classificação indicativa e proteção da imagem da criança e do adolescente na mídia na Câmara.

Desde o dia 1º de março, estão proibidas ações de merchandising (publicidade indireta inserida em programas, com a exposição de produtos) dirigidas ao público infantil em programas criados ou produzidos especificamente para crianças em qualquer veículo. Há 12 anos, tramita no Congresso o Projeto de Lei 5.921/2001 sobre publicidade e comunicação dirigidas a esse público.

Segundo uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), a criança e o adolescente brasileiros (0 a 17 anos) passam, em média, cerca de cinco horas e dezessete minutos em frente à televisão. Para a diretora associada do Centro de Mídia Infantil Judge Baker, nos Estados Unidos, e autora do livro Criança do Consumo, Susan Linn, o marketing infantojuvenil é um negócio lucrativo. Ela informou que, nos Estados Unidos, são gastos mais de U$ 17 bilhões anualmente.

"Pesquisas mostram que a comercialização da vida das crianças é um fator que contribui para a epidemia da obesidade, a violência entre adolescentes, a sexualidade precoce e o estresse familiar. Além disso, faz que haja a erosão de brincadeiras que envolvem a criatividade, importantes para o desenvolvimento do cérebro, o fundamento do pensamento crítico, do aprendizado e da disciplina", disse Susan.

De acordo com a pesquisadora, crianças norte-americanas de menos de 2 anos chegam a gastar, em média, duas horas por dia na frente de uma tela - assistindo televisão ou a vídeos na internet. Segundo ela, a incidência de horas é ainda mais alta entre crianças de famílias de baixa renda. A diretora defende que o Poder Público empenhe esforços para impor limites ao tempo que as crianças gastam assistindo televisão.

Para a representante da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, Juliana Pereira da Silva, a criança e o adolescente são considerados consumidores por equiparação, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), com a diferença de serem mais vulneráveis.
"Diante de um serviço ou produto, as pessoas são vulneráveis. Isso não tem a ver com a capacidade de discernimento. A violação desses direitos pode ser dar em uma situação que foge ao controle do consumidor ou no caso de um produto que não funciona, por exemplo. Se o adulto é vulnerável, a criança é mais ainda", explicou Juliana.

domingo, 11 de novembro de 2012

Servidores fantasmas existem aos montes por aí. Mas jornais fantasmas é coisa de arrepiar

Domingo, 11 de novembro de 2012
Estranho, muito estranho. Segundo a Folha de S. Paulo deste domingo (11/11) a Presidência da República gastou R$135,6 mil em publicidade oficial em cinco jornais de São Paulo. Até aí nada de mais. O problema é que a grana foi para uma empresa que não publica os jornais. Pior, os cinco jornais não existem. Leia a reportagem da Folha

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Petrobras e oito ministérios ignoram lei que regula divulgação dos gastos com publicidade

 Sexta, 26 de outubro de 2012
Do Contas Abertas
Filipe Marques e Dyelle Menezes
Do Contas Abertas
A Petrobras e oito ministérios desconsideram lei que obriga divulgação na internet de gastos com publicidade. As pastas da Saúde, Cultura, Agricultura, Desenvolvimento Agrário, Justiça, Meio Ambiente, Desenvolvimento e Pesca ignoram a legislação.

A Lei 12.232, de abril de 2010, determina que cada órgão do Poder Executivo, Legislativo e Judiciário divulgue na internet dados relativos à execução contratual, com a publicação dos nomes dos “fornecedores de serviços especializados” (as agências de publicidade) e veículos beneficiados com a verba de publicidade.

Além disso, o parágrafo único do artigo 16 da legislação também determina a divulgação dos valores pagos “pelos totais de cada tipo de serviço de fornecedores e de cada meio de divulgação”.

O governo federal interpreta o trecho destacado como a obrigatoriedade de prestar contas apenas em relação aos gastos totais com as agências de publicidade e cada meio de divulgação, como mídia impressa, rádio e televisão – sem detalhar o recebido por cada veículo específico.

Para o advogado Luis Felipe Silva Freire, a interpretação do governo é errônea e, dentre as possíveis, a menos transparente. Porém, o especialista ressalta que lei é mal redigida e permite diferentes interpretações. “Os órgãos públicos interpretam de maneira mais conveniente para eles. Se não é possível saber quanto cada veículo está recebendo, a lei perde todo o sentido”, afirma.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Mandado de segurança sobre gastos publicitários do governo federal entra em pauta na Primeira Seção do STJ

Sexta, 22 de junho de 2012
Do STJ
A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve julgar no próximo dia 27 um mandado de segurança da Empresa Folha da Manhã contra o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República. A empresa quer que o governo forneça uma série de dados relativos à distribuição de verbas publicitárias pelos órgãos federais, mas o ministro teria se recusado a dar as informações.

A Folha da Manhã (que edita o jornal Folha de S. Paulo) requereu em 10 de março do ano passado detalhes da distribuição publicitária, conforme categoria, tipo de mídia, veículo de comunicação e agência de publicidade. Em resposta ao requerimento, a Secretaria de Comunicação teria informado apenas os dados referentes ao tipo de mídia para o qual foram destinadas as verbas públicas.

A empresa alegou que é inquestionável o interesse público e jornalístico nas informações, tendo em vista que, em 2010, o total de investimentos em mídia destinados pelo governo federal atingiu R$ 1.628.920.472,63. O pedido foi amparado nos artigos 5º, XIV e XXXIII, 37, parágrafo 3º, II, e 220 da Constituição Federal.

Esses artigos garantem o acesso às informações de órgãos públicos que sejam de interesse coletivo e asseguram a liberdade de manifestação, da comunicação e da informação.

A Secretaria de Comunicação informou no mandado de segurança que prestou as informações dentro dos limites de suas atribuições. Segundo ela, a divulgação dos dados requeridos pela empresa Folha da Manhã comprometeria a estratégia de negociação com a mídia.

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República esclareceu ainda que o poder público contrata, por meio de licitação, apenas as agências de propaganda, não mantendo vínculo com os veículos de comunicação.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Transparência de araque

Quarta, 6 de junho de 2012
Do Blog do Pannunzio
Se o objetivo do governo era criar um factóide jurídico,  foi plenamente atingido. A Lei de Acesso à Informação, antes mesmo de entrar em vigor, valeu à Presidente Dilma Rousseff rasgados elogios da secretária de Estado Hillary Clinton. Se era para mudar uma cultura, a Lei de Acesso à Informação não passa de uma daquelas intenções muito boas fadadas a apodrecer no inferno da burocracia.

É a conclusão a que chego depois de passados 21 dias da consulta feita pelo Blog do Pannunzio à PETROBRAS, Banco do Brasil e à Agência Nacional do Petróleo sobre a publicidade que sustenta blogs alugados pelo governo para mover campanhas de difamação contra várias instituições brasileiras e personalidades a elas vinculados.

Apenas a ANP respondeu em tempo hábil à consulta do Blog. A resposta, no entanto, veio incompleta, o que é vedado pela LAI. A despeito disso, considero louvável o fato de ter obtido uma resposta — o que serve como elemento de distinção da agência em relação aos demais consultados.

Seguindo os passos previstos na LAI, o Blog do Pannunzio vai agora recorrer à Controladoria-Geral da União. Caso o silêncio do Banco do Brasil e da PETROBRAS continue, o Blog recorrerá ao Judiciário para fazer valer o que determina a Lei 12.527/2011.

O que disse a ANP
Esta é a resposta da ANP ao questionamento do Blog:

Em atendimento à sua solicitação, informamos que a ANP não dispõe de recursos para aplicação em ações de patrocínio e que o caso em questão é ação de publicidade, cuja execução é feita sempre por intermédio da agência Leiaute Comunicação e Propaganda Ltda., contratada para prestação de serviços de publicidade à ANP. Assim, não existe relação contratual da ANP com a empresa que edita o conteúdo do Blog Conversa Afiada, ou com qualquer outro veículo de divulgação. Toda a contratação de veículos e os pagamentos referentes à publicidade são feitos pela ANP à agência contratada conforme as disposições contratuais e legais. Na ação de publicidade sobre orientações aos consumidores de combustíveis, realizada de 8 a 18/5, em internet, foram programados recursos no valor de R$ 221.199,57 dos quais R$ 126.172,68 foram destinados aos blogs Conversa Afiada/ Paulo Henrique Amorim; O Cafezinho/ Miguel do Rosário; Vio Mundo/ Luiz Azenha; Noblat; Escrivinhador/Rodrigo Viana; George Vidor; Claudio Humberto; Congresso em Foco; Blog do Nassif/ Luis Nassif; Universidade da Juventude; Infojovem e Blog do Itararé, selecionados pela agência em razão de seu perfil informativo, a fim de dar maior capilaridade à mensagem, uma vez que a cobertura da campanha foi dada pelos portais Terra, UOL e Globo, selecionados por serem os principais portais nacionais, segundo dados de pesquisa Ibope Nielsen. A seleção dos blogs considerou a audiência mensal(page views/mês) que possuem, conforme plano de mídia formulado pela agência Leiaute. Destaca-se que todas as ações de publicidade realizadas pela ANP são analisadas e aprovadas previamente pela Secom-PR, atendem rigorosamente ao Decreto nº 6.555, de 8 de setembro de 2008, que dispõe sobre as ações de comunicação do Poder Executivo Federal, bem como à Instrução Normativa nº 2 da Secretaria de Comunicação da Presidência da República – Secom-PR, de 16 de dezembro de 2009, que disciplina as ações de publicidade dos órgãos e entidades integrantes do Poder Executivo Federal. Destaca-se ainda, que a ANP usufrui do desconto negociado pela Secom para todos os órgãos do Governo Federal. Quanto à aferição dos resultados, utilizamos o serviço de Ad Server. Essa plataforma elabora relatórios sobre a campanha com contagem de impressões e cliques. Por fim, a avaliação dos resultados e objetivos alcançados com as campanhas publicitárias consideram ainda os demais canais de comunicação da Agência, em particular o Centro de Relações com o Consumidor- CRC, que indica por meio das manifestações recebidas de consumidores e agentes econômicos o entendimento e a percepção da sociedade sobre o tema da comunicação realizada.

O que a ANP não revelou: 

Qual o montante destinado a cada um dos blogues

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Sabe quanto custa o patrocínio do BB ao volei brasileiro? R$ 165,4 milhões!

Sexta, 18 de maio de 2012
Do Blog do Pannunzio
É isso mesmo. Mais de R$ 165 milhões. Foi quanto o Banco do Brasil pagou, a título de patrocínio, à Confederação Brasileira de Voleibol. O contrato foi firmado em janeiro de 2009 e permanecerá em vigor até dezembro deste ano. Leia a íntegra

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Do Blog do Noblat

Quinta, 26 de abril de 2012 
Suspensa licitação da conta de publicidade do governo de Brasília

O Tribunal de Contas do Distrito Federal suspendeu, há pouco, a licitação da conta de publicidade do governo do Distrito Federal no valor de R$ 150 milhões por ano. Clique aqui e leia a íntegra no Blog do Noblat

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

GDF pretende gastar dinheiro da educação com publicidade, segundo estudo do TCDF

Sexta, 18 de novembro de 2011
Do Blog do André de Moura
A educação é a mola propulsora de um país rumo ao futuro, por meio da educação se constrói a esperança de um dia termos um país com menos desigualdades sociais, com menos miséria, mais democrático e com menos corrupção. Em educação não existe gasto, não existe despesa, existe investimento de retorno certo.

Aos maus governantes, àqueles que sobrevivem da exploração da miséria e ignorância do povo a palavra educação é pior do que uma doença letal. Educação significa fim dos privilégios, das mamatas, das sem-vergonhices que vicejam em nosso seio político.

Veja como um governo trata a questão educacional e terá um norte seguro para avaliar se estamos diante de um governo bom, justo e preocupado com o futuro ou se estamos diante de um governo de déspotas, de vilões e exterminadores do porvir (se eu pudesse, aqui, invocar palavras de baixo calão…).

Normalmente, governos despreocupados com as pessoas e cujo único mote é locupletar-se às custas do sacrifício e da miséria da população preferem gastos com publicidade aos investimentos em educação. É mais fácil convencer e cativar os ignorantes com mídia, com peças publicitárias bonitinhas do que com trabalho. Triste, mas verdadeira, realidade.

No Distrito Federal, segundo apurações preliminares do TCDF, o atual governo, por meio da Lei 4607, de 19 de julho de 2011, abriu crédito adicional à Lei Orçamentaria anual do DF, no valor de R$ 47.000.000,00 para gastos com publicidade. Esta suplementação teve como origem a anulação de dotações, de igual montante, da Secretaria de Estado de Educação.

Em documento produzido pelo Tribunal de Contas do DF, lê-se o seguinte:

Tal procedimento, a princípio, nos parece lesivo ao interesse público uma vez que são notórias as dificuldades inerentes ao sistema educacional local, como por exemplo, a flagrante deterioração de diversas instalações físicas das unidades educacionais. Do montante de R$ 47.000.000,00 suplementados ao orçamento da SEPI, o total de R$ 30.000.000,00 adveio de cancelamento de dotação para a atividade da Secretaria de Estado de Educação denominada “descentralização de recursos financeiros para as escolas do Distrito Federal”, ou seja, um recurso cuja destinação originária seria o repasse direto às unidades educacionais do GDF foi alterado para fins de incremento às despesas midiáticas do Governo.

Grave, gravíssimo, e pior, a alteração da destinação da verba decorreu de lei ordinária específica, portanto, analisada e aprovada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal. Estamos falando da Lei 4607/11.

Por sorte, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas agiu rápido e conseguiu suspender, pelo menos por enquanto, o atentado à educação pública.

O TCDF identificou ainda diversos outros problemas na licitação que pretende justificar gastos totais de mais de R$ 147 milhões do dinheiro público em publicidade.
Veja o documento produzido pelo TCDF: Microsoft Word – 166365.doc

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Terracap pede suspensão de liminar que inviabiliza contrato com empresa de publicidade

Terça, 13 de setembro de 2011
Do STF
A Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) propôs, no Supremo Tribunal Federal (STF), a Suspensão de Segurança (SS) 4478, em que pede a suspensão de decisão liminar da Justiça de primeiro grau que interrompeu a vigência de contrato de publicidade firmado com a Agência Plá de Comunicação e Eventos Ltda., com duração de 12 meses e prorrogável por até 60 meses.

A empresa estatal da estrutura do governo do Distrito Federal alega que depende desse contrato para divulgar suas principais ações, entre elas a licitação de terrenos e a promoção de obras em determinada região do DF. Portanto, a decisão atacada representaria grave lesão à ordem e à economia públicas, tendo em vista as atribuições da Terracap e o prejuízo da suspensão do contrato para suas atividades.

Alega, ainda, violação do parágrafo 3º do artigo 1º da Lei 8.437/92, que veda a concessão de liminar que esgote, no todo ou em qualquer parte, o objeto da ação. E afirma que o artigo 297 do Regimento Interno do STF (RISTF), o parágrafo 1º do artigo 12 da Lei 7.347/85 e o parágrafo 5º do artigo 4º da Lei 8.437/92 preveem a possibilidade de o presidente da Suprema Corte suspender, em despacho fundamentado, a execução de liminar nas ações movidas contra o Poder Público ou seus agentes, a requerimento do Ministério Publico ou da pessoa jurídica de direito público interessada, em caso de manifesto interesse público ou de flagrante ilegitimidade e, ainda, para evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas.

E seria este, segundo a Terracap, o caso deste contrato de publicidade, já em curso desde 2008, após licitação de que participaram 12 empresas e na qual a agência Plá saiu vencedora. Adianta, desde já, que recorrerá ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao STF contra o acórdão da 5ª Turma do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) que ratificou a decisão de primeiro grau.

O caso
O contrato da Terracap com a empresa de publicidade e eventos foi questionado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) em ação civil pública, com pedido de liminar. Entende o MPDFT que o contrato é ilegal, pois prevê duração indefinida, ao permitir uma série de prorrogações.

Após dois anos da propositura da ação, o juízo da 7ª Vara da Fazenda Pública concedeu liminar, suspendendo o contrato. Entretanto, liminar de desembargador do TJDFT, em recurso de agravo de instrumento (AI) lá interposto, suspendeu essa liminar, mantendo a vigência do contrato.

Posteriormente, porém, o plenário da 5ª Turma do tribunal distrital cassou a liminar, voltando a suspender a vigência do contrato em questão.

Diversos recursos contra tal decisão foram rejeitados. Isso levou a empresa pública do DF a interpor SS junto ao STF, antes mesmo de recorrer ao STJ e ao STF, respectivamente pela via de Recursos Especial (RESP) e Extraordinário (RE). A Terracap afirma que tem prazo até o próximo dia 16 para fazê-lo.

Entre outros, a empresa sustenta, ainda, ofensa à Súmula Vinculante nº 10 do STF, segundo a qual “viola a cláusula de reserva de plenário (artigo 97 da Constituição Federal – CF) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte".

E seria este o caso da decisão da 5ª Turma do TJDFT, que teria afastado a incidência de artigos das leis 8.666/93 e 12.232/2010, que tratam de licitações no serviço público, além da Lei 4.680/65, que trata da comissão a ser paga às agências de publicidade por órgãos oficiais.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

É Roriz de novo

Terça, 14 de setembro de 2010
A coisa está ruça para Roriz. Não bastasse as complicações dele com a Lei da Ficha Limpa, e a consequente queda na preferência do eleitor brasiliense, a Justiça acaba de acolher denúncia do Ministério Público do DF (MPDF) contra ele. E também contra o ex-secretário de Comunicação Welington Luiz Moraes e Paulo César Ávila e Silva, conselheiro aposentado do TCDF e candidato a distrital pelo PSC, o partido de Roriz.

A ação do MPDF é contra também a empresa de publicidade Giovanni FCB S/A, e os acusados deverão responder pelos crimes de responsabilidade e de improbidade administrativa. Segundo o MPDF, a Giovanni foi beneficiada por dispensa irregular de licitação de publicidade do GDF. Isso no governo Roriz, iniciado em janeiro de 1999. Mais de seis milhões e 400 mil reais foram pagos à Giovanni.

sábado, 24 de abril de 2010

Gasto de Lula com publicidade sobe 48% em 6 anos

Sábado, 24 de abril de 2010
do jornal O Estado de São Paulo
Desde 2003, início do governo, houve aumento de 1.300% no número de meios de comunicação com propaganda oficial

Rodrigo Rangel / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
A propaganda do governo Luiz Inácio Lula da Silva chegou, no ano passado, a 7.047 veículos de comunicação de todo o País. O número é 1.312% superior ao de 2003, primeiro ano do governo Lula, quando 499 veículos receberam verba para divulgar a publicidade oficial.
De 2003 a 2009, a Presidência da República, ministérios e estatais gastaram R$ 7,7 bilhões com propaganda. Os gastos do ano passado, de R$ 1,17 bilhão, superaram em 48% os R$ 796,2 milhões investidos no primeiro ano de governo.
O aumento expressivo do número de órgãos em que a publicidade oficial é veiculada se deve a uma mudança de estratégia da comunicação do Palácio do Planalto: desde que Lula chegou ao governo, a ordem é regionalizar a propaganda e diversificar as maneiras de fazer o marketing governamental chegar à população. Os veículos que divulgaram publicidade federal em 2009 estão espalhados por 2.184 municípios, contra 182 em 2003.
Valor triplicado. Só com a publicidade institucional da Presidência da República, destinada a difundir a marca e os feitos do governo, foram gastos R$ 124 milhões no ano passado.
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Os milhões gastos em propaganda do GDF não foram capazes de livrar Arruda da cadeia. E nem impedir que a corrupção ganhasse as páginas dos jornais e dos noticiários de TV

Terça, 16 de fevereiro de 2010

O governo Arruda gasta milhões e milhões de propaganda. Propaganda da atuação do Estado numa segurança pública que não funciona, numa educação que se encontra no caos, numa saúde que não tem equipamentos, instrumentos, medicamentos, médicos, enfermeiros, auxiliares. Gasta milhões em propaganda enganosa para dizer que o transporte público está bom, contrastando com a dura realidade de milhares de usuários.
Hoje o jornal Folha de São Paulo publica reportagem denunciando que as empresas de comunicação de Paulo Octávio, o vice do preso Arruda, e no exercício do governo, recebeu em 2009 a bagatela de R$5 milhões e R$200 mil de verbas publicitárias do Governo do DF. A verba embolsada em 2009 corresponde 126 por cento da enfiada nas empresas de Paulo Octávio no primeiro ano de governo de Arruda.
O (des) governo de Arruda gasta em publicidade bem mais do que gasta em investimento com segurança e saúde juntas. Um descalabro administrativo e um sucesso em publicidade. Em 2009 Arruda gastou R$201 milhões do contribuinte na propaganda do seu medíocre governo. Isso considerando apenas os gastos com publicidade realizados pela administração direta, excluídas, portanto, aquela propaganda de fundações e empresas públicas. A CEB, empresa pública, gasta milhões e milhões em propaganda, apesar de ser detentora do monopólio da distribuição de energia elétrica no DF. Esses milhões da CEB e da Caesb não estão incluídos nos R$201 milhões levantados pelo jornal Folha de São Paulo.
Só com propaganda feita pela administração direta, o (des) governo Arruda queimou mensalmente (mensalmente) no ano passado a astronômica soma de R$16 milhões e mais R$750 mil. Isso significa um gasto diário (isso mesmo, diário) de mais de R$583 mil. Se esse dinheiro fosse gasto em saúde, por exemplo, muita gente que morreu nas filas dos hospitais teria sido salva. O governante, com sua insensibilidade, infelizmente, não teve essa visão. Melhor, essa seriedade.