Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Estadão: Imagens e diálogos comprovam farsa de promotora com auxílio de médicos

Quarta, 27 de abril de 2011
Vídeos em poder do Ministério Público revelam como psiquiatra ajuda Deborah Guerner, presa desde a semana passada, a simular doença mental para atrapalhar as investigações que a envolvem no esquema de corrupção do Distrito Federal

Leandro Colon e Felipe Recondo, de O Estado de S.Paulo
Documentos e imagens obtidos pelo Estado revelam como a promotora de Justiça Deborah Guerner, presa desde a semana passada em Brasília, contou com a colaboração de médicos de São Paulo para simular doença mental e atrapalhar as investigações sobre seu envolvimento com o esquema de corrupção no Distrito Federal, conhecido como "mensalão do DEM".


Gravações de encontros dela com o psiquiatra paulista Luis Altenfelder Silva Filho, captadas pelo circuito interno da casa da promotora e apreendidas com autorização da Justiça, mostram detalhes da armação para que ela fosse considerada doente por peritos judiciais.

Leia mais.

Sem comentários

Quarta, 27 de abril de 2011

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado é responsável pelas apurações que envolvam senadores que praticaram atos contra a ética e o decoro parlamentar, devendo propor sanções contra os mesmos. Dentre as sanções, a perda do mandato é uma delas.

Pois bem, vão aí alguns nomes dentre os 15 que comporão esse tal Conselho: Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-Roraima); Gim Argello (PTB-DF), Edison Lobão Filho (PMDB-MA), Valdir Raupp (PMDB-Rondônia). O presidente do Conselho será o sarneysista João Alberto, do PMDB do Maranhão.

STF decide hoje se vaga de suplente na Câmara é do partido ou da coligação

Quarta, 27 de abril de 2011 
 Da Agência Brasil
Débora Zampier - Repórter

O Supremo Tribunal Federal (STF) decide hoje (27) se as vagas de suplentes na Câmara dos Deputados devem ser preenchidas por substitutos do partido ou da coligação. O tribunal já chegou a se posicionar sobre o tema no fim do ano passado, com a maioria dos ministros votando na tese de que a suplência deve ser ocupada por um político do partido. Entretanto, o tribunal estava incompleto na ocasião.

A decisão do plenário acabou sendo sucedida por decisões individuais dos ministros, o que permite uma prévia do placar de hoje à tarde caso ninguém mude de opinião. São favoráveis à tese de que a suplência deve ser do partido os ministros Cezar Peluso, Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e Cármen Lúcia. Do outro lado, estão os ministros Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto e Antonio Dias Toffoli. É desconhecida ainda a posição dos ministros Ellen Gracie e Luiz Fux, que não participaram do julgamento do plenário nem tomaram decisões individuais.

A polêmica em relação ao assunto começou  após julgamento do STF sobre a fidelidade partidária. Em 2007, a Corte entendeu que o deputado que troca de partido no meio da legislatura – salvo algumas exceções - perde o direito à vaga, que é do partido.

Os defensores da tese de que a suplência deve ser preenchida por político da coligação afirmam que esse é um instituto que não perde efeito automaticamente após as eleições. Um dos argumentos é que mesmo após o pleito, somente as coligações podem entrar com ação na Justiça Eleitoral para contestar algum fato do pleito que disputaram.

Ainda há a possibilidade de o tribunal decidir que, caso vença a tese de que a suplência é do partido, a regra só tenha validade a partir de 2012, quando o procedimento já for conhecido dos políticos que disputarem as eleições.

O tamanho da oposição


Quarta, 27 de abril de 2011
Por Ivan de Carvalho
Não me dei ao trabalho de fazer o levantamento exato sobre quantos deputados realmente na oposição têm os partidos oposicionistas representados na Assembléia Legislativa por considerar que isto não seria necessário para a afirmação do que é notório – que são pouquíssimos.

Um exemplo que põe isso a nu é o PMDB. Elegeu uma bancada de seis deputados estaduais, mas três deles já não podem ser considerados oposicionistas e inclusive se dispõem a ingressar no PSD, o novo partido que está sendo fundado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, pelo vice-governador paulista, Afif Domingos e pelo vice-governador baiano, Otto Alencar, entre outros políticos.


A liderança de Otto Alencar sobre a seção baiana do PSD significa que os políticos, incluindo parlamentares, que estão migrando para a nova e ainda futura legenda o fazem com a disposição de apoiar o governo de Jaques Wagner, do PT. É a este governo que a oposição baiana tem de fazer frente, no âmbito estadual. Evidente que, no âmbito nacional, o confronto desigual é com o governo petista da presidente Dilma Roussef.


Assim, vistas as coisas sob o ângulo dessa esqualidez de quadros políticos oposicionistas (houve baixas pesadas na bancada oposicionista baiana na Câmara federal com as eleições, o que se acentuou mesmo depois do pleito com o fenômeno do adesismo pós-eleitoral e a perda, nas eleições, das duas cadeiras de senador que ainda não estavam sob o controle da base política de Wagner), podem os apressados imaginar que os oposicionistas que restaram estão em situação desesperadora. Mas pode não ser exatamente assim.


É provável que neste momento hajam grandes dificuldades de parlamentares e outras lideranças estaduais dos principais partidos da oposição baiana, a exemplo do DEM, PSDB e PMDB e PR (estes dois últimos, oposição somente em nível estadual, mas não federal), segurar as bases municipais remanescentes e atrair novos militantes.


Daí a declarada disposição do deputado democrata ACM Neto e do presidente da seção estadual do DEM, ex-deputado José Carlos Aleluia, de buscar a renovação com a incorporação de novos quadros a serem buscados com o máximo empenho.


Mas tão poucos são os que se mantiveram firmes na oposição em que o eleitorado os colocou que talvez isto os beneficie. Afinal, é muito praticamente impossível, em um regime democrático, chegar-se a algo próximo de um consenso eleitoral, a uma força tão hegemônica que se aproxime da unanimidade. Enquanto o regime for democrático e a democracia for exercitada, isso é inviável.


Então, sempre haverá uma parcela considerável da população, e mais especificamente do eleitorado, que discordará do governo, a ele se oporá e buscará, em eleições, sufragar os candidatos que estejam alinhados com essa discordância, vale dizer, que estejam fazendo oposição.


Como, na atual conjuntura, em nível estadual e em nível da bancada federal, são poucos os parlamentares e outros políticos de destaque, a exemplo do ex-ministro Geddel Vieira Lima, do ex-governador Paulo Souto, do ex-senador César Borges, do ex-deputado José Carlos Aleluia e do deputado João Almeida, do ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, será fácil a essa parcela oposicionista do eleitorado identificá-los e identificar-se com eles. Como o discurso de oposição, na boca de poucos, como os líderes na Câmara e na Assembléia Legislativa, lhes acarretará visibilidade. Uma notoriedade que pode ser importante para eles, pessoalmente, em eleições.
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta quarta.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

A crucificação de Requião

Quarta, 27 de abril de 2011
Roberto Requião, o senador que arrancou o gravador das mãos de um jornalista que o questionava sobre a aposentadoria de R$24 mil como ex-governador do Paraná, chegando inclusive ao cúmulo de apagar o cartão de memória, se comparou ontem, em discurso no plenário do Senado, a Jesus Cristo.
 
Agora o que tem de jornalista torcendo para que Requião seja crucificado...

Vou-me embora pro passado

Quarta, 27 de abril de 2011
Jessier Quirino

terça-feira, 26 de abril de 2011

Brasil desaloja pessoas à força por conta da Copa e Olimpíada, diz a ONU

Quarta, 26 de abril de 2011
Do Estadão

ONU acusa Brasil de desalojar pessoas à força por conta da Copa e Olimpíada

Relatora Raquel Rolnik explicou que já foram feitos múltiplos despejos de inquilinos sem que se tenha dado às famílias tempo para propor e discutir alternativas

GENEBRA - A relatora especial da ONU para a Moradia Adequada, Raquel Rolnik, acusou nesta terça-feira as autoridades de várias cidades-sede da Copa do Mundo e do Rio de Janeiro, que receberá a Olimpíada, de praticar desalojamentos e deslocamentos forçados que poderiam constituir violações dos direitos humanos.
"Estou particularmente preocupada com o que parece ser um padrão de atuação, de falta de transparência e de consulta, de falta de diálogo, de falta de negociação justa e de participação das comunidades afetadas em processos de desalojamentos executados ou planejados em conexão com a Copa e os Jogos Olímpicos", avaliou.
Raquel destacou que os casos denunciados se produziram em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Natal e Fortaleza.

A Agência Nacional do Petróleo descobre agora o que o brasiliense já sabia

Terça, 26 de abril de 2011
Da Agência Brasil
ANP vê indícios de formação de cartel na venda de combustíveis em Brasília e São Luiz

Nielmar de Oliveira - Repórter
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) encaminhou nesta terça-feira (26) à Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça informações sobre possível formação de cartel no comércio de combustíveis em Brasília e São Luís. A suspeita foi levantada depois da análise do comportamento do mercado no período de janeiro de 2010 a março de 2011, com base nos dados do Levantamento de Preços da ANP.

Segundo nota divulgada pela agência reguladora, nas primeiras duas semanas de março, 111 postos revendedores de Brasília (63% do total) vendiam o litro da gasolina a R$ 2,94, apesar de terem estruturas de custos distintas, como aluguel e gastos com pessoal e equipamento. Nesse período, todos os postos pesquisados no Distrito Federal estavam vendendo gasolina com preços entre R$ 2,94 e R$ 2,95.

Na revenda de etanol, a variação de preços apurada foi ainda menor, chegando a zero em algumas semanas de janeiro e fevereiro de 2011. A ANP informa, ainda, que, nas semanas seguintes, quase todos os postos pesquisados praticavam o mesmo preço para o etanol.

Até meados de março, 98% dos postos vendiam o combustível a R$ 2,25. Na segunda metade do mês, 75% dos postos vendiam a R$ 2,45. E na última semana de março e na primeira semana de abril, 90% anunciavam o etanol a R$ 2,84 o litro.

As informações indicam, ainda, que no dia 30 de março deste ano a ANP já havia encaminhado à SDE e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) indícios de cartel no mercado de revenda em São Luís. Segundo a agência, a variação de preços que, até meados de fevereiro, ficava entre R$ 2,30 e R$ 2,70 por litro, passou para uma faixa de apenas 12 centavos, de R$ 2,70 a R$ 2,82. Também foi constatado que, a partir de 20 de fevereiro, a margem bruta de lucro dos postos de São Luís praticamente dobrou, passando de 20 a 25 centavos para 50 centavos por litro de gasolina comum.

"Os indícios que nos chegam de Brasília são inaceitáveis. Também vamos encaminhar essas informações para o Ministério Público do Distrito Federal e faremos o mesmo no Maranhão", afirmou o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, por meio da assessoria de imprensa.

A ANP, que divulga semanalmente o Levantamento de Preços na página da agência na internet - também está apurando a alta de preços acima da média em outras cidades brasileiras. O levantamento tem como objetivo orientar o consumidor na hora da compra do combustível. Segundo Haroldo Lima, "a despeito do país estar passando por uma fase de desenvolvimento que impactou bastante na demanda de combustíveis, mesmo descontando os problemas advindos com a entressafra do etanol, nada justifica a escalada que está se verificando em algumas grandes cidades".

"Estamos estudando a possibilidade de, nos casos necessários, examinarmos a planilha dos postos revendedores. O consumidor brasileiro não pode ser prejudicado. Com custos tão diferenciados em função das próprias localizações dos postos, é altamente suspeita a uniformidade de preços verificada, por exemplo, em Brasília", afirmou ainda o diretor-geral da ANP.

Banqueiros em festa

Terça, 26 de abril de 2011

O governo de Dilma anunciou hoje (26/4) o superávit primário do governo central Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central— no primeiro trimestre de 2011. Foi de R$25,874 bilhões, superando em R$3 bilhões a meta prevista.

O superávit primário, coisa que só existe no Brasil, e que se presta unicamente para pagar os juros (juros, juros e mais juros) da dívida pública, isto é, a encher as “burras” dos rentistas (banqueiros nacionais e internacionais), sangra a economia do país, retirando dinheiro da saúde, da educação, da segurança, dos investimentos, da Previdência. A Polícia Federal, por exemplo, perdeu 35% do seu orçamento, o que limitará radicalmente suas operações, o que significará festa nas quadrilhas de bandidos. Tanto dos marginais comuns como dos marginais de colarinho-branco.

Para se ter a idéia da fome cada vez maior dos rentistas e da colaboração dos governantes, o crescimento desse troço chamado superávit primário foi de R$17,7 bilhões em comparação ao mesmo período de 2010. De janeiro a março do ano passado o superávit primário, que o governo chama de esforço fiscal —e que representa o arrocho das contas públicas que não seja para pagar juros e dívida — foi de R$8,1 bilhões. Cresceu em 2011 para os tão aplaudidos R$25,874 bilhões.

Explica o governo que essa elevação do superávit primário decorreu de um esforço fiscal no primeiro trimestre de 2011 que segurou o aumento das despesas em apenas 7,1%, enquanto a receita líquida tributária crescia 17,1%. Arrocho nas despesas e aumento da arrecadação penalizando, claro, o cidadão, que viu, por exemplo, os serviços públicos de saúde se deteriorarem ainda mais.

E esse arrocho todo valeu a pena? Claro que não. Valeu a pena somente para a banqueirada. Para se ter uma idéia da encalacrada situação brasileira frente à dívida pública, de primeiro de janeiro até ontem (25/4) foram pagos R$48,725 bilhões só de juros e encargos da dívida. Isso significa que todo o esforço fiscal para juntar dinheiro para pagamento dos juros da dívida representou apenas 53,25% dos juros (falei apenas juros) pagos. O valor que não pode ser pago, pois não sobrou mais dinheiro, foi “rolado”, aumentando o montante da dívida e, por conseguinte, os juros a serem pagos mais adiante.

Até está segunda (25/4) só de amortização e refinanciamento da dívida os gastos já alcançaram os R$214,924 bilhões. Com mais os R$48,725 bilhões de juros efetivamente pagos, chegamos a imoral soma de R$263,649 bilhões. Resumindo, todo o superávit primário deu apenas para pagar 9,181% dos gastos da dívida no primeiro trimestre de 2011.

E o governo Dilma, como o de Lula e anteriormente o do “sociólogo” FHC, nada faz de concreto para solucionar o problema da dívida. Nem sequer se fez a auditoria da dívida, coisa que consta das Disposições Transitórias da nossa Constituição de 1988 —e que é um primeiro passo para equacionar o problema. Lá se vão aí 23 anos de omissão dos governantes e do Congresso.

População da Islândia decide não pagar a dívida de bancos falidos

Terça, 26 de abril de 2011
Da "Auditoria Cidadã da Dívida"

A Folha Online mostra que a Islandia decidiu, com base em um Referendo eleitoral, não pagar a dívida externa, gerada pela irresponsabilidade de bancos que faliram na crise. Conforme mostra o jornal, os executivos de um banco islandês aplicaram dinheiro de clientes ingleses e holandeses em fundos que se mostraram podres, sendo que os governos da Inglaterra e Holanda reembolsaram as perdas a seus cidadãos. Imaginando que o governo da Islândia seria mais um que concordaria em usar dinheiro público para salvar bancos falidos, os governos inglês e holandês mandaram a conta para o governo Islandês pagar.

Inicialmente, os deputados aprovaram este arranjo, porém, o Presidente vetou a medida e consultou a população sobre o pagamento da dívida: 60% dos islandeses disseram não ao pagamento, mostrando que o povo não pagará pela crise provocada pelos próprios bancos.

Vários parlamentares europeus tem apoiado esta decisão do povo, conforme mostra a Folha Online:
“A socióloga portuguesa e deputada do Parlamento Europeu Marisa Matias, por exemplo, disse que "[querem] que famílias paguem por erros de bancos. Os islandeses não entendem assim".

Essa também é a opinião da sua colega eurodeputada Eva Joly (França). "Ninguém debateu se os pagadores de impostos devem resgatar instituições financeiras", escreveu no britânico "Guardian". "Espero que o espírito de luta dos islandeses se espalhe."

Enquanto isso, aqui no Brasil também existe uma dívida que o governo decidiu não pagar. Mas se trata da dívida com os municípios, referentes a obras em andamento ou até mesmo já realizadas, muitas delas necessárias para a população, conforme mostra o Portal G1. O Decreto 7.418 estabelece que os chamados “restos a pagar” de obras dos anos de 2007, 2008 e 2009 somente serão pagos até 30 de abril de 2011. Desta forma, aqueles que não tiverem sido pagos - devido à política de contingenciamento – até esta data serão definitivamente caloteados.

Em suma: o governo dá calote na dívida social para viabilizar o pagamento da questionável dívida financeira.
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Acesse "Auditoria Cidadã da Dívida"

Oposição ensaia planos


Terça, 26 de abril de 2011 
Por Ivan de Carvalho
Escrevi aqui, ontem, que a oposição no Brasil está “desnorteada, quase em ruínas”. Com uma rápida análise da ausência de formulação de estratégias e a presença das disputas, brigas e desajustes no principal partido oposicionista, o PSDB, onde lavra uma luta em busca de espaços e de plataformas que permitam a afirmação, dentro do partido, de candidaturas a presidente da República em 2014.

           Sobre o que era e ainda é o segundo maior partido da oposição, o Democratas, ex-PFL, foi aqui dito que está em colapso, não só pelos pobres resultados obtidos nas urnas de outubro passado como porque esse mau resultado e outros fatores provocaram uma dissenção interna entre a ala que ficou afinal no comando da legenda e a ala minoritária.

Nesta ala minoritária do DEM estão (ou estavam) o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o vice-governador paulista Afif Domingos, o ex-senador catarinense e ex-presidente do PFL, Jorge Bornhausen e o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, a senadora Kátia Abreu e outros políticos menos expressivos ou sem expressividade nenhuma. Essa ala está decidida a fundar um novo partido, o PSD, que se declara “independente”, mas obviamente precisará adotar mais adiante uma posição, pois em política “independente” só existe como coisa provisória.

Diante das dificuldades do PSDB para lidar com seu quadro interno e com um governo esmagadoramente majoritário no Congresso Nacional e diante da crise que leva o DEM a uma situação de colapso ou, na melhor das hipóteses, muito próxima disso, alguns andaram veiculando rumores de que o DEM, ou políticos de responsabilidade na legenda, admitiam a hipótese de fusão do DEM com o PSDB, melhor dizendo, de absorção do DEM pelo PSDB.

Isto, o líder democrata na Câmara dos Deputados, ACM Neto, descartou ontem, em entrevista em Recife. Fusão coisa nenhuma, garante ele. Este é um assunto que não está em pauta. Os dois principais partidos da oposição devem passar por uma renovação, cada um deles pela sua, e saírem por aí procurando gente nova para reforçar as duas legendas em suas bases. Cada um dos partidos buscando seus próprios reforços renovadores nos setores com que tenham mais afinidade. Isto até 5 de outubro, quando termina o prazo para a filiação de candidatos às eleições municipais. Pois tudo isso ele defende que seja feito com a preocupação primeira de saírem fortalecidos das eleições municipais de 2012.

Está muito próximo dessas idéias o presidente estadual do Democratas, ex-deputado e ex-candidato a senador José Carlos Aleluia, que discorreu sobre o assunto no domingo, programa “Entrevista coletiva”, da Rede Bandeirantes. É geralmente um bom programa, infelizmente relegado a horário tardio. Mas não entendo bem esse nome do programa, afinal há sempre apenas um entrevistador. E um entrevistado. Podia ser apenas “Entrevista”.

Aleluia explicou o que deseja para as oposições na Bahia e em Salvador, especialmente, em 2012: Uma coligação formada pelo DEM, PSDB, PMDB, PPS e PR, pelo menos. O candidato a prefeito seria de uma dessas legendas. A candidatura seria de oposição ao que está aí e o que está aí, Aleluia deixou claro, são Jaques Wagner e sua base e o prefeito João Henrique. “O projeto político de Wagner é o mesmo projeto de João Henrique”, afirmou o presidente do DEM, significando, segundo entendi, que mesmo que o governador e o PT tenha candidato próprio e o prefeito tenha um outro candidato, digamos, João Leão, do PP, em essência o projeto político dessas duas forças é o mesmo.

E a oposição está aí, segundo quer o presidente do DEM, José Carlos Aleluia, para desafiá-lo e cumprir seu dever de se opor. E buscar a alternância no poder.
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta terça.
Ivan de Carvalho é jornalista

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Xingamento em briga de trânsito gera indenização por dano moral

Segunda, 25 de abril de 2011
Do TJDF
A Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do DF manteve a sentença do 7º Juizado Especial Cível que condenou rapaz a pagamento de indenização de R$ 250 por danos morais a moça a quem teria ofendido verbalmente por ocasião de uma batida de carro. De acordo com o acórdão, a indenização se deve ao fato de haver destratado a moça com "brado inoportuno na forma de xingamento, causador de humilhação". O rapaz terá que pagar também R$ 486 por danos materiais.


De acordo com o processo, o veículo do rapaz teria colidido na traseira do carro da moça, hipótese na qual, segundo o Código de Trânsito Brasileiro, apenas se exime da culpa aquele que comprovar, de forma cabal e incontroversa, que não deu causa ao acidente. No entanto, ficou demonstrado na análise das provas que a moça diminuiu a velocidade de seu veículo para passar por um quebra-molas e o condutor que vinha atrás não teria reduzido a velocidade e provocado a colisão. As testemunhas ouvidas confirmaram que, após o incidente, o rapaz teria se portado de modo exacerbado, agredindo a honra da moça.


Nº do processo: 2009.01.1.133483-5

Vixi

Segunda, 25 de abril de 2011
Deu hoje no Blog do Edson Sombra

Conversa não republicana
Em conversa na 10ª vara da Justiça Federal o ex-presidente da Câmara Legislativa Leonardo Prudente afirmou ao seu ex-colega de Câmara João de Deus: "Se eu abrir a boca a Câmara cassa Patrício e mais quatro deputados". Referindo-se as matérias publicadas na imprensa sobre a CPI do DFTrans.
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Pedido do Gama Livre: Abra a boca, Prudente! Abra a boca, Prudente!

Carnificina

Segunda, 25 de abril de 2011
Feriadão é sinônimo de centenas de mortes nas estradas brasileiras. Esperar o quê? Estradas em péssimo estado de conservação, quadro insignificante de policiais rodoviários (federais e estaduais), carros de patrulha insuficientes, buracos nas pistas, sinalização inexistente, ausência de acostamento. Tudo contribuindo para a carnificina que ocorre a cada feriadão. Além, claro, do álcool no tanque, não dos carros, mas dos motoristas.

Vacinação contra gripe sazonal começa hoje em todo o país

Segunda, 25 de abril de 2011
Da Agência Brasil
Paula Laboissière - Repórter

A campanha de vacinação contra a gripe sazonal começa hoje (25) em todo o país. Além de idosos com mais de 60 anos e indígenas, também devem receber a dose gestantes, crianças maiores de seis meses e menores de dois anos e profissionais de saúde.

Este ano, a campanha vai imunizar também os grupos contra a influenza A (H1N1) – gripe suína. Isso porque, de acordo com o Ministério da Saúde, a vacina tem como base os três vírus do tipo influenza que mais circularam no ano anterior.

A vacinação segue até 13 de maio e será feita em uma única dose para todos os grupos, com exceção das crianças. Menores de dois anos receberão duas doses, aplicadas em um intervalo de 30 dias.

A orientação do ministério é que quem tem alergia a ovo não receba a vacina. Pessoas com deficiência na produção de anticorpos, por problemas genéticos, imunodeficiência ou terapia imunossupressora, também devem consultar um médico antes de tomar a dose.

A oposição em colapso

Segunda, 25 de abril de 2011 
Por Ivan de Carvalho
A oposição brasileira parece, melhor será dizer que está mesmo, totalmente desnorteada. E quase em ruínas. O que, diga-se de passagem, pois é assunto para outras ocasiões, é muito ruim para a democracia e o exercício do regime democrático.
 
   O principal partido que compõe a oposição, o PSDB, que conseguiu nas urnas de outubro passado os governos de oito Estados, dentre eles os dos dois maiores colégios eleitorais do país – São Paulo e Minas Gerais – está um saco de gatos.
 
   Os tucanos que estão dentro dele, no que menos pensam é em traçar estratégias e táticas para arranhar o governo e o seu partido base, o PT. Preferem usar as unhas uns contra os outros, numa batalha fratricida pela candidatura a presidente da República em 2014 e, secundariamente, pela disputa de espaço político em São Paulo.
 
    A única tentativa até agora feita de prospectar uma estratégia foi o longo artigo sócio-político do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas logo ficou claro que sua proposta não faz em seu partido, de modo que cada um se dispõe a continuar empurrando ou puxando a legenda para sua sardinha e pronto.
 
   José Serra, ex-governador de São Paulo atualmente sem mandato, não está satisfeito em ter sido candidato a presidente da República duas vezes. Quer mais. O senador Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais, que deixou a Serra a chance passada, mas não suou a camisa para ajudá-lo, quer para si mesmo a próxima chance. Vai lutar. Ele, mas o partido, Deus é que sabe.
 
   O presidente nacional da legenda, Sérgio Guerra, foi, de mala e cuia, para o lado de Aécio. Está um horror para os tucanos conseguirem um espaço político para o inconformado José Serra – um espaço, entenda-se, com o qual Serra se conforme.
 
   Desde há muito o segundo mais importante partido da oposição, o Democratas (antes, PFL) está em colapso. Os eleitores não lhe deram refresco, mas o pior foi o “day after”, pois logo após as eleições o principal quadro do DEM, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, vendo que pelo DEM não teria como disputar com chances o governo paulista em 2014, resolveu criar novo partido, que seria formado em grande parte com políticos insatisfeitos no DEM ou ansiosos, outros, por uma via de aproximação com o governo federal.
 
   Isto fez murchar o DEM, inclusive porque o grupo minoritário, mas expressivo, do ex-senador catarinense e ex-presidente da legenda, Jorge Bornhausen, aderiu ao projeto do PSD de Kassab, onde já estava também o vice-governador de São Paulo, Afif Domingos, o outro mais importante político do Democratas em São Paulo.
   
   Ora, apesar de com origem principalmente em políticos de oposição (nem todos), o PSD parece não estar aí para fazer oposição. Kassab começou dando-lhe publicamente uma conotação de legenda governista, “à disposição da presidente Dilma Roussef”, mas não demorou a recuar para a posição de partido “independente”, devido à reação de Afif Domingos, historicamente um liberal tanto política quanto economicamente, e mais alguns. Também o senador Bornhausen, que está conseguindo a adesão do governador democrata Raimundo Colombo, de Santa Catarina, ao PSD, é da linha liberal. E esta não é – declaradamente não é – a linha do governo.
 
   Para onde vai, então, o PSD? Talvez para nenhum lugar, já que, pelo menos até agora, não sabe para onde quer ir. Nem é certo que fique “independente”, uma coisa que existe, em política, mas somente em caráter provisório, enquanto se aguardam os fatos e se analisam os interesses que devem levar a uma opção. O problema do PSD é que uma opção (governista ou oposicionista) pode fracionar o partido, devido à sua composição.
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta segunda.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.
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                                       Google Imagens
                     Pra direita ou mais pra direita, eis a questão.

Endereço de Matuto

Segunda, 25 de abril de 2011
Jessier Quirino, poeta nordestino.

domingo, 24 de abril de 2011

A Cruz e a espada da Justiça

Domingo, 24 de abril de 2011
O Ministério Público Federal pede em ação na Justiça a retirada de símbolos religiosos dos locais públicos federais de São Paulo. A este respeito, veja comentário do frade Demetrius dos Santos Silva.
                                                 Google imagens
Sou Padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo,  por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas.
 
Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião.
 
A Cruz deve ser retirada !
 
Nunca gostei de ver a Cruz em tribunais, onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são vendidas e compradas.
 
Não quero ver a Cruz nas Câmaras Legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte.
 
Não quero ver a Cruz em delegacias, cadeias e quartéis, onde os pequenos são constrangidos e torturados.
 
Não quero ver a Cruz em prontos-socorros e hospitais, onde pessoas (pobres) morrem sem atendimento.
 
É preciso retirar a Cruz das repartições públicas, porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira,  causa da desgraça dos pequenos e pobres.

A invasão americana no Brasil

Domingo, 24 de abril de 2011
Professor titular da UNB, maestro e compositor, Doutor em Estética pela Sorbonne, militante cultural em Brasília e no Brasil, candidato em 2010 a senador pelo Psol do DF, Jorge Antunes está precisando da opinião da população para escrever um libreto da sua nova Ópera de Rua, pois é necessário escolher a principal justificativa que os Estados Unidos vão usar para a invasão norte-americana do Brasil em 2023.

Veja a seguir o pedido de ajuda do maestro.
Você desempata
Por Jorge Antunes
Para escrever o libreto de minha nova Ópera de Rua, é preciso escolher a principal justificativa que os USA vão usar para a invasão norte-americana do Brasil em 2023.


Duas opções estão com empate técnico: as de números 1 e 6.
1- Acabar com as armas de destruição em massa escondidas no Maracanã e na Feira de Caruaru - 18% dos votos
2- Guerra preventiva contra as armas de destruição em missa do PSTU - 5% dos votos
3- Proteger o povo quilombola ameaçado pelas empreiteiras e pela indústria farmacêutica - 5% dos votos
4- Proteger a Amazônia ameaçada de extinção pelos bispos da Igreja Universal - 13% dos votos
5- Proteger a estátua do beatle John Lenon erguida no câmpus da UnB, escondida pelo mato alto - 2% dos votos
6- Proteger a água doce e fazer a transposição, para Washington, das nascentes do Pantanal - 21% dos votos
7- Proteger os animais marinhos do mar profundo, ameaçados pela exploração do pré-sal - 8% dos votos
8- Proteger a população civil ameaçada pela repressão do Coronel Ball Sonário - 2% dos votos
9- Impor liberdade condicional aos corruptos, para não faltar suco dos laranjas no mercado - 10% dos votos
10- Implantar bases militares e novos semáforos em Brasília para combater o anarcotráfego - 10% dos votos
Vamos desempatar?
Vote em:
http://jorgeantunespsol.blogspot.com/

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Comentário do Gama Livre: Essa alternativa 10, onde Jorge Antunes fala de "anarcotráfego" de Brasília, é coisa de maestro. Genial!

Prisão para ladrõezinhos, liberdade para grandes pilantras

Domingo, 24 de abril de 2011
                                           Google Imagens
Até hoje nenhum condenado à prisão no caso do Mensalão do Dem, em Brasília. E também ninguém preso entre os envolvidos no Mensalão do PT, no governo Lula. Muitos ladrõezinhos de manteiga e pão nas padarias e supermercados do Brasil “puxaram” cruéis, e muitas vezes ilegais, dias de cadeia. Isso é o Brasil, isso é a nossa realidade.
                                                              Google Imagens

Miragens

Domingo, 24 de abril de 2011
Os governos, sem exceção, usam dos mais absurdos recursos, para mistificar a opinião pública. Agora, é a obsessão de aumentar a “classe média”, embora não consigam nem definir o que significa aquilo que identificam como “classe média”. Segundo os formuladores do governo Dilma (o que já era propagado e retumbado pelo próprio Lula), 1 mil e 380 reais já é considerado “classe média”. (Hélio Fernandes em artigo de hoje na Tribuna da Imprensa)