Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 4 de outubro de 2024

ELEIÇÕES, GUERRAS, FINANÇAS, MÍDIA ESTUPIDIFICANTE E O FIM DE UMA ERA

Sexta, 4 de outubro de 2024

ELEIÇÕES, GUERRAS, FINANÇAS, MÍDIA ESTUPIDIFICANTE E O FIM DE UMA ERA


Pedro Augusto Pinho*


Este mês de outubro, como lembrou o escritor Ruben Naveira, em artigo no Viomundo (03/10/2024), revelará diferente “october surprise”, que vem acompanhando as eleições estadunidenses.

O mundo ocidental conduzido desde 1980 pelas finanças — sempre é bom lembrar a divulgação do “Consenso de Washington”, em 1989, como a bíblia dos governos pelo mundo afora, que no Brasil foi traduzido pelo controle fiscal — provocou os endividamentos públicos e privados e as guerras, que a farsa do 11 de setembro de 2001, em Nova Iorque, nos mostrou com clareza.

Este mundo ocidental, aí incluído o Japão que nele se insere politicamente e com dados de 2020, tem a dívida impagável que corresponde, de acordo com o Gabinete de Estatísticas da União Europeia (EUROSTAT), a quase duas vezes seu Produto Interno Bruto (PIB). Não se computando aí aquela formada por títulos sem lastro, acolhidos como investimentos pelo sistema financeiro.

Porém, o século XXI trouxe também a conclusão de processos de transformação política, social, econômica, tecnológica que se desenvolviam, desde vinte ou trinta anos antes de 2000, em países continentais como a Rússia e a China, principalmente pelo Oriente, que se pode sintetizar nos BRIC, de 2001, onde apenas o Brasil foi exceção. Hoje, no BRICS ampliado, ainda prevalece a ampla maioria oriental e se lhe pode atribuir, então, ser a voz do “Sul Global”.

De certo modo, exceto para quem se deixa conduzir pela mídia colonizante, lembra o fim da Idade Média, quando o Oriente forneceu tecnologia e produtos para o Ocidente, possibilitando seu enriquecimento com a dominação das Américas. Ver, como exemplo, a trajetória de Marco Polo e sua família.

A mais significativa diferença deste “Sul Global” para os seguidores do Consenso de Washington é a proposta transformadora, inovadora, que mais uma vez vem do Oriente, e a reação bélica, truculenta, para manutenção da riqueza construída por guerras e pela escravidão.

Nas eleições nos Estados Unidos da América (EUA), em novembro deste ano, como nestas municipais, em 05 de outubro, no Brasil, não existe, efetiva e praticamente, uma escolha, uma opção, apenas se configura a intensidade da aplicação do Consenso de Washington, os limites de gastos destinados a atender a população, e na truculência, que a desinformação é parte, e as agressões físicas são as mais visíveis, para manutenção deste sistema excludente e concentrador vigente.

Esta truculência está, por exemplo, nas sanções, embargos, bloqueios, medidas coercitivas unilaterais que o poder financeiro, principalmente mas não apenas pelos EUA, impõe contra os que ousam contestar sua dominação.

Isso se constata flagrantemente em Cuba, Venezuela, Nicarágua, Irã, Síria, República Popular Democrática da Coreia, Burundi, República Democrática do Congo, República Centro-Africana, Rússia, Belarus ou Bielorrússia, e muitos outros, prejudicando fortemente os países menos desenvolvidos e acarretando verdadeiro tiro no pé, quando o país agredido é uma potência como a Rússia.

Há diversas guerras e tentativas de golpes de estado em andamento pelo mundo, viu-se, faz pouco tempo, na vizinha Bolívia e, mais recentemente, na eleição venezuelana, não por mero acaso onde estão as maiores reservas mundiais de lítio e de petróleo num só país, patrocinados principalmente pelos dois países que mais representam o poder financeiro: EUA e Reino Unido (UK).

Porém, aqueles que podem provocar o conflito nuclear, de incalculáveis consequências, acontecem em três agressões. No genocídio do Estado de Israel ao povo palestino e, dentro do projeto sionista subsidiado pelo UK, para domínio de todo Oriente Médio. Na provocação à República Popular da China (China), com uso da ilha de Taiwan, estão os EUA e este traidor da cultura oriental que é o Japão. E na desmoralização europeia, revelando a fragilidade operacional da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), como consequência da Euromaidan ou Revolta de Maidan, há cerca de dez anos, que a mídia estupidificante noticia como invasão da Rússia à Ucrânia, sendo Putin, ditador, e Zelensky, continuando no governo, mesmo tendo encerrado seu mandato e sem previsão de promover eleição, presidente.

sexta-feira, 18 de junho de 2021

Português António Guterres foi reeleito hoje (18/6) para segundo mandato no comando das Nações Unidas

Sexta, 18 de junho de 2021

Da ONU Brasil

  • Reeleito para um segundo mandato à frente das Nações Unidas, o secretário-geral António Guterres reconhece que os desafios a serem enfrentados são enormes, mas que estamos diante de uma nova era.
  • Para ele, a equidade deve começar agora e as vacinas contra a COVID-19 têm que estar disponíveis para todos, tanto nos países desenvolvidos como nas nações em desenvolvimento.
  • Diante do aumento das taxas de pobreza no mundo, Guterres lembra que 55% da população mundial não têm qualquer proteção social e que 114 milhões de empregos foram perdidos. 
  • Ele considera a COVID-19 uma das maiores ameaças já enfrentadas desde a criação da ONU, e convida a sociedade civil, o setor privado e os jovens a um multilateralismo mais inclusivo, interconectado e efetivo.
Para Guterres, a crise da COVID-19 é uma das maiores ameaças já enfrentadas desde a criação da ONU

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, foi reeleito nesta sexta-feira (18) para um segundo mandato à frente da organização. Em seu discurso, ele definiu a si mesmo como um multilateralista comprometido, mas também um português orgulhoso. Um dos principais tópicos abordados foram os desafios enfrentados para a distribuição equitativa de vacinas durante a pandemia de COVID-19.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Dia da Visibilidade Trans: 175 pessoas foram mortas no Brasil em 2020 em razão da transfobia

Sexta, 29 de janeiro de 2021

Da ONU Brasil

  • Pelo menos 175 pessoas trans foram mortas no Brasil no ano passado, em razão da transfobia — um aumento de 41% em relação ao levantamento do ano anterior, colocando o país no triste topo do ranking mundial deste tipo de crime.
  • O número tende a ser ainda maior se considerada a subnotificação dos casos e a falta de dados oficiais.
  • Os dados constam de dossiê divulgado nesta sexta-feira (29), Dia da Visibilidade Trans, pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA).

Pelo menos 175 pessoas trans foram mortas no Brasil no ano passado, em razão da transfobia — um aumento de 41% em relação ao levantamento do ano anterior, colocando o país no triste topo do ranking mundial deste tipo de crime. O número tende a ser ainda maior se considerada a subnotificação dos casos e a falta de dados oficiais. Os dados constam de dossiê divulgado nesta sexta-feira (29), Dia da Visibilidade Trans, pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA).

Saman Ferreira, um homen trans negro de 23 anos e defensor de direitos humanos, relata o medo da violência e das ameaças. “Ninguém nunca me agrediu fisicamente. Não com socos, tapas e coisas assim. Mas a violência verbal que eu sofro constantemente acaba sendo tão dolorosa quanto — e eu já passei por agressões desse tipo em diversos espaços e momentos, como nos ônibus ou em banheiros públicos, por exemplo. Eu sempre tento fugir dessa violência porque tenho medo. Não costumo confrontar, porque eu entendo que por mais que a gente tenha de lutar pelos direitos humanos e, sobretudo pelos direitos das pessoas trans, a gente precisa permanecer vivo pra isso”, conta.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Maranhão leva projeto de combate ao trabalho escravo a todos os municípios do estado

Quinta, 19 de setembro de 2019
Em 2015, o Maranhão foi o primeiro estado a aderir ao projeto “Escravo, Nem Pensar!”. Agora, com a implementação dessa última etapa, será o primeiro a alcançar todos os municípios com ações educativas em escolas estaduais voltadas à prevenção e ao combate ao trabalho escravo.
Da
ONU Brasil
Homem resgatado do trabalho escravo no interior do Maranhão - Foto: Marcello Casal/ABrHomem resgatado do trabalho escravo no interior do Maranhão – Foto: Marcello Casal/ABr
O governo do Maranhão e a ONG Repórter Brasil lançaram na terça-feira (17) a terceira fase do projeto “Escravo, Nem Pensar!”, cujo objetivo é combater e prevenir o trabalho escravo por meio de ações educativas em escolas da rede estadual de ensino.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Brasil fracassou em proteger terras indígenas, diz ONU

Quarta, 3 de maio de 2017
Caso de violência contra indígenas no MA reforçará o debate sobre a demarcação de terras e os recursos para a Funai
Por Noticias ao Minuto Foto: Reprodução/Divulgação
Blog do Sombra
O Brasil "fracassou" em proteger os direitos dos povos indígenas. A constatação foi feita por relatores da ONU em documentos que serão utilizados como base para um exame na sexta-feira, 5, da política de direitos humanos do Brasil, em Genebra. "É motivo de preocupação o fracasso do estado em proteger as terras indígenas de atividades ilegais, especialmente em mineração e madeireiros", indicaram relatores das Nações Unidas, citados no informe distribuído para todos os governos.

sábado, 7 de janeiro de 2017

O Isolamento dos EUA, por Noam Chomsky

Sábado, 7 de janeiro de 2017
Do Esquerda.Net

Noam Chomsky reflete sobre Israel, Trump e a Nova Ordem Mundial, uma aliança entre estados autoritários que se parece estar a estruturar.

Assembleia Geral da ONU

A 23 de dezembro de 2016, o Conselho de Segurança da ONU passou a Resolução 2334 por unanimidade, com a abstenção dos EUA. A Resolução reafirmou "que a política e práticas de Israel em estabelecer colonatos na Palestina e outros territórios Árabes ocupados desde 1967 não tem legitimidade legal e constitui uma séria obstrução para alcançar uma paz justa e compreensiva no médio oriente. Chama novamente Israel, como país ocupante, a cumprir escrupulosamente a Quarta Convenção de Genebra (1949), a rescindir as medidas anteriores e a desistir de tomar qualquer ação que pudesse resultar numa alteração de estatuto legal ou natureza geográfica e afetar materialmente a composição demográfica dos territórios árabes ocupados desde 1967, incluindo Jerusalém, e, em particular, para não transferir parte da população civil para os territórios árabes ocupados."

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

ONU: falta de água e de tratamento de esgoto afeta principalmente mulheres

Quarta, 23 de novembro de 2016
Flávia Villela - da Agência Brasil
Água
Segundo relatório da ONU, o acesso à água segura e ao esgotamento sanitário não estão disponíveis da mesma forma para homens, mulheres e outras identidades de gêneroArquivo/Agência Brasil
Direito humano fundamental, o acesso à água segura e ao esgotamento sanitário não estão disponíveis da mesma forma para homens, mulheres e outras identidades de gênero, mostra relatório da Organização das Nações Unidas (ONU). O estudo foi coordenado pelo pesquisador brasileiro Léo Heller, que é relator especial sobre o direito humano à água potável segura e ao esgotamento sanitário da instituição. Heller, que também coordena o Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas e Saneamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), contou que verificou que em quase todas as localidades onde há falta ou má distribuição de serviços de saneamento são as mulheres que coletam água para manter a higiene do lar.

sábado, 30 de julho de 2016

Recado ao Lula: Não adianta utilizar instrumentos de revolucionários quando não se é revolucionário

Sábado, 30 de julho de 2016
Do Blog Náufrago da Utopia
Por Celso Lungaretti


Lula sendo libertado do Deops em 1980
Diziam os antigos que, se conselho fosse bom, ninguém dava, vendia. E uma zombeteira canção do Chico Buarque (vide a janelinha lá embaixo) trata de desconstruir essas pérolas do senso comum.

Mesmo assim, darei um conselho ao Lula, na esperança de contribuir para que ele tenha uma velhice tranquila: não adianta utilizar instrumentos de revolucionários quando não se é revolucionário.

sábado, 16 de julho de 2016

A guerra do Iraque não foi um erro: Foi um crime

Sábado, 16 de julho de 2016
Do Esquerda.Net
Seja o que for que a lei decida, este foi - a partir de qualquer ponto de vista moral - um dos mais graves crimes do nosso tempo. Os responsáveis serão para sempre condenados. Depois de hoje, podemos apontá-los e chamá-los pelo nome. Artigo de Owen Jones, The Guardian.
16 de Julho, 2016
Tony Blair está condenado. Assistimos a branqueamentos por parte do establishment no passado: do Domingo Sangrento a Hillsborough, as autoridades têm conspirado repetidamente para esconder a verdade em interesse dos poderosos. Mas desta vez não. A investigação Chilcot estava a converter-se em alvo de sátira ao demorar um tempo ridiculamente longo para executar uma tarefa; mas Sir John passará sem dúvida à história por ditar o veredicto mais devastador e exaustivo sobre um primeiro ministro moderno.

Nós, que nos manifestamos contra a calamidade do Iraque, não podemos sentir-nos satisfeitos, só tristes por não termos conseguido evitar uma calamidade que roubou centenas de milhares de vidas, entre elas as de 179 soldados britânicos, e que feriu, traumatizou e deslocou milhões de pessoas, numa catástrofe que cultivou extremismo a um nível catastrófico.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Diretor da ONU demite-se devido a “impunidade” quanto ao rapto de crianças pelos soldados da ONU

Terça, 7 de junho de 2016
Do Esquerda.Net

O diretor de operações do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Anders Kompass, demitiu-se em protesto contra a “ total impunidade” relativamente ao rapto de crianças pelos soldados da ONU registados na República Centro Africana.
7 de Junho, 2016
Foto Flickr
 
"A total impunidade daqueles que abusaram da sua autoridade, em diversos graus, associado à falta de vontade da hierarquia em expressar arrependimento (....) confirma" que a ONU não tem o hábito de tomar medidas, declarou Anders Kompass, citado pela UN Watch.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Pobreza: Chomsky e Naomi Klein encabeçam críticas às metas da ONU

Quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Do ESQUERDA.NET
A cimeira da ONU para o Desenvolvimento Sustentável aprovou 17 objetivos para erradicar a pobreza extrema em 2030. O Esquerda.net publica a carta aberta subscrita por ativistas de todo o mundo a denunciar a inutilidade do documento aprovado com grande pompa no fim de setembro.
15 de Outubro, 2015
Naomi Klein (Foto Peoples' Social Forum/Flickr) e Noam Chomsky (Foto MNE Equador/Flickr).
Carta Aberta às Nações Unidas
No momento em que a ONU e os governos de todo o mundo ratificam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), devemos clarificar que eles não representam os interesses da maioria da população do planeta – aqueles que hoje são explorados e oprimidos sob a atual ordem política e económica.
Os ODS dizem que podem erradicar a pobreza em todas as suas formas até 2030. Mas confiam sobretudo no crescimento económico global para cumprir esta enorme tarefa. Se esse crescimento for parecido ao das últimas décadas, levará 100 anos para a pobreza desaparecer, não os 15 anos que os ODS prometem. E mesmo que isso fosse possível num calendário mais curto, seria preciso aumentar doze vezes o tamanho da economia global, o que, para além de tornar o nosso planeta inabitável, irá obliterar quaisquer avanços contra a pobreza.
Em vez de dissimularmos esta evidente loucura com falsas esperanças, devemos começar por abordar dois problemas decisivos: a desigualdade de rendimentos e o crescimento interminável.
Se a pobreza é mesmo para ser ultrapassada em 2030, então muita da melhoria na situação dos empobrecidos deve vir da redução da enorme desigualdade que se acumulou nos últimos duzentos e tal anos. O 1% mais rico da humanidade possuirá muito em breve mais de metade da riqueza privada mundial. Seriam apenas necessárias reduções modestas na desigualdade para obter grandes progressos na situação socio-económica da metade mais pobre da humanidade.
Os ODS também falam de reduzir a desigualdade. Contudo, a sua receita é tecnocrática, obscura e completamente desproporcionada face à tarefa em mãos. Por exemplo, o objetivo 10.1 afirma que em 2030 conseguirão “progressivamente alcançar e manter de forma sustentável o crescimento do rendimento dos 40% da população mais pobre a um ritmo maior do que o da média nacional”. É difícil imaginar uma meta menos robusta e ambiciosa. Este compromisso permite à desigualdade crescer sem limites até 2029, desde que a seguir comece a ser reduzida. Os ODS falham portanto em apoiar os únicos meios que podem atingir o seu objetivo declarado de acabar com a pobreza: a redução substancial da desigualdade, a começar já. De facto, eles perpetuam a pobreza extrema e deixam este problema essencial para as próximas gerações.
A outra tarefa fundamental é que os países adotem uma medida saudável de progresso humano; que nos leve não ao cresimento interminável do PIB com base na extração e consumo, mas para o bem-estar da humanidade e do planeta no seu todo. Aqui há muitas escolhas possíveis e todas foram ignoradas nos ODS. Ao invés, o Objetivo 17.9 apenas diz que irão, “até 2030, aumentar as iniciativas existentes para desenvolver medidas do progresso do desenvolvimento sustentável que complementem o produto interno bruto [PIB]”. Outro desafio urgente empurrado para a próxima geração.
É possível vencer a pobreza de uma forma que respeite a Terra e ajude a enfrentar as alterações climáticas. O planeta é abundante em riqueza e a sua população infinitamente engenhosa. Mas para o fazer temos de estar preparados para desafiar a lógica do crescimento infinito, da ganância e destruição inerente ao capitalismo neoliberal.
Está na hora de perspetivar um novo sistema, baseado na justiça social e na simbiose com o mundo natural. Tal como estão formulados, os ODS só nos desviam a atenção da necessidade de resolver os desafios que enfrentamos.
Noam Chomsky, MIT
Thomas Pogge, Yale University
Naomi Klein, Autora e ativista
Eve Ensler, Dramaturga e ativista
Chris Hedges, Autor e jornalista galardoado com um Pullitzer
Helena Norberg-Hodge, International Society for Ecology and Culture
Anuradha Mittal, Oakland Institute
Tom Goldtooth, Indigenous Environmental Network
Maude Barlow, Autor e ativista dos direitos humanos
David Graeber, London School of Economics
Medha Patkar, National Alliance of People’s Movments, India
Alnoor Ladha, The Rules
Tradução de Luís Branco para o esquerda.net. Ver texto na petição online.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Direitos Humanos: Comitê da ONU critica violência policial contra crianças no Brasil

Sexta, 9 de outubro de 2015
A melhor arma contra a violencia policial eh a camera
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Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil
O Comitê sobre os Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou relatório em que critica a violência policial contra crianças e a discriminação estrutural no Brasil contra negros, indígenas, crianças com deficiência e outras minorias. De acordo com a ONU, o alto número de execuções extrajudiciais por parte da Polícia Militar, milícias e Polícia Civil aumenta conforme a impunidade diante dessas violações torna-se generalizada.
A tortura e desaparecimento forçado de crianças por meio desses agentes também foram reprovados pela organização, que pede a investigação de todos os casos, incluindo os autos de resistência vindos de agentes públicos. Entre os problemas apontados está a grande participação de crianças em conflitos armados e em organizações criminosas, tendo como origem a pobreza, marginalização e o abandono da escola.
Apesar do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte, segundo o comitê, o Brasil apresenta uma das maiores taxas de homicídio infantil do mundo, sobretudo de jovens homens e negros. A remoção forçada de crianças da rua para instituições de jovens infratores sem provas concretas contradiz o Estatuto da Criança e do Adolescente e também é alvo de críticas.
O relatório trata das condições de vida das crianças no Brasil e foi elaborado por 18 peritos independentes da ONU com base em informações fornecidas pelo governo brasileiro e a sociedade civil. Ele parabeniza programas como o Mais Médicos, Bolsa Família e Brasil Sem Miséria, mas destaca a urgência de novas medidas que protejam os direitos das crianças, principalmente as mais vulneráveis, como indígenas, negras e com deficiência.
Apesar de elogiar a adoção de políticas educacionais inclusivas, a organização critica o ensino ainda segregador para crianças com deficiência. O documento também destaca o alto número de adolescentes grávidas, principalmente entre 10 e 14 anos, em situação de vulnerabilidade e critica a criminalização do aborto no Brasil, que vitimiza adolescentes.
O comitê ainda mostrou preocupação com as 250 mil remoções forçadas em razão das obras da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpíadas de 2016, sem compensar os moradores de forma justa, afetando seus meios de vida e o bem-estar e desenvolvimento das crianças.
O relatório completo, em inglês, está disponível na página do Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Saiba Mais


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O Natal na favela (charge de Latuff)


O Natal na favela
“Botei meu sapatinho
Na janela do quintal
Papai Noel deixou
Meu presente de Natal

Como é que Papai Noel
Não se esquece de ninguém
Seja rico ou seja pobre
O velhinho sempre vem
Seja rico ou seja pobre
O velhinho sempre vem”

Como é linda a fantasia, e dura a realidade.

Natal na UPP

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Brasil: Para ONU, redução da maioridade penal poderá agravar violência no país

Segunda, 11 de maio de 2015
Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil
A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou hoje um comunicado expondo sua posição contrária à redução da maioridade penal no Brasil. Tramita no Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC 171/1993) que propõe a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos de idade. Para a entidade, a medida, se aprovada, poderá agravar o problema da violência no país, “com graves consequências no presente e no futuro”.
“Encarcerar jovens de 16 e 17 anos em presídios superlotados será expô-los à influência direta de facções do crime organizado”, diz a nota. A ONU explica que a proporção de adolescentes que atentam contra a vida alheia é pequeno. Dos 21 milhões de jovens no Brasil, 0,013% deles cometeram atos contra a vida.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Ações contra a ONU por epidemia no Haiti ameaçam imunidade legal da organização

Terça, 13 de janeiro de 2015
Danilo Macedo - Repórter da Agência Brasil
Três ações movidas por haitianos contra a Organização das Nações Unidas (ONU) colocam em xeque a imunidade diplomática e legal da entidade e a expõem a um dos maiores constrangimentos internacionais desde a sua criação, em 1945, segundo a advogada e coordenadora do Programa de Cooperação Internacional do Instituto Igarapé, Eduarda Hamann.
Em janeiro de 2010, quando o Haiti foi devastado por um terremoto, milhares de missões de todo o mundo desembarcaram no país com o objetivo de ajudar os haitianos a se recuperar do desastre. Além da destruição do terremoto, outra tragédia assolou o país em outubro daquele ano: uma epidemia de cólera, doença que nunca havia sido registrada no país em quase 100 anos. No total, já foram registrados 720 mil casos, o equivalente a 7% da população do país.

sábado, 27 de setembro de 2014

ONU adota resolução que condena fundos abutres


Sábado, 27 de setembro de 2014
Leandra Felipe - Correspondente da Agência Brasil/EBC
O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU)  adotou hoje (26), em Genebra, uma resolução que condena os chamados fundos abutres - como são chamados os fundos especulativos que compraram títulos da Argentina. O texto aprovado por 33 votos a favor, 5 contra (incluindo o voto dos Estados Unidos) e 9 abstenções.
O texto "condena as atividades dos fundos abutres pelos efeitos negativos diretos que exercem sobre a capacidade dos governos de cumprir suas obrigações em matéria de direitos humanos - sobretudo os direitos econômicos, sociais e culturais e o direito ao desenvolvimento - e o pagamento da dívida a esses fundos em condições predatórias".

domingo, 13 de abril de 2014

ONU: 50 mil pessoas foram assassinadas no Brasil em 2012. Isto equivale a 10% dos homicídios no mundo

Domingo, 13 de abril de 2014
Da ONU



Manifestação dos movimentos sociais em frente ao Fórum Cível de Marabá, no Pará, contra os assassinatos. Foto: Mídia Ninja (CC BY-SA)
Manifestação dos movimentos sociais em frente ao Fórum Cível de Marabá, no Pará,
contra os assassinatos. Foto: Mídia Ninja (CC BY-SA)
O Relatório Global sobre Homicídios 2013, lançado mundialmente nesta quinta-feira (10), pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), revela que, somente em 2012, foram registrados 50.108 homicídios no Brasil, número equivalente a pouco mais dos 10% dos assassinatos cometidos em todo o mundo, que foram 437 mil.  De acordo com o documento, o Brasil apresenta estabilidade no registro de homicídios dolosos, mas o país ainda integra o segundo grupo de países mais violentos do mundo. O cenário de estabilidade no plano nacional contrasta com as disparidades no nível subnacional.

As taxas de homicídio declinaram nos estados do Rio de Janeiro (29%) e São Paulo (11%), mas cresceram no norte e nordeste do País, com destaque para a Paraíba, que registra um aumento de 150%, e Bahia, que contabiliza um aumento de 75% no número de homicídios nos últimos dois anos.O Estado de Pernambuco é uma exceção no Nordeste, com queda de 38.1% na taxa global de homicídios.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Se não tem pão, comam insetos?

Quarta, 22 de maio de 2013
Por Fernanda Melchionna
un-says-eating-insects-could-fight-world-hunger 
 A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou um programa, no dia 13 de maio deste ano, para estimular o consumo de insetos para combater a fome no mundo. Interessante é que a mesma organização em recente estudo, traz que pela primeira vez na história, não existe escassez da produção de alimentos em âmbito mundial e que a produção existente hoje, seria suficiente para alimentar 12 bilhões de pessoas. Ora, como então 18 milhões de pessoas morrem por ano pela falta de alimentos? Ou seja, mais pessoas do que as que moram numa cidade como São Paulo perdem a vida por fome anualmente.

No mesmo dia em que a ONU lançou seu programa, o sociólogo suíço Jean Ziegler, em debate na própria cidade de São Paulo apontou as raízes do problema: as sociedades extremamente desiguais como expressão do modo de produção capitalista e sua concentração. Ele afirmou que 10 empresas controlam a produção de 85% dos alimentos de base comercializados no mundo. Diz ele “O poder político dessas empresas foge ao controle social. 85% dos alimentos de base negociados no mundo são controlados por 10 empresas. Elas decidem cada dia quem vai morrer de fome e quem vai comer”. Sem contar a concentração da terra na mão de grandes latifúndios e a utilização da mesma para a produção de combustíveis, mesmo quando temos 1 bilhão de pessoas que passam fome no mundo.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Conselho da ONU sugere fim de Polícia Militar no Brasil

Quarta, 30 de maio de 2012
Fonte: Estadão.com.br

Recomendação foi apresentada pela Dinamarca em sabatina sobre a situação dos direitos humanos no Brasil 

30 de maio de 2012 | 17h 27

Jamil Chade, correspondente em Genebra

Abolir a Polícia Militar, acusada de execuções sumárias e de violações. A recomendação foi apresentada pela Dinamarca e faz parte das sugestões apresentadas pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU ao Brasil, no marco da sabatina realizada sobre a situação dos direitos humanos no Brasil, na semana passada. Nesta terça-feira, 30, nas conclusões dos trabalhos, a sugestão de acabar com a força policial foi incluída no texto. Leia a íntegra

terça-feira, 13 de março de 2012

Todo cuidado com a Amazônia é pouco: ONU vai criar organismo mundial para o meio ambiente, com poderes punitivos

Terça, 13 de março de 2012
Carlos Newton
Quando a Organização das Nações Unidas aborda a questão do meio ambiente e fala em criar normas e regulamentos para preservação, quase sempre o que está por trás é a questão da Amazônia.

Não pensem que a ONU vai usar essas normas e regulamentos para coibir o monóxido de carbono pelo excesso do uso de veículos nos Estados Unidos ou proibir a instalação de fábricas obsoletas e poluidoras na China e em outros países sem legislação ambiental. Nada disso. Mas em relação à Amazônia, essas normas serão realmente usadas.

Basta analisar as declarações do secretário-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), Sha Zukang, ao anunciar que se pretende a criação de um órgão voltado para o meio ambiente dentro da Organização das Nações Unidas, com poderes punitivos. O assunto é o grande destaque das discussões da conferência, que ocorre no Rio entre os dias 20 e 22 de junho.

Segundo Zukang, há dois entendimentos sobre o assunto. Um deles é o fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que já existe e reúne as principais demandas, discussões e ações do setor.

A segunda possibilidade é transformar o Pnuma em uma organização mundial do meio ambiente. Esse órgão estaria no mesmo nível, por exemplo, de organizações existentes como a Organização Mundial do Comércio (OMC), que trata das regras comércio internacional, ou a Organização Mundial da Saúde (OMS), autoridade que dirige e coordena a ação na área de saúde das Nações Unidas.

“Ambas as propostas estão sobre a mesa. Se houver concordância sobre a segunda, deve estar claro como esta nova agência vai se relacionar com outras organizações já existentes de meio ambiente”, revelou.

É aí que mora o perigo. Imaginem o Brasil submetido a todo tipo de denúncias nessa “Organização Mundial do Meio Ambiente”, se ela funcionar como a OMC, por exemplo, com poderes punitivos. Vai ser um nunca-acabar de denúncias. Não faremos outra coisa a não ser nos defender, embora o Brasil tenha a legislação ambiental mais avançada no mundo, uma realidade que ninguém divulga nem alardeia.

O secretário-geral evitou pronunciar-se sobre a votação do Código Florestal, que está em discussão no Congresso Nacional, mas mostrou que não respeita a soberania brasileira no que diz respeito ao meio ambiente. Ao contrário, Zukang destacou que o assunto, embora esteja na esfera da soberania brasileira, também diz respeito ao resto do mundo. “Todos sabem que a Floresta Amazônica é o pulmão do mundo. E está muito claro que ela pertence ao Brasil. Mas também é claro que o Brasil faz parte do mundo”, disse Zukang, revelando a ponta do iceberg ecológico.

Para ele, embora questões de soberania não se discutam, é preciso saber usar os recursos naturais. “Como usá-los é decisão soberana do governo do Brasil. Mas temos que levar em conta o fato de que moramos em um mesmo planeta. Quando se usa e explora recursos como a floresta, deve se levar em conta os impactos sobre o meio ambiente.”

Para não despertar reações, Zukang enfatizou que não conhece em profundidade o assunto e até fez uma avaliação positiva das ações do governo federal no gerenciamento do setor. “Não sou um especialista em florestas, mas sei que o governo brasileiro está fazendo um bom trabalho”, declarou, explicando que veio ao Brasil para acertar detalhes de logística da Rio+20, incluindo transporte, acomodação e segurança.
Apesar dessa ressalva, todo cuidado é pouco. Com soberania não se pode brincar.

Fonte: Tribuna

terça-feira, 27 de setembro de 2011

HAITI: “Aba Minustah”

Terça, 27 de setembro de 2011
Da Pública Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo
Às vésperas de mais uma renovação da permanência da missão de paz, protestantes pedem a saída das tropas da ONU comandadas pelo Brasil; documentos do Wikileaks confirmam rumores sobre golpe contra Aristide

Por Marina Amaral e Natalia Viana
Três soldados uniformizados seguram com força um rapaz moreno sobre um colchão. Com os braços torcidos por trás das costas, ele recebe um soco e tem sua calça abaixada entre as risadas estridentes do grupo. Um quarto soldado, de pé e sem camisa, abre a braguilha da sua calça camuflada e aproxima o seu pênis do menino, deitado de costas. Ele faz uma expressão de terror; pouco depois, os soldados o soltam, ainda entre gargalhadas.

O vídeo que expõe a tortura e suposto estupro do jovem haitiano por parte de quatro soldados uruguaios, integrantes da força da ONU no Haiti (MINUSTAH), vazou no começo de setembro pela internet, provocando comoção nacional.  O presidente Michel Martelly, condenou veementemente o ato que “revoltou a consciência da nação’, e a porta-voz da missão de paz, Eliane Nabaa, expressou a preocupação de que o “lamentável” episódio possa “impactar nossa relação com os haitianos”. O ministro brasileiro da Defesa, Celso Amorim, ressalvou: “Não se pode contaminar toda a missão de paz por um episódio
específico”.
Para a maioria da população haitiana, porém, o humilhante vídeo é apenas mais um motivo de revolta contra a missão militar da ONU, há tempo demais no país. Enquanto a discussão segue a passos lentos da ONU – na semana passada, o secretário-geral Ban Ki-Moon recomendou a redução de 12 mil soldados e policiais para cerca de 9 mil, voltando à quantidade anterior ao terremoto de 2010, mas uma decisão só vai sair em outubro – as ruas de Porto Príncipe têm sido palco de vigorosos protestos que são difíceis de ignorar.

No dia 14 de setembro deste ano, um protesto contra a presença das tropas da ONU teve início em frente à base militar comandada pelo Brasil em Bel Air. Os cerca de 400 manifestantes que pediam o fim da Minustah foram até a frente do Palácio Presidencial foram  dispersados por diversas bombas de gás lacrimogêneo atiradas pela Polícia Nacional Haitiana (PNH). Outros protestos estão sendo articulados para as próximas semanas.

Na última sexta-feira, falando na ONU, Martelly afirmou sobre os protestos: “Muita gente está fazendo política, pedindo a saída da Minustah porque eles querem criar instabilidade. A Minustah só pode sair quando houver uma alternativa”.

Porém, muito antes do assombro causado pelo vídeo, já era comum ver pelas ruas de Porto Príncipe pichações com os dizeres “abaixo a Minustah” ou “abaixo a ocupação”; e a população se referia desdenhosamente à força comandada pelos brasileiros, apelidada de “pepe blanc”, ou “estrangeiros de segunda mão” – em referência à etnia das tropas composta por nove países latino-americanos, quatro países asiáticos, além das Filipinas e Jordânia, que se juntaram aos “estrangeiros de primeira mão” – Canadá, Estados Unidos e França.

Depois de sete anos no Haiti, com a participação de mais de 13 mil soldados brasileiros, 1 bilhão de reais de gastos do governo, o sentimento dos haitianos é bem diferente do entusiasmo demonstrado no jogo da seleção do Brasil, em agosto de 2004, o marco midiático da missão.“A verdade é que, em geral, a Minustah é vista como uma força de ocupação”, diz Michèle Montas, jornalista haitiana que foi porta-voz do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon.

Uma das promessas de campanha de Martelly, eleito no início desse ano, foi a retirada das forças da ONU no país. Cinco meses depois da posse, porém, o presidente haitiano ainda não conseguiu nem montar o governo – dois nomes propostos para primeiro-ministro foram rechaçados pelo parlamento –, que dirá mandar as tropas embora.

O ministro da Defesa, Celso Amorim, antes de assumir a pasta, também afirmou em um programa de TV que “não fazia sentido” manter as tropas brasileiras no país. Recentemente, já como ministro da Defesa, ponderou: “Não podemos ter uma saída desorganizada que gere uma situação de caos”.

O início de tudo: circunstâncias nebulosas
A ocupação da ONU no Haiti começou assim que o avião militar americano partiu na madrugada de 29 de fevereiro de 2004 levando o presidente Jean-Bertrand Aristide em direção ao exílio. Desestabilizado por meses de greves e protestos, que degeneraram em rebelião armada, Aristide assinou a carta de renúncia em uma reunião, na noite do dia 28,  com representantes diplomáticos da França e dos Estados Unidos.
Até hoje não se sabe exatamente o que aconteceu nesse encontro.

Três dias depois, em uma comunicação por celular de Bangui, a capital da República Centro-Africana, a um amigo em Washington, Aristide afirmou ter sido forçado a renunciar e a deixar o país, “sequestrado por soldados americanos armados”, o que contribuiu, desde o começo, para o ceticismo da população em relação as forças da ONU no país.

Leia a íntegra da reportagem HAITI: “Aba Minustah”