Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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domingo, 8 de dezembro de 2024

Opinião: A falsa democracia e a farsa da participação popular no Pdot do DF

Domingo, 8 de dezembro de 2024

Do Blog do Chico Sant'Anna
Por Doralvino Sena*
Pdot é o Plano Diretor de Ordenamento Territorial, instrumento que orienta a política territorial no Distrito Federal. É o conjunto de normas e diretrizes que orientam a gestão e a produção das localidades urbanas e a expansão urbana e rural do território. É baseado no Estatuto da Cidade, de 2001 e sua versão atual do Pdot é de 2009. Seu objetivo é garantir a geração de emprego e renda, a preservação ambiental e o uso sustentável dos recursos naturais.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

PDOT, um crime contra Brasília, está condenando ex-distritais

Segunda, 8 de maio de 2017
CLDF. Antigo prédio. Final da Asa Norte

Eles merecem a condenação, pois fizeram grande mal a Brasília.
 
Do Blog do Riella / Blog do Sombra
Por Renato Riella
Políticos com quem convivi durante muitos anos e até respeitei, estão sendo condenados pela Justiça, dentro da chamada Caixa de Pandora.
 
Eles merecem a condenação, pois fizeram grande mal a Brasília.
 
São cerca de 20 ex-deputados distritais, que receberam mais de R$ 400 mil cada um para votar um projeto criminoso: o PDOT (Plano Diretor de Ordenamento Territorial do DF).

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

GDF: Reprise de um filme

Segunda, 6 de fevereiro de 2017
Crise hídrica — Resumindo, os parlamentares querem passar uma borracha nas irregularidades fundiárias cometidas no passado e que tanto afetam hoje a crise hídrica que o brasiliense é obrigado a penar.
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Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna
paulo-fona
O jornalista Paulo Fona, ex-porta-voz de Roriz, ex-assessor da governadora gaúcha, Yeda Crusius (PSDB), e da ex-distrital, Jaqueline Roriz (PTB), foi o nome escolhido por Rollemberg para tentar mudar a imagem de governo nesses últimos dois anos de gestão.
Por Chico Sant’Anna
Quem olha pra realidade política candanga tem a sensação de que vê um remake da gestão Agnelo. O debate do futuro de Brasília, via as leis de Uso e Ocupação do Solo – LUOS, do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília – PPCUB e de outras propostas de adensamento urbano do Distrito Federal, repete a crise que levou ao desgaste político de Agnelo Queiroz. Para melhorar a imagem, Agnelo trocou várias vezes seus marqueteiros. O último foi André Duda, ex-assessor de Joaquim Roriz, de José Roberto Arruda e de Rogério Rosso. Rollemberg acaba de nomear seu quarto secretário de Comunicação. O escolhido é o jornalista Paulo Fona, ex-porta-voz de Roriz, ex-assessor da governadora gaúcha, Yeda Crusius (PSDB), e da ex-distrital, Jaqueline Roriz (PTB).
Carteiro
Embora com estratégias e procedimentos diferentes, não foi a falta de competência profissional dos comunicadores que fez passageiras suas estadas  no GDF. Como se diz popularmente, não culpe o carteiro, se a mensagem é ruim.
E ruim tem sido a administração Rollemberg. Cheia de tropeços, de falta de transparência e de sinalizações confusas para a sociedade. Em plena crise hídrica, legislações fundiárias que estão sendo estudadas parecem à opinião pública estarem pouco afeitas aos problemas ambientais e de favorecerem interesses da especulação imobiliária, percebida como responsável pela escassez de água.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Projeto proíbe alteração de uso da quadra 901 Norte do Plano Piloto de Brasília

Sexta, 12 de dezembro de 2014
A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou na tarde desta quinta-feira (11) o projeto de lei complementar nº 22/2011, da deputada Liliane Roriz (PRTB), que proíbe a alteração do uso e do potencial construtivo da quadra 901 da Asa Norte. A proposta foi aprovada em primeiro turno e ainda precisa passar por uma segunda votação.
 
Na justificativa do projeto, a deputada argumenta que o objetivo é "evitar grave agressão ao tombamento de Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade". Os deputados Chico Leite (PT), Olair Francisco (PTdoB) e Arlete Sampaio (PT) se manifestaram a favor da proposta e lembraram manifestações de moradores da Asa Norte contra qualquer modificação da destinação da área, depois de especulações sobre uma possível permissão para construção de um shopping no local.
 
Obras – Os distritais também aprovaram o projeto de lei nº 597/2011, do deputado Olair Francisco, que trata do fornecimento de informações sobre o andamento de obras nas administrações regionais. De acordo com o projeto, as administrações deverão manter em suas sedes documentos e informações sobre as obras em execução para consulta ao público. Entre as informações que devem ser disponibilizadas estão as plantas, memoriais descritivos, custos, empresas responsáveis pelas obras e prazos para conclusão.
Fonte: Luís Cláudio Alves - Coordenadoria de Comunicação Social
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Comentário do Gama Livre: Uma das mais estranha e deformadora proposta que o governo Agnelo/Filippelli tentou impor à Brasília foi, enfim, barrada. Mas não foi só ideia do atual governo. A coisa vem do governo do condenado Arruda.

A proposta de Liliane Roriz foi aprovada ainda em primeiro turno de votação na CLDF, faltando o segundo turno. E lá as coisas mudam no fechar de olhos, especialmente em final de ano e, ainda mais, em final de governo.

Quando se falava em ocupar a Quadra 901 com prédios e outras coisas, os empreiteiros e especuladores imobiliários chegavam a babar. Era mais um filé mignon que o governo estava preparando para eles.

Agora, parece, esse 'projeto' foi afastado e Brasília pode respirar aliviada. Mas não se enganem. É por pouco tempo. Mais cedo ou mais tarde os especuladores e seus fiéis defensores voltarão à carga. O senador Rodrigo Rollemberg foi um parlamentar de Brasília que combateu a mutilação do Plano Piloto. Esperemos que ao assumir o governo do DF em janeiro de 2015 não venha a esquecer a sua luta. 

O coordenador da equipe de transição do governo Rollemberg é o jornalista Hélio Doyle, que no seu blog foi sempre implacável contra o projeto de desfiguração/mutilação da Quadra 901 Norte. 

A luta contra a aberração da ocupação da Quadra 901 foi grande, envolveu brasilienses e entidades comprometidas com a cidade. Do outro lado, empresários conhecidos, e manjados, e alguns políticos carimbados.

Por enquanto Brasília ganha. Até quando?

Memória: 

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

MPDF entra com ação no TJDF requerendo a inconstitucionalidade de mais quatro leis-lambança de distritais; as leis tratam de parcelamento de terras públicas em Planaltina/DF

Segunda, 11 de agosto de 2014
Na última sexta-feira (8/8) o Ministério Público do DF (MPDF) deu entrada na Justiça de mais uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra mais quatro leis-lambança aprovadas pelos deputados distritais.
Na Adin o MPDF requer ao Conselho Especial do TJDF que declare inconstititucionais, com efeitos a partir do início de cada uma, as seguintes leis: 442 e 445  de 2012, e as 759 e 768 do ano de 2002. As quatro estabelecem indices de ocupação e uso do solo para fins de aprovação de parcelamento em Planaltina de forma isolada e desvinculada de estudos urbanísticos e disposições do PDOT (Plano Diretor de Ordenamento Territorial).
Alega ainda o PMDFT que na feitura (e que feitura) das leis os distritais exorbitaram do poder de emenda parlamentar, visto que tais projetos teriam que ser de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo, conforme determina o artigo 6º da Lei Complementar 759. Suas excelências, os distritais, incluíram emendas destinando imóveis públicos preferencialmente a servidores públicos. Tudo isso ofende princípios constitucionais.
As leis questionadas se referem a: Condomínio Itiquira Coohaplan; Condomínio Setor de Mansões Itiquira; Expansão do Setor Residencial Leste – Quadras 21 A e 22 A e Expansão do Setor Residencial Oeste – Quadras I, J e K, localizados na Região Administrativa de Planaltina.

domingo, 27 de julho de 2014

Eleições 2014: nas urnas, o tipo de ocupação urbana que eleitor deseja para Brasília

Domingo, 27 de julho de 2014
Na hora de votar, eleitor brasiliense, ao escolher futuros
mandatários, estará escolhendo o modelo de ocupação
urbana que deseja para o Distrito Federal.
Foto de Bento Viana
Por Chico Sant’Anna
As eleições de 2014 terão um diferencial, em relação aos pleitos passados. As escolhas que os eleitores fizerem para o GDF e para a Câmara Distrital determinarão o modelo de ocupação do solo no Distrito Federal e também da proposta de mobilidade urbana da Capital Federal. Vários projetos de lei e de organização urbana estão em fase de elaboração e análise.

Tanto o governo Agnelo, quanto o governo de Arruda, terminaram com escândalos em relação a propostas de leis e marcos legais que definem os gabaritos (tamanho das construções) e áreas a serem ocupadas pela indústria imobiliária. Com Agnelo foi o PPCUB e a LUOS. Já com Arruda foi a votação do Plano Diretor e de Ordenamento Territorial do Distrito Federal- Pdot-DF (Lei Complementar nº 803/2009).

O Pdot define áreas de expansão habitacional e estratégias de regularização de locais consolidados. Foi exatamente por ocasião da apreciação do Pdot pela Câmara Distrital, que eclodiu o escândalo da caixa de Pandora, o Mensalão do DEM, como ficou popularmente conhecido. Os rumores da época apontavam uma bonificação da ordem de R$ 500 mil para a cada distrital que viesse aprovar o Pdot proposto por Arruda.

De 1987 a 2009, a área urbana do DF cresceu 132%%. O Pdot de Arruda, em vez de reverter, manteve essa tendência. O plano autorizava uma expansão urbana desmedida, muitas vezes superior ao necessário para atender as demandas de moradia da população até 2020, que elimina áreas rurais e acelera a degradação ambiental. Foi este marco jurídico, por exemplo, que aprovou a criação do setor habitacional Catetinho, na região administrativa do Park Way, embora o local seja uma área de proteção ambiental e abrigue as nascentes dos córregos que formam o Lago Paranoá.

Na ocasião, partidos com bancadas na CLDF e que faziam oposição a administração Arruda/Octávio (PT, PDT, PSB e PC do B) se comprometem a questionar a nova lei junto ao Ministério Público do DF e ao Federal e ao Poder Judiciário. Consideravam que o Pdot sentenciava à morte a Área de Proteção de Mananciais do Catetinho e colocava em grande risco as outras APMs, uma vez que dava poderes ao governador de extingui-las via decreto.

Arruda caiu com as imagens dele recebendo dinheiro do Mensalão do DEM. Nas eleições de 2010, apenas o destino do Bairro do Catetinho ganhou evidência nos debates dos candidatos: Roriz propôs a Cidade da Saúde, a candidatura Agnelo (na qual estavam Rollemberg e Pitman) defendia uma nova cidade para 70 mil moradores. O Psol foi o único contra e propunha conservar a área, transformando-a num parque ambiental e vivencial.

Votos apurados, PT, PDT, PSB e PC do B, associados ao PMDB e outros pequenos partidos, assumiram o GDF. Um novo projeto de PDOT é enviado à CLDF, em 2011. A Lei Complementar nº 803/2009 exigia uma atualização, pois 60, dos 1.668 dispositivos foram julgados inconstitucionais, especialmente em relação aos princípios de legalidade e uso social da propriedade.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Adensamento populacional ameaça projeto urbanístico do Gama

Quarta, 23 de junho de 2014
Fonte: Jornal do Síndico
Cidade projetada no início de Brasília com forma de um alvéolo de uma  colméia pelos renomados arquitetos Paulo Hungria e Edson  da Rocha, agora encontra-se com suas áreas verdes ameaçadas pelo GDF através da lei 882 publicada no DODF de 3/6/2014  que pretende vender essas áreas nas pontas das quadras.

A cidade  satélite do Gama-DF  tem sido vítima da especulação imobiliária patrocinada pelo poder público que está na contramão de seus objetivos. Ao invés de proporcionar Qualidade de Vida à população e manter o Bem Comum, está  eliminando-os do cidadão contribuinte  no DF, oficializando atos  que favorecem à especulação imobiliária  para angariar dinheiro  para pagar, certamente  o estádio bilionário construído em Brasília e quem sabe para outros interesses que fogem à ética da administração pública. A mudança da destinação  dos lotes do setor de Indústrias dessa cidade  foi o primeiro passo, aonde grandes torres habitacionais  foram  e estão sendo construídas...Logo na entrada da cidade,  num terreno de uma construtora estão sendo finalizadas 7 torres que vão abrigar uma população de aproximadamente 5.000  pessoas. Pergunta-se aonde foi parar  o estudo de Impacto de Vizinhança  que autorizou a construção desses prédios? Com a resposta o MPDFT [Ministério Público do Distrito Federal e Territórios].

Nesse aspecto de  destruição do projeto original  do Gama, o Jornal do Síndico foi ouvir o arquiteto e urbanista e membro do IAB-Instituto dos Arquitetos do Brasil, Ariomar da Luz  Nogueira, morador dessa cidade, paladino  na defesa de seu projeto original, aonde executou várias obras arquitetônicas.

Para Ariomar as cidades devem ser compactas e não fragmentadas como está acontecendo no Gama. Reforça que a fragmentação urbanística traz danosas consequências  e que o planejamento urbano deve ser feito por um órgão específico composto por  arquitetos e urbanistas e não uma secretaria de Estado que prioriza interesses políticos e financeiros. E completa que qualquer estudo que implica mudanças nesse setor tem que ser feito por arquitetos e urbanistas.” Qualquer adensamento populacional tem que ser muito bem preparado para resistir como adensamento. O PPCUB [Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília] como está sendo conduzido está indo  mais para o adensamento que arrumar Brasília. O Gama há muito tempo tem  sido uma cidade desgovernada, principalmente nessa área urbanística. Cada governo ou deputado que entra quer pegar uma parte da cidade para seus interesses políticos.

LUOS

Acentua Arionar que atualmente um dos maiores problemas  do Gama é a Lei do Uso e Ocupação do Solo que para ele não se sabe se veio para regulamentar, eliminar ou regularizar a questão do PDL  [Plano Diretor Local] que veio em 2006   não como medidas de governo mas política e favorecimento da questão imobiliária como aconteceu com mudança da destinação dos lotes do Setor de Indústria do Gama  e ocupação da área de preservação de manancial com indústrias e prédios públicos, localizada na entrada da cidade. Além disso, cita Ariomar que as 2 vias principais  que são a dos Bombeiros e dos Pioneiros foram invadidas pela ciclovia, dificultando alguns moradores de retirar os veículos das garagens e mostra um projeto seu para  essas  avenidas com ciclovia que não tem relação atrópica e criminosa como  foi feito e  que não proporciona segurança aos  transeuntes e moradores.

“O que existe  hoje de definitivo  em Brasília é uma grande bagunça com relação à LUOS. Eu que sou arquiteto e urbanista de ofício e já vou para a 5ª década   nesse trabalho não estou entendendo o que é de fato a LUOS, porque que ela existe,  essa  Lei de  Uso e Ocupação de Solo. Uso  e  Ocupação de Solo é uma coisa, agora lei determinante eu não entendo. Se ele veio depois do PDL  para regularizá-lo ou se é uma lei que faça com que o uso do solo não seja somente dentro dos lotes ou fazendo manchas urbanísticas nocivas à cidade. LUOS  em qualquer lugar é para definir parâmetros dentro dos lotes e não em áreas verdes e públicas que são  originárias e projetos urbanos específicos permanentes. Mas isso não vem ocorrendo no DF, principalmente no Gama, onde a LUOS tem interferido em áreas públicas como aconteceu na quadra 42 do Setor Leste,  aonde  construíram um estacionamento para beneficiar uma igreja”, destaca  Ariomar enfatizando que por  trás disso tudo está a Terracap que visa mais interesse financeiro e político  que beneficiar à população, leiloando áreas públicas para fazer caixa.

Ariomar   alerta para  o congestionamento  viário do Gama que além  de receber os veículos da cidade, está virando um corredor de passagem de veículos das cidades do Entorno Sul que demandam ao Plano Piloto e outras cidades satélites.

Para o arquiteto e urbanista os governantes de Brasília visam mais interesses políticos que populares  e tudo indica que passam em cima da Justiça como acontece com a ocupação dos becos do Gama por militares e o mesmo pode acontecer com as pontas de quadras.

Ariomar é  também autor de diversas esculturas artísticas expostas em áreas públicas, uma dela é  o famoso Periquito que representa  o principal time da cidade mantido pela Sociedade Esportiva do Gama, exposto no balão de acesso ao Plano Piloto e Taguatinga e à rodovia BR-040. E agora a sua principal luta é tornar o monumento  mais visível uma que vez que  as obras do BRT  reduziram a sua visibilidade. Para ser visto o Periquito tem que ter 4,20m de altura da soleira e a visibilidade de 1,80 a 1,90 metros aonde está no viaduto. Uma campanha está sendo feita nesse sentido.


Pontas de quadras ajardinadas podem dar lugar para imóveis.
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Ariomar em foto antiga na frente de uma das suas esculturas: o  Periquito que agora encontra-se escondido
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Cadê o estudo de Impacto de Vizinhança que autorizou a construção de prédios residenciais no Setor de Indústria? 

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Mais um golpe do GDF. E golpe baixo

Sexta, 27 de junho de 2014
Foto: MAIS UM GOLPE DO GDF

O GDF apresentou dia 25/06,intempestivamente, o PLC 99/2014 e que trata da composição do Conselho de Planejamento - Conplan, cujas atividades estão paralisadas tendo muitas  de suas decisões anuladas. O tão questionado Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico - PPCUB é um deles.O assunto foi à votação em um verdadeiro rolo compressor. A questão foi tão grave que representantes do MPDFT agiram imediatamente no sentido de advertir os parlamentares. O texto do PLC propõe uma nova composição, com escolha prevista de alguns de seus membros conforme regulamentação a ser ainda feita pelo GDF. 

Estranho o fato visto que sempre o Conplan é determinado por meio de Decreto e agora, salvo engano, em um claro golpe jurídico leva a proposta à aprovação dos parlamentares da CL, talvez até para dificultar a ação do Ministério Público que já vem questionando o GDF há muito tempo. 

Prevendo no PLC  o prazo para escolha de alguns de seus representantes até 31 de outubro ele coloca em sua proposta que a atual composição questionada pela justiça permaneça, provisoriamente, atuando na análise de projetos do Governo, ou seja, acelerando aprovações de interesse do Executivo durante os próximos 4 meses. Em sua composição atual apenas 4 ou 5 membros tem se mostrado rígidos em suas intervenções, contrários à projetos danosos à cidade mas sempre vencidos pelo voto dos demais conselheiros que , em geral, votam com o Governo. 

Lastimável que o GDF se aproveite desse momento para tentar mais um golpe contra a sociedade e o interesse público. A proposta foi votada e aprovada em 1º turno mesmo com rejeições de alguns poucos deputados/as mas não foi levada à aprovação em 2º turno. A intervenção do MP deve ter sido fundamental para que isso não ocorresse. Vamos aguardar o desenrolar dos acontecimentos. 
Publicado originalmente em
https://pt-br.facebook.com/urbanistasporbrasilia?filter=3

E o GDF se movimenta para fazer valer a sua vontade a qualquer preço. Que legitimidade há numa gestão dessas que, contra tudo e todos, impõe suas vontades ainda que judicialmente, moralmente e eticamente questionadas?


MAIS UM GOLPE DO GDF


O GDF apresentou dia 25/06,intempestivamente, o PLC 99/2014 e que trata da composição do Conselho de Planejamento - Conplan, cujas atividades estão paralisadas tendo muitas de suas decisões anuladas. O tão questionado Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico - PPCUB é um deles.O assunto foi à votação em um verdadeiro rolo compressor. A questão foi tão grave que representantes do MPDFT agiram imediatamente no sentido de advertir os parlamentares. O texto do PLC propõe uma nova composição, com escolha prevista de alguns de seus membros conforme regulamentação a ser ainda feita pelo GDF. 

Estranho o fato visto que sempre o Conplan é determinado por meio de Decreto e agora, salvo engano, em um claro golpe jurídico leva a proposta à aprovação dos parlamentares da CL, talvez até para dificultar a ação do Ministério Público que já vem questionando o GDF há muito tempo.

Prevendo no PLC o prazo para escolha de alguns de seus representantes até 31 de outubro ele coloca em sua proposta que a atual composição questionada pela justiça permaneça, provisoriamente, atuando na análise de projetos do Governo, ou seja, acelerando aprovações de interesse do Executivo durante os próximos 4 meses. Em sua composição atual apenas 4 ou 5 membros tem se mostrado rígidos em suas intervenções, contrários à projetos danosos à cidade mas sempre vencidos pelo voto dos demais conselheiros que , em geral, votam com o Governo. 

Lastimável que o GDF se aproveite desse momento para tentar mais um golpe contra a sociedade e o interesse público. A proposta foi votada e aprovada em 1º turno mesmo com rejeições de alguns poucos deputados/as mas não foi levada à aprovação em 2º turno. A intervenção do MP deve ter sido fundamental para que isso não ocorresse. Vamos aguardar o desenrolar dos acontecimentos.
Foto: MAIS UM GOLPE DO GDF

O GDF apresentou dia 25/06,intempestivamente, o PLC 99/2014 e que trata da composição do Conselho de Planejamento - Conplan, cujas atividades estão paralisadas tendo muitas  de suas decisões anuladas. O tão questionado Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico - PPCUB é um deles.O assunto foi à votação em um verdadeiro rolo compressor. A questão foi tão grave que representantes do MPDFT agiram imediatamente no sentido de advertir os parlamentares. O texto do PLC propõe uma nova composição, com escolha prevista de alguns de seus membros conforme regulamentação a ser ainda feita pelo GDF. 

Estranho o fato visto que sempre o Conplan é determinado por meio de Decreto e agora, salvo engano, em um claro golpe jurídico leva a proposta à aprovação dos parlamentares da CL, talvez até para dificultar a ação do Ministério Público que já vem questionando o GDF há muito tempo. 

Prevendo no PLC  o prazo para escolha de alguns de seus representantes até 31 de outubro ele coloca em sua proposta que a atual composição questionada pela justiça permaneça, provisoriamente, atuando na análise de projetos do Governo, ou seja, acelerando aprovações de interesse do Executivo durante os próximos 4 meses. Em sua composição atual apenas 4 ou 5 membros tem se mostrado rígidos em suas intervenções, contrários à projetos danosos à cidade mas sempre vencidos pelo voto dos demais conselheiros que , em geral, votam com o Governo. 

Lastimável que o GDF se aproveite desse momento para tentar mais um golpe contra a sociedade e o interesse público. A proposta foi votada e aprovada em 1º turno mesmo com rejeições de alguns poucos deputados/as mas não foi levada à aprovação em 2º turno. A intervenção do MP deve ter sido fundamental para que isso não ocorresse. Vamos aguardar o desenrolar dos acontecimentos. 

















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Leia também:
A Luos não pode ser votada


domingo, 1 de dezembro de 2013

Distritais legislam por suas terras

Domingo, 1º de dezembro de 2013 
"Donos de terras, deputados do DF legislam por seus lotes" é o título de uma das postagens deste domingo do Blog Coluna Esplanada, do portal UOL. Para lê-la, copie e cole o link abaixo na barra de endereço do seu navegador. 

http://colunaesplanada.blogosfera.uol.com.br/2013/12/01/donos-de-terras-deputados-do-df-legislam-por-seus-lotes/

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Boletim de Ocorrência contra o Patrimônio de Brasília

Quarta, 6 de fevereiro de 2013
 
Por Prof. Frederico Flósculo Pinheiro Barreto
Na história desse primeiro Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB) assistimos a episódios impressionantes de truculência governamental – entre as quais destacamos:
 
(a) A sistemática omissão, por parte do GDF, de informações vitais para a cidadania entender, acompanhar e criticar a evolução da proposta de Preservação, que se tornou num verdadeiro “Plano Diretor de Modificações e Fatos Consumados no Urbanismo de Brasília”, que gerou uma representação do MP contra a Secretaria capitaneada por Geraldo Magela, o político urbanista;
 
(b) A impressionante desqualificação de uma das mais importantes e especializadas equipes de planejamento urbano e patrimonial, que fora contratada para elaborar o PPCUB, mas que não obedeceu às diretrizes políticas do GDF – que nada tinham a ver com a preservação do Conjunto Urbanístico, mas com a justificativa de inúmeras irregularidades perpetradas pelos governos passados e presente;
 
(c) A CRIMINALIZAÇÃO DA CRÍTICA AO GDF, uma tentativa escabrosa e desesperada de calar a boca dos urbanistas que tiveram a coragem de criticar a atuação do GDF ao longo do processo de elaboração desse PPCUB, com pelo menos uma notável (por esse ato criminalizador) urbanista do GDF a registrar BOLETIM DE OCORRÊNCIA CRIMINAL contra este crítico aqui.

Neste momento a proposta do GDF para o PPCUB está a tramitar na Câmara Legislativa do Distrito Federal, e sua forma final nada tem a ver com os elevados objetivos traçados para um verdadeiro Plano de Preservação. Não há um traço de relevância para a Educação Patrimonial. Não há responsabilização e habilitação da comunidade no processo de preservação do patrimônio urbano. Todo o poder ao governo e seus apoiadores (imobiliários e famintos por abocanhar espaços físicos da Capital, sobretudo).

sábado, 1 de dezembro de 2012

Os planos do governo para o DF e para você

Sábado, 1 de dezembro de 2012
Do Urbanistas Por Brasilia
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O GDF tem proposto ao longo de 2012 diversos planos, projetos, ações e contratos de longo prazo que irão afetar profundamente a vida da população, a realidade econômica e ocupação urbana do DF. A população do DF é constantemente surpreendida por um festival de siglas e informações que não dão a real dimensão do que está prestes a ocorrer com o DF.

Assim, é fundamental que seja dado conhecimento sobre quais são as diversas decisões e projetos do GDF ocorrendo nesse momento e que estão estão motivando diversos setores da sociedade civil a se organizarem por meio do Movimento em Defesa de Brasília . Informe-se, participe e divulgue!

1) Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB)

Status: aguardando votação na CLDF nas próximas semanas (requerimento de urgência urgentíssima)

Fruto de contratação de uma consultoria privada, o conteúdo do PPCUB foi apresentado para a população de forma pouco didática, em pleno feriado de Corpus Christi, e está prestes a ser aprovado pela Câmara Legislativa. Ninguém sabe dizer com segurança o que está sendo mantido e o que está sendo alterado na área tombada. A Unesco recomendou a suspensão do PPCUB e sua reavaliação, mas o GDF ignora. O Iphan recomendou correções estruturais no conteúdo do documento que também resultariam em sua paralisação, mas o GDF ignora. Que cronograma é esse que o GDF tem que cumprir? Esse documento irá ditar o futuro da capital da República, um Patrimônio Cultural da Humanidade, e tem que ser feito com extremas seriedade e cautela, seja no prazo que for necessário. O PPCUB não está em condições de ser aprovado na Câmara Legislativa e precisamos impedir que isso ocorra de forma açodada nas próximas semanas.

2) Lei de Uso e Ocupação do Solo do DF (LUOS)

Status: aguardando votação na CLDF

Também resultado de contratação de uma consultoria privada, a LUOS complementa o polêmico Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) e propõe diversas alterações nas cidades do DF (aumento de alturas, alterações nos usos permitidos e outros parâmetros que regulam as ocupações das cidades). Elaborada ao mesmo tempo do PPCUB, o que reduziu a participação e discussão com a sociedade, foi encaminhada para a CLDF sem discussões aprofundadas nem a transparência necessária a uma legislação tão importante. Aprovar a LUOS de forma açodada pode acarretar danos irreversíveis a todas as cidades do DF, indistintamente.

3) Parceria Público-Privada (PPP) do Lixo por 30 anos

Status: audiência pública realizada e em processo de contratação

Brasília é a única grande capital brasileira que ainda destina seus resíduos a um “lixão”. Em lugar de resolver a questão de forma exemplar, a polêmica “PPP do Lixo” cria  um monopólio para a iniciativa privada nos próximos 30 anos, sem transparência e com sérios problemas de conteúdo, fere os princípios da gestão participativa e democrática, exclui os grupos sociais envolvidos e depõe contra a eficiência do Estado, a responsabilidade e a economicidade do gasto de recursos públicos(*). Essa PPP está sendo criada sem considerar as diretrizes do Plano de Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos do DF ou da  Lei 12.305/2010, as quais essencialmente definem que a gestão de resíduos sólidos e limpeza urbana deve ser primeiramente discutida com a sociedade para só então haver a decisão por contratação ou PPP. Porque o contrato é de 30 anos se suas condições têm tantas críticas? Porque os especialistas não estão sendo ouvidos pelo governo?


4) Licitação do Transporte Público com contrato para 20 anos

Status: em processo de contratação
A licitação do transporte público feita para um período de 20 anos cria um oligopólio para três empresas que já exploram atualmente o pior transporte público do país, inviabiliza a longo prazo ajustes e correções no contrato, perpetua o transporte público no DF baseado na queima do diesel. É uma solução precária e emergencial que será adotada a longo prazo mas que não considera o transporte do DF como um sistema integrado tampouco as soluções de vanguarda ou comprovadamente eficientes como metrô, VLT, transporte de vizinhança, ônibus elétricos, etc. Trata-se de uma decisão sem a transparência desejada e ignorando alertas de especialistas para um período excessivamente longo que pode inclusive aprofundar a crise do transporte público no DF.

5) Consultoria de Singapura planejando os próximos 50 anos do DF

Status: contrato assinado e trabalhos se iniciando

No segundo semestre de 2012 o Governo do DF apresentou para a imprensa o projeto “Brasília 2060” sem qualquer previsão na legislação (PDOT) ou discussão prévia com a população com quatro eixos principais a serem desenvolvidos: um novo aeroporto internacional e de cargas, um distrito financeiro internacional, um polo logístico e um parque industrial.

Além desses projetos o Brasília 2060 prevê a implantação intensiva de indústrias no DF, considerando de antemão a indústria armamentista! O contrato entre o GDF e a empresa Jurong Consultants, de  Singapura, foi concebido e desenvolvido pela Terracap, e é questionável em termos de como está ocorrendo e do que está sendo proposto. A empresa Jurong, de Singapura (país asiático), sequer conseguiu comprovar a sua notória especialização para justificar a inexigibilidade adotada pelo GDF. A envergadura dos projetos a serem desenvolvidos para o Brasília 2060 criará eixos econômicos e de ocupação que impactarão fortemente a realidade do DF, sem qualquer tipo de justificativa ou demanda da população e ignorando o que já foi definido pelo Plano Diretor de Ordenamento Territorial do DF (PDOT).

6) Sucateamento da Saúde, Educação e Segurança no DF

O GDF tem priorizado as obras do Estádio Nacional e os mega-contratos entregando a gestão do DF a longo prazo para a iniciativa privada e ao mesmo tempo precarizando as atividades de interesse público sob sua responsabilidade. É importante destacar que o DF foi a única unidade da federação que recusou o financiamento (e a fiscalização) do BNDES para a construção de seu Estádio para a Copa do Mundo. Partos nos corredores de hospitais, insegurança generalizada, greves constantes, são realidades que infelizmente estão se tornando rotina para o brasiliense e não podemos assistir a isso tudo sem uma forte reação de retomada dos rumos do DF.

O Distrito Federal precisa urgentemente que ocorra o resgate da qualidade da saúde, educação e segurança que já tivemos um dia, que haja finalmente um sistema transporte público integrado, inteligente, eficiente e modelo para o país, que tenhamos um planejamento das cidades priorizando a qualidade de vida de seus habitantes e não os interesses do mercado imobiliário.

A população do Distrito Federal não deu um cheque em branco para que o DF seja desfigurado ou se transforme em uma mercadoria a ser negociada e por esse motivo continuará divulgando as informações que tem sido pouco consideradas pela mídia.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Durval Barbosa confirma participação de mais um deputado distrital no Mensalão do Dem

Quarta, 12 de setembro de 2012
Do TJDF
Os depoimentos de Durval Barbosa nos processos oriundos da operação da Polícia Federal - Caixa de Pandora revelam pouco a pouco os bastidores das campanhas eleitorais no Distrito Federal. Foi o que aconteceu na audiência de Instrução de Julgamento da ação de improbidade contra Benedito Domingos, realizada pela 2ª Vara da Fazenda Pública do DF, nos dias 11 e 12/9. Na ocasião, o juiz interrogou Benedito Domingos, mais um réu no suposto esquema de corrupção denominado “Mensalão do DEM”; Durval Barbosa, delator do esquema; e as testemunhas Flávio Couri e Rubens Tavares. 

Resumo dos depoimentos:
Benedito Domingos – negou qualquer tipo de envolvimento no esquema 

O primeiro a depor foi o ex-deputado distrital Benedito Domingos que afirmou desconhecer o teor das conversas gravadas pela polícia durante a operação Caixa de Pandora, com a autorização do STJ, nas quais seu nome é citado. Disse desconhecer os motivos que levaram Durval Barbosa a delatá-lo e ter tido conhecimento do esquema por meio da mídia. Negou ter recebido dinheiro das mãos de Durval, de Domingos Lamoglia ou de qualquer outra pessoa pertencente ao governo Arruda. Afirmou que não mantinha relações com Durval, tendo o encontrado apenas em 3 ocasiões. 

O réu fez um histórico de sua vida política: foi deputado distrital de 5/1/2007 a 15/12/2008, pelo Partido Progressista - PP. Antes disso, tentou eleger-se ao cargo de governador do DF, em 2002, ocasião em que rompeu com Joaquim Roriz. Do período de 2002 a janeiro de 2007 não exerceu nenhum cargo público, permanecendo apenas no cargo de presidente do PPS, o qual ocupa até hoje. 

Em relação às eleições de 2006, afirmou ter sido procurado por diversas pessoas que buscavam o apoio político do PP. No entanto, apenas 5 dias antes do fim do prazo para formalização das coligações, 30/6, decidiu apoiar o candidato Arruda, o qual as pesquisas apontavam como vencedor. Formalizou a coligação PP – PSC para disputa do pleito proporcional no ano de 2006 e o apoio à coligação do PFL para disputa do pleito majoritário. O PP passou então à base aliada do governo de Arruda. 

No início de 2007, foi convidado a exercer o cargo de Administrador de Taguatinga e ficou afastado do mandato parlamentar até 2008. Em relação ao PDOT, afirmou não ter participado de sua aprovação, pois na época da votação pela Câmara Legislativa estava na Administração de Taguatinga. Seu suplente, Berinaldo Pontes, votou pelo PP. 

Acusou o delator Durval Barbosa de ter dado dinheiro a vários pastores para apoiar a campanha do irmão dele, Milton Barbosa, para a eleição de deputado distrital de 2006. Afirmou que documento comprobatório dessa acusação foi protocolado à presidência da CLDF durante a CPI que apurou as denúncias da Caixa de Pandora. No entanto, segundo ele, o tal documento não foi apreciado pela comissão e está nos arquivos da Casa Legislativa. Por não ter apoiado a campanha de Milton Barbosa acredita que esse teria sido o motivo pelo qual Durval o delatou. 

Durval Barbosa – revelações bombásticas

O depoimento de Durval Barbosa, por sua vez, foi bombástico. De pronto, afirmou que mantinha relação de amizade com Benedito Domingos, a quem disse conhecer há pelo menos 40 anos, bem como com seus filhos Sérgio, César e Silas Domingos. Como testemunha do MP, reafirmou todas as acusações feitas até então. Afirmou que Benedito Domingos recebia recursos mensais para apoiar Arruda no governo, porém não soube precisar o quantum, já que o deputado, segundo ele, recebia de mais de uma fonte. 

Durval revelou os bastidores da campanha de José Roberto Arruda ao governo do DF, em 2006. Segundo ele, como então Presidente da Codeplan, já em 2003, começou a arrecadar junto às empresas de informática dinheiro para sedimentar a pré-campanha de Arruda.  Esses recursos serviam para comprar o apoio de vários políticos à campanha. Que no período de 2003 a 2006, Benedito Domingos não recebeu recurso em espécie, contudo, em 2005, foi procurado por ele para que atuasse junto à Codeplan para beneficiar as empresas dos filhos dele. Na ocasião, teria afirmado a Durval: “Favorecendo meus filhos você está me favorecendo”. 

Quanto ao apoio à candidatura de Arruda, Durval falou que Benedito foi escorregadio, “como de costume”, pois pretendia obter a melhor proposta. De início, Durval ofereceu R$ 3 milhões pelo apoio, valor que teria sido aceito. Porém, numa reunião no escritório de Renato Malcoti, no 2º andar do shopping Liberty Mall e que servia de bunker para o esquema corrupto, Márcio Machado (outro captador) afirmou que Benedito Domingos estava “jogando duro”. Pedia agora R$ 4 milhões, pois precisava destinar R$ 600 mil ao pastor Ronaldo Fonseca, presidente de outro partido nanico que também “fecharia” com Arruda.  

O pagamento do acordo político, selado em R$ 4 milhões, teria sido feito em três parcelas. A primeira foi entregue a Sérgio Domingos, no gabinete de Durval na Secretaria de Assuntos Sindicais, no SIA.  Cerca de U$1 milhão, cuja cotação não soube precisar, acondicionados dentro de uma maleta. Depois de receber o dinheiro, Sérgio deu carona a Durval num automóvel azul “confortável, no qual se encontrava Benedito.

Além dessa quantia, Benedito ainda teria apresentado a conta de R$ 2 milhões para patrocínio da própria campanha a distrital e para “fomento” da campanha de outros candidatos do PP. 

Após o episódio, Arruda pediu a Durval que “envidasse todos os esforços” para a candidatura de Berinaldo Pontes, também do PP, pois este era “mais barato” que Benedito, cuja estrutura era “muito cara”. 

Em relação à “ajuda mensal” ao então deputado distrital em troca de apoio ao governo, Durval afirmou que não era ele quem fazia o pagamento, por isso não saberia precisar o valor. Soube, porém, que Benedito recebia de mais de uma fonte, entre elas o conselheiro do TCDF Domingos Lamoglia, também arrecadador/pagador do esquema. Durval confirmou que Benedito recebeu R$ 420 mil para apoiar o PDOT, já que, apesar de afastado da CLDF, era o presidente do PP. 

A falta de controle dos pagamentos, que passaram a ser feitos por várias pessoas, passou a ser uma preocupação para Arruda, pois aumentava muito a despesa e saía do controle. Por conta disso, Arruda ligou para José Geraldo e pediu que ele unificasse tudo. 

Durval ainda listou o nome de outros arrecadadores/pagadores, além dele: Omésio Pontes; José Eustáquio (ex-presidente da Novacap); Márcio Machado (ex-secretário de Obras); Wellington Morais (ex-secretário de Comunicação); Renato Malcoti; Marcelo Calário; Paulo Roxo; Domingos Lamoglia; Fábio Simão; e o próprio Arruda. 

Depoimento da testemunha Fávio Couri 

Foi Secretário Geral do Diretório Regional do PFL no período compreendido entre o ano de 2000 a 2011. Afirmou que 15 dias antes do prazo final para composição das coligações são feitas reuniões; que o fechamento da composição para o pleito majoritário de 2006 foi procedido na reunião realizada na residência do Benedito Domingos. Que estavam presentes José Roberto Arruda, Paulo Otávio, o depoente, o pastor Ronaldo Fonseca, Rubens Tavares (então Presidente do PSC), e outras personalidades do PP que não conhecia. Que até onde presenciou, Benedito Domingos havia afirmado que oitenta por cento da executiva do partido apoiava uma chapa com os nomes de José Roberto Arruda e Paulo Otávio para a disputa do pleito para Governador do DF; que após constatar que houve composição entre os presentes em torno da formação dessa chapa, o depoente se retirou para o seu escritório onde foi confeccionar a ata respectiva. Afirmou não lembrar se Durval estava presente à reunião. Quanto ao “mensalão”, falou que à época tomou conhecimento dos fatos pela mídia e que não tem elementos para informar definitivamente se ocorreram desvios de conduta por parte de políticos no âmbito do Distrito Federal.  

Depoimento da testemunha Rubens Tavares 

Foi presidente do PSC no DF por mais de dois anos, de 2004 a 2006. Que nas eleições de 2006 figurava como Presidente Regional do PSC; que tomou conhecimento da Operação Caixa de Pandora por meio da imprensa; que ficou surpreso com os fatos que teriam desencadeado a Operação Caixa de Pandora; que nos dias de hoje a lei não funciona mais como deveria; que o depoente é do tempo em que a lei “valia o que estava escrito”. Em relação à coligação PSC/PP disse que ficou convencionado que os candidatos teriam direito a impressão dos “santinhos”, a gravação do programa eleitoral, no rádio e na TV e, eventualmente, a utilização de carro de som. Que esses recursos seriam financiados pelo Comitê do então candidato José Roberto Arruda. Que não sabe ao certo a origem dos recursos, mas pode dizer que cada candidato, seja de que nível fosse, recebera um talão para doações; que também cada candidato da coligação teria que abrir uma conta no BRB para depósito das doações; que não se recorda o nome da pessoa que geria administrativamente o Comitê Eleitoral do então candidato Arruda; que não sabe dizer se o Sr. Márcio Machado chegou a custear as despesas dos candidatos da coligação PSC/PP; que não se recorda se o Sr. Márcio Machado era o Tesoureiro do Comitê, afirmando que se tivesse sido ele o Tesoureiro certamente teria procedido aos pagamentos das despesas dos candidatos pertencentes à referida coligação nos últimos15 a 20 dias da campanha eleitoral; que o PSC não elegeu candidatos naquele pleito eleitoral (2006); que alguns dos candidatos do PSC conseguiram posteriormente empregos na Administração do Distrito Federal; que durante o governo Arruda o depoente chegou a ocupar o cargo de Conselheiro do BRB por aproximadamente dois anos; que no ano de 2010, “após a queda do Arruda”, o depoente chegou a ocupar o cargo de Administrador Regional de Taguatinga por 9 meses; que a indicação foi feita pelo Wilson Lima, tendo havido continuidade no Governo do Rogério Rosso. Que nunca participou de reuniões na Churrascaria Portal Gril com Arruda, mas já participou de reunião na mesma churrascaria com Tadeu Filipeli. 

Processo: 137176-3/2010

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O jantar

Quinta, 16 de agosto de 2012
O blog "Estação da Notícia" postou texto comentando que “O jantar da segunda-feira do governador do DF, Agnelo Queiroz, com a bancada governista surtiu efeito prático. A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou nesta quarta-feira (15) o projeto que atualiza o Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT)...”

A dúvida que fica é: Quem comeu o quê?

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

PDOT é aprovado em segundo turno e redação final

Quarta, 15 de agosto de 2012
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Comentário do Gama Livre: PDOT, mais uma vez a caminho da contestação  por inconstitucionalidades várias.