“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 12 de julho de 2018

Destruir o verde da Quadra 212/213 Sul para construir estacionamento? Pode, Arnaldo? Pode, Rollemberg

Quinta, 12 de julho de 2013
                            Vídeo de internauta

Vídeo de internauta  (12/7/2018) mostrando a destruição do verde, de área de lazer, entre as Quadras 212 e 213 Sul no Plano Piloto de Brasília. Segundo informações, para construir estacionamento destinado aos frequentadores de uma igreja, a Universal.

segunda-feira, 19 de março de 2018

MPDFT reforça inconstitucionalidade da expansão do Setor Sudoeste

Segunda, 19 de março de 2018
Do MPDF

O Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) vai julgar, nesta terça-feira, 20 de março, a ação direta de inconstitucionalidade (ADI) do MPDFT contra o Decreto Distrital nº 32.144/2010. O documento aprova o projeto urbanístico que viabiliza a construção da quadra 500 do Sudoeste. 

Na ação, o procurador-geral de Justiça, Leonardo Bessa, sustenta que o parcelamento de solo urbano em área tombada não deve ser feito por meio de decreto, mas por lei complementar específica, de inciativa privativa do governador do DF, com aprovação da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

domingo, 10 de dezembro de 2017

Tombamento: Esqueceram-se do 30º aniversário.

Domingo, 10 de dezembro de 2017
Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna

O GDF não promoveu nenhuma atividade relativa aos 30 anos da inscrição de Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade. Na Praça dos Três Poderes, o monumento alusivo ao Tombamento erguido no governo de José Aparecido ficou vazio. Nem mesmo um simples arranjo de flores para homenagear a data. Foto de Julio Pontes.

Brasília introduziu um novo modo de viver, uma nova concepção de cidade. É a cidade-parque, é céu, horizonte, luz, amplos espaços, áreas verdes, blocos, pilotis. Esse novo estilo de viver refletiu na organização de novas cidades e bairros, dentro e fora do Brasil.

Por Chico Sant’Anna
Há 30 anos, Brasília entrava num seleto grupo de cidades. A criação revolucionária de Lucio Costa e Oscar Niemeyer era inscrita na Lista da Unesco, que confirmava o seu valor excepcional e universal e conferia à cidade o status de Patrimônio Cultural da Humanidade.
Decisão inédita, pois a cidade era o primeiro bem contemporâneo reconhecido como Patrimônio Mundial. Até então, somente bens culturais seculares eram tombados. Um dos motivos dessa distinção à cidade foi o fato dela constituir “uma realização artística única, uma obra-prima do gênio criativo humano, além de ser exemplo de destaque que ilustra um estágio significativo da história da humanidade com a concepção urbana materializada no século 20, expressando os princípios do movimento moderno” – relata a Unesco.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

30 anos do Tombamento de Brasília, a saga de José Aparecido


Sexta, 28 de abril de 2017
Foto: EBC

Por
Vicente Vecci*

Tão logo assumiu à presidência da República em  março de 1985, vindo da redemocratização do País, José Sarney teve que nomear urgentemente o novo governador do Distrito Federal. Tirou do bolso do colete o nome do mineiro José Aparecido de Oliveira, então  seu companheiro  na antiga UDN (União  Democrática Nacional) e parceiro da chamada bossa nova do partido. Aparecido fora subchefe da Casa Civil do ex-presidente Jânio Quadros e, com ascensão do regime militar, teve que procurar asilo no Chile e, segundo informações passadas, Sarney ajudou na sua fuga.  Com a anistia política, retornou ao Brasil e elegeu-se deputado Federal em 1982 pelo PMDB, na mesma chapa que elegeu Tancredo Neves governador de Minas.  Em Minas  foi o primeiro secretário da Cultura, precursora mais tarde do Ministério da Cultura   que foi também o primeiro ministro dessa pasta. Com a chegada da Nova República e a posse de seu amigo José Sarney, ocupou por pouco tempo esse ministério, sendo nomeado a seguir para o governo do Distrito Federal.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Urbanismo: A falta que faz Aparecido

Segunda, 13 de março de 2017
Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna

Aparecido e Niemeyer inspecionam as obras de conclusão da Catedral. Foto do acervo pessoal de Silvestre Gorgulho


As ideias de Aparecido provocaram forças oposicionistas.  Em setembro de 1988, foi substituído por Joaquim Roriz, o que aconteceu depois no DF não carece de detalhamento.
Por Chico Sant’Anna
Já se passaram dez anos, desde o falecimento de José Aparecido de Oliveira, primeiro governador do Distrito Federal – após uma interinidade de 30 dias de Ronaldo Costa Couto – após décadas de Ditadura Militar. Nomeado em maio de 1985, Aparecido é referencial da transição entre a Brasília que se consolidava e a Brasília que já devia se preocupar em preservar seus espaços, sua proposta urbana e seu meio-ambiente.
Como poucos governantes, soube vislumbrar que se não houvesse mudança de rumos, a Capital Federal, projetada por Lúcio Costa, logo iria perder seus diferenciais e tornar-se-ia uma metrópole como qualquer outra. O momento era de abertura política e de transição de governadores biônicos para eleitos. Guy de Almeida, então chefe da casa civil – que na época tinha funções de vice-governador -, relembra que Lucio Costa, em entrevista ao Jornal do Brasil, defendia governador escolhido pelo Governo Federal. “O governador é eleito, aí é aquela enxurrada de interesseiros que, depois de eleitos, começam a facilitar a vida dos amigos”.
O tombamento é feito histórico. Nunca uma cidade fora tombada pela Unesco no mesmo século de sua criação. Assim ele agiu e conseguiu frear especulação imobiliária, afoita por cada centímetro quadrado do Plano Piloto.Para proteger Brasília dos interesses politiqueiros, Aparecido idealizou o tombamento, relata Guy, em um dos capítulos do livro, José Aparecido de Oliveira – O Melhor Mineiro do Mundo, organizado pelo jornalista Petrônio Souza Gonçalves e com lançamento marcado para 20/3. “Enquanto a tese da autonomia política ganhava fôlego, (Aparecido) buscava (via tombamento da Unesco) assegurar não apenas no plano nacional, mas também no mais alto nível institucional internacional, a preservação do projeto do Plano Piloto, liberando-o de riscos derivados da autonomia política. Buscava principalmente a prevenção internacional contra eventuais tentativas de alterações no projeto urbano e arquitetônico original da capital.”
Leia a íntegra no Blog Brasília, por Chico Sant'Anna

sábado, 26 de novembro de 2016

Urbanismo: Conam-DF fará pente-fino na Quadra 500 do Sudoeste

Sábado, 26 de novembro de 2016
Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna

maquetes-eletronicas-quadra-500

Localizada às margens do Eixo Monumental, a área para fins institucionais, inicialmente da Marinha do Brasil, foi permutada com a construtora Antares. Lá a empreiteira deseja erguer as quadras 500 e 501 do Sudoeste, abrigando 22 prédios residenciais e seis comerciais. Os oponentes ao projeto imobiliário defendem que ali abrigue o Parque das Sucupiras.


Por Chico Sant’Anna
Preservar a última mancha urbana de cerrado no Plano Piloto ou autorizar a construção de 28 prédios? Decisão sairá no Conam-DF
Os defensores do meio-ambiente e da preservação do Plano Piloto, em especial do Sudoeste, ganharam mais tempo. O Conselho de Meio-ambiente do DF decidiu fazer um pente fino no processo de liberação da obra do que foi denominado Quadra 500 do Sudoeste.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Ministério da Defesa agride tombamento de Brasília

Sexta, 10 de junho de 2016
Bloco Q da Esplanada dos Ministérios foi rebatizado.
Bloco Q da Esplanada dos Ministérios foi rebatizado. Agora é Edifício Defensores da Pátria.

Raul Jungmann resolve batizar sede do ministério na Esplanada dos Ministérios.

Para comemorar os 17 anos de criação do Ministério da Defesa, o ministro comandante da pasta, Raul Jungmann – PPS-PE, feriu profundamente o projeto de Lúcio Costa do Plano Piloto de Brasília, em especial o da Esplanada dos Ministérios.

Como é sabido por qualquer pessoa que tem uma mínima intimidade com Brasília, os edifícios sedes dos ministérios localizados na Esplanda dos Ministérios são identificados como “blocos” e cada bloco recebe uma letra de identificação, assim como acontece nas superquadras. A partir de agora, a sede do Ministério que era identificada como sendo o bloco Q, passa a ser chamada “Edifício Defensores da Pátria”

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Justiça nega manutenção de pista de pouso no Parque Burle Marx

Sexta, 10 de julho de 2015
Deu no MPDF 

Construção foi feita sem anuência do Iphan e sem as necessárias autorizações edilícias e ambientais

O Tribunal de Justiça acolheu manifestação do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e indeferiu pedido de liminar apresentado pela Associação dos Pilotos de Ultra Leve (Apub) para permanecer no interior do Parque Burle Marx. Em sua manifestação, o MPDFT demonstrou que a Apub ocupa ilegalmente área pública há quase dez anos e que a pista de pouso inviabiliza a implantação do sistema viário, calçadas, ciclovias e equipamentos esportivos do Parque. Da mesma forma, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan), ao apreciar recurso apresentado pela Associação contra embargo da construção da pista de pouso, já havia determinado a desocupação do local.

sábado, 20 de junho de 2015

"Todo mundo quer meter a mão em Brasília", diz filha de Lucio Costa

Sábado, 20 de junho de 2015
A arquiteta Maria Elisa Costa, filha do inventor de Brasília, sugere uma comissão deliberativa para cuidar do Plano Piloto

Ana Dubeux , Dad Squarisi /Correio Braziliense, Cristine Gentil, Conceição Freitas


Ativista número 1 das boas causas de Brasília (um bem da humanidade), a arquiteta Maria Elisa Costa entrou na rede faz algum tempo. Posta protestos, denúncias, espantos e raridades que segue descobrindo nas preciosidades que o pai deixou espalhadas pelo apartamento onde morou por 50 anos e que a filha segue catalogando e transferindo para a Casa de Lucio Costa. Mas Maria Elisa bem podia estar numa situação desconfortável: o governador da cidade que tanto defende é seu sobrinho. Ela foi casada com o irmão da mãe de Rollemberg. O casamento acabou, o ex-marido morreu, mas a relação afetiva se fortaleceu ao longo das últimas três décadas.
Nesta entrevista ao Correio, Maria Elisa sugere ao governador que crie uma comissão de alto nível, autônoma e deliberativa, para fazer frente à pressão dos que querem lotear o Plano Piloto. “Todo mundo é guloso, todo mundo quer meter a mão em Brasília.” Critica o sobrinho: “O fato de Rodrigo querer agradar a Deus e o mundo é fruto da geração pós-ditadura”. Lamenta que a autonomia política de Brasília tenha acabado com os prefeitos indicados. E diz que “o crachá de Lucio Costa” lhe dá o direito de falar o que bem entende.
Antes da entrevista, a filha do inventor havia almoçado com o representante das construtoras, o presidente do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal), Luiz Carlos Botelho Ferreira, numa grande mesa que incluiu três aguerridos defensores da cidade, os arquitetos Carlos Magalhães e Fernando Andrade, e o jornalista Silvestre Gorgulho. Depois do bate-papo no Correio, Maria Elisa foi à Câmara Legislativa participar da sessão que entregou o título de cidadão honorário post-mortem ao fotógrafo Mário Fontenelle.
 (Além das jornalistas do Correio, participou da entrevista o jornalista convidado Silvestre Gorgulho)
 
O direito de falar o que bem entende

“Vou contar uma tragédia… Foi a maior lição que tive quando passei pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Eu, filha do Lucio, na presidência do Iphan. O Park Hotel, um hotelzinho lindo que meu pai projetou em Nova Friburgo, que é síntese dele, estava cheio de goteiras. Tinha de arranjar um jeito de bancar o conserto. Havia uma verba de R$ 80 mil. Levei um mês convencendo meus súditos (risos) para dar esse dinheiro para o conserto do ParkHotel porque estava chovendo dentro. Não podia, porque era propriedade particular. É particular, mas a chuva está caindo… Tanto insisti que concordaram. Fiquei na maior felicidade. Achei que estava resolvido o problema. Mas fui burra. Quem trabalha em serviço público tem que ter know-how. Serviço público não é pra amador, é pra profissional. Passaram-se seis meses para o dinheiro chegar ao destino. Nesses seis meses, a chuva foi de tal ordem que o hotel teve de ser fechado e nunca mais abriu. Isso com a filha do doutor Lucio na presidência do Iphan! O que é terrível é que a solução era a mais simples do mundo. Eu tinha de ter chegado pra minha chefe de gabinete e dito: Dia sim, dia não, telefona pra ver se o dinheiro chegou. Sem isso, as coisas não andam. Tem que ter alguém que cobre o tempo inteiro. Por isso que tomei horror de reunião. A reunião acaba em si mesma, o produto final da reunião é ela mesma. Nunca mais quero saber de cargo coisíssima nenhuma. Continuarei autônoma a vida inteira. E falando o que bem entendo. O que me permite estar aqui falando essas coisas é que sou uma aposentada autônoma. É um direito e uma mania. Essa liberdade de falar o que penso não seria igual se eu estivesse presa a um emprego público. E esse crachá de Lucio Costa também me dá o direito de falar o que bem entendo."


DAD SQUARISI — O governo fez bem em retirar o PPCuB da discussão na Câmara Legislativa?


MARIA ELISA COSTA
— Aquele velho, feito em Cingapura, aquele catatau? Aquilo tinha que jogar fora. Não analisei tim-tim por tim-tim porque me recusei a levar a sério um plano daquele tamanho. Foi feito para ser burlado. É muito mais fácil burlar um plano prolixo do que um plano enxuto. Foi uma perda de tempo, um erro. Tinha de ser deletado para se fazer uma coisa mais sensata, mais saudável. O governo mudou. Pela primeira vez Brasília tem um governo de pessoas de Brasília. Começar uma coisa decente, benfeita.


Leia mais em:
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2015/06/20/interna_cidadesdf,487288/todo-mundo-quer-meter-a-mao-em-brasilia-diz-filha-de-lucio-costa.shtml

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Especulação imobiliária: Construções nas “Quadras 500” do Sudoeste são mantidas suspensas pelo TCDF

Quarta, 29 de abril de 2015
Do TCDF
O Tribunal de Contas do Distrito Federal manteve a decisão de proibir quaisquer procedimentos voltados para a criação e ocupação das Quadras 500 do Setor Sudoeste. A empresa Oeste Sul Empreendimentos Imobiliários S.A. havia apresentado recurso contra a determinação anterior do TCDF de suspender a ocupação da área, mas desistiu de recorrer. 

Na sessão ordinária desta terça-feira, dia 28 de abril de 2015, a Corte também tomou conhecimento de uma nova denúncia sobre a consolidação das Quadras 500. O documento foi apresentado por representantes de entidades da sociedade civil, que também solicitaram participação no Processo 5.989/2011. O TCDF autorizou que eles fossem considerados parte interessada no referido processo.

O projeto de expansão do Sudoeste teria surgido em 06 de dezembro de 2007, quando a União firmou contrato de alienação, mediante permuta, com a Antares Engenharia Ltda. Em troca do terreno administrado pela Marinha do Brasil e localizado entre o Instituto Meteorológico e o Eixo Monumental, a empresa construiria 752 apartamentos em Águas Claras, que seriam destinados a oficiais. Em 2006, essa área já havia sido objeto de licitação para a construção de prédios residenciais. Mas o procedimento tinha sido revogado em razão de questionamentos do Ministério Público Federal, relacionados aos problemas urbanísticos e ambientais que causaria.

No processo que tramita no TCDF, apurou-se que as Quadras 500 encontram-se fora da área delimitada por Lúcio Costa para o Setor Sudoeste. Também foram apontados indícios de irregularidades na tramitação do licenciamento ambiental e de deficiência na análise técnica realizada. Para o Ministério Público junto ao TCDF, a ocupação do local pode acarretar em prejuízos de difícil ou impossível reparação ao patrimônio público, ao erário, ao meio ambiente e à população, ao se considerar o início de obras em uma área onde não se pode edificar.

No âmbito judicial, tramita a Ação Civil Pública nº 2009.01.1198206-6, ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios para impedir a expansão do Setor Sudoeste.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Projeto proíbe alteração de uso da quadra 901 Norte do Plano Piloto de Brasília

Sexta, 12 de dezembro de 2014
A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou na tarde desta quinta-feira (11) o projeto de lei complementar nº 22/2011, da deputada Liliane Roriz (PRTB), que proíbe a alteração do uso e do potencial construtivo da quadra 901 da Asa Norte. A proposta foi aprovada em primeiro turno e ainda precisa passar por uma segunda votação.
 
Na justificativa do projeto, a deputada argumenta que o objetivo é "evitar grave agressão ao tombamento de Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade". Os deputados Chico Leite (PT), Olair Francisco (PTdoB) e Arlete Sampaio (PT) se manifestaram a favor da proposta e lembraram manifestações de moradores da Asa Norte contra qualquer modificação da destinação da área, depois de especulações sobre uma possível permissão para construção de um shopping no local.
 
Obras – Os distritais também aprovaram o projeto de lei nº 597/2011, do deputado Olair Francisco, que trata do fornecimento de informações sobre o andamento de obras nas administrações regionais. De acordo com o projeto, as administrações deverão manter em suas sedes documentos e informações sobre as obras em execução para consulta ao público. Entre as informações que devem ser disponibilizadas estão as plantas, memoriais descritivos, custos, empresas responsáveis pelas obras e prazos para conclusão.
Fonte: Luís Cláudio Alves - Coordenadoria de Comunicação Social
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Comentário do Gama Livre: Uma das mais estranha e deformadora proposta que o governo Agnelo/Filippelli tentou impor à Brasília foi, enfim, barrada. Mas não foi só ideia do atual governo. A coisa vem do governo do condenado Arruda.

A proposta de Liliane Roriz foi aprovada ainda em primeiro turno de votação na CLDF, faltando o segundo turno. E lá as coisas mudam no fechar de olhos, especialmente em final de ano e, ainda mais, em final de governo.

Quando se falava em ocupar a Quadra 901 com prédios e outras coisas, os empreiteiros e especuladores imobiliários chegavam a babar. Era mais um filé mignon que o governo estava preparando para eles.

Agora, parece, esse 'projeto' foi afastado e Brasília pode respirar aliviada. Mas não se enganem. É por pouco tempo. Mais cedo ou mais tarde os especuladores e seus fiéis defensores voltarão à carga. O senador Rodrigo Rollemberg foi um parlamentar de Brasília que combateu a mutilação do Plano Piloto. Esperemos que ao assumir o governo do DF em janeiro de 2015 não venha a esquecer a sua luta. 

O coordenador da equipe de transição do governo Rollemberg é o jornalista Hélio Doyle, que no seu blog foi sempre implacável contra o projeto de desfiguração/mutilação da Quadra 901 Norte. 

A luta contra a aberração da ocupação da Quadra 901 foi grande, envolveu brasilienses e entidades comprometidas com a cidade. Do outro lado, empresários conhecidos, e manjados, e alguns políticos carimbados.

Por enquanto Brasília ganha. Até quando?

Memória: 

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Mais um golpe do GDF. E golpe baixo

Sexta, 27 de junho de 2014
Foto: MAIS UM GOLPE DO GDF

O GDF apresentou dia 25/06,intempestivamente, o PLC 99/2014 e que trata da composição do Conselho de Planejamento - Conplan, cujas atividades estão paralisadas tendo muitas  de suas decisões anuladas. O tão questionado Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico - PPCUB é um deles.O assunto foi à votação em um verdadeiro rolo compressor. A questão foi tão grave que representantes do MPDFT agiram imediatamente no sentido de advertir os parlamentares. O texto do PLC propõe uma nova composição, com escolha prevista de alguns de seus membros conforme regulamentação a ser ainda feita pelo GDF. 

Estranho o fato visto que sempre o Conplan é determinado por meio de Decreto e agora, salvo engano, em um claro golpe jurídico leva a proposta à aprovação dos parlamentares da CL, talvez até para dificultar a ação do Ministério Público que já vem questionando o GDF há muito tempo. 

Prevendo no PLC  o prazo para escolha de alguns de seus representantes até 31 de outubro ele coloca em sua proposta que a atual composição questionada pela justiça permaneça, provisoriamente, atuando na análise de projetos do Governo, ou seja, acelerando aprovações de interesse do Executivo durante os próximos 4 meses. Em sua composição atual apenas 4 ou 5 membros tem se mostrado rígidos em suas intervenções, contrários à projetos danosos à cidade mas sempre vencidos pelo voto dos demais conselheiros que , em geral, votam com o Governo. 

Lastimável que o GDF se aproveite desse momento para tentar mais um golpe contra a sociedade e o interesse público. A proposta foi votada e aprovada em 1º turno mesmo com rejeições de alguns poucos deputados/as mas não foi levada à aprovação em 2º turno. A intervenção do MP deve ter sido fundamental para que isso não ocorresse. Vamos aguardar o desenrolar dos acontecimentos. 
Publicado originalmente em
https://pt-br.facebook.com/urbanistasporbrasilia?filter=3

E o GDF se movimenta para fazer valer a sua vontade a qualquer preço. Que legitimidade há numa gestão dessas que, contra tudo e todos, impõe suas vontades ainda que judicialmente, moralmente e eticamente questionadas?


MAIS UM GOLPE DO GDF


O GDF apresentou dia 25/06,intempestivamente, o PLC 99/2014 e que trata da composição do Conselho de Planejamento - Conplan, cujas atividades estão paralisadas tendo muitas de suas decisões anuladas. O tão questionado Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico - PPCUB é um deles.O assunto foi à votação em um verdadeiro rolo compressor. A questão foi tão grave que representantes do MPDFT agiram imediatamente no sentido de advertir os parlamentares. O texto do PLC propõe uma nova composição, com escolha prevista de alguns de seus membros conforme regulamentação a ser ainda feita pelo GDF. 

Estranho o fato visto que sempre o Conplan é determinado por meio de Decreto e agora, salvo engano, em um claro golpe jurídico leva a proposta à aprovação dos parlamentares da CL, talvez até para dificultar a ação do Ministério Público que já vem questionando o GDF há muito tempo.

Prevendo no PLC o prazo para escolha de alguns de seus representantes até 31 de outubro ele coloca em sua proposta que a atual composição questionada pela justiça permaneça, provisoriamente, atuando na análise de projetos do Governo, ou seja, acelerando aprovações de interesse do Executivo durante os próximos 4 meses. Em sua composição atual apenas 4 ou 5 membros tem se mostrado rígidos em suas intervenções, contrários à projetos danosos à cidade mas sempre vencidos pelo voto dos demais conselheiros que , em geral, votam com o Governo. 

Lastimável que o GDF se aproveite desse momento para tentar mais um golpe contra a sociedade e o interesse público. A proposta foi votada e aprovada em 1º turno mesmo com rejeições de alguns poucos deputados/as mas não foi levada à aprovação em 2º turno. A intervenção do MP deve ter sido fundamental para que isso não ocorresse. Vamos aguardar o desenrolar dos acontecimentos.
Foto: MAIS UM GOLPE DO GDF

O GDF apresentou dia 25/06,intempestivamente, o PLC 99/2014 e que trata da composição do Conselho de Planejamento - Conplan, cujas atividades estão paralisadas tendo muitas  de suas decisões anuladas. O tão questionado Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico - PPCUB é um deles.O assunto foi à votação em um verdadeiro rolo compressor. A questão foi tão grave que representantes do MPDFT agiram imediatamente no sentido de advertir os parlamentares. O texto do PLC propõe uma nova composição, com escolha prevista de alguns de seus membros conforme regulamentação a ser ainda feita pelo GDF. 

Estranho o fato visto que sempre o Conplan é determinado por meio de Decreto e agora, salvo engano, em um claro golpe jurídico leva a proposta à aprovação dos parlamentares da CL, talvez até para dificultar a ação do Ministério Público que já vem questionando o GDF há muito tempo. 

Prevendo no PLC  o prazo para escolha de alguns de seus representantes até 31 de outubro ele coloca em sua proposta que a atual composição questionada pela justiça permaneça, provisoriamente, atuando na análise de projetos do Governo, ou seja, acelerando aprovações de interesse do Executivo durante os próximos 4 meses. Em sua composição atual apenas 4 ou 5 membros tem se mostrado rígidos em suas intervenções, contrários à projetos danosos à cidade mas sempre vencidos pelo voto dos demais conselheiros que , em geral, votam com o Governo. 

Lastimável que o GDF se aproveite desse momento para tentar mais um golpe contra a sociedade e o interesse público. A proposta foi votada e aprovada em 1º turno mesmo com rejeições de alguns poucos deputados/as mas não foi levada à aprovação em 2º turno. A intervenção do MP deve ter sido fundamental para que isso não ocorresse. Vamos aguardar o desenrolar dos acontecimentos. 

















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Leia também:
A Luos não pode ser votada


sexta-feira, 11 de abril de 2014

PPCub: Uma campanha injusta contra o desenvolvimento de Brasília

Sexta, 11 de abril de 2014
Se preferir vá direto à fonte
 
Por Alfredo Gastal*
O PPCub engendrado pelo campeão da preservação de Brasília – o ilustre Secretário de Habitação do DF – conhecido por sua alma sensível aos dissabores por que passam as grandes construtoras da cidade está determinado a criar uma Bolsa Construção a partir da criação de novas áreas, para modestos apartamentos de quatro a cinco quartos para atender os aflitos quase sem teto originários do acelerado crescimento dos inúmeros DAS gerados pelas constantes e sucessivas reformas administrativas que têm ocorrido nos governos local e nacional nos últimos anos.

No seu afã, apoiado por uma grande maioria do governo local, sua Excelência intui que não é justo, nem tampouco constitucional utilizar as cidades Satélites da região para tal fim. Certamente ele deve saber as dificuldades que existem nessas áreas com o transporte público, saneamento e segurança. Porém também sabe que patuléia que ali habita, em sua maioria, possui automóvel e pode perfeitamente utilizar as espetaculares rodovias que o Senhor Governador certamente, sempre que necessário alargará, para facilitar o trânsito. Afinal é obrigação dos governos esclarecidos estimularem a indústria automobilística e, nesse momento, cooperar com o aumento do consumo de gasolina para, quem sabe, diminuir o rombo das contas da PETROBRAS...

quinta-feira, 27 de março de 2014

Dedicação total

Quinta, 27 de março de 2014
Do Blog do Hélio Doyle
Os empreiteiros interessadíssimos na rápida aprovação do PPCUB deveriam reconhecer que o secretário Geraldo Magela está se esforçando muito para isso.
O esforço é tanto que o secretário de Habitação não se importa em falar muitas bobagens em entrevistas a órgãos de imprensa e em mostrar que a preservação do Plano Piloto não está em suas preocupações reais.
Chega a menosprezar a inteligência das pessoas, ao dizer que a oposição ao Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília é desinformada ou política e que o objetivo do governo é o melhor possível.
Nas próximas eleições, com o PPCUB aprovado ou não, Magela deverá receber muitos votos dos empreiteiros e especuladores imobiliários.
Votos…

quarta-feira, 19 de março de 2014

Votação do PPCub no Conplan é adiada para a próxima terça-feira

Quarta, 19 de março de 2014
Representantes alegam que não houve [tempo] hábil para apreciar as 73 planilhas e mapas com as diretrizes da ocupação do solo em Brasília

Ariadne Sakkis - Correio Braziliense
Diane Lourenço - Correioweb
Área entre o Teatro Nacional e a L2 Norte receberá definição de parâmetros do governo para uso e ocupação do local
Área entre o Teatro Nacional e a L2 Norte receberá definição de parâmetros do governo para uso e ocupação do local
 
A votação do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCub) no Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan) foi adiada para a próxima terça-feira (25/3). O pedido foi acatado durante votação nesta quarta-feira (19/3) na Secretaria de Habitação (Sedhab). O argumento utilizado foi que não houve tempo hábil para apreciar as 73 planilhas e mapas com as diretrizes da ocupação do solo em Brasília, Cruzeiro, Sudoeste, Octogonal e Candangolândia.
 
Leia mais em:
http://correiobraziliense.lugarcerto.com.br/app/noticia/ultimas/2014/03/19/interna_ultimas,48091/votacao-do-ppcub-no-conplan-e-adiada-para-a-proxima-terca-feira.shtml

Do Blog Brasília por Chico Sant'Anna: Detran-DF é contra a garagem na Esplanada.

Quarta, 19 de março de 2014
Por Chico Sant’Anna
Ministério do Planejamento diz que não há garantias de melhoria no trânsito

A polêmica decisão do Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan), autorizando a construção de uma garagem para dez mil carros no subsolo do canteiro central da Esplanada dos Ministérios, não conta com a concordância do Departamento de Trânsito do Distrito Federal, órgão do próprio Governo do Distrito Federal. A medida também foi analisada pelo Ministério do Planejamento, em 2010, que apresentou uma série de críticas.

Embora saliente que a decisão de construir ou não a garagem vai ser tomada sob parâmetros políticos, o Detran, órgão responsável pelo ordenamento do trânsito na Capital Federal, considera que a iniciativa fere a Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), estabelecida pelo governo Federal, pelo fato de incentivar o uso de veículos individuais.

60 anos de atraso

Quarta, 19 de março de 2014 
Por Conceição Freitas, publicado originalmente na Crônica da Cidade - Correio Braziliense

Maquete de como deve ficar a Esplanada dos Ministérios, aprovada no Conplan a pedido do governador Agnelo Queiroz.
A insistência com que se articula a aprovação do PPCub esconde mistérios tenebrosos, todos ligados a megaprojetos da construção civil. O mais estapafúrdio deles é o que propõe a construção de um estacionamento subterrâneo na Esplanada dos Ministérios. Se aprovado, é fácil prever o futuro: será o mesmo do Mané Garrincha, obra com indícios de superfaturamento, conforme aponta o Tribunal de Contas do DF. A arena mais cara da Copa custou R$ 431 milhões a mais do que o estabelecido.

O Mané Garrincha que se pretende construir debaixo da terra é um projeto do atraso. Há mais de uma década que o mundo desenvolvido vem aprendendo e ensinado sobre mobilidade urbana. A cidade que já nasceu de um equívoco, o da técnica rodoviária predominando sobre a escala humana, repetirá o mesmo erro, quase 60 anos depois e, desta vez, por deliberado anacronismo.

Quando projetou uma capital que privilegiava a indústria automobilística, doutor Lucio acompanhava as ideias de seu tempo: naqueles anos 1950, as metrópoles reverenciavam o automóvel, embora, em muitas delas, o transporte coletivo já fosse eficiente.

Enquanto as cidades com melhor qualidade de vida no planeta buscam soluções de transporte multimodal, Brasília insiste em estimular o uso do transporte individual, numa cidade dominada por uma trama viária que facilita a busca de soluções contemporâneas sustentáveis, sem a necessidade de desapropriações, demolições e outras soluções mais catastróficas e dispendiosas.

Ônibus, micrônibus, VLT, BRT, metrô, trem, lambreta, bicicleta — a interligação de todos esses meios de transporte tem sido a solução adotada nas mais funcionais metrópoles do planeta. Enquanto isso, na capital do urbanismo moderno se insiste em esburacar a Esplanada para atender a 7,5 mil (ou 10 mil, que seja) servidores que têm dificuldades de estacionamento nas proximidades da repartição.

A obsessão pela vaga subterrânea vem desde o último governo Roriz, alimentada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, que acima e além de tudo, queria ver suas obras erguidas, fossem para o bem ou para o mal da cidade. Quando veio à capital em meados dos anos 1990, Niemeyer não gostou de ver a Esplanada poluída de carros estacionados ao longo da via e entre os ministérios. Escreveu longo artigo, publicado neste Correio, defendendo um projeto subterrâneo.

Não será a obsoleta, elitista e milionária escolha pelo estacionamento no subsolo da Esplanada que vai despoluir a mais importante avenida de Brasília. Todos já sabemos que quanto mais vagas, mais carros; mais congestionamento; mais avenidas, mais carros, mais congestionamentos. Só o PPCub não sabe ou faz de conta que não sabe.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Vale tudo

Segunda, 17 de março de 2014
Não são só os moradores do Sudoeste que devem se mobilizar contra construção de mais uma superquadra no bairro. A degradação da área urbana de Brasília, pela ação cúmplice do gDF e dos empreiteiros, é assunto que interessa a todos os brasilienses. Leia mais no Blog do Hélio Doyle

domingo, 24 de novembro de 2013

Patrimônio em jogo

Domingo, 24 de novembro de 2013

O GDF retira pontos polêmicos do PPCUB para votação na Câmara Legislativa, mas o projeto desperta soluções que ainda podem descaracterizar o cenário da capital


Um leão alado com a cabeça de mulher cruza o seu caminho e lhe impõe um enigma sob pena de terrível castigo: “Decifra-me ou devoro-te”. É assim, como a esfinge da mitologia grega, de aspecto assustador e com previsões ameaçadoras, que o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB) se apresentou aos moradores da capital. Gestado durante cinco anos em gabinetes oficiais, mas só nas últimas semanas efetivamente debatido por arquitetos, urbanistas, parlamentares e pelo público em geral, o projeto criado com a justificativa de proteger Brasília mostrou-se, na verdade, como um bicho a devorá-la. Por isso, VEJA BRASÍLIA une-se ao esforço de decodificar a proposta e apontar a quem interessam as alterações previstas. ...


Brasília já nasceu com a aura de obra de arte e, antes de completar três décadas de existência, foi reconhecida como Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Com o título veio o compromisso de preservação das características principais da capital. Agora, aos 53 anos, a cidade está diante do maior desafio à sua condição de emblema da arquitetura moderna. Seu desenho original pode vir a ser desfigurado por decisões políticas tomadas às pressas.

Fonte: Lilian Tahan e Paulo Lannes - Revista Veja Brasilia - Blog do Sombra -  24/11/2013

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Plano de Agnelo para preservação de Brasília coloca em risco a cidade

Terça, 22 de outubro de 2013
 
Com base no jornal Destak e no blog Urbanistas por Brasília
Em pauta desde 2009, o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB), que define como a cidade se desenvolverá nos próximos anos, deverá ser votado até dezembro.

Sete meses depois de ser retirado da pauta da Câmara Legislativa do Distrito Federal pelo GDF e enviado à Casa em regime de urgência em setembro deste ano, o PPCUB contou com três audiências públicas promovidas pelo Poder Legislativo para debater o texto do projeto de lei complementar.

O GDF pediu aos distritais que não apresentem emendas ao projeto para evitar riscos de questionamentos jurídicos. Porém, alguns distritais da oposição pretendem alterar a proposta. Segmentos organizados e movimentos sociais de Brasília também estão se mobilizando para evitar as mudanças que podem levar a perda do título de patrimônio histórico da humanidade