Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 24 de junho de 2025

Desmonte do Estado —Servidores do DF denunciam ‘criminalização’ de greves e falta de diálogo com governo

Terça, 24 de junho de 2025

Manifestação unificada entre categorias do serviço público do DF foi realizada na tarde desta segunda (23)

Servidores públicos do Distrito Federal realizaram um ato unificado na tarde desta segunda-feira (23) em frente ao Palácio do Buriti, sede do governo distrital. A mobilização reuniu professores, enfermeiros, agentes de trânsito, trabalhadores da limpeza urbana e outras categorias que denunciam a falta de diálogo do governo Ibaneis Rocha (MDB) e a crescente ‘judicialização’ dos movimentos sindicais.

De acordo com os manifestantes, o governador tem tratado as reivindicações das categorias como ações “meramente políticas”, aplicando multas milionárias e ameaçando com corte de ponto. O ato, convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT-DF) e diversos sindicatos,exigiu mais respeito, diálogo e valorização dos servidores públicos.

“Nós temos uma situação muito crítica no Distrito Federal em que várias áreas do setor público enfrentam dificuldades na relação com o governo.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Marcha contra os assassinos de direitos será na próxima terça (11/7) em Brasília

Quinta, 6 de julho de 2017
CUT Brasília e seus sindicatos filiados realizarão a Marcha Contra os Assassinos de Direitos, em oposição aos senadores que votarão a favor da reforma trabalhista, na próxima terça, às 10h, com concentração no Espaço do Servidor. Tanto a marcha, quanto a votação da nefasta medida, acontecerão no mesmo dia, 11 de julho.
Tramitando em regime de urgência, a matéria retira todos os direitos da classe trabalhadora em benefício dos capitais financeiro, agrário e empresarial, verdadeiros responsáveis por colocarem Temer no poder e que agora cobram a alta fatura do financiamento do golpe.
Mas, os trabalhadores e trabalhadoras já decidiram que não pagarão essa conta e por isso irão às ruas, mais uma vez, em protesto contra a destruição dos direitos trabalhistas.
Então, contribua com a mobilização para a Marcha Contra os Assassinos de Direitos. Garanta a sua participação e converse com seus colegas de trabalho, vizinhos, familiares e conhecidos. Vamos encher a Esplanada de trabalhadores na próxima terça (11). Os senadores precisam entender, de uma vez por todas, que quem VOTA não VOLTA.
“Os trabalhadores e trabalhadoras não se esquecerão dessa traição e a CUT, os sindicatos e os movimentos sociais, em todos os estados, estamparão nas ruas e nas redes sociais, a cara desses assassinos de direitos para que sejam riscados do cenário político nacional”, enfatizou Rodrigo Britto, presidente da Central Única dos Trabalhadores em Brasília.
Serviço:
Marcha Contra os Assassinos de Direitos
Quando? Terça, 11 de junho – Dia da votação da reforma trabalhista, às 10h.
Onde? Concentração no Espaço do Servidor, na Esplanada dos Ministérios

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Centrais promovem “Ocupa Brasília” contra as reformas

Quinta, 4 de maio de 2017
Movimento exige o fim da tramitação dos projetos que interferem na Previdência e nas leis trabalhistas

Da CUT Brasil
As Centrais Sindicais anunciaram, na tarde desta quinta-feira (04), em São Paulo, mais uma nova iniciativa de pressão contra as Reformas da Previdência e Trabalhista. As entidades divulgaram a semana “Ocupa Brasília”, que acontecerá entre os dias 15 e 19 de maio.

Reforma que rasga a CLT chega ao Senado

Quinta, 4 de maio de 2017
Agora, como Projeto de Lei da Câmara (PLC) 38/2017, a nefasta reforma trabalhista chega ao senado e já foi tema da primeira sessão do plenário de maio nesta terça (3), quando foi debatida sua tramitação na Casa. A previsão é que a medida passe pelas comissões e seja votada em 30 dias.

quarta-feira, 2 de março de 2016

A responsabilidade da CUT na atual situação

Quarta, 2 de março de 2016
Da cutindependentedeluta.wordpress.com
Em primeiro lugar, está a defesa dos trabalhadores e da nação

A CUT jogou papel central na luta da classe trabalhadora e da maioria do povo brasileiro ao longo de 2015. Ela se constitui no eixo em torno do qual se agruparam entidades sindicais e populares, movimentos, personalidades e setores partidários contra a ofensiva golpista da direita e na cobrança ao governo Dilma de respeito ao conteúdo do mandato popular que recebeu de avançar nas reformas democráticas e populares pendentes em nosso país.

E só pode cumprir esse papel porque preservou, através da discussão democrática em suas instâncias, sua independência diante do governo (que ajudou a reeleger) e sua autonomia diante dos partidos políticos (inclusive o da maioria de seus dirigentes, o PT).
Agora novos desafios estão colocados.

O primeiro deles é o de rechaçar a proposta regressiva de reforma da Previdência que o governo Dilma pretende enviar ao Congresso em 60 dias.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Do dia 13 ao dia 16 de outubro: O que está em jogo no 12º Congresso nacional da CUT?

Segunda, 12 de outubro de 2015
Da Corrente O Trabalho
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Entrevista com Júlio Turra, membro da Executiva nacional da central
De 13 a 16 de outubro ocorre o 12º Congresso nacional da CUT (CONCUT) em São Paulo. Com mais de 2 mil delegados de todo o país, o congresso se dá numa conjuntura difícil de crise política e econômica que traz ameaças aos direitos, empregos e salários dos trabalhadores.
Ouvimos Júlio Turra, da Executiva nacional da CUT, sobre os desafios colocados para esse congresso.
O Trabalho: Como vê a realização do 12º CONCUT?
Júlio Turra: O CONCUT será um momento fundamental de organização da luta da classe trabalhadora na conjuntura de aguda crise política e econômica que vivemos. Há previsões que poderemos fechar o ano com 1 milhão de postos de trabalho perdidos, nas negociações salariais os patrões chegam a oferecer metade da inflação, os governadores e prefeitos, alegando as exigências do “ajuste” vindas de Brasília, arrocham salários e benefícios de servidores. Ao mesmo tempo ocorre a resistência da classe em greves e mobilizações que buscam uma centralização.
Como a CUT foi o eixo que permitiu a organização da resistência contra a ofensiva da direita e para exigir do governo Dilma a mudança da política de “ajuste fiscal”, englobando movimentos populares e da juventude, os resultados de seu congresso influenciarão inclusive os rumos da Frente Brasil Popular, lançada em Belo Horizonte em 5 de setembro.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

CUT Brasília repudia golpe contra trabalhadores

Quarta, 16 de setembro de 2015
Da CUT Brasília
Quase que concomitantemente, os governos federal e do DF anunciaram medidas drásticas de ajuste de suas contas, que envolvem calotes nos servidores, cortes de investimentos, elevação ou recriação de impostos para cobrir o déficit de caixa, prejudicando assalariados e produtores agrícolas. São medidas neoliberais, conservadoras, que acirram a recessão e o retrocesso.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Os desafios para o 12º CONCUT

Quinta, 10 de setembro de 2015
Fonte: CUT INDEPENDENTE E DE LULA
 
Encerrados os congressos estaduais é hora de consolidar o lugar da CUT
Neste final de agosto encerrou-se a etapa de realização dos congressos estaduais da CUT (CECUTs), faltando apenas o RN. O papel central que a CUT jogou no 1º semestre, constituindo-se num eixo de resistência contra a ofensiva da direita em todos os terrenos e, ao mesmo tempo, cobrando mudanças na política econômica do governo Dilma – contra o ajuste fiscal do ministro Levy – repercutiu nos CECUTs que, em sua grande maioria, elegeram chapas únicas comprometidas com a continuidade da ação da Central em defesa dos direitos dos trabalhadores, do emprego e salários, em defesa da democracia contra qualquer retrocesso. Apenas no RJ e RR houve duas chapas, por divisão na corrente majoritária (ArtSind), o que pode se repetir no RN. Mesmo na Bahia, onde houve grande tensão entre dois setores da ArtSind e chegou-se a anunciar duas chapas, ao final, com o esforço de todas as correntes e setores, saiu chapa única. Os delegados agrupados ao redor das propostas “Em defesa da CUT independente e de luta” (CIL), jogaram papel central na discussão política e no combate pela unidade, tendo sido eleitos para as executivas e/ou direções estaduais de AL, AM, BA, CE, DF, MG, MT, PE, PR, RS, SC e SP, além de terem conseguido aprovar o conjunto de suas contribuições – por maioria ou com 20% dos votos – para a discussão no CONCUT.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Cunha ataca democracia e proíbe ação da CUT na Câmara

Quinta, 3 de setembro de 2015
Da Cut Nacional
Central lançou agenda no Senado e disse que postura do deputado foi retaliação a críticas
Escrito por: Luiz Carvalho, de Brasília 
Graça Costa apontou que proibição de Cunha é retaliação por críticas ao parlamentar

A Câmara dos Deputados tem se tornado cada vez menos a Casa do povo e cada vez mais a casa de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Nesta quarta-feira (2), faltando apenas duas horas para o lançamento de um estudo da CUT sobre projetos que afetam a classe trabalhadora, os dirigentes sindicais foram informados sobre o cancelamento do evento, marcado para as 14h no Salão Nobre da Câmara dos Deutados.

A Central apresentaria uma Agenda Legislativa como contraponto à Agenda Brasil divulgada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Entre os temas para os quais os trabalhadores apresentação alternativas estão a negociação coletiva e o direito de greve no setor público, a redução do jornada e, a terceirização.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

CUT: Lançamento da agenda legislativa dos trabalhadores é nesta quarta (2/9) no Senado

Quarta, 2 de setembro de 2015
Hoje, 02 de setembro, será lançada no Senado, em Brasília, a Agenda Legislativa da CUT para as Relações de Trabalho. Elaborada pela Secretaria de Relações de Trabalho (SRT) da CUT, reúne as principais matérias legislativas em discussão no Congresso Nacional Brasileiro, que tratam de temas relacionados ao mundo do trabalho.
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 Graça Costa, secretária nacional de Relações do Trabalho da CUT

A CUT sempre atuou nesse espaço e sempre mobilizou milhares de trabalhadores e trabalhadoras em direção a Brasília para apoiar algum projeto ou, na maioria das vezes, para protestar ou tentar impedir a aprovação de outros tantos. Sempre defendendo os interesses da classe trabalhadora.

sábado, 25 de julho de 2015

Terça (28/7) é dia de protesto no Ministério da Fazenda e no Buriti

Sábado, 25 de julho de 2015
A próxima terça-feira (28) será de grandes manifestações em Brasília.

A partir das 9h30, trabalhadores de todo o país se concentrarão em frente do Ministério da Fazenda para protestar contra o Plano Levy, os ajustes fiscais que penalizam a classe trabalhadora com recessão e retirada de benefícios e direitos. O ato é convocado pela CUT e a data foi escolhida por ser a mesma da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável pela fixação da taxa de juros Selic. A elevação da taxa básica de juros é responsável pela redução dos investimentos na produção e no consumo, provocando um quadro recessivo e de aumento do desemprego, e só favorecendo o capital financeiro e especulativo.  “Vamos repudiar essa política econômica que só atinge e retira direitos dos trabalhadores e vamos apresentar uma alternativa que realmente promova o desenvolvimento e avanços para a classe trabalhadora”, explica Rodrigo Britto, presidente da CUT Brasília.

Resoluções da Executiva da CUT sobre agravamento da crise econômica e política

Sábado, 25 de julho de 2015

Resoluções da Diração Executiva da CUT 21 de julho de 2015.


A Direção Executiva da CUT, reunida em São Paulo no dia 21 de julho, ao fazer a análise de conjuntura, constatou o agravamento da crise econômica e política por que passa o país, com ampla repercussão na área social onde já se preanuncia uma situação de crise. Neste cenário, aumenta sua responsabilidade na defesa dos interesses da classe trabalhadora, levando a Central a propor um programa econômico alternativo à atual  política econômica do governo e a fazer a defesa incondicional da democracia em nosso país. A CUT não aceita o retrocesso  nas conquistas obtidas pela população brasileira nos últimos 12 anos causado pela adoção errática de uma política macroeconômica neoliberal e  recessiva, assim como reagirá com veemência a qualquer tentativa que coloque em risco a democracia no Brasil.
A crise política se agravou, com a expectativa criada em torno da possível  rejeição pelo TCU da prestação de contas do governo Dilma/2014 e do questionamento à origem de parte dos recursos que financiaram a campanha Dilma nas eleições presidenciais. Embora as  chamadas “pedaladas fiscais” sejam um recurso contábil amplamente utilizado nos últimos 14 anos e as contas da candidatura vitoriosa tenham sido aprovadas por unanimidade pelo TSE, representantes da direita no Congresso continuam ameaçando, com base nas supostas irregularidades, entrar com ação de impeachment da Presidenta Dilma.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

PPE: “vitória” ou tiro no pé?

Quarta, 22 de julho de 2015
Por Julio Turra
Artigo publicado originalmente em 9/7/2015
Redução de jornada com redução salarial vira MP do governo
Em 6 de julho, o governo editou a Medida Provisória 680 que cria o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), com validade até dezembro de 2016.
Lançado com apoio da UGT, Força Sindical e de dirigentes metalúrgicos da CUT, da Anfavea (fabricantes de veículos) e outras entidades patronais, o PPE se inspira no programa de “jornada reduzida” alemão: em momentos de crise das empresas, se reduz a jornada e os salários.
Nunca houve uma deliberação da direção da CUT de apoio ao PPE, mas o ramo metalúrgico da central patrocinou a proposta e a vinha negociando com empresários e governo há meses.
Nunca houve uma deliberação da direção da CUT de apoio ao PPE, mas o ramo metalúrgico da central patrocinou a proposta e a vinha negociando com empresários e governo há meses.
A “Tribuna Metalúrgica”, órgão do sindicato do ABC, com o anúncio da MP, estampou em sua capa “Vitória!”. Será mesmo, ou é um tiro no pé num momento em que a CUT vem combatendo o ajuste fiscal de Levy que provoca recessão e desemprego?
Como funciona o PPE?
É a redução temporária da jornada de trabalho e de salários em até 30% pelo prazo de 6 meses, prorrogáveis até 1 ano. A empresa que aderir paga o salário na mesma proporção da redução da jornada e o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) subsidia a metade da redução salarial (se for de 30%, entra com 15% a mais no salário reduzido) até o teto de 65% do maior benefício do seguro desemprego (R$ 900,84). O FGTS e INSS serão pagos pelo patrão com base no salário reduzido e o FAT complementará com base no subsídio que aportar.
Assim, com uma jornada reduzida a 70%, quem ganhava 2.500 reais ficaria com 2.125 (85% do salário), mas quem ganhava 8.000 reais ficaria com 6.501 (81% do salário).
Sérgio Nobre, metalúrgico do ABC que é secretário geral da CUT, apresentando o PPE no site da central, diz que “ entre as medidas que existem por lei para evitar o desemprego durante a crise, o PPE é a que menos prejudica o trabalhador”, comparando-o com o “lay-off” (suspensão de contrato com o trabalhador recebendo o seguro desemprego). Logo prejudica menos, mas ainda assim prejudica!
Em resumo: os patrões pagam salários reduzidos com a redução da jornada e quem complementa até o máximo 900 reais é o FAT, cujos recursos são dos próprios trabalhadores!
Assim, os patrões, que reclamam que “demitir é caro no Brasil”, economizam reduzindo salários de uma mão de obra que podem precisar mais à frente. É bom frisar que a adesão ao PPE é voluntária, logo se os patrões preferirem podem optar pelo “lay off”.
E o trabalhador? Mantém o emprego por no máximo 1 ano, com salário e benefícios reduzidos. Depois terão estabilidade de no máximo 4 meses. Se “não der certo”, isto é, se o Plano Levy seguir gerando recessão e desemprego (como a própria CUT analisa), ele vai para a rua!
O PPE é uma falsa saída para a crise no emprego, a qual exige a mudança imediata da política econômica. O debate vai ser quente na CUT, voltaremos a ele.
Na Mercedes, 73% de não à redução de jornada e salário!
Em 2 de julho, os metalúrgicos da Mercedes Benz em São Bernardo rejeitaram a proposta acordada pela direção do sindicato e a multinacional que reduziria, durante um ano, a jornada de trabalho em 20% e o salário em 10%, com estabilidade no emprego no mesmo período e a recontratação de 300 demitidos que ficaram acampados 26 dias diante da empresa. A proposta ainda previa reajustes abaixo da inflação nos próximos dois anos.
Após assembleia na porta da empresa, em que os dirigentes defenderam a proposta, nos moldes do PPE que iria virar MP quatro dias depois, a votação em urna deu 73% para o “Não”!
O que demonstra que os trabalhadores não querem pagar o custo da crise com o corte de salários e benefícios e atualiza a luta por nenhuma demissão!
Julio Turra
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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Brasília: Sindicalistas pressionam parlamentares nesta terça (7/7) em defesa da Petrobras

Segunda, 6 de julho de 2015

A programação em defesa da Petrobras começa nesta semana com uma manifestação de dirigentes sindicais petroleiros, da educação e de outros sindicatos CUTistas no aeroporto de Brasília. A partir das 7h30 desta terça (7), os sindicalistas recepcionarão parlamentares para pressionar contra a aprovação do PLS 131, do senador José Serra (PSDB/SP), que ameaça alterar o modelo de exploração do pré-sal, retirando da Petrobras a função de operadora única e acabando com a participação obrigatória da empresa em todos os campos exploratórios. O projeto entreguista para o capital estrangeiro, que ameaça também retirar recursos do pré-sal para a educação e a saúde, está na pauta de votação do Senado e corre o risco de ser aprovado já nesta terça-feira (07).
Fonte: CUT Brasília e CUT Nacional

sexta-feira, 3 de julho de 2015

CUT repudia projeto contra direiro democrático de manifestação

Sexta, 3 de julho de 2015
Da CUT
Projeto de lei que estabelece critérios e horários para manifestações ao longo do Eixo Monumental foi aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, nessa terça-feira (30).  O PL nº 572/2011,  de autoria do deputado distrital distrital Cristiano Araújo (PTB), prevê, entre outras normas, que atos ou manifestações e eventos do tipo sejam comunicados com um mínimo de 48 horas de antecedência à Secretaria de Segurança Pública e que aconteçam fora dos horários de maior circulação de automóveis, das 7h às 9h e das 17h30 às 19h30.

No entendimento da CUT Brasília, a medida fere o direito democrático de manifestação da população, especialmente dos trabalhadores. “ Fica claro, que a medida visa apenas impedir que a população dê visibilidade às suas justas reivindicações por melhores condições de trabalho e de vida.  Em vez de tratar as causas econômicas, sociais e políticas das manifestações, que levam a população a protestar em espaços públicos, o governo procura criminalizar e reprimir o movimento sindical e popular”, avalia o secretário geral, Rodrigo Rodrigues.

“Os trabalhadores não se intimidarão diante dessas medidas que barram o direito constitucional de manifestação e expressão da população e tentam impedir os trabalhadores de lutarem por aquilo que o poder público e os empresários negam para o bem estar dos trabalhadores e suas famílias”, completa Rodrigo Britto, presidente da CUT Brasília.

Chico Vigilante (PT-DF) comparou o projeto de Araújo como uma medida ditatorial e antidemocrática, que afronta o direito das pessoas se expressarem. “Na época da ditadura, o governo monitorava as manifestações e limitava os espaços. A democracia prevê a liberdade de manifestação”, ressaltou Chico.

Setores conservadores, empresariais e do governo têm tentado cada vez mais fechar um cerco para enfraquecer e até impedir que os movimentos sindical e sociais lutem por seus direitos e por atendimento de reivindicações.

Recentemente outras duas medidas antidemocráticas foram tomadas. Uma delas foi a aprovação do projeto de lei 1284/2012, que virou a lei nº 5470, exigindo aos sindicatos a publicação via internet de todas as ações e as prestações de contas relativas às contribuições e demais verbas recebidas. A medida viola o direito  à liberdade e autonomia sindical das entidades, além do próprio direito dos trabalhadores em fiscalizar a entidade a qual são filiados.

Outra medida nesse sentido partiu da Polícia Militar do DF, em março, comunicando a decisão de passar a impedir manifestações em espaços públicos, com uso até de “efetivo policial”, sob a alegação de garantir a livre circulação de veículos.

Fonte: CUT Brasília

quarta-feira, 11 de março de 2015

Rompam com o governo

Quarta, 11 de março de 2015
Do site do PSTU
Um chamado às direções da CUT, MST e UNE: É necessária uma ampla unidade de ação das centrais e dos movimentos populares para derrotar essa politica econômica perversa


Na próxima sexta-feira, 13 de março, a CUT, o MST e a UNE estão convocando uma manifestação que, em seus materiais de divulgação, se colocam contra o ajuste fiscal do Governo Federal, em defesa da Petrobras e pela reforma política.

Diante da evidente polarização com a manifestação pelo impeachment de Dilma, convocada por setores de direita e apoiadas pelo PSDB e o DEM e marcadas para o próximo domingo, essas entidades denunciam que está a caminho um golpe dos conservadores contra um governo eleito.

O pronunciamento de Dilma, exibido na noite de domingo em cadeia nacional de rádio e televisão, mostrou a presidente petista defendendo firmemente o ajuste fiscal de seu governo. Ajuste este que, como sabemos, ataca direitos trabalhistas e busca jogar nas costas do povo trabalhador todo o peso da péssima situação da economia capitalista, enquanto as grandes empresas, bancos e o agronegócio seguem lucrando como nunca.

sábado, 3 de janeiro de 2015

As duas Dilmas

Sábado, 3 de janeiro de 2015
Da Tribuna da Imprensa
Carlos Chagas
Da existência de dois Brasís, o dos ricos e o dos pobres, ninguém duvida desde Pedro Álvares Cabral. O inusitado,  agora, é reconhecermos também a realidade de duas  Dilmas. Não deixam  dúvidas seus pronunciamentos no Congresso e no parlatório do palácio do Planalto,  ao tomar posse pela segunda vez. A presidente declarou: “nenhum direito a menos! Nenhum passo   atrás!” Referia-se à legislação  trabalhista.
Ora  bolas! Dois dias antes ela  havia enviado Medida Provisória ao Legislativo, cortando pela metade o abono salarial,  o seguro-desemprego, o auxílio-doença, as pensões por morte do cônjuge e até os benefícios aos pescadores impedidos de pescar. Qual das duas Dilmas será a verdadeira?
O processo de redução das prerrogativas sociais foi iniciado faz muito, nos idos de 1964, prolongando-se até o momento em que, imaginávamos, seria estancado, com a ascensão do governo dos trabalhadores. Presumia-se, até, o restabelecimento de alguns direitos trabalhistas, como a estabilidade no emprego.
Adianta pouco ou nada constatar que as supressões acima citadas estão  longe de significar meros ajustes e eliminação  de  excessos, como quer o governo.  Foi supressão mesmo, ou seja, abre-se outra vez o saco de maldades. Só que Dilma, depois de suprimir, tripudia: “Nenhum direito a menos!” “Nenhum passo atrás!”  Quem garante?
O grotesco  nessa farsa está no silêncio da CUT e do PT.  Nenhuma voz sindical ou partidária foi ouvida daqueles que tinham por obrigação defender o trabalhador. Por ironia, foram os tucanos a protestar, eles que nos tempos de Fernando Henrique  Cardoso fartaram-se de reduzir direitos sociais. A conclusão é de estar abandonada a classe operária, precisamente pelos que deveriam guardá-la.
Múltiplas contradições podem ser pinçadas no discurso da presidente da República, ficando a impressão de ser outro o país que ela governa.  O que será, na concepção dela, o “menor sacrifício possível” a ser exigido pelo ajuste fiscal que vem por ai?
O VELHO  E  O  NOVO
Apenas a partir de segunda-feira os   agora ex-ministros transmitirão  os cargos aos novos, já  empossados mas ainda sem coragem  para assumir. Seguindo o exemplo da presidente Dilma, os integrantes do governo do segundo mandato ampliaram desde ontem o fim de semana.  Poucos permaneceram em Brasília.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Ao lado de Lula, Dirceu e Delúbio são homenageados no aniversário da CUT

Sexta, 30 de agosto de 2013
No aniversário de 30 anos da CUT, presidente da central disse que 'companheiros que iluminam a militância petista e não tem medo de fazer política e sair a rua de cabeça erguida'

Guilherme Waltenberg e Pedro Venceslau - O Estado de S. Paulo
SÃO BERNARDO DO CAMPO - O ex-ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu, e o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, ambos condenados no caso do mensalão, foram homenageados hoje [sexta] na festa dos 30 anos da CUT (Central Única dos Trabalhadores), em São Bernardo do Campo, cidade que também foi o berço do PT.
No telão, Lula e José Dirceu vistos juntos em comemoração de 30 anos da CUT - JF Diorio/AE
JF Diorio/AE
No telão, Lula e José Dirceu vistos juntos em comemoração de 30 anos da CUT
 

domingo, 28 de julho de 2013

Por Que Fracassou a Greve Geral?

Domingo, 28 de julho de 2013
Escrito por Mário Maestri
historiador e professor do PPGH da UPF  
Por além das avaliações triunfalistas ─ burocráticas, oportunistas ou piedosas  ─, a greve de 11 de julho foi estrondoso fracasso que superou as expectativas mais pessimistas. Mobilização de ares governistas, sem os entraves de praxe, caracterizou-se pela ausência quase total dos trabalhadores sindicalizados, na paralisação do trabalho e nas desmilinguidas manifestações. Entretanto, esperava-se que os trabalhadores fossem os protagonistas do evento.
 
É certo que se tratava de greve de mentirinha, chamada pela burocracia cutista, humilhada no âmago da empáfia funcional pelas estrondosas mobilizações de junho, que conseguiram, em dias, fazer o poder balançar, o que a CUT não faz, há anos! Greve marcada para quando aquelas mobilizações refluíam, para exibir sem contraponto a força operária que a burocracia cutista diz representar. Proposta abraçada pelas demais centrais, muitas de faz-de-conta, pelo MST, pela UNE e pelo próprio PT.

Sobretudo, esperava-se demonstração de força que não revivesse o fôlego das mobilizações populares, armando-as de direção operária e de pauta de exigências ambiciosa e exequível. Por precaução, propôs-se, não uma Greve Geral, mas um Dia Nacional de Luta, decretado desde arriba, sem consulta e mobilização dos de abajo. 

Ajudando a Presidenta