Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Centrais promovem “Ocupa Brasília” contra as reformas

Quinta, 4 de maio de 2017
Movimento exige o fim da tramitação dos projetos que interferem na Previdência e nas leis trabalhistas

Da CUT Brasil
As Centrais Sindicais anunciaram, na tarde desta quinta-feira (04), em São Paulo, mais uma nova iniciativa de pressão contra as Reformas da Previdência e Trabalhista. As entidades divulgaram a semana “Ocupa Brasília”, que acontecerá entre os dias 15 e 19 de maio.

Previdência: Com a Fé em Deus e o Pé na Cova

Quinta, 4 de maio de 2017
Por 

Com a substituição da CLT pela CPPT - a Consolidação dos Privilégios de Previdência e Trabalho, o Brasil vai cumprindo, pouco a pouco, o ideal clássico e fascista de sua transformação em uma pseudo Nova Roma. A invasão do parlamento por carcereiros, mostra o empenho de certos estratos da plutocracia de não ficar de fora do trem da alegria previdenciário que, covardemente, o sistema assegura aos servidores armados do estado e aos ligados ao poder de "justiça", ambos já beneficiados por altíssimos salários e toda classe de benesses, e continuará negando cada vez mais aos cidadãos comuns, de segunda classe, aprofundando a falta de isonomia e a desigualdade de destino que caracteriza, desde o nascimento, a sociedade brasileira. Daqui pra frente, estaremos cada vez mais divididos, quanto ao futuro e às condições de vida, entre os centuriões, os acusadores e os juízes, a plebe e os servos feudais dos sonhos do Deputado Nilson Leitão, do PSDB do Mato Grosso, que, trabalhando por até 12 horas por 24, 18 dias ininterruptos, em troca apenas de teto e comida, serão rapidamente reduzidos à condição de escravos, sendo expulsos dos limites da propriedade quando seus braços já não aguentarem o batente, rumo à miséria ou ao cemitério. Se tivessem um mínimo de coerência e vergonha, os deputados e senadores que estão aprovando essa reforma deveriam renunciar às suas aposentadorias, abraçando e adotando, para si mesmos, o modelo que pretendem impor à maioria dos brasileiros, que poderíamos chamar, "tout court", de FÉ EM DEUS E PÉ NA COVA. Enquanto isso, a mídia que serve ao governo, bate, "didaticamente", ao modo do professor Goebbels, e dos técnicos do Ministério da Verdade de "1984", nos dados do déficit da Previdência, negando-se deliberadamente a informar à população que a maior parte da sangria do orçamento público é causada pelos juros mais altos do mundo, pagos a bancos particulares que lucram bilhões de reais - confiram os balanços e os jurômetros - por trimestre, em um país mergulhado no caos institucional, na paralisia e sucateamento - quando não na simples aos estrangeiros, a preço de banana, - de obras e projetos importantíssimos, e no desemprego.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Comissão especial aprova relatório da reforma da Previdência

Quarta, 3 de maio de 2017
Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil
Após mais de seis horas de discussões, a Comissão Especial da Reforma da Previdência aprovou o relatório do deputado Arthur Maia (PPS-BA) que modifica as regras para a aposentadoria. O texto foi aprovado por 23 votos a 14. Para ser aprovado na comissão, o relatório precisava dos votos de pelo menos 19 dos 37 integrantes do colegiado.

Votaram contra PT, PCdoB, PSOL, Rede e PDT. Partidos da base aliada, como Solidariedade (SD), PHS, Pros, PSB, PMB, PSDB, DEM, PMDB, PSC, PP, PRB, PPS, PV e PEN, votaram a favor.

Os deputados ainda terão de votar os destaques. A intenção do governo é levar a proposta para ser votada no plenário da Câmara na segunda quinzena deste mês.

Por se tratar de uma mudança na Constituição, a proposta precisará de pelo menos 308 votos favoráveis no plenário para ser enviada ao Senado.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Temer desespera e apela: quer Silvio Santos e Ratinho fazendo propaganda da reforma da previdência

Sexta, 21 de abril de 2017
Do Esquerda Diário
Michel Temer teve um jantar na noite desta quinta-feira, 20, com o empresário e apresentador, dono do SBT, Silvio Santos. O encontro foi, principalmente, para que Temer acertasse com o homem do baú, que é amplamente conhecido nas classes populares, uma ajuda ao governo para divulgar suas mentiras a respeito da reforma da Previdência.
Iaci Maria
Belo Horizonte
O encontro foi acertado na semana passada, quando Temer esteve em São Paulo e quem mediou foi o amigo em comum, também apresentador do SBT, ninguém menos do que o reacionário Ratinho, aquele que não tem nenhum pudor em exibir uma mulher sendo agredida em seu palco.

A ideia de Temer é apelar para o poder de comunicação de Silvio Santos para que ele possa usar seu controle da mídia, seu alcance e popularidade para fazer propaganda positiva da reforma da previdência, para tentar ganhar o apoio de trabalhadoras e trabalhadores ao seu projeto de ataques e retirada de direitos. A intenção de Temer é que o próprio Silvio Santos – e, consequentemente, toda sua emissora, que é uma das principais do país – faça defesa da reforma em seu programa. Temer não quer ele mesmo ir ao programa defender seu projeto porque sabe que seu apoio na população é de apenas um dígito, ou seja, ele é cada vez mais rejeitado à medida que trabalhadores e juventude questionam suas reformas que apenas descarregam a crise nas costas dos trabalhadores.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Comissão especial adia para maio votação de relatório da reforma da Previdência

Quarta, 19 de abril de 2017
Yara Aquino - da Agência BrasilBrasília - O deputado Arthur Maia faz a leitura do seu relatório na Comissão Especial que analisa a proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência (PEC 287/16) (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O deputado  Arthur  Maia  lê   seu  relatório  na  comissão  especial  da  Câmara que  analisa  a  proposta  da  reforma  da  Previdência  Social /Marcelo  Camargo/Agência  Brasil

Com a leitura, hoje (19), pelo deputado Arthur Maia (PPS-BA), de parte do relatório sobre a proposta de reforma da Previdência na comissão especial da Câmara, os parlamentares definiram o calendário de tramitação da matéria. A previsão é que o parecer de Maia seja votado na comissão no dia 2 de maio.

Suspensa a leitura do parecer sobre reforma da Previdência dos bancos/Temer/Henrique Meirelles

Quarta, 19 de abril de 2017
Débora Brito e Yara Aquino - Repórteres da Agência Brasil
 
O relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), fez hoje (19) a leitura de parte de seu parecer sobre a proposta enviada pelo governo ao Legislativo. Com quase uma hora de apresentação, a reunião foi suspensa para que os parlamentares pudessem participar da votação da ordem do dia no plenário da Câmara.

A leitura do parecer aos membros da Comissão Especial criada para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016 foi iniciada depois que o relator fechou acordo com os deputados da oposição, que pretendiam obstruir a reunião.


O relatório - com 191 páginas - foi protocolado pouco antes do início dos trabalhos da comissão. No documento, Maia se posiciona de forma favorável ao teor da proposta original do governo, inclusive na justificativa de que o sistema previdenciário apresenta déficit. Ele, contudo, acatou parte das emendas apresentadas ao projeto.

Entre as alterações, o relator incluiu a idade mínima de aposentadoria para policiais, como havia adiantado ontem (19). Segundo o substitutivo, até que entre em vigor lei complementar que trate do regime de aposentadoria dos militares, os policiais federais, rodoviários federais, ferroviários federais, policiais civis e os agentes penitenciários poderão se aposentar aos 55 anos de idade.

Para isso, é necessário comprovar, cumulativamente, 30 anos de contribuição para homem e 25 para mulher e 20 anos de efetivo exercício em cargo de natureza estritamente policial ou de agente penitenciário. A proposta enviada pelo Executivo previa a idade mínima de 60 anos para aposentadoria dos policiais.

O substitutivo elaborado por Maia também altera a idade mínima de aposentadoria para trabalhadoras rurais, reduzindo de 60 para 57 anos, e mantém o tempo de contribuição em 15 anos e não 20 como apresentado  ontem. Para os produtores rurais, o relatório estabelece ainda que a contribuição será de forma individual com alíquota favorecida sobre o salário mínimo.

Redução dos limites de idade
A adoção de critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria por meio da redução dos limites de idade e de tempo de contribuição fica restrita a pessoas com deficiência que previamente forem submetidas a uma avaliação biopsicossocial; e a segurados cujas atividades sejam exercidas em condições especiais que prejudicam a saúde, não podendo a idade ser inferior a 55 anos para homens e mulheres.

De acordo com a proposta do relator, a aposentadoria no regime geral de previdência será assegurada aos homens que completarem 65 anos e às mulheres que atingirem 62 anos, com 25 anos de contribuição para ambos os sexos.

Durante a transição do regime, o relator considera o critério da contribuição, e não a idade do segurado. “Na sistemática adotada, faz-se com que a idade mínima, inicialmente prevista (53 anos para as mulheres e 55 para os homens), aumente progressivamente, até atingir o patamar previsto no texto permanente”, diz trecho do documento.

O deputado Arthur Maia ressaltou que as mudanças na idade das mulheres, na forma de cálculo para concessão dos benefícios e a manutenção das aposentadorias, foram feitas para acatar reivindicações de diversos setores.

A leitura do relatório está prevista para ser retomada no fim da tarde desta quarta-feira.

Reforma da Previdência agrava desigualdades sociais, dizem CNBB, OAB e Cofecon

Quarta, 19 de abril de 2017
Andreia Verdélio – da Agência Brasil
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Conselho Federal de Economia (Cofecon) manifestaram-se hoje (19) contra a reforma da Previdência. Em nota, as três entidades disseram que é necessário que a sociedade brasileira esteja atenta às “ameaças de retrocessos”.

“A PEC 287 [Proposta de Emenda à Constituição] vai na direção oposta à necessária retomada do crescimento econômico e da geração de empregos, na medida em que agrava a desigualdade social e provoca forte impacto negativo nas economias dos milhares de pequenos municípios do Brasil”, diz a nota. “A ampla mobilização contra a retirada de direitos, arduamente conquistados, perceptível nas últimas manifestações, tem forçado o governo a adotar mudanças. Possíveis ajustes necessitam de debate com a sociedade para eliminar o caráter reducionista de direitos.”

sexta-feira, 10 de março de 2017

Debate sobre a reforma da Previdência foi um sucesso ontem (9/3) à noite no Colégio do Gama (CG), no DF

Sexta, 10 de março de 2017

Do Gama Livre
As falácias, mentiras, do governo Temer e dos banqueiros sobre a reforma da Previdência

Foram dois palestrantes brilhantes. Floriano Martins, da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip), e Wladimir Nepomuceno, aposentado como servidor do INSS, atualmente assessor sindical.

Os dois discorreram sobre os perversos impactos da reforma da Previdência na vida dos trabalhadores. Reforma proposta pelo governo Temer/banqueiros/Henrique Meireles, e que retira direitos fundamentais da classe trabalhadora e, praticamente, dificulta/impede aposentadorias.

O Gama Livre gravou as duas exposições e posta o áudio logo a seguir. Áudio que merece ser ouvido com atenção até o final, para que tenhamos um conhecimento mais profundo do absurdo que é essa tal reforma da Previdência que visa, exclusivamente, garantir cada vez mais os elevados pagamentos aos banqueiros, via juros da dívida pública brasileira. Dívida que, por sinal, é ilegítima em quase sua totalidade, como bem ficou demonstrada por ocasião da CPI da Dívida.

Ouça o vídeo. Do início até os 26 minutos, temos a palestra de Floriano Martins. Dos 26 até o final do áudio, podemos ouvir a palestra de Wladimir Nepomuceno.





Veja também:
DOCUMENTOS DA CPI DA DÍVIDA PÚBLICA 2009/2010


CPI da Dívida Pública encontrou irregularidades ainda não investigadas. Por quê?



Verdades e Mentiras Sobre a Dívida Pública

quinta-feira, 9 de março de 2017

Meirelles, pai da reforma da Previdência, presidia o Friboi, que deve R$ 1,8 bilhão

Quinta, 9 de março de 2017
Da Tribuna da Internet
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Charge do Baptistão, reproduzida do jornal El País

João Amaury Belem
Estamos lendo e vendo na mídia brasileira a tal da reforma da Previdência Social, tendo em vista supostos prejuízos operacionais e rombos verificados. No entanto, o que temos no INSS são manobras orçamentárias, contabilidade ardilosa e desvios, não nos esqueçamos de Jorgina de Freitas, a advogada criminosa que liderava um esquema fraudulento que envolvia diversas autoridades, advogados, procuradores do INSS e juízes no Rio de Janeiro, com prejuízo equivalente a US$ 310 milhões dos cofres da Previdência.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Previdência, Déficit e DRU

Sábado, 25 de fevereiro de 2017
Por
Aldemario Araujo Castro*

A Reforma da Previdência é um dos mais importantes e sensíveis assuntos do momento. A Proposta de Emenda Constituição (PEC) n. 287/2016 tramita com pompa e circunstância na Câmara dos Deputados. O governo de plantão, capitaneado pelos senhores Temer, Meirelles e Padilha, afirma que as contas públicas caminharão para o colapso na hipótese de rejeição da proposição. São dois os argumentos (motivações) principais para a reforma na ótica dos governistas: a) déficit crescente nas contas previdenciárias e b) trajetória de envelhecimento da população.

O aumento da expectativa de vida da população, um dos pilares do complexo problema, deve ser comemorado como representativo da melhoria das condições de vida dos brasileiros de uma forma geral. Efetivamente, esse fenômeno gera uma pressão sobre as contas da previdência social. Entretanto, é preciso analisar com todas as cautelas técnicas e total transparência a extensão do impacto em questão. Nesse ponto, segundo registro de inúmeras entidades da sociedade civil, os cálculos governamentais não são alçados à arena do debate público sobre o assunto.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Ministro da Defesa distorce dados sobre militares no déficit da Previdência

Sábado,18 de fevereiro de 2017
Da Pública
Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo

Investigamos a afirmação de Raul Jungmann, que calculou a despesa gerada pelos militares em apenas R$ 13 bilhões

“Dizem que os militares contribuiriam com 45% do déficit da Previdência. Isso não é verdade. Inclusive isso está sendo corrigido. Eu recebi a informação da Secretaria Geral e da Secretaria do Orçamento. Na verdade, os militares não contribuem como está sendo dito aí com R$ 34 bilhões e com 45% do déficit. O déficit real que os militares contribuem é de R$ 13 bilhões.” – Raul Jungmann, ministro da Defesa, em entrevista ao jornal O Globo em 7 de dezembro de 2016

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, em viagem ao Espírito Santo
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, em viagem ao Espírito Santo. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Uma das principais críticas à proposta de reforma da Previdência do governo Michel Temer (PMDB) é que os militares não foram incluídos nas novas regras. Essa exceção exaltou muitos ânimos e suscitou artigos sobre o tamanho do déficit previdenciário e qual a participação dos militares neste rombo. Veículos como O Globo e BBC publicaram textos sobre o assunto nos quais indicam que o déficit dos militares corresponde à porcentagem contestada pelo ministro Raul Jungmann em sua frase, de 45%. O Truco –projeto de verificação de fatos da Agência Pública – entrou em contato com o Ministério da Defesa diversas vezes, solicitando o posicionamento da pasta e a fonte do dado informado por Jungmann como verdadeiro, mas não obteve retorno.

A informação de que, em 2015, cerca de 45% do déficit da Previdência derivou do gasto com militares consta em diversos documentos oficiais. Uma tabela produzida pela Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados mostra que o déficit total da Previdência Social naquele ano foi de R$ 72,5 bilhões. Desse valor, R$ 32,5 bilhões destinaram-se ao pagamento de militares, incluindo aqueles que estão na reserva e reformados. Isto corresponde a 45% do déficit total.

Em 2016, o percentual foi um pouco menor: 44% do déficit previdenciário foi relativo aos gastos com militares. A contribuição dos militares para o déficit do ano passado chegou exatamente ao valor que o ministro declarou ser incorreto: R$ 34,06 bilhões.

O grupo de consultores da Câmara responsável pela tabela trabalha no assessoramento em orçamento, controle e fiscalização financeira. O documento obtido pela reportagem foi produzido pelo núcleo temático Trabalho, Previdência e Assistência Social. A fonte oficial utilizada foi o Relatório Resumido da Execução Orçamentária, elaborado pelo Tesouro Nacional, que é vinculado ao Ministério da Fazenda.

O valor indicado por Jungmann como o “déficit real” dos militares está incorreto e na verdade aproxima-se do gasto apenas com pensões, sem contar o déficit causado com pagamento de militares na reserva e reformados. O déficit causado somente pelas pensões foi de R$ 19 bilhões em 2016. Em 2015, a despesa foi de R$ 18,2 bilhões.

O ministro da Defesa afirma ainda que o percentual de 45% não é verdadeiro e estaria sendo corrigido. Nenhuma fonte contatada afirmou que o dado está sendo reanalisado, apenas que ele se refere a todos os gastos que a Previdência tem com militares e não apenas às pensões, como o número indicado por Jungmann. A assessoria de imprensa do Ministério da Defesa não respondeu às solicitações da reportagem.

Distorcido

O Truco classifica a afirmação de Jungmann como distorcida, porque os dados foram usados para produzir uma falsa interpretação da realidade. O número apresentado como verdadeiro está errado e é relativo apenas a uma parcela dos gastos da Previdência com os militares. Além disso, a maneira como a frase foi construída induz o leitor a acreditar que o dado apresentado pelo jornais está incorreto – o que não é verdade.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Para economistas, arrocho e reforma da Previdência causarão reação popular

Quarta, 15 de fevereiro de 2017
Do IHU
Instituto Humanitas Unisinos
Segundo Maria Lucia Fattorelli e Amir KhairMichel Temer e aliados erram o cálculo político e verão reação que não esperavam contra a reforma da Previdência e recessão.
A reportagem é de Eudardo Maretti e publicada por Rede Brasil Atual - RBA, 14-02-2017.
Aos poucos, a população brasileira deve acordar para a realidade econômica do país. Apesar de o governo ter conseguido aprovar medidas como a chamada “PEC do Fim do Mundo” (emenda constitucional que limita os gastos públicos) e ter vendido ativos importantes da Petrobras (como o campo de Carcará), economistas acreditam que o governo vai ter muita dificuldade daqui para a frente. E por erros de cálculo dele próprio. O principal equívoco talvez seja o de ter achado que a reforma da Previdência (Proposta de Emenda à Constituição 287) será obtida sem problemas, acredita Maria Lucia Fattorelli, auditora aposentada da Receita Federal e fundadora do movimento Auditoria Cidadã da Dívida.
“O governo não sabe a luta que está sendo organizada para barrar essa reforma da Previdência. Todas as centrais e os sindicatos do Brasil inteiro estão se unindo (em torno da pauta). Eles (o governo) estão conseguindo unir todo mundo, porque essa reforma atinge trabalhadores do setor público e privado, do setor urbano e rural, ativos, aposentados e pensionistas. Mexe com todos”, diz. “Até agora as reformas foram fatiadas. Nunca conseguimos fazer uma mobilização completa por falta da consciência de que o que mexe com um, mexe com todos. Mas dessa vez o próprio governo fez o favor de mexer com todos.”
Para o economista Amir Khair, secretário de Finanças da gestão de Luiza Erundina na prefeitura de São Paulo (1989-1992), o governo Temer também erra ao calcular que suas reformas e a política de arrocho da economia passarão incólumes e que a política de ajuste passará incólume. “Eles estão tentando enfiar (as reformas) goela abaixo e o principal objetivo é a reforma da Previdência.”