Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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domingo, 18 de fevereiro de 2018

Zé Maria: Intervenção militar no Rio vai aumentar a violência contra os pobres

Domingo, 18 de fevereiro de 2018
Do PSTU
Por

Rio de Janeiro - Militares do Exército, da Marinha e Aeronáutica fazem uma operação de abordagem a veículos em acessos a rodovias federais e em vias expressas do Rio de Janeiro (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Não é novidade para ninguém a violência generalizada que se abate sobre a população pobre do rio de Janeiro, notadamente as que vivem nas comunidades. Violência do tráfico, das milícias e, mais grave, violência da própria polícia, que deveria proteger as pessoas. Não é de hoje o verdadeiro genocídio contra a juventude negra e pobre das periferias que assistimos no Brasil.

Há muitas teorias da conspiração circulando nas redes sociais e nas declarações de algumas organizações políticas. E há mesmo aqueles que acham que é só mais uma ação atabalhoada de um governo que não encontra mais onde se sustentar. Para além de tudo isso, o que é certo é que estamos diante do aprofundamento de uma escalada repressiva e de criminalização das lutas dos trabalhadores e da pobreza em nosso país que, aliás, não é de agora. Lembremos que, ainda no governo anterior, tivemos a aprovação da Lei Anti-Terrorismo, Lei das Organizações Criminosas e decretos autorizando a utilização das Forças Armadas na garantia da “lei e da ordem” dentre outros.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Temer começa a reforma trabalhista: É preciso uma reação dura para defender os direitos dos trabalhadores

Quinta, 22 de dezembro de 2016
Por Zé Maria, metalúrgico e presidente nacional do PSTU
Foto Agência Brasil

O presente de Natal de temer para os trabalhadores e trabalhadoras brasileiras não poderia ser pior. Baixou, por Medida Provisória, um conjunto de medidas que são já, na verdade, uma verdadeira reforma trabalhista que coloca na berlinda os nossos direitos.

A MP permite aumento da jornada diária de trabalho, fortalece o sistema de contratação temporária, precarizando ainda mais as condições de trabalho e institui a prevalência do “negociado sobre o legislado”. Esta é, talvez, a medida mais grave que consta da MP. Ela disponibiliza para negociação coletiva direitos que os trabalhadores, hoje, têm garantidos em lei.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Nota do PSTU: Rollemberg anuncia repasse de dinheiro público da educação para a iniciativa privada

Segunda, 11 de julho de 2016
Leia a nota do PSTU:

ROLLEMBERG ANUNCIA REPASSE DE DINHEIRO PÚBLICO DA EDUCAÇÃO PARA A INICIATIVA PRIVADA.

Rollemberg anunciou, no início da semana passada, a concessão de cerca de 2,5 mil bolsas de estudos, no valor de 456 reais, para crianças de 4 e 5 anos ainda não contempladas com vagas em escolas públicas. O anúncio passou meio despercebido diante do tão esperado concurso para cargos da SEDF, cujas vagas anunciadas estão longe de suprir a carência existente. 

No entanto, a medida não pode ser desconsiderada, pois ela significa, na prática, que o governo não assumiu sua responsabilidade com uma educação pública e optou por repassar dinheiro público para a iniciativa privada.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Declaração da Direção Nacional do PSTU frente à ruptura de um grupo de militantes do partido

Quinta, 7 de julho de 2016
Da Direção Nacional do PSTU
Um setor de companheiros deixou as fileiras do PSTU para formar outra organização (leia a carta aqui). Essa ruptura se deu depois de meses de um debate interno, amplamente democrático, em que apareceram diferenças políticas, de programa e teoria.

A diferença mais importante foi em relação a que posição tomar diante da queda do governo de colaboração de classes de Dilma, formado pelo PT e seus aliados burgueses. O setor que agora rompe com o PSTU se colocou contra a política do partido que se expressou na palavra de ordem de “Fora Dilma, Aécio, Temer, Cunha, fora todos eles!”

Na opinião dos companheiros, o PSTU deveria adotar como palavra de ordem principal “Não ao impeachment” e, nesse contexto, afirmar nossa oposição a Dilma e Temer. Defendiam que nosso partido participasse de atos da Frente Povo Sem Medo para chamá-los à formação de um terceiro campo que tivesse como eixo o “Não ao impeachment”.

Manifesto pela construção de uma nova organização socialista e revolucionária no Brasil

Quinta, 7 de julho de 2016
O presente manifesto é assinado por algumas centenas de companheiras e companheiros que no passado fizeram uma aposta militante no PSTU. Temos orgulho de ter dedicado o melhor de nossas forças para essa organização, mas hoje vimos a público comunicar que esta experiência chegou ao fim e que decidimos trilhar um novo caminho. Pertencemos a diferentes gerações, somos veteranos e jovens, mulheres e negros, LGBT's, professores e indígenas, operários industriais e da construção civil, petroleiros e estudantes, ativistas e dirigentes sindicais que constroem a CSP-Conlutas, trabalhadores da saúde e do transporte, desempregados e intelectuais, funcionários públicos e terceirizados.
 
Há cerca de oito meses, começamos uma batalha por nossas ideias dentro da LIT (Liga Internacional dos Trabalhadores) e sua seção brasileira, o PSTU. Por meio deste manifesto, queremos expressar nossas posições e as conclusões a que chegamos ao longo desse debate.

O que pensamos?

domingo, 17 de abril de 2016

Eleições gerais pressupõem botar pra fora todos eles

Domingo, 17 de abril de 2016
Do site do PSTU

O que está por trás da defesa da Folha, Marina e Renan de “eleições gerais”?

Manifestação no dia 1º de abril na Avenida Paulista
Foto Romerito Pontes

 Diego Cruz, da redação

O aprofundamento da crise política nesse último período provocou uma inflexão na burguesia. Se no início do ano a possibilidade do impeachment estava cada vez mais afastada e o governo Dilma recuperava fôlego para retomar suas medidas de ajuste fiscal, incluindo uma nova reforma da Previdência, o avanço da Lava Jato e a perspectiva de uma recessão duradoura, que só piora a cada dia, recolocaram o tema em pauta.

A instabilidade política e ingovernabilidade de Dilma forçaram então a burguesia a fazer aquilo que hesitava a todo instante: apoiar o impeachment como solução para a crise. Hesitavam pois, embora a possibilidade de impeachment esteja perfeitamente consagrada na Constituição, é sempre temerário romper com o calendário eleitoral. Além disso, se dá para prever como começa um processo de impeachment, ninguém sabe como nem aonde ele vai parar.

A burguesia, ao contrário, precisa de estabilidade para tocar seus negócios, impor o ajuste fiscal no país e jogar a crise nas costas dos trabalhadores. Se passou a apoiar o impeachment não foi porque o governo Dilma contraria seus interesses, ou sequer ameaça isso. O oposto, o governo do PT se esforça cada vez mais para inspirar confiança à burguesia e aos banqueiros internacionais. A opção pelo impeachment foi simplesmente porque passou a não ver mais perspectiva de solução a essa crise com Dilma no Planalto. O fortalecimento dessa tese, com a Fiesp, CNA, e demais setores patronais militando pelo impeachment, mostra tão somente profundidade dessa crise.

O fator Temer

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Manifestação na Paulista termina em frente à sede da Presidência da República

Sexta, 1º de abril de 2016
Elaine Patricia Cruz - Repórter da Agência Brasil
Depois de uma caminhada de pouco mais de uma hora pela Avenida Paulista, o ato contra a polarização política, o ajuste fiscal e pela defesa dos direitos dos trabalhadores terminou pouco antes das 20h. Chamado de “Chega de Mentiras e Fora Todos”, o ato foi apoiado por partidos políticos, como o PSTU, e centrais sindicais, como a CST-Conlutas, entre outras entidades.

A manifestação teve início por volta das 16h no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Por volta das 18h10, os manifestantes fecharam a Avenida Paulista, sentido Consolação, e saíram em caminhada até a Praça do Ciclista. De lá, retornaram pela Avenida Paulista, no sentido oposto, até encerrar o ato em frente ao prédio da Presidência da República em São Paulo.

São Paulo - A Central Sindical e Popular (Conlutas) pede, em ato na Avenida Paulista, a realização de novas eleições (Rovena Rosa/Agência Brasil)
Ato na Paulista criticou a polarização política, o ajuste fiscal e políticos de vários partidos Rovena Rosa/Agência Brasil
Os manifestantes defenderam uma alternativa ao que chamam de polarização política e usavam camisetas pretas com fotos da presidenta Dilma Rousseff, do vice-presidente Michel Temer, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, do presidente do Senado, Renan Calheiros, e do senador Aécio Neves, com a inscrição Fora Todos.

Um imenso cartaz com a foto de todos esses políticos e a frase Fora Todos Eles foi levado pelos manifestantes durante todo o percurso. Também havia dois grandes bonecos, um caracterizando a presidenta Dilma e, o outro, o senador Aécio Neves.

Apesar de defenderem a saída de todos os políticos citados, as entidades divergem sobre a solução política para a crise. Para o PSTU, a saída é a convocação de eleições gerais em todo o país, incluindo Presidência da República, governos estaduais e Congresso.

Já a CST-Conlutas diz que ainda está estudando com os trabalhadores alternativas para a atual situação política no país. “Esse é um debate que ainda estamos desenvolvendo, mas achamos que as duas saídas [a favor ou contra o governo] que estão aí não nos contemplam. Por isso queremos discutir, com os trabalhadores, a partir de mobilizações como essa, qual é a saída”, disse Paulo Barella, da secretaria nacional executiva da entidade.

A Polícia Militar não divulgou estimativa do número de manifestantes. Os organizadores calculam que cinco mil pessoas participaram do evento.

Atos criticam polarização política

Sexta, 1º de abril de 2016
Clique nas imagens para ampliá-las.




 
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Elaine Patricia Cruz - Repórter da Agência Brasil
Manifestantes fazem hoje (1º) um ato contra a polarização política e defendendo os direitos dos trabalhadores no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. Chamado de Chega de Mentiras, o ato é apoiado principalmente pela CSP-Conlutas e pelo PSTU.

O lema da manifestação é Contra Dilma (PT), Cunha, Temer e Renan (PMDB) e Aécio e Alckmin (PSDB)! Por uma Alternativa dos Trabalhadores, da Juventude e do Povo Pobre! Neste momento eles se concentram no vão-livre do Masp, mas a intenção é sair mais tarde em caminhada pela Avenida Paulista.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Todos aos atos do 1º de abril! Vamos botar pra fora todos eles!

Quinta, 31 de março de 2016
Do site do PSTU

Chega de mentiras do PT, PMDB, e PSDB

Metalúrgicos durante protesto em São José dos Campos (SP)
Sindmetal/SJC


Neste momento em que o PT não representa mais os trabalhadores, e que nem a oposição de direita é alternativa, temos pela frente um desafio: construir um grande dia nacional de lutas no próximo 1º de abril. O protesto está sendo convocado pelo Espaço Unidade de Ação, do qual faz parte a CSP-Conlutas, entre outras entidades.
Nesta data, haverá protestos em todo o país. Serão atos de rua, bloqueio de rodovias, passeatas, atrasos de entrada em fábricas e em obras, entre muitas outras atividades. Além disso, muitas categorias que estão na luta, como professores, estudantes e metalúrgicos, vão dar seu recado nas ruas.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Amanhã, quinta (21/1): Na TV, PSTU defenderá saída classista e socialista para crise econômica e política que vive o país


Quarta, 20 de janeiro de 2016
Do site do PSTU
O programa partidário do PSTU vai ao ar nesta quinta-feira, às 20h no rádio e às 20h30 em rede nacional de Televisão, horário de Brasília

Nesta quinta-feira, dia 21 de janeiro, vai ao ar em rede nacional de rádio e televisão o programa partidário do PSTU. Em um momento em que a grande maioria da população é penalizada pela crise econômica, enfrentando a inflação, retirada de direitos e o desemprego, o partido vai dizer que é preciso botar para fora Dilma, Cunha, Temer, Aécio e esse Congresso Nacional de corruptos. "Fora todos eles", dirá o partido em rede nacional de televisão.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Derrubar Dilma, Cunha, Temer e Aécio nas ruas! Fora Todos eles!

Quarta, 23 de dezembro de 2015
Da Direção Nacional do PSTU
Fora todos eles! Eleições já! Por um governo dos trabalhadores formado por conselhos populares
Direção Nacional do PSTU
Após explodir o acordão que manteve por meses com o PT para livrar a própria cara no Conselho de Ética, o picareta presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), resolveu aceitar um dos pedidos de impeachment da presidente Dilma.
Não acreditamos que o impeachment é a solução para os problemas do povo pobre e trabalhador porque entrega aos políticos corruptos desse Congresso, todos farinha do mesmo saco, a decisão sobre quem deve ou não governar. Ainda por cima entregaria a presidência a Michel Temer (PMDB), que não é nada diferente dos que estão aí.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Fora Dilma, Fora Cunha, Fora Temer, Fora Aécio e esse Congresso Nacional! Fora todos eles!

Domingo, 6 de dezembro de 2015
Do site do PSTU 
Nota oficial do PSTU sobre a situação aberta com o pedido de impeachment de Dilma

Depois de promover mais uma manobra no Conselho de Ética para adiar novamente a votação que pode iniciar o processo para a cassação do seu próprio mandato, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu dar início ao processo que pode levar ao impeachment da presidenta Dilma Roussef (PT).
Parece filme pastelão. A situação criada com a quantidade de políticos e altas autoridades envolvidos até agora nas denúncias da Operação Lava Jato se parece muito com aquela música: “se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão...”.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Perguntas que não querem calar


Sexta, 13 de novembro de 2015
Do PSTU
Editorial do Opinião Socialista nº 508
Quando fechávamos esta edição, os petroleiros já entravam no 14º dia da greve mais forte que já fizeram desde 1995. Eles, efetivos e terceirizados, necessitam de solidariedade, porque enfrentam a corrupção, a privatização, a desnacionalização da Petrobrás e a exploração. É hora de dizer “somos todos petroleiros”, porque se os petroleiros ganham, ganhamos todos nós trabalhadores.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Começa na Paulista passeata contra ajuste fiscal e em defesa de trabalhadores

Sexta, 18 de setembro de 2015
Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

Manifestação contra o ajuste fiscal na Avenida Paulista
Manifestação contra o ajuste fiscal na Avenida PaulistaRepórter Camila Boehm
Uma manifestação de diversas entidades ocorre hoje (18) na Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (SP). Às 18h10, o grupo começou a passeata. De acordo com a central sindical CSP-Conlutas, as motivações incluem combater o ajuste fiscal e a Agenda Brasil, do governo federal, além de pedir uma alternativa que atenda aos trabalhadores, à juventude e ao povo pobre. A entidade se posiciona contra a presidenta Dilma Roussef, o presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, o vice-presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves, informou a organização.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

18 de setembro - #EuVou. Ocupar a Avenida

Quinta, 17 de setembro de 2015
Do PortaldoPSTU

domingo, 6 de setembro de 2015

18 de Setembro: Marcha dos Trabalhadores e Trabalhadoras

Domingo, 6 de setembro de 2015
Do site do PSTU
Contra Dilma (PT), Eduardo Cunha , Temer (PMDB) e Aécio (PSDB)

A CSP-Conlutas, junto com o Espaço Unidade de Ação, a CGTB, partidos como o PSTU, PCB, PPL e setores do PSOL, estão convocando uma manifestação nacional contra o governo do PT, o Congresso Nacional e também contra o PSDB.

A classe trabalhadora e a maioria do povo estão sofrendo os efeitos da política dos governos, do Congresso Nacional e da oposição burguesa che­fiada pelo PSDB, de jogar nas nossas costas os custos da crise econômica.

sábado, 15 de agosto de 2015

16 e 20 de agosto: Eu não vou! Meu lado é do trabalhador!

Sábado, 15 de agosto de 2015
Vamos construir manifestação contra o governo e contra Aécio e Cunha!

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Centrais fecham acordo: Dia 29 vai ter paralisação nacional e manifestações, rumo à Greve Geral

Segunda, 11 de maio de 2015
Por Zé Maria
Nesta quarta-feira, 6, aconteceu em São Paulo uma reunião entre a CSP-Conlutas, CUT, CTB, UGT e Intersindical (CCT) onde se fechou um acordo para convocar um dia nacional de paralisação e manifestação no próximo 29 de maio. A pauta acordada prevê a luta contra as terceirizações, as duas Medidas Provisórias da Dilma que mexem com direitos trabalhistas e previdenciários (664 e 665), o ajuste fiscal, em defesa dos direitos e da democracia.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Rompam com o governo

Quarta, 11 de março de 2015
Do site do PSTU
Um chamado às direções da CUT, MST e UNE: É necessária uma ampla unidade de ação das centrais e dos movimentos populares para derrotar essa politica econômica perversa


Na próxima sexta-feira, 13 de março, a CUT, o MST e a UNE estão convocando uma manifestação que, em seus materiais de divulgação, se colocam contra o ajuste fiscal do Governo Federal, em defesa da Petrobras e pela reforma política.

Diante da evidente polarização com a manifestação pelo impeachment de Dilma, convocada por setores de direita e apoiadas pelo PSDB e o DEM e marcadas para o próximo domingo, essas entidades denunciam que está a caminho um golpe dos conservadores contra um governo eleito.

O pronunciamento de Dilma, exibido na noite de domingo em cadeia nacional de rádio e televisão, mostrou a presidente petista defendendo firmemente o ajuste fiscal de seu governo. Ajuste este que, como sabemos, ataca direitos trabalhistas e busca jogar nas costas do povo trabalhador todo o peso da péssima situação da economia capitalista, enquanto as grandes empresas, bancos e o agronegócio seguem lucrando como nunca.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Os riscos de uma reforma política ainda mais antidemocrática

Quarta, 25 de fevereiro de 2015
Para impormos uma reforma política realmente democrática só através de uma ampla mobilização, contra o governo e este congresso
Do site do PSTU
Por André Freire, de Salvador (BA)
Por iniciativa do atual Presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no dia 10 de fevereiro os deputados instalaram uma Comissão Especial para discutir a reforma política. Ela será presidida por Rodrigo Maia (DEM-RJ), filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, e membro destacado da oposição de direita no Congresso, e a relatoria ficou para Marcelo Castro (PMDB-PI), político que já está sendo investigado em seu estado por compra de votos.
O PT ficou somente com a 1ª Vice-Presidência, colecionando mais uma importante derrota na Casa, desde que seu candidato perdeu a eleição para a Presidência da Câmara para Eduardo Cunha (PMDB-RJ) - do setor “oposicionista” deste partido.
Na semana anterior, o plenário da Câmara já tinha votado a admissibilidade de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), apresentada no final de 2013, que representa grandes retrocessos democráticos. A partir dessa votação, essa proposta não precisará mais de aprovação prévia da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sendo uma base para o trabalho da nova comissão e, ao final dos trâmites, poderá ir direto para aprovação em plenário.
O objetivo é apresentar um relatório final que permita a conclusão das votações em dois turnos, tanto na Câmara como no Senado, um ano antes das eleições municipais de outubro de 2016. No Senado, seu presidente, Renan Calheiros (PMDB-AL), também já avisou que marcará para o início de março as votações de matérias sobre reforma política.
Toda essa pressa se explica. Querem fixar em lei as doações de grandes empresas para as campanhas eleitorais, que podem estar ameaçadas por uma retomada do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) de uma ação encabeçada pela OAB, e apoiada pelo PSTU, que proíbe o financiamento empresarial.