Quarta, 16 de março de 2022
Escrito por Paulo Metri*![]()
Encarecidamente, não digamos que “o Brasil não precisa de Forças Armadas, que só servem para tramar golpes e derrubar governos democraticamente eleitos”. Não somos uma Suíça, que possui um pequeno território e, consequentemente, poucos recursos naturais sendo cobiçados.
Elas devem ser planejadas em acordo com a nossa sociedade para serem as Forças Armadas brasileiras. Como tal, é desejado que sejam forças de defesa e, não, de ataque, se bem que equipamentos de defesa podem ser também usados para o ataque. Como e quando elas serão usadas deverá ocorrer por escolha das forças políticas que estão no comando do país, representando o povo, do que por escolha dos próprios militares.
Elas não devem também servir como agentes impositores da lei e da ordem, a menos que sejam solicitadas para tal por um dos três poderes do Estado, como rege a Constituição. Inclusive, os militares não devem ser os julgadores da necessidade de intervenção para garantir a lei e a ordem. Neste contexto, não devem servir como polícia política do governo de plantão, mesmo que sua oficialidade se identifique com ele, lembrando sempre que o verdadeiro grande inimigo, possuidor de poderio militar, que precisará ser eventualmente confrontado, “está lá fora”.



