“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 12 de maio de 2016

Delúbio Soares, Marcos Valério e Ronan Pinto viram réus da Operação Lava Jato

Quinta, 12 de maio de 2016
Heloisa Cristaldo - Repórter da Agência Brasil
A Justiça Federal do Paraná acatou hoje (12) denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o empresário Ronan Maria Pinto, preso na 27ª fase da Operação Lava Jato. Além dele, mais oito pessoas também responderão à Justiça, entre elas o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o publicitário Marcos Valério, ambos já condenados no processo do mensalão.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

STJ nega liberdade a executivo da Galvão Engenharia investigado pela Lava Jato

Sexta, 20 de fevereiro de 2015
Do STJ
Erton Medeiros Fonseca, diretor de negócios da Galvão Engenharia, preso preventivamente na operação Lava Jato desde 10 de novembro passado, vai continuar na prisão. O desembargador convocado para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) Newton Trisotto negou liminar em que a defesa pedia que fosse colocado em liberdade.

Segundo o decreto de prisão expedido pelo juiz federal Sérgio Moro, depoimentos de Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa apontam a participação da empresa Galvão Engenharia no cartel de empreiteiras que fraudaram e superfaturaram licitações da Petrobras, tendo Fonseca como seu representante direto.

Não adianta recorrer ao ministro, porque quem decide é o juiz

Sexta, 20 de fevereiro de 2015
Tribuna da Internet
Jorge Béja
Para tudo quanto diga respeito à Operação Lava Jato e seus múltiplos desdobramentos, somente existe um Juiz para decidir. É o Dr. Sérgio Moro. Sua Excelência é o único juiz — na 1ª instância — que detém a competência (atribuição) para tudo resolver, apurar e decidir. Tem ele a competência por distribuição (foi e continua sendo o primeiro a conhecer da investigação a cargo da Polícia Federal); competência por conexão (quando ocorrem duas ou mais infrações cometidas por várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar, ou por várias pessoas, umas contra as outras) e competência por continência (quando duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração). A conexão e a continência importarão na unidade de processo, o que não significa dizer unidade de julgamento. Está na lei processual penal.

Se a queixa é de vazamento de diligências, de atos processuais e/ou de depoimentos prestados em Juízo e pelo Juiz não autorizados, a instância para a qual se recorre é o Tribunal Regional Federal do Paraná, seguindo-se o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal. É questão de competência hierárquica.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Carnaval acabou com o sonho de Cardozo ir para o Supremo

Quinta, 19 de fevereiro de 2015
Da Tribuna da Internet
Carlos Newton
A situação é constrangedora. Já tivemos todo tipo de ministro da Justiça, incluindo um coronel do Exército, Jarbas Passarinho, que foi alçado ao cargo no governo Collor e assinou a portaria que deu a um tribo de apenas 4 mil índios um território quase do tamanho da Itália, que passou a ser internacionalmente conhecido como a Nação Ianomâmi. Até Renan Calheiros já foi ministro da Justiça, no governo FHC, e não seria preciso dizer mais nada. Mas as coisas sempre podem piorar, e nunca antes, na História deste país, houve um ministro como José Eduardo Cardozo.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Advogado de Youssef diz que há provas de relação entre Dirceu e Júlio Camargo

Sexta, 13 de fevereiro de 2015
André Richter - Enviado Especial da Agência Brasil/EBC
 Doleiro Alberto Youssef (Geraldo Magela / Agência Senado - todos direitos reservados)
Alberto Youssef está preso em Curitiba  Foto: Geraldo Magela/Agência Senado/Todos os direitos reservados
O advogado Antônio Figueiredo Basto, que representa o doleiro Alberto Youssef, disse hoje (13) que há provas sobre a relação entre o ex-consultor da Toyo Setal Júlio Camargo e o ex-ministro José Dirceu. Ontem (12) a advogada de Camargo e a assessoria de Dirceu repudiaram as denúncias do doleiro, sem a apresentação de provas. Youssef está presente nesta sexta-feira na audiência em que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa depõe na Justiça Federal em Curtiba.

Lava Jato: Ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa depõe hoje à Justiça Federal em Curitiba

Sexta, 13 de fevereiro de 2015
André Richter - Enviado Especial da Agência Brasil/EBC


Ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, abre depoimento na CPMI que investiga denúncias de irregularidades na companhia, dizendo que ficará em silêncio (Geraldo Magela/Agência Senado)
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa — Geraldo Magela/Agência Senado
A Justiça Federal em Curitiba ouve hoje (13) o depoimento do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. Ele vai ser ouvido na ação penal em que o ex-diretor da Área Internacional da estatal Nestor Cerveró e o empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, são réus.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Barusco detalha distribuição de R$ 1,2 bi em propina

Domingo, 8 de fevereiro de 2015
Do Jornal do Brasil
De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo deste domingo (8), planilhas fornecidas pelo ex-gerente da Petrobras, Pedro Barcusco, à Polícia Federal detalham a distribuição de R$ 1,2 bilhões pagos em propina.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Lula e Dilma não escapam do julgamento da História

Sábado, 7 de fevereiro de 2015
"Em suma, não é nada confortável a situação do Lula e de Dilma, ainda que pareça impossível a concretização do impeachment de uma e da condenação do outro. São muitos os canais que interligam ambos às instituições vigentes e aos grupos do poder social.  Mesmo assim, a conclusão é de estar-se encerrando um ciclo antes tido como brilhante e agora exposto à execração pública. Como o Brasil é maior do que seus vícios e defeitos, consola-nos a certeza de que acabará passando esse amargo período de descrédito em pessoas, ideias e propósitos, um dia tidos como nosso futuro. Lula e Dilma podem escapar das punições, mas da História, jamais escaparão." (Carlos Chagas em artigo de hoje, 7 de fevereiro, sobre as lambanças na Petrobras)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Petrobras: Venina diz que funcionário também foi afastado ao denunciar cartel

Quarta, 4 de fevereiro de 2015
André Richter - Repórter da Agência Brasil
A ex-gerente executiva da Diretoria de Abastecimento da Petrobras Venina Velosa da Fonseca afirmou, em depoimento à Justiça Federal, que um funcionário da área jurídica da empresa também foi afastado das funções após denunciar reuniões em que contratos aditivos eram negociados. Venina prestou nessa terça-feira (3) o primeiro depoimento como testemunha nas investigações da Operação Lava Jato. No ano passado, ela disse que foi afastada da estatal após denunciar desvios na empresa.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Justiça começa a ouvir testemunhas de ações penais da Operação Lava Jato

Segunda, 2 de fevereiro de 2015
André Richter - Repórter da Agência Brasil
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, começa hoje (2) a ouvir as testemunhas de defesa e de acusação arroladas nas ações penais da sétima fase da operação, batizada pela Polícia Federal de "Juízo Final". As audiências seguem até o dia 13 deste mês.

Entre as pessoas que vão prestar depoimento estão a ex-gerente executiva da Petrobras Venina Velosa, a ex-contadora do doleiro Alberto Youssef Meire Bomfim Poza, o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa e funcionários da empresa, além de Augusto Ribeiro e Julio Gerin, delatores do cartel de empreiteiras que está sendo investigado.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Procurador Geral da República é favorável à prisão preventiva do ex-diretor da Petrobras Renato Duque


Sexta, 30 de janeiro de 2015
Do MPF
Ao analisar o mérito de habeas corpus no STF, Janot considerou haver dados suficientes para a prisão, por envolvimento no esquema de distribuição de propinas na Petrobras
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou parecer favorável à prisão preventiva do ex-diretor de Serviços e Engenharia da Petrobras, Renato de Souza Duque, ao analisar o mérito de habeas corpus ajuizado por ele no Supremo Tribunal Federal (STF). Duque foi preso por determinação da 13ª Vara Federal de Curitiba a pedido do Ministério Público Federal no Paraná e solto depois por decisão do ministro do STF Teori Zavascki. Para Janot, há dados suficientes para a prisão, sendo insuficientes medidas como proibição de deixar o país e obrigação de entregar o passaporte.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Polícia Federal vai investigar mais dez empreiteiras na Lava Jato

Quarta, 27 de janeiro de 2015
André Richter - Repórter da Agência Brasil
A Polícia Federal (PF) abriu mais dez inquéritos para investigar empresas suspeitas de participar do esquema de corrupção em contratos com a Petrobras. Por determinação do delegado Eduardo Mauat, chefe da investigação da Operação Lava Jato, a PF vai investigar possível envolvimento de diretores e funcionários nos desvios.

De acordo com a PF, serão investigadas as empreiteiras Andrade Gutierrez, Setal Engenharia, MPE Montagens e Projetos Especiais, Alusa Engenharia S/A, Promon Engenharia, Techint Engenharia e Construção S/A, Skanska Brasil, GDK, Schahin Engenharia e a Carioca Christiani Nielsen Engenharia.

Na última fase da Operação Lava Jato, executivos das empreiteiras Engevix, OAS, Galvão Engenharia, Mendes Júnior, Camargo Correa e UTC Engenharia se tornaram réus em ações oriundas das investigações da PF. De acordo com depoimentos de delação premiada, as empresas são acusadas de formação de cartel em contratos com a Petrobras.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Os trabalhadores não vão pagar a conta. Que demitam Graça Foster e confisquem as empreiteiras.

Segunda, 22 de dezembro de 2014
Por Luciana Genro (Psol)
Apesar de todas as denúncias envolvendo a Petrobrás e as mais recentes envolvendo até a sua presidenta, Graça Foster, a alta cúpula da estatal segue intocada. Os trabalhadores não estão tendo a mesma sorte. Já sabemos de 1.000 demissões em Charqueada (suspensas pela justiça), 1.500 em Rio Grande, ambas no Rio Grande do Sul, e 1.000 em Maragogipe (BA). Todas em empresas envolvidas no escândalo investigado pela operação Lava Jato.

A justiça já pediu a devolução de 1,5 bilhões desviados pelas empreiteiras. É pouco. Sabemos que a sangria dos cofres públicos foi ainda maior. Ao mesmo tempo ameaçam a paralisação de diversas obras, provocadas pelas dificuldades financeiras decorrentes das investigações. A dificuldade é ter parado de roubar.

Nenhum dos grandes partidos da burguesia diz qualquer coisa sobre as empresas ou os trabalhadores demitidos. Isso porque todos receberam dinheiro dessas mesmas empreiteiras, o PT recebeu R$ 56 milhões, o PSDB R$ 52 milhões, o PMDB R$ 41 milhões e o PSB R$ 13 milhões. O PSOL não tem o rabo preso com ninguém desse esquema, não recebemos dinheiro, por isso somos os únicos com autoridade e coragem pra denunciar e cobrar providências.

Não vamos aceitar que os trabalhadores sejam demitidos enquanto aqueles que operavam e conheciam o esquema continuem na diretoria da Petrobrás. Não vamos aceitar que as empreiteiras aleguem dificuldades financeiras, sendo que até o mês passado estavam lucrando às custas da corrupção. Exigimos a demissão imediata da diretoria da Petrobrás e que os bens das empreiteiras sejam confiscados para garantir a manutenção das obras e os empregos dos trabalhadores.
graça foster

sábado, 13 de dezembro de 2014

Lava Jato: Propina em domicílio

Sábado, 13 de dezembro de 2014

As revelações do homem que entregava dinheiro desviado da Petrobras na casa de deputados, senadores, governadores, ministros e até na sede nacional do PT

Depois de tantas revelações sobre engenharias corruptas complexas de sobrepreços, aditivos, aceleração de obras e manobras cambiais engenhosas, a Operação Lava-Jato produziu agora uma história simples e de fácil entendimento. Ela se refere ao que ocorre na etapa final do esquema de corrupção, quando dinheiro vivo é entregue em domicílio aos participantes. Durante quase uma década, Rafael Ângulo Lopez, esse senhor de cabelos grisalhos e aparência frágil da fotografia acima, executou esse trabalho. Ele era o distribuidor da propina que a quadrilha desviou dos cofres da Petrobras. Era o responsável pelo atendimento das demandas financeiras de clientes especiais, como deputados, senadores, governadores e ministros. Braço-direito do doleiro Alberto Youssef, o caixa da organização, Rafael era “o homem das boas notícias”. Ele passou os últimos anos cruzando o país de Norte a Sul em vôos comerciais com fortunas em cédulas amarradas ao próprio corpo sem nunca ter sido apanhado. Em cada cidade, um ou mais destinatários desse Papai Noel da corrupção o aguardavam ansiosamente.

Os vôos da alegria sempre começavam em São Paulo, onde funcionava o escritório central do grupo. As entregas de dinheiro em domicílio eram feitas em endereços elegantes de figurões de Brasília, Recife, Porto Alegre, Curitiba, Maceió, São Luís. Eventualmente ele levava remessas para destinatários no Peru, na Bolívia e no Panamá. Discreto, falando só o estritamente necessário ao telefone, não deixou pistas de suas atividades em mensagens ou diálogos eletrônicos. Isso o manteve distante dos olhos e ouvidos da Polícia Federal nas primeiras etapas da operação Lava-Jato. Graças à dupla cidadania — espanhola e brasileira —, Rafael usava o passaporte europeu e ar naturalmente formal para transitar pelos aeroportos sem despertar suspeitas. Ele cumpria suas missões mais delicadas com praticamente todo o corpo coberto por camadas de notas fixadas com fita adesiva e filme plástico, daqueles usados para embalar alimentos. A muamba, segundo ele disse à polícia, era mais fácil e confortável de ser acomodada nas pernas. Quando os volumes era muito altos, Rafael contava com a ajuda de dois ou três comparsas.

A rotina do trabalho permitiu que o entregador soubesse mais do que o recomendável sobre a vida paralela e criminosa de seus clientes famosos, o que pode ser prenúncio de um grande pesadelo. É que Rafael tinha uma outra característica que poucos sabiam: a organização. Ele anotava e guardava comprovantes de todas as suas operações clandestinas. É considerado, por isso, uma testemunha capaz de ajudar a fisgar em definitivo alguns figurões envolvidos no escândalo da Petrobras. VEJA apurou que o entregador já se ofereceu para fazer um acordo de delação premiada, a exemplo do seu ex-patrão.

Leia a íntegra na revista veja ou no Blog do Sombra.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Delação

Sexta, 28 de novembro de 2014
Miranda Sá
O instituto da delação premiada está para a Justiça como o teclado do computador está para a velha máquina de escrever… Com a intervenção do aderente, todo crime será desvendado e comprovado; pode ser comissivo, doloso ou permanente. No caso do Petrolão, chega a ser um crime de lesa-pátria.
É tão indigno o assalto à Petrobras e traz tantas consequências funestas, que nunca neste País viu-se coisa semelhante, comparado ao Mensalão apenas pela repugnância de ser praticado por autoridades governamentais, do Executivo e do Legislativo.
Com a delação pessoal do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa – o Paulinho da intimidade de Lula e de Dilma –, e do doleiro Alberto Yousseff – que personifica o lavatório de dinheiro dos políticos – vieram comprovar-se antigas desconfianças e denúncias, que sempre foram rechaçadas pela arrogância atrevida dos cúmplices da bandalheira, ocupantes do Palácio do Planalto.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Mídia na luta pela aceitaçāo social da corrupcçāo

Segunda, 17 de novembro de 2014
Marcello Barra - sociólogo
O 'rouba, mas faz', expressão contemporaneamente consagrada por Paulo Maluf e legado de Ademar de Barros, entra em nova fase ao lutar para justificar socialmente corruptores(as). Essa nova fase corresponde a um estágio avançado do capitalista, de putrefação do sistema.

A mídia promove a campanha não apenas para justificar socialmente a corrupção, mas para legitimá-la, isto é, torná-la aceitável socialmente. Nessa defesa da mídia, roubar o dinheiro público torna-se socialmente necessário e permitido. Seja porque “podem congelar projetos no país” (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/195839-nova-fase-da-operacao-criou-clima-de-fim-de-mundo-em-brasilia-e-no-mercado-financeiro.shtml), a Bolsa de Valores pode cair com a criminalização do roubo, seja porque punir empresários(as) corruptores(as) “para o País” <http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/pais-para-sem-empreiteiras-da-lava-jato-diz-advogado-kakay/>.

Ao justificar corruptos(as) e corruptores(as), fecha-se o círculo justificador da corrupção. Torna-se palatável na política e socialmente acolhida. Ainda pior é o que surge a partir disso: a máfia enredando ricos empresários e agentes do Estado (políticos/as e burocratas) <http://alias.estadao.com.br/noticias/geral,quem-e-o-dono-da-russia,1593100>, constituindo-se o Estado criminal, que apoia ações estatais de repressão, censura policial, militarização, criminalização e prisões políticas contra a liberdade de expressão.

Na Rússia já está explicitado esse modelo de Estado -http://alias.estadao.com.br/noticias/geral,quem-e-o-dono-da-russia,1593100