Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Justiça autoriza leilão de imóvel bloqueado durante as investigações da operação Lava Jato

Segunda, 17 de abril de 2017
Justiça autoriza leilão de imóvel bloqueado durante as investigações da operação Lava Jato

Do MPF
Imóvel estava em nome de empresa pertencente ao doleiro Alberto Youssef

Após autorização da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, três lotes remanescentes de um imóvel bloqueado judicialmente durante as investigações da operação Lava Jato serão leiloados no dia 26 de abril. Trata-se de um empreendimento hoteleiro denominado de Web Hotel Salvador, pertencente à GFD Investimentos Ltda, e que estava em nome do doleiro Alberto Youssef.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Juiz Moro condena dono da Engevix a 19 anos de prisão por corrupção na Petrobras

Segunda, 14 de dezembro de 2015
André Richter – Repórter da Agência Brasil
O juiz federal Sérgio Moro condenou hoje (14) o ex-vice presidente da empreiteira Engevix Gerson Almada a 19 anos de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. De acordo com as investigações da Operação Lava Jato, a empreiteira participou do cartel de licitações em contratos da estatal.
Na mesma decisão, Moro condenou o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. No entanto, como os dois investigados fizeram acordo de delação, serão beneficiados com redução de pena.
De acordo com a sentença do juiz, ao contrário do que foi dito por Almada, ele não foi vítima de extosão. Segundo Moro, os pagamentos de propina foram efetuados ao doleiro Alberto Yousseff e ao ex-diretor da Abastecimento da Petrobras mesmo após a saída Costa da Petrobras, em 2012.
"Não só houve pagamentos milionários pela Engevix após abril de 2012, mas foram inclusive celebrados depois desta data dois dos contratos de consultoria simulados utilizados para repasse de propinas (em 27/03/2013 e 07/01/2014). Inviável, no contexto, o reconhecimento de que a Engevix teria sido vítima de extorsão", afirmou o juiz.
Durante a investigação, a defesa de Almada reconheceu que ele fez pagamentos ao esquema de corrupção na Petrobras. Segundo seus advogados, ele sofreu ameaças do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, para fazer os pagamentos.
Na mesma sentença, Sergio Moro absolveu três executivos ligados à Engevix, por falta de provas.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Lava Jato: Youssef confirmou nesta quinta (10/12) que houve propina de empresas para campanha de Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão

Sexta, 11 de dezembro de 2015
Do STJ
O empresário Alberto Youssef confirmou que o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral recebeu propina de empresas que atuavam na obra do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Segundo o empresário, o valor total pago foi de R$ 30 milhões para a campanha de Cabral à reeleição, em 2010.
“Eu não participei da negociação e de nenhuma reunião. O que me foi repassado por Paulo Roberto Costa é que eu deixasse de cobrar o consórcio Compar, porque esse dinheiro seria repassado a integrantes do governo do Rio de Janeiro”, declarou Youssef ao juiz auxiliar Ricardo Coimbra, em audiência realizada por videoconferência, nesta quinta-feira (10), no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Operação Lava Jato: STF mantém validade de delações de Youssef

Quinta, 27 de agosto de 2015
André Richter - Repórter da Agência Brasil
O  Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (27) manter o acordo de delação premiada do doleiro Alberto Youssef, principal delator do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.  Por unanimidade, mas com fundamentos diferentes, os ministros decidiram que o fato de o doleiro ter quebrado o acordo de colaboração da investigação do Caso Banestado não invalida as atuais delações.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

STF julgará nesta quinta (27/8) o mérito de Habeas Corpus contra homologação da delação premiada de Alberto Youssef

Quarta, 26 de agosto de 2015
A sessão desta quinta (27/8) será transmitida em tempo real pela TV Justiça, Rádio Justiça e no canal do STF no YouTube (www.youtube.com/stf)
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Do STF
O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta quarta-feira (26) o julgamento do Habeas Corpus (HC) 127483, impetrado por Erton Medeiros Fonseca, diretor da Galvão Engenharia e um dos réus na operação Lava-Jato, contra ato do ministro Teori Zavascki que homologou o acordo de delação premiada de Alberto Youssef. Inicialmente, foi decidida questão preliminar sobre o cabimento de HC contra decisão monocrática de ministro do STF. Diante do empate com 5 votos em cada sentido, o pedido foi admitido e o mérito do HC será julgado pelo Plenário.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

STF julga na semana que vem validade das delações de Youssef

Sexta, 21 de agosto de 2015
André Richter – Repórter da Agência Brasil
O  Supremo Tribunal Federal (STF) deve decidir na próxima quarta-feira (26) a validade dos acordos de delação premiada do doleiro Alberto Youssef, principal delator do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. Será a primeira vez que o plenário julgará um tema relacionado à Lava Jato.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Alberto Youssef disse que o Palácio do Planalto sabia do esquema de financiamento de campanha investigado na Operação Lava Jato


Segunda, 11 de maio de 2015

CPI da Petrobras tenta ouvir presos em Curitiba, mas apenas Youssef fala

 

Da Agência Câmara
A CPI da Petrobras já ouviu três pessoas nesta segunda-feira em Curitiba (PR). O primeiro a depor, e o único que não usou o direito de permanecer calado, foi o doleiro Alberto Youssef.
O doleiro disse que o Palácio do Planalto sabia do esquema de financiamento de campanha investigado na Operação Lava Jato, confirmou o repasse de R$ 400 mil a Marice Corrêa de Lima, cunhada do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e voltou a citar nomes de políticos que teriam recebido propina.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Juiz Sérgio Moro condena doleiro e ex-diretor da Petrobras; sem perdão

Quarta, 22 de abril de 2015
André Richter - Repórter da Agência Brasil 
O juiz federal Sérgio Moro condenou hoje (22) o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef na ação penal sobre os desvios na construção da Refinaria Abreu e Lima, da Petrobras.  A refinaria, em Pernambuco, é a principal obra investigada na Operação Lava Jato.

Costa recebeu pena de sete anos e seis meses de prisão por lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Youssef foi condenado a nove anos e dois meses por lavagem de dinheiro. A condenação ocorre um ano após a abertura do processo. Seis acusados de operar empresas de fachada também foram condenados. Todos podem recorrer à segunda instância da Justiça Federal.

Na sentença, Moro negou pedido de perdão judicial feito pelos advogados dos acusados. Embora eles tenham feito acordos de delação premiada para delatar o esquema de desvios nos contratos entre empreiteiras e a Petrobras, o juiz entendeu que o perdão não pode ser concedido, devido à gravidade dos crimes.

"Não cabe, porém, como pretendido, o perdão judicial. A efetividade da colaboração não é o único elemento a ser considerado. Nesse aspecto, considerando a gravidade em concreto dos crimes praticados e a elevada reprovabilidade de sua conduta, não cabe perdão judicial", decidiu o juiz.

Apesar de não conceder o perdão, Moro manteve os benefícios concedidos ao ex-diretor no acordo de delação. Costa cumpre prisão domiciliar desde o ano passado e vai ficar na mesma situação até outubro, quando deverá passar para o regime semiaberto.

“Embora o acordo fale em prisão em regime semiaberto a partir de 1º de outubro, reputo mais apropriado o recolhimento noturno e no final de semana com tornozeleira eletrônica, por questões de segurança decorrentes da colaboração e da dificuldade que surgiria em proteger o condenado durante o recolhimento em estabelecimento penal semiaberto”, disse Moro.

No caso de Youssef, o doleiro vai cumprir três anos em regime fechado, mesmo se for condenado nas outras ações penais a que responde na Justiça, oriundas da Lava Jato. Após o período, o condenado passará para o regime aberto. Ele está preso desde o ano passado. O tempo será descontado da pena.

Na sentença, ficou comprovado que os desvios ocorreram por meio de repasses do Consórcio Nacional Camargo Corrêa, responsável pela obra da refinaria, para seis empresas de fachada, controladas pelo doleiro Alberto Youssef. Segundo o juiz, houve centenas de operações de superfaturamento de mercadorias e simulação de serviços prestados que envolveram R$ 18,6 milhões.

"A operação de lavagem, tendo por antecedentes crimes de peculato, tinha por finalidade propiciar o pagamento de vantagem indevida, ou seja, viabilizar a prática de crime de corrupção, devendo ser reconhecida a agravante. Observo que, nas circunstâncias do caso, ela não é inerente ao crime de lavagem, já que o dinheiro sujo, proveniente de outros crimes, serviu para executar crime de corrupção", disse o juiz.

Na defesa, os advogados de Paulo Roberto Costa alegaram que o acusado cumpria exigências impostas pelo partido que o indicou para o cargo, o PP, e que se arrependeu  dos crimes. A defesa de Youssef alegou que ele não era chefe do esquema criminoso que “servia ao financiamento político e a um projeto de poder”.

De acordo com o Ministério Público Federal, a construção inacabada da Refinaria Abreu e Lima foi orçada em R$ 2,5 bilhões, mas foram pagos até agora mais de R$ 20 bilhões.

terça-feira, 31 de março de 2015

Youssef diz que PT recebeu pagamento na porta do diretório em São Paulo

Terça, 31 de março de 2015
André Richter - Repórter da Agência Brasil
O doleiro Alberto Youssef disse hoje (31), em depoimento à Justiça Federal, que fez dois pagamentos ao PT, por meio de uma empresa de fachada, a mando da Toshiba. Segundo Youssef,  as duas parcelas,  de aproximadamente R$ 400 mil, foram entregues pessoalmente à cunhada do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, por um funcionário da empresa, identificado como Piva.

Doleiro diz que levou propina na porta do prédio do PT em São Paulo

Terça, 31 de março de 2015
O doleiro Alberto Youssef confirmou à Justiça Federal que entregou R$800 mil a João Vaccari Neto, tesoureiro do PT.

Clique aqui e leia a reportagem. E veja o vídeo

quinta-feira, 12 de março de 2015

Viagra deixou Youssef na ponta dos cascos?

Quinta, 12 de março de 2015
Por que esse fogo todo do doleiro Alberto Youssef em ir pra cima dos propineiros e propinados? Será que além da propina que ele diz que recebeu do laboratório Pfizer teria ganhado também algum estoque de Viagra? Parece. E os denunciados é que estão f.....

domingo, 8 de março de 2015

Youssef diz que Lula e Dilma sabiam de repasses na Petrobras

Domingo, 8 de março de 2015
Do Diário do Poder
Youssef diz que Lula e Dilma sabiam de repasses na Petrobras
 
O trecho da delação que cita Lula e Dilma aparece no pedido de abertura de inquérito encaminhado pela PGR para investigar a senadora Gleisi Hoffmann

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, descartou a possibilidade de investigar a presidente Dilma Rousseff Foto:Ricardo Stuckert/PR
 
O doleiro Alberto Youssef disse, em depoimento na Operação Lava Jato, que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinham conhecimento da "estrutura que envolvia a distribuição e repasse de comissões" na Petrobras. Durante o processo de delação premiada, Youssef afirmou que "tanto a presidência da Petrobras como o Palácio do Planalto" sabiam do esquema.

Questionado sobre a quem se referia ao mencionar Palácio do Planalto, Youssef citou os nomes de Lula, Dilma, e parte da cúpula do governo do ex-presidente: Gilberto Carvalho, Gleisi Hoffmann, Antonio Palocci, José Dirceu, Ideli Salvatti e Edison Lobão.

O trecho da delação de Youssef que cita Lula e Dilma aparece no pedido de abertura de inquérito encaminhado pela Procuradoria-Geral da República para investigar a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, descartou a possibilidade de investigar a presidente Dilma Rousseff.

"Em complementação ao termo de declarações realizado na data de ontem, o declarante gostaria de ressaltar que tanto a presidência da Petrobras, quando o Palácio do Planalto tinham conhecimento da estrutura que envolvia a distribuição e repasse de comissões no âmbito da estatal", relatam os investigadores sobre o depoimento de Youssef.

Na sequência, explicam: "Indagado quanto a quem se referia em relação ao termo 'Palácio do Planalto', esclarece que tanto a presidência da República, Casa Civil, Ministro de Minas e Energia, tais como Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, Ideli Salvatti, Gleisi Hoffmann, Dilma Rousseff, Antonio Palocci, José Dirceu e Edison Lobão, entre outros relacionados".

As evidências apontam, segundo a Procuradoria, que Gleisi recebeu R$ 1 milhão em agosto de 2010 para custear sua campanha. As investigações demonstram "que o apoio político aos operadores do esquema de contratos ilegais e corrupção de agentes públicos mantidos no ambiente da Petrobras era algo imprescindível", aponta a peça da PGR. A petista será investigada por suposta prática de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Youssef afirma que Collor recebeu R$ 3 mi de subsidiária, diz jornal

Terça, 24 de fevereiro de 2015 
Do jornal O Tempo (Belo Horizonte) 
Ex-presidente da República estaria entre os beneficiados em esquema de corrupção envolvendo acordos com BR Distribuidora, segundo depoimento de doleiro
Collor estabelece novas regras
Em depoimento prestado aos procuradores, responsáveis por investigação de casos de corrupção, o doleiro Alberto Youssef relatou que o senador e ex-presidente da República Fernando Collor de Mello (PTB-AL) recebeu R$ 3 milhões em propina referente a acordo com a subsidiária da estatal, BR Distribuidora. As informações foram divulgadas pelo jornal 'Folha de S. Paulo'.
 
De acordo com Youssef, o empresário e consultor do setor de energia Pedro Paulo Leoni Ramos era um emissário de Collor e do PTB e seria o responsável por estabelecer o contato com a BR Distribuidora, intermediando a troca do dinheiro.
 
Um contrato assinado, em 2012, no valor de R$ 300 milhões, entre rede de postos de São Paulo e a subsidiária da estatal seria, segundo o doleiro, a fonte da propina recebida pelo ex-presidente. A partir da negociação, ficaria decidido que a rede deixaria uma marca de combustíveis e seria integrada ao grupo de revendedores da BR Distribuidora.

Segundo a 'Folha', durante depoimento à Polícia Federal, Youssef confirmou também que todos os envolvidos tinham conhecimento sobre o papel Ramos, como emissário. Por outro lado, o doleiro não apresentou detalhes sobre a forma como a propina foi encaminhada para Collor e não citou nomes de diretores da subsidiária  que poderiam estar envolvidos no esquema.

O depoimento foi prestado por Alberto Youssef no período entre outubro e novembro de 2014, na sede da Polícia Federal, em Curitiba, onde acontecem as investigações da operação Lava Jato.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Advogado de Youssef diz que há provas de relação entre Dirceu e Júlio Camargo

Sexta, 13 de fevereiro de 2015
André Richter - Enviado Especial da Agência Brasil/EBC
 Doleiro Alberto Youssef (Geraldo Magela / Agência Senado - todos direitos reservados)
Alberto Youssef está preso em Curitiba  Foto: Geraldo Magela/Agência Senado/Todos os direitos reservados
O advogado Antônio Figueiredo Basto, que representa o doleiro Alberto Youssef, disse hoje (13) que há provas sobre a relação entre o ex-consultor da Toyo Setal Júlio Camargo e o ex-ministro José Dirceu. Ontem (12) a advogada de Camargo e a assessoria de Dirceu repudiaram as denúncias do doleiro, sem a apresentação de provas. Youssef está presente nesta sexta-feira na audiência em que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa depõe na Justiça Federal em Curtiba.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Delação premiada: Zé Dirceu ('Bob') e Vaccari Neto recebiam o dinheiro da propina, afirma o doleiro Youssef

Quinta, 12 de fevereiro de 2015
André Richter - Enviado Especial da Agência Brasil/EBC
Em depoimento perante a Polícia Federal, o doleiro Alberto Youssef disse que o PP, o PT e o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque receberam dinheiro de um dos investigados na Operação Lava Jato. As declarações, prestadas em outubro do ano passado, foram divulgadas após decisão do juiz federal Sergio Moro de retirar o sigilo dos depoimentos dados em acordo de delação premiada.
Permanecem sob sigilo as partes dos depoimentos que envolvem autoridades protegidas por foro privilegiado. Pela Constituição Federal, deputados federais, senadores e ministros de Estado devem ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF); governadores, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ); e prefeitos, pelos tribunais de Justiça.
Youssef disse que entregou dinheiro em dois escritórios do consultor Júlio Camargo, em São Paulo e no Rio de Janeiro, após trazer para o Brasil valores enviados por Camargo ao exterior. O doleiro relatou que, antes de repassar o dinheiro ao consultor, "retinha o percentual devido ao PP", a Paulo Roberto Costa e a João Claudio Genu (ex-assessor do PP).

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Juiz Sérgio Moro afirma que doleiro Youssef não receberá comissão para colaborar com Lava Jato

Segunda, 26 de janeiro de 2015
André Richter - Repórter da Agência Brasil
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela investigação da Operação Lava Jato, disse hoje (26), em despacho no processo, que o doleiro Alberto Youssef não receberá comissão por ajudar a força-tarefa de investigadores a recuperar os valores desviados no esquema de corrupção na Petrobras.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Lava Jato: Ministério Público Federal informa em nota pública deste domingo que acordo de delação não prevê recompensa para Alberto Youssef

Domingo, 25 de janeiro de 2015
Do MPF no Paraná

Força-Tarefa Lavajato: Nota à imprensa

Esclarecimentos sobre acordo de colaboração premiada de Alberto Youssef celebrado pelo MPF e homologado pelo STF
 
Em relação a omissões significativas nas reportagens “Doleiro pode levar R$ 10 mi se ajudar a recuperar desvios da Petrobras”, publicada pelo jornal Folha de São Paulo em 24 de janeiro de 2015, e “Youssef pode recuperar até R$ 20 milhões com delação premiada” publicada pelo jornal O Globo em 24 de janeiro de 2015, a Força Tarefa Lavajato tem a esclarecer:

1. No acordo de colaboração premiada, celebrado pelo Ministério Público Federal e homologado pelo Supremo Tribunal Federal, não existe qualquer cláusula de pagamento pela União de recompensa para o acusado Alberto Youssef;

2. O acusado Alberto Youssef, pelo acordo, perde, a título de ressarcimento e multa compensatória, todos os seus bens e valores adquiridos após o ano de 2003, que são estimados em mais de R$ 50 milhões;
3. Caso haja a descoberta de novos bens ou valores sonegados pelo acusado Alberto Youssef, o acordo poderá ser rompido por descumprimento de seus termos, sem prejuízo do perdimento dos bens ou valores;

4. O acordo apenas prevê o abatimento do valor da multa, limitado ao valor de um de seus imóveis, na proporção de dois por cento dos valores e bens que o acusado vier a auxiliar com exclusividade na localização;

5. O abatimento será limitado ao valor de um de seus imóveis, que será avaliado/leiloado ao final da colaboração;

6. O valor apurado será abatido do valor do imóvel, e não retornará ao doleiro Alberto Youssef, mas será entregue em proporções iguais para suas filhas;

7. Os valores mencionados em ambas as reportagens, portanto, além de inconsistentes entre si, não possuem qualquer fundamento nas cláusulas do acordo de colaboração;

8. Esse tipo de acordo é absolutamente legal, pois não se trata de ‘recompensa’, mas de determinação futura do valor da multa a ser paga, e atende o interesse público na busca do ressarcimento máximo do patrimônio do povo brasileiro.

A omissão de todos esses aspectos relevantes nas referidas reportagens, talvez fruto da não leitura dos termos do acordo, ou da sua incompreensão, poderia ter sido esclarecida com o contato do órgão de imprensa com a Força-Tarefa Lavajato.

O Ministério Público Federal reconhece o papel essencial que uma imprensa livre desempenha numa sociedade democrática em transmitir informações corretas à população. Assim, esse esclarecimento se faz necessário para que a população tome conhecimento da integralidade dos fatos – como eles realmente se deram, como prova uma leitura atenta do acordo de colaboração – e saiba que o esforço do Ministério Público Federal é o de maximizar o interesse público na condenação de todos os envolvidos e no ressarcimento de todos os prejuízos.

Procuradoria da República no Paraná
Assessoria de comunicação

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Ministro Teori Zavascki homologa delação premiada de Youssef

Sexta, 19 de dezembro de 2014
André Richter - Repórter da Agência Brasil
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou hoje (19) os termos do acordo de delação premiada entre o doleiro Alberto Yousseff, Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal nas investigações da Operação Lava Jato. Em troca de redução de pena, o doleiro confessou como funcionava o esquema de corrupção na Petrobras e revelou nomes de políticos que receberam propina.

Veja quem são os 28 políticos delatados pelo doleiro do Petrolão em esquemas da diretoria de Abastecimento da Petrobras, dirigida por Paulo Roberto Costa

Sexta, 19 de dezembro de 2014
Os denunciados são políticos que teriam se beneficiado das falcatruas na diretoria de Paulo Roberto Costa, a de Abastecimento.

Entre eles, Renan Calheiros (presidente do Senado); Humberto Costa, senador pernambucano e líder do PT no Senado; Gleise Hoffman, senadora pestista e ex-ministra da Casa Civil de Dilma; Antônio Palocci (PT), ex-ministro de Lula e Dilma; Henrique Alves (PMDB), presidente da Câmara dos Deputados; Edson Lobão (PMDB), ministro das Minas e Energia de Dilma; Tião Viana (PT), governador do Acre; Roseana Sarney, que renunciou recentemente ao governo do Maranhão; Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco, e que morreu em este ano em campanha para a Presidência da República

Acesse aqui a reportagem publicada no Blog Fausto Macedo (Estadão).

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

MPF pede condenação de Costa, Youssef e de mais sete envolvidos na Lava Jato

Quinta, 4 de dezembro de 2014
Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil
O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal que condene por lavagem de dinheiro e organização criminosa nove suspeitos de envolvimento com o esquema investigado pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF). Entre eles estão o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, beneficiários de acordos de delação premiada.