Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 21 de junho de 2021

Abraji, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, condena ataque de Bolsonaro à imprensa e à democracia

Segunda, 21 de junho de 2021


Abraji condena ataque de Bolsonaro à imprensa e à democracia


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a atacar a imprensa nesta segunda-feira, 21.jun.2021. Dessa vez, além de disparar ofensas contra a Globo e seus profissionais, o presidente mandou a repórter Laurene Santos, da TV Vanguarda, calar a boca e, contrariando as normas sanitárias, tirou a própria máscara para agredi-la verbalmente com palavrões.

No início da tarde, após a cerimônia de formatura da Escola de Especialistas de Aeronáutica em Guaratinguetá, no interior de São Paulo, repórteres se aproximaram de Bolsonaro. Desde o fim de semana, quando o Brasil chegou a meio milhão de mortes na pandemia, o presidente não havia se manifestado sobre o assunto. Um jornalista da CNN cobrou um posicionamento e recebeu como resposta uma reclamação sobre a cobertura dos protestos contra o governo pelo canal no último sábado (19.jun.2021).

Em seguida, Bolsonaro se exaltou ao ser questionado por Laurene Santos sobre ter sido multado pelo governo paulista pelo não uso da máscara durante uma manifestação, dez dias atrás. A equipe da TV Vanguarda mencionou o fato porque o presidente havia retirado a proteção facial ao chegar ao evento e, após a solenidade, ao cumprimentar formandos e posar para fotos. 

Nesse momento, Bolsonaro perdeu a compostura: “Olha, eu chego como quiser, onde eu quiser, eu cuido da minha vida”. Foi então que ele retirou repentinamente a própria máscara e declarou:

“Essa Globo é uma merda de imprensa! Vocês são uma porcaria de imprensa! Cala a boca, vocês são uns canalhas! Vocês fazem um jornalismo canalha que não ajuda em nada. Vocês destroem a família brasileira, destroem a religião brasileira. Vocês não prestam! (...) Você tinha que ter vergonha na cara de prestar um serviço porco que é esse que você faz à Rede Globo”.

No ano passado, o presidente já havia mandado repórteres calarem a boca e em outro momento disse que sua vontade era encher a boca de um jornalista de porrada. Levantamento da Abraji mostra que Jair Bolsonaro bloqueou ao menos 66 jornalistas e veículos no Twitter, além de ser o campeão de discursos estigmatizantes contra a imprensa, com 46 alertas somente em 2021.

A Abraji se solidariza com a equipe da TV Vanguarda e, em especial, com Laurene Santos. Condena não apenas a atitude de Bolsonaro, mas a de todos aqueles que participaram da entrevista, como o prefeito de Guaratinguetá, Marcus Soliva (PSC), e a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), que também seguiu o presidente e retirou a máscara. Jair Bolsonaro demonstrou mais uma vez seu desrespeito pela liberdade de imprensa, pela saúde pública, pela democracia e até mesmo pelas normas mais básicas de civilidade e etiqueta - um comportamento incompatível com o cargo máximo da República do Brasil.


Diretoria da Abraji, 21 de junho de 2021.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

O COMANDO QUE ESTÁ CAÇANDO ‘ESQUERDISTAS’ NAS UNIVERSIDADES JÁ PERSEGUIU 181 PROFESSORES

Sexta, 26 de outubro de 2018

Por
The Intecept Brasil
Juliana Sayuri
26 de Outubro de 2018

A DENÚNCIA PARTIU de um membro do Movimento Brasil Livre, o MBL. Luís Felipe Nunes, da Paraíba, se indignou com o evento “UFCG contra o fascismo e pela democracia”, previsto para acontecer ontem na Universidade Federal de Campina Grande. “Apesar do nome bonito, está claro que se trata de um evento pró-PT”, ele postou no Facebook, ao contar que havia feito a denúncia ao Tribunal Regional Eleitoral de seu estado.
[Clique na imagem abaixo para melhor visualizá-la]
Esse é o manifesto que a polícia foi ordenada a apreender.  
Reprodução

Segundo os professores da universidade, os policiais revistaram o espaço da Adufcg “minuciosamente” a portas fechadas e apreenderam, além do manifesto, também cinco HDs externos usados pelos profissionais.Deu certo. Em uma decisão assinada pelo juiz eleitoral Horácio Ferreira de Melo Júnior, a justiça expediu um mandado de busca e apreensão para a polícia apreender materiais pró Fernando Haddad na Associação dos Docentes da Universidade Federal de Campina Grande. Mais especificamente, Júnior pediu que os policiais entrassem na universidade pública para apreender os panfletos chamados “manifesto em defesa da democracia e da universidade pública”, assinados pelo sindicato dos professores.

O DIA EM QUE A JUSTIÇA IMPEDIU UNIVERSIDADES DE LUTAR CONTRA O FASCISMO NO BRASIL

Sexta, 26 de outubro de 2018
The Intercept Brasil

Por
Eliana Alves Cruz


A POLÍCIA FEDERAL e o TRE, em batidas em universidades por todo o país nesta quinta-feira, 25, apreendeu materiais que fossem caracterizados como campanha política, o que é proibido em prédios públicos em período eleitoral. No entanto, a ação proibiu faixas e eventos contra o fascismo e contra a ditadura. No Rio de Janeiro, a juíza Maria Aparecida da Costa Barros determinou que o diretor da Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense, Wilson Madeira Filho, retirasse a faixa com os dizeres “Direito UFF Antifascista”, sob pena de prisão. Ao classificar a faixa da Federal Fluminense e as aulas que explicam o movimento fascista, a justiça brasileira assume o protagonismo do surreal episódio em que se opõe a luta mundial que combate a ideologia que produziu figuras nefastas para a humanidade como Hitler e Mussolini.
A polícia e os fiscais bateram na UFF depois de 12 denúncias contra a faixa, que diziam que ela teria “conteúdo de propaganda eleitoral negativa contra o candidato à presidência da República Jair Bolsonaro”. Quando se depararam com os dizeres contra o fascismo sem alusão ao nome do presidenciável e decidiram concordar com os denunciantes, os agentes da lei assinaram embaixo de que temos um candidato ligado ao fascismo no Brasil. E isto é aterrador sob muitos aspectos.
Ações semelhantes ocorreram na UFGD (Dourados), UEPA (Iguarapé-Açu), UFCG (Campina Grande), UEPB, UFMG, UNILAB (Palmares), Cepe-RJ, Unilab-Fortaleza, UNEB (Serrinha), UFU (Uberlândia), UFRGS, UCP (Petrópolis), UFSJ, UERJ, UFERSA, UFAM, UFFS, UNESP (Bauru), UFRJ e IFB. Na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, foi solicitada a retirada de uma enorme faixa em homenagem a Marielle Franco. A vereadora do PSOL assassinada em março, aliás, tem sido pivô de repetidos incidentes que, como se não bastasse o seu desaparecimento físico, parecem querer apagar sua presença da memória nacional.
Mais uma vez, as falas do candidato Jair Bolsonaro aparecem como a fagulha que acende a pólvora. No último domingo, 21, apenas uma semana antes da eleição, ele assustou parte significativa do país e do mundo ao afirmar para uma multidão reunida na Avenida Paulista que o destino dos adversários em seu governo seria a prisão e o exílio. A fala inteira é impressionantemente antidemocrática, autoritária e pôs em estado de alerta o mundo acadêmico do país e de diversas partes do planeta, assim como líderes políticos brasileiros que se viram na urgência de apoiar Fernando Haddad em favor da democracia ameaçada pelas palavras do próprio Bolsonaro.
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De acordo como o mandado de notificação do TRE-RJ, a faixa “Direito UFF Antifascista” traria “prejuízo diário para a candidatura de Jair Bolsonaro”. Foto: Reprodução
Não é de agora que o clima nas universidades está explosivo e poucos dias antes e depois do primeiro turno das eleições esse potencial bélico só aumentou. Paredes pichadas, agressões físicas e um denuncismo que em tudo lembra um passado muito recente da história nacional dentro das universidades, durante o golpe militar de 1964. Os relatos são muitos e eu mesma fui testemunha de um episódio, quando fui dar uma palestra de encerramento de um seminário no Instituto Federal Fluminense, dias antes do primeiro turno, em 4 de outubro. Logo na chegada encontrei minha anfitriã, a coordenadora do curso de Letras, Ana Poltronieri, muito preocupada e aborrecida, pois havia recebido mensagens não identificadas em seu celular falando do desapontamento com suas posições políticas. No dia seguinte, 5 de outubro, cheguei de volta ao Rio de Janeiro com a notícia de que a justiça eleitoral havia estado no final da tarde no IFFluminense, campus Campos Centro, inspecionando além do setor de produção gráfica, os cursos de Licenciatura em Letras, em Teatro, em Geografia e em Ciências da Natureza. O motivo da visita dos fiscais a esses cursos foi uma denúncia de que havia material político e manifestações de apoio e de repúdio de professores a determinados candidatos.
“Na minha longa carreira de magistério na educação básica e na superior, eu nunca passei por um momento tão triste e sombrio. As salas onde damos aulas foram revistadas, assim como as coordenações, principalmente a de Geografia. Os fiscais da justiça eleitoral nos disseram que houve uma denúncia. Mais uma vez, a ‘coragem’ de denunciar se faz por meio de um sujeito indeterminado, ou seja, não tem nome nem cara” — contou Ana em suas redes sociais.
O Instituto Federal Fluminense, uma instituição de 110 anos, por intermédio de seu Conselho Superior, se posicionou de maneira firme contra a ação no campus em nota que finaliza “…afirmando convicção na democracia plena, rachamos todas as formas de ataque à liberdade de expressão, de manifestação e de pensamento, que consistem no principal antídoto contra esse clima de intolerância e violência”.
A campanha de Jair Bolsonaro já entra para a história como um ataque sem precedentes aos valores cultivados pela democracia.
Se a liberdade de expressão pode ser um antídoto contra a intolerância e a violência, a censura, na intenção de conter narrativas, só estimula que venham de formas ainda mais potentes nas mais diversas formas. Em muitos casos, as instituições nem precisam estar envolvidas diretamente. Basta, como estamos assistindo perplexos, um discurso que inflame os ânimos para que ocorra o que aponta um dos conhecimentos mais básicos sobre o funcionamento de ditaduras: a autocensura e a formação de “milícias ideológicas” por cidadãos comuns. Eleito ou não, a campanha de Jair Bolsonaro já entra para a história como um ataque sem precedentes aos valores cultivados pela democracia.
Além das universidades, a indústria do livro é um dos alvos preferidos para ataques quando se chega a este estado de coisas. Frequentadores de livrarias exaltados andam vandalizando livros, ou seja, arrancando páginas com nomes de autores que consideram perniciosos, ou até mesmo questionando os títulos que estão nas vitrines. Editoras que publicam livros de pensadores de esquerda estão recebendo ameaças. Preocupados com o futuro do acesso à literatura no país, escritores, editores, livreiros e outros profissionais produziram um manifesto. Em reunião na última quarta-feira, dia 24, a leitura do texto foi seguida de falas e debates sobre o futuro da atividade em um país que nos últimos dias também tem censurado obras em escolas e desenvolvido um sentimento de animosidade pela difusão de ideias e — por que não dizer? — pela educação de maneira geral.
A premiada autora Conceição Evaristo fez um apanhado histórico do ativismo literário dos escritores e escritoras negras, dos entraves para conquistar o mercado editorial e dos avanços — ainda que tímidos — advindos de uma batalha de séculos. A também escritora e poeta Elisa Lucinda apontou como estratégia urgente a ocupação dos espaços de cultura no país, bem como a aproximação das comunidades. O contista Giovani Martins falou da crise na informação evidenciada pela campanha de 2018 e da necessidade de atenção com a comunicação nos veículos e também interpessoal. O jornalista e escritor Paulo Roberto Pires alertou para o silêncio de grandes editoras neste momento grave da nação, que em são muito beneficiadas por vendas para o governo federal, e a editora Ana Escorel fez um apanhado geral de todas as falas reforçando o porquê do lema “nossas armas são os livros”.
Não é novidade que o processo que será concluído no próximo domingo, 28 de outubro, foi iniciado com todos os escândalos de corrupção muito vitaminados por uma parcela da mídia e quando a legitimidade de um governo eleito com 54 milhões de votos foi questionada e derrubada por quem perdeu o pleito, como disse Romero Jucá em sua célebre fala: “…com o Supremo, com tudo”. O custo pelo movimento detonado pelos maus perdedores foi ver o apreço pela democracia se esvair como as cores de uma obra de arte que nunca foram muito fortes em um país com tanta tradição em ditaduras. Abriu-se o caminho para a escalada da intolerância e do autoritarismo. Seja qual for o resultado das urnas em 2018, apesar dos discursos de ambos os candidatos, nada aponta para união. Tudo indica que a nação seguirá ainda mais partida e que ainda precisará de embates intensos para valorizar a gasta, porém essencial, palavra democracia.
Foto de capa: Além da Faculdade de Direito da UFF, as Relações Internacionais e outros cursos da universidade aderiram à causa contra o fascismo.

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Leia também:

Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão lança nota pública sobre liberdade de manifestação em universidades

Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão lança nota pública sobre liberdade de manifestação em universidades

Sexta, 26 de outubro de 2018
Do MPF
“Vedação de uso de bens públicos para propaganda eleitoral não se confunde com a proibição do debate de ideias”, destaca o órgão do MPF

Imagem: PFDC
A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), do Ministério Público Federal, lançou nota pública, nesta sexta-feira (26), na qual aponta como potencialmente incompatíveis com o regime constitucional democrático iniciativas voltadas a impedir a comunidade discente e docente de universidades de manifestarem livremente seu entendimento sobre questões da vida pública no país. Nos últimos dias, mais de uma dezena de universidades brasileiras relataram esse tipo de ocorrência.
No texto, a PFDC ressalta que a vedação de uso de bens públicos para propaganda eleitoral não se confunde com a proibição do debate de ideias. “Nem mesmo a maior ou menor conexão ou antagonismo de determinada agremiação política ou candidatura com alguns dos valores constitucionais pode servir de fundamento para que esses valores deixem de ser manifestados e discutidos publicamente”.  

domingo, 21 de outubro de 2018

Ditadura, tortura e censura formam uma afronta à dignidade humana

Domingo, 21 de outubro de 2018
Por
Suplício do pau-de-arara era praticado nas ruas
Pedro do Coutto
Pesquisa do Datafolha publicada ontem pela Folha de São Paulo e O Globo revelou que a grande maioria da população brasileira, na qual se inclui o eleitorado que volta as urnas no próximo domingo, rejeita todas essas formas que atentam contra a liberdade e a dignidade humana. O levantamento assim iluminou o pensamento brasileiro de forma bastante clara, mas ao mesmo tempo acentuou que uma parcela considerável da opinião pública teme a hipótese de implantação de novo regime totalitário do país. A imensa maioria, vale frisar, é contra qualquer ditadura, porém, ao mesmo tempo, teme pela hipótese de se configurar a sombra do passado recente.
As ditaduras incluem automaticamente a censura à imprensa e a tortura nos porões das masmorras. No passado recente pode se dividir em duas partes de nossa história: a de Vargas de 37 a 45 e a que foi instalada em 1964 e só terminou 21 anos depois.

terça-feira, 20 de março de 2018

😷Censura😷: Chefes da EBC reunidos em razão de postagem do Gama Livre e Portal ContextoExato

Terça, 20 de março de 2018😷
A repercussão de postagem aqui no Gama Livre e no Portal ContextoExato, com foto do protesto de hoje de jornalistas da Empresa Brasileira de Comunicação, EBC, contra a mordaça que gerentes da empresa tentam colocar na cobertura dos protestos referentes ao assassinato de Marielle e Anderson, provocou uma reunião entre os gestores da EBC. Neste momento a reunião continua.

A foto postada pelo Gama Livre e o Portal ContextoExato, diga-se de passagem, foi tirada na redação de costas para a sala do 'censor'.

Veja a seguir a postagem das 13h42 aqui no Gama Livre. 

Agora há pouco em Brasília servidores da EBC protestaram contra censura do governo Temer ao caso Marielle

Terça, 20 de março de 2018
Eles não se calarão frente à censura do governo às notícias do caso Marielle. O protesto foi em Brasília, Asa Sul, nesta terça (20/3). Foto recebido pelo WhatsApp.

O protesto foi de radialistas e jornalistas da EBC, Empresa Brasileira de Comunicação, e contra a restrição imposta pelas chefias da Agência, para que não se cobrisse mais os atos de protestos ao assassinato de Marielle e o Anderson. A alegação da chefias é que tais atos seriam uma "exploração política", desconsiderando que a orientação é de censura as manifestações legítimas e importantes e verdadeiros fatos jornalísticos.

Os servidores censurados lembram, por outro lado, que o site da EBC faz cerca de 10 matérias por dia sobre o Fórum Mundial da Água por ter feito contrato com a Agência Nacional de Águas no valor de R$1,8 milhão.😷😷

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Liberdade artística como direito constitucional e o obscurantismo tardio

Sexta, 3 de outubro de 2017
  Por
Aldemario Araujo Castro*
Nas últimas semanas, a partir da atuação de grupos outrora aparentemente preocupados com os escândalos de corrupção, ganhou o noticiário da grande imprensa e os registros nas redes sociais um curioso debate acerca da produção artística e sua divulgação. Em função de expressões artísticas que utilizavam as temáticas da nudez e da sexualidade, aqui e ali relacionadas com elementos de fundo religioso, foram observadas vozes contundentes apontando: a) a desqualificação das manifestações como arte e b) alguma forma, mais ou menos incisiva, de impedimento (ou proibição) de veiculação.

sábado, 10 de junho de 2017

Censura! Projetos querem proibir transmissões de julgamentos em rádio e TV

Sábado, 10 de junho de 2017
Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna

Deputados querem proibir transmissões de julgamentos, como o da Chapa Dilma-Temer realizado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foto de Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Se um dos projetos vier a ser aprovado, análise judicial de processos da Lava-Jato será sem visibilidade pública.

Por Chico Sant’Anna
Os brasileiros, já acostumados a acompanhar ao vivo e a cores as grandes decisões da República, tais como CPIs e votações no Congresso Nacional, além de julgamentos de grandes causas, como o Mensalão, no Supremo Tribunal Federal, correm o risco de ficar na escuridão da informação.

É que tramitam na Câmara dos Deputados dois projetos-de-lei que restringem às transmissões radiofônicas e televisivas de audiências e julgamentos penais, sobretudo em instâncias superiores como no Supremo Tribunal Federal – STF.

Um dos projetos, o 1.407/2007, de autoria do deputado Carlos Bezerra (PMDB), dispõe que as transmissões só ocorrerão se as partes autorizarem. Ou seja, caso aprovado, o réu pode vetar que a população acompanhe como os ministros do STF o estão julgando. O projeto já foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça – CCJC e encontra-se pronto para votação em Plenário.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Após sacar R$ 77 milhões escritório de advocacia quer mais R$ 36 milhões; os recursos foram sacados das contas da Petrobras; censura à imprensa

Terça, 4 de abril de 2017
Advogado foi eleito ontem (3/4) pelo Conselho Federal da OAB para integrar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
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Da Tribuna da Bahia
Depois de ter conseguido sacar, em caráter liminar, das contas da Petrobras R$ 77 milhões para a Federação dos Pescadores e Aquicultores da Bahia, dos quais cerca de R$ 23 milhões só de honorários, relativos a pensionamento a pescadores do Recôncavo, por causa de um derramamento de óleo ocorrido na Baía de Todos-os-Santos em 2009, o escritório de advocacia do baiano André Godinho, eleito ontem pelo Conselho Federal da OAB para integrar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), está pleiteando mais R$ 36 milhões num outro processo contra a estatal, desta vez em nome da Colônia de Pescadores Z-5.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Comitê Rio 2016 perde recurso, e Justiça mantém protestos em arenas esportivas

Segunda, 15 de agosto de 2016
Vladimir Platonow - da Agência Brasil
A Justiça Federal negou recurso ao Comitê Rio 2016 e manteve a liberação dos protestos políticos nas arenas esportivas. A decisão é do desembargador federal Marcello Granado, presidente da 5ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da Segunda Região (TRF2), e foi divulgada nesta segunda-feira (15) pela assessoria do tribunal.

O desembargador negou pedido do Comitê Rio 2016, que pretendia cassar a liminar que assegura o direito a manifestações públicas de cunho político nos locais de competição.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Censura nas Olimpíadas Rio 2016: 'Fora Temer' e outros protestos pacíficos nas Olimpíadas 2016. Justiça Federal no Rio de Janeiro determina, sob pena de multa e outras punições, que não haja repressão

Segunda, 8 de agosto de 2016
Leia decisão da Justiça Federal determinando que União, Estado do Rio de Janeiro e Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio-2016, se abstenham IMEDIATAMENTE de reprimir manifestações pacíficas de cunho político nos locais oficiais, de retirar do recinto as pessoas que estejam se manifestando pacificamente, seja por cartazes, camisetas ou outros meios lícitos. Multa será de R$10 mil por cada ato que viole a sentença judicial, sem prejuízo de outras sanções legais.

Clique nas imagens para ampliá-las.


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Rollemberg sentiu a pancada e censurou, na Justiça, o SindSaúde

Quinta, 4 de agosto de 2016
04/08/2016/  Por SindSaúde DF
CENSURA 
O governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg censurou, através da justiça, o SindSaúde. A decisão do processo número 2016.01.1.079438-4 proibe o sindicato de falar sobre as denúncias de propina no alto escalão do executivo. Essa censura nos remete à época da ditadura militar quando os sindicalistas eram perseguidos, amordaçados e até assassinados por se opor ao poder, mas não podemos nos calar.

O SindSaúde segue firme em sua luta de defender a saúde pública do DF, que compreende a população e servidores. Esclarecemos ainda que nossa luta não é contra partidos ou pessoas, e sim contra os enraizados na SES a anos que resultam na morte de pacientes e no improviso para o mínimo atendimento. O SindSaúde recorrerá da decisão.
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Leia aqui a decisão da Justiça 

Uma dúvida: Será que Rollemberg vai também querer censurar as declarações da presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, no próximo dia 15 de agosto, quando haverá acareação com o vice-governador, Renato Santana? 

terça-feira, 12 de julho de 2016

Mais censura: Lewandowski vetou a divulgação dos valores que membros do Judiciário recebem por palestras

Terça, 12 de julho de 2016
Do Blogue Náufrago da Utopia
Por Celso Lungaretti
O Conselho Nacional de Justiça fixou no mês passado novas regras para palestras ministradas por juízes, desembargadores ou ministros de tribunal superior. Assim que aceitarem o convite, eles terão 30 dias para disponibilizar na internet, de forma que qualquer interessado os possa acessar, os seguintes dados: 
  • data e local de sua participação; 
  • tema a ser abordado, e 
  • qual a entidade promotora do evento.
A proposta inicial incluía a obrigatoriedade de informarem também, tanto ao tribunal quanto aos internautas, o valor da remuneração acertada, mas o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, impôs a retirada de tal dispositivo. Então, os meritíssimos estão dispensados de divulgarem quanto receberão; e não há qualquer limite para o valor.

Na reunião do CNJ que discutiu o assunto, Lewandowski, o censor de pixulecos, fez questão de assegurar-se de que os togados em geral (e não apenas ele próprio), seriam tratados como cidadãos acima de qualquer crítica, ao contrário de todos os outros mortais. Assim, indagou do autor da proposta se ele atendera sua exigência:
"Vossa excelência retirou essa expressão? Porque isso diz respeito à intimidade, à privacidade e diria até ao sigilo fiscal, né? Porque nós não somos obrigados a revelar quanto recebemos nas atividades privadas".
Foi cientificado de que a tesoura cumprira seu papel. E chegou ao cúmulo de tentar justificar o injustificável com uma alegação que caberia para profissionais de todo e qualquer ofício bem remunerado, novamente pretendendo colocar os togados numa categoria à parte: 
"Quando nós divulgamos valores econômicos, nós estamos sujeitos, num país em crise, num país onde infelizmente a nossa segurança pública ainda não atingiu os níveis desejados... Então é preciso resguardar todos esses aspectos"
Ou seja, mais uma vez colocou a autoridade inerente ao seu cargo, de forma espúria, a serviço de uma aversão obsessiva pela transparência e pela livre circulação de opiniões e informações.

Já tivemos quem se considerasse pertencente a uma raça superior. Salta aos olhos que Lewandowski se vê como membro de uma profissão superior, outorgando-se o direito de impedir que a sociedade tome conhecimento daquilo que eventualmente a desabone.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Luaty Beirão critica Gabriel o Pensador por atuar em Angola

Segunda, 7 de março de 2016
Do Esquerda.Net
O rapper e ativista angolano utilizou a sua página de facebook para deixar uma mensagem ao músico brasileiro, na qual lamenta que Gabriel o Pensador não seja coerente com “as palavras de consciência e de amor ao próximo” pelas quais ficou conhecido.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Decisão da Justiça obriga Ponte a retirar vídeo do ar

Quarta, 3 de fevereiro de 2016
Da Ponte
03/02/16  Por

Justiça proíbe Ponte de divulgar vídeo que mostra promotora Ana Maria Frigério Molinari acusando Mães de Maio de ligação com tráfico de drogas. Por engano, juíza também ordenou censura ao Facebook

Ilustração: Junião
Ilustração: Junião
A juíza Luciana Castello Chafick Miguel, da 3ª Vara da Comarca de Cubatão, obrigou a Ponte Jornalismo a tirar do ar um vídeo da reportagem Mães de Maio denunciam promotora por “criminalizar” movimento, de André Caramante e Fausto Salvadori. O vídeo mostrava a promotora Ana Maria Frigério Molinari, da Procuradoria de Justiça de Praia Grande (SP), fazendo acusações, sem apresentar provas, contra o grupo independente de direitos humanos Mães de Maio, dizendo que as militantes seriam traficantes de drogas.

As imagens haviam sido gravadas durante uma audiência de instrução na 3ª Vara Criminal de Cubatão, em que a promotora Ana Maria aparece respondendo a perguntas feitas pelo advogado de três policiais militares, Cristian David Almeida de Castro, José Roberto de Andrade e Rudney Queiroz de Almeida, acusados de sequestrar um homem e armar contra ele uma falsa acusação de porte ilegal de arma. No vídeo, Ana Maria afirma ter recebido a informação de que o grupo Mães de Maio seria formado por mães de traficantes, que, após a morte de seus filhos, em maio de 2006, teriam passado a gerenciar pontos de venda de drogas, com o apoio da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

É Proibido Falar em Angola

Segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo
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Episódio # 1: É Proibido Falar em Angola
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Episódio # 2: É Proibido Falar em Angola
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Episódio Final: É Proibido Falar em Angola

domingo, 18 de outubro de 2015

As 10 notícias mais censuradas 2014 – 2015

Domingo, 18 de outubro de 2015
Do site ESQUERDA.NET
Estas são as primeiras dez entre as 25 notícias mais censuradas pela grande imprensa dos Estados Unidos, que na prática molda a (des)informação mundial. A notícia foi divulgada a 6 de outubro no ranking 2014-2015 do Project Censored da Califórnia, que os sociólogos Peter Phillips, Mickey Hugg e Andy Lee Roth desenvolvem. Por Ernesto Carmona, Proyecto Censurado.
Projeto Censurado: As notícias que não foram notícia
O 1% mais rico possui metade da riqueza mundial, o fracking envenena as águas subterrâneas, 89% das vítimas paquistanesas assassinadas por drones norte-americanos nem sequer eram identificáveis como militantes islâmicos, aumentam os países que agora seguem o exemplo da Bolívia na luta pelo direito humano à água, aprofunda-se o desastre nuclear em Fukushima, cientistas opinam que o excesso de metano ameaça o Ártico e a muito curto prazo põe em risco a vida no planeta (20 anos) pelo aumento de 5 a 6 graus do aquecimento global, o medo da espionagem do governo “esfria” a liberdade de expressão dos escritores de todo mundo, a polícia dos EUA mata mais que qualquer outra do planeta… e com demasiada frequência, óbvio: os pobres recebem menos cobertura dos media que os seus donos multimilionários e, por último, a Costa Rica avança na energia renovável hidráulica… desde que não haja seca. (...)

1.- O 1% mais rico possui metade da riqueza mundial
Em 2016, o 1% da população mundial possuirá mais riqueza que os 99% restantes, segundo um relatório difundido em janeiro 2015 pela Oxfam, uma organização internacional sem fins lucrativos que tem como objetivo combater a pobreza. Para o estudo da Oxfam a desigualdade extrema não é inevitável, mas nos factos é o resultado de decisões políticas e económicas estabelecidas e mantidas pela elite global do poder, os indivíduos ricos cuja poderosa influência mantém o status quo manipulado a seu favor. A proporção da riqueza mundial que pertence ao 1 por cento aumentou de 44% em 2009 para 48% em 2014 e prevê-se que atinja os 50% em 2016.

2.- O fracking envenena as águas subterrâneas
Os aquíferos da Califórnia foram contaminados ilegalmente com cerca de 11 milhões de litros de águas residuais envenenadas desde que foram utilizadas no processo chamado fracking, ou fratura hidráulica do subsolo para extrair petróleo e gás, segundo documentos do Estado da Califórnia difundidos em finais de 2014 pelo Centro para a Diversidade Biológica. Segundo esta fonte, a fuga de contaminantes produziu-se em pelo menos nove poços utilizados pela indústria petrolífera para eliminar resíduos de águas contaminadas, prática que provavelmente se repete noutras latitudes onde também é utilizada a fratura hidráulica para extrair petróleo e gás.

3.- 89% das vítimas paquistanesas de drones dos EUA nem sequer são apontadas como militantes islâmicos
Desde que Barack Obama assumiu a presidência em 2009, calcula-se que os EUA provocaram a morte de 2.464 pessoas em bombardeamentos com aviões não tripulados enviados fora do que Washington declarou como “zonas de guerra”. O número foi divulgado em fevereiro de 2015 por Jack Serle e pela equipa do Gabinete de Jornalismo de Investigação, que mantém uma base de dados com todos os ataques conhecidos - baseando-se em trabalho de campo, relatórios dos media e fuga de documentos - que proporcionam uma imagem mais clara da escala e do impacto do programa de aviões não tripulados dos EUA, em comparação com a informação episódica proporcionada pelos grandes media corporativos de informação.

4.- Muitos países seguem agora o exemplo da Bolívia na luta pelo direito à água
No 15º aniversário dos protestos de Cochabamba, a resistência popular ao controle da água pelas grandes transnacionais continua a expandir-se em todo o mundo, abarcando a remunicipalização dos serviços públicos de água privatizados, a ação direta contra bloqueios injustos à água e à recolha de águas pluviais, enquanto o acesso ao vital elemento se entroniza como direito humano fundamental.

Em janeiro de 2000, o povo de Cochabamba fechou a cidade em protesto contra a privatização do seu sistema municipal de água, que rapidamente duplicou e triplicou as faturas da água. Em fevereiro desse ano, o correspondente do Pacific News Service Jim Shultz divulgou a história na imprensa ocidental com os seus relatórios em primeira mão dos confrontos entre a polícia antimotim e os manifestantes na chamada “guerra pela água”, que hoje se prolonga entre os agricultores locais e os grandes fazendeiros, mas também implica novos “barões corporativos da água”, como o Goldman Sachs, o JPMorgan Chase, o Citigroup, o Grupo Carlyle e outros grandes grupos de investimento que estão a comprar direitos da água em todo mundo a um ritmo sem precedentes.

5.- Aprofunda-se o desastre nuclear em Fukushima
Continua por resolver a crise de 2011 do reator nuclear de Fukushima, Japão, apesar das garantias das autoridades governamentais e dos principais meios de comunicação de que a situação foi contida e, também, não obstante uma avaliação da Agência Internacional de Energia Atómica das Nações Unidas onde afirma que o Japão tem feito “progressos significativos” na limpeza do local. A verdade é que a descarga contínua no Oceano Pacífico da água de refrigeração extremamente radioativa da central nuclear destruída, já detetada ao longo da costa do Japão, tem o potencial de afetar grandes porções do Pacífico e a costa ocidental da América do Norte. Além do possível derrame de plutónio neste Oceano, a Tokyo Electric Power Company (TEPCO) admitiu recentemente que diariamente a central lança no mar grandes quantidades de água contaminada com trítio, césio e estrôncio.

6.- O Ártico está em perigo pelo crescente impacto do metano no aquecimento global
Os níveis de metano na atmosfera atingiram um máximo histórico nos últimos anos. Este gás de efeito de estufa é um dos principais contribuintes para o aquecimento global, bem mais destrutivo do que o dióxido de carbono. Num relatório para Truthout, o jornalista Dahr Jamail citou Paul Beckwith, professor de climatologia e meteorologia na Universidade de Ottawa: “Nas etapas iniciais, a alteração climática será abrupta para o nosso sistema climático, sem controle, conduzindo a um aumento de temperatura de 5 a 6 graus centígrados dentro de uma ou duas décadas”. Tais mudanças terão “efeitos sem precedentes” para a vida na Terra.

O derretimento dos gelos árticos lançará o metano na atmosfera. “O que acontecer no Ártico não ficará no Ártico”, observou Beckwith. A perda de gelo ártico afeta a Terra como um todo. Por exemplo, ao diminuir a diferença de temperatura entre o Ártico e o equador aumentará a potência das correntes, que por sua vez acelerarão o derretimento do gelo ártico.

7.- O medo da espionagem dos governos condiciona liberdade de expressão dos escritores
A vigilância massiva lança a dúvida nos escritores de todo mundo de que os governos democráticos respeitem os seus direitos à intimidade e à liberdade de expressão, segundo um relatório de janeiro de 2015 do PEN America baseado nas respostas de 772 autores de cinquenta países. Uma reportagem de Lauren McCauley em Common Dreams além de difundir o PEN América Report deu a conhecer um relatório de julho de 2014 da União Americana das Liberdades Civis e da Human Rights Watch onde se dá conta que jornalistas e advogados dos EUA evitam cada vez mais trabalhar sobre temas potencialmente controversos devido ao medo da espionagem do governo.

8.- A polícia dos EUA mata… e com demasiada frequência
Em comparação com outros países capitalistas desenvolvidos, os EUA são sem dúvida diferentes quando se trata do nível de violência estatal dirigida contra as minorias, informou Richard Becker, do Liberation, em janeiro de 2015. Usando números de 2011, Becker escreveu que numa base per capita “a taxa de mortes pela polícia dos EUA foi aproximadamente 100 vezes maior do que a dos polícias ingleses em 2011”, 40 vezes mais letal que a taxa dos polícias alemães e 20 vezes mais mortífera que a dos seus colegas canadianos. Becker disse que provavelmente este não é o tipo de “excecionalismo [norte] americano” que o presidente Obama tinha em mente quando se dirigiu aos cadetes graduados de West Point em maio de 2014.

9.- Pobres recebem menos cobertura dos media do que os multimilionários
Em junho de 2014, a Equidade e Exatidão na Informação (FAIR, na sigla em inglês) publicou um estudo onde mostra que a ABC World News, a CBS Evening News e a NBC Nightly News dão mais cobertura mediática aos 482 multimilionários dos EUA do que aos 50 milhões de pessoas que hoje vivem na pobreza. Além disso, transmitem quase quatro vezes mais histórias que incluem o termo “multimilionário” do que notícias utilizando vocábulos como “pessoas sem casa” ou “bem-estar”.

10.- A Costa Rica avança na energia renovável
Em 75 dias consecutivos dos primeiros meses de 2015, a Costa Rica não queimou nenhum combustível fóssil para gerar eletricidade. Graças às fortes chuvas atribuídas às alterações climáticas, as centrais hidroelétricas geraram quase a totalidade da eletricidade do país, que juntamente com os recursos geotérmicos, o vento e as fontes de energia solar anulam a dependência de fontes fósseis como carvão e petróleo.

Um relatório de Myles Gough em Science Alert indica que os primeiros setores da Costa Rica são o turismo e a agricultura, que requerem pouca energia, em comparação com extração mineira ou a indústria. A nação também tem características topográficas (incluindo vulcões) que facilitam a produção de energia renovável. O problema pode colocar-se perante eventuais secas originadas pelas alterações climáticas.

Artigo de Ernesto Carmona, jornalista, escritor chileno e jurado internacional do Project Censored, publicado em Proyecto Censurado. Tradução de Carlos Santos para esquerda.net

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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Liminar do ministro do STF impede censura a blog de jornalista

Sexta, 28 de novembro de 2014
Do STF
“O exercício da jurisdição cautelar por magistrados e Tribunais não pode converter-se em prática judicial inibitória, muito menos censória, da liberdade constitucional de expressão e de comunicação”. A afirmação é do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) que, ao conceder liminar em Reclamação (Rcl 18836) ao jornalista e blogueiro Cleuber Carlos do Nascimento, suspendeu uma decisão do juiz do 2º Juizado Especial Cível da Comarca de Goiânia.