Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 27 de maio de 2015

"Agefis diz que irá derrubar casas construídas em becos no Gama” (Republicação)

Quarta, 27 de maio de 2015
(Postagem originariamente publicada no dia 25 de maio de 2015)

Texto reproduzido da edição número 339, maio de 2015, do jornal Informativo Bico, veículo mensal com 28 anos de circulação ininterrupta no Gama, em outras regiões administrativas do DF, no Entorno, e em órgãos públicos do GDF e União.
Dê um clique sobre as imagens para ampliá-las.
A seguir as fotos e texto publicados no jornal: 
============================
Qd. 9 Oeste. 30/março com passagem livre

Reprodução de gravação da TV Record (14/4/2015)
Obra continuava em 19/5
    Obras ilegais em becos do Gama continuam e ruas são fechadas por construções irregulares, apesar do TJDF ao julgar leis dos becos tê-las anuladas. As únicas passagens de pedestres que, segundo o Tribunal, podem continuar com os militares são as que até julho de 2013 já estivessem efetivamente servindo de moradia. Para tais militares, os documentos do GDF teriam validade. Para os demais militares, inclusive concessões de uso e alvarás, nenhum efeito legal. De lá para cá qualquer ocupação é irregular, ilegal, invasão de terra pública. São essas invasões que a Agefis irá derrubar, conforme declarou essa Agência nas cinco reportagens realizadas de março até hoje pelas TVs Record e Globo.
    A Agefis informou que seu sistema de monitoramento por satélite permite o registro das condições anteriores e atuais de cada uma das passagens de pedestres, identificando cada uma das invasões e seu ritmo de ocupação.
   Nos últimos dias se verifica uma nova onde de invasões. Os programas das TVs Record e Globo dão a medida do absurdo que ocorre no Gama. Observe as duas imagens acima de um beco na Quadra 9 Oeste. Na foto da esquerda [a primeira imagem], de 30 de abril passado, a passagem livre. Há, contudo, um carro do pessoal que construiria no local. A imagem da direita
[a segunda foto] é de 13 de maio, e já mostra paredes altas, quase no ponto de receber o telhado, o que aconteceu nos últimos dias 16 e 17.  Mostra até uma das pedras jogadas contra a reportagem da TV Record e moradores. Observe no círculo mais claro da foto. Se acerta a cabeça de alguém teríamos um enterro.
   Veja as últimas cinco reportagens das TVs Record e Globo sobre as invasões. Digite na internet:  “Construções irregulares atrapalham passagem de pedestres no Gama, no DF", (DFTV, 19/3/2015) [veja aqui]; “Moradores invadem área pública e constroem muros no Gama” (DFTV, 4/4/2015) [veja aqui]; “Ruas são fechadas por construções irregulares no Gama” (Record, 13/5/2015)
[veja aqui]; “Obras ilegais em becos do Gama continuam” (Record, 15/5/2015) [veja aqui]; e  “Agefis diz que irá derrubar casas construídas em becos no Gama”, TV Record de 18/5/2015 [veja aqui].
Sérgio de Lima              , João B. Querino, José F. Beserra.
Os artigo assinados são de exclusiva responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do jornal.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

"Agefis diz que irá derrubar casas construídas em becos no Gama”

Segunda, 25 de maio de 2015
Texto reproduzido da edição número 339, maio de 2015, do jornal Informativo Bico, veículo mensal com 28 anos de circulação ininterrupta no Gama, em outras regiões administrativas do DF, no Entorno, e em órgãos públicos do GDF e União.

Dê um clique sobre as imagens para ampliá-las.

A seguir as fotos e texto publicados no jornal: 
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Qd. 9 Oeste. 30/março com passagem livre

Reprodução de gravação da TV Record (14/4/2015)
Obra continuava em 19/5

    Obras ilegais em becos do Gama continuam e ruas são fechadas por construções irregulares, apesar do TJDF ao julgar leis dos becos tê-las anuladas. As únicas passagens de pedestres que, segundo o Tribunal, podem continuar com os militares são as que até julho de 2013 já estivessem efetivamente servindo de moradia. Para tais militares, os documentos do GDF teriam validade. Para os demais militares, inclusive concessões de uso e alvarás, nenhum efeito legal. De lá para cá qualquer ocupação é irregular, ilegal, invasão de terra pública. São essas invasões que a Agefis irá derrubar, conforme declarou essa Agência nas cinco reportagens realizadas de março até hoje pelas TVs Record e Globo.
    A Agefis informou que seu sistema de monitoramento por satélite permite o registro das condições anteriores e atuais de cada uma das passagens de pedestres, identificando cada uma das invasões e seu ritmo de ocupação.
   Nos últimos dias se verifica uma nova onde de invasões. Os programas das TVs Record e Globo dão a medida do absurdo que ocorre no Gama. Observe as duas imagens acima de um beco na Quadra 9 Oeste. Na foto da esquerda [a primeira imagem], de 30 de abril passado, a passagem livre. Há, contudo, um carro do pessoal que construiria no local. A imagem da direita
[a segunda foto] é de 13 de maio, e já mostra paredes altas, quase no ponto de receber o telhado, o que aconteceu nos últimos dias 16 e 17.  Mostra até uma das pedras jogadas contra a reportagem da TV Record e moradores. Observe no círculo mais claro da foto. Se acerta a cabeça de alguém teríamos um enterro.
   Veja as últimas cinco reportagens das TVs Record e Globo sobre as invasões. Digite na internet:  “Construções irregulares atrapalham passagem de pedestres no Gama, no DF", (DFTV, 19/3/2015) [veja aqui]; “Moradores invadem área pública e constroem muros no Gama” (DFTV, 4/4/2015) [veja aqui]; “Ruas são fechadas por construções irregulares no Gama” (Record, 13/5/2015)
[veja aqui]; “Obras ilegais em becos do Gama continuam” (Record, 15/5/2015) [veja aqui]; e  “Agefis diz que irá derrubar casas construídas em becos no Gama”, TV Record de 18/5/2015 [veja aqui].
Sérgio de Lima              , João B. Querino, José F. Beserra.
Os artigo assinados são de exclusiva responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do jornal.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Justiça determina ao GDF desocupar a Orla do Lago Paranoá e os becos do Gama. Republicação

Postagem original da segunda, 23 de março de 2015
Novo texto sobre os becos do Gama foi publicado no Informativo Bico, jornal mensal com mais de 28 anos de circulação ininterrupta na cidade e também em outras regiões administrativas e órgãos públicos. A edição de março começou a circular no dia 20, sexta-feira, e a matéria se encontra na página sete do jornal.
Além de abordar as invasões de becos do Gama, o artigo fala também da invasão da Orla do Lago Paranoá, outra que o governo do DF vai retirar. As duas derrubadas serão em cumprimento de sentenças judiciais transitadas em julgado.
Um dia antes do jornal Bico sair às ruas, a TV Globo esteve no Gama realizando uma reportagem sobre as invasões de passagens de pedestres (becos). Objetiva e ótima reportagem a exibida no DFTV da quinta (19/3). O DFTV noticiou, inclusive, que a Agefis informou que os invasores seriam notificados, e as construções nos becos derrubadas. Clique aqui e veja o vídeo.
Leia a seguir o texto publicado no Informativo Bico deste mês de março.
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Justiça determina ao GDF desocupar a Orla do Lago Paranoá e os becos do Gama
  Foto de 15/3/2015
O governo atual do DF está rigoroso com invasores de terras públicas. E agora, cumprindo sentença transitada em julgado (definitiva, imutável), removerá construções que invadiram áreas da Orla do Lago. As áreas vão retornar ao uso do povo.
Outra sentença também transitada em julgado, essa em 1º de março de 2011, portanto já há quatro anos (a liminar saiu antes, em 12/5/2010), determinou a desocupação das passagens de pedestres entre conjuntos de casas das quadras do Gama, os becos. O governo anterior não cumpriu a sentença e, possivelmente, ex-autoridades responderão por isso.
Não se espera no Gama procedimento diferente daquele que o GDF realizará na Orla do Lago, ou seja, a desocupação determinada pela sentença definitiva da Justiça. O Secretário Chefe da Casa Civil do GDF, senhor Hélio Doyle, foi claro ao tirar dúvidas sobre a desocupação da Orla e sinalizou a postura do atual governo. Disse ele no Correio Braziliense de 16/3, página 12: “Essa área se tornará pública, com livre acesso. O que estiver lá — píeres, churrasqueira, campos de esportes etc. — será mantido na área pública, para uso público. Depois haverá uma análise ambiental e um plano que vai dizer o que pode ficar e o que tem de ser demolido. Os proprietários de casas não terão qualquer direito sobre a área de 30 metros, a não ser o de usá-la como qualquer pessoa”.
A despeito da postura do governo que assumiu em janeiro e da sentença definitiva sobre a desocupação dos becos do Gama, vários militares do DF ainda agora entram, ilegalmente, nessas áreas. Na foto abaixo um dos muitos exemplos recentes de invasão de becos. A área fica entre os lotes 83 e 85 da Quadra 29 do Setor Leste. Em abril de 2013 um militar chegou a descarregar caçambas de terra no local. A reação de moradores o fez não levar adiante a ocupação. Durante o Carnaval de 2015, no entanto, ele murou a área pública e agora prepara o terreno para construir.
Que a AGEFIS retire imediatamente essa ocupação e que o GDF cumpra logo a sentença definitiva em outras áreas do Gama.
Sérgio de Lima     , João B. Querino, José F. Beserra.
Os artigos assinados são de exclusiva responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do jornal.
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A primeira imagem abaixo é cópia do artigo publicado no jornal do Gama.
Dê um clique sobre a foto para ampliá-la.
Acima, invasão da passagem de pedestres entre os lotes 83 e 85 da Quadra 29 do Setor Leste do Gama. Essa é uma das invasões mostradas na reportagem do DFTV de 19 de março de 2015. Foto da mesma data.
Leia também: Os “becos do Gama” e o governo Rollemberg, artigo publicado na edição de janeiro do Informativo Bico.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Justiça determina ao GDF desocupar a Orla do Lago Paranoá e os becos do Gama

Segunda, 23 de março de 2015
Novo texto sobre os becos do Gama foi publicado no Informativo Bico, jornal mensal com mais de 28 anos de circulação ininterrupta na cidade e também em outras regiões administrativas e órgãos públicos. A edição de março começou a circular no dia 20, sexta-feira, e a matéria se encontra na página sete do jornal.
Além de abordar as invasões de becos do Gama, o artigo fala também da invasão da Orla do Lago Paranoá, outra que o governo do DF vai retirar. As duas derrubadas serão em cumprimento de sentenças judiciais transitadas em julgado.
Um dia antes do jornal Bico sair às ruas, a TV Globo esteve no Gama realizando uma reportagem sobre as invasões de passagens de pedestres (becos). Objetiva e ótima reportagem a exibida no DFTV da quinta (19/3). O DFTV noticiou, inclusive, que a Agefis informou que os invasores seriam notificados, e as construções nos becos derrubadas. Clique aqui e veja o vídeo.
Leia a seguir o texto publicado no Informativo Bico deste mês de março.
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Justiça determina ao GDF desocupar a Orla do Lago Paranoá e os becos do Gama

 Foto de 15/3/2015
O governo atual do DF está rigoroso com invasores de terras públicas. E agora, cumprindo sentença transitada em julgado (definitiva, imutável), removerá construções que invadiram áreas da Orla do Lago. As áreas vão retornar ao uso do povo.
Outra sentença também transitada em julgado, essa em 1º de março de 2011, portanto já há quatro anos (a liminar saiu antes, em 12/5/2010), determinou a desocupação das passagens de pedestres entre conjuntos de casas das quadras do Gama, os becos. O governo anterior não cumpriu a sentença e, possivelmente, ex-autoridades responderão por isso.
Não se espera no Gama procedimento diferente daquele que o GDF realizará na Orla do Lago, ou seja, a desocupação determinada pela sentença definitiva da Justiça. O Secretário Chefe da Casa Civil do GDF, senhor Hélio Doyle, foi claro ao tirar dúvidas sobre a desocupação da Orla e sinalizou a postura do atual governo. Disse ele no Correio Braziliense de 16/3, página 12: “Essa área se tornará pública, com livre acesso. O que estiver lá — píeres, churrasqueira, campos de esportes etc. — será mantido na área pública, para uso público. Depois haverá uma análise ambiental e um plano que vai dizer o que pode ficar e o que tem de ser demolido. Os proprietários de casas não terão qualquer direito sobre a área de 30 metros, a não ser o de usá-la como qualquer pessoa”.
A despeito da postura do governo que assumiu em janeiro e da sentença definitiva sobre a desocupação dos becos do Gama, vários militares do DF ainda agora entram, ilegalmente, nessas áreas. Na foto abaixo um dos muitos exemplos recentes de invasão de becos. A área fica entre os lotes 83 e 85 da Quadra 29 do Setor Leste. Em abril de 2013 um militar chegou a descarregar caçambas de terra no local. A reação de moradores o fez não levar adiante a ocupação. Durante o Carnaval de 2015, no entanto, ele murou a área pública e agora prepara o terreno para construir.
Que a AGEFIS retire imediatamente essa ocupação e que o GDF cumpra logo a sentença definitiva em outras áreas do Gama.
Sérgio de Lima     , João B. Querino, José F. Beserra.

Os artigos assinados são de exclusiva responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do jornal.
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A primeira imagem abaixo é cópia do artigo publicado no jornal do Gama.

Dê um clique sobre a foto para ampliá-la.

Acima, invasão da passagem de pedestres entre os lotes 83 e 85 da Quadra 29 do Setor Leste do Gama. Essa é uma das invasões mostradas na reportagem do DFTV de 19 de março de 2015. Foto da mesma data.


Leia também: Os “becos do Gama” e o governo Rollemberg, artigo publicado na edição de janeiro do Informativo Bico.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Becos do Gama: ilegalidade continua; a quem politicamente interessa essa ilegalidade?

Quinta, 3 de outubro de 2013
A ocupação dos becos do Gama por militares da PM e Bombeiros do DF ainda dá o que falar. Em julho o Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF julgou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a  lei 857 de 10 de dezembro de 2012. Foi declarada a inconstitucionalidade da lei, mas concedido o direito aquelas pessoas que já estivessem morando nos lotes de becos permanecessem na área. Decidiu também que só aquelas pessoas teriam o direito de ocupar os espaços. Mas o que ainda acontece é a irregular construção em novos espaços intersticiais (becos) entre conjuntos residenciais das quadras do Gama, portando ferindo as decisões da Justiça.

Na edição de setembro, o Informativo Bico, jornal mensal da cidade, com mais de 26 anos de circulação ininterrupta e com tiragem superior aos 50 mil exemplares, publicou na página cinco, textos sobre o assunto. São dois textos. O primeiro tem o título "Becos do Gama: ilegalidade continua" e defende que as passagens de pedestres são importantes para a cidade, e que por isso devem ficar livres. O outro texto, assinado por um sargento dos Bombeiros do DF, defende as ocupações desses espaços pelos militares. Clicando na imagem logo abaixo você a amplia e pode ler o primeiro texto. Clicando na segunda imagem é possível ler "Becos do Gama — Direito de resposta". 

Tirem suas conclusões.




quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Frouxidão ou leniência de Agnelo? Mais uma “invenção” dos distritais com os becos do Gama é anulada pelo Conselho Especial do TJDF

Quarta, 19 de outubro de 2011

Em 26 de agosto de 2010 o Gama Livre postou que: "A Lei 826, nova lei dos becos do Gama, começou a subir no telhado"

Ontem (18/10/2011) ela se espatifou no chão.

O Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal fulminou ontem (18/10) mais uma lei distrital, mais uma lambança do governo do DF e CLDF. Foram 13 votos pela anulação e apenas um contra, na ação direta de inconstitucionalidade movida pelo Ministério Público do Distrito Federal.

A lei, anulada desde a origem, é a de número 826 de 14 de julho de 2010. Criada por puro interesse eleitoreiro, como dá para se inferir das notas taquigráficas das sessões da Câmara, a lei iludiu militares da PM e dos Bombeiros do DF. Muitos deles passaram a acreditar que ela, a lei, havia resolvido as questões da anulação de lei anterior, a 780 de setembro de 2008, que doava, isso mesmo, doava, a eles as áreas verdes entre conjuntos de casas das quadras residenciais do Gama, destruindo, assim, também as passagens de pedestres.

A lei 780 de 2008 foi anulada pelo Conselho Especial do TJDF em 24 de novembro de 2009. A anulação foi também com efeitos ex tunc (desde a origem) e abrangência erga omnis (para todos). Com a anulação da 780 tornou-se nulas para todos os efeitos qualquer documento que tinha como base tal lei, documentos emitidos pela Codhab (Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF), pela Secretaria de Habitação, pela Administração Regional, ou por qualquer outro órgão do Governo do Distrito Federal. Ficou na condição de absoluta ilegalidade as ocupações dos chamados becos do Gama, seja o puro fechamento das passagens ou qualquer construção nelas realizadas. Não há sequer um alvará de construção que dê legalidade às obras nas passagens de pedestres das quadras residenciais do Gama.

Mas como a CLDF é rica em gerar “soluções” que não são soluções, mas problemas em cima de problemas, fez aprovar a lei (826/2010) que ontem foi anulada pelo Conselho Especial do TJDF. Tão absurdo quanto à lei 780/2008 que destrói o projeto urbanístico do Gama foi o que aconteceu com essa tal lei 826. O governador-tampão, no desastroso governo de Rogério Rosso, cedeu às pressões do deputado cabo Patrício e encaminhou à CLDF no último dia de sessões do primeiro semestre de 2010 o projeto de lei complementar 158/2010 que os distritais transformaram na lei 826 de julho de 2010.

O ex-governador e os distritais tiveram a coragem (ou seria desplante?) de chancelar, de assinar, uma lei que substituía um inexistente inciso de um artigo da lei do Plano Diretor Local do Gama. Absurdo? Na CLDF, não.

Explico. Por duas vezes o Conselho Especial do TJDF declarou inconstitucional, nulo, portanto, o inciso IV do artigo 105 da Lei 728/2006, que é a lei do PDL da cidade. Suas excelências —governador Rosso e distritais— então definiram uma nova redação a tal inciso. A um inciso fantasma, fica claro. Mas o que mais tem no DF são fantasmas, não é? Tanto no Executivo quanto no Legislativo. Se fantasmas que comem nossos impostos não coram os governantes, um inciso fantasma iria corá-los?

“Alterando”, melhor, substituindo o inexistente (pode?), governo e distritais tentaram empurrar por goela abaixo, com a lei 826/2010, que a opinião dos moradores do Gama não seria mais levada em conta, não precisando ouvi-la, como determina o PDL da cidade. Quando quisessem, os governantes doariam as passagens de pedestres e ninguém poderia contestar. Espertinho, esse pessoal!

Mas a esperteza morreu na decisão de ontem do Conselho Especial do TJDF, ao ser a lei anulada desde a origem. Lei que, saliente-se, feriu os princípios que obrigatoriamente devem ser observados na Administração Pública, tais como o da moralidade, da legalidade, da economicidade, da razoabilidade, da motivação.

Flagrantemente inconstitucional, a lei não poderia ter outro destino que não o lixo jurídico, para onde de fato foi encaminhada ontem pelo TJDF.

Que o governador Agnelo não seja subjugado pelas pressões de distritais, especialmente do presidente da Câmara Legislativa, o deputado Patrício, e não passe a recorrer de cada decisão do Conselho Especial do TJDF, com o intuito exclusivamente de empurrar as coisas com a barriga, empurrar para estourar mais forte lá adiante. Um governo fraco, até que se perdoa. Mas um governo frouxo...

Que fique claro para o governador e alguns distritais que as áreas verdes entre conjuntos de casas das quadras residenciais do Gama, que são passagens de pedestres, área de lazer de crianças, e que têm também a função de absorção e passagem das águas pluviais, serão recuperadas, reincorporadas ao patrimônio do povo, mesmo que para isso ainda leve algum tempo. Isso acontecerá pelas decisões da Justiça.

Ainda há juízes em Brasília.

Observações:

1 – De quem será parente chefe da Agefis do Gama? Adivinhou? Teria ele a independência necessária para fazer a Agência agir contra certas ocupações irregulares? É apenas uma pergunta, não uma afirmação.

2 – Por que a Agefis do Gama não exerce sua autoridade plena na desocupação irregular das áreas invadidas? Quem estaria “segurando” os auditores da Agência e suas ações?

3 – Por que se fecham os olhos para ocupações irregulares que ocorrem até hoje, quase dois anos depois de anulada a lei 780, a que doava os “becos” do Gama?

4 - Por que deixam invasões serem iniciadas até mesmo na semana passada, e a informação que se tem a respeito é que a Agefis irá visitar a área invadida dentro de 15 dias? Em 15 dias se fecha passagens de pedestres e se constrói alguma coisa para tentar  alegar fato consumado. Uma ilusão, mas tem gente que acredita.

5 – Em que pé anda as apurações na Codhab e na Polícia Civil a respeito da venda de lotes (recebidos em “doação”) por militares? Ninguém mais ouviu falar, por quê?
Esses são os tais "becos" do Gama. É isso que os nossos governantes e distritais têm destruído, tentando doá-los aos militares da PM e dos Bombeiros do DF. Mas a Justiça tem derrotado cada passo dos adversários das áreas verdes da cidade. Dê um clique na imagem em tamanho maior.

Leia mais sobre becos do Gama e a famigerada lei 780/2008:
  1. Resistência
  2. A Lei 826, nova lei dos becos do Gama, começou a subir no telhado
  3. Becos do Gama - governo anulou hoje todos os alvarás de construção nas áreas intersticiais das quadras residenciais do Gama
  4. Tribuna do Brasil: MP mira os becos do Gama
  5. Recordar revigora

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Gama 49 anos - Conversa animada no palanque

Segunda, 12 de outubro de 2009

Estariam discutindo a destruição das áreas verdes do Gama? Os três (Eurídes,Wilson Lima e Patrício) foram votos pela destruição das mais de 700 passagens de pedestres da cidade.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Coisas estranhas acontecem no DF

Quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Muitas pessoas não conseguiram validar suas inscrições junto à Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab), informa a imprensa. Não comprovaram que vivem no DF há mais de cinco anos ou que tenham renda familiar até 12 salários mínimos. A lei exige o enquadramento dos candidatos nesses critérios.

Estranho é que há vários beneficiários de um programa que também vem sendo executado pela Codhab e que  ou não residiam no DF ou tinham renda familiar maior que os 12 salários mínimos. É o caso de alguns militares que receberam passagens de pedestres e áreas verdes do Gama/DF (Lei 780/2008). Como comprovaram isso, se declararam à imprensa que não moravam no DF? E a Codhab não teria detectado esse tipo de coisa? Estranho, muito estranho.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Cuidado! Homens trabalhando!


Homens terminando as obras de implantação da adutora da
Quadra 22 do Gama para liberar passagem de pedestre
para moradia de militares da PM e dos Bombeiros

A Lei 780 de 2008 que entrega a militares da PM e dos Bombeiros cerca de 600 passagens de pedestres e áreas verdes do Gama/DF determina no parágrafo 1º do Artigo 3º que “A possibilidade de ocupação de cada área intersticial nos termos deste artigo fica condicionada à realização de levantamentos que comprovem a inexistência de redes de infra-estrutura instaladas nos locais.” (grifo do Gama Livre)

Como se pode perceber até mesmo de uma leitura rápida desse parágrafo da lei, as áreas onde se comprove a existência de rede de infra-estrutura não poderão ser destinadas à moradia. Mas não é o que está acontecendo no Gama. Redes de infra-estrutura, inclusive de água potável estão sendo, com alto custo para o contribuinte, substituídas por outras redes que são instaladas em áreas próximas, com o fim único de “liberar” as passagens de pedestres e áreas verdes para ocupação pelos militares. O contribuinte que já arcou com os custos elevados da rede original, terá agora de, com seus impostos, financiar os serviços de instalação de novas redes.

É o que aconteceu, por exemplo, do último dia 18 até 22, quando a Caesb concluiu a instalação de uma nova adutora com cerca de 250 metros de extensão na Quadra 22 do Setor Leste do Gama. Tudo isso apenas para liberar passagem de pedestre para que possa ser ocupada por moradia de militar. Nessa quadra residencial do Gama uma passagem de pedestres transformada em lote para PM e bombeiro vale hoje, numa avaliação conservadora, em torno de R$250 mil.

Para os serviços de implantação da nova adutora, máquinas e equipamentos pesados e um batalhão de trabalhadores estiveram ocupados desde a última sexta-feira até ontem, dia 22 de setembro. Durante esses dias os moradores das Quadras 21, 22 e 23 ficaram sem água durante todo o dia. Água só à noite. Os moradores sequer foram avisados da suspensão do fornecimento de água. Toda uma estrutura usada para liberar, para ocupação, áreas que a própria Lei 780 determina que não poderiam ser destinadas à moradia.

A pergunta que não quer calar. As responsabilidades administrativas e legais por tais obras recaem sobre os ombros de quem? E os custos?

Para se ter uma idéia da coisa, clique na fotografia logo abaixo. Ela abrirá maior numa nova janela do navegador da internet. Veja os trajetos das duas adutoras de água potável na Quadra 22 do Setor Leste. Em azul, o trajeto da adutora antiga e que, como qualquer adutora, custa uma fortuna. Hoje, para liberar passagem de pedestres para uso por militar, essa adutora encontra-se abandonada. Em branco, margeando a Quadra 22, o trajeto da nova adutora, aquela que foi instalada entre os dias 18 e 22 deste mês.

Clique sobre a imagem do Google Earth. A linha azul
representa a adutora abandonada. A branca a nova adutora

A nova adutora mede cerca de 250 metros de extensão e exigiu equipamentos pesados e muita mão-de-obra. Quanto custa o metro linear de uma adutora como a implantada agora na Quadra 22 do Setor Leste do Gama? Cinco, seis, dez mil reais? Certamente uma fortuna, e ainda mais, apenas para substituição de outra adutora que vinha funcionando bem.




Veja filmagem de máquina pesada

e homens trabalhando na nova adutora