Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Cajuína - Caetano Veloso

Quinta, 28 de junho de 2012
Caetano Veloso

Geraldo Alckmin, o nome da crise da segurança paulista

Quinta, 28 de junho de 2012
“Quem enfrentar a polícia vai levar a pior”.

A frase, em tom de ameaça, é do governador Geraldo Alckmin, em mais um exercício retórico para justificar o injustificável: a crise aberta na segurança de São Paulo pela política de execuções sumárias que equiparou a ROTA, o tal grupo de elite da PM paulista, a um grupo fardado de extermínio.

Comércio fechado, intranquilidade da população, escolas paradas, ônibus incendiados, policiais mortos. Índices que, apesar de descaradamente manipulados, já não conseguem mais ocultar o crescimento vigoroso das estatísticas da criminalidade. Esta é a realidade decorrente da opção do governo pela violência desmedida de seus policiais. Leia a íntegra

Ex-diretores e interventor da Finatec terão de devolver R$ 451 mil à fundação

Quinta, 28 de junho de 2012

A Justiça do DF condenou, no último dia 22, os ex-diretores da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) Carlos Alberto Bezerra Tomaz, André Pacheco de Assis e Guilherme Sales Soares de Azevedo Melo, e o interventor judicial Washington Maia Fernandes a devolverem à instituição o valor de R$ R$ 451 mil. A ação de responsabilidade civil foi ajuizada pelas Promotorias de Justiça de Tutela das Fundações e Entidades de Interesse Social (PJFeis). Ainda cabe recurso da decisão.
O valor é referente ao pagamento realizado, em 2008, para a contratação dos serviços de advocacia do escritório Caputo, Bastos e Fruet Advogados. O contrato foi firmado verbalmente logo após o afastamento dos dirigentes da Finatec e a decretação de regime de administração provisória pela 6ª Vara Cível de Brasília. Na ocasião, assumiu a direção da Finatec o interventor judicial Washington Maia Fernandes, que autorizou o pagamento da quantia.
O escritório atuaria na defesa dos dirigentes afastados, embora o pagamento tenha sido feito com recursos da Fundação. Segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a Finatec já contava em sua estrutura interna com uma assessoria jurídica.
Ao julgar procedente o pedido, a Juíza em exercício na 7ª Vara Cível de Brasília ressaltou que, embora o escritório contratado seja renomado, "não se pode admitir, porém, é que a contratação do referido escritório seja feita às custas do patrimônio da fundação, vale dizer, que os requeridos se valham do dinheiro alheio para ter uma excelente defesa técnica nos processos movidos contra eles, diga-se de passagem, por atos praticados, em tese, em desfavor dos interesses da própria fundação que representam. A se admitir tal conduta, evidentemente ilícita, estar-se-ia admitindo que a fundação pagasse com recursos próprios pela defesa de seus próprios algozes, situação absurda e que não pode ser admitida".
Saiba mais
Em 21 de janeiro de 2008, em razão de fortes indícios de irregularidade na gestão da Finatec, o MPDFT ajuizou ação de destituição dos dirigentes da Fundação como forma de coibir as irregularidades que estavam ocorrendo e preservar o patrimônio fundacional. Com isso, o órgão obteve, em tutela antecipada, o afastamento dos dirigentes da Fundação.
Para ler a íntegra da sentença, clique aqui.
Processo nº 2008.01.1.126834-5
Fonte: MPDF

“Não vai falar, vagabunda?”, dizia o torturador


Por Ana Aranha, com colaboração de Jessica Mota
Policiais torturam para forçar confissões, agentes penitenciários torturam para castigar os presos. Há centenas de denúncias todos os anos mas poucos agentes do Estado são punidos.  

“Zero Um” é o mais nervoso dos quatro policiais militares que revistam a casa de Marlene. Depois de encontrar um cigarro de maconha, além de um relógio, munição e um computador roubados, os PMs a levam para o quarto algemada, fazem com que ajoelhe e desferem uma rodada de tapas no seu rosto, coronhadas na cabeça e chutes pelo corpo. É de “Zero Um” a ideia de pegar um saco plástico: “Não vai falar, vagabunda?”. Ele coloca o saco preto ao redor da cabeça de Marlene. Ela desmaia.

O nome da vítima foi trocado, para preservar sua identidade, mas o apelido “Zero Um” é verídico, escolhido pelos PMs entre os codinomes usados pelos personagens de Tropa de Elite – filme que retrata a ação do grupo de elite da polícia militar do Rio de Janeiro.

Eram dez horas da noite do primeiro dia de 2012 quando a camareira de 28 anos autorizou a entrada dos policiais em sua casa, que fica em um bairro pobre de Manaus. Ela estava grávida de 5 meses, perdeu a criança dois dias depois. A “técnica” do  saco no rosto para extrair informação também aparece nas cenas de Tropa de Elite.

Na vida real, era o início de uma sessão de mais de duas horas de tortura – relatados por Marlene à reportagem da Pública que a visitou na Cadeia Pública Feminina “Desembargador Raimundo Vidal Pessoa”, onde está presa desde então por posse de objetos roubados.

Marlene acordou do desmaio provocado pela falta de ar dentro do saco preto com um jato de spray de pimenta no rosto e foi arrastada para a cozinha. Mais uma vez, foi de “Zero Um” a ideia: esquentar objetos metálicos no fogão. Os policiais usaram suas próprias ferramentas de trabalho para queimá-la: primeiro, a algema, pressionada em brasa contra sua perna esquerda com a ajuda de um alicate. Depois, a ponta do cano do revólver, dentro da pele queimada pela algema – formando dois círculos circunscritos.

As marcas deixadas pela polícia no corpo da camareira são inconfundíveis. São a prova de que eles não temiam punição. Embora amplamente conhecida pela população, a tortura cometida por agentes da lei é um tabu para a Justiça. Raramente condena-se um policial ou um agente carcerário pelo crime.

Uma enraizada cultura de resistência da própria corporação dificulta o julgamento, a investigação e produção de provas. Isso quando a vítima consegue registrar a denúncia, vencendo outra série de obstáculos antes da abertura do inquérito. O silêncio realimenta o crime ao dar a segurança da impunidade aos policiais violentos.

Comissão da verdade: tortura ontem e hoje

A recente criação da Comissão da Verdade, em maio desse ano, foi considerada um passo importante para quebrar o ciclo histórico da violência praticada por agentes do Estado no país. A cerimônia de lançamento do grupo, que deve trazer à tona os relatos sobre tortura e homicídio cometidos pelo regime militar, contou com um discurso emocionado da presidenta Dilma Rousseff, ela mesmo uma vítima da tortura em 1970. O mesmo governo que lança luz sobre os crimes do passado, porém, faz pouco sobre a tortura que acontece no presente.

É isso que diz um duro relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), que o governo manteve sob sigilo por quatro meses. Quando o documento foi divulgado, em 15 de junho, não foi difícil entender o porquê: o documento aponta diversas brechas e falhas no combate ao crime dentro das instituições brasileiras.

Com base em visitas a presídios e entrevistas no Brasil, o Subcomitê de Prevenção à Tortura (SPT) faz recomendações concretas sobre como os governos podem – e devem – combater o crime. E destaca que pouco mudou desde a última visita do grupo, em 2001. “O SPT recorda que muitas das recomendações feitas no presente relatório não estão sendo apresentadas ao Brasil pela primeira vez”, diz o documento. “Infelizmente, o SPT detectou muitos problemas semelhantes aos identificados nas visitas anteriores”.

Um dos compromissos mais simples assumidos pelo governo brasileiro com a ONU era o de criar, até 2008, um mecanismo nacional para combater a tortura, que teria um comitê responsável por organizar os dados estatísticos, promover medidas de prevenção ao crime e fazer visitas sistemáticas a presídios e delegacias.

Nem isso foi feito. O Projeto de Lei que criava o mecanismo só foi enviado ao Congresso em setembro de 2011, o mesmo mês em que o subcomitê voltava a visitar o país. Hoje, aguarda votação.

Diretor da Delta fez doação à campanha de Agnelo

Quinta, 28 de junho de 2012
Do Estadão
EDUARDO BRESCIANI - Agência Estado
Responsável por assinar o maior contrato da empreiteira Delta no âmbito do governo federal, o da Transposição do Rio São Francisco, o diretor de Relações Institucionais da empresa, Laércio Vieira de Melo Junior, fez doação à campanha do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), nas eleições de 2010, segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É a primeira vez que aparece uma contribuição direta de algum diretor da empresa ao governador do DF. Institucionalmente, a Delta fez repasses ao PT, sem carimbo dos recursos para algum candidato. Leia a íntegra

Manobra de ministério beneficia Delta em obra de R$ 223 milhões, diz CGU

Quinta, 28 de junho de 2012
Do Estadão

Relatório da Controladoria-Geral contesta aumento de preço e redução de serviços a serem feitos pela empresa, investigada na CPI do Cachoeira, na transposição do São Francisco

Eduardo Bresciani, do estadão.com.br
Relatório realizado pela Controladoria-Geral da União (CGU) indica que o Ministério da Integração Nacional usou uma manobra para celebrar aditivos com o consórcio liderado pela Delta Construções no âmbito da Transposição do Rio São Francisco, driblando a regra que proíbe aumento superior a 25% em contratos. 

A prática adotada foi a de retirar obras da lista de obrigações da empresa e aumentar o valor unitário dos itens que permaneceram no contrato. O ministério e a empreiteira negam qualquer irregularidade. 

 

CPMI do Cachoeira ouve pessoas ligadas ao governador Agnelo Queiroz

Quinta, 28 de junho de 2012
Da Agência Brasil
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Cachoeira tem três depoimentos marcados para hoje (28), todos de pessoas ligadas ao governador do Distrito Federal (DF), Agnelo Queiroz  (PT). Os convocados são o ex-chefe de gabinete do governador, Cláudio Monteiro, o ex-assessor da Casa Militar Marcello de Oliveira Lopes e o ex-subsecretário de Esportes João Carlos Feitoza. A sessão deve começar às 10h15 no Senado.

Monteiro deve ficar calado durante a sessão, pois conseguiu habeas corpus no Supremo Tribunal Federal garantindo esse direito. Ele é citado nas gravações feitas pela Polícia Federal e suspeito de ligação com o grupo de Cachoeira.

Marcelo, também conhecido com Marcelão, estaria envolvido na tentativa de nomeação de um aliado de Cachoeira para o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) do DF. O último depoente é João Carlos (Zunga), suspeito de receber dinheiro do grupo do empresário goiano.

PT põe barbas de molho

Quinta, 28 de junho de 2012 
Por Ivan de Carvalho
Sobre a escolha do sucessor do prefeito de Salvador, João Henrique, existiam duas presunções aceitas sem maiores polêmicas: haveria segundo turno nas eleições e nele o candidato do PT, Nelson Pelegrino, apoiado por uma ampla aliança partidária, estaria presente.

            A primeira dessas presunções continua existindo, apesar da desistência de alguns partidos em lançarem candidatos, portanto criando facilidade, ainda que apenas teoricamente, para que o pleito não seja levado a uma decisão no segundo turno.

            Assim é que o PP, que tinha como candidato o deputado federal e ex-chefe da Casa Civil do prefeito João Henrique, João Leão, desistiu da candidatura própria para apoiar o candidato do PT, Pelegrino e indicar o vice em sua chapa, José Mattos, recém- saído da Secretaria Municipal de Tranportes e Infraestrutura. Foi aí que o prefeito João Henrique, do PP, numa estonteante manobra que surpreendeu o PT e o próprio PP, liberou o PTN – que, com o deputado João Carlos Bacelar, presidente deste partido, comanda a Secretaria Municipal de Educação – para apoiar a candidatura do democrata ACM Neto e viajou em missão oficial seguida de férias. Um ambiente de barata voa se instalou no PT e no PP.

            Então, o PT entendeu que o prefeito não apoiaria Pelegrino e que, assim, já não interessava o vice a ser indicado pelo PP. Pelo contrário, melhor seria que o PP voltasse a ter o deputado João Leão como candidato a prefeito. A candidatura foi reposta. Mas faltava o dinheiro para a campanha de Leão. Na terça-feira, o PP ficou sabendo que o prefeito João Henrique não tinha meios de ajudar o caixa da campanha. Então o PP resolveu jogar a toalha e voltar a ficar sem candidato e apoiar o do PT, mas sem indicar-lhe o vice, já que perdera o cacife para isso – e o cacife do PP, no caso, era o apoio discretíssimo do prefeito João Henrique a Pelegrino.

            Sem o prefeito, com ACM Neto ganhando o apoio do PTN, que em Salvador tem força eleitoral expressiva, e montando uma aliança de peso reconhecido, enquanto surgiam indícios precisos de crescimento da candidatura peemedebista do radialista e ex-prefeito Mário Kertész, o sinal de alarme acendeu-se no PT. Insinuava-se, melhor dizendo, insinua-se como consistente, ou pelo menos factível, a hipótese de um segundo turno em que o petista Pelegrino não esteja presente. Uma disputa entre ACM Neto e Mário Kertész – o inferno do PT.

            Intensificaram-se as articulações. O PSB da senadora Lídice da Mata acabou com o zum-zum-zum em torno de sua hipotética candidatura e anunciou que apoia Pelegrino. O deputado Capitão Tadeu Fernandes, que queria porque queria ser candidato a prefeito pelo PSB foi solenemente ignorado. O PSC de Eliel Martins foi rapidamente atraído à mesma coligação, onde o PR do senador César Borges, apesar de todos os percalços internos por causa dessa decisão, já se incluíra, atendendo a convites irrecusáveis.

            Até ontem, fortíssima era a pressão para que o PC do B – que desde o começo dizia que dessa vez não ia ter pra ninguém e que lançaria candidatura própria à prefeitura, a da deputada Alice Portugal – aderisse. O partido já dava claros sinais de rendição, ante as fortes motivações apresentadas para uma aliança com os comunistas pelo governador, segundo o presidente estadual, deputado Daniel Almeida. As motivações, não reveladas, são óbvias: três candidaturas aptas a irem ao segundo turno deixarão uma delas fora do segundo turno. O PT faz o que pode para que não seja a dele.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

O tempo e as pessoas

Quinta, 28 de junho de 2012
De Aloísio Mercadante Oliva, na revista Veja, edição de 4 de julho de 1984: “Com perdas salariais de 63,9%, os professores não tiveram outra opção a não ser parar.”

Do mesmo senhor, hoje ministro da Educação, em 23 de maio último: “A greve dos professores é precipitada. Pedimos reconsideração porque essa greve traz prejuízos aos estudantes.” Nada a acrescentar...

(Do jornalista Alex Ferraz, ontem, em sua coluna "Em Tempo", publicada na Tribuna da Bahia)

Pra não dizer que não falei das flores (Caminhando e cantando)

Quinta, 28 de junho de 2012
 Geraldo Vandré

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Distritais do PPS anunciam saída do partido

Quarta, 27 de junho de 2012
Em discurso na sessão ordinária desta quarta-feira (27), o deputado Cláudio Abrantes (PPS) anunciou que vai deixar o seu paatido por discordar de "atitudes monocráticas de dirigentes" da agremiação. Além de Abrantes, a deputada Luzia de Paula (PPS) também ingressou com uma ação declaratória de justa causa, na Justiça eleitoral, para deixar o PPS.
  
"Por questões pessoais, o presidente nacional do partido, Roberto Freire, determinou intervenção no PPS local, alegando que não tínhamos competência para decidir por nossa permanência na base do governo", explicou Abrantes. Já Luzia de Paula disse estar com um sentimento de perda muito grande. "Destruíram nosso sonho de construir um partido em que acreditávamos. Sei que tomamos a decisão certa", afirmou.

Após os discursos, diversos distritais solidaram-se com a situação relatada por Cláudio Abrantes e "abriram as portas" de seus partidos para receber os deputados que estão deixando o PPS.
 
Fonte: Bruno Sodré - Coordenadoria de Comunicação Social da CLDF

Quatro ministros do STF adiantam voto e defendem prerrogativa de investigação do Ministério Público

Quinta, 27 de junho de 2012
Débora Zampier. repórter da Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou hoje (27) o julgamento sobre o poder de investigação criminal do Ministério Público, suspenso na semana passada quando o placar estava em 2 votos a 0 contra o reconhecimento da prerrogativa. Nesta manhã, a maioria se inverteu a favor do MP com 4 votos a 2, mas o julgamento foi interrompido novamente, desta vez por um pedido de vista do ministro Luiz Fux.  

O resultado do processo ainda está indefinido porque cinco ministros ainda vão apresentar seus votos e, além disso, o regimento do STF também permite que os demais alterem sua posição até o encerramento da votação.

O caso foi devolvido para o plenário nesta quarta-feira e Fux fez o pedido de vista logo no início da sessão. No entanto, os ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello, Carlos Ayres Britto e Joaquim Barbosa preferiram adiantar formalmente seus votos. Para Ayres Britto, o Ministério Público tem competência de fazer investigação criminal por conta própria "pois assim serve melhor sua finalidade de defender a ordem jurídica".

Os quatro ministros acreditam que o Ministério Público pode fazer investigação criminal desde que siga as mesmas regras dos inquéritos policiais, como a necessidade de respeito a determinados prazos, a liberação de provas do processo para os investigados tomarem conhecimento e a supervisão das apurações por um juiz.

Fux não sinalizou quando devolverá o pedido de vista e não há previsão da retomada do julgamento. O caso foi classificado como de repercussão geral, o que significa que a decisão deverá ser aplicada em todos os processos sobre o mesmo tema.

Os ministros analisam recurso de um ex-prefeito de Minas Gerais que foi investigado pelo Ministério Público do estado porque não pagou uma dívida municipal reconhecida pela Justiça, o que foi considerado crime de responsabilidade fiscal. Os advogados do prefeito acionaram o STF alegando que o Ministério Público extrapolou suas funções e atuou como polícia, o que consideram ilegal.

Votaram na semana passada o relator Cezar Peluso e o ministro Ricardo Lewandowski. Eles acreditam que a Constituição não dá poder de investigação ao Ministério Público, salvo em raras exceções. Com esse entendimento, somente a polícia poderia reunir provas contra suspeitos, o que segundo o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, seria “uma amputação” do Ministério Público.

Caso Cachoeira: STF mantém quebra de sigilos da empresa Data Traffic

Quarta, 27 de junho de 2012
Da Agência Brasil
A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou hoje pedido da empresa Data Traffic para impedir quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico determinada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira. A empresa é alvo de investigações por supostas ligações com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, cujas relações são apuradas pela CPMI.

A ministra entendeu que, ao contrário do que sustenta a empresa, o requerimento de quebra de sigilo faz menção a uma série de indícios que precisam ser apurados pela CPMI. A ministra também negou pedido que pretendia diminuir o tempo de quebra de sigilo, fixado em 10 anos. Segundo a relatora, as informações da CPMI indicam que o suposto grupo comandado por Carlinhos Cachoeira atua há mais de 17 anos, o que justifica o período de apuração.

A Data Traffic tem como um dos sócios o irmão do advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, que trabalha na defesa de Demóstenes Torres (sem partigo-GO) e do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), na CPMI. Segundo a Polícia Federal, representantes da empresa se reuniram com integrantes da organização criminosa de Cachoeira.
Edição: Fábio Massalli

Cachoeira: ministro mantém mandado de prisão da Operação Saint-Michel

Quarta, 27 de junho de 2012

Débora Zampier, repórter da Agência Brasil
O ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou hoje (27) pedido da defesa de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, para suspender mandado de prisão da Operação Saint-Michel contra o empresário. A investigação foi um desdobramento da Operação Monte Carlo e apurou fraude no sistema de transporte público do Distrito Federal.

A defesa de Cachoeira tentava reverter decisão unânime do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que manteve o mandado de prisão da Saint-Michel na última quinta-feira (21). A decisão de Dipp está registrada no andamento do processo, mas o STJ não divulgou o teor do voto.

Cachoeira está preso desde 29 de fevereiro como resultado da Operação Monte Carlo. Ele é acusado de liderar esquema de corrupção, tráfico de influência e exploração ilegal de jogos no Centro-Oeste. A prisão chegou a ser revogada, mas foi restabelecida por Dipp na última quinta-feira (21).
Edição: Fábio Massalli

Agora é definitivo! Mané Garrincha é o nome do estádio de Brasília. Agnelo perdeu!

Quarta, 27 de junho de 2012
Do Blog Brasília por Chico Sant'Anna
 
Estádio Nacional de Brasília registra a primeira goleada, antes mesmo de ser inaugurado: Mané Garrincha 17 x Agnelo Zero.

Os deputados distritais decidiram na tarde desta terça-feira (26) manter a homenagem ao Mané Garrincha no Estádio Nacional de Brasília. A Câmara Legislativa havia aprovado o projeto neste sentido, mas o governador Agnelo Queiroz (PT) decidiu vetar a proposta. Apesar de a matéria ser assinada por uma oposicionista, em decisão unânime dos 17 distritais presentes na sessão desta terça, o veto do governador foi derrubado e a nova arena terá de ser batizada com o nome do ídolo do futebol.

Durante toda a terça-feira, internautas promoveram grande campanha no Twitter para que a homenagem ao jogador fosse mantida no novo estádio. O tópico chegou a ser discutido por 102 mil perfis diferentes na rede social, chegando a ficar entre um dos mais comentados do dia.

O debate sobre o nome da nova arena surgiu após uma reunião entre a deputada Liliane Roriz (PSD) e o superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Alfredo Gastal. A parlamentar decidiu apresentar o projeto após tomar conhecimento pelo representante do órgão que o estádio não poderia mais ser reconhecido como Mané Garrincha, já que o original havia sido demolido e outro projeto seria erguido no mesmo local.  “O Mané Garrincha sempre foi mais que um ídolo. É a história de Brasília”, frisou Liliane.

Escuta indica aval de Agnelo a grupo de Cachoeira

Quarta, 27 de junho de 2012

Governador do DF avalizou exploração de linhas por contraventor, via Delta, antes de licitação

Fábio Fabrini - O Estado de S. Paulo
Novas escutas da Polícia Federal indicam que o governador Agnelo Queiroz (PT) deu aval para que o esquema do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, explorasse linhas de ônibus no Distrito Federal antes de a licitação para o serviço ser lançada.
Conforme as interceptações telefônicas, obtidas com autorização judicial, os diretores da Delta Construções, empreiteira suspeita de envolvimento no esquema do contraventor, chegaram a marcar uma reunião com o petista para 29 de fevereiro, dia em que foi deflagrada a Operação Monte Carlo, com a prisão de Cachoeira e vários integrantes do grupo.

Numa das conversas, de 27 de fevereiro deste ano, o araponga Idalberto Matias, o Dadá, relata ao ex-diretor da empreiteira no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, que interlocutores de Agnelo, entre eles o ex-servidor da Casa Militar Marcello Lopes, o Marcelão, lhe deram sinal verde para que a empresa entrasse no negócio. "Tivemos uma reunião com o camarada lá ontem, o ‘xará’, eu e o Marcelão. Ele falou para avisar para você que quarta-feira está marcada a reunião. Se o assunto for ônibus, o governador quer fechar com a empresa. Se for outro assunto, ele está à disposição", informou Dadá.

 

terça-feira, 26 de junho de 2012

Brasil é o país que possui maior concentração de substância possivelmente cancerígena na Coca-Cola

Terça, 26 de junho de 2012
Do Idec
Coca-Cola do Brasil fornece nove vezes mais o limite diário de 4-MI estabelecido pelo governo da Califórnia (EUA)

A Coca-Cola comercializada no Brasil contém a maior concentração do 4-metil-imidazol (4-MI), subproduto presente no corante Caramelo IV, classificada como possivelmente cancerígena. O resultado é do Centro de Pesquisa CSPI (Center for Science in the Public Interest), de Washington D.C. Eles testaram a quantidade da substância nas latas de Coca-Cola vendidas no Canadá, Emirados Árabe, México, Reino Unido e nos Estados Unidos.
 
O estudo que apontou os riscos do Caramelo IV à saúde das pessoas foi feito pelo Programa Nacional de Toxicologia do Governo dos Estados Unidos e fez com que a IARC (Agência Internacional para Pesquisa em Câncer) da OMS (Organização Mundial da Saúde) incluísse o 4-MI na lista de substâncias possivelmente cancerígenas.

Mensalão começa a ser julgado no dia 2 de agosto

Terça, 26 de junho de 2012
Do STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski liberou nesta terça-feira (26) a Ação Penal 470, conhecida como processo do mensalão, viabilizando a sua inclusão em pauta de julgamento. O julgamento da ação penal, inicialmente previsto para iniciar em 1º de agosto, começará no dia 2.

“Com essa liberação, fica definido o cronograma de julgamento da Ação Penal 470, embora com um dia de atraso (em relação ao estabelecido pelos ministros em sessão administrativa)”, declarou o presidente da Corte, ministro Ayres Britto.

A liberação do processo por meio eletrônico ocorreu às 17h26 de hoje. Como revisor da AP 470, cabe ao ministro Ricardo Lewandowski confirmar, complementar ou retificar o relatório do ministro Joaquim Barbosa, relator da ação penal, e pedir a sua inclusão na pauta de julgamentos.

O cronograma aprovado pelos ministros do STF, em sessão administrativa realizada em 6 de junho de 2012, previa o início do julgamento no dia 1º de agosto. Para viabilizar esse calendário respeitando todos os prazos processuais previstos na legislação e no Regimento Interno, o presidente precisaria autorizar uma edição extra do Diário de Justiça, o que foi descartado.

“Consultados, vários ministros, a partir do relator, avaliaram que a edição extra do Diário da Justiça (com a inclusão desse processo na pauta de julgamentos de 1º de agosto) não seria conveniente, para não ensejar alegações de casuísmo e, por consequência, de nulidade processual em matéria penal”, afirmou o presidente do STF.

Normas legais e regimentais

O artigo 83 do Regimento Interno do STF prevê intervalo de 48 horas entre a inclusão de processo em pauta e o início do julgamento. A AP 470 deve ser disponibilizada para julgamento no DJe (Diário de Justiça eletrônico) desta quarta, para ser considerada publicada na quinta-feira (28).

Conforme determina a Lei 11.419/06, considera-se como data da publicação o primeiro dia útil seguinte ao da disponibilização da informação no DJe. Já os prazos processuais iniciam-se no primeiro dia útil que seguir à data da publicação.

Como os prazos processuais são suspensos durante o recesso forense de julho, as 48 horas previstas no Regimento completam-se no dia 1º de agosto.

Pão de Açúcar é proibido de contratar policiais militares

Terça, 26 de junho de 2012
A Primeira Turma do TRT-10ª Região manteve e enalteceu a sentença do juiz do trabalho substituto da 14ª Vara do Trabalho de Brasília/DF, José Gervásio Abrão Meireles, que proibiu a maior rede de supermercados do Brasil de contratar policiais militares para fazer segurança privada, violando o interesse da coletividade, além de tornar indisponíveis os postos de serviço para não-policiais.  A decisão da Turma tem abrangência nacional e alcança os policiais dos estados em que há previsão de dedicação exclusiva ou vedação expressa de trabalho em outra atividade. Foi estipulada multa no valor de R$ 20.000,00, se houver descumprimento da decisão. O Pão de Açúcar ainda foi condenado a pagar indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 300.000,00, que deverá ser revertido ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

O relator do processo, desembargador do trabalho Dorival Borges, reiterou que os policiais militares, embora remunerados pelo conjunto da sociedade, colocam seus conhecimentos e habilidades a serviço de empregadores privados. “Os policiais o fazem nos horários de folga, quando deveriam estar se recompondo para o retorno ao trabalho, conhecido por ser altamente estressante. Estão em contato diário com a violência urbana e as mazelas mais profundas da sociedade, sendo certo que o retorno à atividade de segurança pública, após jornada de trabalho no Pão de Açúcar, devolve às ruas um policial desgastado física e emocionalmente, comprometendo o bom desempenho das atividades policiais, quando não agrava a violência contra os próprios cidadãos que deveria proteger”, afirmou o relator.
Processo nº 1621-40.2010.5.10.0014
Fonte: Núcleo de Comunicação Social (Nucom)

Coronel reformado Brilhante Ustra é condenado a pagar R$ 100 mil por tortura

Terça, 26 de junho de 2012
Da Agência Brasil
Bruno Bocchini, repórter
O coronel reformado do Exército, Carlos Alberto Brilhante Ustra, foi condenado a pagar indenização de R$ 100 mil por ter participado e comandado seções de tortura que mataram o jornalista Luiz Eduardo Merlino em 1971, durante a ditadura militar.

Ustra terá que pagar R$ 50 mil a Angela Maria Mendes de Almeida, ex-companheira de Merlino, e o mesmo valor a Regina Maria Merlino Dias de Almeida, irmã do jornalista, por danos morais. A decisão foi publicada ontem (25) e assinada pela juíza de direito da 20ª Vara Cível do foro central de São Paulo, Claudia de Lima Menge.

Lewandowski libera mensalão para julgamento no STF

Terça, 26 de junho de 2012
Da Agência Brasil
 Débora Zampier, repórter
O ministro Ricardo Lewandowski liberou hoje (26) o processo do mensalão para julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Lewandowski, revisor da ação penal sobre o suposto esquema de compra de votos de parlamentares denunciado em 2005, confirmou o fato ao chegar à sessão da Segunda Turma do STF.

“É o voto revisor mais curto da história do Supremo Tribunal Federal. A média para um réu é seis meses. Fiz das tripas coração para respeitar o estabelecido pela Suprema Corte”, disse o ministro.
Como revisor da ação penal do mensalão, Lewandowski tem papel complementar ao trabalho do relator Joaquim Barbosa, fazendo observações e correções, se considerar necessário. O revisor também é responsável por liberar a ação penal para ser incluída na pauta de julgamento.

No início de junho, os ministros decidiram em sessão administrativa que o julgamento da ação penal começaria no dia 1º de agosto. No entanto, a data pode não ser respeitada porque Lewandowski entregou o voto um dia depois do prazo possível para cumprir burocracias do processo, como publicação em diário oficial e convocação de advogados.

O julgamento só começará, efetivamente, no dia 1º de agosto se o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, decidir publicar uma edição extraordinária do Diário de Justiça Eletrônico nesta terça-feira (26). A publicação é importante porque o STF estará em recesso durante todo o mês de julho, período em que os prazos processuais são suspensos. A assessoria do ministro disse que ele ainda não decidiu como procederá sobre o assunto.

Na última quinta-feita (21), Ayres Britto, encaminhou ofício a Lewandowski alertando que era imperativo liberar até ontem (25) os processos que serão julgados pelo plenário do STF no início de agosto. Britto não fez referência ao mensalão, mas encaminhou o documento apenas a Lewandowski. Há especial apreensão sobre prazos porque o ministro Cezar Peluso vai se aposentar compulsoriamente no final de agosto.

Em resposta encaminhada a Britto ontem à noite, Lewandowski se disse “surpreso” com o ofício e argumentou que a palavra final sobre o cronograma é do plenário do STF. “O egrégio plenário, integrado por experimentados juízes, detém a última palavra no que concerne à interpretação e ao alcance das normas regimentais”.