Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 18 de julho de 2016

"Devemos bilhões de dólares não sei bem a quem". "Quem são eles? Por que não nos sentamos para ter uma conversinha?"

Segunda, 18 de julho de 2016
Da Auditoria Cidadã da Dívida
 
"Devemos bilhões de dólares não sei bem a quem". "Quem são eles? Por que não nos sentamos para ter uma conversinha?"

"O problema são os povos do sul. Não gostam de trabalhar." "Acho que nos fizeram uma lavagem cerebral."

"Emprestaram para todo mundo. É um velho truque."

Esse é o ator Jeremy Irons, no programa português 5 Para a Meia Noite.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Varoufakis: Política econômica da União Eropeia "é um fracasso abjeto"

Sábado, 20 de fevereiro de 2016
O antigo ministro das Finanças grego interveio no arranque do Fórum por um Plano B na Europa, que se realiza este fim de semana em Madrid.
Sessão de abertura do Fórum "Plano B para a Europa"
O Fórum por um Plano B na Europa junta ativistas da esquerda europeia que se opõem à Europa de austeridade e contestam abertamente as regras impostas por Bruxelas aos governos nacionais. "A história da Europa nos últimos seis ou sete anos é uma comédia de erros. Erram e depois não podem admitir o erro, o que leva ao falhanço [fracasso]. Quando falham isso leva a austeridade e depois a mais falhanço [fracasso]", disse Varoufakis na abertura do encontro.

Para o antigo ministro das Finanças grego, citado pela agência Lusa, o único plano de Bruxelas é "manter a estrutura de cartel da União Europeia”, qualquer que seja o resultado da receita econômica que prescreve aos países em dificuldades. "E depois falam em recuperação. Que recuperação em Espanha e em Portugal? Ou na Irlanda? A política econômica europeia é um falhanço [fracasso] abjecto!", exclamou Varoufakis, que apresentou recentemente o seu novo projeto político que rejeita a saída do euro e defende uma aproximação ao campo político da social-democracia. "Temos de nos aliar com os Verdes, com os Sociais-Democratas que viram o erro em que caíram. Nós, da Esquerda, percebemos que temos uma responsabilidade histórica para com os povos", propôs o antigo ministro.

Este Fórum para um Plano B vai juntar milhares de participantes em sessões temáticas e plenários que contam com forte participação de ativistas do Sul da Europa, entre os quais os portugueses Francisco Louçã (economista fundador do Bloco), Lídia Fernandes (Marcha Mundial das Mulheres), Mamadou Ba (SOS Racismo) e João Camargo (Precários Inflexíveis). Entre os oradores internacionais estão muitos deputados e eurodeputados do Podemos, Izquierda Unida, EQUO, mas também do Die Linke alemão, do Parti de Gauche e dos Verdes franceses, Partido da Esquerda sueco ou da L’Altra Europa italiana, para além de ex-deputados do Syriza como Zoé Konstantopoulou ou Costas Lapavitsas. Outras figuras das redes por uma globalização alternativa estão entre os oradores, como Susan George (ATTAC) e Eric Toussaint (CADTM), sindicalistas da CGT francesa e da ELA basca e ativistas das redes de apoio aos refugiados e contra a precariedade laboral.

Julian Assange, refugiado na embaixada do Equador em Londres, também participará no Fórum através do Skype.

Acompanhe aqui as transmissões em direto do Fórum

Artigos relacionados: 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Saiam das nossas costas!

Segunda, 15 de fevereiro de 2016
Do resistir.info
 
por João Vilela
A notícia caiu como uma bomba por estes dias: o gigante financeiro alemão Deutsche Bank corre o risco de colapsar. É um choque de frente para toda a direita neoliberal e para todas os seus sonhos e expectativas, um mundo que se arruína e naufraga, deixando um cortejo de suplicantes gemendo e chorando a sua perda. Um banco, para mais privado, para mais alemão, para mais empreendedor, para mais proativo, e dinâmico, e acostumado a bater punho, esfarelar-se assim, sem mais nem menos. Teria maus gestores? Mas se todos sabemos que só o Estado, porque não tem a noção de estar a gerir o que é seu, é mau gestor! Teria havido incompetência dos supervisores? Mas se sabemos que só os supervisores portugueses são incompetentes! Há-de ter sido culpa dos trabalhadores alemães, esses calaceiros [indivíduo que não trabalha ou não gosta de trabalhar]; preguiçoso, que vivem acima das possibilidades e depois não pagam os empréstimos que pediram. Mas acaso não nos disseram que os calaceiros éramos nós, os trabalhadores portugueses? E que por nossa culpa o Estado devia dinheiro que pediu emprestado para construir escolas, e os bancos deviam ao estrangeiro para comprarmos férias em Cancun, e que lá fora, onde os protestantes eram comedidos e regrados (sim, eu ouvi o Viriato Soromenho Marques sair-se com esta), não havia situações assim?

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Paul Krugman: “Lições políticas da derrocada do euro”

Sexta, 10 de julho de 2015
Do ESQUERDA.NET
Segundo o Nobel da Economia, há uma lição sobre a Grécia “que é relevante para todos nós – e não é a habitual sobre deixarmos de ser despesistas para não nos transformarmos na Grécia”. “O que nós aprendemos, em vez disso, é que a austeridade fiscal adicionada a uma moeda forte é uma mistura altamente tóxica”, advoga.
Foto de Lou Gold.

“É agora claro, ou deveria ser claro, que o programa grego estava destinado ao fracasso sem um significativo alívio da dívida; independentemente de quão se esforçaram os gregos, a austeridade iria encolher o PIB mais rapidamente do que reduziu a dívida em comparação com o cenário base, pelo que a situação da dívida estava condenada a piorar mesmo que a tentativa de equilibrar o orçamento impusesse grande sofrimento”, refere Paul Krugman na sua coluna no The New York Times.

Segundo o Nobel da Economia, “há uma lição mais geral sobre a Grécia que é relevante para todos nós – e não é a habitual sobre deixarmos de ser despesistas para não nos transformarmos na Grécia”.
“O que nós aprendemos, em vez disso, é que a austeridade fiscal adicionada a uma moeda forte é uma mistura altamente tóxica. A austeridade fiscal deprime a economia, e empurra-a no sentido da deflação; se for acompanhada de uma moeda forte (no caso da Grécia o euro, mas uma taxa de câmbio fixa, um padrão-ouro, ou qualquer tipo de medo obsessivo de inflação teriam o mesmo efeito), o resultado não é só uma depressão e deflação, mas, muito provavelmente, também um falhanço [não êxito] em reduzir o rácio [a proporção entre a dívida e o PIB] da dívida”, avança.

“A título de comparação”, Krugman aponta o “exemplo favorito de austeridade bem-sucedida, o Canadá nos anos 90”.

“O Canadá tinha uma dívida bruta de cerca de 100% do PIB, comparável com a Grécia na véspera da crise financeira. Nessa altura procedeu a um ajustamento fiscal bastante grande – 6% do PIB de acordo com a medida do FMI do saldo estrutural, que é um terço do que a Grécia fez mas é comparável com outros devedores europeus. Mas o desemprego caiu continuadamente. Qual é o segredo do Canadá?”, questiona o economista.

Segundo Krugman, o “segredo foi dinheiro fácil e uma importante depreciação da moeda”, sendo que “estes compensaram os entraves da austeridade, permitindo o crescimento”.

O Prêmio Nobel deixa ainda críticas ao “setor conservador do espectro político dos EUA”, que, ao mesmo tempo que aponta a “Grécia como um alerta, está, na realidade, a reclamar que reproduzamos a combinação de políticas que tornaram a dívida grega num verdadeiro desastre”.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

sexta-feira, 26 de junho de 2015

“O FMI está a gozar connosco?”, pergunta Krugman

Sexta, 26 de junho de 2015
Do ESQUERDA.NET
“Os mesmos que falharam redondamente em prever os estragos que a austeridade causou estão agora a dar lições aos outros sobre crescimento?”, questiona o Prêmio Nobel da Economia no New York Times.
Krugman: "Afinal o que se passa? O objetivo é partir o Syriza? É obrigar a Grécia a uma bancarrota presumivelmente desastrosa, para dar força aos outros?"
Krugman: "Afinal o que se passa? O objetivo é partir o Syriza? É obrigar a Grécia a uma bancarrota presumivelmente desastrosa, para dar força aos outros?"
Na sua coluna, Paul Krugman ataca o FMI quando diz que as propostas gregas prejudicam o crescimento, recordando o historial de falhanço das previsões de crescimento da economia grega feitas pelo mesmo FMI. Leia aqui o texto traduzido pelo infoGrécia:

“Tenho estado bastante calado sobre a Grécia, por não querer gritar Grexit num auditório cheio de gente. Mas ao ouvir os relatos das negociações em Bruxelas, algo tem de ser dito – nomeadamente, o que é que os credores, em especial o FMI, julgam que estão a fazer?
 
“Esta devia ser uma negociação sobre metas para os excedentes orçamentais, e depois sobre o perdão da dívida que previne futuras crises intermináveis. E o governo grego concordou com metas que são até bastante altas, sobretudo considerando que o orçamento teria excedentes enormes se a economia não estivesse tão deprimida. Mas os credores continuam a rejeitar as propostas gregas com o argumento de que dependem muito dos impostos e não o suficiente em cortes na despesa. “Continuamos ainda no ramo de ditar a política interna.
 
“A suposta razão para a rejeição de uma resposta com base em impostos é que irá prejudicar o crescimento. A resposta óbvia é: estão a gozar connosco? Os mesmos que falharam redondamente em prever os estragos que a austeridade causou – vejam o gráfico, que compara as previsões no memorando de 2010 com a realidade – estão agora a dar lições aos outros sobre crescimento? Mais ainda, as preocupações sobre crescimento estão todas do lado da oferta, numa economia a funcionar pelo menos 20% abaixo da sua capacidade.
A azul, as projeções do FMI sobre o crescimento do PIB da Grécia; a vermelho, o que aconteceu na realidade. 
A azul, as projeções do FMI sobre o crescimento do PIB da Grécia; a vermelho, o que aconteceu na realidade.

"Falem com as pessoas do FMI e elas vão afirmar a impossibilidade de lidar com o Syriza, a sua irritação com o exibicionismo, e por aí adiante. Mas aqui não estamos na escola secundária. E neste momento são os credores, muito mais que o Syriza, que estão a mudar as balizas de sítio. Afinal o que se passa? O objetivo é partir o Syriza? É obrigar a Grécia a uma bancarrota presumivelmente desastrosa, para dar força aos outros?
 
Nesta altura é preciso deixar de falar sobre o “Graccident”; se acontecer o “Grexit” será porque os credores, ou pelo menos o FMI, quis que isso acontecesse".

sábado, 20 de junho de 2015

Dezenas de milhares manifestam-se em Londres e Glasgow contra a austeridade

Sábado, 20 de junho de 2015
Do ESQUERDA.NET
As manifestações foram convocadas pelo movimento Assembleia do Povo contra a austeridade, sob o lema "End Austerity Now" [Acabar com a Austeridade Agora]. Os protestos juntam dezenas milhares de pessoas e os organizadores dizem que são os maiores dos últimos anos e que as ações vão continuar.
A manifestação juntou milhares de pessoas em Londres e Sam Fairbairn da Assembleia do Povo afirmou: “É o início de uma campanha de protestos, greves, ação direta e desobediência civil por todo o país"
O movimento The People's Assembly Against Austerity (Assembleia do Povo contra a austeridade) junta movimentos sociais, ativistas sindicais e personalidades como a cantora Charlotte Church e o comediante Russell Brand. O movimento critica a forma como os principais partidos políticos (conservadores e trabalhistas, nomeadamente) lançaram ou apoiaram medidas como os cortes orçamentais na saúde ou na educação.

domingo, 14 de junho de 2015

Grécia reafirma que não assinará acordo com cortes de salários e pensões

Domingo, 14 de junho de 2015
Do ESQUERDA.NET
Reunião entre credores e delegação grega, neste domingo, demorou pouco mais de meia hora. As negociações deverão prosseguir até ao prazo final de 30 de junho. Diferença de 2.000 milhões impediu acordo em Bruxelas.
Reunião entre credores e delegação grega, neste domingo, demorou pouco mais de meia hora - Foto de left.gr

Um porta voz da Comissão Europeia, citado por uma jornalista do Ekathimerini, fala numa diferença de 2 mil milhões anuais em cortes exigidos pelos credores, que não aceitam as alternativas propostas pela Grécia.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Credores querem reforçar dose de austeridade na Grécia

Quinta, 4 de junho de 2015
Os gregos disseram nas urnas que a receita de austeridade falhou, mas os credores querem impor uma dose reforçada da receita dos anteriores memorandos da troika. Tsipras vai esta sexta-feira ao Parlamento fazer o ponto da situação e o pagamento ao FMI fica adiado.
Schäuble, Lagarde e Dijsselbloem, na foto com o ministro irlandês das Finanças. Foto União Europeia ©
Depois de reunir com Jean Claude Juncker na quarta-feira, Tsipras falou com Merkel e Hollande durante mais de uma hora por teleconferência na quinta-feira à noite. De acordo com fontes oficiais do governo citadas por jornalistas gregos, Alexis Tsipras disse que a proposta é inaceitável para o governo e não leva em conta o trabalho de meses de negociações técnicas desde o acordo de 20 de fevereiro.

domingo, 31 de maio de 2015

Grécia: Tsipras espera que não vença a "estratégia de divisão da UE"

Domingo, 31 de maio de 2015

Do ESQUERDA.NET
Num artigo publicado este domingo no Le Monde, o primeiro-ministro grego afirma que a decisão dos líderes europeus sobre o acordo com a Grécia vai ditar se vence a estratégia da integração europeia ou da divisão da UE.
31 de Maio, 2015 - 18:34h
Foto Die Linke/Flickr

O cenário de divisão da zona euro e da própria União Europeia é apontado por Alexis Tsipras como uma possibilidade caso os líderes europeus rejeitem o acordo negociado nos últimos meses. O primeiro-ministro grego explica nesteartigo no Le Monde como decorreram as negociações com os credores e aponta o dedo aos que sempre pretenderam o seu fracasso.

sábado, 30 de maio de 2015

David Harvey: “O Syriza e o Podemos abriram um espaço político”

Sábado, 30 de maio de 2015
Transcrito do ESQUERDA.NET
Para o geógrafo, os partidos tradicionais tornaram-se incapazes de enfrentar o capitalismo reconfigurado. Mas grupos como o Syriza e o Podemos multiplicam o alcance das “políticas do quotidiano” praticadas pela juventude anti-sistema. Myke Watson entrevista David Harvey, para a Verso Books .
29 de Maio, 2015
Conhecido pela abordagem não convencional que introduziu no debate sobre o Direito à Cidade e pela sua leitura heterodoxa da obra de Karl Marx, o geógrafo David Havey parece cada vez mais disposto a participar do esforço pela renovação do pensamento e lutas anticapitalistas. A partir de 2011, já examinara atentamente movimentos como a Primavera Árabe, os Indignados e o Occupy. Agora, aos 79 anos, segue com atenção formações políticas que, embora tendo o marxismo como fonte (não única…) de inspiração, diferem em muito dos partidos tradicionais de esquerda — nos programas, práticas e métodos de organização. Volta os olhos, em especial, para o Syriza grego e Podemos espanhol.
Na entrevista a seguir, Harvey fala brevemente — porém de forma incisiva — sobre estes novos movimentos-partidos. Vale a pena reter três pontos suscitados pelo geógrafo: a) Segundo ele, o cenário das lutas políticas e culturais é menos sombrio do que vezes parece. A esquerda histórica perdeu a capacidade de dialogar com os novos movimentos. No entanto, eles multiplicam-se, ao reunir um número crescente de pessoas que, no meio de um mundo desumanizado, “procuram uma forma de existência não-alienada e esperam trazer de volta algum sentido à própria vida”; b) Syriza e Podemos não se definem como anticapitalistas, mas isso é o que menos importa. Eles dão sentido e força à revolta de quem se sente desamparado pela redução dos direitos sociais. Ao fazê-lo desafiam o principal projeto do sistema: uma nova ronda de reconcentração de riquezas, expressa nas políticas de “austeridade” ou “ajuste fiscal”; c) Talvez o calcanhar-de-aquiles das políticas hoje hegemónicas esteja na Europa. Ao empurrarem a Grécia para fora do euro, a oligarquia financeira pode produzir uma tempestade de consequências imprevisíveis. Segue a entrevista (A.M.).
No seu último livro, afirma que Marx optou pelo humanismo revolucionário em vez do dogmatismo teleológico. Onde seria possível encontrar um espaço para a concretização deste humanismo revolucionário?

domingo, 17 de maio de 2015

A imoralidade e ilegalidade da dívida pública grega

Domingo, 17 de maio de 2015
Do ESQUERDA.NET
Parece que há abundante evidência de que as leis internacionais não foram respeitadas no estabelecimento e crescimento da dívida pública grega, leis reconhecidas pelas Nações Unidas e pela própria Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia.

Catedrático de Ciências Políticas e Sociais, Universidade Pompeu Fabra (Barcelona, Espanha).

"Os estudos têm mostrado que se não tivessem sido aplicadas as políticas de austeridade para pagar a dívida, a economia grega não teria perdido 25% do seu PIB"

No passado dia 4 de abril o Estado grego nomeou um Comité parlamentar, The Debt Truth Commitee (Comité da Verdade sobre a Dívida), para analisar as origens da dívida pública e por que aumentou consideravelmente durante os anos da Grande Recessão. Este Comité é composto por peritos nacionais e internacionais para assessorar em temas de financiamento da dívida pública. Outra dimensão importante desse Comité é também analisar a legalidade da dívida, isto é, ver se os mecanismos que foram utilizados para o seu estabelecimento eram legais ou ilegais, tal como se concluiu que foram em análise das dívidas públicas de casos anteriores, como em Cuba em 1898, no Iraque em 2003 e no Equador em 2007. Nestes casos a dívida pública foi anulada precisamente por se ter demonstrado que em nenhum deles se tinha respeitado a legalidade internacional (ver Ozlem Onaran, “Should Greece Pay Back its Debt?”, Social Europe Journal, 23 de abril de 2015). O Comité estabelecido em abril passado deve, pois, ver se o Estado grego respeitou a legalidade internacional quando se endividou e quando, mais tarde, pagou os juros da dívida assim como a dívida em si. E na mesma linha, o Comité deve também analisar se quem comprou dívida pública grega (sejam os bancos públicos ou privados, ou os Estados) respeitaram as leis internacionais que regem tal tipo de compras e vendas.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Noam Chomsky: “Bruxelas e os bancos alemães estão a destruir a Grécia”

Terça, 21 de abril de 2015
Numa entrevista ao Euronews, o linguista, filósofo e ativista político defendeu o perdão da dívida da Grécia e de outros países como Espanha e Portugal. Sublinhando que “a Europa tem problemas sérios”, Chomsky frisou que “alguns desses problemas resultam de políticas econômicas concebidas pelos burocratas, em Bruxelas, sob pressão da NATO e dos grandes bancos, principalmente alemães”.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Grécia: Tsipras espera que a Europa não siga a via da chantagem

Sexta, 17 de abril de 2015
Numa declaração à Reuters, primeiro-ministro da Grécia esclarece quais os pontos de acordo e aqueles sobre os quais se mantém um desacordo de Atenas com as instituições europeias, sublinhando tratar-se de desacordos políticos e não questões técnicas. E afirma-se confiante de que a Europa das tradições democráticas e das Luzes não vai seguir a via da chantagem financeira.
Tsipras: o caminho de uma chantagem financeira brutal e imoral, ou o da resolução das divergências, da estabilidade e do respeito mútuo. Foto Left.gr
Tsipras: o caminho de uma chantagem financeira brutal e imoral, ou o da resolução das divergências, da estabilidade e do respeito mútuo. Foto Left.gr

É a primeira vez que Alexis Tsipras deixa claro quais são as questões em que não há acordo nas negociações entre o seu governo e as instituições europeias: são “quatro pontos de desacordo no campo das relações laborais, do sistema de segurança social, do aumento do IVA e da lógica de desenvolvimento da propriedade pública”.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Auditoria Cidadã da Dívida: Maria Lucia Fattorelli auditará dívida grega

Segunda, 23 de março de 2015
Vai ter auditoria sim, e nós vamos participar!!!

É com imensa alegria que noticiamos que nossa coordenadora nacional, Maria Lucia Fattorelli, recebeu – e aceitou! – um convite para participar da Comissão de Auditoria da Dívida Grega!

Agora, ao lado de Éric Toussaint, teremos também a experiente Maria Lucia participando deste processo; já tendo participado da auditoria da dívida pública equatoriana, que resultou em redução de 70% da dívida deste país, ela agora poderá auxiliar os gregos neste importante passo contra a austeridade e contra o Sistema da Dívida através de sua participação na Comissão – que, mesmo sem que os trabalhos tenham começado oficialmente (iniciarão em abril deste ano), já identificou EU$ 53 bilhões potencialmente ilegítimos.

Vejam aqui o convite recebido pela nossa coordenadora, e leiam aqui a resposta de nossa coordenadora.

Que esta luta também venha para o nosso Brasil!
Fonte: site da Auditoria Cidadã da Dívida
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Comentário do Gama Livre: E o governo brasileiro? Nem aí para realizar a auditoria que a Constituição obriga.

Está é aprofundando mais ainda medidas que agravarão a dívida pública brasileira. Arrochar o povo é com o governo mesmo. Já os banqueiros a cada dia mais sugam do nosso povo.

domingo, 22 de março de 2015

Por que se deve realizar uma auditoria da dívida na Grécia?

Domingo, 22 de março de 2015
Do ESQUERDA.NET
Artigo de Éric Toussaint*
A auditoria demonstrará que uma parte muito grande da dívida grega contraída tanto no período precedente à intervenção da Troika como no posterior é ilegítima, ilegal, odiosa e insustentável. Por Eric Toussaint.

terça-feira, 17 de março de 2015

Grécia cria comissão internacional para auditar a dívida pública; No Brasil a Constituição de 1988 determinou uma auditoria, mas até agora . . . os governos e o Congresso impedem.

Terça, 17 de março de 2015
Da Agência Lusa
A presidenta do Parlamento da Grécia, Zoe Konstantopoulou, anunciou hoje (17) a criação de uma comissão internacional de peritos para uma auditoria da dívida pública do país, coordenada pelo cientista político belga Éric Toussaint, porta-voz do Comitê para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo.

Em entrevista coletiva, Zoe disse que a Grécia deve auditar a dívida para saber que parte da dívida foi usada para o bem comum e, portanto, é legal e deve ser paga e que parte foi mal gasta e é ilegal. Para ela, a auditoria da dívida “é um dever para com as gerações futuras, que vão ter de pagar sem terem nenhuma responsabilidade [sobre ela]”.

terça-feira, 3 de março de 2015

Notas depois de um mês de governo de Syriza


Terça, 3 de março de 2015
Por Pedro Fuentes
Pedro FuentesPassou um pouco mais de um mês do grande triunfo que comoveu a Europa e levou a SYRIZA sob o comando de Tsipras ao governo. Neste mês ele teve que enfrentar as negociações com o inimigo mais poderoso da Grécia e dos povos da Europa: a chamada troika, que nada mais são que as instituições europeias e todos os governos do eurogrupo, que terminam se curvando ante Merkel.
Há setores da esquerda que com base nos acordos alcançados já dizem que a Syriza capitulou e que o processo terminou. Que a realidade lhes deu a razão. Esta não é a nossa opinião. Compartilhamos das críticas às negociações que foram feitas, mas seria um grave erro usar essas críticas para sepultar o processo encabeçado pela Syriza e seu governo. A luta segue aberta e o processo não está perdido, pelo contrário, a luta apenas começou.
Momentos difíceis se abrem para o governo da Syriza e para o povo grego, e temos que apostar com nossa ação para que sigam sendo um esteio na longa e difícil luta para derrotar a troika e a globalização neoliberal.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

O que diz a lista de reformas que a Grécia entregou a Bruxelas. Como é diferente das reformas entreguistas do governo brasileiro de Dilma/Levy

Terça, 24 de fevereiro de 2015
Do site ESQUERDA.NET
A carta do ministro das Finanças grego chegou esta segunda-feira à noite a Bruxelas. Os ministros do Eurogrupo vão discuti-la, Atenas espera luz verde. Leia aqui quais as reformas propostas.
24 de Fevereiro, 2015
O ministro das Finanças Yianis Varoufakis apresentou a lista de reformas do governo grego. Foto EPA/OLIVIER HOSLET

A lista de medidas recupera grande parte do Programa de Salónica, que é a base do programa económico que o Syriza apresentou a eleições. Estas são as principais medidas:
I – Política fiscal e orçamental
– Melhoria da coleta fiscal, combate à fraude através de meios eletrónicos.
– Revisão das taxas do IVA e dos benefícios fiscais para maximizar receitas sem ter impacto negativo na justiça social.
– Alargamento da definição de fraude e evasão fiscal, fim da imunidade fiscal.
– Revisão do Código Fiscal, eliminando benefícios e isenções, substituindo-os por medidas que reforcem a justiça social.
– Criação de uma base de dados da riqueza que permita à autoridade fiscal verificar a veracidade das declarações.
– Alterar a Lei Orgânica Orçamental para melhorar a gestão das finanças.
– Aumentar os mecanismos de controlo sobre a execução orçamental.
– Reforçar a independência, os poderes e os meios dos mecanismos de combate à fraude;
– Aumento das inspeções e auditorias.
– Revisão e controlo da despesa de cada área do governo, realocar recursos e aumentar drasticamente a eficiência da administração central e local.
– Identificar medidas de poupança, através de uma revisão de despesas não salariais em todos os organismos.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Eurogrupo e Grécia aprovam acordo por quatro meses, governo grego considera uma “viragem”

Sábado, 21 de fevereiro de 2015
Antes do Eurogrupo, houve acordo prévio entre Alemanha, Grécia, Comissão Europeia, BCE e FMI. Em documento oficioso, que publicamos na íntegra, o governo grego afirma: “O dia de hoje marca uma viragem para a Grécia”.
Eurogrupo aprovou acordo de 4 meses com a Grécia
O acordo foi possível graças a um acordo prévio entre Alemanha, Grécia, Comissão Europeia, BCE e FMI, que depois foi ratificado pelos restantes ministros das Finanças da zona euro.