“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 7 de janeiro de 2017

Denúncia: Lobistas do massacre de Manaus tiveram financiamento de campanha e estão todos impunes; presos compravam regalias; veja

Sábado, 7 de janeiro de 20167
Do viomundo

DENÚNCIAS
Leandro Fortes: Lobistas do massacre de Manaus tiveram financiamento de campanha e estão todos impunes; presos compravam regalias; veja

06 de janeiro de 2017

Captura de Tela 2017-01-06 às 12.05.07




LOBISTAS DO MASSACRE
por Leandro Fortes, no Facebook

A Umanizzare Gestão Prisional Privada, empresa responsável pelo presídio privado onde ocorreu o recente massacre de presos, em Manaus, mantém um lobista de plantão no Congresso Nacional: o deputado Silas Câmara, do PSD do Amazonas.

Em 2014, ela doou 200 mil reais para a campanha a deputado federal de Silas.

Expoente da chamada “bancada da bala”, Silas foi um dos 43 parlamentares responsáveis, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, pela aprovação da admissibilidade da PEC 171/1993 — que prevê a redução da maioridade penal para 16 anos.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

TSE rejeita possibilidade de doação a campanhas por "vaquinhas virtuais"

Sexta, 1º de julho de 2016
Michèlle Canes - Repórter da Agência Brasil
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou hoje (1°) a possibilidade de captação de doações de pessoas físicas para campanhas eleitorais por meio de financiamento coletivo, os chamados crowdfunding. A rejeição respondeu a uma consulta feita à corte e ocorreu na última sessão do TSE este semestre.

A consulta sobre as chamadas "vaquinhas virtuais" foi levada ao tribunal pelos deputados federais Alessandro Molon (Rede-RJ) e Daniel Coelho (PSDB-PE) e teve como base a legislação que autoriza doações de pessoas físicas por transferência eletrônica de depósito.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

PGR é contra novo trecho da Lei das Eleições que permite doações ocultas a candidatos


Terça, 27 de outubro de 2015
Do STF
Dispositivo aprovado este ano permite a não individualização de doadores e doadoras na prestação de contas de recursos transferidos por partidos políticos a candidatos e candidatas
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo Tribunal Federal parecer contra novo trecho da Lei das Eleições que permite a ocultação de informações relativas a pessoas físicas e jurídicas doadoras em prestação de contas de campanhas eleitorais. Essa possibilidade foi acrescentada pelo art. 2º da Lei 13.165/2015, que é objeto de ação direta de inconstitucionalidade (ADI 5394) ajuizada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Para Janot, deve ser concedida medida cautelar para suspender a eficácia da regra antes das eleições municipais de 2016.

domingo, 20 de setembro de 2015

Senador Cristovam Buarque comemora fim das doações privadas para campanhas

Domingo, 20 de setembro de 2015
A decisão do Supremo Tribunal Federal, anunciada, nesta quinta-feira, 17, de proibir doações de empresas para campanhas eleitorais foi comemorada pelo senador Cristovam Buarque no plenário do Senado.
- Há alguns meses fui ao ministro Gilmar Mendes pedir e cobrar dele uma posição já que ele estava segurando esse processo há tanto tempo (havia pedido “vistas”) e ele disse que entregaria no começo do segundo semestre. Discordo da posição dele, mas ele cumpriu o que prometeu.
Para o senador, foi uma grande vitória, que agrega muito à democracia brasileira e dá a ele tranquilidade de pensar, um dia, em voltar a ser candidato à Presidência da República.
- Vou falar no meu nome, mas aí sei que há muitos – e me dá mais tranquilidade de um dia ainda ser candidato no Brasil, porque eu duvidava muito de voltar a ser candidato se tivesse de pegar dinheiro de empresas, o que deixa todos nós sob suspeição.
O senador criticou ainda a proposta de Orçamento da União para 2016 e o pacote de medidas fiscais apresentados pelo Governo. Para Cristovam, o Orçamento foi uma atitude improvisada do Governo para corrigir os erros e descuidos cometidos nos últimos tempos.
- O Brasil não tem razão para estar passando por essa dificuldade a não ser por erros, imprevidências na maneira pela qual a economia foi gerida, sobretudo nos últimos dois anos.
O pacote de medidas fiscais também foi criticado, por apresentar medidas com possibilidade de não serem executadas. Como exemplo, o senador Cristovam citou a utilização anunciada de parte da verba do Sistema S e do FGTS para cobrir o déficit orçamentário:
- Uma parte dos recursos que eles estão prevendo sai do FGTS, (...). E se alguém entrar na justiça e considerar que não é direito usar esse dinheiro com base apenas na decisão do executivo e do legislativo? (...) Colocar recursos do Sistema S é improvisação, não se sabe nem se vai ser possível ou não tirar dinheiro do Sistema S para colocar na cobertura do déficit. E contar com a aprovação do Congresso é mais improvisação ainda.
A falta de credibilidade no governo e nas medidas adotadas também foi ressaltada pelo senador. Para ele, o Governo está desacreditado não só quanto aos métodos utilizados para chegar aos números do orçamento, mas também quanto ao direcionamento das verbas.
- Quando a gente faz um orçamento a principal qualidade é a credibilidade de quem vai executar. A segunda é a confiança técnica em quem fez. Hoje eu não sinto confiança na técnica de quem fez e ainda menos com confiança política na vontade de quem vai executar. E quem garante que o ministro Levy continuará ministro daqui a um mês
No final de seu pronunciamento, Cristovam lembrou uma frase do discurso proferido pelo senador Lasier Martins:
- Não vou afirmar que concordo com a frase do senador Lasier, corajosa, de dizer que a presidente perdeu a capacidade de liderar e sob seu comando o país se fragiliza a olhos vistos, mas quero dizer que a frase merece nossa reflexão.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Gabinete do Senador Cristovam Buarque

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Supremo proíbe doações de empresas para campanhas políticas

Quinta, 17 de setembro de 2015
André Richter - Repórter da Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (17) proibir o financiamento privado de campanhas políticas. A Corte encerrou o julgamento, iniciado em 2013, de uma ação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que questionou artigos da Lei dos Partidos Políticos e da Lei das Eleições. 
Esses artigos autorizam as doações de empresas para partidos políticos e candidatos. Por oito votos a três, o Supremo entendeu que as doações desequilibram a disputa eleitoral.
Com a decisão do STF, as doações de empresas nas eleições passam a ser proibidas. No entanto, a polêmica sobre o assunto não está encerrada. Semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei para regulamentar as contribuições.
O texto aguarda decisão da presidenta Dilma Rousseff sobre sanção ou veto. Se a presidenta sancionar a lei, será preciso uma nova ação para questionar a validade das doações no Supremo, devido a posição contrária adotada pelo tribunal.

Para entrar em vigor nas eleições municipais do ano que vem, eventual sanção deve ser efetivada até 2 de outubro, um ano antes do primeiro turno do pleito.
Os três últimos votos sobre a questão foram proferidos na sessão desta qunta-feira. O decano da Corte, ministro Celso de Mello, aafirmou que as empresas podem fazer doações e defender seus interesses no Legislativo. No entanto, limites de contribuições são necessários para coibir abusos. “A Constituição não tolera a prática abusiva, o exercício abusivo do poder econômico.”
A ministra Carmen Lúcia votou contra a continuidade do financiamento privado de campanhas políticas. Para a ministra, a influência das doações desiguala a disputa eleitoral entre os partidos e internamente, pois o candidato passa a representar os interesse das empresas e não do cidadão em sua função pública.
Para a ministra Rosa Weber, o poder econômico das doações de empresas desequilibra o jogo político. “A influencia do poder econômico culmina por transformar o processo eleitoral em jogo político de cartas marcadas, que faz o eleitor um fantoche.”
A maioria dos ministros acompanhou o voto do relator, Luiz Fux, proferido no ano passado. Segundo o ministro, as únicas fontes legais de recursos dos partidos devem ser doações de pessoas físicas e repasses do Fundo Partidário, garantidos pela Constituição.
Pela regra atual, as empresas podem doar até 2% do faturamento bruto obtido no ano anterior ao da eleição. Para pessoas físicas, a doação é limitada a 10% do rendimento bruto do ano anterior.
O fim do financiamento privado recebeu votos do relator, ministro Luiz Fux, e dos ministros Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Joaquim Barbosa (aposentado), Marco Aurélio, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber e Carmen Lúcia. Teori Zavascki, Gilmar Mendes e Celso de Mello votaram a favor das doações de empresas. Edson Fachin não votou, porque substituiu Barbosa.
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Leia também:  Financiamento eleitoral por empresas privadas é inconstitucional, decide STF

STF declara inconstitucional a doação de pessoas jurídicas a partidos e candidatos

Quinta, 17 de setembro de 2015
Maioria dos ministros do STF vota pela inconstitucionalidade da doação de pessoas jurídicas a partidos e candidatos. O resultado foi 8 a 3. São 11 ministros do Supremo.

TV Justiça ao vivo: recomeçado o julgamento do financiamento privado de campanha

Quinta, 17 de setembro de 2015

OAB diz que postura de Gilmar Mendes foi "grosseira e arbitrária”


Quinta, 17 de setembro de 2015
André Richter – Repórter da Agência Brasil
O Colégio de Presidentes das seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) criticou hoje (17) o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota, a entidade lamentou a postura "grosseira, arbitrária e incorreta" de Mendes, que abandonou a parte final da sessão de ontem (16), após se desentender com o presidente da Corte, Ricardo Lewandowski. 
Para o conselho, o comportamento do ministro é incompatível com postura de um magistrado. “Repudia o Colégio de Presidentes os ataques grosseiros e gratuitos, desprovidos de qualquer prova, evidencia ou base factual, que o ministro Gilmar Mendes fez à Ordem dos Advogados em seu voto sobre o investimento empresarial em campanhas eleitorais, voto-vista levado ao plenário somente um ano e meio depois do pedido de maior tempo para análise”, diz a nota.
A ordem também afirmou que a entidade nunca se calou e “não será sequer tisnada [atingida] pela ação de um magistrado que não se fez digno de seu ofício”. “Enfatizamos que o ato de desrespeito às prerrogativas profissionais do advogado foi também um ato de agressão à cidadania brasileira e merece a mais dura e veemente condenação. O ato de abandono do plenário, por grotesco e deselegante, esse se revelou mais um espasmo autoritário de juízes que simbolizam um Poder Judiciário desconectado da democracia, perfil que nossa população, definitivamente, não tolera mais”, completou o colégio.
O PT também foi criticado no voto de Gilmar Mendes e declarou, por meio de nota divulgada pelo presidente do partido, Rui Falcão, que vai continuar lutando pelo fim do financiamento privado para campanhas eleitorais. Falcão considerou lamentáveis as declarações do ministro.
O julgamento sobre o financiamento privado de campanhas retomado ontem, depois de um ano e cinco meses parado, devido a um pedido de vista de Gilmar Mendes. Desde então, o placar da votação conta com maioria contra as doações, posição divergente do ministro.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Gilmar Mendes abandona sessão do STF após desentendimento com Lewandowski


Quarta, 16 de setembro de 2015
André Richter - Repórter da Agência Brasil
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) abandonou hoje (16) a parte final da sessão após se desentender com o presidente da Corte, Ricardo Lewandowski, quando o presidente deu a palavra ao representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), depois da proclamação do voto no qual Mendes se posicionou a favor do financiamento privado de campanhas políticas.
No seu voto, Mendes criticou a OAB por ter entrado com a ação para proibir doações privadas para campanhas políticas. Segundo o ministro, a entidade criou uma articulação com o PT para que o Supremo mudasse a lei sem passar pelo Congresso. O ministro ainda afirmou que a OAB e o partido tentam envolver a Corte em uma conspirata.
Após a proclamação do voto do ministro, o secretário-geral da OAB, Claudio Pereira, subiu à tribuna para defender a entidade e afirmar que a OAB não tem vinculação partidária e atua com posição crítica ao governo. Mendes protestou  contra a decisão de Lewandowski de aceitar o pedido de esclarecimentos do representante da OAB.
O desentendimento começou após Lewandowski afirmar que o representante da entidade tinha direito à palavra. “Vossa Excelência pode deixar ele falar por dez horas, mas não fico”, disse Mendes. Em seguida, o presidente retrucou: “Quem preside a sessão sou eu, ministro”. Diante da posição de Lewandowski, Mendes abandonou a sessão.
O julgamento foi retomado hoje, depois de um ano e cinco meses parado, devido a um pedido de vista de Gilmar Mendes. Em voto proferido durante mais de quatro horas, o ministro disse que os partidos políticos devem receber apoio privado, como forma de provar que as legendas existem de fato e que têm apoio de parte da sociedade, fatos essenciais para a democracia.

STF: TV Justiça ao vivo no julgamento da ação da OAB que pede a proibição do financiamento privado de campanhas políticas

Quarta, 16 de setembro de 2015

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André Richter - Repórter da Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma às 14 horas de hoje (16/9) o julgamento sobre a proibição de doações de empresas privadas para campanhas políticas. Um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes interrompeu o julgamento em abril do ano passado, quando o placar era 6 votos a 1 pelo fim de doações de empresas a candidatos e partidos políticos.
Mendes liberou o voto para a pauta do plenário na semana passada, um dia depois de a Câmara dos Deputados aprovar a doação de empresas a partidos, posição divergente da do Senado. O projeto de lei está na Presidência da República, para sanção ou veto da presidenta Dilma Rousseff.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

74% dos brasileiros são contra doações de empresa em campanha eleitoral. Será que Eduardo Cunha vai votar pela proibição?

Segunda, 6 de junho de 2015
Eduardo Cunha alardeia que vota sempre com o povo, por isso votou pela redução da maioridade penal. Pesquisa Datafolha divulgou hoje que 74 por cento dos brasileiros são contra as doações de empresas para campanhas eleitorais. Será que ele agora votará para tornar crime doações de empresas?

Leia abaixo reportagem do Jornal Digital 247
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247 – Pesquisa Datafolha encomendada pela Ordem dos Advogados do Brasil e divulgada nesta segunda-feira 16 aponta que 74% dos entrevistados são contra doações de empresas a campanhas eleitorais. Das 2.125 pessoas que responderam às perguntas, apenas 16% são favoráveis ao financiamento privado, enquanto 10% não opinaram.
Ainda segundo o levantamento, 79% acreditam que a corrupção é estimulada por doações de empresários para o financiamento de campanhas. Para 12%, não há essa relação, enquanto 3% responderam que combate a corrupção e 6% não tem opinião formada a respeito. As perguntas foram feitas em 135 municípios de todas as regiões do Brasil entre os dias 9 e 13 de junho. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

A OAB é autora de uma ação no Supremo Tribunal Federal que pede o fim do financiamento privado de campanha. O julgamento está travado desde abril do ano passado, quando o ministro Gilmar Mendes pediu vistas do processo. Desde então, diversos protestos pediram para que o ministro devolva o caso para ser julgado no plenário, que já havia decidido a matéria, por 6 votos a 1 contra o financiamento privado.

"As suspeitas sobre a origem do dinheiro que abasteceu campanhas, conforme revelado em delações premiadas da Lava Jato, reforçam a necessidade de mudanças no sistema eleitoral brasileiro. O atual sistema contém brechas que permitem a eventual 'legalização' de recursos ilícitos através de doações formais a campanhas eleitorais", ressaltou o presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, segundo reportagem da Folha.

De acordo com ele, "o mais adequado para limpar o Brasil, além da devida punição de eventuais culpados, respeitada a Constituição e o amplo direito de defesa, é acabar com o investimento empresarial em eleições e tornar crime a utilização do dinheiro não contabilizado, o chamado caixa dois".

domingo, 7 de junho de 2015

Juristas fazem manifesto contra aprovação do financiamento privado de partidos

Domingo, 7 de junho de 2015
Do Jornal de Brasília
Um grupo de juristas organizou um manifesto contra a aprovação na Câmara de emenda à Constituição que prevê o financiamento privado de partidos. O texto é assinado por mais de cem nomes e conta com o apoio do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Coêlho, Dalmo Dallari, que é ex-diretor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), e Nilo Batista, ex-vice governador do Rio.
O texto é também uma declaração de apoio a uma ação que parlamentares ingressaram no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a aprovação da emenda na Câmara. O texto diz que a forma como a Casa aprovou em primeiro turno viola regras da Constituição e pede o "imediato arquivamento da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do financiamento empresarial das campanhas eleitorais".
Leia a íngetra em:
http://jornaldebrasilia.com.br/noticias/politica-e-poder/624545/juristas-fazem-manifesto-contra-aprovacao-do-financiamento-privado-de-partidos/

terça-feira, 2 de junho de 2015

Financiamento privado vai sair caro para a sociedade, diz ministro do STF

Terça, 2 de junho de 2015
“Não tem altruísmo, as empresas não doam tendo em conta a ideologia dos partidos. Depois buscam o troco e esse troco que é muito caro à sociedade”
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Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello criticou hoje (2) o financiamento privado de campanha, aprovado pela Câmara dos Deputados na semana passada. “O financiamento privado vai sair caro para a sociedade”, disse no programa Espaço Público, da TV Brasil.


O ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, participa do programa Espaço Público. O programa é apresentado pelos jornalistas Paulo Moreira Leite e Florestan Fernandes Júnior (Fabio Rodrigues Pozzeb
O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello participa do programa Espaço Público, da TV Brasil. O programa é apresentado pelos jornalistas Paulo Moreira Leite e Florestan Fernandes Júnior —Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
“Não tem altruísmo, as empresas não doam tendo em conta a ideologia dos partidos. Depois buscam o troco e esse troco que é muito caro à sociedade”, disse Marco Aurélio.

sábado, 30 de maio de 2015

Financiamento eleitoral por empresas: um câncer na democracia

Brasília, 29 de maio de 2015
Por Aldemário Araujo Castro*
"A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) incluir na Constituição Federal autorização para que empresas façam doações de campanha a partidos políticos, mas não a candidatos. As doações a candidatos serão permitidas a pessoas físicas, que poderão doar também para partidos. O texto foi aprovado por 330 votos a favor e 141 contra" (Portal G1, dia 27 de junho de 2015).
" 'Não existe doação de campanha. São empréstimos a serem cobrados posteriormente, com juros altos, dos beneficiários das contribuições quando no exercício do cargo'. Quem disse isso, veja bem, não foi nenhum cientista político, mas um corrupto confesso: o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa, em delação premiada à Polícia Federal. (...) A JBS [Friboi] ... doou R$ 366 milhões a políticos nas eleições de 2014, o que a transformou oficialmente na maior doadora do País. Por outro lado, ela também é a recordista em receber dinheiro do governo. O BNDES injetou R$ 7,5 bilhões na Friboi nos últimos anos, na forma de empréstimos e de compra de ações. Coincidência?" (Revista Superinteressante, maio de 2015).
Uma profunda reforma político-eleitoral, com inafastável conteúdo democrático e popular, que contemple o afastamento do financiamento empresarial, é uma das iniciativas mais importantes no atual cenário nacional.
Várias propostas são cogitadas nesse campo. Sem esgotar a lista, os seguintes assuntos podem ser destacados: a) financiamento de campanhas; b) sistemas eleitorais para composição dos parlamentos; c) voto obrigatório; d) reeleição; e) suplentes de senadores; f) candidaturas avulsas; g) cláusula de barreira; h) liberdade de manifestação político-eleitoral, notadamente na internet; i) prestação de contas; j) propaganda eleitoral; k) pesquisas eleitorais; l) fidelidade partidária; m) organização de “clubes” de eleitores; n) partidos de aluguel; o) distribuição de tempo nos programas de rádio e televisão; p) distorção, em relação à população das unidades da Federação, nas representações na Câmara dos Deputados; q) coincidência de mandatos; r) racionalização dos casos de desincompatibilização; s) bicameralismo no âmbito da União; t) utilização de “cabos eleitorais” e u) utilização da urna eletrônica e v) concomitância de todas as eleições (municipais, estaduais, distritais e federais).
O financiamento eleitoral é, de longe, a mais importante questão da reforma político-eleitoral na atualidade. Alguns dados mostram um quadro profundamente deteriorado. "PT, PMDB e PSDB, as três maiores legendas do País, receberam pelo menos R$ 1 bilhão de empresas entre os anos de 2009 e 2012, o que equivale a quase 2/3 de suas receitas, em média." (Estadão, 23 de fevereiro de 2014). Nas eleições para Deputado Federal em 2014, cerca de 2/3 (dois terços), em média, dos financiamentos eleitorais dos vencedores são oriundos de pessoas jurídicas (empresas) (Estado de Minas, 8 de dezembro de 2014). Importa pontuar que as campanhas eleitorais com recursos modestos e sem financiamento de empresas são honrosas exceções, como é o caso do PSOL.
O atual modelo de financiamento preponderantemente privado das campanhas eleitorais, notadamente por (grandes) empresas, induz corrupção em larga escala e “escolhe” claramente representantes dos interesses mais mesquinhos e elitistas presentes na sociedade brasileira. Os dados dos financiamentos de campanhas eleitorais nos últimos pleitos são profundamente esclarecedores.
O modelo a ser adotado deve combinar os financiamentos público e privado. Essa última modalidade deve ser realizada exclusivamente por pessoas físicas com limites espartanos (um a dois salários mínimos, por exemplo). Deve ser lembrado que na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 4.650, proposta pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), já foram colhidos 6 (seis) votos pela inconstitucionalidade do financiamento eleitoral por empresas. Também é fundamental que o financiamento público viabilize campanha eleitorais singelas, sem pirotecnias midiáticas, enormes estruturas de propaganda e contratação de legiões de “cabos eleitorais”.
Parece, portanto, fora de dúvida que a Câmara dos Deputados ao viabilizar o financiamento eleitoral por empresas, mesmo de forma indireta através dos partidos, prestou um grande desserviço à democracia e aos interesses populares.
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*Aldemario Araujo Castro é Mestre em Direito, Procurador da Fazenda Nacional, Professor da Universidade Católica de Brasília, Conselheiro Federal da Ordem dos Advogados do Brasil
Site: http://www.aldemario.adv.br
Facebook: http://www.facebook.com/aldemario.araujo

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Câmara exclui da reforma política o financiamento de campanha por empresas e o 'Distritão'

Quarta, 27 de maio de 2015
Da Agência Câmara Notícias
Outras propostas sobre o modo de financiamento das campanhas serão votadas a partir do meio-dia desta quarta-feira
Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Sessão para análise e discussão da Reforma Política
Plenário rejeitou emenda que incluía na Constituição o financiamento de campanha por empresas. Atualmente, esse tipo de doação é permitido por lei

O Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou, na madrugada desta quarta-feira, proposta que pretendia incluir na Constituição o financiamento da campanha por pessoas físicas e jurídicas para os partidos e os candidatos, dentro de limites máximos de arrecadação e gastos de recursos que a lei deverá estabelecer para cada cargo.

A proposta recebeu 264 votos favoráveis e 207 contrários, mas foi rejeitada porque mudanças na Constituição precisam de, pelo menos, 308 votos a favor.

Pouco antes, os deputados também rejeitaram todos os modelos propostos de alteração no sistema de eleição de deputados e vereadores.

As votações fazem parte da proposta de emenda à Constituição da reforma política (PEC 182/07), cuja discussão será retomada ao meio-dia desta quarta-feira.

 

Os deputados voltarão a discutir outras propostas de financiamento de campanhas, como a que permite a doação apenas de pessoas físicas. Se esse item também não conseguir 308 votos, ainda poderá ser analisada emenda que propõe o financiamento público exclusivo. Em caso de rejeição desse ponto, permanecem em vigor as regras atuais.

Debates
 
A líder do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ), avaliou que o financiamento privado não deve ser incluído na Constituição. “Isso não é matéria constitucional, é matéria de lei. Nós precisamos sanear esse processo de financiamento e garantir que todos tenham equilíbrio na disputa e concorrência eleitoral”, disse.


O modelo também não teve o voto favorável do Psol. O líder do partido, deputado Chico Alencar (RJ), é contra o financiamento empresarial. “O que nós defendemos como passo adiante é o financiamento de pessoas físicas com limites fortes e um fundo partidário democrático, transparente e austero”, defendeu.

Já o líder do PMDB, deputado Leonardo Picciani (RJ), defendeu a constitucionalização do financiamento privado. O financiamento de empresas é objeto de uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF), que já teve o voto de seis ministros contrários a esse modelo. “Quem tem de decidir sobre isso é o Parlamento. O bom senso nos manda definir esse tema hoje, porque senão estaremos na mão do Poder Judiciário”, disse.

O líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), afirmou que acabar com o financiamento privado é incentivar a doação ilegal de empresas e o caixa dois. “Ficar sem doação legal de empresas em campanhas é incentivar o caixa dois, é fomentar o sistema de financiamento ilegal”, disse.

Temas em votação
Nesta quarta-feira, o Plenário ainda vai discutir os seguintes temas:

  • Fim ou não da reeleição;
  • Tempo de mandato de cargos eletivos;
  • Coincidência de mandatos;
  • Cota para as mulheres;
  • Fim das coligações;
  • Cláusula de barreira;
  • Outros temas independentes: voto obrigatório e data da posse presidencial.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Carol Siqueira e Eduardo Piovesan
Edição – Pierre Triboli

'Agência Câmara Notícias'

quarta-feira, 1 de abril de 2015

RJ: ato pede retomada do julgamento de ação pelo fim de doações empresariais

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Quarta, 1 de abril de 2015
Flavia Villela – Repórter da Agência Brasil
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Dezenas de pessoas defenderam hoje (1º) em praça pública, no centro do Rio, a retomada do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 4.650, interrompido há um ano por pedido de vista do pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. A ação, ajuizada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), foi apresentada em 2011 e determina o fim do financiamento empresarial de campanhas políticas. Houve manifestação também na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

De acordo com um dos organizadores do ato no Rio, Ricardo Henningsen, militante do PSOL, o pedido de vista que interrompeu o julgamento faz um ano amanhã (2), mas o ato foi antecipado por causa dos feriados da Semana Santa.

“Se o julgamento não tivesse sido interrompido, as eleições de 2014 talvez não tivessem recebido R$ 3 bilhões de empresas, e os políticos eleitos estariam menos comprometidos com os interesses dessas empresas. A questão já estava ganha há um ano, pois foram 6 votos a 1 dos 11 ministros do Supremo. Nada mais justo que nosso excelentíssimo ministro do Supremo [Gilmar Mendes] devolva essa ação”, comentou Henningsen.

No dia 2 de abril do ano passado, a maioria dos ministros do Supremo votou pelo fim das doações de empresas a campanhas políticas por concluir que esse tipo de financiamento fere cláusulas pétreas da Constituição. O resultado não foi homologado, porque Gilmar Mendes pediu vista do processo.

No local, estavam sendo recolhidas assinaturas para o Projeto de Iniciativa Popular 6.316/2013, que também proíbe o financiamento de campanha por empresas e estabelece a doação do financiamento democrático de campanha. O projeto institui eleições proporcionais em dois turnos, define a paridade de gênero nas listas eleitorais e fortalece os mecanismos de democracia direta para garantir participação da sociedade em decisões nacionais importantes. A ação foi elaborada pela Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas com cerca 100 entidades da sociedade civil, como a OAB e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A funcionária pública Beatriz Meireles, de 39 anos, parou no local para deixar sua assinatura. “Já conheço o projeto de lei, já o li na íntegra e me identifico com esses pontos para começar a reforma. Falta muita coisa, mas já é um começo”, disse Beatriz, que também criticou a postura do ministro Gilmar Mendes. “O tempo nem é o mais grave, pois há pedidos de vista que demoram mais de um ano, mas ele [Gilmar Mendes] já declarou ao jornal O Globo [no mês passado] que terminou a vista. Então, isso não se sustenta mais. É impressionante que a mídia não cubra e não noticie esse escândalo.”

O aposentado Marco Antônio Coutinho, de 58 anos, também deu apoio ao projeto de iniciativa popular. “Temos de fazer a reforma [política]. E concordo que doação de campanha deve ser da pessoa. Empresa não vota. Então, se está financiando, é porque quer algo em troca”, afirmou.

Mais de 850 mil pessoas já deram assinaturas de apoio ao projeto. Os organizadores do movimento de iniciativa popular pretendem recolher 1,5 milhão de assinaturas. O projeto tramita no Congresso Nacional desde outubro de 2013. “Sabemos que o Congresso tem bancadas com representantes do agronegócio, do mercado de armas e de bancos, mas iniciativas com mas de 1 milhão de assinaturas costumam sensibilizar essas bancadas. Então, temos esperança de que a pressão popular contribua para a aprovação desse projeto”, disse Henningsen.

sábado, 28 de março de 2015

OAB provocada para atuar contra o aumento descabido do fundo partidário

Brasília, 27 de março de 2015
Por Aldemario Araujo Castro*
“Mesmo num ano de restrição de gastos, os deputados e senadores decidiram triplicar a verba destinada para o custeio dos partidos políticos, o chamado fundo partidário. O senador Romero Jucá (PMDB-RR), relator do Orçamento da União para 2015, alocou em uma emenda de Plenário cerca de R$ 867,5 milhões para o fundo, frente a R$ 289,5 milhões propostos pelo Poder Executivo em agosto do ano passado. (…) O Congresso vem 'turbinando' o dinheiro do Fundo Partidário desde 2011. Mas os aumentos nunca foram tão expressivos e sempre giravam em torno de R$ 100 milhões. Neste ano, os parlamentares vinham pressionando por um incremento recorde em razão de dois fatores: a pulverização dos partidos na Câmara fez com o que o bolo para as legendas tradicionais diminuísse, uma vez que 95% fundo é distribuído de acordo com o resultado alcançado pelas siglas na Casa” (R7 Notícias, dia 18 de março de 2015).
Essa decisão despertou uma enorme repulsa social, notadamente numa quadra em que escândalos bilionários de corrupção se sucedem e milhões de brasileiros saem às ruas para questionar os ataques ao patrimônio público e o modelo em curso de democracia representativa (com a presença de dezenas de partidos, na maioria dos casos sem densidade programática e ideológica).
A nefasta “opção” do legislador orçamentário afronta a ordem jurídico-constitucional em, pelo menos, quatro perspectivas distintas.
Primeiro, constata-se a violação do princípio da razoabilidade. Há um evidente excesso na definição dos valores a serem alocados ao fundo partidário, notadamente quando considerados os quantitativos disponíveis nos últimos anos.
Em segundo lugar, há evidente incompatibilidade com o princípio republicano. Afinal, um dos objetivos da instituição da República é justamente afastar a institucionalização de privilégios para pessoas e grupos, notadamente governantes, próprios das monarquias.
Terceiro, verifica-se uma clara afronta ao princípio da moralidade. Não se coaduna com os melhores padrões morais, representados pela honestidade de propósitos, o respeito para com o terceiro e a coletividade e a conduta que possa servir de espelho ou parâmetro (para ser seguida de forma construtiva no convívio social), a decisão de triplicar os valores destinados à manutenção dos partidos políticos previstos na lei orçamentária.
Em quarto lugar, o desrespeito ao princípio da responsabilidade com os gastos públicos é patente. Com efeito, os recursos arrecadados pelo Poder Público devem ser alocados com a devida responsabilidade reveladora do respeito aos contribuintes. Particularmente nos momentos de dificuldades maiores nas contas públicas, envereda pela seara da irresponsabilidade triplicar gastos públicos com as atividades partidárias.
Assim, na condição de Conselheiro Federal da OAB (pela OAB/DF), formulei requerimento ao presidente do colegiado para que a instituição: a) reclame o veto aos dispositivos do projeto de lei orçamentária da União para 2015 quanto às dotações, para o fundo partidário, que exorbitem da proposta inicial encaminhada pelo Executivo e b) propor, se for o caso, ação direta de inconstitucionalidade contra a lei orçamentária da União para 2015 quanto às mesmas dotações.
Importar destacar que o Supremo Tribunal Federal reconhece a viabilidade do controle abstrato de constitucionalidade da lei orçamentária para fazer valer os valores e princípios inscritos na Carta Magna. Decisão nesse sentido foi adotada na ADIn 4.048.
Vivemos um momento especialmente delicado da vida nacional. Nesse cenário, de crescente instabilidade social e institucional, devem ser mobilizadas e aplicadas as melhores energias dos setores sociais mais consequentes para afirmar a prevalência dos direitos humanos, da justiça social, da responsabilidade no trato do patrimônio público e de altos padrões de moralidade na gestão dos negócios públicos.

*Aldemario Araujo Castro é Mestre em Direito, Procurador da Fazenda Nacional, Professor da Universidade Católica de Brasília e Conselheiro Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (pela OAB/DF)
Site: http://www.aldemario.adv.br

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Petição eletrônica contra doações de empresas em eleições ultrapassa 150 mil assinaturas

Sábado, 7 de fevereiro de 2015
Do Contas Aberta

Thaís Betat
A petição eletrônica “Vamos acabar com o gene da corrupção”, criada para impedir doações de empresas em campanhas eleitorais, passou de 150 mil assinaturas em apenas uma semana. O abaixo assinado quer que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes libere ação que permite apenas às pessoas físicas realizar doações eleitorais.
O texto na mão do ministro é a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.650, escrito pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O pedido de vista (mais tempo para a análise do processo) feito por Mendes atrasou em mais de 11 meses o julgamento. Com o documento retido nas mãos de apenas um integrante, vários brasileiros decidiram participar da decisão com a assinatura da petição pela internet.
 “Ao permitir que essa ação retome seu curso, Vossa Excelência respeitará não apenas o voto da maioria dos ministros do STF que já se posicionou sobre a matéria, mas principalmente os cidadãos que depositam esperança nessa correção da interpretação da Constituição do Brasil”, diz o pedido ao ministro na descrição da petição.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Petrolão: Dono da UTC liga caixa de campanha de Dilma ao petrolão

Sábado, 10 de janeiro de 2015
Manuscrito do empreiteiro Ricardo Pessoa obtido por VEJA diz que o esquema de corrupção instalado na Petrobras era na essência político, e não o mero resultado do conluio de alguns empresários e diretores venais da estatal. Ele também diz que o tesoureiro do comitê de reeleição da presidente está “preocupadíssimo” (Leia mais na Revista Veja)

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Lava Jato: documento sugere acordo entre J&F e delator de corrupção

Terça, 6 de janeiro de 2015
Do Congresso em Foco
Planilha em poder dos investigadores mostra 81 contratos firmados com a consultoria Costa Global, de propriedade de Paulo Roberto Costa, além de outros negócios. Ex-diretor admitiu que recursos não eram declarados

Planilha apreendida pela Polícia Federal no computador do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa mostra indícios de que ele firmou contrato para prestar consultoria para o Grupo J&F, controlador do frigorífico Friboi (JBS) e maior doador para campanhas eleitorais neste ano. O documento integra os autos de um dos inquéritos da Operação Lava Jato, que desbaratou em março do ano passado um bilionário esquema de desvio de dinheiro público. Além dessa planilha, foram encontradas na agenda de Paulo Roberto anotações com detalhes sobre a divisão dos valores recebidos da J&F, com indicações de que parte do dinheiro seria devolvido ao grupo.