“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Periferia de SP: PM é procurado por tirar selfie ao apontar arma para rosto de jovem negro; e o PM Coringa é identificado e afastado das ruas

Segunda, 25 de julho de 2016
Da Ponte
Periferia de SP: PM é procurado por tirar selfie ao apontar arma para rosto de jovem negro: Assim como no caso do PM Coringa, descoberto dia 22/07 por usar a máscara do palhaço para ameaçar outro jovem negro, militar que fez selfie para subjugar rapaz também atua na periferia da zona sul …

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Ouvidoria da Polícia pede providências sobre a morte de Luana Reis, espancada por PMs


Por Alê Alves, especial para a Ponte Jornalismo
O ouvidor Julio Cesar Fernandes Neves solicitou à Procuradoria Geral de Justiça que designe um promotor para já passar a acompanhar as investigações.…

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

PM mata estudante negro com tiro nas costas e diz que disparo foi causado por escorregão

Terça, 26 de janeiro de 2016
Da Ponte

‘“Não tenho dúvida. Ele veio para matar meu filho”, disse Ivani, a mãe de Allan, 17 anos, encontrada pela reportagem à porta de sua casa, chorando

26/01/16  Por

Caramante
O estudante Allan Vasileski, de 17 anos, foi morto por PM sexta-feira (22/01), na periferia de Ferraz de Vasconcelos (Grande São Paulo)

Imagens da câmera de segurança instalada em uma casa do Jardim São João, periferia de Ferraz de Vasconcelos (Grande São Paulo), gravaram o momento da morte do estudante Allan Vasileski, de 17 anos, atingido com um tiro de pistola .40 disparado por um policial militar. O caso aconteceu na última sexta-feira (22/01).

O responsável pelo tiro é o soldado Melquíades Nascimento Dias, de 37 anos. Ao ser interrogado pela Polícia Civil, o militar afirmou que sua arma disparou e acertou as costas de Allan quando ele corria atrás do adolescente e “caiu bruscamente no chão, pois escorregou no piso molhado e acidentado” de uma viela.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Luta contra aumento das passagens em SP mostra o que virá em 2016

Sábado, 23 de janeiro de 2016
Do Correio da Cidadania

Escrito por Raphael Sanz*
Não importa por onde comecemos a falar sobre as manifestações contra os aumentos da tarifa do transporte público de São Paulo; elas trazem características que provavelmente estarão presentes em todas as lutas sociais travadas nas ruas neste ano de 2016. E por isso é essencial entender o que está acontecendo, despindo-se de ideias pré-concebidas sobre os atores em questão. Podemos começar falando sobre a cobertura da imprensa, ou sobre a violência policial. Sobre a forma como se organiza o movimento, ou sobre a tática black bloc. Ou até mesmo sobre a ausência de espaços de diálogo entre o poder público e a sociedade. Todos são ingredientes já conhecidos, no senso comum, há pelo menos três anos.

O que temos de novo é o aprimoramento da repressão. O chacoalho que 2013 causou nas autoridades levou a uma escalada repressiva jamais vista. Um 2014 de Copa do Mundo e um 2015 de crise e ajuste fiscal também serviram para as aulas práticas dos agentes da “ordem”. E por falar em ajuste fiscal e crise econômica, o Movimento Passe Livre – responsável por convocar os atos – fez um levantamento de gastos em suas páginas da internet, no qual chegou à conclusão de que a crise existe em diversos setores, menos nos recursos da repressão.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Auditoria Cidadã da Dívida emite nota de repúdio à Polícia Militar do Estado de São Paulo

Sexta, 22 de janeiro de 2016

NOTA DE REPÚDIO À POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO

Pedimos licença para falar de um assunto que não está relacionado à questão da dívida pública, mas que implica diretamente a nossa cidadania.

Ontem, 21 de janeiro de 2016, a Polícia Militar do Estado de São Paulo agiu, mais uma vez, ao arrepio da Constituição, repetindo, nas ruas do centro da cidade, o que parece ser a regra de conduta no trato com os mais pobres [1].

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Corregedor da Polícia Civil de São Paulo é afastado após denúncias de corrupção


Segunda, 21 de dezembro de 2015

Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil
O corregedor da Polícia Civil de São Paulo, Nestor Sampaio Penteado, foi afastado devido a denúncias de corrupção envolvendo agentes do órgão. Uma investigação do Ministério Público (MP), que corre em sigilo de Justiça, implica sete membros da corregedoria, incluindo o investigador-chefe, em acusações de favorecimento e tráfico de influência.
“A acusação feita pelo Ministério Público é que o investigador-chefe seria o cabeça da organização”, disse o  secretário de Segurança Pública de São Paulo, ao anunciar as mudanças na corregedoria.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Conheça detalhes da apuração sobre a matança feita por PMs e GCMs em Osasco, Carapicuíba, Itapevi e Barueri ‹ Ponte Jornalismo

Quarta, 14 de outubro de 2015
PM suspeito de ligação com a facção criminosa PCC, milícia, roubos de cargas e caixas eletrônicos, WhatsApp, brigas entre marido e mulher, professor de tiro, um baleado misterioso, programa que recupera dados apagados de telefones celulares e outros detalhes da investigação sobre os atentados nos quais 32 pessoas foram baleadas (25 mortas e sete feridas), entre 8 e 13 de agosto, para vingar morte de um cabo da PM e de GCM

terça-feira, 22 de setembro de 2015

“A polícia é covarde, é assassina e se esconde atrás da farda”, diz mãe de jovem jogado do telhado e morto por PM

Terça, 22 de setembro de 2015
Da Ponte
ClesaMaeFErnandoHenrique
Neta de policial militar, Cleusa Glória da Silva, diz que pensou em também ser policial, mas que graças a Deus não seguiu essa carreira de lixo” 
Em  vídeo gravado com exclusividade para a Ponte Jornalismo, Cleusa Glória da Silva, mãe do jovem Fernando Henrique que foi jogado de um telhado e, depois de dominado, morto a tiros por policiais militares, na tarde de 7 de setembro, alerta que o crime não vai ficar impune e que não adianta ameaçá-la, porque ela não tem “medo de polícia corrupta”.
O assassinato de Fernando foi a segunda monstruosidade, nas palavras dela, que sofreu pelas mãos da Polícia Militar. A primeira foi aos 17 anos, quando foi violentada por um sargento da PM, em Belo Horizonte. Desse estupro, nasceu um menino, que 18 anos depois veio a ser assassinado também por policiais militares.

No vídeo, Cleusa conta como foi o ato de violência sexual que sofreu, diz que não vai deixar a morte de seu filho impune, revela que queria ser policial como o avô, mas que graças a Deus não seguiu essa carreira de lixo”, diz que “a polícia militar é covarde, assassina e que se esconde atrás da farda.”

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Mais 6 PMs de SP são presos por armar farsa para encobrir execuções de 2 jovens

Segunda, 14 de setembro de 2015
Ao todo, 11 PMs estão presos por render, soltar e depois atirar contra dois jovens, na tarde de 7 de setembro, no bairro do Butantã. Imagens de câmeras de segurança e de telefone celular desmontaram farsa armada por militares para tentar encobrir execuções
A Justiça Militar decretou nesta segunda-feira (14/09) a prisão de mais seis policiais militares de SP envolvidos em uma farsa _dividida em dois capítulos_ para tentar encobrir as execuções de dois jovens, no bairro do Butantã, zona oeste de São Paulo.  Agora, ao todo, são 11 PMs presos pelas duas mortes.

Paulo Henrique Porto de Oliveira, 18 anos, e Fernando Henrique da Silva, 23, foram mortos a tiros por PMs  dos 23º e 16º batalhões, na tarde de 7 de setembro.

Os PMs presos nesta segunda-feira têm relação direta com a morte de Fernando da Silva. Imagens gravadas com um telefone celular mostram que o rapaz, assim como o amigo Paulo, foi rendido pela Polícia Militar antes de ser morto com quatro tiros (abdômen, lombar, virilha e mão esquerda, o que indica tentativa de defesa).
Caramante
Fernando Henrique da Silva tinha 18 anos e foi jogado do alto de um telhado por um PM. Depois da queda, ele foi baleado quatro vezes por outros PMs

Fernando da Silva foi detido por um PM da Rocam (Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas) em um telhado e, depois de ser totalmente dominado, foi jogado de uma altura de oito metros. Após a queda de Fernando, é possível ouvir o barulho de tiros.

Na versão que começa a ser desmontada agora pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), da Polícia Civil, os PMs Flavio Lapiana de Lima e Fabio Gambale da Silva, ambos com 33 anos de idade e da 4ª Companhia do 16º Batalhão da PM, disseram o seguinte:

“Na rua Maria Burgueta Marcondes Pestana, nº xx, os militares foram informados pela moradora que um indivíduo [Fernando Silva] havia entrado na residência. Os militares [Lapiana e Gambale] entraram na casa e, neste momento, o indivíduo, vindo da casa vizinha, pulou no quintal da casa onde os policiais militares estavam. O indivíduo disparou em direção ao policial Lapiana. Os policiais foram obrigados a disparar contra o indivíduo.”

Os PMs Lapiana e Gambale também disseram à Polícia Civil que Fernando da Silva usou uma pistola 9mm para atirar contra ambos, mas os investigadores acreditam que a arma foi plantada junto ao corpo do rapaz da mesma maneira como outros PMs foram filmados fazendo com Paulo Oliveira, morto perto da lixeira onde havia se escondido.

Além de Lapiana e Gambale, também foram presos pela farsa na morte de Fernando da Silva os PMs Angelo Felipe Mancini, Paulo Eduardo de Almeida Hespanhol, Samuel Paes e João Maria Bento Xavier.

À polícia, a moradora da casa onde Fernando Silva foi morto disse que não viu a ação dos PMs e que apenas ouviu os tiros em sua propriedade.

Na sexta-feira (11/09), outros cinco PMs haviam sido presos após a revelação de imagens de câmeras de segurança que mostraram que Paulo Oliveira, 23 anos, amigo de Fernando da Silva, foi morto quando também estava rendido. O rapaz se rendeu após ter se escondido em uma lixeira comunitária.

Pela versão que apresentaram à Polícia Civil, os PMs Tyson Oliveira Bastante, 26 anos, e Silvano Clayton dos Reis, 31, ambos da 3 Companhia do 23 Batalhão da PM, assumiram ter atirado contra Paulo Henrique. Outros três PMs que deram cobertura aos dois _Mariani de Moraes Figueiredo, Silvio André Conceição e Jackson Silva Lima_ também estão presos.

Paulo Oliveira e Fernando da Silva, segundo os PMs envolvidos em suas mortes, eram perseguidos porque eram suspeitos de tentar roubar uma moto. Ao ser interrogado pela polícia, o dono da moto disse que os dois jovens não estavam com armas de fogo. Os jovens estariam com uma faca.

Os PMs envolvidos na perseguição, captura e morte de Paulo Oliveira e Fernando Silva também disseram à Polícia Civil que os dois chegaram a atirar contra carros da Polícia Militar durante a fuga, mas um homem que teve seu carro atingido por uma leve batida durante a perseguição disse não ter visto se os jovens atiraram na direção dos PMs. O motorista disse apenas ter visto a moto com os dois rapazes, na contramão da rodovia Raposo Tavares, e um carro da PM atrás deles.
 
A primeira farsa descoberta

PMs algemaram Paulo Oliveira, o soltaram, levaram para um muro, o deitaram no chão e atiraram duas vezes contra o peito dele.

Depois de atirar contra Paulo Oliveira, um PM vai até um carro da polícia, pega uma pistola no banco traseiro, aciona o rádio para comunicar a central da corporação sobre um tiroteio e volta até o corpo do jovem, onde coloca a arma retirada de dentro do veículo.

Pela versão que apresentaram à Polícia Civil, os PMs Tyson Oliveira Bastante, 26 anos, e Silvano Clayton dos Reis, 31, ambos da 3 Companhia do 23 Batalhão da PM, assumiram ter atirado contra Paulo Henrique. Outros três PMs que deram cobertura aos dois também estão presos.
Caramante
Paulo Henrique Porto de Oliveira, 23 anos, foi morto por PMs de SP após ser rendido

O passo a passo da execução de Paulo Henrique Porto de Oliveira (siga pelo timer em preto):

14:10:47 – Paulo passa correndo, no alto da imagem, e entra na lixeira que está atrás da árvore
14:11:43 – Paulo começa a se preparar para sair da lixeira. Ele levanta a tampa algumas vezes
14:12:15 – Paulo sai da lixeira, com as mãos para o alto, tira a blusa e a camiseta. Veste novamente a camiseta, senta no chão, levanta as mãos para o alto novamente. Vira de bruços, levanta mais uma vez as mãos para o alto. O rapaz deixa com o rosto no chão.
14:12:45 – O rapaz vira de barriga para cima e, ainda deitado, estica os braços para cima.
14:13:36 – O primeiro PM se aproxima de Paulo, que segue deitado no chão. O militar está com a arma empunhada. Ao lado, uma policial também ajuda a render o rapaz, assim como um PM da Rocam (Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas).
14:13:58 – Paulo é algemado pelo primeiro PM que chega perto dele.
14:15:03 – Uma moto com um soldado da Rocam e dois carros da PM chegam para auxiliar os PMs que já renderam Paulo.
14:15:21 – Quatro PMs cercam Paulo, que está algemado de bruços no chão.
14:15:30 – O mesmo PM que algemou Paulo se abaixa e o libera das algemas.
14:15:10 – Com a ajuda de um PM, que o segura pela mão, Paulo é colocado sentado perto do muro.
14:15:45 – Auxiliado por um PM, que o segura pelas duas mãos, Paulo é levantado e colocado em outro canto do muro, dessa vez atrás de um poste.
14:18:30 – PM faz sinal para alguém se afastar da cena do crime.
14:18:33 – Paulo é baleado duas vezes, no peito, e começa a se debater.
14:18:36 – PM que ajuda atirar em Paulo corre até carro da polícia, abre a porta traseira esquerda, pega uma pistola, coloca o carregador, abre a porta dianteira esquerda, fala algo no rádio e volta correndo até o corpo de Paulo, onde a arma é colocada.

A reportagem não conseguiu localizar os advogados de defesa dos 11 PMs presos pelas mortes de Paulo Oliveira e Fernando da Silva.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Grupos de extermínio

Sexta, 21 de setembro de 2012

 A repórter TATIANA MERLINO, da Caros Amigos, descreve como funcionam os grupos de extermínio na PM paulista, formados por 3 integrantes, um deles escoltado até um local onde veste roupas civis para executar os assassinatos. Quando o serviço acaba chega uma viatura para recolher as cápsulas e adulterar a cena do crime. Em seguida, coloca-se a vítima no carro, e, mesmo morta, ela é levada ao hospital. Quando necessário, usam o “kit vela” ou “kit flagrante”: entorpecentes e uma arma fria colocada na mão do cadáver para justificar o homicídio.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Aumenta número de mortes causadas pela Polícia Militar em São Paulo

Quinta, 13 de setembro de 2012
De janeiro a julho deste ano, aumentou o número de mortes cometidas pela Polícia Militar do Estado de São Paulo. Foram 271 assassinatos, 15% a mais do que no mesmo período em 2011. Os dados são do Instituto Sou da Paz e da Ouvidoria da Polícia.
www.brasil.agenciapulsar.org
Polícia Militar em SP (controvérsia)

O mês em que a Polícia mais matou foi em maio: 52 mortes, 13% a mais do que na mesma época do ano anterior. O mês de julho ocupa o segundo lugar. De acordo com os dados divulgados no Diário Oficial do Estado de São Paulo, o mês de julho registrou 42 assassinatos somente na capital, três vezes a mais do que em julho de 2011.


Segundo o Instituto Sou da Paz, os números são “injustificáveis” pois “nenhum crime aumentou 300% neste período”. Desde 2009, as Polícias, Militar e Civil, respondem por uma a cada cinco mortes que são cometidas na cidade de São Paulo.

A assessoria de imprensa da Polícia Militar confirmou os números à reportagem do jornal Brasil de Fato. Entretanto, ressaltou que em 83% das ocorrências de gravidade os criminosos, rendidos, são detidos ilesos. Informou também que o objetivo da corporação é sempre “restabelecer a normalidade, prendendo os criminosos e preservando todas as vidas”.

Na última terça-feira (11) nove rapazes foram mortos pela Ronda Ostensiva Tobias Aguiar (Rota) em Várzea Paulista, região de Jundiaí (SP). Esse é o maior número de mortos em uma ação da polícia paulista desde junho de 2006.

Após suposta troca de tiros, em que nenhum dos 40 policiais envolvidos na operação ficou ferido, os suspeitos foram assassinados. O comandante-geral da PM, coronel Roberval França, legitimou a ação e disse que as 10 viaturas que chegaram à chácara onde os suspeitos se encontravam foram recebidas a tiros. (pulsar/brasildefato)