Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Biodiversidade: povos tradicionais poderão negar acesso a plantas e animais

Segunda, 31 de agosto de 2015 
Andreia Verdélio* - Repórter da Agência Brasil


Na Aldeia Mata Verde Bonita, 20 famílias Guarani Mbyá se comunicam na língua materna, um idioma indígena do tronco tupi-guarani (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Povos indígenas e tradicionais poderão decidir como e se determinado conhecimento tradicional poderá ser usado. Na foto, a aldeia guarani Mata Verde BonitaTânia Rêgo/Agência Brasil
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Lei da Biodiversidade, sancionada em maio, prevê que comunidades tradicionais, povos indígenas e agricultores familiares possam negar o acesso de pesquisadores e representantes de indústrias ao conhecimento e a elementos da biodiversidade brasileira. De acordo com o gerente de projetos do Departamento de Patrimônio Genético do Ministério do Meio Ambiente, Henry Novion, o consentimento prévio informado será o instrumento usado para condicionar os acessos e no documento constarão todas as regras a serem seguidas pelos setores acadêmicos e produtivos.
“A lei reconhece quem vai dizer como determinado conhecimento vai ser usado e não é o governo, não é universidade, não é a empresa. A lei diz que quem vai dizer como, segundo usos, costumes e tradições, o conhecimento pode ou não ser usado é o povo que detém aquele conhecimento. É o povo que dá o consentimento”, explicou Novion.
O gerente acrescentou que, na regulamentação da lei, estará previsto o responsável legal por dar esse consentimento, se será uma associação local, por exemplo, ou uma organização ou federação que represente as comunidades e povos. A regulamentação tem prazo de 180 dias para ficar pronta, a partir da sanção da lei.



Manoel da Silva Cunha é extrativista na Reserva Extrativista do Médio Juruá e diretor do Conselho Nacional das Populações Extrativistas e, de acordo com ele, a comunidade já discute alguns conhecimentos que não tem interesse em compartilhar com a indústria e a academia. “Temos alguns tipos de uso de plantas, que têm rituais que o poder não é só nosso, foi o espírito que ensinou e não temos interesse de repassar. Mas têm muitos conhecimentos e muito patrimônio genético que estão aí para ter uma função social e ambiental e não estão tendo. A pesquisa e as empresas precisam chegar e a comunidade precisa abrir esse conhecimento. Eu não tenho dúvida de que a cura do câncer está aí, que a cura da aids está aí, só precisa pesquisar.”
Para ele, entretanto, as comunidades tradicionais e povos indígenas precisam ter autonomia e soberania sobre esse conhecimento. “Se ela [a comunidade] não quer abrir, que não sofra nenhum tipo de represália ou pressão nenhuma, que sejamos soberanos nessa decisão. Que não seja o governo que diga o que a gente abre ou não, que a lei não dê esse privilégio às empresas.”
O procurador da República no Distrito Federal Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, representante do Ministério Público no Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (Cgen), destaca que a regulamentação da lei deve garantir a paridade na composição do conselho, a conformação do comitê gestor do Fundo de Repartição de Benefícios. Entretanto, segundo ele, o conceito de consentimento prévio informado deve ser muito bem apropriado pelos povos e comunidades tradicionais.
“Ele [o consentimento] é que condicionará o acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado, dando aval para pesquisa, desenvolvimento tecnológico e exploração comercial e industrial. Se as comunidades não souberem o que é o consentimento prévio informado, não saberão qual o seu principal direito, direito de ser consultado e poder de dizer sim ou não, de forma bem esclarecida e que seja o melhor para a comunidade”, disse Lopes.
O índio Alberto Terena, da Aldeia Buriti, de Mato Grosso do Sul, explica que será um processo muito complexo para seu povo dividir seus conhecimentos de forma comercial, mas espera que possam assegurar o direito de negar esse acesso. “Há algumas coisas para nós que não se mede em valor. Qualquer medicamento não envolve só o remédio em si, mas toda uma espiritualidade de um povo, uma crença. A lei, às vezes, não vem pra dar uma segurança, ela vem pra ser infringida, burlada. E, a partir de agora, vamos lidar com influências muito poderosas, da indústria de cosméticos e farmacêutica. Queremos, com a regulamentação, que aquilo venha em nosso benefício, mas percebemos que vamos entrar na briga do mercado.”
Segundo o diretor do Departamento de Patrimônio Genético do Ministério do Meio Ambiente, Rafael Marques, o estado deve trabalhar na fiscalização para que o consentimento seja respeitado. “A legislação não foi feita pautada pelas empresas, o direito deles [dos povos e comunidades] está assegurado, de ser consultado antes que o acesso seja feito.”
Representantes de povos e comunidades tradicionais e povos indígenas estiveram reunidos, na última semana, em uma oficina de capacitação para a regulamentação da Lei da Biodiversidade, em Rio Branco, no Acre. O próximo dos seis encontros regionais ocorre esta semana em Belém, no Pará, de 2 a 4 de setembro, e uma oficina nacional está programada para em Brasília, em outubro. Os eventos são organizados por um grupo de trabalho da Comissão Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais e, conduzidos pelo Departamento de Patrimônio Genético do Ministério do Meio Ambiente.
Desde o dia 12 de junho está aberta, na página do ministério, a consulta pública sobre a regulamentação da lei e, a partir da primeira semana de setembro até 16 de outubro, a minuta do texto do decreto será inserida para críticas e sugestões.
*A repórter viajou a convite do Ministério do Meio Ambiente.

É D'Oxum

Segunda, 31 de agosto de 2015
Jauperi

domingo, 30 de agosto de 2015

Um país de cordeiros, que sempre aceitam ser explorados


Domingo, 30 de agosto de 2015
Tribuna da Internet
Luiz Cordioli
Enquanto isto, os contratos destes canalhas continuam andando. O Brasil não pode parar. Penso muito na Camargo Corrêa quando entro na Bandeirantes, estrada construída e paga com meu dinheiro, seu dinheiro, leitor paulista, nosso dinheiro cidadão. Empresa bandida, cobrando pedágio de pessoas comuns, que não têm como impedir. De minha cidade à capital, ida e volta, R$ 80,00 reais, por viagem! E toca o bonde que, em 2016, chegaremos a R$ 100,00…
À noite, então, dá pena ver o espetáculo dantesco: aquela fila imensa de faróis contra e aquela outra fila imensa de lanterninhas vermelhas, a favor… Não é exatamente isto mesmo o que se conseguiu, na vida política deste país?

CLDF: Audiência Pública nesta segunda (31/8) sobre necessidade da construção de novas escolas no Paranoá

Domingo, 30 de agosto de 2015

GDF 'descumpre' leis criadas por Rollemberg

Domingo, 30 de agosto de 2015 
Em 20 anos, governador foi deputado distrital, deputado federal e senador.

Leis regulam lixo, rotas de ônibus, internet pública e orla do Lago Paranoá.

Leis propostas pelo governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, durante mandatos na Câmara Legislativa e no Congresso Nacional não estão sendo cumpridas na capital, nove meses após o início do governo.

Leia a íntegra em:

http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/08/gdf-descumpre-leis-que-rollemberg-elaborou-quando-era-parlamentar.html

CPMF: REQUIESCAT IN INFERNUM

Domingo, 30 de agosto de 2015
Por Celso Lungaretti

Por que a popularidade da presidenta Dilma Rousseff despencou a ponto de torná-la ainda mais malquista do que os calamitosos Sarney e Collor?
 
Creio que a já fracassada (o governo acaba de desistir) tentativa de recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira ajuda a equacionar a questão.
 
Até agora, eram vistos como vilões maiores a recessão econômica e o mar de lama que as investigações do mensalão e do petrolão escancararam. O estelionato eleitoral de 2014 parecia ter ficado para trás.
 
No entanto, a extrema repulsa com que foi unanimemente recebida a ideia de ressuscitar a CPMF dá o que pensarmos.
 
Em 1993, ela foi vendida como uma solução para o custeio da Saúde Pública, com o respeitável doutor Adib Jatene emprestando ingenuamente sua imagem ilibada para uma pilantragem a mais dos políticos, sempre à cata de novos pretextos para tosquiarem os cidadãos.
O povo engoliu de boa fé a patranha e ficou espumando de raiva quando lhe caiu a ficha de que o objetivo real da patifaria jamais fora o de melhorar a Previdência Social, mas sim o de rechear os cofres do governo.  
Ainda assim, o mesmo peixe podre foi vendido novamente no período 1997/2007, só que ninguém mais o comprou por livre e espontânea vontade. Foi enfiado goela dos governados adentro.  
Extinta para alívio geral, esta herança maldita do FHC continuou atraente para os governos petistas, que a quiseram exumar em 2008, 2011 e, agora, em 2015. Negativo. O povo não é bobo, acreditou uma vez e nunca mais! Detesta os que tentam engambelá-lo de novo.
 
Seria interessante uma pesquisa que avaliasse o quanto pesa, na rejeição de Dilma, o fato de ela haver vencido a eleição de 2014 fazendo alarmismo a respeito da política econômica dos seus dois principais rivais, tendo depois adotado exatamente o mesmo receituário neoliberal.
 

Quem votou contra o arrocho fiscal ao votar em Dilma, agora percebe que foi feito de bobo e jogou seu voto no lixo. Fustigado pela inflação, pelo aumento das tarifas, pelo desemprego, pela perda de poder aquisitivo, em quem há de colocar a culpa?
 
Na Dilma, claro, pois foi ela quem prometeu mantê-lo a salvo de todos esses fantasmas.
 
Cujo arrastar de correntes é cada vez mais insuportável.

"Dilma desmente Dilma"


Domingo, 30 de agosto de 2015 
Da Revista IstoÉ
"DILMA DESMENTE DILMA"
Carlos José Marques, diretor editorial
Um governo que tomou tudo dos brasileiros. Um partido que saqueou as contas públicas aparelhando o Estado com um “sindicato de ladrões”, como bem definiu o ministro do Supremo, Gilmar Mendes. Uma presidente que implodiu com a economia e praticou mirabolantes pedaladas fiscais para esconder seus erros. Uma administração que tem inúmeros atos investigados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que podem cassar o mandato ou levar ao impeachment. Aliados e tesoureiros presos. Um oceano de provas sobre esquemas fraudulentos. Desvios de estatais. Doações ilegais em campanha. Negociatas de cargos e verbas para garantir apoio. O enredo de podridões já podia estar no limite. Mas a esquadra petista segue armando tramoias sem fim e mentindo descaradamente para sustentar a todo custo o seu projeto de poder. Costura acordos e paga pelo aval parlamentar.

'Lula inflado' reaparece em São Paulo, em frente ao TCU

Domingo, 30 de agosto de 2015
Boneco de 15 metros do ex-presidente é montado na Avenida Paulista

Boneco do ex-presidente Lula em frente ao TCU na av Paulista nesta manha de domingo (30)
Boneco do ex-presidente Lula em frente ao TCU, na av Paulista, neste domingo(Dario Oliveira/Codigo19/Folhapress)
 
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Biodiversidade: lei é instrumento contra preconceito para povos tradicionais

Domingo, 30 de agosto de 2015 
Andreia Verdélio* Repórter da Agência Brasil

O 2 Encontro Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais tem o objetivo de avaliar a implementação da Política de Desenvolvimento Sustentável de Povos e Comunidades Tradicionais (Marcelo Camargo/Agência Brasil)


Comunidades tradicionais discutem regulamentação da Lei da Biodiversidade, que pode ser instrumento contra preconceito (Marcelo Camargo/Agência Brasil)Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Lei da Biodiversidade, apesar de tratar especificamente do patrimônio genético e do conhecimento tradicional associado a esse patrimônio, está servindo de instrumento de luta contra a discriminação para alguns povos e comunidades tradicionais. É o caso dos ciganos e dos povos de terreiro e de matriz africana.
A representante da Associação Nacional Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu (Acbantu) de Manaus, Katy Mayara Marques, disse que os povos de terreiro sempre sofreram discriminação, que tem se agravado nos últimos tempos, inclusive com violência física. “Se eu for retirar uma planta de um terreno vazio, identificada como povo de terreiro, e um vizinho ver, ele vai tentar me impedir. Já aconteceu comigo, uma pessoa me xingou, colocou um cachorro para correr atrás de mim só porque eu era povo de terreiro. Se eu fosse sem identificação [sem as roupas tradicionais], não teria problema. Em Manaus, recentemente, um pai de santo foi assassinado só porque era povo de terreiro”, contou.

Fita Amarela —Noel Rosa

Sábado, 29 de agosto de 2015
Orquestra Imperial
Noel Rosa

sábado, 29 de agosto de 2015

Projeto Tamar comemora 35 anos com nova geração de tartarugas

Sábado, 29 de agosto de 2015
Maiana Diniz – Repórter da Agência Brasil


O Centro Nacional de Pesquisa e Conserva o de Tartarugas Marinhas (Tamar) comemora hoje (14) 33 anos com a soltura do filhote 15 milh es simbolizando o n mero de tartaruguinhas soltas no mar desde a cria o do Pr
De 2010 a 2015, o número de filhotes cresceu 86,7% em relação ao quinquênio anterior Arquivo/Agência Brasil
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Uma nova geração de tartarugas marinhas adultas passou a ocupar as praias e ilhas brasileiras nos últimos cinco anos. De acordo com dados analisados pelo Projeto Tamar, criado há 35 anos para proteger animais dessa espécie que passam pelo Brasil, de 2010 a 2015, houve crescimento de 86,7% no número de filhotes nascidos em relação ao quinquênio anterior.
“Estamos festejando o aparecimento dessa nova geração em idade reprodutiva. Isso praticamente dobrou a população de tartarugas marinhas no Brasil”, disse o coordenador-geral e um dos fundadores do projeto, o oceanógrafo Guy Marcovaldi. Segundo ele, os números comprovam o início da recuperação dessas espécies, mas não significam que a ameaça de extinção acabou. “Quando o Tamar completar 70 anos, teremos um número bom, porque será segunda geração de tartarugas, uma sobre a outra.”

Não há como recuperar a legitimidade da política sem ruptura radical com Lula e Dilma

Sábado, 29 de agosto de 2015
O combate às heranças maldita de FHC, desastrosa de Lula e tragicômica de Dilma deixa um único sopro de esperança: quem sabe, em 10 ou 20 anos, as forças progressistas  ̶̶  e, principalmente, a esquerda brasileira  ̶̶  consigam se reconstruir e reaglutinar.
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Do Correio da Cidadania
Escrito por Gabriel Brito, da Redação
Entrevista com o economista Reinaldo Gonçalves
O Brasil continua a viver sua crise política e econômica generalizada, refletida num momento marcado por manifestações conservadoras e governistas carentes de grandes propostas, em meio ao lançamento da nova rodada do ajuste fiscal, batizada de “Agenda Brasil”. Enquanto isso, os principais blocos da burguesia articulam a manutenção da governabilidade e brecam o fantasma do impeachment. Para analisar o momento, do ponto de vista do interesse da maioria, o Correio da Cidadania entrevistou o economista Reinaldo Gonçalves.
 “A questão política relevante é que, há alguns anos, estamos atolados em uma séria crise de legitimidade do Estado (descrença na capacidade do governo Dilma de resolver os problemas de curto, médio e longo prazos). A mediocridade esférica do governo Dilma resulta no fato de que ele é avaliado como ruim por capitalistas e trabalhadores, por ricos e pobres, pela direita e pela esquerda”, analisou o professor da UFRJ.

36 anos da Lei de Anistia: a luta pela democracia está longe de acabar

Sábado, 29 de agosto de 2015
Do DDH
Instituto de Defensores de Direitos Humanos


Hoje a Lei 6683/79 (Lei de Anistia) completa 36 anos desde sua promulgação. Consideramos a referida Lei como um importante instrumento na medida em que permitiu o retorno ao país de milhares de exilados, bem como a libertação de outros tantos presos políticos.
 
Entretanto, diante da falsa ideia segundo a qual a lei teria sido fruto de um debate amplo e democrático, que teria envolvido toda a sociedade, criou-se um ambiente que impossibilitou a responsabilização dos agentes do Estado perpetradores de torturas, desaparecimentos forçados e outras violações de direitos humanos e, ainda mais grave, impossibilitou a responsabilização do próprio Estado brasileiro e a implementação de políticas públicas que prevenissem a repetição de tais atos.
 
Frise-se ainda que o instituto da autoanistia, utilizado pela ditadura para garantir a não responsabilização de seus agentes, é veementemente condenado por diversas organizações internacionais, tais como a Comissão e a Corte Interamericanas de Direitos Humanos.
 
A completa falta de responsabilização, tanto dos agentes como do Estado, e a exígua formulação de políticas públicas no que tange à reparação de danos, investigação e prevenção das violações perpetradas (como a Comissão de Anistia e as Comissões da Verdade), fez com que a lógica militarizada e autoritária da ditadura sobrevivesse à chamada redemocratização e se perpetuasse nas atuais políticas de segurança pública. Não é à toa que centenas de pessoas são assassinadas pelas polícias a cada ano nos chamados “autos de resistência”, instituto surgido na própria ditadura com o intuito de camuflar execuções sumárias.
 
Assim, neste dia 28 de agosto de 2015, o Instituto de Defensores de Direitos Humanos vem a público ressaltar a importância de que seja levada a cabo uma justiça de transição plena, que possibilite a elucidação de todas as violações cometidas pela ditadura civil-militar brasileira, bem como a efetiva reparação dos danos causados e, sobretudo, a instauração de políticas de prevenção.
 
Neste mesmo diapasão, considerando a perpetuação nos dias de hoje dos moldes autoritários de segurança pública inaugurados pelo regime militar, acreditamos ser essencial a instalação de uma Comissão da Verdade da Democracia, que investigue as mais diversas violações cometidas principalmente pelas forças policiais nas favelas e periferias do país. Só assim caminharemos de fato rumo à plena democracia.
 

Rio de Janeiro, 28 de agosto de 2015.

Joquim Barbosa não acredita no TCU na análise das pedaladas de Dilma

Sábado, 29 de agosto de 2015

Não acredito no Tribunal de Contas da União como um órgão sério desencadeador de um processo de tal gravidade (o impedimento da presidente Dilma). O Tribunal de Contas é um playground de políticos fracassados, é um lugar onde políticos sem expectativa de se eleger buscam uma “boquinha. (O TCU) não tem estatura institucional”
Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e relator do processo do Mensalão do PT, hoje (29/8) em Minas Gerais.

As pessoas são solidárias na traição e no alcoolismo, mas odeiam drogados

Sábado, 29 de agosto de 2015
Por Gerivaldo Neiva
Juiz de Direito (Ba), membro da Associação Juízes para a Democracia e Porta-Voz no Brasil do movimento Law Enforcement Against Prohibition (Leap-Brasil).
Personagem do filme "O Ébrio".

As pessoas são solidárias na traição e no alcoolismo, mas odeiam drogados

Gerivaldo Neiva *
Em 1936, o cantor Vicente Celestino gravou uma canção que se transformaria em um clássico de estrondoso sucesso por várias décadas: O Ébrio! É lembrada até hoje pelos mais antigos e também pelos amantes da música brasileira. Mais do que uma canção, a história do ébrio ganhou as telas do cinema em 1946 e permaneceu em cartaz por duas décadas pelas cidades do interior do Brasil.
A música retrata a história de um cantor de sucesso que teve muitas mulheres, mas que terminavam fugindo com outros homens, apesar de lhe jurarem amor eterno. Terminou se casando com uma fã, mas também essa mulher fugiu com outro homem, deixando-lhe uma filha. Assim, mesmo abalado, voltou a cantar por amor à filha, mas entrou em desgraça quando a filha morreu e entregou-se à bebida, tornando-se o “O Ébrio”.

A canção desesperada de Lula na Rádio Itatiaia (MG) e o dobrado no Dia do Soldado em Salvador

Sábado, 29 de agosto de 2015
Leia o artigo de Vitor Hugo Soares no Blog Bahia em Pauta

A recessão se aprofunda. O Levy afunda

Sábado, 29 de agosto de 2015
Do Náufrago da Utopia
Por Celso Lungareti
Não sou, nem jamais quis ser, economista. Mas, desde que fui incumbido, aos 18 anos, de criar um setor de Inteligência numa organização guerrilheira (absoluta novidade na esquerda brasileira!), venho me aprimorando cada vez mais na garimpagem e interpretação de informações, extraindo do noticiário o que é realmente útil e permite vislumbrar os cenários futuros. Era o que interessava à VPR e é o que interessa a jornalistas. Então, o que começou como missão acabou se revelando uma vocação.

Jamais tendo sido um schoolar, não me aprimorei em comprovação, apenas desenvolvi minha intuição. Isto faz com que pessoas de mentalidade acadêmica geralmente não levem muito a sério minhas previsões, acostumadas que estão à montagem de arcabouços pretensiosos para sustentarem aquilo no que o autor crê desde o início. No entanto, quase sempre acerto. Algum dia aprenderão a respeitar mais a sensibilidade de quem é diferente deles.

Enfim, neste sábado, 29, um editorial da Folha de S. Paulo, fazendo o balanço da situação econômica a partir de dados que acabam de sair do forno, comprova o que afirmo há mais de um ano: estamos mesmo passando por aguda recessão, que pode até evoluir para uma depressão. 

Quando eu projetava este quadro para 2015, não cometia exagero nenhum. Apenas, operava com outros vetores, como o esgotamento do petismo e a falta de uma proposta alternativa à recessão purgativa que o grande capital certamente acabaria impondo e eu sabia estar destinada ao fracasso.
Dúvida cruel: demitir-se logo ou aguardar mais um pouco?

Também devo ter sido o primeiro a, quando Joaquim Levy foi escolhido pelo Bradesco e confirmado por Dilma Rousseff como ministro da Fazenda, escrever que ele não só defendia uma ortodoxia econômica nefasta e nefanda, como não tinha sequer qualificação e credibilidade para segurar a onda num momento dramático como o atual. Dito e feito. Até os grandes empresários aos quais serve estão visivelmente decepcionados com sua performance. 

E como não estariam, se a dura realidade é esta: (*).
"A recessão brasileira é maior do que se calculava até sexta-feira (28), quando foram divulgados os números do PIB relativos ao segundo trimestre. A atividade econômica recuou 1,9%, desempenho próximo das piores estimativas; os dados do final de 2014 e do início de 2015 foram revisados para baixo. 
As previsões para o ano tendem a se tornar mais sombrias. Projetava-se regressão de 2% a 2,5% do PIB. Os novos prognósticos já ultrapassam o teto dessa banda de pessimismo, confirmando que a economia brasileira deve sofrer a maior contração desde a queda de 4,3% em 1990, no governo Fernando Collor (então no PRN).
Não há, por ora, como contradizer as avaliações mais negativas. 
O consumo das famílias declinou pelo segundo trimestre consecutivo, o que não ocorria desde 2003, na crise que marcou o final dos anos Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 
O investimento em novas instalações produtivas e em construção encolhe agora por oito trimestres consecutivos. O nível de confiança do consumidor e dos empresários está nas mínimas históricas, há estoques em demasia nas empresas e a deterioração do mercado de trabalho deve continuar pelo menos até meados de 2016".


* e não me venham com a velha cantilena de que o jornal da ditabranda é inconfiável. Nele há de tudo, desde a mais absoluta tendenciosidade até avaliações eminentemente técnicas, como esta. O que temos é de separar o joio do tribo.

Em palestra sobre lavagem de dinheiro, Sérgio Moro defende a mobilização da população para promover mudanças no combate à corrupção

Sábado, 29 de agosto de 2015
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Do MPF

MPF em São Paulo promoveu palestra sobre lavagem de dinheiro com Sérgio Moro

O juiz falou sobre a Operação Lava Jato e sobre pontos controversos a respeito da legislação que trata da lavagem de dinheiro
O juiz federal Sérgio Moro afirmou que os brasileiros não podem ter uma confiança cega no futuro e acreditar que as investigações sobre o esquema de corrupção em estatais vá mudar o país. Moro esteve na Procuradoria da República em São Paulo nesta sexta-feira, 28 de agosto, para participar de palestra sobre aspectos legais relacionados à lavagem de dinheiro. Segundo o magistrado responsável pelos processos da Lava Jato em primeira instância, as mudanças necessárias estão muito além dos possíveis resultados da operação.
“O que muda o país são instituições fortes. É preciso promover mudanças políticas, legislativas, culturais. A sociedade tem condições de pleitear isso, muito mais do que os agentes públicos”, declarou o juiz. “Se o caso da Lava Jato contribuir de algum modo para esse processo, ficarei feliz.”

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Lava Jato: Janot pede arquivamento de inquérito que investiga senador Anastasia

Sexta, 28 de agosto de 2015
André Richter - Repórter da Agência Brasil
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou hoje (28) ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de arquivamento do inquérito que investiga o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) na Operação Lava Jato, por entender que não há provas suficientes para o prosseguimento do processo.
Caberá ao ministro Teori Zavascki, relator do processo, analisar o pedido do procurador. A abertura de inquérito contra  o senador foi baseada  em um depoimento do policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, investigado na Lava Jato. Ele afirmou em depoimento à Polícia Federal que foi enviado a Belo Horizonte para entregar R$ 1 milhão, a pedido do doleiro Alberto Youssef, um dos delatores do esquema de corrupção. 
Segundo o agente, a entrega foi feita em uma casa da capital mineira, em 2010, a uma pessoa que não se identificou. De acordo com o policial, o doleiro disse que a entrega era para o então governador Anastasia.  Após a divulgação do depoimento, a defesa de Youssef enviou à Justiça Federal petição para negar que ele tenha ordenado o envio de dinheiro para o senador. 
Por determinação do juiz Sérgio Moro, Jayme Alves foi afastado das funções de policial federal em novembro do ano passado. De acordo com as investigações, Jayme prestava serviços ao doleiro na entrega de remessas de dinheiro. Ele é réu em uma das ações penais da operação e não fez acordo de delação premiada.

Samba do caos na saúde pública do DF. E do restante do Brasil também

Sexta, 28 de agosto de 2015
"Reportagem" rodando por aí pelo WhatsApp e Youtube
Igualzinho à realidade, não?