Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Mesmo com parecer contrário, tribunal aprova contas de 2010 do governo do DF

Quinta, 28 de julho de 2011
Da Agência Brasil
28/07/2011 - 13h45
Priscilla Mazenotti - Repórter
Apesar das recomendações contrárias do Ministério Público e do relator no Tribunal de Contas da União, Renato Rainha, o Tribunal de Contas do Distrito Federal aprovou as contas do ex-governador José Roberto Arruda no exercício de 2010. No ano passado, Arruda ficou no cargo por 42 dias. Renunciou ao restante do mandato depois de ter sido preso e expulso do DEM, acusado de participação em esquema de corrupção no DF.

Os conselheiros não foram unânimes. Três votaram a favor da rejeição e três, contra. A presidente do TCDF, conselheira Marli Vinhadeli desempatou e decidiu favoravelmente a Arruda. O entendimento da maioria dos conselheiros foi o de que as contas de Arruda, Paulo Octávio, Wilson Lima e Rogério Rosso, todos governadores do DF em 2010, não poderiam ser julgadas separadamente porque fazem parte de um único exercício.

Os ministros aprovaram, então, todo o exercício de 2010. As contas de Rogério Rosso, no entanto, tiveram ressalvas. Ele foi o último a assumir o GDF e ficou na chefia do Executivo até 31 de dezembro.

O parecer do relator apontava irregularidades na gestão e controle de contratações no período do governo Arruda referente ao ano passado, entre 1 de janeiro e 19 de fevereiro. O TCDF detectou problemas como sobrepreço e superfaturamento, despesas sem cobertura contratual, direcionamento de contratação, pagamento por produtos e serviços que não foram entregues ou prestados e falha na fiscalização de contratos.

O relator, conselheiro Renato Rainha lembrou que apenas em 26 de fevereiro, quando Arruda não estava mais no cargo, o então governador, Wilson Lima (PR), determinou a suspensão de acordos entre a administração pública e empresas que tiveram contratos questionados.

O governo não atendeu, também, a determinação de manter, pelo menos, metade dos cargos comissionados do GDF com servidores de carreira. Segundo o relator, dos 16,6 mil cargos comissionados, 53,4% foram ocupados por servidores sem vínculo efetivo com a administração pública. Em 28 órgãos do Executivo local, o índice de ocupação de cargos comissionados por funcionários não concursados chega a 90%.

O representante do Ministério Público no TCDF, Demóstenes Albuquerque, disse que Arruda deveria ter tomado as medidas cabíveis desde 2009, quando a Operação Caixa de Pandora foi deflagrada. A Operação investigou irregularidades em contratos e contratações. Arruda aparece numa filmagem recebendo dinheiro do ex-secretário de Relações Institucionais do DF Durval Barbosa, delator do esquema.

“No entender do Ministério Público, foi exigível que o titular do governo atuasse de forma efetiva e eficaz a partir do momento em que houve a deflagração da operação”, disse. “Medidas eram cabíveis de serem adotadas e não foi adotada nenhuma”, completou.

O advogado de Arruda, Edson Smaniotto, no entanto, disse que as contas de Arruda não poderiam ser rejeitadas porque ele ficou no governo por um período curto. “A lei fala em período quadrimestral como o módulo mínimo para que nós analisemos as contas de alguém. A Lei de Responsabilidade Fiscal traz o poder de rever os atos administrativos, o poder de corrigenda. Como ele poderia exercer o direito de corrigir eventual irregularidade? Não haveria tempo material”, argumentou.

Com a saída de Arruda, em fevereiro de 2010, o então vice-governador, Paulo Octávio assumiu o cargo. No entanto, ficou apenas 5 dias no governo. Renunciou alegando falta de apoio político de seu partido, o DEM, depois de também ser acusado de envolvimento no esquema.

Com a renúncia de Paulo Octávio, o então presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima, assumiu interinamente. Ficou no cargo por quase dois meses, até que os deputados distritais elegeram, por voto indireto, Rogério Rosso, que ficou no governo até o fim do mandato.

O TCDF aprovou também as contas de Paulo Octávio diante do pouco tempo em que ficou à frente do GDF. “Poderia ter adotado medidas efetivas de controle, mas o curto espaço em que atuou e toda a situação conturbada em que estava passando, não era exigível a adoção de medidas de tamanha rapidez”, explicou o representante do MP junto ao TCDF, Demóstenes Albuquerque. O entendimento foi o mesmo do relator. Ele considerou “não ser razoável [Paulo Octávio] ser responsabilizado pelas improbidades em razão de seu breve tempo [no governo]”.

Quanto a Wilson Lima, o TCDF aprovou as contas sob a alegação de que ele começou as medidas para regularizar a situação no DF. “Tendo em vista que deu início às medidas de proteção ao Erário”, disse o relator.

As contas de Rogério Rosso também foram aprovadas, mas com ressalvas como ausência de demonstrativos, de comprovação da capacidade de pagamento e de endividamento do governo local, de edição de normas que aumentaram as despesas nos últimos 180 dias de governo, não inclusão no Orçamento do DF dos valores oriundos da União referentes à Educação e Saúde e descumprimento do percentual mínimo de ocupação dos cargos em comissão por servidores de carreira.

O relator fez algumas recomendações. Entre elas estão a revisão do modelo institucional da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Empresa do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), Companhia de Planejamento (Codeplan) e da Sociedade de Transporte Coletivo de Brasília (TCB) e dar continuidade ao aprimoramento do sistema de controle interno.

Parcela mais pobre da população tem dieta restrita, mas com melhor qualidade nutricional, diz IBGE

Quinta, 28 de julho de 2011
Da Agência Brasil
Carolina Gonçalves - Repórter
A parcela mais pobre da população brasileira é a que mantém uma dieta mais saudável, considerando os itens presentes na mesa dessas pessoas diariamente. De acordo com a análise de consumo alimentar da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje (28), no Rio de Janeiro, além de comer mais arroz e feijão do que as outras classes, as pessoas com renda de até R$ 296 comem o dobro de batata-doce e a metade de batata frita que os brasileiros com renda superior a R$ 1.089.

“Como [as pessoas de menor renda] não têm disponibilidade para comprar tanto, têm uma alimentação mais básica. E a alimentação mais básica tem melhor qualidade nutricional. Mas a diferença entre o consumo dos melhores e piores alimentos é muito pequena. Todo mundo consome os dois tipos de coisa”, avaliou André Martins, pesquisador da POF/ IBGE.
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A pesquisa foi feita durante um ano por meio de formulários preenchidos individualmente por mais de 34 mil pessoas relatando o que comeram e beberam durante dois dias, não consecutivos. A análise mostrou que as pessoas com menor renda foram as que revelaram um consumo maior de peixe fresco e salgado e carne salgada. Essa parcela de brasileiros também se destaca por consumir menos doces, refrigerantes, pizzas e salgados fritos e assados. Refrigerante diet é um item praticamente inexistente na mesa dos mais pobres.

“Nos rendimentos mais baixos, você tem muita presença de carboidrato. Já tem também açúcar e gorduras, mas nem tanto quanto os de maior renda porque não tem disponibilidade para ficar comprando batatinha [industrializadas]. Mas mesmo na classe menos favorecida você já tem inadequação de gordura e açúcares”, disse Martins.
Se por um lado o consumo de refrigerante aumenta à medida que a renda melhora, os mais ricos são os que mais consomem frutas, verduras, leite desnatado e derivados do leite. “As classes menos favorecidas não têm consumo adequado de frutas, legumes e verduras. Quando vê as rendas mais altas, a participação desses produtos aumenta. Mas nenhuma delas consome a quantidade de energia que deveria vir das frutas, dos legumes e das verduras e isso acaba rebatendo nos micronutrientes, como cálcio e vitaminas”, avaliou o pesquisador.

O levantamento do IBGE mostra que quanto mais alta a renda, maior é o número de pessoas que fazem pelo menos uma refeição fora de casa por dia. “Os dois consomem coisas erradas [mais pobres e mais ricos]. Entra a disponibilidade de rendimento e a pessoa começa a comprar biscoito recheado, batata industrializada, já começa a consumir mais fora de casa e come pizza, toma refrigerante. Na classe de rendimento mais alta é absurdo o consumo de refrigerante”, disse André Martins.

Essa mesma comparação pode ser feita entre a população urbana e rural. A análise do consumo alimentar mostrou que as médias diárias de consumo per capita de itens como arroz, feijão, batata-doce, mandioca, farinha de mandioca, manga, tangerina, peixes e carnes foi muito maior na zona rural. Na área urbana os entrevistados revelaram um consumo maior de alimentos prontos ou processados, como pão de sal, biscoitos recheados, iogurtes, vitaminas, sanduíches, salgados, pizzas, refrigerantes, sucos e cervejas.

Consumo de sal pelos brasileiros ultrapassa média recomendada por órgãos de saúde

Quinta, 28 de julho de 2011

Da Agência Brasil
 
Carolina Gonçalves - Repórter
Quase todos os brasileiros consomem mais sal do que o recomendado pelos órgãos nacionais e internacionais de saúde - 2.200 miligramas/dia (mg/dia). A análise de consumo alimentar pessoal, da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada hoje (28), no Rio de Janeiro, mostra que, no caso dos jovens, o dado é ainda mais alarmante. Mais de 81% dos meninos e de 77% das meninas, todos com idade entre 10 e 13 anos, ingeriram mais sódio do que o valor máximo tolerável. Entre os meninos nesta faixa etária, 10% consumiram mais do que o dobro desse limite.
O analista do IBGE André Martins considera preocupante o índice de consumo de sódio em todas as faixas etárias no país. “Nas médias, por classe de idade, do consumo diário esperado de sódio, 90% das pessoas consomem acima do limite esperado. E se olhar os 10% que consomem mais, vai ver que o mínimo de consumo dele já é o dobro da recomendação diária.”
A média populacional de ingestão de sódio no Brasil ultrapassa 3.200 mg/dia. Em uma das análises do levantamento, os pesquisadores relacionaram o consumo elevado de sódio ao consumo de pizza, carnes processadas, salgadinhos industrializados, biscoitos recheados e refrigerantes.
Entre os rapazes com idade entre 14 e 18 anos, e adultos, entre 19 e 59 anos, pelo menos 10% de cada um desses grupos relataram um consumo diário de 5.200 miligramas. Para o pesquisador André Martins é possível apontar uma relação desse consumo inadequado com a alimentação fora de casa que, pela primeira vez, foi considerada na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF). De acordo com o levantamento, essa alimentação na rua representa 16% da média de energia consumida pelos brasileiros – que variou entre 1.490 e 2.289 quilocalorias (kcal).
A pesquisa realizada em 13.569 domicílios brasileiros mostrou também o consumo abaixo do recomendado entre quase todos os adolescentes, de 14 a 18 anos, de micronutrientes, como cálcio (95,1% dos rapazes e 97,3% das moças) e vitaminas D (para 99,4% e 98,8%) e E (99,9% e 100%). No caso destes jovens e dos idosos acima dos 60 anos, o consumo baixo de vitamina E é o mais comum. Entre os adultos, entre 19 e 59 anos, a maior inadequação de consumo de micronutrientes foi da vitamina D (99,6% dos homens e 99,2% das mulheres) e E (99% e 100%, respectivamente).

Mais de 60% dos brasileiros consomem açúcar acima do recomendado

Quinta, 28 de julho de 2011
Da Agência Brasil

Carolina Gonçalves - Repórte
Mais de 60% dos brasileiros consomem quantidade de açúcar superior ao recomendado pelo Ministério da Saúde (10% da ingestão total de calorias diárias) e, pelo menos, 82% da população ultrapassa o consumo ideal de gordura saturada (7% da ingestão total de calorias diárias). A análise de consumo alimentar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada hoje (28), apontou que no caso das adolescentes a ingestão excessiva de açúcar é mais comum. Entre os idosos, quase 80% deles ingerem mais gordura saturada do que o limite tolerável.

“Os adolescentes já têm inadequação para macronutrientes desde cedo. Você já vê o açúcar e gordura saturada extrapolando os limites, porque eles [adolescentes] também são alvo da prevalência de alimentação fora de casa”, avaliou André Martins, analista da Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE. Martins destacou a influencia da caloria fora de casa, que, segundo a pesquisa representa 16,2% do total do consumo energético médio diário dos brasileiros – entre 1.490 quilocalorias (kcal) e 2.289 kcal.

O pesquisador do IBGE lembrou que nas últimas análises desse mesmo levantamento, os adolescentes revelaram índices preocupantes de sobrepeso. “Até os 10 anos, a população ainda aparece um pouco protegida da prevalência de sobrepeso, mas, dos 10 ou mais, as crianças começam a ter liberdade sobre o que comem, e a gente observa que já deram um bom aumento na prevalência do sobrepeso”, alertou.

A análise de consumo alimentar do instituto ainda apontou que o consumo de biscoito recheado, salgadinhos industrializados, pizzas, doces e refrigerantes foi associado às médias elevadas das gorduras saturadas e açúcar dentro do consumo energético total.

“Adicionalmente é preocupante a falta da nossa cultura de fazer uso de frutas, legumes e verduras, para que a gente possa minimizar essa deficiência de alguns micronutrientes que temos, como o caso do cálcio”, ponderou Martins.

Martins ainda explicou que as pessoas que indicaram pizza e biscoito recheado em seus questionários, que foram preenchidos durante dois dias não consecutivos, obtiveram um total de energia que extrapola em 400 calorias a média nacional. Por outro lado, as pessoas que incluíram arroz integral em suas dietas, revelaram media de energia mais baixo.

Os pesquisadores também avaliaram o consumo do colesterol. Em todas as idades, foram as mulheres que consumiram alimentos com menos colesterol – de 186,3 miligramas (mg)/dia a 237,9 mg/dia – do que entre os homens (231,1 mg/dia 282,1 mg/dia).

No caso das proteínas, todas as classes apresentaram quantidades satisfatórias nas dietas. Já, no Nordeste, o limite de 15% do total das calorias diárias que devem ser provenientes de proteínas foi ultrapassado por todas as idades. “Nas classes mais altas que a gente extrapola um pouco a expectativa, porque tem o consumo de alimentos em excesso, mas a média de calorias na classe mais alta também é maior”, ponderou o pesquisador.

"Agnelo perde mais uma. Agora em 2ª Instância"

Quinta, 28 de julho de 2011
Do Blog do Sombra
O governador Agnelo Queiroz foi derrotado, mais uma vez, na ação movida contra o semanário DF Notícias, que veiculou, durante a campanha de 2010, denúncias sobre o então candidato do PT ao governo do Distrito Federal. Por alegar serem caluniosas as informações publicadas pelo impresso, Agnelo requereu indenização e danos morais da editora que representa o veículo.

No entanto, no fim de maio, a juíza da 6ª Vara Cível de Brasília, Grace Correa Pereira, decidiu julgar improcedentes os pedidos de Agnelo e o condenou ao pagamento de todos os honorários advocatícios da outra parte. Inconformado, Agnelo Queiroz recorreu ao Tribunal de Justiça, por meio do advogado Luis Carlos Alcoforado, na tentativa de reverter a condenação.


Nesta quarta-feira (27), a 6ª Turma Cível do TJDFT, composta pelos desembargadores Jair Soares, Vera Andrighi e Ana Maria Duarte Amarante Brito, negou provimento por unanimidade ao recurso de Agnelo, confirmando a condenação de 1ª Instância.


Durante a campanha eleitoral, o DF Notícias foi um dos únicos jornais do Distrito Federal a denunciar o suposto envolvimento do petista em possíveis desvios de recursos do Ministério do Esporte, na época comandando por Agnelo Queiroz. A operação deflagrada pela Polícia Civil ficou conhecida como Shaolin e prendeu cinco pessoas, apreendeu documentos e colheu depoimentos sobre o destino de quase R$ 3 milhões repassados pelo ministério a duas associações de kung fu de Brasília.


quarta-feira, 27 de julho de 2011

Lucro com agrotóxicos deve superar o dos Estados Unidos

Quarta, 27 de julho de 2011
Da Agência Pulsar
O Brasil deve ultrapassar os EUA na arrecadação com vendas de defensivos agrícolas. Estima-se um crescimento em 10% no mercado brasileiro, com vendas no valor de aproximadamente 12,4 bilhões de reais.
Segundo estudo elaborado pela consultoria alemã Kleffmann, o consumo de agrotóxicos pelos produtores estadunidenses teve queda de 6% entre 2004 e 2009. No Brasil, o crescimento foi de 1,5% no mesmo período.

As lavouras em que se concentram as maiores vendas de agrotóxicos no Brasil são a de soja com 44%, seguida pelo algodão com 11%.

O Brasil é o principal destino de agrotóxicos proibidos no exterior. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), pelo menos dez variedades vendidas livremente aos agricultores brasileiros não circulam mais na União Européia e Estados Unidos.

Neste mês, a Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida lançou o Caderno de Formação I. O material que fala sobre os efeitos dos agrotóxicos na agricultura, na saúde humana e no meio ambiente. (pulsar/np)

Ministério Público Federal pede anulação de licitação de R$ 19,4 mi feita pelo Incra em SP

Quarta, 27 de julho de 2011
Da Agência Brasil
 
O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) pediu à Justiça Federal a anulação do contrato no valor de R$ 19,4 milhões firmado entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a empresa BK Consultoria e Serviços Ltda, vencedora da licitação para prestação de serviços de assistência técnica e extensão rural, social e ambiental. O MPF/SP aponta a existência de diversas irregularidades no processo licitatório, entre elas a entrega da proposta fora do prazo e a escolha da empresa que apresentou preço 40% superior a segunda colocada.

O processo de licitação feito pelo Incra, em São Paulo, tinha como objetivo oferecer assistência técnica e extensão rural para 243 projetos de assentamentos, em diversas regiões do estado, para atender 31.270 famílias. Desde o início, segundo o MPF/SP, os procedimentos foram irregulares.

Em junho de 2010, o Incra tentou fazer a licitação por meio de pregão eletrônico, modalidade imprópria para esse tipo de contratação, segundo o MPF/SP. Em julho, a Diretoria de Desenvolvimento de Projetos de Assentamentos do Incra em Brasília determinou a suspensão do procedimento, que acabou revogado pelo Superintendência Regional do órgão em agosto.

“Era o caso de anulação do certame e não mera revogação, porque incidia em grave ilegalidade considerar serviço comum a prestação de serviços de assistência técnica e extensão rural”, disse o procurador da República José Roberto Pimenta de Oliveira, responsável pela ação.

Em setembro de 2010, foi lançado o edital de chamada pública para contratação do serviço, que tinha valor inicial estimado em mais de R$ 26 milhões. O Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu o procedimento por considerar o valor excessivamente alto. Novo edital foi lançado em novembro, estimando os valores em R$ 19,5 milhões.

Em todas as etapas, diversas irregularidades foram detectadas pelo MPF/SP. O edital previa que as propostas fossem entregues até o dia 13 de dezembro. Mas, foi juntado ao processo, no dia 14, um aviso de retificação do edital, alterando a data de recebimento das propostas para o dia 14 de dezembro. Nesse dia, a empresa vencedora da licitação protocolou sua proposta. “Foi manifestamente violado o princípio da estrita observância do edital, com o agravante de que a violação da lei favoreceu inequivocamente a licitante BK Consultoria, que, ao final, se sagrou vencedora do certame”, assinalou o procurador.

Além de pedir a decretação de nulidade do contato firmado com a empresa BK Consultoria, o MPF/SP pede ainda a suspensão de qualquer pagamento à licitante vitoriosa e a determinação de que o Incra seja obrigado a fazer nova licitação em 30 dias.

Acusado de tortura e morte na ditadura, coronel Ustra não vai à audiência na Justiça e manifestantes protestam

Quarta, 27 de julho de 2011
Da Agência Brasil

Elaine Patricia Cruz - Repórter
Centenas de pessoas participam neste momento, em frente ao Fórum João Mendes, no centro de São Paulo, de um ato para lembrar as vítimas da ditadura militar. Com faixas e fotos de militantes desaparecidos e mortos, elas pedem justiça e cadeia para os torturadores que agiram durante a ditadura militar. Dentro do prédio, a juíza Claudia de Lima Menge ouve testemunhas de acusação arroladas pelos advogados da família do jornalista Luiz Eduardo Merlino, torturado e morto em 1971, aos 23 anos. Os parentes do jornalista acusam o coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra como autor da morte de Merlino.Ustra não compareceu à audiência.


Ustra foi comandante do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operação de Defesa Interna (DOI-Codi) do 2º Exército, em São Paulo. Ele já foi condenado em primeira instância e declarado torturador em uma ação movida pela família do jornalista em 2007. No ano seguinte, por 2 votos a 1, os desembargadores acataram o recurso dos advogados de Ustra e extinguiram o processo.


Essa segunda ação se refere a danos morais e foi movida pela irmã de Merlino, Regina Merlino Dias de Almeida, e pela ex-companheira do jornalista, Angela Mendes de Almeida. “É uma luta que estamos travando há muito tempo. Chegar até aqui é uma vitória”, disse Angela.


Maria Amélia de Almeida Telles, que entrou com a primeira ação declaratória contra o coronel Ustra, na qual ele foi considerado torturador, também achou a audiência importante. “Hoje é um momento histórico. Fico emocionada de saber que chegamos, com tanta dificuldade, mas que vamos colocar pela segunda vez, no banco dos réus, esse homem [o coronel Ustra].”


Segundo o Tribunal de Justiça, serão ouvidas as testemunhas de acusação Otacílio Cecchini, Eleonora Menicucci de Oliveira e Leane de Almeida, ex-militantes do Partido Operário Comunista (POC). Além deles, também testemunhará o ex-ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos Paulo de Tarso Vannuchi. As outras duas testemunhas, o historiador e escritor Joel Rufino dos Santos e Laurindo Junqueira Filho, deverão prestar depoimento por carta precatória.


Entre as testemunhas de defesa arroladas por Ustra estão o atual presidente do Senado, José Sarney, o ex-ministro Jarbas Passarinho, um coronel e três generais da reserva do Exército brasileiro. Todos serão ouvidos por carta precatória.
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MPDFT recomenda suspensão do novo cadastro da habitação do DF

Quarta, 27 de julho de 2011
Do MPDF
A Promotoria de Justiça da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência (Prodide) expediu recomendação para que o Distrito Federal suspenda o Decreto nº 33.033, de 8 de julho de 2011, que dispõe sobre o novo cadastro da habitação do Distrito Federal, para adequá-lo à situação das pessoas com deficiência inscritas no programa habitacional.

Inconformadas, inúmeras pessoas com deficiência procuraram a Prodide para relatar a omissão de seus interesses no texto do decreto. Aqueles já inscritos e convocados para habilitar-se ao recebimento da habitação temem perder seu direito pelo exíguo tempo para novo cadastramento, até o dia 12 de agosto e somente pela internet. A Promotoria instaurou procedimento para acompanhar a questão.

A Prodide considera que a exigência de novo cadastramento constitui ato discriminatório tendo em vista o tratamento prioritário e especial que deve ser dispensado a pessoas com deficiência de modo a proporcionar-lhes igualdade de oportunidades com os demais cidadãos. Cabe lembrar que as pessoas com deficiência devem atender os requisitos materiais aplicáveis aos demais para ser incluídas no sistema habitacional.

O que se pretende com a recomendação é a dispensa da exigência de novo cadastramento para as pessoas com deficiência inscritas e convocadas anteriormente, de modo a impedir que sejam dupla e intoleravelmente submetidas a procedimento já realizado desde o ano de 2009, quando 1.670 inscritos foram convocados e atenderam exigências para atualizar uma série de documentos que, naturalmente, pelas barreiras por eles enfrentadas, lhes causaram diversos transtornos, elevados custos e vexatória ajuda de terceiros, sem contar o pagamento de taxa exigida de R$ 32,47.

Busca-se, apenas, estabelecer procedimento especial que permita, sem obstáculos às pessoas com deficiência, a promoção de sua integração à vida comunitária, de acordo com a ampla legislação vigente e, em especial, com os vários dispositivos da Convenção Internacional de Defesa das Pessoas com Deficiência, assinada e ratificada pelo Brasil e de aplicação obrigatória na categoria de norma constitucional.

Clique aqui para ler a íntegra da recomendação.

"Sonho de dias de inverno"

Quarta, 27 de julho de 2011
Do Blog do Hélio Doyle   

               Um político militante, deputado ou senador, seguramente não é a pessoa mais indicada para julgar as contas dos governos. De modo geral não estão preparados para isso e levam para os tribunais de contas seus métodos e vícios da atuação político-partidária. Políticos não deveriam ser ministros ou conselheiros de tribunais de contas. Essa importante função deveria ser reservada a pessoas capacitadas e preparadas, recrutadas por concurso público e sem filiação partidária. 

               Mas se alega que a essas pessoas falta visão política, que os tribunais de contas devem ser uma mescla de políticos e técnicos. Ora, um técnico pode ter visão política, sim, o que é bem diferente da visão partidária que têm os políticos tradicionais. Visão política, aliás, no sentido amplo do termo, é o que muitos políticos não têm.

Distrito Federal terá que indenizar cadeirante por queda em via pública

Quarta, 27 de julho de 2011
Do TJDF
O Distrito Federal foi condenado a pagar R$ 20 mil a uma mulher portadora de necessidades especiais vítima de acidente em via pública provocado pelo desnível entre uma rampa e o asfalto. A cadeirante sofreu fraturas em uma das pernas e precisou receber atendimento de urgência. Da decisão do juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública cabe recurso.

A autora relata na ação que ao transitar na região próxima à Esplanada dos Ministérios, não percebeu o desnível entre a rampa de acesso à calçada e caiu da cadeira de rodas. O acidente resultou em uma fratura no fêmur da cadeirante, que acusou o Distrito Federal de ter responsabilidade civil objetiva pelo ocorrido.

Na contestação, o Distrito Federal se defendeu alegando inexistência de nexo de causalidade entre o dano sofrido pela autora e a conduta da Administração. Ressaltou que o acidente decorreu da ausência de cuidados do agente que conduzia a cadeira de rodas. Por fim, pediu pelo julgamento de improcedência do pedido.

De acordo com informações do processo a calçada onde a autora transitava apresenta um desnível, justamente para facilitar o trânsito de pessoas portadoras de deficiência física que utilizam cadeiras de rodas. Portanto, houve uma preocupação da Administração no sentido de favorecer o acesso por meio de cadeiras de rodas.

Para o julgador, apesar da preocupação com a obra de acesso a cadeiras de rodas no local, a calçada e o asfalto ainda se encontram em níveis distintos, o que causou o acidente. "Tal circunstância indica a existência de obrigação, por parte do réu, em compensar a demandante pelos danos morais e materiais sofridos" destacou.

O magistrado afirma que o local onde ocorreu o acidente não atende às prescrições técnicas previstas no item 6.10.11 da NBR ABNT 9050, demonstrando, no mínimo, o descaso da administração Pública em relação às pessoas portadoras de necessidades especiais e franca inobservância ao instituído na Lei nº 10.098/2000

Estrada da vida

Quarta, 27 de julho de 2011
Com tanta corrupção no Ministério dos Transportes —o que deveria cuidar das nossas estradas, mas não cuida— que fez milionários e, quando menos, ricos, que tal a música Estrada da Vida, com Milionário e José Rico?

Correio: Licitação para alugar 85 veículos de luxo ao Senado está sob suspeita

Quarta, 27 de julho de 2011
Deu no Correio Braziliense
Josie Jeronimo
A empresa que venceu o pregão para alugar carros para o Senado, com contrato de R$ 1,72 milhão por ano, pertence a um funcionário da Casa, filho de um ex-senador. Inscrição da Rosário Locadora de Veículos, de nome fantasia Connecta, registra que o capital da empresa é dividido entre Ricardo Luiz Santos Porto e Luciana de Goes Porto. Ricardo, que é servidor nomeado desde 1984, tem 49% do capital de R$ 1 milhão; e Luciana, os outros 51%.

Apesar de ainda receber como analista legislativo pelo Senado, o dono da Connecta está lotado no gabinete do deputado Valadares Filho (PSB-SE). O parlamentar é filho do senador Antônio Carlos Valadares Filho (PSB-SE), que já usou a tribuna da Casa para homenagear o pai de Ricardo Luiz, o ex-senador sergipano Passos Porto, que faleceu em outubro do ano passado.

Polícia investiga desfalque de entidades fantasmas em contratos com o Ministério do Trabalho e Emprego

Quarta, 27 de julho de 2011
Do Correio Braziliense
Vinicius Sassine
A Polícia Federal (PF) pediu e a Justiça Federal determinou a quebra do sigilo bancário de três das quatro entidades financiadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e investigadas pela PF — num inquérito que corre sob segredo de Justiça — por suposto desvio do dinheiro repassado. Os contratos são milionários: as quatro organizações de Sergipe, supostamente de fachada, já receberam R$ 11,5 milhões desde o início de 2009 para capacitar trabalhadores de Aracaju, Belém, Belo Horizonte e São Luís. O sigilo bancário das contas de três organizações foi quebrado para a PF mapear a movimentação do dinheiro repassado pelo MTE. Os repasses não teriam sido aplicados na capacitação profissional. Constatados os desfalques, a PF de Sergipe abriu inquérito sigiloso para investigar a responsabilidade do ministério, dos diretores das entidades e o destino do dinheiro.

O delegado responsável pelo inquérito, Nilton Cézar Ribeiro, confirmou, por meio da assessoria de imprensa da superintendência da PF em Sergipe, que já recebeu os documentos provenientes da quebra de sigilo bancário. Os papéis foram remetidos ao Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília.

A bomba do "chantagista" de Agnelo

Quarta, 27 de julho de 2011
De Mino Pedrosa no site Quid Novi
Às 16h15min desta 3ª feira, 26, na Procuradoria Geral da República, foram protocolados documentos denunciando esquema de corrupção envolvendo a indústria farmacêutica União Química, o deputado federal Fábio Augusto Ramalho dos Santos (PV-MG), o governador de Brasília Agnelo Queiroz e um empresário baiano com fortes ligações no Partido dos Trabalhadores.

O documento revela pagamento de propina que o deputado Fábio Ramalho recebeu do ex-funcionário da União Química, Daniel Almeida Tavares, chamado de “chantagista” pelo governador de Brasília.

Pelo visto, Daniel além de estar de posse de documentos que comprometem o deputado e o governador de Brasília, também monitora os passos de seus denunciados. O material entregue na PGR faz um relato também de um “certo” jantar recentemente promovido por Fábio Ramalho, prestigiado pela presidente Dilma Houssef, o vice-presidente Michel Temer, a ministra chefe da Casa Civil, Dayse Hoffman, e o tal empresário da indústria farmacêutica denunciado por Daniel.

O que a presidente da República ficou sabendo no dia seguinte foi que os perfumes se misturaram naquele ambiente. Um grupo de “garotas” chegou para dar prosseguimento à festa.

Condenado por peculato manda no DNIT em São Paulo

Quarta, 27 de julho de 2011
Em que mãos se encontra o dinheiro do povo. Não bastasse o que já vimos até aqui no Ministério dos Transportes, agora é divulgado, pelo jornal O Globo, que o chefe da Superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes —DNIT— no estado de São Paulo cumpriu pena de dois anos e dois meses por peculato. Ele, quando seu pai foi prefeito de Ipaussu, São Paulo, desviou sacos de cimento da prefeitura.

Ricardo Rossi Madalena, que está no DNIT desde 2008, tinha todas as qualificações para ocupar o cargo, ou não?

Diretor financeiro do Dnit é réu por corrupção

Quarta, 27 de julho de 2011
Deu no Estadão
Segundo promotoria do Tocantins, o então delegado Geraldo Lourenço de Souza integrava em 2003 uma quadrilha que explorava jogos de azar

Fernando Gallo, de O Estado de S.Paulo

O diretor de Infraestrutura Ferroviária e diretor interino de Administração e Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Geraldo Lourenço de Souza Neto, é réu em uma ação penal no Tocantins, na qual é acusado pelo Ministério Público de corrupção passiva e falsidade ideológica.

Segundo a promotoria, Lourenço integrava, em 2003, uma quadrilha que explorava jogos de azar. À época, ele era o delegado titular da Delegacia Estadual de Crimes Contra os Costumes, Jogos e Diversões. De acordo com os promotores, o diretor do Dnit recebia semanalmente R$ 1.500 de um contraventor para se abster de combater a exploração de máquinas caça-níqueis e também trabalhava para a "aniquilar" a concorrência do homem que lhe pagava a propina.

Na denúncia, o Ministério Público afirma que o contraventor pagava despesas de viagem e alimentação dos agentes públicos que operavam para acabar com os concorrentes.

Das coisas estranhas

Quarta, 27 de julho de 2011
Por Ivan de Carvalho

Há coisas aparentemente inexplicáveis ou estranhas. Talvez cavando fundo, pesquisando, estudando, elas acabem se tornando explicáveis ou perdendo a configuração estranha. Mas isso leva tempo. Quem estiver pensando que vou escrever sobre o quase certamente fajuto disco voador de Embu das Artes, errou.

    Estranha, muito estranha, é por exemplo a quase invisível reação, o ensurdecedor silêncio do imenso segmento cristão da população brasileira – incluindo as instituições cristãs – à diatribe do ex-presidente Lula, alvejando as várias coisas que Jesus Cristo disse sobre os pobres. Parecem quase todos dispostos a deixar Jesus responder sozinho.
 
Como se recorda, Lula afirmou a um auditório de cerca de mil pequenos agricultores e com ampla cobertura midiática, que “inventaram” essas coisas que os Evangelhos atribuem, na Bíblia, a Jesus, sobre os pobres. Bem, mudemos de assunto, creio que já fiz a minha parte, é a segunda vez que abordo o tema. Se houver necessidade, faço mais.
 
Uma das coisas em curso no Brasil, mais inexplicáveis a curtíssimo prazo, é a declarada disposição do governo federal de fazer uma completa faxina no Ministério dos Transportes, inclusive do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, DNIT, que conforme Jorge Hagge, o correto ministro da Controladoria Geral da República (órgão do Executivo), “tem o DNA da corrupção”.
 
    Ora, faxina rigorosa no Ministério dos Transportes, determinada pela presidente Dilma Rousseff e executada não com muita, mas com aceitável rapidez. Mas já houve recentemente duas faxinas seletivas (porque realmente cabia que fossem seletivas) na Casa Civil da Presidência da República. Uma delas, ainda no final do governo Lula, pôs para fora da Casa a então ministra-chefe e ex-secretária executiva (para ambos os cargos escolhida por Dilma Rousseff) Erenice Guerra.
 
    Agora, parece que a faxina terá que ser ampliada para a ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Existe a presunção, principalmente depois da reportagem da revista Época sob o título Agência Nacional da Propina, que a presidente vai determinar uma investida dos faxineiros na ANP.
 
    Se dependesse do tucano José Serra, que foi o principal adversário de Dilma nas eleições presidenciais, a presidente mandaria outra e bem disposta turma da faxina à Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, responsável pela licença para uso dos medicamentos no Brasil e também pela vigilância do setor de alimentos, entre outras importantes funções. Daí se pode inferir o imenso poder dessa agência federal.
 
Pois Serra afirmou que quando era ministro da Saúde (a Anvisa é uma agência autônoma, mas tem vinculação com o Ministério da Saúde) os processos de liberação dos medicamentos genéricos demoravam seis meses, do começo ao fim. Esse período passou a “doze e até dezoito meses”, disse Serra na campanha eleitoral, concluindo: “Criam dificuldades para vender facilidades”. Um ataque severo, feito de público, gravado e exibido, com áudio e imagem, por emissoras de televisão e registrado nos jornais. Isso obrigaria o governo a interpelar José Serra, política e judicialmente, para que se explique e, podendo, ofereça prova do que disse.
 
Mas o governo federal fez ouvidos de mercador. Estará com medo de Serra ou talvez convencido que só “o DNIT tem o DNA da corrupção”, que a Anvisa está imune ao contágio, bem como todos os ministérios que não estão sob controle do PR.
 
Fico me perguntando: nessa lambança toda, o PR é a ovelha negra ou o bode expiatório, um bode culpado, mas, ainda assim, apenas um bode expiatório? Ou talvez não seja bode, mas boi de piranha.
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta quarta.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

Em tempos de corrupção...

Quarta, 27 de julho de 2011 
Rolando Boldrin declama Cleide Canton
"Sinto vergonha de mim", poema erroneamente atribuído a Ruy Barbosa, recebe correção de autoria na declamação de Rolando Boldrin.

Nitroglicerina sobre o lixo de Brasília

Quarta, 27 de julho de 2011
O jornalista investigativo Mino Pedrosa disparou hoje vários petardos em seu site Quid Novi. A postagem “Barões do Lixo”, por exemplo, aborda o fedor que exala em Brasília dos negócios aos quais se dedicam alguns grupos empresariais (e políticos), quase sempre ganhando contratos sem licitações. Ele publica inclusive o que seria um “Relatório da Inteligência do Ministério Público” do Distrito Federal, que traça um quadro da situação.

Três outras postagens, apesar de pequenas, prometem grande alvoroço para mais adiante no reino da política local.

Você pode acessar os “Barões do Lixo” clicando aqui.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Artistas anunciam que Funarte permanecerá ocupada por tempo indeterminado

Terça, 26 de julho de 2011
Da Radioagência NP
A sede da FunArte (Fundação Nacional de Arte), na cidade São Paulo, permanecerá ocupada por tempo indeterminado. Nesta segunda-feira (25), aproximadamente 700 pessoas entraram no prédio para protestar contra as políticas culturais do governo federal. Os integrantes de mais de 200 coletivos teatrais contam com o apoio de organizações sociais e artistas de outras áreas.

Os manifestantes exigem que 2% do orçamento da União seja destinado à cultura. O valor é recomendado pelas Nações Unidas e está previsto na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 150. A integrante do grupo teatral Parlendas Natalia Siufi relata que as políticas de renúncia fiscal beneficiam mais as empresas do que os artistas.

“O principal problema é que nunca houve um programa de política pública decente no Brasil. São sempre políticas de editais, que a gente fica esperando, e nada acontece. Ou as políticas privadas, onde a própria empresa vai pegar o dinheiro público, que seria dinheiro de imposto, para gerir um recurso que vai para a arte de interesse privado.”

Os artistas ainda pedem a aprovação da PEC 236, que prevê a inclusão da cultura como direito social, ao lado da educação, saúde, moradia, entre outros. Para Siufi, os investimentos devem ser transferidos diretamente aos coletivos, sem intermediários.

“Nós queremos dinheiro público financiando uma arte pública, que é feita para o público, acessível, gratuita. Defendemos uma arte feita pelo povo. Qualquer trabalhador brasileiro que quiser trabalhar com arte têm que ter esse direito garantido. Por isso, queremos a aprovação da PEC que define a cultura como direito social.”

No início do ano, o governo cortou dois terços do orçamento do Ministério da Cultura. Dos R$ 2,2 bilhões previstos para 2011, apenas R$ 800 milhões foram liberados.

De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.

26/07/11