“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Excelente resultado da privatização das prisões

Quarta, 4 de janeiro de 2016
Seria justo que, como primeira medida, as autoridades judiciais identificassem quem se beneficia com a gestão dos presídios e mandassem todos fazer companhia a seus clientes.
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Da Tribuna da Internet
Carlos Chagas
Carlos Chagas
O macabro espetáculo do assassinato a facão de 56 presos na maior penitenciária de Manaus faz pensar na finalidade da pena, que aprendemos nos primeiros meses da Faculdade de Direito: reparar o passado ou preservar o futuro?
Nesse caso mais recente de horror explícito, nenhum dos dois. Na capital amazonense, nem os assassinos podem ser considerados recuperados, nem os assassinados tiveram chance de recuperar-se. Omitiu-se o poder público entregando tantos animais à própria sorte.  Os que morreram e os que mataram são fruto de uma trágica experiência adotada faz algum tempo no sistema prisional brasileiro: a parceria público-privada.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Reformas e reformas, sempre contra o trabalhador

Segunda, 1º de janeiro de 2016
Da Tribuna da Internet
Carlos Chagas
Em 1963, ao recuperar seus poderes de presidente da República, João Goulart desenvolveu intensa campanha pelas reformas de base, interrompida por sua deposição pelos militares. Naqueles idos, estimulado pelas esquerdas, era pelo que a maioria do país clamava: participação dos empregados no lucro das empresas, salário-família, estatização das indústrias ligadas ao desenvolvimento, reforma agrária com a extinção dos latifúndios, voto do analfabeto e dos subalternos das forças armadas, fim do ensino privado, limitação da remessa de lucros e outras iniciativas de caráter socializante. Nos meios de comunicação só se falava das reformas, que as elites engoliam, mesmo já conspirando contra o governo.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Desespero, Lula foi conversar com Delfim Neto, o maior subserviente da ditadura

Quarta, 27 de janeiro de 2016-01-27
Da Tribuna da Imprensa 
Helio Fernandes
Nenhum civil serviu mais os generais torturadores do que ele. É autor do conceito reacionário: "Primeiro temos que deixar o bolo crescer para depois distribuí-lo". No primeiro mandato, Lula distribuiu o bolo imediatamente, é até hoje o seu grande sucesso. Colocou milhões das classes C, D, E na linha da vida, passaram pelo menos para a ilusão de que tinham direitos, principalmente o de não morrer de fome.

Em 2010, Lula cometeu o maior erro ou equivoco, entregou a presidência a quem não tinha condições de ser apenas vereadora.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

O crime já foi praticado

Sexta, 1º de janeiro de 2016
Tribuna da Imprensa
Carlos Chagas
A presidente Dilma completou ontem o repasse de 72,5 bilhões de reais para o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e outros bancos públicos, dinheiro que havia retirado de seus cofres para equilibrar as contas do governo. Assim, Madame livrou-se das acusações de haver apelado para recursos ilegítimos que a lei proibia, imaginando escapar do processo de impeachment aberto contra ela no Congresso.
O diabo é que o crime já havia sido praticado, mas tem pior nessa equação contábil.  Só no Rio, para não lembrar outros Estados, a saúde pública encontra-se em frangalhos, com a população à míngua, amontoada sem tratamento em filas na porta de hospitais e postos de saúde. Continue lendo

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Mudar o regime para acabar com a corrupção


Sexta, 18 de dezembro de 2015
Da Tribuna da Imprensa
Carlos Chagas
Amplia-se a corrupção. A cada dia surgem novas denúncias contra políticos, partidos, altos funcionários públicos e empresários. Alguns encontram-se na cadeia, outros em prisão domiciliar, estes aguardando sentenças, aqueles à beira de um ataque de nervos. Mas a maioria vai muito bem, obrigado. Seu exemplo é perfeito. O festival de corrupção explicita generalizado a partir do governo Lula e exposto ao máximo durante o governo Dilma vai conseguindo efeito singular junto à opinião pública: reduzir a  capacidade de indignação do cidadão comum, aumentando-lhe a cobiça. A lista de criminosos denunciados em cascata já não irrita nem assusta a população. Continue lendo

domingo, 24 de maio de 2015

O sonho que virou pesadelo

Domingo, 24 de maio de 2015
Da Tribuna da Imprensa
Carlos Chagas
O orçamento foi aprovado pelo Legislativo, segundo previsão do Executivo, que agora retira 69.9 bilhões de reais do total. Todos os setores do governo foram atingidos, mas a indignação maior refere-se à Saúde, que perde 11.774 bilhões e à Educação, garfada em 9.423 bilhões. Hospitais e escolas, de resto deficientes e insuficientes, sofrem a maior agressão. A quem a população deve reclamar? Aos que puseram a economia nacional em frangalhos, quer dizer, o governo, grande responsável pelo caos que nos assola. Primeiro por sua incapacidade. Depois pela imprevidência. Só que quem vai arcar com o prejuízo somos nós, a sociedade. Continue lendo

sábado, 18 de abril de 2015

É preciso mudar o regime

Sábado, 18 de abril de 2015
Da Tribuna da Imprensa
"Tome-se as mais recentes denuncias de corrupção, atingindo os fundos de pensão das empresas estatais. Para dirigi-las, primeiro o Lula, depois Madame, indicaram  representantes em grande maioria do PT. Do palácio do Planalto e dos ministérios seguiam e ainda seguem  ordens para aplicação dos bilhões arrecadados pela contribuição dos funcionários. Geralmente para ajudar empresas em dificuldade ou para apoiar programas e iniciativas à beira do colapso. Péssimos investimentos,  quase sempre, mas cumpridos à risca.  Resultado é que, para evitar a falência, os fundos de pensão  dos funcionários da  Petrobras, Banco do Brasil,  Caixa Econômica, Correios e Furnas estão aumentando a contribuição daqueles que na realidade deveriam  dirigir  os empreendimentos para  garantia de melhores aposentadorias." (Leia aíntegra do artigo do jornalista Carlos Chagas)

terça-feira, 31 de março de 2015

Lembranças necessárias

Terça, 31 de março de 2015
Da Tribuna da Imprensa  
Carlos Chagas
Durante os 21 anos do regime militar, todo dia 31 de março comportava comemorações públicas. Depois, as referências limitaram-se aos quartéis e às ordens-do-dia dos ministros castrenses. Os governos da Nova República ignoraram a data, hoje lembrada por número cada vez menor de quantos participaram da deflagração do golpe e, depois, de suas administrações.
 
Aqui e ali certos patetas empenham-se em pedir o retorno das forças armadas ao poder, esquecidos de que a História só se repete como farsa.
 
Leia a íntegra de:  "Lembranças necessárias"

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Não votar é a solução

Segunda, 13 de outubro de 2014
Da Tribuna da Imprensa
Por Carlos Chagas
Quando começaram o mensalão, os escândalos na Petrobras e as lambanças nos ministérios dos Transportes, das Cidades, do Trabalho e outros? Começaram no governo Lula, em dois mandatos, estendendo-se ao governo Dilma. Aconteceu o quê, uma vez denunciados e apurados, em parte, esses assaltos aos cofres públicos?

domingo, 1 de junho de 2014

Ensaio geral da explosão anunciada

Domingo, 1º de junho de 2014
Ninguém se iluda: estamos vivendo tempos inusitados, dificilmente capazes de retroagir. O velho Antônio Carlos Ribeiro de Andrada aconselhava as elites a fazerem a revolução antes que o povo a fizesse. Até o PT elitizado tentou. Pois agora o povo está fazendo a revolução. A copa do mundo está sendo apenas um pretexto, uma cortina de fumaça. (Da coluna de Carlos Chagas publicada neste domingo na Tribuna da Internet e em vários jornais e sites)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

FALTA DE ASSUNTO

Segunda, 24 de setembro de 2012
Certos fins de semana ficam vazios em termos de notícias quentes e levam muitos veículos a montar no cavalo branco da imaginação. Domingo foi um desses. Levantou-se, na mídia, a expectativa de advogados dos mensaleiros de que, apesar de condenados, seus clientes possam beneficiar-se do indulto de Natal, recebendo da presidente Dilma a benesse de cumprir em casa as penas a que tiverem sido condenados. Trata-se, à primeira vista, de uma impossibilidade teórica, pois o indulto só favorece condenados que tenham cumprido um terço de suas penas. Acresce que, na prática, se tal acontecesse, o governo estaria dando um tiro no próprio pé. Ou a opinião pública, mais do que a opinião publicada, não se encontra ávida pela punição dos envolvidos no escândalo do mensalão? (Da coluna do jornalista Carlos Chagas, hoje, na Tribuna da Internet)

sábado, 28 de agosto de 2010

Sábado, 28 de agosto de 2010
Razão  mesmo   parece ter Plínio de Arruda Sampaio, que em seus curtos segundos de exposição na mídia consegue perguntar em tom hilariante: tiveram dezesseis anos para realizar tudo o que prometem agora e não realizaram. Quem acredita? No caso, a referência é para os oito anos do tucanato de Fernando Henrique e os oito do Lula…(Carlos Chagas em sua coluna de hoje, publicada em vários jornais brasileiros)

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Chagas: A mesma farsa de sempre

Sexta, 20 de agosto de 2010
De Carlos Chagas, hoje, em sua coluna publicada em vários jornais brasileiros.

"Promover debates entre Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva será sempre uma festa  para as elites.  Para os mais críticos, uma farsa. Porque apesar de divergências periféricas e até de farpas lançadas aqui e ali, os três pretendentes  à presidência da República falam a mesma língua. Exaltam  o capitalismo, celebram a globalização, sustentam o modelo econômico da especulação financeira e da livre competição entre quantidades distintas e enaltecem a prática  que vai tornando os ricos mais ricos e os pobres, mais pobres. Do máximo que falam é da assistência  social.

Mudar o mundo, mesmo, só Plínio de Arruda Sampaio, por isso excluído dos  debates mais recentes.
" 

sábado, 24 de julho de 2010

Carlos Chagas: Eram dois parecidos, agora são três

Sábado, 24 de julho de 2010
“Em suma, confirmando porque mandou retirar do Tribunal Superior Eleitoral  o texto de seu programa de governo preparado pela ala progressista do PT, substituído por sucessivas indefinições dos grupos conservadores de companheiros e do PMDB, Dilma revelou-se um vídeotape de Fernando Henrique e do Lula. Eram dois parecidos. Agora são três…”

(Carlos Chagas em sua coluna de hoje comentando as semelhanças entre FHC, Lula e Dilma. A candidata petista posicionou-se contra o imposto sobre grandes fortunas; afirmou que era contra todo tipo de impostos e taxas para investimentos, o que beneficia o capital motel; e saiu pela tangente sobre a redução semanal de trabalho para 40 horas)
Leia o texto completo de “Eram dois parecidos, agora são três”

sábado, 26 de junho de 2010

Chagas: Intervenção, pelo amor de Deus

Sábado, 26 de junho de 2010
 “Só a intervenção federal resolverá, até para interromper as atividades do Legislativo local e evitar que nas eleições de outubro a quadrilha afastada volte ao poder, conforme indicam as pesquisas. O presidente Lula lava as mãos, ou até opina contra a medida, fazendo o mesmo o seu partido, o PT. Desde a inauguração que o Distrito Federal não vive lambança igual, cabendo à mais alta corte nacional de justiça dar um paradeiro no caos. Dará?” (Carlos Chagas em sua coluna de hoje na Tribuna da Imprensa)
Leia o artigo completo clicando aqui

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Chagas: “Eu te engano e você gosta”

Quarta, 26 de maio de 2010
A sabatina dos três principais candidatos presidenciais na Confederação Nacional da Indústria apenas confirmou a semelhança entre a atual campanha e aqueles armazéns de tempos atrás, nas  cidades do interior, onde o freguês encontrava tudo o que quisesse. De fumo de rolo a açúcar, de sandálias a bananas, de tecidos a pregos,  cadernos e lápis – não faltava nada a quem se debruçasse nos balcões. (Carlos Chagas em sua coluna de hoje)
Leia Chagas na Tribuna da Imprensa

domingo, 9 de maio de 2010

As maiores mentiras nacionais

Domingo, 9 de maio de 2010
De Carlos Chagas em sua coluna na Tribuna da Impresa e em outros jornais
"De passagem por Brasília, agora que se aposentou como  ministro  do Superior Tribunal Militar, Flávio Flores da Cunha Bierrenback utilizou as horas de ócio  para desenvolver  uma prática que, salvo engano, anda cada vez mais rara na capital federal: pensar. Como simples cidadão, meditar sobre os rumos do país neste  início de Século XXI.
Ex-deputado pelo velho MDB de São Paulo, ele foi flagrado um dia desses elaborando a lista das dez maiores mentiras que circulam como verdades absolutas em todo o território nacional.  Não foi possível conhecer as dez, primeiro pela cautela de Bierremback em tornar públicos pensamento íntimos. Depois,  porque não terá completado a relação, preferindo analisar mais a fundo alguns aspectos da arte de enganar a sociedade, praticada pelas elites. Mas algumas foram alinhadas."
Leia a coluna de Carlos Chagas na Tribuna da Imprensa

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Intervenção

Segunda, 26 de abril de 2010
O jornalista Carlos Chagas está sempre comentando sobre a situação degradante a que chegou a política (e os cofres) do Distrito Federal. Em sua coluna de hoje, publicada em vários jornais e sites brasileiros, ele volta ao assunto. Veja o que ele escreveu.
“Agora ou nunca
Já sob o comando do ministro Cézar Peluso, o Supremo Tribunal Federal tem pela frente questão imediata, que se for protelada dissolverá como sorvete no sol as derradeiras esperanças de recuperação ética de Brasília. Trata-se da intervenção federal, solicitada e reforçada pelo procurador-geral da República. A eleição de um governador-tampão, semana passada, só fez aumentar os índices de frustração do povo do Distrito Federal.
Primeiro porque quem elegeu Rogério Rosso foram os trambiqueiros flagrados recebendo dinheiro podre. Depois porque,  com todo o respeito, o novo governador não inspira confiança: serviu a Joaquim Roriz e a José Roberto Arruda, mantendo até agora os mesmos personagens desses dois governos envolvidos na corrupção.  O presidente Lula torce pela rejeição do pedido de intervenção, mas não se furtará em indicar um interventor capaz de substituir até 31 de dezembro os poderes Executivo e Legislativo locais. Alguém capaz de desviar algum rio e limpar as cavalariças do rei Áugias…”

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Intervenção federal

Sexta, 2 de abril de 2010
Do jornalista Carlos Chagas, hoje, na Tribuna da Imprensa
“Jobim é o favorito
Caso o Supremo Tribunal Federal aprove o pedido de intervenção federal em Brasília, provavelmente dia 23 deste mês,  no governo o nome mais cotado para interventor  é o do ministro Nelson Jobim, que precisaria deixar a Defesa. Caberá ao presidente Lula definir os limites e os personagens da intervenção, capaz de atingir também o Legislativo local. Como não há precedentes na vigência da Constituição de 1988, prevê-se uma negociação  prévia entre o Planalto e o Supremo. Adiantaria muito pouco, assim, a Câmara Legislativa local eleger um governador-tampão.”

segunda-feira, 29 de março de 2010

O circo

Segunda, 29 de março de 2010
Do jornalista Carlos Chagas na Tribuna da Imprensa de hoje, sobre o circo armado para a apresentação do PAC II nesta segunda-feira aqui em Brasília.
“Estaria tudo bem, ou mais ou menos, por conta da última pesquisa do Datafolha, não fosse a desconfiança de que o respeitável público comprou bilhetes fajutos para um espetáculo de mentirinha. Porque se o PAC I não se completou, esbarrando na frustração de menos da metade do prometido ter sido realizado, como apresentar o PAC II no circo das ilusões? Os trapezistas evitarão saltos mortais, os mágicos não vão tirar sequer coelhos virtuais da cartola, os palhaços encenarão diálogos sem graça e as feras, verificarão todos, serão de papel. Até a lona cobrindo as arquibancadas se romperá com a primeira chuva. Melhor seria terem terminado o espetáculo anterior antes de encenar o próximo.”