Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
Mostrando postagens com marcador cpi petrobras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cpi petrobras. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de abril de 2016

Nova fase da Lava Jato investiga propina para CPI da Petrobras; Ufa! Até que enfim fisgaram o ex-senador Gim (PTB-DF)

Terça, 12 de abril de 2016
Lava Jato investiga propina para CPIs da Petrobras
Do MPF no Paraná
28ª fase da operação tem por alvo pagamentos efetuados a um então senador da República para interferir nos trabalhos de CPIs em 2014

Nesta terça-feira, 12 de abril de 2016, foi deflagrada a 28.ª fase da Operação Lava Jato, que tem o objetivo de aprofundar as investigações sobre obstrução dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado Federal e da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Ambas as comissões foram instauradas em maio de 2014, após a deflagração da primeira fase da Operação Lava Jato, e tinham por objeto a investigação de fatos relacionados à Petrobras.

A operação tem como alvos o ex-Senador Gim Argello (Jorge Afonso Argello) e pessoas a ele relacionadas. Foram cumpridos 1 mandado de prisão preventiva, 2 de prisão temporária, 5 de condução coercitiva e 14 de busca e apreensão, todos expedidos pelo juízo da 13.ª Vara Federal de Curitiba, que também determinou o bloqueio de ativos de 2 investigados e de 3 pessoas jurídicas.

Ao autorizar as medidas, requeridas pelo Ministério Público Federal, o juízo entendeu que foram “colhidas provas, em cognição sumária, de que dirigentes das empreiteiras envolvidas no esquema criminoso que vitimou a Petrobrás pagaram vantagem indevida, ou seja propina, ao então Senador [Gim Argello] para que não fossem convocados a prestar depoimentos durante os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito [CPI] instaurada no Senado para apurar crimes havidos na Petrobrás e da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito [CPMI] instaurada no Senado e na Câmara para apurar esses mesmos crimes, tudo durante o ano de 2014”.

Até o momento, foram colhidas evidências do pagamento de propina a Gim Argello pelas empreiteiras UTC Engenharia (R$ 5.000.000,00) e OAS (R$ 350.000,00). Também estão sob investigação pedidos de propina dirigidos a outras empreiteiras envolvidas no esquema criminoso que se firmou na Petobras.

Para o Procurador da República Athayde Ribeiro Costa, “os fatos são alarmantes porque há fortes indicativos de que uma comissão de investigação parlamentar, que tem um importante papel de investigação de fatos graves em nossa democracia, foi usado por um então senador para, em vez de combater a corrupção, praticá-la.”

O coordenador da Força Tarefa, Deltan Dallagnol, destaca que existe um compromisso do Ministério Público Federal em buscar desempenhar uma atividade de investigação de excelência, integrada com outros órgãos. “O crime de corrupção é um crime de difícil investigação e muitas vezes exige, como nesse caso, o recurso a técnicas especiais de investigação, como a colaboração premiada, a quebra de sigilo telefônico e telemático bem como a avaliação da posição geográfica dos investigados ao tempo dos fatos.”

O procurador ressaltou, ainda, a independência e o caráter técnico das investigações, neste momento de turbulência política. “A Constituição configurou o Ministério Público como um ente independente dos demais Poderes do Estado e deu independência a cada um de seus membros, de modo que a Força Tarefa segue apenas a Constituição e as Leis. A obrigação das dezenas de policiais, auditores e procuradores que atuam no caso, com a lei e a sociedade, é de avançar, de modo sereno, mas firme, para apurar a responsabilidade de todos aqueles que praticaram corrupção, seja quem for”.

Propina paga pela UTC Engenharia

O colaborador Ricardo Ribeiro Pessoa (Ricardo Pessoa), dirigente da UTC Engenharia, afirmou que teria procurado o então senador Gim Argello para evitar que fosse convocado a depor nas comissões parlamentares de inquérito. Após acertos, pagou a quantia de R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais) a Gim Argello, o que foi feito usando mecanismos de dissimulação (lavagem de dinheiro).

Segundo o colaborador Ricardo Pessoa, Gim Argello teria orientado que tal valor fosse dividido e doado aos diretórios distritais de quatro partidos políticos: Democratas (DEM/DF) – R$ 1.700.000,00 -, Partido da República (PR/DF) – R$ 1.000.000,00 -, Partido da Mobilização Nacional (PMN/DF) – R$ 1.150.000,00 - e Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB/DF) – R$ 1.150.000,00. Estes partidos, juntamente com o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB/DF), formaram, em 2014, a coligação "União e Força", pela qual Gim Argello era candidato a novo mandato de senador da República pelo Distrito Federal. Não há indício de que tais partidos tenham participado ou tivessem ciência da origem ilícita dos recursos.

Os R$ 5.000.000,00 solicitados por Gim Argello foram efetivamente doados pela UTC Engenharia, entre julho e outubro de 2014, aos partidos citados, como demonstram recibos e documentos de transferências bancárias. Em contrapartida, não houve convocação de Ricardo Ribeiro Pessoa para prestar depoimento na CPI da Petrobras no Senado e na CPMI da Petrobras.

Propina paga pelo Grupo OAS

No telefone celular do Presidente do Grupo OAS, José Adelmário Pinheiro Filho (Léo Pinheiro), apreendido na 7.ª Fase da Operação Lava Jato, foram encontradas mensagens relacionadas ao assunto Gim Argello.

Em mensagem enviada em 14/05/2014 (data da instalação da CPI da Petrobras no Senado) a executivos do Grupo OAS, Léo Pinheiro solicita que seja feito pagamento no valor de R$ 350.000,00 (trezentos e cinquenta mil reais) para a conta bancária de uma paróquia do Distrito Federal, apontando como centro de custo a “Obra da Renest” (referência à RNEST, refinaria da Petrobras).

Nas mensagens, o pagamento à paróquia é associado a pessoa de alcunha “Alcoólico”. A identificação de "Alcoólico" como sendo Gim Argello, num trocadilho com a bebida “Gim”, foi evidenciada em troca de mensagens de Léo Pinheiro com Otávio Marques de Azevedo, presidente do Grupo Andrade Gutierrez, outra das empreiteiras envolvidas no pagamento de propinas a agentes da Petrobras.

Identificou-se, ainda, que Gim Argello é frequentador da paróquia e manteve contatos frequentes com executivos da OAS por meio de ligações e encontros pessoais no período de funcionamento da CPI da Petrobras no Senado e da CPMI da Petrobras.

O pagamento de R$ 350.000,00 à paróquia foi efetivamente realizado em 19/05/2014, como demonstram as mensagens posteriores no celular de Léo Pinheiro e as informações fiscais da Construtora OAS. Em contrapartida, não houve convocação de Léo Pinheiro para prestar depoimento nas referidas comissões parlamentares. Não há indicativo de que a paróquia tenha participado do ilícito ou de que tivesse conhecimento da origem ilícita dos valores.

Prova de corroboração

A palavra de colaboradores indicando os crimes foi corroborada por diversas outras provas, tais como: mensagens de celular; registros de ligações telefônicas; relatórios confirmando, pela localização geográfica dos terminais telefônicos, a realização de reuniões; passagens aéreas; registros de ingresso em empresa; existência de requerimentos de convocação dos empresários nas CPIs sem resultado; uso de vocabulário cifrado em mensagens; e existência de ligações telefônicas entre membro da CPI e empresários que eram potenciais investigados.

Lava Jato – Acompanhe todas as informações oficiais do MPF sobre a Operação Lava Jato no site www.lavajato.mpf.mp.br.

10 Medidas – O combate à corrupção é um compromisso do Ministério Público Federal. Para que a prevenção e o combate à corrupção existam de modo efetivo, o MPF apresentou ao Congresso Nacional um conjunto de dez medidas distribuídas em três frentes: prevenir a corrupção (implementação de controles internos, transparência, auditorias, estudos e pesquisas de percepção, educação, conscientização e marketing); sancionar os corruptos com penas apropriadas e acabar com a impunidade; criar instrumentos para a recuperação satisfatória do dinheiro desviado. Saiba mais em www.dezmedidas.mpf.mp.br.

PF deflagra 28ª fase da Lava Jato no DF, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Será que vai ter algum ex-senador preso?

Terça, 12 de abril de 2016
Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil
A Polícia Federal deflagrou hoje (12) a 28ª fase da Operação Lava Jato, com o cumprimento de 21 mandados judiciais em Brasília, no Rio de Janeiro, em Taguatinga (DF) e São Paulo. 

A atual fase, denominada Vitória de Pirro, tem o objetivo de apurar irregularidades na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado e na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigaram irregularidades na Petrobras em 2014, informou a PF.

A força-tarefa da Lava Jato suspeita que pelo menos um senador tenha recebido doações eleitorais legais de empreiteiras em troca de evitar a convocação de executivos para depor nas comissões parlamentares.

Além de um pedido de prisão preventiva, essa 28º fase da Lava Jato cumpre mais dois mandados de prisão temporária, quatro de condução coercitiva e 21 ordens judiciais de busca e apreensão.

==========
Leia também:
http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2014/12/18/aberta-reuniao-da-cpi-mista-da-petrobras

Relator da CPI Mista da Petrobras quer encerrar comissão sem novos depoimentos


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Deputados federais aprovam o relatório da encenação que foi a CPI da Petrobras

-->
Quinta, 22 de outubro de 2015
Luciano Nascimento — Repórter da Agência Brasil
Os deputados aprovaram na madrugada desta quinta-feira (22) o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. Foram 17 votos a favor, 9 contra e 1 abstenção. O documento foi criticado por deputados da comissão por não ter avançado e solicitado o indiciamento de parlamentares envolvidos no esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato. O relatório lista sugestões de indiciamentos apresentadas pelos quatro sub-relatores do colegiado.

Brasília - O presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta, e o relator Luiz Sérgio, durante reunião para votar o relatório final (Valter Campanato/Agência Brasil)

-->
O presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta [PMDB], e o relator Luiz Sérgio [PT], durante reunião para votar o relatório final Valter Campanato/Agência Brasil

-->
O relator, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), rebateu as críticas e defendeu o relatório citando as dificuldades encontrada na condução das investigações. “Durante as investigações pessoas ficaram caladas, a CPI que não teve acesso às delações premiadas e que foram vazadas na mídia”, disse. “Trabalhei [dentro de limites] em um relatório dentro de uma ótica propositiva”, acrescentou.
Para o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), a CPI não quis cortar na própria carne ao não incluir os nomes de políticos investigados. “Colocaram que não temos pernas para acompanhar as investigações da Lava Jato e que não poderíamos ser cobrados por isso. A CPI poderia ter andando mais rápido com os políticos, porque, aqui, os que estão sendo processados têm foro privilegiado, e tínhamos a prerrogativa de convocar deputados, senadores, ministros e ir adiante, e nós não fizemos”, disse.
O texto aprovado descarta ter havido “corrupção institucionalizada” na Petrobras. O relator diz ainda que a empresa foi vítima de um cartel de empresas, além de criticar alguns pontos da investigação da Operação Lava Jato, principalmente na parte que cita ter havido pagamento de propina disfarçado de doações oficiais a partidos políticos.
Entre outros pontos, o relatório do deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) isentou de responsabilidade em irregularidades na Petrobras o ex-presidente Lula, a então presidenta do Conselho de Administração da empresa, ministra Dilma Rousseff, e José Sérgio Gabrielli e Graça Foster, ex-presidentes da Petrobras.
"Por fim, é importante ressaltar um fato tem passado despercebido da população: não há menção dos delatores sobre o envolvimento dos ex-presidentes da Petrobras José Sérgio Gabrielli e Graça Foster ou de ex-conselheiros da estatal, como a presidente Dilma Rousseff. Também não há nos autos da CPI qualquer evidência neste sentido, seja em relação à presidente Dilma ou do ex-presidente Lula."
O relatório pede ainda a revogação do Decreto nº 2.745/98, que regulamenta o Processo Licitatório Simplificado da Petrobras. Segundo o relator, o decreto permite procedimento simplificado de escolha de empresas contratadas pela Petrobras e é uma das causas das irregularidades detectadas na empresa.
=============
=============
Comentário do Gama Livre: Ridículo o relatório do petista Luiz Sérgio. Ridícula a presidência da CPI. Ridículo o papelão da Câmara dos Deputados. Ridículo, para dizer apenas o mínimo.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Ivan Valente (Psol) apresenta relatório em separado na CPI da Petrobras

Quarta, 21 de outubro de 2015



Foto: Lúcio Bernardo/Câmara dos Deputados
 
O deputado Ivan Valente (PSOL/SP) apresentou na tarde desta quarta-feira (21), um relatório alternativo na sessão da CPI da Petrobras, apresentando os limites dos trabalhos desta Comissão, os equívocos na condução das investigações e pedindo o indiciamento das pessoas, inclusive políticos denunciados pela PGR.
 
No relatório, o parlamentar ressalta que a CPI incorreu num grave erro logo no início dos seus trabalhos quando permitiu que deputados beneficiados por doações eleitorais das empreiteiras denunciadas na Operação Lava Jato, se mantivessem na condição de investigadores de seus próprios financiadores de campanha. De acordo com o documento, “tal fato prejudicou a isenção dos trabalhos da CPI, impedindo que elementos-chave para as investigações fossem ouvidos pela Comissão. A mais escandalosa decisão foi aquela que impediu que políticos indiciados pelo MPF fossem ouvidos pela CPI”.
Fonte: Mandato deputado Ivan Valente

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Lava-Jato: Dirceu e empresário ficam calados durante depoimento à CPI da Petrobras


Segunda, 31 de agosto de 2015 
Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil
Convocado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, o  ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, preso na 17ª fase da Operação Lava Jato, foi o primeiro a ser ouvido hoje (31), na série de depoimentos que a comissão marcou para esta semana em Curitiba, onde se concentram as investigações.
Orientado por seus advogados, Dirceu não respondeu às perguntas feitas pelos membros da comissão. O ex-ministro está preso desde o último dia 3, na carceragem da Polícia Federal (PF), na capital paranaense, acusado pelo Ministério Público Federal de comandar esquema de superfaturamento de contratos da Petrobras. O representante no Brasil da empresa italiana Saipem, João Antonio Bernardi Filho, segundo a prestar depoimento, também permaneceu em silêncio.

sábado, 1 de agosto de 2015

Deputado quer convocar e quebrar sigilos de Cunha na CPI

Sábado, 1º de agosto de 2015
Ivan Valente também quer ouvir Júlio Camargo e representante da Kroll para esclarecer investigação paralela feita pela empresa bancada pela Câmara. Aliados do peemedebista buscam falhas em delações premiadas que comprometem o presidente da Casa
Do Congresso em Foco
Por Edson Sardinha
Único representante do Psol na CPI da Petrobras, o deputado Ivan Valente (RJ) vai apresentar à comissão, na próxima semana, pedido de quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Valente também vai cobrar da CPI a votação de um requerimento de sua autoria para convocar o peemedebista a prestar esclarecimentos sobre as denúncias que envolvem o seu nome na Operação Lava Jato. “Para provar sua versão, Eduardo Cunha deveria abrir os seus sigilos fiscal, bancário, telefônico e telemático. Seria coerente com sua política ofensiva, mas isso ele não faz”, desafia Ivan Valente.
Leia a íntegra em:
http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/deputado-quer-convocar-e-quebrar-sigilos-de-cunha-na-cpi/

terça-feira, 7 de julho de 2015

CPI da Petrobras: Hage confirma uso de senha de Zelada no vazamento de documentos da Petrobras


Terça, 7 de julho de 2015
Carolina Gonçalves - Repórter da Agência Brasil
Hage, que falou como testemunha, negou que a CGU tenha protelado as investigaçõesAntonio Cruz/Agência Brasil

O ex-ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) Jorge Hage disse hoje (7) que não há qualquer dúvida de que os documentos sigilosos entregues à empresa holandesa SBM Offshore foram enviados com a senha do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Jorge Zelada, preso no último dia 2 pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF).

terça-feira, 28 de abril de 2015

Ex-gerente jurídico da Petrobras diz na CPI que foi perseguido após denunciar fraudes em contratos da empresa

Terça, 28 de abril de 2015
Carolina Gonçalves - Repórter da Agência Brasil
A CPI da Petrobras ouve o depoimento de Fernando de Castro, gerente jurídico da Petrobras (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Castro Sá disse que esquema de adulteração de pareceres de documentos começou em 2007, nas obras da Refinaria Abreu e Lima — Foto Antonio Cruz/ Agência Brasil
O ex-gerente jurídico da Petrobras Fernando de Castro Sá disse hoje (28) que foi pressionado e afastado do cargo depois que denunciou, internamente, alterações em pareceres jurídicos produzidos para aditivos de contratos com empresas pela Diretoria de Abastecimento da estatal. Na ocasião, o titular do cargo era Paulo Roberto Costa. Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, o ex-gerente afirmou que a adulteração dos documentos era feita sob pressão da Associação Brasileira de Montagem Industrial (Abemi).

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Presidente da Setal diz que propinas e doações somaram R$ 100 milhões

Quinta, 23 de abril de 2015
Carolina Gonçalves — Repórter da Agência Brasil
O presidente da Setal Engenharia, Augusto Mendonça Neto, durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga irregularidades na estatal (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Mendonça  Neto disse  na CPI  que  sua  empresa aderiu  a um  esquema já existente Antonio Cruz/Agencia Brasil
O presidente da Setal Engenharia e ex-conselheiro da Toyo Setal, Augusto Mendonça Neto, afirmou hoje (23), durante depoimento na CPI da Petrobras, que, no período em que manteve contratos com a estatal, repassou mais de R$ 70 milhões ao ex-diretor de Serviços Renato Duque e cerca de R$ 30 milhões para Paulo Roberto Costa, que comandava a Diretoria de Abastecimento.

Por provocação de Ivan Valente, CPI da Petrobras irá ouvir Fernando Baiano e Alberto Youssef

Quinta, 23 de abril de 2015
Representante do PSOL na Comissão avalia como negativa a decisão da CPI de ir a Curitiba ouvir presos envolvidos no esquema
 

O doleiro Alberto Youssef será um dos depoentes na CPI da Petrobras, por iniciativa do PSOL / Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras aprovou, na semana passada, duas importantes convocações: do empresário Fernando Soares, o Baiano, apontado pela Operação Lava Jato como operador de propinas para o PMDB, e do doleiro Alberto Youssef, acusado pelo MPF de ser um dos chefes do esquema de lavagem de dinheiro que desviou recursos da estatal. 

Os requerimentos foram propostos pelo deputado Ivan Valente (SP), representante do PSOL na Comissão, que há semanas cobrava da presidência a aprovação dos pedidos. Para o deputado, as convocações poderão contribuir para um avanço significativo nas investigações. “São pessoas centrais no esquema de corrupção da Petrobras e que já deveriam ter sido ouvidas, antes de outras oitivas até”.

Ivan Valente criticou a decisão pela maioria dos membros da ida da CPI a Curitiba para ouvir os envolvidos que já estão presos. “Não concordo com a transferência desta CPI para Curitiba. A prerrogativa da Comissão é que as oitivas sejam abertas e transmitidas pela imprensa para que a sociedade possa acompanhar os trabalhos de investigação. Indo para Curitiba estaremos impossibilitando isso”, avaliou.

Também foram aprovados requerimentos do PSOL para ouvir outras 14 pessoas envolvidas no esquema. São elas:

- João Ricardo Auler, executivo do Grupo Camargo Correa;

- Sérgio Cunha Mendes, vice-presidente executivo da Mendes Júnior Trading Engenharia;

- José Ricardo Nogueira Breghirolli, executivo da OAS;

- Mateus Coutinho de Sá Oliveira, diretor financeiro da OAS;

- Dalton dos Santos Avancini, diretor-presidente da Camargo Corrêa Engenharia;

- Dario de Queiroz Galvão Filho, diretor-presidente da Galvão Engenharia;

- Erton Medeiros Fonseca, diretor-presidente da Galvão Engenharia;

- Gerson de Mello Almada, vice-presidente da Engevix Engenharia;

- Ricardo Pessoa, presidente da empresa UTC Engenharia;

- Agenor Franklin Magalhães Medeiros, executivo da OAS;

- Eduardo Hemelino Leite, executivo da Camargo Correa;

- José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, executivo da OAS;

- Adir Assad, apontado como operador da Mendes Júnior;

- Guilherme Esteves de Jesus, apontado como operador do Estaleiro Jurong.

Fonte: Liderança do PSOL na Câmara

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Deputados batem boca sobre suposta ligação de Coutinho com doação para o PT

Quinta, 16 de abril de 2015
Da Agência Câmara Notícia
Deputados batem boca sobre suposta ligação de Coutinho com doação para o PT
Deputados do governo e da oposição bateram boca há pouco na reunião da CPI da Petrobras convocada para ouvir o presidente do BNDES, Luciano Coutinho.
A confusão teve início com uma pergunta do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) a respeito de notícia publicada em um blog da revista Veja, segundo a qual Coutinho teria intermediado doação eleitoral para o PT feita pelo presidente da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, preso na Operação Lava Jato.
“O senhor se encontrou com Ricardo Pessoa e disse a ele que Edinho Silva, então tesoureiro da campanha presidencial de 2014, iria procurá-lo para que fizesse uma doação?”, indagou o parlamentar.
“De modo algum participei de financiamento de campanha”, respondeu Coutinho.
Lorenzoni não ficou satisfeito com a resposta. “Eu quero saber se o senhor se encontrou com Ricardo Pessoa para falar de doação de campanha. Sim ou não?”, rebateu.
Protestos
Deputados do PT, como Valmir Prascidelli (SP) e Leo de Brito (AC), protestaram. Até o relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), disse que não havia previsão regimental para réplica e tréplica dos parlamentares.
Houve gritos e trocas de ofensas no plenário, com ofensas como “palhaço” e comparações com “circo”. 
Mais cedo, o deputado Izalci (PSDB-DF) tinha feito a mesma pergunta a Coutinho. “Eu recebo todos os empresários”, limitou-se a responder o presidente do BNDES.
A CPI continua reunida no plenário 2.

Tempo real:

terça-feira, 17 de março de 2015

Juiz Sérgio Moro autoriza CPI da Petrobras a ouvir Renato Duque, ex-diretor de Serviços da empresa

Terça, 17 de março de 2015
Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil*
O juiz federal Sérgio Moro aceitou hoje (17) o pedido da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras para ouvir o ex-diretor de Serviços da empresa Renato Duque na sede da Polícia Federal em Brasília. Moro determinou que a apresentação seja quinta-feira (19) às 9h30. De acordo com o despacho, o local da oitiva será definido diretamente entre a CPI e a Polícia Federal.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Lira pagou R$ 200 mil a investigado por agiotagem

Sexta, 13 de dezembro de 2015
Delação premiada de Alberto Youssef aponta que o presidente da CCJ da Câmara teria dívidas de campanha com a empresa Câmara & Vasconcelos suspeita por envolvimento com “atividades de agiotagem

Do Congresso em Foco

Zeca Ribeiro/Ag. Câmara — Deputado foi acusado por Alberto Youssef de ter envolvimento com empresa de agiotagem
Investigações da Procuradoria Geral da República (PGR) apontam que o doleiro Alberto Youssef repassou, por meio de duas empresas de fachada, R$ 200 mil para quitar dívidas de campanha do atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), deputado federal Arthur de Lira (PP-AL).

As dívidas de Lira eram com a empresa Câmara & Vasconcelos que teria, conforme a PGR, envolvimento com “atividades de agiotagem”. A companhia também é envolvida em uma operação de transferência de dinheiro para a compra do avião Cessna, que caiu durante a campanha eleitoral de 2014 e vitimou o presidenciável Eduardo Campos (PSB-PE). Leia a íntegra

quarta-feira, 11 de março de 2015

Recados do Joaquim Barbosa

Quarta, 11 de março de 2015
E ontem, 10 de março, no twitter Joaquim se manifesta sobre o depoimento de Barusco na CPI da Petrobras

 ·  10 h Há 10 horas
Vamos mudar de assunto? Que tal falarmos um pouco de História? Acho importante no momento atual. Farei 3 singelos posts, p reflexão.
Joaquim Barbosa @joaquimboficial  ·  10 h Há 10 horas
1) quem diria em maio de 1789 que aquele convescote estranho realizado em Versalhes iria desembocar na terrível revolucão francesa?
Joaquim Barbosa @joaquimboficial  ·  10 h Há 10 horas
2) em 15/11/1889, nem mesmo o general Deodoro da Fonseca tinha em mente derrubar o regime imperial sob o qual o Brasil vivia. Aconteceu.
Joaquim Barbosa @joaquimboficial  ·  10 h Há 10 horas
3) nem o mais radical bolchevique imaginaria lá pelos idos de 1914 que a 1a guerra mundial facilitaria a queda do regime czarista da Rússia
Joaquim Barbosa @joaquimboficial  ·  9 h Há 9 horas
Por que fiz esses 3 últimos posts sobre História? Porque no Brasil pouca gente pensa nas "voltas" e nas "peças" que a História dá e aplica.
Joaquim Barbosa @joaquimboficial  ·  9 h Há 9 horas
Como milhões de brasileiros, vi a programação da TV Câmara ontem. Chocante.
Muitos vêem o que se passou ontem na CD sob ótica puramente partidária. É um tremendo erro. Por que? 

 ·  9 h Há 9 horas
Partidos são meros instrumentos. Nossa nação não se construiu e tampouco se define à luz de momentâneos interesses partidários.

Barusco diz que US$ 300 mil da SBM foram usados na eleição de 2010 deDilma

Quarta, 11 de março de 2015
Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil
O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco disse hohe (10) que US$ 300 mil que recebeu da SBM Offshore foram repassados para o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. A informação foi dada ao depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, na Câmara dos Deputados.
O engenheiro Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras e delator da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, depõe na CPI da Petrobras na Câmara dos Deputados (Antonio Cruz/Agência Brasil)
O engenheiro Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras e delator da Operação Lava Jato,  depõe na CPI da Petrobras na Câmara dos Deputados — Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

“Em 2010, foi solicitado à SBM um patrocínio de campanha, mas não foi dado a eles diretamente. Eu recebi e repassei o dinheiro para a campanha presidencial de 2010, em que disputavam José Serra e Dilma Rousseff”, disse.
Perguntado a quem era destinado o dinheiro, Barusco respondeu que foi encaminhado ao PT. "Eu recebi o dinheiro e repassei em um acerto de contas em outro recebimento".
Segundo Barusco, a quantia foi solicitada ao empresário Júlio Faerman, representante da empresa holandesa, como um “reforço” de campanha eleitoral a pedido de Vaccari. “Foi ao PT, ao João Vaccari", disse, destacando que a quantia foi “contabilizada” por ele como “pagamento destinado ao PT”.
Em nota, assinada pelo presidente do PT, Rui Falcão, o partido reitera que nunca tratou de finanças ou doações com Pedro Barusco. O PT diz ainda, no documento, que o ex-gerente da Petrobras não apresentou, na CPI, provas ou indícios que envolvam João Vaccari Neto com recebimento de propinas, apesar de ter falado por mais de cinco horas e ser reiteradamente questionado pelos integrantes da bancada petista.
A nota diz ainda que o PT vai processar o ex-gerente da Petrobras por fazer denúncias sem apresentar provas. “[O PT] só recebe doações dentro dos parâmetros legais, que são declaradas na prestação de contas ao TSE”, reafirmou.

terça-feira, 10 de março de 2015

CPI: Barusco diz que corrupção na Petrobras foi institucionalizada a partir de 2004

Terça, 10 de março de 2015
Delator na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, Pedro Barusco se recusou a responder sobre propinas recebidas por ele antes de 2004, por, segundo ele, ainda ser objeto de investigação pela Justiça.
Foto: Nilson Bastian/Câmara dos Deputados
Oitiva com Pedro José Barusco Filho, ex-gerente da Petrobras e delator da Operação Lava Jato, da Polícia Federal
Pedro Barusco (C): "Muita documentação foi destruída antes da delação, mas o trabalho de coletar provas vai prosseguir. Eu simplesmente falei o que sabia."

O ex-gerente de Tecnologia da Petrobras Pedro Barusco disse que a corrupção na empresa petrolífera estatal foi institucionalizada a partir de 2004, durante o Governo Lula.

Ele acusou o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, de ter recebido algo entre 150 e 200 milhões de dólares em propinas em nome do partido a partir de 2004. A propina teria sido paga por empresas contratadas pela Petrobras.

Na CPI da Petrobras Barusco diz: não posso afirmar que dinheiro repassado a Vaccari foi entregue ao PT

Terça, 10 de março de 2015
O engenheiro Pedro Barusco afirmou em depoimento à CPI da Petrobras que estima que o PT deve ter recebido US$ 150 a US$ 200 milhões em propinas. O cálculo é baseado nos recursos repassados ao tesoureiro do partido, João Vaccari. “Eu disse em depoimento que a quantia era essa porque eu acho que o Vaccari recebeu o dobro do que eu recebi”, disse.

Ele afirmou, porém, não ter condições de afirmar que o dinheiro foi efetivamente entregue ao partido por Vaccari.

Assista ao vivo

Barusco repetiu informações que constam dos depoimentos que já prestou no processo de delação premiada junto à Justiça Federal. Ele ratificou à CPI que a propina paga pelas empresas contratadas pela Petrobras variava entre 1% e 2% dos valores dos contratos, e que esses recursos eram divididos da seguinte maneira: metade para o PT, por meio de João Vaccari, e metade para a “Casa”, como ele chama os diretores da Petrobras envolvidos no esquema. Ele menciona, entre estes, Renato Duque (ex-diretor da Petrobras) e, eventualmente, Jorge Luiz Zelada (ex-diretor da Área Internacional da Petrobras), e Roberto Gonçalves (sucessor de Barusco na Petrobras).

Saiba mais sobre o depoimento de Barusco à Justiça
 
Fonte: Agência Câmara

sexta-feira, 6 de março de 2015

CPI do Petrolão cria quatro sub-relatorias, convoca delator e quer investigação internacional

Sexta, 6 de março de 2015
Depoimento do delator Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras, está marcado para a próxima terça-feira (10), mas ainda depende de autorização judicial.
 
William Sant·ana / Câmara dos Deputados
Confusão durante reunião para elaboração do roteiro de trabalhos e deliberação de requerimentos da comissão
Durante a reunião da CPI da Petrobras, os ânimos se exaltaram e Hugo Motta e Edmilson Rodrigues (em pé) discutiram no plenário.

Depois de muita discussão, a primeira reunião de trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, nesta quinta-feira (5), decidiu marcar o primeiro depoimento de testemunha, nomeou quatro sub-relatores para ajudarem o relator e anunciou a contratação de uma empresa internacional, Kroll Advisory Solutions, para rastrear no exterior o dinheiro desviado da empresa.
Fonte: Agência Câmara Notícias