“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

sábado, 25 de junho de 2011

Mais forró de São João

Sábado, 25 de junho de 2011
Fagner, Marinês e Sua Gente

A responsabilidade dos banqueiros pela crise que Portugal enfrenta e pelo estrangulamento financeiro actual das empresas

Sábado, 25 de junho de 2011
De resistir.info
Por Eugénio Rosa (economista)

RESUMO DESTE ESTUDO
Em Portugal, a concentração bancária é muito superior à média da U.E. Segundo o Banco de Portugal, em 2009, os cinco maiores bancos a operar no nosso País controlavam mais de 70% do valor dos "activos" de todos os bancos, quando na UE os cinco maiores bancos controlavam, em média, em cada país 42% dos "activos". Este poder já enorme dos cinco maiores bancos é ainda aumentado pela posição dominante que também têm nos outros segmentos de mercado do sector financeiros (seguros; fundos de pensões; fundos de investimento mobiliário; fundos de investimento imobiliário; e gestão de activos). Esta situação, associada ao facto de uma parte importante do capital dos 4 maiores bancos privados já pertencer a grandes grupos financeiros internacionais, dá-lhes um imenso poder sobre o poder politico e sobre todo o processo de desenvolvimento em Portugal, condicionando-o de acordo com os seus interesses

A banca é um negócio "especial", pois os banqueiros negoceiam fundamentalmente com dinheiro alheio obtendo assim elevados lucros. Segundo o Banco de Portugal, em Dezembro de 2010, o valor de todos os "Activos" da banca a operar em Portugal atingia 531.715 milhões €, enquanto os chamados "Capitais Próprios" da banca, ou seja, o que pertencia aos seus accionistas, somava apenas 32.844 milhões €, isto é, correspondia a 6,2%; por outras palavras, o valor dos Activos era 16,2 vezes superior ao valor do "Capital Próprio" dos "Activos". Este rácio revela o elevado grau de " alavancagem " existente no sistema bancário em Portugal que permite aos banqueiros obter elevados lucros com pouco capital próprio (o que lhes pertence).


A banca a operar em Portugal está descapitalizada devido a uma elevada distribuição de lucros (o mesmo sucede com a EDP e PT, por ex.). Mesmo em plena crise os banqueiros não se coibiram de o fazer. Segundo o Banco de Portugal, no período 2007-2010, os lucros líquidos da banca, depois do pagamento dos reduzidos impostos a que está sujeita, somaram 8.972 milhões €. Entre Dezembro de 2007 e Dezembro de 2010, os Capitais Próprios da banca aumentaram apenas 4.571 milhões €. Apesar de redução de "Capitais Próprios" em 2008, uma parte dos 4.401 milhões € de lucros líquidos restantes foram distribuídos. E isto é reforçado quando o aumento de "capital" foi também conseguido através de novos accionistas. O Fundo de Garantia de Depósitos, cujo provisionamento é da responsabilidade da banca, está também subfinanciado (pensa-se em 15.000 milhões €). Este fundo é referido no ponto 2.15 do " Memorando"


Leia a íntegra do artigo em resistir.info.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Petíção pública contra a divisão do Pará em três estados

Sexta, 24 de junho de 2011
Da Tribuna da Imprensa

Circula na internet uma petição pública para evitar a separação do Pará em três estados
Carlos Newton

No meio da confusão que reina na política nacional, vem passando despercebida a tentativa de divisão territorial do Pará. Caso venha a ocorrer, resultará no aparecimento de dois Estados economicamente frágeis e na sobrevivência de um terceiro Estado extremamente debilitado.

Em termos territoriais, o remanescente do Pará, incluindo a parte onde fica a capital, Belém, terá sua área limitada a 214 mil quilômetros quadrados, o equivalente a apenas 18% do seu território atual. O novo Estado do Tapajós ficará com 58% do que é hoje o Pará, ou seja, 736 mil quilômetros quadrados. E o novo Estado de Carajás terá 24%, com 296 mil quilômetros quadrados.

Os adversários da divisão afirmam que uma assimétrica distribuição das riquezas torna a divisão também complicada do ponto de vista econômico e social. O remanescente do Pará, por exemplo, com sua área territorial reduzida a pouco mais de um sexto do que é hoje, vai abrigar o maior número de municípios. Ao todo serão 78, vários deles de ínfima expressão econômica e dotados de capacidade zero de investimento. A sobrevivência desses municípios estará integralmente condicionada às transferências de recursos constitucionais, ou seja, estarão praticamente condenados à pobreza eterna.

Para evitar essa inusitada e estranha divisão do Pará, circula na internet o seguinte apelo:

“Pessoal,

Se há uma briga que nós, aqui da internet, temos condições de “comprar”, é esta contra o absurdo da tentativa canalha desses políticos! Criar mais três estados? Para roubar mais? Gastar mais? Empobrecer mais o povo?

Vamos repassar, escrever para Deus e o mundo, ventilar esse assunto! Vejam que eles nada falam sobre isso. O interesse dos saqueadores é que o projeto aprovado com o mínimo de publicidade. Depois? Pouco importa.

Peço a todos vocês, meus amigos, filhos, sobrinhos… que ajudem, que
empunhem esta bandeira. Assinem e divulguem.

As coisas só estão piorando, sob olhares desinteressados do povo inculto e da juventude alienada!
Precisamos fazer alguma coisa. Então vamos todos assinar a petição abaixo.”

O cangaço continua de gravata e jaquetão. Tá cheio de Lampião

Sexta, 24 de junho de 2011

O lixo de Brasília continua fedendo

Sexta, 24 de junho de 2011
                                          Google Imagem
O atual governo do Distrito Federal, depois de criticar os contratos emergenciais feitos pelos desastrosos governos anteriores para o setor de lixo, não conseguiu arrumar a casa e tomou o velho caminho rumo ao monturo. Acaba de assinar um contrato emergencial com a Quebec Construções e Tecnologia Ambiental SA, que ficará encarregada de realizar a manutenção do aterro do Lixão da Estrutural. Pelo contrato a empresa vai “ensacar” mensalmente um milhão e mais quase duzentos mil reais.

Por falar na Quebec, essa é uma das empresas que segundo a lei distrital número 4.352 de 2009, de iniciativa do deputado distrital Cabo Patrício (PT), hoje na presidência da Câmara Legislativa, ficava eliminada de concorrer para trabalhar com lixo hospitalar no DF. Isso por ser sediada em Valparaíso de Goiás, município vizinho ao DF. E a lei de Patrício beneficiava única e exclusivamente a empresa de propriedade da família do distrital “pandoriano” Leonardo Prudente. Empresas de outros estados, inconstitucionalmente, foram eliminadas pela lei 4.352/2009.

Mas, como no caso de muitas outras leis aprovadas pela CLDF, e até por se tratar de um lixo, a lei de Patrício teve o devido destino: o próprio. O lixo. O Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, em sentença publicada no último dia 6 no Diário da Justiça, às folhas 31 e 32, declarou a inconstitucionalidade do artigo 9º da referida lei. Inconstitucionalidade, saliente-se, desde a origem da lei (30/6/2009).

Foi no artigo 9º que o deputado Patrício, de modo inconstitucional, tentou eliminar o direito de empresas de outras unidades da federação em participar de licitações para trabalhar com o lixo hospitalar do Distrito Federal, o que favorecia as empresas do amigo deputado Leonardo Prudente, o da Oração da Propina e da grana na meia. E não só na meia, mas nos bolsos também.

Na sentença declarando a inconstitucionalidade do artigo 9º da lei, o Conselho Especial do TJDF registra que “O art. 9º da Lei Distrital nº 4.352/09 padece do vício da inconstitucionalidade material, pois ultraja dispositivos da Lei Orgânica do Distrito Federal que impõem observância aos princípios da impessoalidade, moralidade, interesse público, razoabilidade/proporcionalidade (art. 19, caput), livre concorrência e defesa do consumidor (art. 158, IV e V, e parágrafo único).

Agora vemos a Quebec ser beneficiada, pela ausência de licitação,  com um contrato milionário para tratar do Lixão da Estrutural.

Um lixo!

Manifesto on line contra o desmatamento das nossas florestas

Sexta, 24 de junho de 2011
Postagem atualizada às 17h35
Mensagem de http://www.avaaz.org

A Câmara dos Deputados acaba de aprovar o esvaziamento do Código Florestal brasileiro. Se não nos mobilizarmos agora, enormes extensões de nossas florestas poderão ficar vulneráveis a um devastador desmatamento.


O projeto de lei gerou revolta e protestos generalizados em todo o país. E a tensão está subindo: nas últimas semanas diversos ativistas ambientais respeitados foram assassinados, supostamente por matadores contratados por madeireiros ilegais. É essencial agir agora mesmo. Estão tentando silenciar qualquer crítica enquanto a lei está sendo discutida no Senado. Mas a presidente Dilma tem o poder de vetar as mudanças se conseguirmos persuadi-la a superar a pressão política e assumir o papel de uma verdadeira líder em questões ambientais.

 
Setenta e nove por cento dos brasileiros querem que Dilma vete as mudanças no Código Florestal, mas nossas vozes estão sendo desafiadas por lobbies de madeireiros. Agora, depende de todos nós nos mobilizarmos para calar esses lobbies. Vamos nos unir agora em um gigantesco apelo para dar fim aos assassinatos e à exploração ilegal de madeira e salvar nossas florestas. Assine o abaixo-assinado a seguir - ele será entregue a Dilma assim que conseguirmos 500.000 assinaturas.

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Até agora mais de 483 mil pessoas já assinara o manifesto. A petição on line pode ser assinada em:

Rodando pela internet um mensagem de Anônimo ao Brasil

Sexta, 24 de junho de 2011 
Mensagem de Anônimo ao Brasil #AcordaBrasil  

Quadrilhas brincam, outras atacam

Sexta, 24 de junho de 2011
Enquanto no Nordeste as quadrilhas brincam neste período do ano, no resto do país elas estão em pleno trabalho. Especialmente as que se dedicam em atacar cofres públicos. As de lá queimam fogos. As outras, dinheiro do povo. As últimas nunca dançam.

E pelo que vemos nos jornais, tem muito quadrilheiro promovendo festa de São João neste dia. Vai ser um grande encontro de quadrilhas. 

E coitado do povo!
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Olha pro Céu
Marinês, Dominguinhos e Gilberto Gil

Estadão: ONU põe Brasil sob suspeita de tortura e visitará cadeias e unidades para jovens

Sexta, 24 de junho de 2011
Deu em O Estado de S. Paulo
Missão promete ser dura com as autoridades, já que não é a 1º vez que investigação é feita
Jamil Chade - Correspondente em Genebra - O Estado de S. Paulo
A Organização das Nações Unidas (ONU) fará a maior inspeção internacional já realizada nas prisões brasileiras para avaliar sérias denúncias sobre o uso da tortura no País. Segundo informações reveladas ao 'Estado' com exclusividade, a missão recebeu evidências de ONGs e especialistas apontando para violações aos direitos humanos em centros de detenção provisória, prisões e nas unidades que cuidam de jovens infratores em vários Estados.


Não é a primeira vez que a tortura no Brasil é alvo de investigação na ONU e a missão promete ser dura com as autoridades. Os locais de visita estão sendo mantidas em sigilo para que o grupo de inspetores faça visitas de surpresa aos locais considerados críticos, impedindo que as autoridades “preparem” as prisões e “limpem” eventuais problemas. Também será a primeira vez que a tortura será investigada em unidades para jovens - como a antiga Febem.


Para poder surpreender as autoridades, a viagem que ocorrerá no início do segundo semestre tem sua agenda guardada a sete chaves. A ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário, só foi informada de que a missão ocorrerá e será liderada pelo Subcomitê de Prevenção da Tortura da ONU. Mas não recebeu nem a lista das cidades que serão inspecionadas nem quais instituições serão visitadas. A obrigação do governo será a de dar acesso irrestrito aos investigadores.
Leia a íntegra da reportagem.

De olho nos sites do governo

Sexta, 24 de junho de 2011
Sites do governo estão sob intensos ataques. Nesta madrugada foi a vez do site do IBGE —Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística— ser invadido por hackers. Os invasores deixaram no topo da página a mensagem “IBGE – Fail Shell”, além de uma foto de um olho com a legenda “Ordem e Progresso”.

Até o momento o site do IBGE continua fora do ar.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Os lucros dos bancos crescem sem parar

Quinta, 23 de junho de 2011
Adriano Benayon
Doutor em Economia. Autor de "Globalização versus Desenvolvimento", editora Escrituras.

Nos oito anos de FHC, a média anual de crescimento real dos lucros dos bancos foi 11%, acumulando 230% em oito anos.  De 2003 a 2007, ela foi 12%, acumulando 176% em 5 anos.

2. De 2003 a 2010 os lucros dos cinco maiores bancos — Itaú, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Caixa Econômica Federal — elevaram-se de R$ 11,1 bilhões para R$ 46,2 bilhões. Ou seja, em sete anos, elevação sustentada, à média de 17,7% ao ano, ou seja, 313%. Em termos reais (correção pelo IPCA): 12,1 % aa., acumulando 222%.

3. Quem consegue ascensão tão rápida em sua renda real? E a que os bancos devem esse maná? A se crer na grande mídia e na academia, o mercado estabeleceria as taxas de juros dos títulos públicos. Na verdade, quem as decide é o Banco Central — BACEN (formalmente, o COPOM — Comitê de Política Monetária). Estranho "mercado" formado só por um lado, o dos banqueiros.

4. Embora oficialmente subordinado ao governo, as decisões do BACEN e as demais da política econômica daquele emanam dos concentradores financeiros. 

Tudo por uma mamadinha

Quinta, 23 de junho de 2011

Parlamentares portugueses propõem comissão de Auditoria da Dívida

Quinta, 23 de junho de 2011

Do site da "Auditoria Cidadã da Dívida"
O Portal Esquerda.net mostra que o Bloco de Esquerda no Parlamento de Portugal apresentou Projeto de Resolução com o objetivo de criar Comissão de Auditoria da Dívida Externa. Diz o Projeto:

“A crise da dívida soberana é a expressão mais grave de uma profunda reconfiguração das relações internacionais, da pressão dos mercados financeiros, da vulnerabilidade dos Estados-Nação e das regiões monetárias, como a zona euro, e da evolução das economias reais. No contexto europeu, essa crise arrastou a Grécia, depois a Irlanda e finalmente Portugal para um resgate financeiro definido por um programa de empréstimo e de intervenção económica negociado com o FMI, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu.

Ora, as condições deste empréstimo penhoram o desenvolvimento económico português e submetem os cidadãos a drásticas condições no seu futuro imediato. O conhecimento detalhado da natureza da dívida é por isso uma exigência democrática elementar que os contribuintes têm o direito de ver satisfeita.”

Em sua fala, o deputado Pedro Filipe Soares mostrou a necessidade de realizar a “clarificação democrática da crise da dívida soberana”. “Quando temos uma dívida para pagar devemos saber o que pagamos, como pagamos, quais os compromissos que assumimos”.

A notícia mostra mais uma vez que a proposta da auditoria da dívida cresce rapidamente na Europa, como uma alternativa às nefastas medidas impostas pelo FMI e União Européia, que representam os interesses dos rentistas, ávidos em cortar direitos dos trabalhadores para cobrar dívidas em grande parte ilegítimas.

Enquanto isso, no Brasil, o governo já anuncia um mega-pagamento da dívida interna de R$ 119 bilhões no dia 1º de julho, conforme mostra o jornal Valor Econômico. Para tal pagamento, será utilizado o chamado “colchão de liquidez”, ou seja, uma reserva de centenas de bilhões de reais, sempre pronta a satisfazer o setor financeiro, mas sempre negada às urgentes demandas sociais, sob o eterno argumento de que isto geraria inflação, hipótese esta nunca levantada quando se trata de pagar a questionável dívida.
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Estadão: Sites da Presidência e do Senado voltam a sair do ar; Esportes é invadido

Quinta, 23 de junho de 2011
Ítalo Reis, do estadão.com.br
Os sites do governo brasileiro voltaram a sofrer com instabilidades nesta quinta-feira, 22. Durante a tarde, os portais da Presidência da República, do Senado e Portal Brasil não carregavam e apresentavam mensagens de erro. A página do Ministério dos Esportes também foi retirada do ar, um dia após o grupo LulzSecBrazil deixar vários outros sites indisponíveis.

Expedito, mas não muito

Quinta, 23 de junho de 2011
Estão pedindo a cabeça de Expedito Veloso, secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico do governo Agnelo. Quem pede são os caciques nacionais do PT, inconformados por ele abrir o bico e confessar que Aloízio Mercadante, ministro de Ciência e Tecnologia de Dilma foi o mentor do dossiê apócrifo contra José Serra quando das eleições de 2006 para governador de São Paulo. Serra e Mercadante disputaram aquelas eleições, vencidas pelo tucano.

No jornal Folha de São Paulo de hoje (23/6) a ex-senadora Serys Slhessarenko, do PT, confirmou que o auxiliar de Agnelo lhe disse que a armação contra ela, que disputou o governo do Mato Grosso em 2006, foi promovida pelo ex-deputado Carlos Abicalil e outros integrantes do partido. Hoje Abicalil é secretário do MEC (Ministério da Educação), e teria naquela época promovido a armação para ligar Serys à “máfia dos sanguessugas”, responsável possivelmente pelo terceiro lugar nas eleições. O grupo do ex-deputado defendeu a candidatura do latifundiário e mega produtor rural Blairo Maggi.

O estranho de tudo isso é que a cabeça do secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico do governo Agnelo está sendo pedida pelos cardeais do PT nacional não em razão dele ter participado de uma ação criminosa, mas tão somente porque bateu com a língua nos dentes. Claro que isso aconteceu depois que a revista Veja teve acesso à gravação telefônica em que Expedito Veloso comentava o esquema contra Serra. Ficava difícil para ele negar frente à gravação de sua voz.

Queriam que ele mantivesse a postura dos Delúbios, Dirceus e Paloccis. Abrir a boca, jamais. O auxiliar do governo do DF teria de ser “expedito” apenas no trabalho de montagem dos dossiês, não em abrir o jogo com a imprensa.

Valei-me, meu “Padim Ciço”

Quinta, 23 de junho de 2011
Seria este o ônibus da caravana cearense?  Foto: Google Imagem

Quando a Justiça tenta por as mãos em político ladrão, o que é raro —não político ladrão, mas a Justiça apertar aqueles que roubam dinheiro público— os ladinos se mandam normalmente de avião. Por isso é que é um fato estranho (ou pitoresco?) a fuga do prefeito de Senador Pompeu, Ceará que, acusado de corrupção e com prisão decretada pela Justiça, se mandou da cidade de ônibus alugado.

 Antônio Teixeira de Oliveira (PT), o fugitivo da Justiça, encheu o ônibus com outros 36 suspeitos, e está viajando em caravana pelas estradas que só Deus sabe. É de se supor que o grupo de fugitivo uma hora dessas já pode ter trocado de condução e estar usando jumentos, em romaria para alguma festa de São João. Se antigamente, poderia bater de frente com outro bando, o de Lampião.

Da caravana inusitada fazem parte também, dentre outros, o vice-prefeito, secretários e assessores, todos acusados de fraudes em licitações (e veja que ainda não está em vigor o tal RDC —Regime Diferenciado de Contratações, que o governo Dilma quer adotar para as obras da Copa do Mundo e das Olimpíadas). São acusados ainda de desvio de dinheiro público, lavagem e ocultação de bens, direitos e valores, falsidade ideológica, peculato e formação de quadrilha.

Evento invadiu parque ecológico

Quinta, 23 de junho de 2011
Do Jornal do Síndico


Parque Ecológico da Ponte Alta do Gama idealizado pelo Jornal do Síndico em 1995 foi vítima de uma  ocupação para realização de um evento com shows.

Uma área nobre do parque ecológico da Ponte Alta do Gama, localizada  na margem da av. Contorno em frente à Quadra 30 do setor Oeste foi ocupada nos dias 25 a 28 do mês passado com um evento intitulado VI Expogama que teve diversas apresentações com cantores sertanejos, vaquejada e rodeios.A festa  não teve laudo técnico e nem  autorização do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, por isso o alvará de funcionamento não foi liberado. Não houve fiscalização por parte da Agefis do GDF. De sorte que não aconteceu nenhum acidente ou sinistro.

Nesse local existe uma ocupação em situação irregular que além de ser residência do morador, é referência de uma sede de uma associação de produtores rurais que serve de fachada  para promover essa festividade que, tudo indica tem fins lucrativos e contou com apoio do GDF que disponibilizou recursos financeiros através de secretarias e  de emendas de  deputados Distritais, cujas aplicações podem ser suscetíveis  de questionamentos, face às eventuais  suspeitas que poderão surgir de superfaturamento nas despesas.

É o segundo ano que esse evento é realizado no local e para acesso e  instalação dos stands e barraquinhas que venderam  bebidas alcoólicas e comidas aos visitantes,o alambrado que cerca a área foi cortado, causando danos ao patrimônio público e ferindo  a lei 9.605/98 que trata dos crimes ambientais No artigo 40  dessa lei reza que é crime “ Causar dano direto ou  indireto às Unidades de Conservação e às áreas que trata o art. 27 do Decreto nº 99.274, de 6 de junho de 1990, independentemente de sua localização. Pena- reclusão, de um a cinco anos “>. No período que ocupa essa área o morador  fez desmatamento no local, eliminando árvores nativas dos cerrados para deixar a área limpa para esses eventos. 

DEFESA  DA ÁREA
 A ONG Geoambiente que mobiliza em todo o país aproximadamente 11 mil agentes ambientais do Terceiro Setor, com uma relevante folha de serviços prestados à causa da preservação e defesa ambiental, fez representação contra a ocupação dessa área do parque junto à Prodema-Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, do MPDFT e ao Ibram-Instituto Brasília Ambiental, gestor dos parques, mesmo assim não foi possível evitar  essa agressão.

O Ibram não concedeu licença ambiental para realização dessa festa mas encaminhou à Administração Regional do Gama, um expediente dizendo que não tinha nada a opor  a realização do evento. E a Prodema não se pronunciou e preferiu acatar  a colocação do Ibram. Outro expediente do Instituto solicitou que a Administração Régio nal do Gama  colocasse suas maquinas  à disposição do realizador do evento. Essas máquinas prepararam o terreno dentro do parque para instalação dos stands, fazendo terraplanagem e abrindo áreas e pista para estacionamento de veículos. A ONG enviou  expediente ao deputado Distrital Patrício (PT), cuja base parlamentar é o Gama, solicitando apoio nessa defesa do parque que foi criado pelo seu partido  na época que esteve  no GDF na administração do ex-governador e hoje senador Cristovam Buarque,  e não obteve nenhuma resposta, apesar de ter insistido. Tudo indica com o parlamentar preferiu omitir-se. 

HISTÓRICO
 O   Parque Ecológico e Vivencial da Ponte Alta do Gama foi idealizado por esse veículo, através de seu editor-geral [Vicente Vecci] que em 1995 levou um projeto à Câmara Legislativa, encaminhando ao então deputado Distrital Antônio José Cafu (PT) que acatou a idéia e deu provimento para sua tramitação nas comissões, havendo por parte do veículo um acompanhamento do projeto com várias gestões junto aos parlamentares até chegar ao plenário em 1996 onde foi aprovado, transformando em lei que foi  sancionada   naquele ano pelo governador em exercício Geraldo Magela (PT) com o nome oficial de Lei 1.202, de 20 de setembro de 1996.

Com aprovação dessa lei  foi possível blindar uma extensa área rica n biodiversidade dos cerrados com vários nascentes  e rico bioma. Essa área atualmente conta com aproximadamente 300 hectares e sempre foi ambicionada por grileiros e especulação imobiliária. Se assim não tivesse sido feito, hoje o local estaria devassado por ocupações urbanas desordenadas. Mas mesmo com  essa lei, a partir de 1999 quanto o PT deixou o GDF, ocorreram diversas tentativas com apoio oficial para descaracterizar e ocupar a área com assentamentos urbanos, e, graças a luta do veículo através de sua ONG e o Ministério Público através da PRODEMA, foi possível preservar a área, apesar de ter ocorrido invasões dentro da sua poligonal, efetuadas por laranjas de grileiros. 

POLIGONAL
 A lei 1.202 de 20 de setembro de 1996 é bem clara  no seu parágrafo único: O Poder Executivo definirá a poligonal do parque de que trata este artigo ( referindo-se ao artigo 1º)

E assim fora feito. A poligonal do parque que atualmente abrange uma área de 298,1950 hectares  foi definida oficialmente  numa reunião colegiada entre o editor desse veículo e   representantes de órgãos do  GDF no dia 16 de fevereiro de 2001, realizada em frente ao posto de Saúde nº 01 da Quadra 06 do Setor Sul do Gama, margeando à av. Contorno  em frente a uma área do parque. A reunião foi presidida pela Comissão de Implantação dos Parques Ecológicos-Comparques  e contou também com a presença  dos técnicos da  empresa Topcart, responsável pela definição dessa poligonal. Antes fora feita uma tentativa que, acredita-se com a participação do maior ocupante irregular dentro do parque que fica em frente à Quadra 30 do setor Oeste-local do evento-, para deixar sua ocupação  que teve área  aumentada e outras de fora da poligonal do parque. Isso levantou suspeitas  desse ocupante estar a serviço de grileiros, uma vez que foi em eleições passadas, cabo eleitoral de um deles que responde vários processos sobre grilagens de terras no DF. Mas por um lampejo divino, o jornalista Vicente Vecci, convidado para uma reunião na  Comparques  e percebeu a manobra, após ter em mãos uma poligonal do parque que tinha apenas aproximadamente 50 hectares. Deixando uma grande área nobre de fora para grilagens e especulação imobiliária. Imediatamente enviou um fax  ao titular da Comparques na época, professor Ênio Dutra, datado de 14-2-2001, denunciando essa artimanha. Daí então 2 dias depois foi definida a poligonal oficial.

Em 2002 o então governador Joaquim Roriz, durante um governo itinerante no Gama, assinou uma ordem de serviços autorizando o cercamento do parque com alambrados de acordo com a sua poligonal oficial. A licitação nº 009/2001-Novacap/Ascal/Pres ocorrida no dia 3/9/2001, homologado no dia 23/9/2001 classificou a empresa JM Terraplanagem e Construções Ltda a  vencedora  para realização da obra  que mobilizou 657 mil reais, abrangendo perímetro de 10.115 metros. 

Saúde de primeiro mundo?

Quinta, 23 de junho de 2011
Certa vez, quando ainda presidente (ou seria presidento?), disse Lula que o Brasil tinha “saúde pública de primeiro mundo”.

Agora vem a notícia de que no Sistema Único de Saúde (SUS) há 223 mamógrafos parados por falta de assistência técnica e de pessoal. E ainda, dos 1.514 equipamentos de mamografia do SUS, há também 111 com baixa produtividade, 85 com defeitos e 27 continuam embalados. A saúde de primeiro mundo tem, assim, 30% de seus mamógrafos sem funcionar ou funcionando precariamente.

Essa situação provoca a morte de muitas mulheres brasileiras, visto que a mamografia permite detectar precocemente o câncer de mama, doença que é a maior causa de morte de mulheres no país.

Copa flexível e uma Olimpíada heterodoxa

Quinta, 23 de junho de 2011
Em discurso no Plenário da Câmara o deputado federal Chico Alencar (Psol-RJ) apresentou ao seus pares a deputada Fifa e o deputado COI. Veja a seguir o pronunciamento do carioca.

Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados e todo(a)s o(a)s que assistem a esta sessão ou nela trabalham:
Surgiu aqui uma poderosa líder de bancada multipartidária, a “deputada FIFA”. Sua força é tanta que, junto com o “deputado COI”, conseguiu aprovar uma Copa flexível e uma Olimpíada heterodoxa. Para esses megaeventos haverá o “Regime Diferenciado de Contratações Públicas”, facilitador das licitações. Como uma “força política externa de intervenção”, a FIFA impõe uma duplicidade emergencial de legislação, apesar de sabermos há 3 anos e meio que sediaremos a Copa, e há 1 ano e meio as Olimpíadas. A imprevidência é sócia desta situação esdrúxula.

Veja o quadro comparativo sobre como é uma licitação hoje (Lei 8.666) e como devem ficar as licitações da Copa e Jogos Olímpicos (RDC), se o aprovado na Câmara – contra o nosso voto –, de “contrabando” na MP 527, for confirmado no Senado:

PROJETO
Lei 8.666: Exige projeto básico que  detalha como será a obra em
todas as fases, com licitação
em cada etapa.

RDC: Governo pode licitar a obra sem  projeto básico; contratado fica  responsável pelos projetos,  execução e entrega da obra.

AMPLITUDE
Lei 8.666: Aplicada para cada obra  específica, em sua  singularidade.

RDC: Vale para toda obra considerada pela autoridade pública como “necessária ao evento”, e a até  350 km de cidades-sede da Copa.

CAPACIDADE
Lei 8.666: Empresa tem primeiro de comprovar capacidade técnica para a obra; só depois apresenta a proposta financeira.

RDC: Governo julga os preços e só depois verifica se a empresa vencedora tem capacidade técnica para executar a obra.

INFORMAÇÃO
Lei 8.666: Valor estimado para a obra é publicado, para que empresas e órgãos de controle tenham acesso às planilhas a qualquer momento.

RDC: Valor estimado da obra pode ficar com carimbo de “sigiloso” e disponível “estritamente” aos órgãos de controle; não está claro a partir de quando e até quando.

VALORES
Lei 8.666: Valores a serem pagos à empresa são fixados antes da contratação, para que haja uma previsão exata dos gastos.

RDC: Remuneração pode ser variável, vinculada ao desempenho da contratada, o que torna o processo mais subjetivo e sujeito a desvios.

AUMENTO
Lei 8.666: Aumento no preço das obras são de no máximo 25% (50%
para obras de reforma).

RDC: Valor do aumento fica ilimitado para que projetos se adequem a são de no máximo 25% (50% para obras de reforma) para que projetos se adéqüem a pedidos de organismos internacionais (FIFA e COI).

EXCLUSIVIDADE
Lei 8.666: É proibido restringir a licitação a uma marca específica.

DC: Licitação pode indicar uma marca específica para aquisição de um produto.

CHAMADA
Lei 8.666: Em caso de desistência do vencedor, se o segundo colocado na licitação não aceitar realizar as obras no valor apresentado pelo primeiro, não poderá ser contratado.

RDC: O segundo colocado poderá ser contratado pelo valor apresentado por sua empresa na licitação.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Pedido de vista suspende o julgamento do Deputado Raad Massouh

Quarta, 22 de junho de 2011
Do TSE 
Na sessão de julgamento realizada na tarde desta quarta-feira, 22/6, o Desembargador Eleitoral Marcos Luis Borges de Resende TREDF pediu vista dos autos da representação ajuizada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) contra o Deputado Distrital Raad Mtanios Massouh, em razão de captação ou gasto ilícito de recursos financeiros em campanha eleitoral. Nesta ação, o Ministério Público requereu a cassação do diploma e do mandato do parlamentar. Com o pedido de vista, o julgamento foi suspenso. O Relator da representação é o Desembargador Eleitoral Mario Machado.  

A ação foi proposta pelo Ministério Público Eleitoral em razão de irregularidades insanáveis detectadas no processo de prestação de contas do Deputado, as quais foram rejeitadas, à unanimidade, em 15 de dezembro de 2010. A base legal é o art. 30-A da Lei nº 9.504/97 (Lei das Eleições). De acordo com esta norma, qualquer partido político ou coligação poderá representar à Justiça Eleitoral, no prazo de 15 (quinze) dias da diplomação, relatando fatos e indicando provas, e pedir a abertura de investigação judicial para apurar condutas em desacordo com as normas daquela Lei, relativas à arrecadação e gastos de recursos.

Fora detectada, na prestação de contas do parlamentar, a utilização de veículos sem a comprovação de terem os bens sido integrados ao patrimônio dos doares, a falta de emissão de recibos relativos à utilização destes veículos e o recebimento de R$ 30.000,00 de pessoa jurídica criada no ano da eleição.


Alegações do Ministério Público Eleitoral

Ao utilizar a palavra na sessão de julgamento, o MPE, autor da ação, asseverou que o julgamento da representação constitui-se em uma boa oportunidade para o TREDF demonstrar que um processo de prestação de contas não é uma obra de ficção.

De acordo com o Procurador Regional Eleitoral, Renato Brill de Góes, o art. 30-A da Lei das Eleições visa assegurar o cumprimento do princípio da moralidade, previsto expressamente na Constituição Federal.

Segundo observou, a reprovação das contas do parlamentar significaram, também, a rejeição de sua conduta ético-jurídica na campanha eleitoral de 2010.


Alegações da defesa do parlamentar

O advogado de defesa do Deputado Raad Massouh, Herman Barbosa, ao fazer a sustentação oral, enfatizou que a ação foi proposta única e exclusivamente porque houve a rejeição das contas do parlamentar.

Alegou que a Presidente Dilma Rousseff também incorreu na irregularidade de receber recursos de pessoa jurídica constituída no ano da eleição e, mesmo assim, suas contas foram aprovadas pelo TSE, o que deveria ser observado no julgamento do representado (Raad Massouh).

Sobre os recibos eleitorais, alegou que o candidato não sabia da necessidade de emiti-los para si próprio. No caso, foram utilizados veículos do Hotel Fazenda RM, de propriedade do parlamentar, sem a necessária emissão dos recibos.

   
O voto do Relator da representação

Em seu voto, ressaltou que o entendimento dominante sobre as ações judiciais do art. 30-A da Lei nº 9.504/97 é no sentido da desnecessidade das irregularidades influírem no pleito eleitoral. Exigir prova da influência nas eleições é tornar inócua a norma do art. 30-A, o qual objetiva proteger a moralidade na arrecadação de recursos na campanha eleitoral.
O Relator enfatizou que o candidato preencheu recibos eleitorais não utilizados, com data retroativa, na tentativa de afastar a irregularidade da não emissão de recibos em razão da utilização de veículos na campanha. “Bastava o candidato manter-se inerte”, ressaltou o Relator em relação aos recibos pós-datados.

Ainda em relação a estes recibos, o Relator deixou claro que foi uma demonstração de falta de seriedade e desapego com relação à lisura da campanha e o seu respectivo controle por parte da Justiça Eleitoral.  

Em relação aos recursos recebidos de pessoa jurídica constituída no ano da eleição, o Desembargador Eleitoral Mario Machado asseverou que o parlamentar, efetivamente, utilizou este numerário, ao contrário do que fora alegado em sua defesa.

O candidato, na iminência de ter as contas rejeitadas, fez a devolução da quantia à pessoa jurídica doadora. No entanto, segundo o Relator, esse dinheiro não saiu da conta bancária aberta especificamente para a arrecadação e gastos eleitorais, uma vez que não houve sobras de campanha.

As ilicitudes, somadas, representaram 25,4% dos recursos empregados na campanha eleitoral. Esse percentual, de acordo com o Relator, oferece margem para aplicação das sanções previstas no parágrafo segundo, do art. 30-A, da Lei nº 9.504/97, quais sejam, cassação do diploma e, consequentemente, do mandato do representado.

Ao final do seu voto, o Relator julgou procedente a representação, determinando a cassação do diploma e, consequentemente, do mandato do Deputado Raad Massouh, ordenando o encaminhamento de ofício à Câmara Legislativa do Distrito Federal dando ciência da decisão.

O Desembargador Eleitoral Marcos Luis Borges de Resende pediu vista do processo, para analisar com mais detalhes o caso submetido a julgamento e, posteriormente, proferir o seu voto.

A Desembargadora Nilsoni de Freitas Custódio acompanhou o voto do Relator, enfatizando que, diante das várias irregularidades apontadas e demonstradas, o art. 30-A foi violado e, desta forma, mostra-se justa a aplicação da cassação do diploma do parlamentar.

O Desembargador João Batista Teixeira também acompanhou o voto do Relator, em razão de estarem demonstradas as várias irregularidades na arrecadação e gastos de recursos na campanha eleitoral do Deputado.

Os Desembargadores Eleitorais Moreira Alves e Josaphá Francisco dos Santos irão aguardar o pronunciamento do voto do Desembargador Marcos Luis Borges de Resende para se manifestarem acerca do mérito da ação.