Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

PGE manifesta-se contra registro de candidatura de Roriz

Quarta, 25 de agosto de 2010
Do MPF
25/8/2010 - Para Gurgel, candidato ao governo do Distrito Federal renunciou ao mandato de senador em 2007 para não ser cassado e, com isso, fica inelegível, segundo prevê a Lei da Ficha Limpa

Em parecer enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o procurador-geral eleitoral, Roberto Gurgel, manifestou-se contra o registro de candidatura de Joaquim Roriz. O candidato ao governo do Distrito Federal e a Coligação Esperança Renovada interpuseram recursos ao TSE pedindo a reforma do acórdão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) que negou o registro de candidatura a Roriz com base no artigo 1º, I, k, da Lei complementar nº 64/90, com a redação dada pela Lei complementar nº 135/2010 (Lei da Ficha Limpa).

O registro de Joaquim Roriz foi negado pelo TRE-DF porque ele renunciou ao cargo de senador da República em 2007, depois de oferecida a representação capaz de levá à cassação de seu mandato. No recurso feito ao TSE, alegou inobservância aos princípios da anterioridade da lei eleitoral, da irretroatividade da Lei da Ficha Limpa, da presunção de inocência e da intangibilidade do ato jurídico perfeito. Os recursos afirmam que o candidato não teve conhecimento oficial dos termos da representação capaz de levá-lo à cassação de seu mandato, nem da decisão tomada pela Mesa do Senado, que a Justiça Eleitoral não poderia imiscuir-se na decisão do Senado, nem teria competência para examinar a idoneidade da representação que gerou sua renúncia.

Para Gurgel, as inovações da Lei da Ficha Limpa não ferem o princípio da anterioridade da lei eleitoral porque têm natureza de norma eleitoral material, que em nada interferem no processo eleitoral. Segundo ele, o princípio da anualidade refere-se, apenas, ao aspecto instrumento do direito eleitoral, como julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em ação direta de inconstitucionalidade (ADI 3542).

Sobre a irretroatividade da lei, o procurador-geral eleitoral explica que não se pode confundir aplicação retroativa da lei com eficácia imediata. “A lei foi editada antes mesmo da realização das convenções e está sendo aplicada a registro de candidatura posterior a sua entrada em vigor, e não a registro de candidatura passada”, diz no parecer. Ele destaca ainda que a restrição legal não tem como propósito a exclusão do candidato, mas a proteção da coletividade, a preservação dos valores democráticos e republicanos.

No que se refere a presunção da inocência, esta, segundo Gurgel, dirige-se à proteção da esfera penal: “O que a Lei complementar nº 135 estabeleceu, na alínea k, foi simplesmente um critério, semelhante a qualquer outro contido em um edital de concurso para ocupação de cargo público, e não uma pena, sendo impertinente a invocação do princípio da presunção de inocência”.

A alegação de intangibilidade do ato jurídico perfeito também, de acordo com Gurgel, é impertinente. “Não existe direito adquirido à elegebilidade, nem situação consolidada a impedir a incidência da regra de inelegibilidade, máxime quando o pedido de registro da candidatura é posterior à promulgação da Lei Complementar nº 135/2010”, afirmou.

O procurador-geral eleitoral conclui que a renúncia de Roriz por quebra de decoro parlamentar foi para burlar norma constitucional (artigo 55, II, e § 1ºm da Constituição Federal) para escapar da cassação. “O que realmente pretendia era preservar sua capacidade eleitoral passiva, com vista ao próximo pleito, pois, se cassado seu mandato, ficaria inabilitado para o exercício de cargo público, pelo prazo de oito anos”.

Veja aqui a íntegra do parecer.

Operação corujão

Quarta, 25 de agosto de 2010
Senhores candidatos nas eleições de Brasília, cuidado! Limpem as ruas, praças e balões. Retirem seus materiais de campanha, pois a fiscalização do TRE não está para brincadeira. Ainda bem!

Ontem, por exemplo, houve um arrastão da sujeira deixada pelos candidatos na Epia Norte, Lago Norte, Eixos Rodoviários Sul e Norte e na Vila Telebrasília. As peças de propaganda colocadas em área pública (canteiros, ruas etc) têm que ser retiradas antes das 22 horas. Só podem permanecer expostas das 6 horas até às 22 horas.

Que venha logo esse bendito arrastão para as bandas do Gama. Mas que venha também durante o dia, para tirar as faixas, banners e cartazes colocados em locais proibidos.

Advogado é condenado por parcelamento irregular em Área de Proteção Ambiental

Quarta, 25 de agosto de 2010
Do MPDF
25/08/2010 - A Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (Prodema) conseguiu a condenação do advogado Jaime Henrique Caetano Ferreira a sete anos de reclusão pelo parcelamento irregular de chácaras localizadas na Área de Proteção de Manancial (APM) de Brazlândia, na APA do Rio Descoberto. O advogado desmembrou, sem licença ambiental, área de cerca de 150 hectares da Fazenda Vendinha, também conhecida como Milano ou Shamma, tendo vendido as chácaras parceladamente.

Em virtude do parcelamento irregular foram causados danos ambientais a APA do Rio Descoberto, região que abriga o principal manancial de abastecimento de água do Distrito Federal. O valor da reparação do dano fixado na sentença foi avaliado pelo Instituto de Criminalística do DF, e corresponde a R$ 1.296.698,64.

É Temporão

Quarta, 25 de agosto de 2010
Ministro Temporão diz que não vai intervir nos serviços de saúde do Distrito Federal.

O ministro Temporão sequer está intervindo direito nos serviços de saúde da União...

Menos, deputado, menos. Não apequene o povo de Brasília.

Quarta, 25 de agosto de 2010
Wilson Lima, presidente da CLDF, diz que Casa "é do tamanho do povo de Brasília".

Isso é Brasília

Quarta, 25 de agosto de 2010
Postos de saúde e hospitais sem médicos, sem materiais, sem equipamentos, sem elevadores, sem nada. Falta tudo, menos pacientes.

Escolas caindo aos pedaços, sem verbas, sem água, sem professores, sem nada.

Segurança pública sem segurança, sem policiamento nas ruas, muita gente sendo assassinada. Segurança de nada.

Transportes públicos sem transportar, metrô enguiçando num dia e noutro também. Ônibus caindo aos pedaços. Sistema em colapso.

O serviço de informações de emprego fora do ar. Melhor, indo pelos ares.

Isso tudo é em Brasília. E tem gente que diz que Brasília está vivendo um novo tempo.

Novo tempo de caos.

Marvada Pinga

Quarta, 25 de agosto de 2010
Inezita Barroso

O PT é diferente

Quarta, 25 de agosto de 2010 
Por Ivan de Carvalho
    Bem, parece que no momento em que PT e PMDB deram caráter formal à aliança eleitoral para as eleições presidenciais e à aliança política para o futuro governo, o PMDB tratou o PT como se este fosse um partido normal, a exemplo do próprio PMDB, do PSDB, do DEM, do PR, do PP, do PTB. Mas o PT não é um partido normal. Porque não quer ser partido, quer, no final do caminho, ser o todo. Claro que há petistas, até facilmente identificáveis, que não pensam assim, mas vale a resultante do conjunto e a resultante é a enunciada na frase precedente.
    É quase inacreditável – e só se explica por uma sofreguidão exagerada pelo governismo – que o comando peemedebista haja cometido um erro tão grave, que já está apresentando seus primeiros efeitos e, a julgar por estes, deverá apresentar ainda muitos outros. O PMDB celebrou a aliança sem impor – quando ainda podia impor, pois agora parece que já não pode, graças, em boa parte, ao reforço imenso que ele mesmo deu ao desígnio petista de eleger a sucessora de Lula – condições absolutamente objetivas, seja para a campanha, seja para o eventual futuro governo.
    Para o partido não sair prejudicado já na campanha eleitoral e tendo-se farto conhecimento do prestígio popular de Lula e da força representada pelo comando do Poder Executivo federal, o mínimo que o PMDB poderia, se estivesse agindo com sanidade, fazer seria estabelecer algo como “tratamento igual”. Essa igualdade teria de ser respeitada por Lula e a candidata petista Dilma Rousseff em relação a todos os candidatos petistas e peemedebistas a governador e senador.
Outros aliados, como o PR e o PP, poderiam “pegar carona” no acordo PT-PMDB para exigir que a igualdade valesse também em relação a eles. Isto talvez incomodasse um PMDB sôfrego e egoísta, mas não deveria incomodar um PMDB inteligente, pois se os demais aliados importantes exigissem também a pactuação da igualdade, isto reforçaria a exigência do próprio PMDB.
Garantido o “tratamento igual” de Lula, Dilma e o governo para o PT e os aliados durante a campanha eleitoral, então se poderia discutir e resolver certos detalhes importantes, como, para o PMDB, era a candidatura de Hélio Costa ao governo de Minas Gerais. Isso seria possível sob o argumento óbvio e incontestável de que o Grande Prêmio o PT já estaria levando – a Presidência da República. Teria então que ceder muito no restante para que se estabelecesse uma situação de equilíbrio.
Nada disso foi feito e porque não foi feito o presidente Lula já está aí atropelando o PMDB em pelo menos dois Estados (a Bahia é um deles) e o PR. E o comando nacional dos dois partidos não dá um pio. Se já está assim antes das eleições, pode-se imaginar depois, se Dilma vencer mesmo, como sugerem neste momento todos os sinais.
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta quarta.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

Plínio de Arruda faz campanha em Brasília nesta quarta

Quarta, 25 de agosto de 2010
                                                               Foto divulgação
 Plínio passa o dia em Brasília

Veja a agenda de hoje (25/8) do candidato do Psol à Presidência da República:
9 horas - Acompanha o candidato ao governo do DF pelo Psol, Toninho do Psol na abertura do "Encontro com os Candidatos ao Governo do Distrito Federal na OAB/DF" (SEPN 516 Bloco B - Asa Norte)

10 horas - Assina termo de compromisso com a política nacional dos direitos humanos das crianças e adolescentes (SCS - bloco B, quadra 9 lote "C" edifício Parque Cidade Corporate, torre “A”,  8º andar, Brasília/DF)

13h30 - Caminhada na Candangolândia

15 horas - Visita à sede da Polícia Federal para conhecimento do plano estratégico 2022 (Setor de Autarquias Sul, quadra 6, lote 9/10, 9º andar, Brasília/DF)

16h30 - Visita ao Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (SCS, bloco B, quadra 9 lote "C" edifício Parque Cidade Corporate, torre “A”, 9º andar, Brasília/DF)

17 horas - Palestra na UnB (anfiteatro 5, cidade universitária)

22 horas - retorno a São Paulo

Estudo do Idec mostra que prazo de prescrição de planos econômicos é de 20 anos

Quarta, 25 de agosto de 2010      
Do site do Idec
Milhares de acórdãos e centenas de decisões do STJ manifestam que este é o período para ingressar com ações sobre perdas na poupança

Um levantamento realizado pelo Idec no site do Superior Tribunal de Justiça (STJ) constatou que a prescrição para ingressar com ações sobre os planos econômicos é de 20 anos. O tribunal já manifestou esse entendimento em 127 acórdãos (decisões finais que servem como paradigma para casos análogos) e 2331 decisões monocráticas (de um só ministro)

Na próxima quarta-feira (25/8) o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve definir de vez seu entendimento a respeito do prazo para ajuizar ações civis públicas, um dos principais instrumentos usados para a reclamação do direitos dos poupadores com as perdas nas cadernetas de poupança dos planos Bresser, Verão, Collor I e Collor II. Na mesma ocasião serão discutidos outros temas sobre planos econômicos que deve definir o futuro de todas as ações sobre o assunto.

O julgamento preocupa porque uma decisão recente de uma seção do STJ reduziu o prazo de prescrição desse tipo de ação de 20 para cinco anos. No entanto, esse entendimento não conta com respaldo legal ou jurisprudencial, pois a analogia entre ação civil pública e ação popular para reduzir a prescrição no caso dos planos econômicos não se sustenta.

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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Roriz e Agnelo não aparecem no debate na UnB

Quarta, 24 de agosto de 2010
Pegou mal a não participação de Roriz e Agnelo no debate promovido hoje (24/8) pelo Diretório Central dos Estudantes da UnB. A ausência de Roriz dá até para entender. Não é a sua praia. Mas Agnelo...

O candidato petista chegou a confirmar presença no debate.

Os dois não foram ao evento e levaram pauladas por todos os lados. Estiveram debatendo, e batendo nos ausentes: Toninho do Psol, Rodrigo Dantas (PSTU), Newton Lins (PSL), Ricardo Machado (PCO) e Eduardo Brandão (PV).


Processo do DEM contra Geraldo Naves tem novo relator no TREDF

Quarta, 24 de agosto de 2010

Do TRE
24 de agosto de 2010 - O juiz eleitoral Josaphá Francisco dos Santos é o novo relator do Recurso Eleitoral do Democratas contra o Deputado Distrital Geraldo Naves. O recurso questiona sentença do juiz da 1ª Zona Eleitoral (Asa Sul), que declarou nula a expulsão de Naves do Democratas. Santos substitui o juiz eleitoral Raul Sabóia, cujo biênio no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TREDF) chegou ao fim. Com isso, ocorreu redistribuição do processo. Na decisão da 1º Zona Eleitoral, magistrado entendeu que não foram respeitados os princípios do devido processo legal, ampla defesa e contraditório e manteve Naves no partido. No entanto, em manifestação, Ministério Público Eleitoral discordou da decisão do juiz da 1ª Zona. “A controvérsia diz respeito à existência de violação aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa pelo ato administrativo de expulsão de Geraldo Naves Filho do Democratas”, explica o parecer do Ministério Público. “A sentença merece reforma”, completa o Procurador Regional Eleitoral, Renato Brill de Góes. Para o Procurador, no mérito, a razão é do Democratas. E ele fundamenta seu entendimento: “(...) Como bem destacado na manifestação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, a Resolução nº 83 de 11.03.2010 não descumpre os preceitos constitucionais e legais apontados pelo Recorrido (Naves), uma vez que o art. 9º, § 5º, do Estatuto do Democratas prevê a abertura do contraditório e ampla defesa”. A substituição está prevista no artigo 33, parágrafo 5º, inciso do Regimento Interno do TREDF, que tem a seguinte redação: “Ocorrendo o afastamento definitivo do membro titular serão os feitos redistribuídos ao seu sucessor.”

Ministério Público Eleitoral do DF quer ver presidente do PT-DF fora das eleições

Quarta, 24 de agosto de 2010
Roberto Policarpo, presidente do PT-DF e candidato a deputado federal, poderá ter sua candidatura rejeitada pelo TRE-DF. É que o MPE —Ministério Público Eleitoral— deu parecer opinando pelo indeferimento da candidatura. A alegação é de que Policarpo não teria se afastado “de fato” das atividades como sindicalista no Sindjusdf.

MPDFT instaura procedimento sobre a Casa Abrigo

Quarta, 24 de agosto de 2010

24/08/2010 - O Núcleo de Gênero Pró-Mulher, vinculado à Coordenação dos Núcleos de Direitos Humanos do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), instaurou, nesta terça-feira (24/08), procedimento interno para apurar as circunstâncias da realocação temporária das vítimas de violência doméstica e sexual acolhidas na Casa Abrigo, em virtude do despejo do imóvel anteriormente ocupado, ocorrido na última sexta-feira (20/08), e para acompanhar as condições de reinstalação do serviço de proteção social oferecido pela instituição.
O procedimento tem por objetivo principal fiscalizar a maneira como vem sendo desenvolvida a política de abrigamento de vítimas de violência doméstica e sexual no Distrito Federal, tanto em seu aspecto de adequação quanto no orçamentário.

Força-tarefa erradica invasão em Taguatinga. Faltam as invasões dos becos do gama

Terça, 24 de agosto de 2010
Força-tarefa erradica invasão em Taguatinga

Onze barracos foram retirados em operação da Subsecretaria de Defesa do Solo e da Água (Sudesa). Objetivo da ação visou ainda orientar moradores de rua a não permanecerem em locais públicos e aceitar auxílio do governo
Uma força-tarefa de combate à invasão de área pública, na manhã desta terça-feira (24), teve como saldo a retirada de 11 barracos de lona e madeira e a apreensão de dez colchões ocupados por catadores de materiais recicláveis, em Taguatinga.
 Agentes da Subsecretaria de Defesa do Solo e da Água (Sudesa) participaram da operação que objetivou fiscalizar e orientar as pessoas a não permanecerem em locais públicos. As áreas de atuação da equipe foram: QSB 12 lote 1, onde foram erradicadas três edificações; QSA 12 lote 12, recolhidos os dez colchões usados pelos moradores; Praça Vila Dimas, no setor da QSE em Taguatinga Sul, retirado uma edificação que localizava no coreto da praça; seis barracos na área especial da CSG 20 e um barraco nos fundos no Hospital Regional de Taguatinga. A ação ocorreu de forma pacífica.
 Apenas um dos moradores aceitou o auxílio da Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest) e foi encaminhado a albergue do GDF. Participaram da operação 35 agentes dos seguintes órgãos: Sedest, Subsecretaria de Defesa do Solo e da Água (Sudesa), Secretaria de Ordem Pública e Social (Seops), Agência de Fiscalização do DF (Agefis), Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Polícia Militar e Administração de Taguatinga.
Com informações da Ascom/SEOPS.
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Comentário do Gama Livre: A Força-Tarefa de combate às invasões, ninguém pode negar, cumpriu seu dever/poder de polícia ao retirar os onze barracos dos catadores de materiais recicláveis em Taguatinga.

Espera-se agora que também a Força-Tarefa cumpra a “Recomendação” Nº 28 de 2010 do Ministério Público do Distrito Federal (a ela encaminhada), qual seja, “que exerça seu dever/poder de polícia, desconstituindo nos termos do artigo 178, parágrafo primeiro, da Lei 2.105/98 (Código de Edificações), mediante ação imediata, toda e qualquer edificação ou ocupação existente em área pública nas áreas intersticiais entre os conjuntos das quadras residenciais do Gama, eis que declarada inconstitucional a Lei complementar distrital nº 780/2008 e o inciso IV do art. 105, da Lei complementar distrital nº 728/06;”

Segundo o MPDFT “a responsabilidade civil, penal e por improbidade pela não adoção de providências será direta, imediata e pessoalmente imputada a todas as autoridades que tenham poder de decisão em relação ao tema”.

Dessa forma, é que a Força-Tarefa deverá agir para descontinuar as invasões nos becos das quadras residenciais do Gama ou, então, que seus coordenadores respondam pela omissão.

Venceu ontem (23/8) o prazo estipulado pelo MPDFT para que o Coordenador Geral da Força-Tarefa do Distrito Federal, Djalma Lins e Silva Filho e o Coordenador Operacional da Força-Tarefa do Distrito Federal, senhor João Carlos da Silva, entregassem relatório das providências adotadas para descontinuar as invasões nos becos do Gama.

Ontem (23/8) o administrador do Gama, Luiz Pires, fez publicar no Diário Oficial do DF a Ordem de Serviço nº 54 de 2010 em que, atendendo “Recomendação” do MPDFT, anulou todos os alvarás de construção emitidos pela Administração Regional do Gama para obras nos becos da cidade.

STJ deve julgar nesta quarta-feira (25) recursos sobre planos econômicos

Terça, 24 de agosto de 2010
Do STJ
A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) deverá julgar, nesta quarta-feira (25), dois recursos especiais referentes a ações movidas por consumidores que contestam, de instituições financeiras, diferenças de correção monetária de valores depositados em cadernetas de poupança, durante a vigência de quatro planos econômicos: Bresser, Verão, Collor I e Collor II. Os recursos têm a relatoria do ministro Sidnei Beneti.

Os recursos a serem julgados tratam de poupanças depositadas no ABN-AMRO Real S/A e na Caixa Econômica Federal. O julgamento ocorrerá conforme o rito da Lei dos Recursos Repetitivos (Lei n. 11.672/08), segundo a qual, o resultado a ser decidido passará a ser tido como o entendimento do Tribunal sobre o assunto e, dessa forma, valerá para todos os demais processos de teor semelhante.

A expectativa dos ministros da Segunda Seção é de que a decisão venha a desafogar o número de processos relativos ao tema - que tem sido enorme nos últimos anos, abordando as mais frequentes dúvidas em relação aos planos econômicos. Dentre estas, índices percentuais, prazos de prescrição de reajustes, conversões de regras mediante medidas provisórias da época e, até mesmo, legitimidade das instituições financeiras para fazer as correções.

A Segunda Seção do STJ, que trata do julgamento de matérias de direito privado, é composta pelos ministros Massami Uyeda (presidente), Aldir Passarinho Junior, Nancy Andrighi, João Otávio de Noronha, Sidnei Beneti, Luis Felipe Salomão, Raul Araújo Filho, Paulo de Tarso Sanseverino e Isabel Gallotti, além do desembargador convocado Vasco Della Giustina.

Os trabalhos de julgamento da Segunda Seção terão início a partir das 14h.

Garotinho

Terça, 24 de agosto de 2010
A Justiça Federal do Estado do Rio de Janeiro condenou o ex-governador Garotinho a dois anos e seis meses de reclusão por formação de quadrilha.

A dúvida agora é se o Garotinho cumpre a pena em uma casa de detenção ou num reformatório.

Estado de S. Paulo: Relatório da PF classifica Arruda e aliados de quadrilha

Terça, 24 de agosto de 2010
Documento diz que ex-governador encabeçou organização criminosa para desvio de verba pública e inclui deputados que buscam reeleição
Leandro Colon / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

 Um ano depois do início da investigação sobre o esquema de corrupção no Distrito Federal, a Polícia Federal concluiu o relatório final que aponta o ex-governador José Roberto Arruda como o chefe de uma "organização criminosa" para desviar recursos públicos por meio de empresas contratadas pelo seu governo.

A conclusão da PF, obtida pelo Estado, inclui deputados que disputam a reeleição dia 3 de outubro e afirma que Arruda e seus aliados se enquadram em "formação de quadrilha" e "corrupção passiva" para obter "vantagens espúrias". "José Roberto Arruda encabeçava uma organização criminosa voltada à captação de dinheiro bancado por empresas contratadas", diz a PF.

Com 93 páginas, o relatório foi concluído no dia 9 de agosto e enviado semana passada ao ministro Arnaldo Esteves Lima, que conduz o inquérito da Caixa de Pandora no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A polícia aponta crimes cometidos por sete empresas, 12 integrantes do alto escalão do então governo de Arruda, além do próprio ex-governador, e pede a abertura de investigação para cada envolvido, com o objetivo de investigar lavagem de dinheiro e ocultação de bens. "Em vista das sólidas comprovações da prática de corrupção passiva", afirma o delegado Alfredo Junqueira.

O documento obtido pela reportagem contém o resultado de perícias, arquivos apreendidos, novos bilhetes de Arruda, planilhas e outras informações, cruzadas com os depoimentos de Durval Barbosa, ex-secretário do DF e delator do esquema.

Segundo a PF, havia uma "atuação estável, em convergência de vontades, de forma organizada e com divisão de tarefas". O relatório cita parlamentares que disputam as eleições deste ano. A polícia revela planilhas apreendidas no cofre da casa e no escritório de José Geraldo Maciel, ex-chefe da Casa Civil, que apontam pagamento de propina para os deputados distritais votarem a favor do projeto que mudou o Plano Diretor (PDOT) do Distrito Federal em dezembro de 2008.

Em um dos arquivos, aparece a seguinte frase: "Possivelmente haja R$ 500 mil para receber do Paulo Otávio relativos ao Plano Diretor". A referência seria a Paulo Octávio, ex-vice-governador e empresário do setor de construção civil na cidade. Octavio não foi associado a crimes pela PF, nesta fase. Numa planilha intitulada "PDOT", aparecem deputados que escaparam da cassação e que agora são candidatos.

Ao lado dos nomes, há números que variam de 1,6 a 4. Entre os candidatos estão Benedito Domingos (PP), Paulo Roriz (DEM), Jaqueline Roriz (PMN) - filha do candidato a governador Joaquim Roriz (PSC) -, Benício Tavares (PMDB), Raimundo Ribeiro (PSDB), Roney Nemer e Eliana Pedrosa (DEM).

Na tramitação, 19 dos 24 deputados votaram a favor do projeto. Para a PF, isso reforça o depoimento de Durval Barbosa em que ele contou que cada deputado recebeu R$ 420 mil para ficar a favor do Plano Diretor.

Ressarcimento. O delegado Alfredo Junqueira, além de enumerar os crimes cometidos, pede, entre outras coisas, a investigação dos investimentos imobiliários dos acusados. "Com vistas a salvaguardar o ressarcimento ao erário com a reparação do dano causado pela infração penal", argumenta. "Os elementos colhidos no corpo desta investigação tornam patente a percepção de vantagens espúrias por agentes políticos", afirma o relatório da PF.

O escândalo do "mensalão do DEM", como ficou conhecido o esquema, foi revelado em novembro passado na Operação Caixa de Pandora. Arruda chegou a ser preso, saiu do DEM e foi cassado pela Justiça Eleitoral.

Para a polícia, Durval Barbosa cometeu o crime de corrupção passiva ao receber o dinheiro de empresas do governo, assim como Fábio Simão, ex-chefe de gabinete de Arruda. Segundo o relatório, Arruda era "auxiliado" por Durval, Simão e os aliados José Geraldo Maciel, Omézio Pontes, Domingos Lamoglia, Luiz Paulo Costa Sampaio e Marcelo Toledo. A PF ainda inclui no esquema os ex-integrantes do governo do DF Ricardo Penna e Roberto Giffoni.
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Observação do Gama Livre: Roberto Giffone, ex-secretário da Ordem Pública de Arruda, aparece na telinha da TV no horário eleitoral pedindo voto para se eleger deputado federal.

Inga Savitskaya - Invisible Partner

Terça, 24 de agosto de 2010

Frase premiada na Escola Presidente Getúlio Vargas,em Aracaju

Terça, 24 de agosto de 2010
O horário político é o único momento em que os ladrões ficam em cadeia nacional.

O tempo e o PT

Terça, 24 de agosto de 2010 
Por Ivan de Carvalho
    Com a candidata do PT a presidente abrindo, no Datafolha – para confirmar os demais institutos que vêm divulgando pesquisas eleitorais – uma vantagem de 17 pontos em relação ao principal candidato da oposição, José Serra, da coligação liderada pelo PSDB e na qual estão ainda o DEM, o PTB e o PPS, o país parece em marcha acelerada para somar aos oito anos de Lula pelo menos quatro de Dilma Rousseff e assim cravar pelo menos 12 anos de governo federal comandado pelo PT

    Note-se que na área atualmente de oposição não existem alternativas eleitorais reais fora da declinante ou decadente candidatura de José Serra. Marina Silva, do PT, não tem como vencer a disputa, nem mesmo como chegar ao segundo turno, e Plínio de Arruda Sampaio, do Psol, está aí só para marcar posição. Isto para não falar nas candidaturas ridículas, sob o aspecto da representatividade e até mesmo sob outros aspectos.

    O cenário delineado é o de um mínimo de 12 anos de governo comandado pelo PT – os oito de Lula e quatro de Dilma. Mas, pelo que está dando para sentir na campanha eleitoral, a primeira presidente do Brasil terá uma oposição frágil nas áreas partidária e parlamentar. E assim há que considerar desde já como não apenas possível, mas até provável – apesar da distância no tempo, que traz seus imprevistos – a hipótese de reeleição de Dilma ou do retorno de Lula em 2014.

    Então seriam, ao invés dos oito já para se completarem ou dos 12 quando incluído na conta o eventual mandato de Dilma, 16 anos. Ora, isso é tempo suficiente para, sob uma oposição frágil como a que parece que surgirá das urnas de outubro, o poderoso Executivo federal, sob comando petista, consolidar seu domínio sobre o Congresso Nacional, indicar magistrados em grande número para a composição dos tribunais superiores e especialmente o Supremo Tribunal Federal, que dá, afinal, a última palavra sobre o que estabelecem a Constituição e as leis.

    Na Bahia, tivemos uma experiência parecida, evidentemente que transposta para um cenário estadual. Antonio Carlos Magalhães exerceu seu primeiro mandato de governador a partir de 1971, mas antes governou a capital baiana por três anos. Então veio Roberto Santos, e logo romperam, mas ACM retornou para o segundo mandato no início de 1979 e ficou até o final de 1982. Sucedeu-lhe um então aliado, integrante de seu grupo político, João Durval. Veio em seguida um adversário, Waldir Pires, que cumpriu meio mandato e deu a outra metade para outro adversário de ACM na época, Nilo Coelho. Mas, mesmo quando seu grupo não deteve o governo estadual, ACM conseguiu dispor de instrumentos de poder suficientes para influir fortemente na Bahia. 

    E voltou novamente governador empossado em 1º de janeiro de 1991. Começou então um reinado de seu grupo, que só acabou com a posse de Jaques Wagner, do PT, em 1º de janeiro de 2006. Foram 16 anos de carlismo no Executivo estadual. Antes de uma fase final de declínio, chegou ao auge, controlando o Executivo, o Legislativo, o órgão máximo do Judiciário, “governando” o setor empresarial e exercendo forte poder sobre os municípios. “Eu sou o poder. Quando eu ando, o poder anda. Quando eu durmo, o poder dorme”, disse uma vez. Versão baiana do “L’État ce moi” atribuído a Luís XIV.

    Teremos a versão brasileira, “O Estado é o PT”?
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta terça.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.