Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

É o desmonte do Estado! É o compadrio! É a safadeza! Assembleia de Minas aprova criação de 800 cargos sem concurso para o MP estadual

Sexta, 4 de agosto de 2017
Léo Rodrigues - Correspondente da Agência Brasil

Os deputados estaduais mineiros aprovaram um projeto de lei que prevê a criação de 800 cargos de assessores no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) a serem preenchidos por recrutamento amplo, sem necessidade de aprovação em concurso público.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Rollemberg não cumpre uma. Prometeu reduzir cargos comissionados (‘peixinhos’, em quase sua totalidade) e valorizar o servidor. É a ‘Administração por Apadrinhamento’

Terça, 19 de julho de 2016

'Administração por Apadrinhamento'
 

As Administrações Regionais estão abarrotadas de comissionados que sequer pertencem ao quadro efetivo (concursado) do GDF. Outros órgão do governo de Brasília também apresentam uma injustificável quantidade de apadrinhados. Ao invés de valorizar o concursado, protege  peixinhos (normalmente indicados por tubarões, que são os peixes grandões) em cargos comissionados. Existe vários rótulos da ciência Administração. A que vemos no GDF é a 'Administração por Apadrinhamento’, uma das mais ineficientes.

Essa postura de apadrinhamento do governo atual (outros também a praticaram) pode ser comprovada pelo “Quadro de composição de preenchimento de cargos/empregos em comissão e de funções de confiança” publicado nas páginas 7, 8 e 9 do Diário Oficial do DF desta terça-feira (19/7). Na Administração Regional da Ceilândia, por exemplo, absurdos 93,06 por cento dos cargos em comissão são ocupados por pessoas/peixinhos sem qualquer vínculo com o GDF. Isto é, gente estranha ao quadro efetivo do complexo do Governo do Distrito Federal. Outro dado na Ceilândia e que é vergonhoso para qualquer governo: 46,53 por cento do quadro total de pessoal está sendo ocupado por pessoas sem vínculo com o GDF (vínculo ao quadro efetivo).

Na Administração do Gama, 84,75% dos ocupantes de cargos comissionados são de fora da força concursada do GDF. E quase 29 por cento do quadro de pessoal não tem qualquer vínculo permanente com o GDF. Quase um terço sem este vínculo. Coisa horrível para uma boa Administração.

Clique na imagem abaixo e veja o descumprimento de mais uma promessa de campanha de Rodrigo Rollemberg. E descompromisso com a eficiência e eficácia da Administração Pública, pois peixes que nadam para lá e para cá, ao sabor das marés e dos ventos, e que mudam de lagoa e rio, normalmente têm eficiência sofrível. Estão mais para bater a barbatana para os peixões, quando estes últimos dão suas nadadas exibicionistas. Isso prejudica, claro, o trabalho dos próprios administradores regionais. Peixe é coisa que eles, os administradores, têm de tratar com todo cuidado, pois os peixões estão de olho na proteção dos seus filhotinhos.

Clique na imagem para ampliar e ver melhor uma das razões da ineficiência dos órgãos do GDF. Os quadros abaixo tem junho como mês de referência dos dados.





sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Advogados Públicos Federais oferecem a extinção de mais de 1.500 cargos comissionados; economia seria cerca de 100 milhões de reais por ano

Sexta, 28 de agosto de 2015
Carta Aberta - extinção de DAS na AGU
As Entidades que representam os Advogados Públicos no âmbito Federal, de forma consensual e uníssona, afirmam que chegou o momento de extinção dos Cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS) no âmbito da Advocacia-Geral da União, bem como na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e nas Procuradorias junto a Autarquias, incluindo o Banco Central. Este é mais um ato para o fortalecimento dos membros das Carreiras da AGU.
O movimento de entrega de cargos iniciado no primeiro semestre de 2015 representou um marco na história da Advocacia-Geral da União. Por meio deste gesto, os Advogados Públicos demonstraram a insatisfação com a estrutura de trabalho e com a o tratamento dispensado pela AGU aos seus membros. Além disso, demonstrou o descontentamento com o status organizacional vigente.
Ao invés de representar um instrumento de valorização profissional, a multiplicidade de cargos em DAS serve, apenas, para operar uma distinção discricionária entre os membros da AGU, não apresentando qualquer fim prático na defesa do patrimônio da União.
Uma Advocacia Pública Forte e Valorizada dispensaria qualquer compensação remuneratória advinda destes cargos em DAS. E esta valorização passa por outros temas que precisam ser discutidos com o Governo e com a Sociedade como a criação de carreiras de apoio, melhorias estruturais e funcionais e um novo modelo de organização da Advocacia-Geral da União.
Portanto, as Entidades signatárias desta Carta Aberta se posicionam no sentido de rejeitar o modelo vigente de distribuição dos Cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS) no âmbito da Advocacia-Geral da União, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e nas Procuradorias junto a Autarquias, incluindo o Banco Central.
As Entidades que representam os Advogados Públicos seguem empenhadas em discutir um novo modelo organizacional para a AGU, a fim de garantir uma melhor eficiência na defesa do Erário, conforme preceitua a Constituição de 1988.
Associação Nacional dos Membros das Carreiras da Advocacia-Geral da União —Anajur
Associação Nacional dos Advogados da União —Anauni
Associação Nacional dos Procuradores do Banco Central do Brasil —APBC
Associação Nacional dos Procuradores Federais —Anpaf
Associação Nacional dos Procuradores Federais da Previdência Social —Anprev
Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional —Sinprofaz
União Dos Advogados Públicos Federais do Brasil — Unafe

sábado, 2 de agosto de 2014

Os salários que o Sesi paga aos apadrinhados do PT

Sábado, 2 de agosto de 2014

As remunerações a indicados por Lula e pelo partido chegam a R$ 36 mil – e alguns deles nem precisam aparecer para trabalhar

MURILO RAMOS
Revista Época
BUUUU!!! A filial do Conselho do Sesi em São Bernardo, São Paulo. Os funcionários deveriam trabalhar lá, mas ninguém conseguia vê-los antes da visita dos caça-fantasmas  (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)
 
Um espectro ronda a casa 787 da Rua José Bonifácio, numa esquina do centro de São Bernardo do Campo, em São Paulo – o espectro do empreguismo. De longe, vê-se apenas uma casa amarela, simples e estreita como as demais da região. De perto, subitamente, tudo o que é sólido se desmancha no ar e – buuu! – sobram somente os fantasmas. Naquele endereço, na cidade paulista onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mora e fez sua carreira, funciona o “escritório de representação”, em São Paulo, do Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria, o Sesi. A casa amarela mal-assombrada fica a 40 metros do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em que Lula se projetou como um dos maiores líderes políticos do Brasil. O sindicato mais famoso do país continua sob o comando de Lula e seus aliados. A casa amarela foi criada por esses aliados no governo de Lula. Quem a banca são as indústrias do país. Todo ano, elas são obrigadas a financiar as atividades do Sesi, cuja principal finalidade é qualificar os trabalhadores das indústrias. A casa amarela é um dos melhores lugares do Brasil para (não) trabalhar. O escritório é modesto, mas os salários são inimagináveis – e as jornadas de trabalho, imaginárias. Difícil é entrar. É preciso ser amigo de petistas poderosos.
 
Na manhã da última quarta-feira, ÉPOCA reuniu coragem para bater à porta da casa amarela. Estava em busca de Marlene Araújo Lula da Silva, uma das noras do ex-presidente Lula. No papel e na conta bancária, ela trabalha ali. A reportagem encontrou apenas dois sindicalistas, além da copeira Maria e da secretária Silvana. Dona Maria parece ser a mais produtiva do lugar. Faz um ótimo café. Talvez por medo, não fala sobre as aparições. Assim que ÉPOCA perguntou pela nora de Lula, a secretária Silvana tratou de alertá-la por telefone. Cerca de 45 minutos depois, Marlene finalmente estacionava seu Hyundai Tucson preto na garagem.
 
Casada com o quarto filho de Lula, Sandro Luís Lula da Silva, Marlene raramente aparece no serviço, apesar de ter um salário de R$ 13.500 mensais. Diz ser “formada em eventos”. Questionada sobre o que faz no Sesi, onde está empregada desde 2007, Marlene foi vaga. Disse trabalhar em programas do Sesi na capital paulista e na região do ABC. “Trabalho com relações institucionais. Fico muito tempo fora do escritório. Tenho uma jornada flexível. Quem me contratou foi o Jair Meneguelli”, afirmou. Meneguelli é o presidente do Sesi. Sindicalista e amigo de Lula, ocupa o cargo desde que o PT chegou ao Planalto, em 2003. “Mas por que está fazendo essas perguntas? Se você está me procurando, deve ser pela ligação que tenho de sobrenome”, disse.
 
Marlene é apenas um dos fantasmas vermelhos que, segundo descobriu a Controladoria-Geral da União, a CGU, habitam a casa amarela. No começo do ano, funcionários do Sesi procuraram a CGU para denunciar a existência de fantasmas nos quadros da entidade. Todos indicados por Lula e outros próceres do PT. Os auditores da CGU, como caça-fantasmas, foram a campo. Encontraram apenas ectoplasmas. Estiveram na casa amarela e jamais flagraram a nora de Lula trabalhando. Experimentaram ligar em horários alternados, na tentativa de achá-la na labuta. Nenhum vestígio. Por fim, decidiram perguntar ao Sesi que atividades Marlene exercera nos últimos tempos. A resposta foi evasiva. Agora, a CGU trabalha num relatório sobre a caça aos fantasmas.
 

terça-feira, 15 de julho de 2014

MPF/DF é favorável à limitação de cargos comissionados no Senado Federal

Terça, 15 de julho de 2014
Núcleo de Combate à Corrupção do MPF/DF dá parecer em ação popular que visa impedir nomeação de comissionados para atribuições de cargos efetivos
O Ministério Público Federal no DF (MPF/DF) aponta ilegalidades na forma como o Senado Federal vem preenchendo seus postos de trabalho. A manifestação foi emitida pelo Núcleo de Combate à Corrupção (NCC) em ação popular que tramita na Justiça. Entre outros pedidos, o processo visa a impedir que o Senado Federal nomeie novos servidores comissionados ou terceirizados para exercer atividades próprias de cargos efetivos para os quais há candidatos aprovados em concursos recentes.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Safadeza? No mínimo, esperteza! GDF e CLDF querem aumentar número de apadrinhados recebendo do contribuinte; é o curral eleitoral, animal!

Quarta, 21 de maio de 2014
Na campanha eleitoral de 2010 o candidato Agnelo colocou como compromisso de governo a valorização dos servidores efetivos e a contratação de concursados. Agora dá prioridade aos apadrinhados? É o curral eleitoral, animal.
Cinismo, hipocrisia, empreguismo, aparelhamento, apadrinhamento. Talvez essas sejam algumas das palavras mais leves com que se possa qualificar o projeto de iniciativa do governo Agnelo e aprovado em primeiro turno de votação ontem (20/5) com o voto de 17 dos 24 distritais. Sete deputados estavam ausentes da sessão.
O Projeto de Emenda à Lei Orgânica número 57 (PLC 57) foi enviado à CLDF pelo governo Agnelo Queiroz. Ele tenta burlar a lei e decisão da justiça. Quer a manutenção e o aumento de um injustificável exército de apadrinhados políticos de autoridades do Executivo, do Legislativo Distrital e Federal da base governista no DF. É o VELHO caminho continuando a ser trilhado, e a curva em que o NOVO CAMINHO se perdeu.
O projeto de lei muda, ilegalmente, a maneira de se chegar ao número máximo de cargos de livre nomeação. Cargos que são aqueles que servem basicamente para pendurar cabos eleitorais na aba e nos cofres do Estado, e na algibeira dos governantes. E nem só cabos, mas também capitães, coronéis e generais de partidos políticos, pois são esses que apadrinham os primeiros. E são apadrinhados pelo governo.
A Justiça decidiu que o limite a cargos comissionados nomeados livremente pelo governador seja computado pelo conjunto dos cargos de cada órgão. O governador e os 17 deputados que aprovaram em primeiro turno o projeto querem que essa contagem seja pelo conjunto dos órgãos do GDF. Total insanidade administrativa, com certeza.
Hoje há o absurdo administrativo de, por exemplo, várias Administrações Regionais, e algumas secretarias de estado (isso mesmo, secretarias) terem mais de 80 por cento do quadro de pessoal constituído por apadrinhados políticos. Com a aprovação do PLC 57, o governador Agnelo quer levar em conta todo o conjunto dos servidores do GDF. Ora, se computados os servidores efetivos da PMDF, Corpo de Bombeiros, Secretaria de Educação e Secretaria da Saúde, o governo pode livremente nomear, por exemplo, 100% do quadro de pessoal das administrações e de algumas secretarias. É safadeza, ou não é? Responda você se quiser.
Já tem concurseiros se organizando para bater às portas do Ministério Público do DF para pedir que que entre com nova Ação Direta de Inconstitucionalidade contra essa  aberração ética do governo e da CLDF.


Leia também:

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Quarta, 26 de junho de 2013

Limite mínimo de 50% de cargos em comissão ocupados por servidores concursados deve ser respeitado em cada órgão

O Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) decidiu que o cálculo do limite mínimo de 50% dos cargos em comissão, a serem ocupados por servidores concursados, deve ser feito em relação a cada órgão público e não ao total de vagas da Administração Pública do DF. A Justiça, em sessão realizada nesta terça-feira, dia 25, julgou procedente a ação direta de inconstitucionalidade (ADI) proposta pelo Ministério Público contra o parágrafo 3º do artigo 2º da Lei Distrital 4.858/2012.
Os argumentos do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), acolhidos pelo Conselho Especial do TJDFT, demostravam que ao modificar a forma de apuração desse quantitativo de cargos comissionados, o dispositivo legal permitia que alguns órgãos ou entidades do Distrito Federal continuassem sendo compostos, quase que integralmente, por pessoas estranhas aos quadros do funcionalismo público, ao passo que outros órgãos teriam que compensar esse excesso.
Para o MPDFT, essa distorção da regra constitucional revela nítida violação dos princípios da legalidade, da moralidade e da razoabilidade, que são de observância obrigatória pela Administração Pública, nos termos da Lei Orgânica do Distrito Federal (LODF), que estabelece que tais cargos destinam-se exclusivamente às atribuições de direção, chefia e assessoramento.
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Conheça mais sobre esse importante assunto:

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Gato por Lebre

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A planilha e a avestruz

Governador já nomeou mais de 822 comissionados

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Ministério Público do DF quer gestão democrática nas administrações regionais

Caesb questiona decisão que determinou demissão de comissionados

Exclusivo: administrador do Cruzeiro diz que foi demitido por investigar desmandos de protegidos de Paulo Tadeu e Policarpo

De novo

Conselho Especial do TJDF suspende eficácia de trecho de lei que permitia ao governadordo DF criar cargos

Na CLDF há 1.148 comissionados contra 740 efetivos. Petição pública online requer concurso público para preenchimento de cargos vagos

Vídeo da Deputada Erica Kokai denuncia uso da máquina do GDF para reeleger presidente do PT-DF

Servidores têm pior desempenho em órgãos com menos concursados

Farra dos cargos corre solta na Terracap

Alerta ao Governador Agnelo!

No arrepio da lei

Alguns cabos eleitorais serão exonerados

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Justiça manda Correios parar de contratar comissionados

Sexta, 25 de outubro de 2013
Andrez Matais - Agência Estado
A Justiça do Trabalho proibiu os Correios de contratarem servidores sem licitação e analisa pedido do Ministério Público para que os já contratados sejam demitidos. Em julho de 2011, ano em que o PT assumiu o controle dos Correios, o estatuto da empresa pública foi alterado para permitir o loteamento de cargos.

A mudança no estatuto dos Correios permitiu ao presidente e a cada um dos oito vice-presidentes contratarem duas pessoas sem concurso público. O Ministério Público do Trabalho ingressou com ação na Justiça por considerar que as vagas não poderiam ser criadas sem autorização do Congresso e que esses cargos devem ser preenchidos por pessoas concursadas.

"A Justiça tem entendido que não existe emprego em comissão. Ganha a sociedade que não fica na mão de meia dúzia de apadrinhados. Normalmente não são pessoas comprometidas com o interesse público", afirmou ao Grupo Estado a procuradora do Trabalho Ludmila Reis Brito Lopes. Leia a íntegra

domingo, 1 de setembro de 2013

Feudo de deputados distritais

Domingo, 1 de setembro de 2013
Levantamento feito pelo Correio mostra que 76% dos cargos das administrações regionais são ocupados por apadrinhados políticos, especialmente de parlamentares. Custo da máquina é desproporcional aos investimentos nas cidades

Área carente do Varjão: a cidade tem em sua administração apenas um concursado e 67 cargos de confiança
Criadas para aproximar o governo da comunidade e descentralizar as ações do poder público, as administrações regionais se transformaram em um cabide de empregos para funcionários comissionados indicados por políticos, principalmente por deputados distritais. Levantamento feito pelo Correio mostra que 76% dos cargos nas 31 administrações são ocupados por apadrinhados que não passaram por concurso público. Dos 3.526 contratados por esses órgãos, 2.692 foram indicados por critérios políticos, sem passar por seleção pública. Às vésperas de ano eleitoral, esse exército de comissionados é ainda mais valioso. O inchaço tem custos pesados: o gasto com pessoal supera os investimentos nas cidades realizados pelas administrações.
 
O orçamento das administrações regionais para este ano é de R$ 382,6 milhões. A previsão é de que a folha de pagamentos consuma 40% desse valor — um total de R$ 156 milhões. Para investimentos, como pequenas obras e melhorias para as regiões, o GDF previu R$ 146 milhões. Leia mais no Blog do Sombra

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Fora Adms

Sexta, 12 de julho de 2013
Enquanto a Cut, a Força Sindical e mais meia dúzia de outras centrais sindicais pelegavam na Esplanada dos Ministérios, os procuradores e advogados públicos federais protestavam pra valer em frente à AGU –Advocacia Geral da União– no Setor de Autarquias Sul, em Brasília.

Por volta das 16 horas de ontem (11/7), advogados e procuradores da AGU realizaram a manifestação. E faixa é o que não faltou. “Fora Adams”, dizia uma. 

Esse Adms da faixa não é o da “Família Addams”. É Luiz Inácio Adms, o advogado geral da União. Outra faixa trazia: “Contra o PLP 205/12”, projeto de lei complementar que, se aprovado, liquidará com a eficácia da AGU, transformando-a numa porcaria que poderia se chamar AGG (Advocacia Geral de Governo), quando deve ela –a AGU– se fortalecer como de Estado.

O PLP 205/12 prevê inclusive a admissão de não concursados para exercerem atividades próprias de advogados públicos. Além disso, chega ao absurdo de adotar uma dupla vinculação hierárquica, em que o pessoal estaria subordinado ao advogado geral da União, mas simultaneamente também aos ministros de Estado e chefes diretos.

Os manifestantes da AGU lutam por uma advocacia de Estado, coisa que só é possível se exercida com exclusividade por profissionais concursados. Nomeação por livre provimento, que acaba sendo nomeação de apadrinhados, fere o princípio da impessoalidade, e, claro, é um desserviço aos objetivos de uma advocacia que deve ser de Estado, não de Governo.

domingo, 31 de março de 2013

Governadores controlam máquina de 105 mil cargos sem concurso público

Domingo, 31 de março de 2013 
Pesquisa do IBGE revela que apenas na administração direta dos Estados havia, em 2012, mais de 74 mil servidores com indicação política, número 17 vezes maior que o existente no governo federal

Daniel Bramatti e José Roberto de Toledo, de ESTADÃO DADOS
A primeira pesquisa completa sobre a estrutura burocrática dos Estados, realizada pelo IBGE, revela que os 27 governadores empregavam em 2012, em conjunto, um contingente cerca de 105 mil funcionários que não fizeram concurso para entrar na administração pública. Se todas essas pessoas se reunissem, nenhum dos estádios da Copa de 2014 - nem mesmo o Maracanã - teria capacidade para acomodá-las.
Goiás, de Marconi Perillo, tem mais funcionários sem concurso - Ed Ferreira / AE
Ed Ferreira / AE
Goiás, de Marconi Perillo, tem mais funcionários sem concurso

Apenas na chamada administração direta, da qual estão excluídas as vagas comissionadas das empresas estatais, o número de funcionários subordinados aos gabinetes dos governadores ou às secretarias de Estado sem concurso público chega a 74.740, o suficiente para ocupar 98% do maior estádio do Brasil.

No governo federal há 4.445 servidores sem concurso em cargos de confiança na chamada administração direta, ou 0,7% do total dessa categoria. Já nos Estados, a proporção chega a 2,8%.

Gestão indireta

Na administração indireta dos governos estaduais - autarquias, fundações e empresas públicas, segundo a metodologia da Pesquisa de Informações Básicas Estaduais, do IBGE -, há outros 30.809 servidores comissionados não concursados, contingente que encheria metade do estádio Beira Rio, em Porto Alegre.

No governo federal, são 1.300, mas qualquer comparação é indevida, pois o conceito de administração indireta não é o mesmo nas diferentes esferas.

Líder

Do total de 105,5 mil servidores sem concurso nos Estados, quase 10% estão em Goiás. O governador Marconi Perillo (PSDB) abriga em sua burocracia 10.175 funcionários nessa situação, o que o torna líder no ranking desse tipo de nomeações em números absolutos. A Bahia, governada pelo petista Jaques Wagner, vem logo atrás, com 9.240 não concursados.

Ao se ponderar os resultados pelo tamanho da população, os governadores que saltam para a liderança do ranking são os de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), com 937 e 263 cargos por 100 mil habitantes, respectivamente.

Os oito governadores do PSDB controlam, em conjunto, 37,6 mil cargos ocupados por servidores não concursados. Os quatro governadores do PT, por sua vez, têm em mãos 23 mil vagas. Logo atrás estão os quatro do PMDB, com 21,6 mil.

O peso dos partidos muda quando se pondera a quantidade de cargos controlados por 100 mil habitantes. Nesse caso, o PT passa para o primeiro lugar (75), e o PSDB cai para o quinto (41).

Função política

Em teoria, os cargos de livre nomeação servem para que administradores públicos possam se cercar de pessoas com quem têm afinidades políticas e projetos em comum. Na prática, no entanto, é corrente o uso dessas vagas como moeda de troca. Além de abrigar seus próprios eleitores ou correligionários, os chefes do Executivo distribuem as vagas sem concurso para partidos aliados em troca de apoio no Legislativo ou em campanhas eleitorais.

"Os critérios e métodos de composição de governo que servem para a esfera federal se reproduzem nos Estados", observa o cientista político Carlos Melo. "A grande reforma política que poderíamos fazer seria reduzir ao mínimo esses cargos, tanto no âmbito da União quanto no dos Estados e municípios. Faremos? Creio que não. Não interessa ao sistema político."

Cargos de livre nomeação também podem ser usados para atrair para a máquina pública profissionais qualificados que não têm interesse permanente. Mas a pesquisa do IBGE mostra que nem sempre isso acontece. Em Goiás, por exemplo, 49% dos comissionados têm apenas o ensino fundamental, segundo registros oficiais. O governo diz que não controla a escolaridade (leia texto abaixo). No governo federal, apenas 1,4% dos comissionados têm escolaridade até o 1º grau.

"Não podemos tirar nenhuma conclusão sobre a competência dos servidores, mas são evidentes os critérios utilizados para nomear pessoas para o serviço público", avalia o cientista político Sergio Praça. "Em termos de estruturação administrativa, os Estados estão atrasados em relação ao governo federal."

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Candidata que comprovou existência de cargo vago no quadro da AGU garante nomeação

Quarta, 9 de janeiro de 2013
 Do STJ
A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a nomeação de uma candidata aprovada para o cargo de Administrador da Advocacia-Geral da União (AGU). Os ministros entenderam que ela comprovou a existência de cargos vagos e consideraram ilegal o ato omissivo da Administração de não nomear candidato aprovado e classificado dentro do número de vagas oferecidas no edital.

domingo, 30 de setembro de 2012

TCU dá prazo para empresas públicas acabarem terceirização das atividades-fim

Domingo, 30 de setembro de 2012
Carolina Sarres
Repórter da Agência Brasil

As empresas estatais terão até o dia 30 de novembro para apresentar plano de substituição de funcionários terceirizados que exerçam atividades-fim, segundo determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), com o objetivo de evitar burlas a concursos públicos. Nesse plano, deverão constar quais são as atividades consideradas finalísticas, assim como plano de previsão da saída gradual de terceirizados e a contratação de concursados até 2016, quando expira o prazo de implementação do plano.

Caso os planos de substituição não sejam apresentados até a data, as estatais estarão sujeitas a multa de até R$ 30 mil, em parcela única. A regra vale para todas as cerca de 130 empresas públicas da administração indireta, sociedades de economia mista e subsidiárias sob a responsabilidade do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest) do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Mpog).

A determinação é uma reedição de um acórdão do tribunal de 2010, quando a decisão pela saída de terceirizados já havia sido tomada, mas as empresas não apresentaram plano de substituição dentro do prazo estipulado e as datas-limite foram estendidas.

O assessor Eugênio Vilela, em nome do ministro do TCU responsável pela determinação, Augusto Nardes, explicou à Agência Brasil que a terceirização de atividades finalísticas ou que constam nos planos de cargos das empresas estatais é ato ilegítimo e não encontra o amparo legal, segundo interpretação da Constituição – que aponta que a investidura em emprego público depende de aprovação prévia em concurso, exceto no caso de cargos em comissão.

De acordo com a jurisprudência do TCU, a terceirização somente é admitida para atender a situações específicas e justificadas, de natureza não continuada, quando não podem ser atendidas por profissionais do próprio quadro do órgão.

Segundo Vilela, o tribunal não estabeleceu quais as funções são consideradas finalísticas, devido à complexidade de muitas atividades e ao desconhecimento técnico do tribunal sobre a atuação de cada uma das empresas. Decidiu-se, portanto, pela flexibilização dos prazos, com o objetivo de não engessar a atuação das empresas e as respectivas atividades econômicas. O TCU pode contestar, caso não concorde com as justificativas das estatais para a contratação terceirizada ou com as definições de atividade-fim.

A Petrobras e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) são exemplos de duas estatais que realizaram concurso público recentemente, cujos sindicatos de funcionários alegam que há contratação de terceirizados em detrimento de concursados.

O Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (SindiPetro-RJ) informou que a Transpetro, subsidiária da  Petrobras, por exemplo, tem mais de mil terceirizados que deveriam ser substituídos por aprovados em concurso que ainda não foram convocados. A Petrobras disse que não existem irregularidades ou beneficiamento político-partidário na contratação de terceirizados e que isso será comprovado pela companhia no andamento do processo.

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), sindicato dos funcionários dos Correios, reclama que há contratados terceirizados exercendo atividades-fim na empresa que deveriam ser realizadas por concursados.

A ECT informou à Agência Brasil que as entregas domiciliares são as atividades finalísticas consideradas pela empresa. Segundo os Correios, não há terceirização nesse setor e só há contratação de trabalhadores temporários em períodos específicos, quando há mais demanda pelo serviço, como no Dia das Mães e no Natal. Segundo a empresa, cerca de 9,9 mil concursados serão admitidos até abril de 2013.

De acordo com o coordenador do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho do Instituto de Economia da Universidade de Campinas (Unicamp), professor José Dari Krein, a conceituação de atividade-fim não é muito clara. Ainda assim, para ele, é importante que haja esforço de regulação do trabalho para evitar práticas exploratórias.

Segundo Krein, o processo de terceirização estabelece no setor público a lógica da ampla concorrência, em que há grande oferta de mão de obra para uma demanda limitada de trabalhadores, o que reduz salários e aumenta a incidência de demissões sem justa causa. Outro fator que contribui para a redução dos salários dos terceirizados em relação ao dos servidores é a existência de intermediários que agenciam os trabalhadores e absorvem parte da remuneração.

“Ainda não é claro se esse tipo de regulação será uma economia substantiva para essas empresas, mas certamente terá impacto sobre o salário do trabalhador”, disse o professor.
 
No que se refere ao prazo concedido pelo TCU para a completa substituição dos funcionários, Krein explicou que o período ampliado é necessário para que não haja descontinuidade na prestação de serviços, especialmente os básicos, como fornecimento de água e energia, que em muitos casos são fornecidos por estatais.