Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Pripyat: MPF envia parecer ao STJ pela manutenção da prisão do lobista Adir Assad

Segunda, 25 de julho de 2016
Do MPF
Preso na Operação Pripyat, desdobramento da Lava Jato no Rio, Assad também está envolvido em outras investigações como Lava Jato, Abismo e Saqueador


O Ministério Público Federal (MPF), em manifestação na sexta-feira, 22 de julho, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), opinou pela manutenção da prisão do empresário e lobista Adir Assad. Ele foi preso em 5 de julho, na Operação Pripyat, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, que investiga esquema de corrupção na Eletrobras, mas liberado pelo STJ no dia 10, a partir de uma decisão do ministro Nefi Cordeiro.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Operação Pripyat: Organização criminosa desviou cerca de R$ 48 milhões da Eletronuclear

Quarta, 6 de julho de 2016
Flávia Villela - Agência Brasil
Dez pessoas foram presas hoje (6) na Operação Pripyat, que desarticulou uma organização criminosa que desviou dos cofres públicos cerca de R$ 48 milhões por meio de lavagem de dinheiro e fraudes licitatórias decorrentes de contratos da Eletronuclear entre 2008 e 2014. Ao todo, seis funcionários da Eletronuclear, empresa subsidiária da Eletrobras, foram presos preventivamente. Eles foram encaminhados para o sistema prisional e serão ouvidos ao longo da semana.

Dentre os presos está o ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro, que já cumpria prisão domiciliar. Ele recebeu aproximadamente R$ 12 milhões, de acordo com as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, que apontam que os funcionários presos e um clube de empreiteiras atuavam para desviar recursos da Eletronuclear, principalmente os destinados às obras da Usina Nuclear de Angra 3.

Operação Pripyat: Desdobramento da Lava Jato no Rio aprofunda investigação de corrupção e lavagem de dinheiro na construção da Usina de Angra 3 pela Eletronuclear

Quarta, 6 de julho de 2016
Do MPF no Rio de Janeiro
Ação do MPF e da PF teve por finalidade descortinar a atuação de outros funcionários públicos, além do ex-presidente da estatal Othon Luiz Pinheiro da Silva - que teve sua prisão preventiva novamente decretada - no esquema de recebimento de propina pela Andrade Gutierrez e por outras empreiteiras


Nesta quarta-feira, 6 de julho, foram cumpridas pela Polícia Federal (PF) medidas cautelares pedidas pelo Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF/RJ) com a finalidade de obter provas adicionais de crimes de organização criminosa, fraudes licitatórias, corrupção e lavagem de dinheiro decorrentes de contratos da Eletronuclear, empresa subsidiária da Eletrobras, em especial dos ajustes celebrados pela construtora Andrade Gutierrez para as obras de construção civil da Usina de Angra 3. Foram expedidos sete mandados de prisão preventiva, três mandados de prisão temporária, nove mandados de condução coercitiva, um mandado de suspensão do exercício de função pública, determinado o bloqueio de bens e ativos de 17 pessoas físicas e jurídicas e expedidos mandados de busca e apreensão em endereços residenciais ou profissionais de 21 pessoas físicas e jurídicas.

Os principais alvos da operação são Luiz Antonio de Amorim Soares, Edno Negrini, Persio José Gomes Jordani, Luiz Manuel Amaral Messias e José Eduardo Brayner Costa Mattos, que ocuparam funções de direção ou superintendência nos altos escalões da Eletronuclear, tendo sido apurado que receberam propina, em dinheiro vivo ou por contratos fictícios com empresas interpostas, paga pela Andrade Gutierrez.