Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Ministro determina remessa de denúncia contra Eduardo Bolsonaro à Justiça do DF; caso das supostas ameaças a uma jornalista

Quinta, 28 de fevereiro de 2019
Do STF
O ministro Luís Roberto Barroso declinou da competência do Supremo Tribunal Federal (STF) para processar a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) por supostas ameaças à jornalista Patrícia Lélis. Com isso, determinou a remessa dos autos para uma das varas criminais da circunscrição judiciária de Brasília (DF), para as providências que entender cabíveis. A decisão do ministro foi tomada na Petição (PET) 7178.
Denúncia
Segundo o MPF, o parlamentar, por meio de mensagens no aplicativo Telegram, teria ameaçado a jornalista de lhe causar “mal injusto e grave”. Ao apresentar a denúncia, foi proposta transação penal, recusada pelo denunciado.

Lucro de R$ 25 bilhões em 2018 publicado pela Petrobrás é um engodo

Quinta, 28 de fevereiro de 2019
Da AEPET
28 Fevereiro 2019
Escrito por  Cláudio Oliveira 

Claudio100
A rede Globo ontem anunciou o resultado publicado pela Petrobrás ( lucro de R$ 25 bilhões em 2018) como se fosse um grande sucesso.



Um marco na “recuperação” da empresa. 

Como sempre, entrevistando lobistas representantes do capital estrangeiro, principais interessados no desmonte da companhia.


Muito foi falado sobre a importância da venda de ativos e da nova política de preços para os resultados alcançados. Na verdade estes dois temas são os de principal interesse do capital estrangeiro.

Nesta sexta (29/2) tem Jairo Mendonça e seu belo 'Canto Torto' no Gama

Quinta, 28 de fevereiro de 2019



Canto Torto é uma canção que compus e que versa sobre os espaços culturais alternativos da cidade que me acolheu em 1990 e da qual me sinto parte, morador, educador e poeta!🎼
(Jairo Mendonça)

Como os bilionários se tornam bilionários. Consequências das desigualdades.

Quinta, 28 de fevereiro de 2019
 

A América tem as maiores desigualdades, a maior taxa de mortalidade, a maioria dos impostos regressivos e os maiores subsídios públicos para banqueiros e bilionários de qualquer país capitalista desenvolvido.
Publicado pela primeira vez pela Global Research em 5 de outubro de 2017

Neste ensaio, discutiremos as raízes socioeconômicas das desigualdades e a relação entre a concentração da riqueza e a mobilidade descendente das classes trabalhadoras e assalariadas.

Como os bilionários se tornam bilionários

Ao contrário da propaganda promovida pela imprensa de negócios, entre 67% e 72% das corporações tinham zero obrigações tributárias após créditos e isenções — enquanto seus trabalhadores e empregados pagavam entre 25% a 30% em impostos. A taxa para a minoria de corporações, que pagou qualquer imposto, foi de 14%.

De acordo com a Receita Federal dos EUA, a evasão fiscal bilionária equivale a US$ 458 bilhões em receitas públicas perdidas a cada ano – quase um trilhão de dólares a cada dois anos por essa estimativa conservadora.

As maiores corporações americanas abrigaram mais de US$ 2,5 trilhões de dólares em paraísos fiscais no exterior, onde não pagaram impostos ou taxas de imposto de um único dígito.

Enquanto isso, corporações americanas em crise receberam mais de US$ 14,4 trilhões em dinheiro de ajuda pública, divididos entre o Tesouro dos EUA e oFederal Reserve, principalmente de contribuintes americanos, que são esmagadoramente trabalhadores, empregados e aposentados.

Ciência e História: Que falta fazem Museus para o DF.

Quinta, 28 de fevereiro de 2019
Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna

Houvera em Brasília espaços adequados, tanto as 63 obras apreendidas pela Polícia Federal, quanto esta formidável coleção de milhares de insetos, cientificamente catalogados, poderiam enriquecer o patrimônio científico cultural candango.
Por Chico Sant’Anna
Que Brasília está desprovida de espaços culturais públicos, isso não é novidade. O Teatro Nacional da Capital da República e o seu principal museu, o de Arte de Brasília, estão fechados há anos e sem previsão de reabertura.
O abandono também chega ao Museu Vivo da História Candanga, cujas instalações em madeira estão apodrecendo. O que as pessoas não percebem é que sem espaços culturais condignos, a cidade tem perdido oportunidades de aprimorar seus acervos.

Bolsonaro: o Ministério desorientado, desqualificado, desequilibrado, desmemoriado

Quinta, 28 de fevereiro de 2019
Por
Helio Fernandes

Foi assim, com essas mesmas palavras, que identifiquei a maior parte da equipe montada pelo inesperado presidente. E quase todos confirmaram minha avaliação. Mas a Dalmares, (me recuso a chamá-la de ministra), insiste na degradação dela mesmo.

O ministro do Meio Ambiente, confessou, "não sei qual a influencia do Chico Mendes", e ainda acusou-o de aproveitador. Ainda bem que o vice eleito, corrigiu-o, "é uma das mais notáveis personalidades dos últimos tempos".

Franco atirador! Pacca, consultor de segurança pública do governador do Rio (aquele dos snipers), é preso em operação contra extorsão. Policiais civis também são alvos, não de snipers, mas da operação

Quinta, 28 de fevereiro de 2019
Reprodução Facebook

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Policiais civis acusados de extorsão são alvos de operação no Rio

Por Vitor Abdala - Repórter da Agencia Brasil

A Corregedoria da Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro cumprem hoje (28) mandados de prisão preventiva contra quatro policiais civis acusados de extorsão. Entre os alvos está Flavio Pacca Castello Branco, que foi conselheiro de segurança pública durante a campanha eleitoral do governador fluminense, Wilson Witzel.

Os outros policiais denunciados por extorsão são Ricardo da Costa Canavarro, conhecido como Ricardinho, Helio Ferreira Machado e Thiago Bacelo Pereira.

De acordo com o Ministério Público, em 5 de julho de 2017, os quatro teriam ameaçado dois presos e exigido deles o pagamento de R$ 10 mil, dentro da Delegacia de Nova Iguaçu (52ª DP). As vítimas da extorsão policial haviam sido presas em flagrante por receptação e furto de energia.

Mas, em vez de autuá-las oficialmente, os agentes policiais praticaram a extorsão. As vítimas concordaram com o pagamento em duas parcelas, mas só pagaram a primeira.

Essa é a terceira fase da Operação Quarto Elemento, que já denunciou 48 pessoas, entre delegados de Polícia Civil, policiais civis, policiais militares, bombeiros militares, agente penitenciário e informantes, por práticas de crimes como organização criminosa, corrupção, usurpação de função pública, concussão e peculato, além de extorsão.

O homem de cultura na política; nesta quinta (28/2) homenagens na CLDF e no Psol DF

Quinta, 28 de fevereiro de 2019
Enrique Morales


Texto de
Zé Wellington, amigo pessoal de Enrique Morales desde quando o ex-presidente do Psol DF chegou para Brasília


O homem de cultura na política

Homenagem do PSOL DF a fundador e primeiro presidente Enrique Morales 

Placa na sede do partido em Brasília e discurso do deputado Fábio Félix na CLDF dia 28 de fevereiro, no quarto aniversário de morte 

Enrique Morales é fundador do PSOL e o primeiro presidente do partido no DF, reconduzido para um segundo período. 

Contra tudo e todas, foi o primeiro partido do atual período da República a ter de coletar centenas de milhares de assinaturas. Conseguiu cerca de 850 mil, para as  550 mil que precisava. Só do estado do Pará vieram 300 mil.

Membro de corrente fundadora do PSOL, por expulsão do PT depois de relatório no Comitê de Ética do PT que condenava congressistas que votaram contra a Reforma da Previdência (não a atual, a de 2003 do Lula), Enrique veio à Brasília para comandar o gabinete da jovem, mas já experimente deputada federal Luciana Genro. Morales atuava na política como os típicos zagueiros do futebol sulista e de nossos vizinhos, uruguaios e argentinos, com firmeza e dureza. Não podia passar nada, nem uma bola. Havia de ser primoroso para ser possível um novo partido de fato, não um arremedo ou uma comédia de uma tragédia.

Enrique Morales

E assim foi até Luciana Genro perder o mandato. Desde então passou a viver na caríssima Brasília com os recursos parcos cotizados pela aguerrida militância do DF e do Rio Grande do Sul.

Enrique Morales era o homem das mil táticas, para uma única estratégia muito precisa: o socialismo.

Ele era o político nos moldes do século XVIII: o homem da cultura, das letras. A grande referência era Ulysses, de James Joyce. Livro dificílimo de ler, mas que ampliava a cognição e a inteligência humana, mesmo que não passe de uma blague, uma piada, em que se pode começar de qualquer página. O pesado que é superleve... A dialética era o norte de Enrique Morales.

Apaixonado por futebol, submetia-se ao capricho do Kenzo de ter que torcer pelo Remo, em troca de poder ver o Nacional dele, por quem era apaixonado. Não se podia jamais marcar reunião na hora do jogo. Se houvesse, nem ligava. O jogo era mais importante do que a política - a cultura e a base popular é mais profunda do que a política.

Enrique teve uma isquemia em 2009. Foi a ex-deputada Maninha quem lhe ajudou. Dizia que tudo ficara mais preciso a partir desse male. Não tinha mais  dúvidas, na cabeça o pensamento era mais ágil, juvenil. Não precisava mais ler tantas coisas, já sabia. Ao mesmo tempo a doença deixou-lhe com uma dificuldade inicial de escrita. Portanto treinava cotidianamente os traços para se recuperar.

A nota da única corrente em que militou em toda a vida (apesar de ter demorado muito a se profissionalizar politicamente), o MES, deixa transparente: era um principista. Era essa moral que permitia ganhar confiança e poder liderar. Ainda mais em uma época em que a informação circula tão rapidamente. Portanto, as manobras que Lenin fazia, podiam não caber mais. Sendo que o mesmo Lenin deve ser entendido na época dele, em que o mesmo regime político variava tremendamente de atitude (algo típico do capitalismo periférico que se desenvolveu na Rússia). Na época, o Czar ia de um absolutismo atroz, com perseguições, assasinatos, fechamento do parlamento a outros períodos em que o Czar autorizava eleições abertas para as forças políticas. Assim os giros radicais de Lenin têm explicação histórica.

Enrique Morales não tinha estudos de grau superior. Era autodidata. Defendia o modelo de centralismo democrático no partido leninista.

Homem de letras e cultura seduzia pelo conhecimento profundo da alma humana.

A construção do socialismo tem como pilar a memória de quem lutou por essa outra sociedade

Zé Wellington
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Ex-deputado federal Alfredo Kaefer (PP/Paraná) é condenado a 4 anos e 6 meses de reclusão por crime financeiro

Quarta, 27 de fevereiro de 2019
Alfredo Kaefer. Foto Agência Câmara

Decisão da Primeira Turma do STF desta terça-feira (26) atende a pedido da Procuradoria-Geral da República. Regime inicial da pena é semiaberto

Do MPF
Atendendo a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta terça-feira (26), o ex-deputado federal Alfredo Kaefer à pena de 4 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e ao pagamento de 200 dias-multa no valor unitário de um salário mínimo vigente em 2003. O colegiado considerou o réu culpado por empréstimo vedado e gestão fraudulenta. No entanto, em relação à última conduta, os ministros decretaram a extinção da punibilidade porque houve prescrição do crime.

Guerra fiscal: norma que concede anistia a créditos de ICMS sem autorização do Confaz é inconstitucional; Carta Magna exige prévia deliberação unânime dos estados e do DF para aprovação de benefício fiscal. ADI será discutida no STF

Quarta, 27 de fevereiro de 2019
Do MPF
Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (27) a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defende a inconstitucionalidade de um conjunto de regras que alteraram a concessão de benefícios fiscais do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) aos estados e ao Distrito Federal. A PGR também questiona a alteração legislativa acerca de remissão e anistia dos créditos tributários relativos ao tributo, criados por lei estadual ou distrital até 8 de agosto de 2017. No documento, a PGR opina pela procedência da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.902, proposta pelo governo do Amazonas, o qual questiona trechos da Lei Complementar 160/2017 e do Convênio ICMS 190/2017.

Turma concede remição de pena por aprovação no ENEM

Quarta, 27 de fevereiro de 2019
Do TJDF
A 1a Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, por unanimidade, deu provimento ao recurso do réu e reconheceu que o mesmo tem direito à remição (desconto) da pena por ter sido aprovado no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio).

MPF abre investigação sobre a Comunidade Terapêutica Fazenda Vitória, entidade que trata dependentes químicos em Lagoa Santa (MG)

Quarta, 27 de fevereiro de 2019
Foram encontradas irregularidades tanto na estrutura física quanto no atendimento às pessoas internadas por problemas decorrentes de drogas e álcool

Do MPF
A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) em Minas Gerais, órgão do Ministério Público Federal (MPF), instaurou inquérito civil para apurar eventuais irregularidades e violações aos direitos humanos no âmbito da Comunidade Terapêutica Fazenda Vitória, localizada no bairro Palmital III, em Lagoa Santa, município da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

STF considera infiltração de PM ilegal e anula prova que condenou 23 manifestantes no RJ

Quarta, 27 de fevereiro de 2019
Da
https://ponte.org

por Arthur Stabile

Decisão da 2ª Turma do Tribunal anula prova ligada ao integrante da Força Nacional que serviu de base para condenação e obriga Justiça estadual a realizar novo julgamento

Ato contra condenação dos 23 manifestantes em julho do ano passado | Foto: Bruna Freire/Ponte Jornalismo
O STF (Supremo Tribunal Federal) invalidou o depoimento do policial militar Maurício Alves da Silva, infiltrado em protestos na época da Copa do Mundo de 2014, usado como prova na condenação de 23 manifestantes no Rio de Janeiro. Para a Corte, a ação aconteceu de maneira ilegal, o que faz a sentença ser anulada e acaba forçando a realização de um novo julgamento, dessa vez sem o depoimento de Maurício e provas decorrentes de suas falas.

Segundo os ministros Gilmar Mendes, Edson Fachin, Carmen Lúcia e Ricardo Lewandowski, em decisão unânime, o processo de infiltrar Maurício nos grupos anti-Copa do Mundo não respeitou trâmites legais, como receber autorização judicial e ter acompanhamento da Justiça estadual. Assim, anularam todas as provas do processo que estejam ligadas à atuação do policial.

'Doutô', com esse tal de instituto —ou apelido que queiram dar— a coisa piorou. Nesta quarta (27/2), o HRSM está sem fita de glicemia, luvas para procedimentos, e até compressa cirúrgica

Quarta, 27 de fevereiro de 2019
O título acima é extenso. Contudo, mais extenso é o rol de materiais que falta no HRSM (Hospital Regional de Santa Maria, DF), mesmo que indispensáveis para o  atendimento de pacientes.

O 'centro de excelência', Excelência, está usando luvas cirúrgicas, que são caras, para fazer outros procedimentos que usam luvas com custo bem menor que as cirúrgicas. 'Excelência' em Administração de Materiais é isso aí. Uma luva cirúrgica  custa o que se aplica numa caixa das chamadas luvas de procedimento. E olha que a caixa  de luvas de procedimentos vêm com 50 pares (eu falei CIN-QUEN-TA)





Bolsonaro revoga decreto sobre sigilo a documentos públicos; O dispositivo foi suspenso, na semana passada, pela Câmara dos Deputados.

Quarta, 27 de fevereiro de 2019
Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil 
O governo federal revogou o decreto que ampliava o número de servidores autorizados a impor sigilo a documentos públicos. A revogação, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, foi publicada hoje (27) no Diário Oficial da União.

Nota do PSOL DF sobre homenagem a Enrique Morales, primeiro presidente regional do partido. Enrique morreu em 28 de fevereiro de 2015

Quarta, 27 de fevereiro de 2019

O Diretório do PSOL DF convida você para homenagem a Enrique Morales no quarto ano de sua morte.

Nesta quinta-feira, 28, o PSOL realizará um ato em homenagem ao seu primeiro presidente regional e será inaugurada, às 18h30, a placa em nome de Enrique na sede do partido. A possibilidade do socialismo só existe com a memória e preservação desta pelas lutadoras que ficam!

No mesmo dia, o deputado distrital pelo PSOL aqui no DF, Fábio Félix, fará um pronunciamento em homenagem ao companheiro lutador na CLDF.

Enrique Morales, Presente!
Enrique Morales, Presente!
Enrique Morales, Presente!

Bombeiro suspeito de ser um dos maiores grileiros do DF é preso

Quarta, 27 de fevereiro de 2019
Segundo a PCDF, cerca de 40 lotes foram comercializados a valores que variavam entre R$ 70 mil e R$ 100 mil

Do Metrópoles
MIRELLE PINHEIRO

A  Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística (Dema) deflagrou nova operação para coibir a grilagem de terras públicas no Distrito Federal, na manhã desta quarta-feira (27/2). Um dos presos é um militar do Corpo de Bombeiro do DF, apontado como um dos líderes da associação criminosa.

De acordo com as investigações, o sargento dos bombeiros Aylton Lemos de Azevedo atuava ao lado do corretor imobiliário Francisco Roni Da Rosa. Durante as diligências feitas pela Polícia Civil, ficou constatado que eles ocultaram provas e coagiram testemunhas. A dupla agia no Gama. São cumpridos seis mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva.

Os bancos também são mortais


Fevereiro
27 

Os bancos também são mortais

Todo verdor perecerá, havia anunciado a Bíblia.
Em 1995 o Banco Berings, o mais antigo da Inglaterra, entrou em bancarrota. Uma semana depois, foi vendido pelo preço de uma (1) libra.
Esse banco havia sido o braço financeiro do império britânico.
A independência e a dívida externa nasceram juntas na América Latina. Todos nós nascemos devendo. Em nossas terras, o Banco Barings comprou países, alugou próceres, financiou guerras.
E se achou imortal.

(Eduardo Galeano, no livro ‘Os filhos dos Dias’. L&PM Editores, 2012, pág. 75.)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Anatomia da intervenção imperialista

Terça, 26 de fevereiro de 2019

por Prabhat Patnaik [*]
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O que está a acontecer na Venezuela de hoje proporciona uma lição objectiva sobre a natureza da intervenção imperialista em países do terceiro mundo na era do neoliberalismo. O imperialismo ultimamente interveio de acordo com linhas semelhantes em outros países latino-americanos, nomeadamente no Brasil, mas a Venezuela, precisamente por causa da forte resistência que apresentou, mostra as técnicas do imperialismo num contraste mais agudo. 

Não há muito, a viragem à esquerda na América Latina – não apenas em Cuba, Bolívia e Venezuela mas também no Brasil, Argentina, Equador e vários outros países onde regimes de centro-esquerda chegaram ao poder e perseguiram políticas redistributivas em favor dos trabalhadores pobres – foram uma fonte de inspiração para forças progressistas de todo o mundo. Hoje, muitos destes regimes foram derrubados, não porque seus programas e políticas tivessem perdido apoio popular, mas através de maquinações vis nas quais os EUA desempenharam um papel importante. Foram golpes de estado de uma nova espécie, diferentes dos anteriores efectuados pelos EUA nos anos 50, 60 e 70; eles são específicos da era do neoliberalismo.

Amanhã, 27/02, entre 12-14h, venha para o BANQUETAÇO DF se alimentar com comida de verdade, em uma mesa farta

Terça, 26 de fevereiro de 2019
Amanhã, 27/02, entre 12-14h, venha para o BANQUETAÇO DF se alimentar com comida de verdade, em uma mesa farta, diversificada e saborosa. Estaremos na calçada entre o Conjunto Nacional e o Conic. Participe deste grande banquete popular em defesa da alimentação adequada e saudável e contra a extinção do Consea (Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional). Nosso ato público também terá um cardápio cultural com apresentações, música e distribuição de sementes nativas. 
Temos fome de direitos! Venha para o Banquetaço exigir que os parlamentares do Congresso Nacional votem a favor da  comida de verdade, no campo e na cidade.
🔴 BANQUETAÇO em defesa do CONSEA🔴
🗣 Dia 27/02, na calçada entre o Conjunto Nacional e o Conic, de 12h às 14h
👩‍🌾 Mesa farta, diversa e saborosa com alimentos das famílias agricultoras do DF
🎨 Atividades culturais
💦 Leve seu copo e evite o lixo
🌱Todos os resíduos orgânicos serão compostados

#Banquetaço #VoltaCONSEA #FomeDeDireitos #ParticipaçãoPopularJá #ComidaParaTodos #BrasilSemFome 
#AgroecologiaÉVida
#ComidaDeVerdade

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Usuários da saúde mental querem garantir tratamento humanizado; e quando os invasores da área do CAPS do Gama vão cumprir a sentença transitado em julgado determinando a desocupação imediata do espaço?

Terça, 26 de fevereiro de 2019
Queremos mais CAPS, que estão preparados para o acolhimento nas crises e conhecem o tratamento humanizado

Foto: Silvio Abdon/CLDF

Garantir o tratamento humanizado e a participação democrática na elaboração de políticas de atenção à saúde mental foram alguns dos temas debatidos na audiência pública da Câmara Legislativa que tratou da questão nesta segunda-feira (25). Reunindo usuários do sistema, familiares, profissionais e representantes do GDF, a discussão foi requerida pela deputada Arlete Sampaio (PT). A ideia foi iniciar um diagnóstico para contribuir e influenciar ações governamentais voltadas para o setor.
A parlamentar anunciou que a Frente Parlamentar em Defesa da Saúde Mental da CLDF realizará visitas às unidades de atendimento e será feito um relatório a ser compartilhado com a Secretaria de Saúde do DF. Além disso, "será dada uma atenção especial ao setor na discussão de Orçamento do Distrito Federal". Arlete disse ainda que irá propor a realização, na Casa, de uma exposição de produtos produzidos pelos usuários.
No início da audiência, Kleidson de Oliveira Beserra, usuário do sistema de saúde mental do DF, defendeu o fim do tratamento manicomial. "Queremos mais CAPS, que estão preparados para o acolhimento nas crises e conhecem o tratamento humanizado", declarou, referindo-se aos Centros de Atenção Psicossocial.
Jogral – O Observatório de Políticas de Atenção à Saúde Mental (OBSAM), da Universidade de Brasília, inovou na participação no debate. Além do pronunciamento de Andréia Oliveira, representando o OBSAM, usuários e familiares, portando cartazes se manifestaram por meio de um jogral, com textos sobre saúde de qualidade e se posicionando "contra a opressão", além de música – uma marchinha carnavalesca intitulada "Carnaval Insano", cujo autor da letra, Cleiton Silva, é usuário do sistema.
Pelo Movimento Pró-Saúde Mental do DF, Andressa Ferrari, falou da necessidade de união dos profissionais "que tratam da saúde mental dentro de uma nova perspectiva". Ela afirmou ser importante a participação dos gestores públicos: "Todos estão convidados a fazerem parte nessa revolução. Remodelar os manicômios não atende aos nossos anseios. Precisamos mudar essa história".
A Secretaria de Saúde do DF foi representada, na audiência pública, pela secretária-adjunta de Assistência à Saúde, Renata Rainha, e pela diretora de Saúde Mental, Elaine Bida. A secretária-adjunta garantiu o apoio da pasta às reivindicações dos usuários, familiares e profissionais. E a diretora afirmou que o objetivo será fortalecer a atenção à saúde mental, incluindo a implantação de residências terapêuticas, uma das solicitações feitas durante o debate. A pasta também apresentou o planejamento para 2019, incluindo um levantamento da situação da rede de atendimento.
Preocupações – O deputado Leandro Grass (Rede) que integra, junto com Arlete Sampaio, a Frente Parlamentar em Defesa da Saúde Mental colocou duas preocupações, surgidas a partir de visitas a unidades do CAPS nos últimos meses: "A vulnerabilização dos serviços e o tratamento de problemas de saúde mental como se fossem problemas espirituais". Já a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), que também participou da audiência, sustentou a necessidade de garantir a presença da sociedade em qualquer alteração das políticas públicas voltadas ao tratamento psiquiátrico, além da retomada do Conselho de Saúde Mental do DF.
Entre os assuntos tratados na discussão também figuraram: os cuidados que devem ser adotados relativamente aos profissionais envolvidos na atenção à saúde mental; mais recursos financeiros e humanos para as unidades de atendimentos, e uma maior divulgação das produções, inclusive artísticas, dos usuários do sistema.
Marco Túlio Alencar
Fotos: Silvio Abdon/CLDF
Comunicação Social – Câmara Legislativa
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Do Gama Livre: Saiba mais sobre saúde mental e Caps, especialmente do Gama, acessando os links abaixo

Lembra da área pública destinada ao CAPS do Gama e que a Sara Nossa Terra invadiu? A Justiça expediu na tarde desta sexta (8/2) mandado de reintegração de posse. O Gama terá agora o seu Centro de Atenção Psicossocial

Usuários de saúde mental insistem que “loucura não se prende”; e o CAPS do Gama, governador?

África Minha

Fevereiro
26

África Minha

 

No final do século XIX, as potências coloniais européias se reuniram, em Berlim, para repartir a África. Foi longa e dura a luta pelo botim colonial, as selvas, os rios, as montanhas, os solos, os subsolos, até que as novas fronteiras fossem desenhadas e no dia de hoje de 1885 foi assinada, “em nome de Deus Todo-Poderoso”, a Ata Geral.    
Os amos europeus tiveram o bom gosto de não mencionar o ouro, os diamantes, o marfim, o petróleo, a borracha, o estanho, o cacau, o café, e óleo de palmeira, proibiram que a escravidão fosse chamada pelo seu nome, chamaram de sociedades filantrópicas as empresas que proporcionavam carne humana ao mercado mundial. Avisaram que atuavam movidos pelo desejo de favorecer o desenvolvimento do comércio e da Civilização, e, caso houvesse alguma dúvida, explicava, que atuavam preocupados em aumentar o bem-estar moral e material das populações indígenas
Assim a Europa inventou o novo mapa da África. Nenhum africano compareceu, nem como enfeite, a essa reunião de cúpula.

(Eduardo Galeano, no livro ‘Os filhos dos Dias’. L&PM Editores, 2012, pág. 74.)

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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Paisagista pede que pessoas não se omitam ao ouvir pedido de socorro

Segunda, 25 de fevereiro de 2019
Por Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil

A paisagista Elaine Caparroz agradece o apoio que recebeu depois das agressões - Vladimir Platonow /Agência Brasil

A paisagista Elaine Caparroz, violentamente agredida durante um encontro, pelo advogado Vinícius Serra, fez um apelo para que vizinhos ajam e chamem a polícia sempre que escutarem uma mulher pedindo por socorro. Ela prestou depoimento, nesta segunda-feira (25), na 16ª Delegacia de Polícia, na Barra da Tijuca, à delegada Adriana Belém.

“Eu acho que isso é uma coisa importante, porque se tivesse alguém arrombado a porta, eu não teria passado tudo o que eu passei. Então é muito importante que alguém, quando ouve por socorro, realmente dê o socorro”, disse Elaine, ainda visivelmente abatida e com as marcas das agressões no rosto e no restante do corpo.

Imperdível: filha de uma vítima de Brumadinho dá um cala-boca no presidente da Vale da Morte S/A

Segunda, 25 de fevereiro de 2019
Do Blogue Náufrago da Utopia

Uns têm todas os privilégios e delícias do mundo...


Patrícia Borelli
SCHVARTSMAN, VOCÊ ESTÁ ERRADO: NÃO É A VALE QUE JULGA QUEM É OU NÃO UMA JÓIA

A minha mãe, Malu, é que era uma joia brasileira. Todo mundo que fala dela lembra-se do seu sorriso, da sua bondade. Da sua bravura de leoa quando mexiam com a família dela. 

A Malu foi levada pela lama tóxica que a Vale derramou lá em Brumadinho. A onda lá na pousada devia ter uns 10 a 12 metros e velocidade de 80 km por hora.

Foram com ela Adriano, Camila, Luiz, Fernanda, Lorenzo: cinco joias, de futuro longo, violentamente interrompido no dia 25 de janeiro. Foram com eles outras 300 ou mais pessoas-joias: pais, filhos, netos, avós, sobrinhos, tios, irmãos.

Todos eles deixaram de existir num intervalo de minutos. Eu nunca vou esquecer o tamanho do vazio que senti quando vi o local do desastre com os meus próprios olhos...

O estado de Minas Gerais é uma joia. Com suas lindas montanhas e rios —como o Paraopeba, que morreu. Com seus cidadãos e suas belas comunidades como a de Brumadinho —completamente traumatizada, com futuro incerto e arrancado de suas raízes, da sua história.

...outros nem sepultura digna terão.

Joia é a cultura indígena, como aquela comunidade no morto rio Paraopeba que chora a sua existência suspensa e a perda de seu sustento e da sua natureza.  

Joias são os nossos heróis bombeiros de Minas Gerais e de todo o país que, dia após dia, enfrentam um futuro incerto que a lama tóxica traz, condições perigosas e difíceis de trabalho. Tive o prazer de conhecer membros do Gost Curitiba, que abriram mão de algumas horas de sono quase não disponíveis para conversar conosco, para que pudéssemos mostrar a nossa gratidão.

Tudo isso não para trazer sobreviventes, mas para trazer aos familiares, como eu, o conforto de ter um corpo para velar, para carregar para a eternidade com um mínimo de dignidade. Eu ainda não tive esse conforto.

"Levante-se da próxima vez que houver minuto de silêncio pelos nossos mortos"

Joias são as equipes de médicos-legistas que trabalham dia e noite incansavelmente nos nossos familiares perdidos. Trabalham com corpos e fragmentos de corpos nos mais variados estados de decomposição. Trabalham para dar a eles seus nomes de volta, devolver-lhes sua história, tirá-los da temida lista (que confiro todos os dias) dos desaparecidos de Brumadinho.

Trabalham para nos dar mais respostas, embora as mais importantes ainda fiquem…

Joias são os voluntários que abandonaram suas vidas para prestar apoio às comunidades afetadas, aos bombeiros convalescidos, e distribuir doações, abraçar, dar amor. Porque eles não se conformam, porque eles choram por todos nós.

"Vidas não podem ser danos colaterais de uma estratégia falida"

Uma empresa não é joia só por trazer empregos e dinheiro. Uma empresa-joia lidera guiada pelo norte da ética, do respeito à vida e ao meio ambiente. E a Vale, hoje, não é essa empresa. Vidas não podem mais ser risco calculado, danos colaterais de uma estratégia falida.

Fabio, hoje não é a Vale quem julga quem é e quem não é uma joia. Somos nós que julgamos. A voz de Brumadinho, Fabio, é nossa. Essa é a nossa história. 

E, por último, mas não menos importante, levante-se da próxima vez que houver minuto de silêncio pelos nossos mortos. Seria uma demonstração melhor de respeito às nossas joias brasileiras. (por Patrícia Borelli)

Homenagem musical a quase todos os membros da classe dominante brasileira