Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Canção da Infantaria, uma homenagem à Rainha das Armas*

Quinta, 24 de maio de 2019

No dia da infantaria, 24 de maio, uma homenagem à Rainha das Armas.

Saudosos tempos aqueles do 19º Batalhão de Caçadores, o Batalhão Pirajá, aquele que ajudou a expulsar as tropas portugueses da Bahia; o querido 19º BC.

Saudade dos rigorosos treinamentos nas matas de Salvador e do Estado da Bahia, muitas das áreas que hoje, infelizmente, foram tomadas pela especulação imobiliária.

Saudades das marchas, especialmente as noturnas, exercícios atravessando rios, córregos, charcos e lagoas que, ao serem profundos, eram vencidos com a passagem sobre UMA corda, mas cada infante tendo que carregar todas suas armas e demais apetrechos. Terrível quando já com a farda molhada de anterior travessia de riachos e rios.  Sem bússolas. Com um FAL (Fuzil Automático Leve, calibre 7,62, tiro certeiríssimo, precisão absoluta),  ou uma Colt 45 (que maravilha! Uma porrada de uma tonelada), uma boa faca e uma mochila-barraca (daquelas antigonas) nas costas.  Quem não usava a Colt ponto 45 tinha que se virar com o "canhão" Smith & Wesson, também ponto 45. Alguns outros usavam a submetralhadora Ina 45 (havia também a submetralhadora Colt 45, mas que seu uso estava sendo pouco a pouco abandonado pelo Exército).

Saudades, sim, desses exercícios noturnos sem direito a usar lanternas, acender cigarro, provocar qualquer luz, mesmo que simples faísca, quase em silêncio absoluto, para não dar bobeira para o 'inimigo'. Normalmente nem parar para descanso ou mesmo engolir (argh!) uma ração fria (fria porque não se podia acender fogo) e de gosto e consistência horríveis. 

Tendo que enxergar feito gato, no breu da noite.

Era a Infantaria! A Rainha!
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*Republicação de postagem do dia 24 de maio de 2018

OSs. Problemas na terceirização da saúde

Sexta, 24 de maio de 2019
Do Site Ataque aos Cofres Públicos, com informações de outros veículos da imprensa

1. Problemas na terceirização do Hospital de Itanhaém irritam a população

Vários vereadores cobram explicações sobre Hospital Regional Jorge Rossmann e dizem que atendimento é insatisfatório
Quando o Hospital de Itanhaém estava prestes a ser terceirizado, o Ataque aos Cofres Públicos avisou que a decisão custaria caro ao erário e principalmente para a população.
Autoridades, inclusive os representantes do legislativo municipal se omitiram e nada fizeram para impedir a entrega do equipamento pelo Governo do Estado.
Agora que os problemas começam a vir à tona, estes mesmos parlamentares estão se posicionando contrariamente ao modelo de gestão e pedindo explicações ao Governo e à OS.
Eles alegam principalmente que há muita restrição de vagas para munícipes e moradores do entorno, como se a organização estivesse dificultando o acesso.
Conforme reportagem do Diário do Litoral, no último dia 14, os vereadores  aprovaram por seis votos, o requerimento de autoria do vereador Alder Ferreira Valadão (SD), que solicita à Secretaria Estadual de Saúde e ao Instituto Sócrates Guanaes informações sobre o Hospital Regional Jorge Rossmann.
No requerimento, é solicitada a quantidade de leitos disponíveis para atender os municípios abrangidos pelo Departamento Regional de Saúde (DRS IV) por especialidade. O documento ainda requer também os critérios adotados para a ocupação dos leitos e qual o volume mensal de recursos é utilizado por leito mensalmente e origem dos recursos.
Outro questionamento é se existe algum programa do Governo do Estado para ampliar o número de leitos e se positivo, os prazos e valores a serem investidos e ainda quais as especialidades que são atendidas atualmente.
“Precisamos do Hospital em sua plenitude para atender nossa população”, acrescenta. Alder também quer propor na Câmara Municipal uma audiência pública no final de junho com a Secretaria de Estado de Saúde e a DRS IV para elucidar o que de fato ocorre no Hospital.
O vereador Wilson Oliveira disse que deverá apresentar também, nas próximas sessões, um requerimento direcionado à Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (CROSS) para cobrar maior transparência. “O Município não pode arcar com uma responsabilidade que é do Governo Estadual. A UPA não suporta mais”, lembra.
João Rossmann do MDB vai além. Lembra que infelizmente as vagas somente aparecem quando a família do paciente procura a Justiça. “Infelizmente não está claro pra ninguém o que ocorre com esse Hospital”, lamenta.
O líder do Governo Marco Aurélio na Câmara, vereador Peterson Gonzaga Dias (DEM) quer que o CROSS aponte efetivamente quantas vagas está disponível para cada cidade que o Hospital atende. “A cidade chega a gastar o dobro com saúde. É preciso urgentemente resolver esse problema”, aponta.
Outro vereador que já cobrou o Hospital foi Dr. Carlos Antonio Ribeiro (PSDB). “Acho que todos os vereadores aqui já fizeram um requerimento cobrando explicações e eles sequer respondem”.
O hospital foi inaugurado pelo então governador Geraldo Alckmin (PSDB), em 30 de outubro de 2017, numa área de 12,9 mil metros quadrados, com oito pavimentos e heliponto, numa iniciativa entre a Prefeitura de Itanhaém e o Governo Estadual. Foram investidos R$ 66,5 milhões. Além de Itanhaém, atende os municípios de Mongaguá, Peruíbe, Itariri e Pedro de Toledo.
Histórico
O Hospital Regional de Itanhaém é uma unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Em 2007, o equipamento passou a ser gerenciado pelo consórcio público, por meio de um termo de parceria. Porém, com o vencimento do contrato, a Secretaria optou por mudar a gestão, entregando o prédio e o serviço para uma OS, ou seja, para uma empresa.
Um novo processo de escolha foi aberto e o COMSAÚDE foi impedido de participar. O Instituto Sócrates Guanaes (ISG) foi o vencedor e assinou contrato de gestão, publicado oficialmente em 6 de maio de 2017.
Antes, houve protestos e paralisação dos funcionários para tentar resistir às mudanças. Com a saída do CONSAUDE da administração do hospital, os concursados foram orientados a pedir transferência para a distante cidade de Pariquera Açu, onde também há um hospital gerido pelo Consórcio. Uma segunda opção era pedir exoneração do concurso para trabalhar para o ISG, sem a estabilidade de emprego.
Alertamos aqui no Ataque aos Cofres Públicos que o Governo do Estado, em vez de dar estrutura para as unidades e serviços serem geridos de maneira direta, resolveu deixar essa e outras unidades serem sucateadas até que a terceirização vire uma espécie de “solução mágica” para resgatar a qualidade dos serviços.
No caso do Hospital Regional de Itanhaém, o Estado investiu na ampliação das instalações e gastou com a modernização de equipamentos e o incremento de serviços. E depois de todo esse esforço financeiro, entregou tudo de bandeja para uma entidade privada que, ao que tudo indica, agora dificulta o acesso da população que precisa.
Como noticiou a imprensa à época, o custeio do Hospital com os novos serviços e com a contratação da OS quase dobrou, passando de R$ 2.709.000,00 para R$ R$ 4.845.391,00 mensais.
OS tem passado manchado
Em 2017, o ISG foi alvo de uma devassa nos contratos, realizada pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Junto com outras seis OSs que administram hospitais estaduais do Rio, o instituto foi investigado com o objetivo de evitar que o governo continuasse repassando recursos públicos a organizações sociais que descumpriam metas contratuais.
Contratados pelo ISG, os trabalhadores Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói, ficaram dois meses (novembro e dezembro) sem receber salários e sem receber o 13º em 2016.
Uma visita da Defensoria Pública do Rio Janeiro realizada no Hospital também encontrou várias irregularidades. “(…) foram constatados déficits de insumos para nutrição enteral dos pacientes em estado crítico, inutilização temporária de sete leitos de Terapia Intensiva por escassez de medicamentos e materiais hospitalares e a não abertura de leitos de Unidade Intermediária Neonatal após a conclusão das reformas de adequação, por falta de recursos humanos”, escreveu o jornal A Tribuna, do Rio de Janeiro, em reportagem publicada em seu site.
O Instituto Sócrates Guanaes também foi condenado judicialmente por danos morais a um funcionário do Hospital de Doenças Tropicais (HDT), em Goiânia (GO).
Neste mesmo hospital, em 11 de maio de 2016, o ISG foi destaque no noticiário por buscar o fechamento da UTI. Mostramos no site do Ataque aos Cofres Públicos, o quanto isso era incompatível com o fato de a mesma OS ter sido agraciada com um aumento de 65% nos repasses de dinheiro público, em vários aditivos, chegando a embolsar R$ 76,2 milhões por ano, só para o hospital.
Em outro escândalo, a OS foi acusada de gastar parte dos recursos encaminhados pela Secretaria de Saúde de forma irregular. Um relatório encaminhado à pasta pelo próprio instituto aponta quase R$ 70 mil gastos mensalmente (R$ 840 mil por ano) com o aluguel de imóveis e contratação de consultorias. A situação foi considerada ilegal pelo procurador do Estado Antônio Flávio de Oliveira.
Segundo documento obtido pelo Jornal O Popular, como tem sua origem em Salvador, na Bahia, a OS utiliza R$ 800,00 mensais para alugar sua sede em Goiânia e outros R$ 2,7 mil para manter um apartamento no Jardim Goiás. Dinheiro do contribuinte!
Mostramos ainda no AaCP o dia em que uma funcionária do HDT, cansada de ver tanta precariedade, filmou as instalações da unidade com vários problemas, como superlotação, atendimento em corredores e consultórios improvisados e aparelhos de Raio X quebrados.
E não é só. Em 2013, o Ministério Público denunciou o secretário de Saúde da época e quatro OSs que atuavam em Goiás, entre elas o ISG. Além de problemas trabalhistas, foram investigadas irregularidades relacionadas à terceirização ilícita de mão de obra.
Estados que investiram pesado em OSs na saúde sabem que o modelo não funciona e é porta aberta para desvios e desperdícios. Em Mato Grosso, após um prejuízo de no mínimo R$ 200 milhões apurado pela CPI das OSs, o esforço agora é para o Governo do Estado retomar a gestão direta dos hospitais regionais.
O governador Geraldo Alckmin faz exatamente o contrário. A despeito de todas as péssimas experiências trazidas pela terceirização em São Paulo e no Brasil, entrega cada vez mais equipamentos para o empresariado. O Hospital Regional de Itanhaém é só mais um. Quando a população e os trabalhadores vão se levantar?
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2. OS não cumpre metas em Hospital Infantil do Mato Grosso

Atendimentos emergenciais e ambulatoriais ficaram abaixo do contratado
Fonte: Jornal O Popular
É sempre assim quando organizações sociais (OSs) são contratadas para atuar na gestão pública: a despeito de embolsarem repasses milionários, trazem retorno em serviços muito aquém do esperado.
No Hospital Materno Infantil (HMI) tem sido assim. O Instituto de Gestão e Humanização (IGH), organização social que administra o equipamento, descumpriu metas do plano operativo de trabalho. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) pretende punir o Instituto após se deparar com o relatório de execução do contrato firmado entre a entidade e o Estado, no segundo semestre do ano passado.
O documento, encaminhado à Assembleia Legislativa, mostra que a entidade realizou 22.955 atendimentos de urgência e emergência no período, ficando 27,7% abaixo dos 31.500 contratados. No caso das atividades ambulatoriais, foram 14.924 realizadas. O número é 18,53% inferior às 18.318 contratadas.
Ao jornal O Popular, a SES informou que, “diante do descumprimento, a penalidade aplicada foi um ajuste financeiro com desconto de 10% para cada uma das duas áreas de metas não atingidas”.
No período os repasses para o IGH chegaram a R$ 39,5 milhões. A secretaria também afirma que “uma proposta será feita à OS” e, “caso haja acordo entre as partes, o contrato pode ser renovado após seu vencimento, no final do próximo mês”. “Se não, novo chamamento público será feito”.
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3. Ratos e negligência nas UPAs terceirizadas do Rio de Janeiro

Problemas, em unidades do Estado, geridas por OSs, foram destaque na imprensa fluminense

Fonte: G1 e O Globo

As UPAs do Rio de Janeiro são, em sua maioria, administradas de forma terceirizada, por organizações sociais (OSs). São entidades ditas do terceiro setor, que ganham milhões do poder público e prestam serviços mais do que questionáveis.
Na semana que passou dois exemplos repercutidos pela imprensa carioca comprovam o que dissemos acima. Ambos dizem respeito a unidades vinculadas à rede estadual, mas geridas por OSs.
Na UPA da Tijuca o inimaginável para uma unidade de saúde ocorreu. Ratos foram flagrados passeando tranquilos, à luz do dia, dentro da área da UPA.
O vídeo causou ojeriza nos telespectadores do telejornal da Rede Globo. Veja aqui.
O apresentador lembrou que se há ratos é porque há lixo e falta de higiene, o que é inadmissível em se tratando de um posto médico.
Já na UPA Ricardo de Albuquerque cenas dramáticas se desenrolaram após a morte de uma idosa. A família de Elza Hyppolito da Silva, de 75 anos, acusa a equipe de demorar para conseguir uma vaga de internação para tratar adequadamente a paciente.
Em desespero um dos filhos da vítima chegou a invadir a Unidade de Pronto-Atendimento com uma machadinha, acusando o serviço de descaso no encaminhamento do caso. Conforme reportagem do Jornal O Globo, a idosa sofreu um enfarte no dia 14 de maio, uma terça-feira. Daquele dia até domingo, dia 19, ela ficou internada na unidade de emergência. Cinco dias depois da entrada na unidade, ela não resistiu e morreu sem ter sido consultada por um cardiologista.
“Faltou a minha mãe ser transferida para um hospital de porte quando ela entrou. Isso não garantiria que ela estivesse viva, mas pelo menos ela passaria por um especialista. Se tivessem transferido ela assim que entrou, ela poderia ter sido salva. Porque depois piorou e nem poderia mais sair de lá de tão frágil que estava”, conta Antonio Carlos Hyppolito da Silva, de 55 anos.
Após receber a notícia da morte da mãe, o filho mais novo de Elza, Adriano da Silva, de 35 anos, teve um surto e invadiu a UPA com a machadinha. Ele foi preso. A família, que pagou a fiança e liberou o homem no mesmo dia, afirma que ele tem problemas psiquiátricos e se recusa tratamento. Adriano vai responder pelos crimes de dano ao patrimônio público e ameaça. Nenhum paciente ou profissional de saúde foi ferido, mas testemunhas relatam o pânico que tomou conta da unidade, que estava lotada.
“A gente não tem do que reclamar dos médicos. Mas ela precisava de um cardiologista e não de um clínico geral”, diz Antônio Carlos. “O único problema da UPA era a estrutura. Você pisava e parecia que ia abrir um buraco no chão. As paredes não pareciam firmes. E o ar-condicionado onde minha mãe ficou não estava funcionando direito. Ela reclamava muito do calor”.
A Secretaria estadual de Saúde alegou que a idosa chegou à unidade em estado muito grave e não tinha condições de transferência. A pasta admitiu o problema no ar-condicionado e afirmou que a organização social responsável pela unidade já apresentou um projeto para consertá-lo.

ONU: Delegados aprovam resoluções sobre cobertura universal na Assembleia Mundial da Saúde

Sexta, 24 de maio de 2019
Da
ONU no Brasil
Delegações participam de reunião da 71ª Assembleia Mundial da Saúde, realizada no ano passado. Foto: OMS
Delegações participam de reunião da 71ª Assembleia Mundial da Saúde, realizada no ano passado. Foto: OMS

Delegados da Assembleia Mundial da Saúde aprovaram na quarta-feira (22) três resoluções sobre cobertura universal, centradas em: atenção primária de saúde, papel dos profissionais de saúde comunitários e a reunião de alto nível da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre cobertura universal de saúde, a ser realizada em setembro deste ano.
A primeira resolução requer que os Estados Membros tomem medidas para implementar a Declaração de Astana, que foi adotada na Conferência Mundial sobre Atenção Primária de Saúde em 2018.

Meio ambiente: MPF defende rejeição de medidas que fragilizam Código Florestal

Sexta, 24 de maio de 2019
Câmara de Meio Ambiente afirma que MP 867 e PLV 9/2019 estimulam desmatamento e representam retrocesso ambiental

Do MPF
Em nota técnica divulgada nesta sexta-feira (24), a Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural do Ministério Público Federal defendeu a rejeição da Medida Provisória 867/2018, que estende o prazo para adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), e do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 9/2019, que resultou de alterações na MP. Para o MPF, as duas medidas fragilizam o novo Código Florestal e ampliam anistia já concedida a proprietários que descumpriram a lei, estimulando o desmatamento. A votação da matéria está prevista para a próxima semana, e a nota técnica será enviada ao Congresso Nacional.

Justiça condena brasileiro apontado pelo FBI como um dos maiores distribuidores de pornografia infanto-juvenil na internet

Sexta, 24 de maio de 2019
Do MPF

Pedófilo de Nova Friburgo armazenava mais de um milhão de arquivos de imagens ou vídeos com conteúdo de exploração sexual de crianças ou adolescentes
Após ação penal movida pelo Ministério Público Federal (MPF), a 1ª Vara Federal de Nova Friburgo (RJ) condenou o analista de sistema Jorge Antônio Batalino Riguette, apontado pelo FBI como um dos cem maiores distribuidores de pornografia infantil na internet, a 12 anos e 11 meses de reclusão, em regime fechado.O condenado, após cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua residência no dia 10 de outubro de 2018, foi preso em flagrante em razão da prática dos delitos previstos nos artigos 241-A e 241-B da Lei 8.069/90.

Justiça determina bloqueio de cerca de R$ 2 bilhões do MDB e R$ 800 milhões do PSB em ação de improbidade e indisponibilidade de valores de parlamentares e executivos de empreiteiras

Sexta, 24 de maio de 2019
Do MPF
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) determinou o bloqueio de valores e bens de acusados em ação de improbidade administrativa da Lava Jato, incluindo o Partido Socialista Brasileiro (PSB), o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), os parlamentares Valdir Raupp (MDB/RO), Fernando Bezerra (PSB/PE), Eduardo da Fonte (PP/PE), os espólios dos falecidos agentes políticos Sérgio Guerra (PSDB/PE) e Eduardo Campos (PSB/PE), a Queiroz Galvão, e a Vital Engenharia Ambiental.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

MPF requer providências do Governo do Rio de Janeiro após mais um episódio de intolerância religiosa na Baixada Fluminense

Quinta, 23 de maio de 2019
Do MPF
Ofício foi enviado requisitando urgência na adoção de segurança pública
Foto mostra grupos de umbanda fazendo a sua celebração
Foto: iStock
Hoje (23), o MPF recebeu mais um relato de violência na região de Duque de Caxias. Segundo uma representação anônima, um grupo de traficantes chefiados por um pastor teria percorrido 15 barracões de candomblé e umbanda localizados no município e ordenado a cessação de qualquer atividade religiosa que ocorresse no local. O Ministério Público Federal (MPF) enviou ofício ao governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel requerendo, com urgência, a adoção de providências no âmbito da segurança pública e a realização de uma audiência para tratar dos casos de intolerância religiosa na região da Baixada Fluminense. No documento também estão presentes alguns relatos de representantes das comunidades.

“Decretos que extinguem cargos e alteram competência para nomeações representarão fim da autonomia universitária”, aponta o Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão

Quinta, 23 de maio de 2019
Do MPF
Procuradoria dos Direitos do Cidadão defende que ação no STF assegure que Decretos 9.725 e 9.794 não alcancem universidades. Corte seria de mais de 8,3 mil funções
Foto de alunos caminhando em um corredor da UnB
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom
Caso alcancem as universidades públicas, os Decretos 9.725/2019 e 9.794/2019 – recentemente publicados pelo governo federal – representarão o fim da autonomia administrativa dessas instituições de ensino, violando uma garantia prevista no artigo 207 da Constituição de 1988.

O alerta é da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão que integra o Ministério Público Federal. Dados apresentados pela PFDC apontam que, ao extinguir cargos em comissão e funções de confiança no âmbito do Poder Executivo federal, o Decreto 9.725/2019 acarretou o corte de mais de 8,3 mil funções gratificadas em universidades em todo o país. Na Federal de Uberlândia (UFU), por exemplo, o número de cargos extintos pelo decreto foi de 432. Na Federal do Pará (UFPA), o corte foi de 423 funções, enquanto na Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), de mais de 390.

STF tem maioria a favor da criminalização da homofobia

Quarta, 23 de 2019
Julgamento foi suspenso e será retomado no dia 5 de junho

Por André Richter – Repórter da Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou hoje (23) maioria de seis votos a favor da criminalização da homofobia como forma de racismo. Apesar do placar da votação, o julgamento foi suspenso e será retomado no dia 5 de junho.

Ministro Fachin nega pedido de liberdade de deputados estaduais do RJ

Quinta, 23 de maio de 2019
Do STF
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, não conheceu (julgou inviável) das petições individuais dos deputados estaduais André Gustavo Correia da Silva (DEM), Francisco Manoel de Carvalho (Chiquinho da Mangueira, do PSC) e Luiz Antônio Martins (PDT), do Rio de Janeiro, visando à revogação das ordens de prisão a eles impostas no âmbito da Operação Furna da Onça. Segundo o ministro, esses pedidos, apresentados na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5824, não têm previsão na lei.

No Meio do Pitiú

Quinta, 23 de maio de 2019
Dona Onete! Salve Dona Onete! Salve o Pará!
Publicado no Youtube pelo Canal Dona Onete

Ex-secretário diz que corrupção envolveu Corpo de Bombeiros

Quarta, 23 de 2019
Por Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil  
O ex-secretário de Saúde do Rio Sérgio Côrtes disse que o esquema de corrupção e propina no estado envolveu o Corpo de Bombeiros, entidade subordinada à secretaria na época. Ele prestou depoimento nesta quarta-feira (22) ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, no âmbito da Operação Fatura Exposta, um desdobramento da Lava Jato.

“Eu recebi recursos no exterior, isso ocorreu em 2011. Recursos indevidos da minha atuação na Secretaria de Saúde e Defesa Civil, que engloba o Corpo de Bombeiros”, disse Côrtes, que confirmou ao juiz que recebia propina por negócios nos Bombeiros, que era repartida com outros subcomandantes, responsáveis pelo setor de licitações.

Maconha, ateísmo e sexo na USP

Quinta-feira, 23 de maio de 2019
Do
Blog Náufrago da Utopia

É difícil apontar o que há de mais demente, de mais estúpido ou de sinistramente cômico no mundo bolsonarista. Mas eu queria comentar um pouco o modo com que esse bando de saltimbancos se manifesta a respeito da universidade pública.
Quanto ao chefe, o caso seria quase de compaixão. Bolsonaro afirmou que grande parte da pesquisa no Brasil é feita pelas faculdades da iniciativa privada. A estatística desmente a batatada [o blog recomenda este artigo que aprofunda bem o assunto]. O presidente simplesmente não sabe o que diz.

Claro que as intenções —que não vêm deste governo— são perversas. A grande campanha contra o ensino público, tanto na perseguição ideológica quanto no sufocamento financeiro, está a serviço da indústria das universidades particulares.

Já lhes convinha muito o programa petista de financiar as mensalidades dos alunos pobres. Muitos jovens se beneficiaram de diplomas que muitas vezes servem apenas para que se atinja um status social mais satisfatório.

Você pode marcar no currículo que tem nível superior, graças a um curso de administração, relações públicas ou turismo nas Faculdades Pindorama; pouco vale, mas traz felicidade e conhecimentos residuais ao diplomado.

Que digo? Nos dias que correm, um atestado desses é o suficiente para você virar ministro, líder de partido, especialista em acordos internacionais ou luminar opinativo nos círculos do governo.

Tenho saudade dos tempos em que se reclamava do analfabetismo de Lula... Hoje, um especialista em finanças, a quem se atribuiu o cargo de ministro da Educação, confunde 3 com 30 por cento quando vai explicar o contingenciamento de verbas. Nervosismo e pressa, sem dúvida. Mas Lula acho que sabia a diferença entre Kafka e um espeto de carne.

Tudo isso é tão primário, tão deprimente, que termina sendo uma vantagem para os adeptos da nova ordem. Não há sequer o que discutir. A imbecilidade prossegue por si mesma, imune à denúncia ou ao ridículo.

Um pouco mais complexa é a atitude dos que, ecoando Bolsonaro ainda uma vez mais, constroem uma espécie de fantasia própria a respeito das universidades públicas —e da USP em particular. Lá só tem maconheiro!

Foi boa a resposta da página de Ciro Gomes no Facebook: “Diz que nas universidades públicas só tem maconheiro... quer dizer que você disputou com um viciado e ainda perdeu a vaga?”

A provocação desvenda a mentalidade por trás dessa campanha. O mecanismo é conhecido; trata-se do puro ressentimento.

Conceito complicado, esse, que a psicanalista Maria Rita Kehl (e minha ex-mulher, mas isso felizmente não vem ao caso) analisou com profundidade em livro publicado pela Casa do Psicólogo em 2004.

Uso o termo, aqui, no sentido coloquial. Tome-se o outro ponto preferido das críticas à USP —lá as pessoas ficam peladas, o sexo corre solto, aquilo é uma orgia de marxistas, de ateus ou coisa pior.

Pior que um marxista ateu? Ah, sim: bissexual.

A raiva contra a USP nasce de uma criação imaginária. 

O bolsonarista se sente atraído pela nudez de belas estudantes ou pela devassidão de gays no Carnaval; em vez de desviar os olhos e rezar um padre-nosso, divulga o que pode nas redes sociais.

Acrescenta um sinal de menos: “Como! O que é isso! Veja só o que estão fazendo!”

Ele gostaria de entrar na USP —admito que para estudar, não para fumar maconha. Como não entrou, precisa diminuir sua frustração. As uvas estão verdes...

Seria o caso de dizer, como fez Bolsonaro, que afinal lá não existe pesquisa científica ou que o ensino não é tão bom assim.

Mas o bolsonarista vai além, e aí ele se trai. Para negar seu desejo pela USP, resolve substituí-lo por um objeto de desejo ainda mais forte, o sexo. Imagina um harém de prazeres —e, nesse caso, seu histórico de repressão pessoal ajuda. Isso ele sabe negar, sabe condenar.

Reprovado numa escola de artes, Hitler passou a considerar-se árbitro da estética alemã. Vingou-se, eliminando os responsáveis imaginários por sua eliminação.


Ninguém usa de verbalização mais pornográfica do que Olavo de Carvalho, ao condenar a educação sexual na escola básica.

A violência desses coitados se explica: sem ironia, é o grito dos excluídos, um pedido de liberdade, engasgado na garganta daqueles que só entendem a repressão. Pena que eles próprios sejam imbecis demais para perceber isso. (por Marcelo Coelho, jornalista, escritor e mestre em sociologia pela USP)

A fabricação do poder

Maio
23

A fabricação do poder

     Em 1937 morreu John D. Rockefeller, dono do mundo, rei do petróleo, fundador da Standard Oil Company.
     Tinha vivido quase um século.
    Na autópsia, não foi encontrado nenhum sinal de escrúpulo.
                                     Eduardo Galeano, no livro Os filhos dos dias (Um calendário histórico sobre a humanidade), Editora L&PM, 2012, página 169

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Guedes voltou dos EUA, mais otimista, mais irrealista

Quarta, 22 de maio de 2019
Por
Helio Fernandes*

Foi como tradutor do capitão para o encontro, (surpreendendo o ex-presidente George W.Bush, que não o convidou, mas teve que recebê-lo apenas por uma hora) voltou entusiasmado com a tramitação da
Nova Previdência. A estadia de 3 dias no Texas na auto-homenagem organizada e exaltada pelo capitão, influenciou e entusiasmou o poderoso super ministro.

INTS, nova OS do Hospital de Bertioga, é destaque negativo na imprensa

Quarta, 22 de maio de 2019
Falhas no atendimento geram tisunami de reclamações; contrato é de R$ 32 milhões

Do Ataque aos Cofres Públicos com informações do Jornal Leia


Nem bem começou a atuar e a Organização Social de Saúde Instituto Nacional de Amparo à Pesquisa, Tecnologia e Inovação na Gestão Pública (INTS), nova gestora do Hospital de Bertioga, já começa a ser destaque negativo na imprensa.

OPAS recebe prêmio da Liga Mundial de Hipertensão por combate à doença

Quarta, 22 de maio de 2019

Da
ONU no Brasil

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) recebeu o Prêmio de Excelência Organizacional da Liga Mundial de Hipertensão por seu trabalho no controle da hipertensão nas Américas, informou nesta segunda-feira (20) a agência da ONU. A premiação reconhece os esforços da OPAS na implementação da iniciativa HEARTS, que tem o objetivo de reduzir a carga de doenças cardiovasculares na região e no mundo.
Médico tira a pressão de paciente. Foto: PEXELS
Médico mede pressão arterial de paciente. Foto: PEXELS
“O prêmio foi outorgado à OPAS sobretudo por sua visão pioneira na prevenção e controle da hipertensão nas Américas”, disse Marcelo Orias, vice-presidente da Liga Mundial de Hipertensão.

Mourão na China

Quarta, 22 de maio de 2019
Por

Pedro Augusto Pinho


No retorno da viagem à China, o vice-presidente General Hamilton (e não Heleno; lembra presidente Jair?) poderá nos mostrar se entendeu o grande mal que o neoliberalismo está provocando no Brasil e mesmo nos Estados Unidos da América (EUA).

O Brasil, na América Latina, foi o primeiro país a se informatizar, iniciando com a importação de equipamentos (UNIVAC 120 para o Departamento de Águas e Esgoto do Estado de São Paulo em 1957) e da tecnologia de "processamento de dados" ou "ciência da computação".

Com a mudança de governo e da diretriz econômica em 1967, como escreve Ivan da Costa Marques, ex-presidente da Computadores Brasileiros - COBRA e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ):

"O Brasil ensaiou uma política diferenciada para fabricação de computadores que resultassem de projetos locais" (Revisitando o discurso mobilizador da "reserva de mercado" dos anos 1970 à luz dos Estudos CTS, 2014 - artigo disponível na internet).

Em 1974 nasce a COBRA, universidades em São Paulo e no Rio de Janeiro criam centros de pesquisa em informática e, com a reserva de mercado e a política de substituição de importações implanta-se a indústria privada nacional na área de computadores e equipamentos subsidiários.

"Na primeira metade da década de 1970, professores, alunos de pós-graduação e pesquisadores projetaram diversos produtos de informática. Nesta mesma época alguns birôs estatais de processamento de dados investiram em laboratórios de produtos. Nos laboratórios de organizações militares, artefatos de informática recebiam atenção especial". "Havia uma grande diversidade de interesses e abordagens, mas praticamente todas as intervenções, fossem elas nos congressos ou nos periódicos, compartilhavam a ideia de que dominar a tecnologia dos computadores era uma questão estratégica para um país como o Brasil" (Costa Marques, Minicomputadores brasileiros nos anos 1970: uma reserva de mercado democrática em meio ao autoritarismo, disponível na internet)

"No Brasil, assim com em outras partes do mundo, a década de 1970 foi marcada por um movimento em  prol de propostas de uma política tecnológica e industrial diferenciada para o setor de informática. Diversas universidades brasileiras produziram uma variedade de protótipos com os quais pretendiam demonstrar a capacidade tecnológica local de projetar artefatos digitais e sistemas de computação (hardware e software)" (Ivan da C. Marques, Testemunho e pesquisa: concepção e uso em produção dos protótipos do Núcleo de Computação Eletrônica/U.F.R.J. na década de 1970. In: J. Aguirre e R. Carnota, Historia de la Informática en Latinoamérica y el Caribe: Investigaciones y testimonios. Universidad Nacional de Rio Cuarto, Argentina, 2009).

"No começo de 1980, o Brasil foi um dos poucos países em que empresas sob controle local conseguiram suprir uma parte significativa do mercado interno de minicomputadores com marcas e tecnologias próprias. Equipes de engenheiros e técnicos brasileiros haviam absorvido a tecnologia de produtos originalmente licenciados e efetivamente conceberam e projetaram sistemas completos (hardware e software) de minicomputadores e diversos outros artefatos de computação, colocados no mercado por empresas brasileiras com sucesso econômico e técnico" (Costa Marques, Minicomputadores brasileiros nos anos 1970: uma reserva de mercado democrática em meio ao autoritarismo, disponível na internet).

A antiga SUCESU –Sociedade de Usuários de Computadores e Equipamentos Subsidiários, fundada em 1965, hoje é uma Sociedade de Usuários de Tecnologia, nenhuma produzida no Brasil.

O que aconteceu para que a importantíssima tecnologia da informação e da comunicação, tanto para a área militar quanto para atividades civis, fosse cortada do mapa brasileiro.

Na recente exposição sobre a Estratégia Nacional de Segurança para os EUA, dezembro de 2017, o presidente Donald Trump enfatizou as aplicações da informática, o ciberespaço a ser defendido.

No entanto, o Império Estadunidense, tendo adotado, desde os anos 1980, a política neoliberal já foi superado pelo oriente, em especial pela República Popular da China, visitada agora pelo nosso vice-presidente.

A HUAWEI, empresa chinesa, já disputa com a Samsung a liderança na venda de smartphones no mundo. Em menos de dois anos, com a nova geração de equipamentos e um sistema acoplado que substituirá o Android, da Google, a Huawei dominará o mundo desta tecnologia, com o G5.

Facebook, Microsoft, Apple, IBM, Google, Amazon serão referências históricas como o Fortran, o /360 com o Cobol, o Univac que levou o homem à lua e os computadores como os conhecemos hoje.

Em torno da Huawei, na província de Guanddong, milhares de empresas, startups, diversos outros recursos dão dinamismo, propõe soluções criativas, absorvem engenheiros chineses e das universidades asiáticas e até estadunidenses. Por que?

Escreve o jornalista Pepe Escobar: "não só a China, mas a Ásia como um todo, vai-se tornando o motor privilegiado do desenvolvimento tecnológico do século 21. Bem-vindos pois a “Asianomics” (Caçar Huawei não levará a vitória alguma na guerra tech, Asia Times, 21/05/2019, tradução da Vila Mandinga).

Vamos entender o que é a política neoliberal, uma política meramente financeira e não econômica.

Ela privilegia apenas o lucro imediato, rápido, o entrar e sair da aplicação. Nenhuma perspectiva, nem de curto prazo, é adotada nos cálculos neoliberais. Assim, apoiada pela mais fantástica divulgação de falsas referências, erros grosseiros, como afirmar que a administração de uma casa é igual a de um país, como se cada lar pudesse emitir dinheiro, aceito em todo território nacional, impõe-se esta agressão. O neoliberalismo é uma fraude.

Os EUA começaram a adotar este modelo de administração com Ronald Reagan. Logo foram invadidos por produtos dos tigres asiáticos, que exportando para a maior economia do mundo, fizeram a festa como vimos na Coreia do Sul, Singapura, Taiwan e Hong Kong. Divulgou-se que era a mão de obra barata, mas o que ocorreu, além desta publicidade para mudança de endereço de empresas estadunidenses, foi o fechamento de fábricas, produtores locais e o desemprego, que ainda assola a Nação.

Hoje a tecnologia de ponta se deslocou dos EUA para a China, a Rússia e a produção euro-asiática. Os EUA estão perdendo, ou já perderam o bonde da história. Enfrentam uma série de derrotas militares desde a Coreia - Vietnã, Síria, Cuba, Angola, Líbia - e econômicas. É obrigado a manter guerras, com enorme prejuízo para o desenvolvimento econômico e social do País, porque o complexo industrial-militar é a única reserva de produção nacional. O resto está nas mãos de capitais voláteis, majoritariamente ilícitos, como o narcotráfico, que domina setores do Estado.

No Brasil o neoliberalismo começou agredindo o Estado Nacional com campanhas de privatizações, nos anos 1980. Se perguntarem por que o diesel é tão caro no Brasil, responderei porque o comando da energia e da Petrobrás é neoliberal. Enquanto nossas refinarias ficam ociosas e se exporta petróleo bruto, o diesel é importado de refinarias estadunidenses pelo preço fixado no exterior. E não nos faltam petróleo, nem instalações já depreciadas, nem mão de obra qualificada, nem tecnologia e gestão para que o diesel pudesse ter preço três ou quatro vezes menor e com lucro para Petrobrás.

O atual representante oficial do neoliberalismo no Brasil vai aos EUA e afirma, sem qualquer pudor, que está vendendo tudo. Tudo que não lhe pertence, pois é fruto da nossa opulenta natureza ou do esforço do povo brasileiro, como o petróleo do pré-sal e as conquistas da Embraer e da Embrapa.

Então o vice-presidente Mourão pode constatar in loco, pessoalmente, a diferença de uma condução planejada, organizada pelo Poder Nacional, de uma gestão neoliberal, cujos verdadeiros mandatários estão em paraísos fiscais  e seus recursos vem de ilícitos, crimes praticados contra a humanidade.

Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado

Dia da Diversidade Biológica lembra efeitos da negligência ambiental na segurança alimentar

Quarta, 22 de maio de 2019
Da
ONU no Brasil
Mulher vende toranjas asiáticas em mercado flutuante. Foto: Biodiversidade Internacional
Mulher vende toranjas asiáticas em mercado flutuante. Foto: Biodiversidade Internacional
A alimentação está se tornando cada vez mais homogênea no mundo todo, apesar do crescente acesso a uma ampla variedade de alimentos nutritivos. A advertência foi feita pelas Nações Unidas nesta quarta-feira (22), Dia Internacional para a Diversidade Biológica. A data lembra este ano os impactos da negligência ambiental na segurança alimentar e na saúde pública.

Quem altera curso de água da chuva tem de indenizar vizinhos por eventuais prejuízos

Quarta, 22 de maio de 2019
Do STJ
A atuação humana que altera o curso das águas pluviais e causa prejuízo à vizinhança gera o dever de indenizar, já que o vizinho só é obrigado a tolerar a enxurrada quando seu fluxo decorre exclusivamente da natureza.

Policial acusado de matar empresário por urinar em via pública é condenado a 20 anos de prisão

Quarta, 22 de maio de 2019
Do TJDF
O Tribunal do Júri de Taguatinga condenou nesta terça-feira, 21/5, o policial civil do Estado de Goiás Paulo Roberto Gomes Bandeira a 20 anos de reclusão pelo homicídio do empresário Gustavo Gero Soares e a tentativa de homicídio de Carlos Augusto Moreira Galvão, crimes ocorridos em 12/5/2018, após desentendimento entre as vítimas e o acusado, que se iniciou em razão de as vítimas terem urinado em via pública.

Direitos do Cidadão: Em audiência pública, MPF defende combate à LGBTfobia

Quarta, 22 de maio de 2019
Do MPF
Encontro destacou projeto de lei que estabelece punição em casos de discriminação motivados por questões de identidade de gênero ou orientação sexual
Foto da audiência pública
Foto: PFDC
A inexistência de uma legislação específica em defesa de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais contra a LGBTfobia levou parlamentares e representantes de organizações da sociedade civil a colocar em debate na terça-feira (21) a urgente necessidade de construção de um marco normativo na área para coibir a violência e penalizar os agentes agressores.

A audiência pública, que também contou com a presença da procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, foi promovida pela Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados e destacou o PL 2.138/2015. A iniciativa, de autoria da deputada federal Erika Kokay, altera a Lei de Combate ao Racismo (nº 7.716/989) para punir a discriminação ou preconceito quanto à identidade de gênero ou orientação sexual.