Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Combate à corrupção deve ser com respeito ao devido processo legal e à liberdade de imprensa, destaca PFDC

Segunda, 15 de julho de 2019
Do MPF
Órgão que integra o Ministério Público Federal lançou nota pública acerca da revelação de diálogos relacionados à Operação Lava Jato
Em seu posicionamento, a Procuradoria aponta que a prevenção e o combate intransigente à corrupção são legítimos quando se articulam com o respeito ao direito dos investigados e acusados de responderem a um processo justo, bem como com a liberdade de manifestação jornalística e de garantia do direito coletivo de receber e buscar informação. A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão do Ministério Público Federal (MPF) responsável pela defesa de direitos humanos, lançou uma nota pública acerca da revelação pela imprensa de diálogos relacionados à Operação Lava Jato. Para a PFDC, a questão reforça a necessidade de compreensão das diversas dimensões dos direitos humanos e de promoção conjunta do enfrentamento à corrupção, do devido processo legal, do direito à informação e da liberdade de imprensa.

Ex-prefeito que não atendeu a pedido de informações do MPF é condenado no Pará

Segunda, 15 de julho de 2019
Do MPF
Ex-gestor municipal de Placas Maxweel Brandão também foi condenado pelo extravio de documentos públicos
A Justiça Federal condenou o ex-prefeito de Placas (PA) Maxweel Rodrigues Brandão ao pagamento de multa de R$ 50 mil pela sonegação de informações ao Ministério Público Federal (MPF) e pelo extravio de documentos públicos referentes a uma licitação investigada pelo MPF.

A vez dos jurássicos

Segunda, 15 de julho de 2019
Por PAULO METRI*

Nossa missão gloriosa será retirar as chuteiras penduradas atrás da porta e, ao ser escalado para ajudar na linha de frente, contribuir com a sociedade.


Nunca pensei que os seres jurássicos fossem “renascer”. E não falo da epopeia do aproveitamento do DNA deles encontrado em um mosquito, que acabara de saborear o sangue deles, há milhões de anos, pouco antes de ser confinado em âmbar.

Os jurássicos em questão são os que sobreviveram aos anos de tortura e assassinatos dos ditadores, aos anos da busca por preservação da frágil democracia conquistada, com a inocentação dos antigos torturadores e assassinos e a promulgação da Constituição Cidadã, aos poucos anos do pseudo salvador da pátria, aos breves anos de Itamar que, apesar de medidas corretas, errou fragorosamente ao escolher o sucessor, aos anos do prestidigitador que “flexibilizava” quando doava, que introduziu a competição no suposto “mercado perfeito” composto por cartéis, aos anos do contraponto, quando outro mundo foi mostrado ser possível, aos anos agridoce de conciliação entre o neoliberalismo e atos de inclusão social e, finalmente, aos últimos anos de escárnio e tristeza.

A honra perdida das nossas instituições persecutórias

Segunda, 15 de julho de 2019
Do
Coletivo Transforma MP


Já desconfiávamos de muita coisa errada nessa tal Operação “Lava Jato”, a mais estrondosa invenção da gestão de Rodrigo Janot à frente da PGR. Tanta visibilidade e tanta proatividade chegam a ser obscenas para a atuação da acusação na persecução penal. Em nossos dias, esta costuma ser mais discreta, acanhada – quase envergonhada, para usar a imagem de Foucault. O direito penal contemporâneo não quer expor. Quer proteger: a “sociedade” da violência contra seus bens jurídicos mais caros, o acusado de uma invectiva injusta. Em ambos os pólos, a dignidade da pessoa é parâmetro da atuação estatal.

domingo, 14 de julho de 2019

Urbanismo: Mudanças no Plano Piloto – nesse angu tem caroço.

Domingo, 14 de julho de 2019
Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna
Por de trás do que seria uma simples alteração de uso, está o faturamento de milhões de reais por parte de proprietários imobiliários, muitos conhecidos do mundo da política e da especulação imobiliária. Num toque de mágica, ganhariam uma massa de novos potenciais consumidores. Assim, não precisariam baixar o preço de seus imóveis.

Por Chico Sant’Anna
Aos poucos, de mansinho, um artigo aqui, uma entrevista ali, um tema vai sendo introduzido na opinião pública, sem que essa se dê conta exatamente o que está em jogo. Em doses homeopáticas, empresários, autoridades governamentais e até urbanistas de renome se apresentam como defensores das mudanças de destinação de uso de setores do Plano Piloto, projetado por Lúcio Costa.

Como muitos sabem, um dos diferenciais do projeto urbanístico de Lúcio Costa, premiado mundialmente e considerado como Patrimônio Cultural da Humanidade, é a segmentação das áreas da cidade, segundo um propósito de uso. Assim nasceram os setores Hospitalar Urbano, o de Rádio e TV, o Bancário, de Autarquias, o Hoteleiro e o Comercial, além dos habitacionais, é claro.

Podem ter certeza, meus jovens. Se o Parque Ecológico do Gama fosse um banco, já teria sido salvo (parafraseando Eduardo Galeano); o Parque está sendo incendiado, morto de morte matada; veja vídeos

Domingo, 14 de julho de 2014


Como o Parque Ecológico do Gama não é um banco, ainda não foi salvo. Agoniza, está sendo morto de morte matada, apesar do esforço da população da cidade.

Parque Ecológico do Gama continua queimando. Está sendo consumido pelo fogo, pelo desprezo e omissão dos governantes e por interesses de especuladores imobiliários

Parque Ecológico do Gama pega fogo em 10 julho de 2019

No vídeo a seguir, o fogo, a emoção, a desgraça anunciada, e um pouco de alívio ao se constatar no dia seguinte ao 10 de julho que os prejuízos não foram tanto como se pensou na hora do incêndio. Mas o Parque Ecológico do Gama sangra, sangra e morre pela insensatez, e Deus sabe lá porque mais, dos governantes e autoridades do DF.


Parque Ecológico do Gama pega fogo em. Casual...ou criminoso?

O vídeo seguinte mostra o Parque Ecológico do Gama, também conhecido por Parque Urbano e Vivencial do Gama, dois dias após o incêndio noturno do dia 10 de julho de 2019. Incêndio casual ou criminoso? Responda quem quiser.

O fato é que o abandono do parque, pelos governos, e também por interesses de invasores e, especialmente, de especuladores imobiliários, grandes especuladores do DF, têm no decorrer dos anos desde a criação legal da área (em 1988, no governo de José Aparecido) colocado cada vez mais em risco a sobrevivência do parque e do meio ambiente na área. Nenhum dos governos até aqui tive a coragem (seria falta de coragem mesmo?) de cumprir a sentença da Justiça, sentença que há muito transitou em julgado e que determina (determina, pois ainda é válida) de desocupar o Parque, retirando todos os invasores daquelas terras. Covardia ou interesses escusos? Responda quem quiser!

A natureza chora, sangra, queima, morre, no Parque Ecológico do Gama, o nosso querido 'Parque Urbano e Vivencial', e isso sob os olhares complacentes, mais cúmplices do que complacentes, de governantes e autoridades.

O meio ambiente no Parque Ecológico do Gama grita: 'Estou morrendo de morte matada! Salvem-me!'

OBS.: Vídeo gravado pelo Gama Livre, em 12/7/2019.


Parque Ecológico do Gama pega fogo. Veja vídeo do estrago

Vídeo montagem de fotos, e 1 vídeo, mostrando o Parque Ecológico do Gama, o nosso querido Parque Urbano e Vivencial do Gama. Imagens feitas pelo Gama Livre no dia 12 de julho de 2019, dois dias após o incêndio (casual ou criminoso, acontecido na noite de 10/7/2019), sendo que apenas duas fotos, uma que mostra a flor Mimosa Heringeri, encontrada apenas na área Sul do DF, e a outra foto da mina d'água, é de autoria de Juanh Ricthelly, que é coordenador da ONG Gama Livre.

O Parque Ecológico do Gama, desprezado pelos governos do DF, queimado frequentemente Deus sabe quais as reais razões, cobiçado loucamente por grandes especuladores imobiliários, pede socorro.

Salvem o Parque Ecológico do Gama! Salvem o meio ambiente!


R$1 milhão e meio havia para cercar e dar segurança ao Parque Ecológico do Gama. A emenda parlamentar não foi usada. Agora o parque continua totalmente desprotegido 
Abaixo, o vídeo é um "bordejo" ao redor do Parque Ecológico do Gama e mostra como a área está desprotegida. Praticamente não há cercamento. As grades se encontram no chão, algumas poucas. Grande parte, porem, foram arrancadas e roubadas. Outras (grades) ainda resistem ao abandono e falta de fiscalização eficaz. O incrível é que o Executivo deixou de usar recursos de mais de 1 milhão de reais de emenda parlamentar destinada especificamente ao cercamento da área. Por que não usou? Não usou por quê? Responda quem quiser. 


Leia ainda sobre o incêndio (casual ou criminoso) no Blog Brasília, por Chico Sant'Anna. Clique aqui e leia 'Fogo devasta parte do Parque do Gama'

sábado, 13 de julho de 2019

A vingança como norma

Sábado, 13 de julho de 2019
Por
Siro Darlan*
O drama de um preso no Estado de São Paulo que solicitou ao poder público que o mate, preferindo a morte a sobreviver ao inferno carcerário mostra bem a que ponto chegamos com esse sistema acusatório perverso. Só não enxerga quem não quer e pior cego é aquele que não quer ver, que o sistema penitenciário brasileiro não cumpre seu desiderato de recuperar o preso e devolvê-lo à sociedade transformado.

O pecado e o crime são inerentes à natureza humana. Somos todos humanos com nossas diferenças e características pessoais e sociais. O sistema econômico dominante nos leva à competição e consumo desenfreado, o que intensifica nossos sentidos e desejos, próprios dos humanos e racionais. Alguns são dotados de princípios morais e conhecimento que fortalecem as tentações que o sistema nos apresenta. A corrupção desenfreada presente nas camadas mais bem aquinhoadas da população comprova que nem todos são capazes de resistir.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

As estranhas, surpreendentes, contraditórias fases de Moro, como magistrado e ex-magistrado

Sexta, 12 de julho de 2019

Por
Helio Fernandes*

O início foi brilhante. Transformou a Lava Jato, numa réplica eficiente da "mãos limpas" italianas. Conquistou a opinião publica.

Nenhuma concessão. Quem tinha que ser preso, era preso. Quem tinha que ser condenado, era condenado. Em 2 anos era uma referência, seu nome era falado, citado, aplaudido. Construiu a frase badalada: "Continuarei como magistrado, não farei carreira política".

Tudo mudou a partir do tresloucado encontro com o presidenciável Bolsonaro, na casa deste. O candidato mostrou seus trunfos vitoriosos. Se despiu diante do juiz, "só tenho um obstáculo intransponível, não ganho do Lula". E fez a proposta irrecusável:"

Está nas suas mãos torná-lo inelegível, e construir um futuro, passando de simples magistrado a um poderoso personagem de Brasília".

Trocou a proposta em miúdos, aceitou trocar Curitiba por Brasília.

Ia periodicamente as EUA. Os advogados desconfiaram, investigaram, constataram, denunciaram à própria justiça, a PARCIALIDADE de Moro.

Isso há 1 ano, antes do Intercept  ENTERRAR o ex-magistrado, num caixão bem lacrado e fechado. Com seu julgamento pautado para o fim do recesso, (1 de agosto) e fortes possibilidades de ser condenado, desconheceu os limites. Fez nova viagem, (mais uma) aos EUA. Essa urgente e imprescindível, durou apenas 2 dias.

Voltou, pediu  uma estranha licença de 5 dias dos ministérios. Justificativa: "Assuntos pessoais".

PS- Todos concordam: PESSOALÍSSIMOS.

PS2- E podem ARRASTAR e COMPLICAR o capitão.

*Fonte: Da coluna de Hélio Fernandes no Blog Oficial do Jornal da Tribuna da Imprensa.

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Saúde: Médicos do IGES ganham menos do que os da Secretaria de Saúde

Quarta, 10 de julho de 2019
Do
Blog Brasília, por Chico Sant'Anna

Por Chico Sant'Anna
Médicos: para as mesmas funções, salários diferentes. Foto Ascom SindMédico.
Os salários mais baixos são pagos para especialidades teoricamente com maior oferta de mão de obra. Médicos Clínicos 


Os salários mais baixos são pagos para especialidades teoricamente com maior oferta de mão de obra. Médicos Clínicos terão salário de R$ 7.564,30, 15,3%, menor do que o que é pago ao colega iniciante pertencente aos quadros da secretária da Saúde. Uma quantia importante, R$ 1.369,94 a menos, todos os meses. A mesma coisa acontece com o oftalmologista

O GDF vem promovendo seleção de profissionais de medicina para o Instituto de Gestão Estratégica em Saúde do Distrito Federal (IGES-DF) e prevê concursos na LODF para médicos da Secretaria de Saúde do DF, em 2020. O que nem todos estão sabendo é que os salários que o IGES-DF está oferecendo aos futuros médicos que está a contratar é menor do que a remuneração paga atualmente ao médico iniciante do quadro permanente da secretaria de Saúde do DF (SES-DF). Na SES-DF, qualquer que seja a especialidade do profissional de medicina, para uma jornada semanal de 20 horas de trabalho, são pagos R$ 8.934,24. No IGES-DF, os salários variam de acordo com a especialização entre R$ 7.564,30 e R$ 8.291,50 para a mesma quantidade de horas trabalhadas. Os dados são de um levantamento feito pelo Sindicato dos Médicos do DF exclusivamente para essa coluna.


Um projeto contra o país

Quinta, 11 de julho de 2019
Por

O que podemos chamar de bolsonarismo (com ou sem o capitão) investe com vigor na destruição de nosso futuro. Incompetente no mais, nesta tarefa exibe inusitada proficiência, pois vai à raiz do essencial, ao fazer do conhecimento seu inimigo número 1. Porém, sequer nisso é original, pois simplesmente segue o script típico de todo regime de ultradireita, em todos os tempos.


Assim na Espanha franquista, assim na Alemanha de Hitler, assim no Brasil dos idos da última ditadura.
Nada disso nos é estranho.
Jamais por loucura, mas inegavelmente por método, o capitão, pajeado pelos seus generais, acirra o esgarçamento social e estimula o ódio, investe na desconstrução do pacto nacional e promove o conflito.
Rejeita o papel de magistrado – inerente ao cargo de Presidente da República – para portar-se como chefe de facção. Não é e não sera, jamais, um magistrado, um estadista, não apenas por não ter o necessário preparo, mas porque não deseja sê-lo. Está no cerne de sua formação – e viceja no espaço político-ideológico em que atua, e que cultiva – a desconfiança irremovível em relação às instituições democráticas, Presidência incluída.
Desorganiza as instituições e, semeando sempre ventos, não teme colher tempestades. Ao contrário, é delas que se nutre.
O confronto, a ação direta, o apelo à “voz das massas” (com os riscos das vaias do Maracanã) é sua tática; a política de terra arrasada é sua estratégia.
A síntese das variadas versões conta a provocação do general falangista Millán-Astray interrompendo uma sessão de colação de grau na Universidade de Salamanca, em outubro de 1936, aos gritos de “Morra a intelectualidade traidora! Viva a morte!”. Nos albores do nazismo fez fama a frase “Quando me falam em cultura, eu puxo o revólver”, atribuída a Joseph Goebbels, ministro da Propagada de Hitler. Entre nós ficou célebre o artigo de Alceu Amoroso Lima (“Terrorismo cultural”, Jornal do Brasil, 7/5/1964) denunciando o regime de trevas que a ditadura militar começava a montar ao eleger estudantes, intelectuais, artistas, pesquisadores, professores em geral como adversários a serem expelidos da vida nacional.
O que se seguiu, entre nós, é história sabida, com o ataque à universidade (que, para além do corte de verbas, compreendeu invasões por tropas militares) e seus estudantes, professores e pensadores, com o rol de demissões, prisões e exílio tendo como pano de fundo implacável censura aos órgãos de imprensa, às atividades artísticas e culturais e à atividade editorial.
Censura generalizada de um lado; de outro, apoio da grande imprensa. A história do grupo Globo (de sabujice bem recompensada) não constitui exceção.
Os tempos mudam, os regimes e as ideologias mudam em suas feições, em métodos, o que não muda é a ojeriza do autoritarismo (sempre a caminho do totalitarismo) à inteligência e ao pensamento livre. As falanges franquistas faziam frente ao que chamavam de “pseudo-intelectualidade liberal maçônica”, o hitlerismo exorcizava os comunistas e os judeus. O governo – aqui representado pelo capitão, os generais associados e penduricalhos como o ministro da Educação --move guerra sem tréguas contra a ciência, contra a educação, contra a pesquisa, contra a inteligência. Dizem seus porta-vozes estar combatendo um tal de “marxismo cultural”.
Os antigos comandos de caça aos comunistas – dos primeiros tempos da ditadura e que se anteciparam ao golpe – são agora comandos de caça à escola livre, à liberdade de cátedra, ao ensino e à pesquisa, à Razão, em suma. E para combatê-la o novo regime vai direto ao ponto: a universidade e, de especial, a universidade pública, responsável por 90% da pesquisa científica. Após cortar recursos destinados às bolsas de estudos que formam nossos doutores, nossos professores e nossos pesquisadores, e o custeio de investigações na fronteira do conhecimento, o bolsonarismo investe contra o ensino das chamadas ciências humanas – nomeadamente sociologia, antropologia e filosofia –, as fontes por excelência da reflexão criadora.
Não nos iludamos, pois o governo sabe o que pretende: o retrocesso na educação, no desenvolvimento cientifico e tecnológico, sobre ser um crime de lesa-pátria, é uma ameaça à democracia.
O corte de verbas destinadas ao ensino é um atentado contra o futuro de nosso país, e contribui para aprofundar as desigualdades sociais, afastando do ensino superior milhares de jovens sem condições de custear sua própria educação. Mas não encerra a tragédia toda, pois, presidindo as ações do novo regime, há uma visão ideológica de mundo e de sociedade que antepõe o retrocesso ao avanço, o passado ao futuro, antagoniza o saber e a razão. O ataque à educação é, nesses termos, uma consequência lógica; já em si grave, ele, é, fundamentalmente, o indicador de um projeto de sociedade que caminha para o obscurantismo. É a ponta afilada de um iceberg de base larga e profunda.
A serpente, poupada ainda na casca do ovo, começa a rastejar e logo poderá estar picando o liberal incauto.
O fato objetivo é que estamos sob a regência de uma assumida política de desconstituição de qualquer sorte de projeto nacional de desenvolvimento, pois desenvolvimento é impensável em país cujos dirigentes discutem se a Terra é plana, questionam a teoria da evolução, negam o aquecimento global, relegam a plano secundário a preservação ambiental, detestam as riquezas naturais, os índios e os negros, os professores, os estudantes e os artistas (veja-se, a propósito, com que desprezo o governo recebeu a eleição de Chico Buarque de Holanda para o Prêmio Camões, o sucesso de nossos cineastas em Cannes e as mortes de Beth Carvalho e João Gilberto).
O enfrentamento é, pois, a essa visão retrógrada de mundo que chega mesmo a ser anacronicamente anti-iluminsta.
Estas considerações vêm a propósito do Manifesto “Ciência, Tecnologia e Inovação em Estado de Alerta”, assinado por dez ex-ministros de Ciência e Tecnologia, representando todos os governos da restauração democrática, de Fernando Collor a Dilma Rousseff, que se reuniram no último dia 1º na COPPE (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa em Engenharia), na simbólica e maltratada Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Os ex-ministros denunciam a desconstituição do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia, com o esvaziamento do CNPq, da CAPES e da FINEP, o contingenciamento dos fundos de financiamento que compõem o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FNDCT, os cortes que atingem os Institutos de Pesquisa e as Organizações Sociais vinculadas ao Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação, comprometendo sua produção. Observam que “[…] o Brasil precisa avançar a uma velocidade superior à da fronteira do conhecimento, sob pena de termos, na melhor das hipóteses, uma estagnação cademic”.
Mas, se precisamos avançar, a política do governo que aí está impõe o atraso. E, até aqui, ela está ditando as regras.
A resistência à consolidação do atraso, porém, pede forças para além dos limites da vida universitária e cobra alianças inclusive com o empresariado, principalmente com aquele mais diretamente ligado ao desenvolvimento tecnológico e à inovação.
No mundo contemporâneo, não há exemplo de país com as características do Brasil em termos geográficos, de recursos naturais, demográficos e culturais, que tenha se desenvolvido sem uma capacidade industrial compatível com suas necessidades. Mas o inverso é igualmente verdadeiro: não há desenvolvimento industrial sem desenvolvimento tecnológico e inovação, que depende de desenvolvimento científico, que, por sua vez, depende do saber cademic, da qualidade da educação (desde o ensino médio) do ensino e da pesquisa em nossas universidades.
Essa resistência, todavia, dependerá, fundamentalmente, do encontro da Academia com a sociedade.
Um abraço saudoso para Paulo Henrique Amorim. Vai fazer falta.
Roberto Amaral
______________
Roberto Amaral é escritor e ex-ministro de Ciência e Tecnologia

Atuação do MPDFT impede que crimes de estupro de vulnerável recebam penas mais brandas

Quinta, 11 de julho de 2019
Do MPF
Com recursos ao STJ, órgão garante que tais crimes não sejam desclassificados para delitos considerados de menor gravidade
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) tem conseguido decisões importantes para o combate à violência sexual contra mulheres e crianças. Após recursos apresentados ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), a instituição conseguiu reverter decisões do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) e impediu que crimes de estupro de vulnerável fossem desclassificados para condutas consideradas de menor gravidade, como a contravenção penal de perturbação da tranquilidade ou o delito de “submissão de criança ou adolescente a vexame ou constrangimento”, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Eleições, Financiamento Público e a Crise da Democracia (Artigo)

Quinta, 11 de julho de 2019
Do 
MCCE*


Por
Melillo Dinis – Advogado e analista político em Brasília. Codiretor nacional do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral – MCCE
Em 2020 teremos eleições em todos os municípios brasileiros. Serão milhares de candidatos a vereadores e prefeitos. Mais uma vez a população será convocada a contribuir com a democracia brasileira. Além dos seus votos, os eleitores vão ter parte do seu dinheiro público nas campanhas. Desde decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que impediu empresas de fazer doações, o Congresso Nacional se movimentou para estabelecer as normas de financiamento público das campanhas políticas. Foi uma solução que adotou a ideia de que este é um caminho mais “constitucional”!

quarta-feira, 10 de julho de 2019

MPF pede à Justiça suspensão de dispositivos dos novos Decretos de Armas

Quarta, 10 de julho de 2018
Do MPF
Para os procuradores, os dispositivos são ilegais e apresentam perigo à segurança pública do País
Foto mostra cartuchos de bala de armas de fogo
Foto: Pixabay
Os procuradores da República que assinam o documento, Felipe Fritz, Eliana Pires e Ivan Cláudio Marx, apontam um a um os dispositivos em discordância com a Lei 10.826/2003. Entre eles, destaca-se a facilidade para registro e aquisição de armas de fogo que os decretos trouxeram: há, por exemplo, a imposição de rol taxativo para indeferimento dos pedidos de autorização de arma de fogo e de certificado de registro, restringindo a discricionariedade da autoridade competente em atuar.O Ministério Público Federal pediu a suspensão de diversos dispositivos dos três novos decretos de armas assinados no dia 25 de junho. Para o MPF, os 24 dispositivos dos Decretos 9.845/2019, 9.846/2019 e 9.847/2019 são ilegais, pois afrontam diretamente o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003), e trazem perigo de dano à segurança pública do País. A ação foi ajuizada na terça-feira (9) e distribuída à 21ª Vara Federal.

O negro é lindo

Quarta, 10 de julho de 2019
Por
Siro Darlan, desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e membro da Associação Juízes para a democracia.
É sempre muito bom um banho de cultura para oxigenar o pensamento e acreditar cada vez mais que é possível uma transformação pela educação. A França, berço da democracia moderna e que traz em sua história a mácula do escravagismo promove em um de seus principais museus, o Museu D`Orsay, uma exposição de modelos negros e resgata alguns personagens que fizeram parte do desenvolvimento cultural do povo francês ao apresentar e identificar personagens presentes nos quadros de pintores como Géricault, Manet e Matisse.
Logo na entrada do Museu vê-se, com destaque os nomes em neon desses principais personagens Madeleine, Joseph, Laure são alguns que até então anônimos, ganham destaque na exposição através dos pincéis de famosos pintores. Fiquei emocionado e, particularmente orgulhos ao saber que os produtores fizeram pesquisas históricas para identificar modelos negros como José, originário de Santo Domingo e que na França trabalhava como acrobata, ficou imortalizado na obra de Théodore Gèricault que se encontra no Museu do Louvre com o nome de “A balsa da Medusa”.
Já Manet, logo após a abolição na França, em 1848, pintou o célebre quadro Olympia, exibindo uma jovem branca nua, onde aparece com destaque uma empregada negra ao lado da cama, cuja identidade era até então ignorada, mas que os produtores da exposição a identificam como “Laure, uma mulher negra muito bela” como o próprio Manet havia escrito numa caderneta de anotações. Em uma nova versão do quadro o artista americano Larry Rivers, em 1970, inverteu as posições pintando uma empregada branca e a outra personagem em destaque negra.

Outra peça em destaque é o quadro rebatizado como “Retrato de Madeleine”, que antes era chamado de “Retrato de uma mulher negra”, exposto no Louvre e de autoria de Marie Guilhemine Benoist. A exposição é uma viagem na presença negra na França e em suas colônias, mas traduz a importância de se debater a igualdade entre todos os seres do planeta independente que qualquer tipo de diferença, sobretudo em tempos de imigração, misturas e miscigenação.
Quando concluía essa reflexão, recebo a visita saudosa de uma antiga amiga, dos tempos das atividades intensas para salvar vidas abandonadas e maltratadas. Uyara, uma linda mulher negra que vivia nos anos 90 nas ruas do Rio de Janeiro espalhando sua arte, poesia e teatro entre os meninos e meninas de rua. Uyara encenou uma peça chamada “Meninos da Candelária” de autoria Aurea Charpinel onde contava os dramas do abandono desses infantes pelas ruas e logradouros públicos, vítimas do abandono familiar e da ausência total de políticas públicas inclusivas.
Uyara sumiu todos esses anos porque sua inteligência, cultura e força de trabalho não cabia numa única Cidade. Casou-se com um suíço e foi viver na Europa com sua família. O Rio de Janeiro ficou mais pobre sem Uyara. Mas, eis que ela volta nesse momento de tantas perdas de direitos e volta a iluminar as causas sociais. Benvinda Uyara, nós precisamos de você.
Fonte: Blog do Siro Darlan

Justiça condena Instituto Ômega e instituto da comunidade evangélica Nação Santa por cursos irregulares

Quarta, 10 de julho de 2019
Do MPF
Instituições devem ressarcir alunos por não possuírem credenciamento junto ao MEC
Arte retangular mostra, ao fundo, foto de uma balança em tons dourados e, em primeiro plano, a palavra “Sentença” escrita em letras amarelas.
Arte: Secom/PGR
A Justiça considerou que o IENS não é credenciado pelo Ministério da Educação (MEC) para oferecer cursos superiores ou que concedam titulação em curso superior. Ainda de acordo com a ação, vários alunos receberam diplomas de mestrado pelo Instituto Ômega, supostamente expedidos em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Universidade Federal de Pernambuco, sem que as instituições mantivessem qualquer convênio ou relação com o instituto. A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal de São João de Meriti (RJ) determinou, em sentença, a imediata paralisação da oferta de todos os cursos de graduação e de pós-graduação pelo Instituto de Educação Superior e Capacitação Profissional Nação Santa (IENS) e pelo Instituto Ômega. A decisão também determinou o ressarcimento, em valor corrigido, de tudo o que foi pago por todos os alunos que já concluíram os cursos ou ainda estão com os cursos em andamento, incluindo mensalidades, taxas, inscrição em vestibular.

Neste sábado (13/7) no Gama tem show 'Pholhas 50 anos'

Quarta, 10 de julho de 2019

As denúncias do Intercept são irrefutáveis, invioláveis, irrevogáveis

Quarta, 10 de julho de 2019
Da coluna de
Helio Fernandes*

A cada publicação do site, Moro fica moral, jurídica e politicamente, com a única opção: escolhe ser cremado ou enterrado. (Não cito os Procuradores, são apenas coadjuvantes). A comunidade espera ansiosamente, gostando ou não gostando o que o site irá publicar. E eles não falham e não demoram. Eu mesmo, me  assombro e me estarreço
com o tamanho, a exuberância, o volume, a profundidade e os detalhes impressionantes de cada matéria publicada e não contestada a não ser de forma capciosa, jogando a culpa em supostos hackers.

Meu depoimento irrefutável e insofismável. Tenho 98 anos de vida, 80 de jornalismo. Pelo menos 40 de ligação e convivência com fontes de informação. Fui sempre considerado um jornalista bem informado. (Em 1963, fui preso e julgado pelo STF. Motivo: publiquei um documento confidencial e sigiloso, que o general ministro da Guerra enviou para 12 generais. Como ele tinha foro privilegiado, fui para o STF. Ganhei de 5 a 4, com voto de desempate do presidente, o bravo Ribeiro da Costa).

Nesses 80 anos em que praticamente cresci e vivi em redações, não conheço nem conheci nada parecido com o que o Intercept e o Gleenen estão publicando. Matérias quilométricas, com autenticidade Indiscutível, fatos revelados e publicados, nos mínimos detalhes.

Não vou me alongar, basta que eu diga o seguinte: o Intercept é a consagração do jornalismo. E o que o Gleenen tem publicado, é o auge e o apogeu da independência, da dignidade e da moralidade do jornalismo.

FHC COMEMOROU OS 25 ANOS DO REAL, ESQUECEU DAS BANDALHEIRAS DO ENRIQUECIMENTO DELE E DE ALGUNS ECONOMISTAS

A Comissão de desestatização é um crime de lesa pátria, doou uma parte do patrimônio nacional. Basta lembrar que doou a Vale por 3 bilhões, quando valia no mínimo 10 ou 20 vezes mais. (Os crimes da Desestatização não prescrevem, é crime de lesa pátria. Eu disse isso há mais de 20 anos, com ele no poder).

Para não ir muito longe. Um dos maiores escândalos do governo FHC aconteceu no BNDES. Um dos parceiros de FHC, feito presidente, fez fortuna fabulosa, para ele e para FHC. Terminado o governo, esse economista viajou para o exterior, vivendo como milionário. 

Comprou até cavalos de corrida.

FHC ficou por aqui, riquíssimo, com patrimônio no Brasil e no exterior, com imóveis em zona aristocrática. O economista, depois de 12 ou 15 anos, voltou, pontifica em entrevistas e conselhos.

FHC devia escrever,  que com ele no poder, identifiquei seu governo como  "retrocesso de 80 anos em 8". (Apenas como referência: através de amigos, mandou convidar o Millor para  almoçar no palácio. Resposta: "Não tenho tempo para desperdiçar").
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*Fonte: Blog Oficial do Jornal da Tribuna da Imprensa. Matéria pode ser republicada com citação do autor.

terça-feira, 9 de julho de 2019

UNICEF alerta para grupos antivacina que espalham medo nas redes sociais

Terça, 9 de julho de 2019
Da
ONU Brasil

Lacunas de vacinação estão entre as causas do aumento de ocorrências de sarampo. Nos três primeiros meses de 2019, foram mais de 110 mil casos da doença em todo o mundo — número que equivale a um crescimento de 300% na comparação com as infecções relatadas no mesmo período em 2018. Foto: UNICEF/KrepkihLacunas de vacinação estão entre as causas do aumento de ocorrências de sarampo. Nos três primeiros meses de 2019, foram mais de 110 mil casos da doença em todo o mundo — número que equivale a um crescimento de 300% na comparação com as infecções relatadas no mesmo período em 2018. Foto: UNICEF/Krepkih
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alertou recentemente para as ações de grupos antivacinação que disseminam ceticismo e informações equivocadas quanto às vacinas. Agindo nas redes sociais, esses coletivos “criam confusão e alimentam medos entre os pais”, comprometendo as vidas das crianças, enfatizou a agência da ONU.

Um mês de Vaza Jato: a degradação de Moro e o colapso do discurso "anticorrupção"

Terça, 9 de julho de 2019
Série de reportagens publicadas pelo The Intercept Brasil atingiu em cheio a imagem pública do ministro da Justiça

Brasil de Fato
Lu Sudré
Brasil de Fato | São Paulo (SP), 9 de Julho de 2019


“As mensagens secretas da Lava Jato” ditaram um novo e conturbado episódio político no país / Agência Brasil
Do Brasil de Fato
Mudou tudo e não mudou nada. Há exatamente um mês, no dia 9 de junho, o The Intercept Brasil publicava as três primeiras reportagens de uma série de matérias jornalísticas sobre a operação Lava Jato. “As mensagens secretas da Lava Jato” ditaram um novo e conturbado episódio político no país e afetaram consideravelmente as percepções sobre a operação e principalmente sobre a figura do ex-juiz Sérgio Moro. Até o momento, porém, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e as devidas instâncias do Poder Judiciário não esboçaram nenhum movimento no sentido de apurar as informações vazadas nem de responsabilizar os envolvidos.

IV Encontro Nacional Ecossocialista do PSOL acontece em julho no Gama (DF)

Terça, 9 de julho de 2019

Militantes ecossocialistas de todo o país se reúnem nos próximos dias 27 e 28 de julho para o IV Encontro Nacional Ecossocialista do PSOL, que vai acontecer em Gama, no Distrito Federal. A atividade acontecerá com a participação garantida de representantes de militantes de todos os estados brasileiros que forem indicados pelas coordenações de cada regional do Setorial Ecossocialista do PSOL. Outros militantes do partido além dos indicados podem acompanhar os debates nos dois dias de encontro, arcando com seus próprios gastos. Também haverá um espaço no domingo pela manhã que será aberto a não-filiados ao partido. É possível acompanhar as informações do encontro através da página do setorial no Facebook.
O encontro se debruçará sobre os enormes retrocessos na área ambiental causados pelo governo Bolsonaro e seu ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Em apenas 6 meses, o governo de extrema-direita que instaurou no Brasil já conseguiu interromper as demarcações de terras indígenas, desmantelar a fiscalização de crimes ambientais e programas de agricultura familiar, além de autorizar a entrada de centenas de novos agrotóxicos no território brasileiro – a lista aumenta quase diariamente. Soma-se a isso as tentativas de privatização da extração e manipulação dos bens naturais brasileiros, através das tentativas de vender empresas públicas como Petrobrás e Eletrobrás, por exemplo.
O PSOL entrou para a história no ano de 2018 com a primeira mulher indígena a concorrer em uma chapa presidencial em 518 anos de história, com Sônia Guajajara candidata a vice-presidente do Brasil ao lado de Guilherme Boulos. Esta aliança entre o partido e movimentos socioambientais, como a APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), mudou o patamar deste debate no PSOL e na militância progressista.
O Brasil é um país estratégico para o debate ecossocialista devido ao seu patrimônio socioambiental incalculável. O país tem 13% de toda a reserva de água doce mundial, mas ao mesmo tempo pelo menos 35 milhões de pessoas não contam com acesso à água para suas necessidades mais básicas. As maiorias das cidades brasileiras não conta sequer com saneamento básico. Ao mesmo tempo, vastas áreas de vegetação têm sido devastadas pelo agronegócio e o avanço capitalista no campo e nas cidades, como é flagrante no caso do cerrado brasileiro, que já perdeu metade de sua vegetação original.
Desastres ambientais históricos como o rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho (MG), controladas pela privatizada Vale S.A., também serão abordados no encontro para a formulação de políticas ambientais alternativas para o país. A população não pode ser vítima de desastres ambientais dessa proporção e que se tornaram corriqueiros devido ao modelo capitalista de exploração dos recursos ambientais do país.
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Localização do Espaço de Ideias, próximo ao Estádio de futebol Bezerrão, local em que acontecerá o IV Encontro Nacional Ecossocialista. Clique na imagem abaixo para melhor visualizá-la.

Os sóis que a noite esconde

Julho
9
Os sóis que a noite esconde

No ano de 1909, nasceu Vitalino no Nordeste do Brasil.
E a terra seca, onde nada cresce, foi terra molhada, para que brotassem seus filhos de barro.
No começo foram brinquedos, que suas mãos modelaram para que acompanhassem sua infância.
E o passo do tempo transformou os brinquedos em pequenas esculturas, tigres e caçadores, lavradores com suas enxadas escavando a terra dura, os guerreiros do deserto alçando fuzis, as caravanas dos retirantes expulsos pela seca, os violeiros, as bailadoras, os namorados, as procissões, os santos...
E assim os dedos mágicos de Vitalino contaram a tragédia e a festa de sua gente.
Eduardo Galeano, no livro ‘Os filhos dos dias’. 2ª edição, 2012, página 221. L&PM Editores.

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Documentário sobre o Mestre Vitalino