Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

PF cumpre mandados em gabinetes do líder do governo e de seu filho

Quinta, 19 de setembro de 2019
Operação policial é feita no Senado e na Câmara dos Deputados

Por Karine Melo - Repórter da Agência Brasil  Brasília
Policiais federais estão desde as primeiras horas de hoje no Senado e na Câmara dos Deputados cumprindo  mandados de busca e apreensão nos gabinetes do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), e do filho dele, deputado Fernando Bezerra Coelho Filho (DEM-PE).

A Primeira Almiranta e a Primeira Doutora

Eduardo Galeano, no livro Os filhos dos dias (Um calendário histórico sobre a humanidade), 2ª Edição, L&PM Editores, 2012, página 299)


Eduardo Galeano, no livro Os filhos dos dias (Um calendário histórico sobre a humanidade), 2ª Edição, L&PM Editores, 2012, página 298)

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

STF: será pelo Juri julgamento dos pastores do Reino de Deus acusados de assassinar jovem em igreja de Salvador

Quarta, 18 de setembro de 2019

Do STF
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), na sessão da última terça-feira (17), restabeleceu decisão do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) que havia submetido ao júri popular dois pastores da Igreja Universal do Reino de Deus acusados de queimar e matar um jovem de 14 anos dentro de um templo em Salvador, em 2001. De acordo com a maioria da Turma, a fundamentação apresentada pelo tribunal estadual, embora sucinta, indicou as razões pelas quais o tribunal se convenceu da existência do crime e de quem foram seus autores.

O bolsonarismo e a desconstrução nacional

Quarta, 18 de setembro de 2019
Por










Na raiz da articulação internacional da extrema-direita, de que o bolsonarismo é um subproduto, está a desconstrução das sociedades-nacionais, com suas instituições e projetos de desenvolvimento. Esta linha de ação foi formulada por Steve Bannon (ponto central do movimento que chama de nacional-populista, admirador de Matteo Salvini, Victor Orbán e do nosso paraquedista) e está captada pelo documentário “Privacidade hackeada” com as seguintes palavras: “Se você quiser mudar fundamentalmente a sociedade, primeiro tem que destruí-la”. A tese-lema foi  repetida pelo capitão Bolsonaro, já presidente, no famoso banquete com o qual homenageou o astrólogo de Virgínia e guru seu e de sua grei: “O Brasil não é um terreno aberto onde nós pretendemos construir coisas para o nosso povo. Nós temos é que desconstruir muita coisa. Desfazer muita coisa. Para depois nós começarmos a fazer”.

Caso Avestruz Master: MPF consegue a prisão de ex-diretores da empresa por crime contra o sistema financeiro nacional

Quarta, 18 de setembro de 2019
Os presos são dois filhos e um genro do ex-dono da Avestruz Master, Jerson Maciel da Silva, que morreu em 2008
Entenda – Os três foram denunciados em março de 2006 pelo MPF e condenados em primeira instância em janeiro de 2010 a mais de 38 anos de prisão. Em grau de recurso, a condenação foi confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em outubro de 2013; no entanto, as penas aplicadas foram reduzidas, sendo fixadas da seguinte forma: Emerson e Patrícia foram condenados a seis anos de reclusão e 120 dias-multa cada um, e Jerson Maciel a cinco anos de reclusão e 36 dias-multa. Mesmo com a decisão do TRF1, que reduziu as penas, os réus ainda ingressaram com outros recursos perante o Tribunal com o objetivo claro de protelar o início do cumprimento da condenação.Em acatamento a pedido do Ministério Público Federal (MPF) em Goiás, a 11ª Vara da Justiça Federal de Goiânia (JF) determinou, no último dia 14 de agosto, o início do cumprimento das penas aplicadas a três ex-diretores da empresa Avestruz Master, condenados pela prática de crimes contra o sistema financeiro nacional (arts. 6º e 7º, inciso II, da Lei  7.492/86). Com isso, foram presos Patrícia Áurea da Silva Maciel, ex-diretora financeira, seu esposo Emerson Ramos Correa, ex-gestor e diretor, e Jerson Maciel da Silva Júnior, ex-diretor comercial. Patrícia e Jerson são filhos do ex-dono da Avestruz Master, Jerson Maciel da Silva, que morreu em 2008.

O Ensino Rural no DF

Quarta, 18 de setembro de 2019
 O ENSINO RURAL NO DF*
Salin Siddartha
A escolaridade afeta positivamente a renda dos agricultores familiares – tome-se como exemplo que, na horticultura familiar do Distrito Federal, na qual 50% dos horticultores possuem apenas 4 anos de escolaridade, cada ano adicional de estudo se reflete em um aumento de 7,1% na renda média. A política educacional do Distrito Federal não pode ignorar a necessidade de um projeto específico para a escola rural, voltada para os valores e os anseios do campo, em que os jovens e as crianças se reportem ao contexto deles, vinculando a educação escolar às questões sociais inerentes à cultura do campo.
Uma escola do campo é a que defende os interesses e a economia da agricultura, que constrói conhecimentos na direção do desenvolvimento social e econômico dessa população. Com tal objetivo, é preciso articular os sujeitos do campo e suas práticas educativas, mas sem criar formas de relação que burocratizem a ação.
A educação do campo deve defender a cultura camponesa, sem a visão determinista histórico-geográfica de que a escola urbana seja superior à escola rural. A educação básica do campo precisa ser um projeto pedagógico da sociedade civil para intervir na educação do DF – um projeto vinculado aos sonhos da população camponesa para cultivar a identidade do morador do campo. Destarte, deve preocupar-se com as demandas provenientes do universo rural para atender escolas rurais, que são isoladas com pedagogias que não respeitam o universo simbólico dos camponeses. Nesse aspecto, o desrespeito à cultura local não é específico do ensino rural praticado no DF: é generalizado também em todas as escolas urbanas. Caso exemplar e nada à parte, a História do Planalto Central e do Centro-Oeste brasileiro não é ensinada em nossas escolas porque não consta no currículo delas e pelo simples motivo de que os livros didáticos, produzidos que são, em sua maioria, no eixo Rio-São Paulo, também não a revelam, assim como não abordam a Geografia, Arte, Literatura nem a Biologia da Região, em razão de se submeterem às exigências do mercado e à economia de escala, embora esses livros didáticos sejam aqui adotados.
Os livros de Biologia que são utilizados pelos nossos alunos nas escolas rurais do Distrito Federal e de todo Centro-Oeste não dedicam mais do que três ou quatro páginas a respeito do Cerrado, apesar de este ser o segundo maior bioma da Nação. Os livros de História discorrem sobre as pinturas rupestres de Lascaux, na França, e Altamira, na Espanha, entrementes nada dizem sobre as pinturas e gravuras em pedra encontradas no sítio arqueológico de Bisnau ou da Toca da Onça, no Município de Formosa-GO. Ao discorrerem a respeito do Tratado de Tordesilhas, os livros didáticos omitem que ele atravessava o Estado de Goiás por cima de Cocalzinho, a menos de 100 quilômetros do Setor Comercial Sul. Narram a economia açucareira de Pernambuco e da Bahia, porém não se referem à fabricação de açúcar na Fazenda Babilônia, em Pirenópolis-GO (patrimônio histórico tombado e aberto à visitação para as escolas, e que está a cerca de 150 quilômetros da Estação Rodoviária do Plano Piloto).
Não citam as técnicas de caça, pesca, da produção da cera, do mel, do plantio da mandioca e outros cultivos a nós ensinados pelos indígenas que habitaram, e muitos ainda habitam, nossas localidades. Narram sobre o Quilombo dos Palmares, contudo se esquivam de falar do Povoado de Mesquita, remanescente histórico de escravos rebelados, na Cidade Ocidental, ou sobre os Kalungas, de Cavalcante, na Chapada dos Veadeiros – o primeiro, situado a menos de 50 quilômetros, o segundo, a pouco mais de 300 quilômetros da Rodoviária.
Por sua vez, a implantação do ensino a distância para o setor agropecuário, por intermédio de parcerias do Governo do Distrito Federal com a Embrapa, o Sistema Nacional de Aprendizagem Rural e a UnB, pode ensinar Administração Rural a donos de propriedades em regime de economia familiar, e todo o processo de aprendizagem pode ser realizado pela Internet, sem necessidade de encontros presenciais nem remessa de material pelo correio. O GDF também pode desenvolver ferramentas de ensino acompanhadas de “pen drive” ou CD-ROM interativo que contenham recursos de textos, imagens, sons e vídeos referentes ao conteúdo e explicações dos cursos.
É uma questão de vontade política do Governo.
Cruzeiro-DF, 15 de setembro de 2019
SALIN SIDDARTHA
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Matéria publicada originariamente na Jornal InfoCruzeiro

Carcará, o gavião "marvado", mas bonito até no asfalto do Gama (DF)

Quarta, 18 de setembro de 2019

Manhã (6h08) do dia 18/9/2019, Gavião Carcará na ponta da Quadra 20 do Setor Leste do Gama (DF), próximo ao balão do Antigo Setor Bancário. Imponente. Porte lindo, voo belíssimo. É a força da natureza.

Vídeo "gravado" (entre aspas, entre aspas) pelo blog Gama Livre.
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Veja mais sobre belos gaviões carcarás (caracarás) no Gama (DF) clicando nos links a seguir.

Rapinagem no Gama 17 de fevereiro de 2012

João do Vale e Chico Buarque, cantam a bela composição "Carcará", música que me faz lembrar dos meus tempos de criança, quando via muitos carcarás na minha aldeia, a querida Itiúba no sertão sisaleiro da Bahia.

Carcará (composição de João do Vale)
Carcará!
Pega, mata e come
Carcará!
Num vai morrer de fome
Carcará!
Mais coragem do que homem
Carcará!
Pega, mata e come
Carcará!

Lá no sertão...
É um bicho que avoa que nem avião
É um pássaro malvado
Tem o bico volteado que nem gavião

Carcará....
Quando vê roça queimada
Sai voando, cantando
Carcará...
Vai fazer sua caçada
Carcará...
Come inté cobra queimada

Mas quando chega o tempo da invernada
No sertão não tem mais roça queimada
Carcará mesmo assim num passa fome
Os burrego que nasce na baixada

Carcará!
Pega, mata e come
Carcará!
Num vai morrer de fome
Carcará!
Mais coragem do que homem
Carcará!
Pega, mata e come

Carcará é malvado, é valentão
É a águia de lá do meu sertão
Os burrego novinho num pode andá
Ele puxa no bico inté matá

Carcará!
Pega, mata e come
Carcará!
Num vai morrer de fome
Carcará!
Mais coragem do que homem
Carcará!
Pega, mata e come

Carcará!

Pega, mata e come
Carcará!
Num vai morrer de fome
Carcará!
Mais coragem do que homem
Carcará!

Pega, mata e come!!!

Raquel Dodge denuncia 5 por envolvimento nos assassinatos de Marielle e de Anderson Gomes: 1 conselheiro do TCRJ, 3 policiais e 1 advogada

Quarta, 18 de setembro de 2019

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Conselheiro do TCE/RJ, Domingos Brazão foi denunciado por obstrução da Justiça, falsidade ideológica e favorecimento pessoal

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, denunciou nesta terça-feira (17) o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE/RJ), Domingos Inácio Brazão e outras quatro pessoas por suspeita de envolvimento nos homicídios da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O conselheiro foi denunciado por ter se valido do cargo e da estrutura do gabinete na Corte de Contas para interferir no inquérito original que apurou os assassinatos. A denúncia teve como base as investigações da Polícia Federal no Rio de Janeiro, enviadas à PGR no início deste mês. Ainda em relação ao caso, foi apresentado Incidente de Deslocamento de Competência (IDC) e requerida a abertura de inquérito para apurar o mandante dos crimes.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

PGR apresenta ADPF contra censura a docentes na abordagem plural nas escolas

Terça, 17 de setembro de 2019
Do MPF
Para Raquel Dodge, vedação do debate pedagógico acerca de temas político-partidários, de gênero e orientação sexual fere preceitos fundamentais
Foto de um quadro negro, onde se lê a palavra 'Educação' escrita a giz pela mão de uma pessoa.
Arte: Secom/PGR
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), com pedido de medida cautelar, a fim de suspender qualquer ato do poder público que autorize ou promova censura a docentes no ambiente escolar. De acordo com a PGR, a medida foi motivada pelo crescente número de leis e movimentos que buscam implantar um modelo de ensino que contraria o modelo educacional vigente, definido pela Constituição Federal e regulamentado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei  9.394/1996).
Entre os movimentos apontados pela PGR, está o Escola Sem Partido, que propõe restrições à liberdade de expressão dos docentes com base em vedações genéricas e vagas à “doutrinação” política e ideológica. Além disso, visa a impor limites à emissão de opiniões político-partidárias, religiosas ou filosóficas, à manifestação de convicções morais, religiosas ou ideológicas eventualmente contrárias às de estudantes, pais ou responsáveis, e à abordagem de questões relacionadas a gênero e sexualidade no ambiente escolar, aponta a PGR.

Lei de Celina Leão sobre compensação de trabalho dos serviços de assistência à saúde é inconstitucional

Terça, 17 de setembro de 2019
Do TJDF
Nesta terça-feira, 17/9, o Conselho Especial do TJDFT declarou, por unanimidade, a inconstitucionalidade da Lei Distrital 6.279/2019, que dispõe sobre a reestruturação da carreira de Assistência Pública à Saúde no DF e estabelece regime de compensação, mediante folga, dos serviços prestados durante os feriados no Centro de Atendimento Psicossocial – CAPS, nas Unidades de Pronto Atendimento – UPAs, nas unidades hospitalares e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - Samu.

Norma de autoria da ex-distrital Eliana Pedrosa que prevê indenização e reassentamento de ocupantes ilegais de área de conservação é inconstitucional

Terça, 17 de setembro de 2019
Do TJDF
O Conselho Especial do TJDFT, em sessão realizada nesta terça-feira, 17/9, declarou, por unanimidade, a inconstitucionalidade do art. 37 da Lei Complementar 827/2010 [autoria da distrital Eliana Pedrosa], que prevê indenização e prioridade no reassentamento de ocupantes ilegais de áreas públicas consideradas unidades de conservação ambiental.

Reitor é réu por ameaçar testemunhas que denunciaram excesso de alunos na Universidade Brasil (privada)

Terça, 17 de setembro de 2019
Do MPF
José Fernando Pinto da Costa disse que processaria estudantes, fechou centro acadêmico de medicina em Fernandópolis (SP) e defendeu a “destruição” de inimigos
Foto: universidadebrasil.edu.br
Foto: universidadebrasil.edu.br
Alvo de denúncia do Ministério Público Federal, o reitor da Universidade Brasil, José Fernando Pinto da Costa, tornou-se réu em uma ação penal por coagir testemunhas durante a tramitação de um procedimento que investiga o excesso de matrículas no curso de medicina ministrado em Fernandópolis (SP). Ele proferiu ameaças contra quatro alunos da graduação em 14 de março deste ano, quando participou de uma audiência pública sobre o assunto. Costa foi preso no último dia 3, após a deflagração da Operação Vagatomia, que apura uma série de irregularidades na admissão de novos estudantes pela instituição de ensino.

Em parceria com a UnB, MPF promove seminário internacional sobre genocídio indígena

Terça, 17 de setembro de 2019
Do MPF
Realizado pela Câmara de Povos Indígenas com o Departamento de Antropologia da UnB, o evento debaterá o genocídio indígena com vistas à sua prevenção e reparação
Imagem mostra o nome do evento, escrito em letras brancas e vermelhas sobre fundo preto
Em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), o Laboratório de Indigenismo e Etnologia do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (Linde/UnB) realizará o “Seminário Internacional Genocídio Indígena” nos dias 25 e 26 deste mês, na capital federal. Com objetivo de promover o debate sobre situações passadas e atuais acerca do tema na América Latina, o evento acontecerá no auditório do Instituto de Ciências Sociais da UnB e será aberto para o público.

PGR afirma que escolas têm obrigação de combater discriminações de gênero, identidade e orientação sexual

Terça, 17 de setembro de 2019
Do MPF
Posição foi defendida em Ação Direta de Inconstitucionalidade que pede correta interpretação do Plano Nacional de Educação
Foto de um quadro negro, onde se lê a palavra 'Educação' escrita a giz pela mão de uma pessoa.
Arte: Secom/PGR
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, entende que é cabível a interferência do Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir interpretação do Plano Nacional de Educação (PNE) que inclua, entre suas diretrizes, o combate a discriminações por gênero, identidade de gênero e orientação sexual no ambiente escolar. A manifestação refere-se à Ação Direta de Inconstitucionalidade 5.668/DF, proposta pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) contra dispositivos da Lei 13.005/2014, que aprovou o plano. O partido questiona a ausência de menção expressa ao dever constitucional das escolas de prevenir e coibir o bullyng homofóbico, transfóbico e machista, excluído do texto original do PNE durante o processo legislativo.

PGR pede suspensão imediata do decreto que reduz participação popular no Cons. Nac. dos Direitos da Criança e do Adolescente

Terça, 17 de setembro de 2019
Do MPF
Para Raquel Dodge, decreto é inconstitucional e causa lesão a preceitos fundamentais como a proibição ao retrocesso institucional
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, requereu a suspensão imediata e posterior declaração de inconstitucionalidade do Decreto nº 10.003/2019, por reduzir a participação popular no Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). Também solicitou a impugnação integral da norma por meio de uma arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF), que foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (16). Segundo Raquel Dodge, as alterações no funcionamento do Conanda causam lesão a quatro preceitos fundamentais: princípios da participação popular, da proibição do retrocesso institucional, do direito à igualdade e do direito da população infanto-juvenil à proteção pelo Estado e pela coletividade.

O ESTADO, A ECONOMIA, O PODER NACIONAL E O DESENVOLVIMENTO

Terça, 17 de setembro de 2019
Por
http://www.maurosantayana.com/

O ESTADO, A ECONOMIA, O PODER NACIONAL E O DESENVOLVIMENTO.


Se preferir, vá direto à fonte, o Blog de Mauro Santayana


(Da equipe do blog) - Entre as maiores mentiras contadas pela mídia neoliberal e os seus asseclas nos últimos anos, de pseudo especialistas em economia a desavergonhadas vacas de presépio das mais variadas espécies, está o velho conto do vigário do Estado Mínimo, espertamente aplicado pelas nações mais avançadas aos países mais fracos - e mais imbecis - e pela pseudo elite dessas sub-nações a suas populações manipuladas e mal informadas, para justificar a cumplicidade generosamente remunerada em negociatas de toda espécie voltadas para a subalterna entrega de suas maiores empresas e de setores inteiros de sua economia aos estrangeiros ou para cupinchas escolhidos da iniciativa privada, na esculachada busca do lucro e da cartelização ou monopolização criminosas a qualquer preço.

Em cada uma dessas novas e nefastas ondas privatizantes-desnacionalizantes que atingem o Brasil e suas principais empresas a cada vez que a direita chega ao poder, destruindo a capacidade de competição nacional e os laços que unem estado e iniciativa privada em alianças estratégicas em qualquer economia desenvolvida, é preciso lembrar, mais uma vez, que não existem países fortes sem estados idem, e sem empresas e marcas poderosas que, com todos os seus eventuais problemas, possam projetar a imagem dessas nações e a sua influência por todo o mundo.

Alguém já imaginou a Alemanha sem a Volkswagen - fundada pelos nazistas - a Siemens - que já foi acusada de corrupção em mais de 30 países - a Daimler, a Bosh, a BMW?

Coréia do Sul sem a Samsung, a KIA, a Hunday?

O Japão sem a Toyota, a Honda, a Sumitomo, a Sony, a Mitsubishi?

A China sem a SINOPEC, a State Grid, a Huaiwei, a Chery, a Alibaba, a Lenovo?

Os EUA sem a Boeing —que tem centenas de aviões impedidos de voar para não caírem como jacas sobre nossas cabeças— a Ford, a Microsoft, a General Motors e as empresas que foram salvas, com 421 bilhões de dólares do Tesouro norte-americano, pelo governo Barack Obama na crise mundial do escândalo do sub-prime em 2008?

Porque a verdade óbvia - dá vontade de exclamar para alguns: é o nacionalismo, estúpido! - é que nenhuma dessas empresas teria nascido ou sobrevivido até agora sem a decisiva ajuda do estado, e, por meio dele, de suas respectivas sociedades como um todo.

Enquanto, nestes tristes trópicos, entre os maiores países do mundo - somos a quinta nação em território e população e a nona maior economia do planeta - o Brasil é o único em que entreguistas e vendilhões da pátria escudados por uma imprensa tão canalha quanto, pregam o ódio e o desprezo a nossas maiores empresas estatais, criminalizam —no bojo da antipolítica e da antibrasilidade— o apoio do Estado a grandes empresas privadas nacionais, usam a justiça para destruir, no altar de uma hipócrita, fajuta e suposta campanha de anticorrupção, com interesses, objetivos e resultados mastodônicamente políticos, os maiores grupos econômicos do país, quebrando milhares de acionistas, fornecedores, investidores, colocando no olho da rua milhões de trabalhadores, e paralisando, impunemente, sob os aplausos de uma ululante malta de energúmenos ideológicos, centenas de obras estratégicas, de norte a sul, nas áreas de infraestrutura, ciência, energia e defesa.

Quando o Brasil não tiver mais uma Eletrobras, uma Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, uma Casa da Moeda, uma Petrobras, um Banco do Brasil, uma Caixa Econômica Federal, como tantas outras empresas exterminadas, desnacionalizadas como a EMBRAER, agora, ou anuladas economicamente antes pela mesma canalhice e estupidez, como a Telebras, sabotada no âmbito do projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações, ou levadas a quebrar por falta do apoio do governo, como a Engesa, a Bernardini, a Gurgel, o que sobrará deste país como nação?

O cínico morolismo sem moral daqueles que só condenam os adversários e esquecem a corrupção do próprio lado e enchem os bolsos de dinheiro com a desculpa de “enxugar” o setor público, com a austericida justificativa de um país quebrado quando temos, graças a governos anteriores - esqueça o Temer - uma das maiores reservas internacionais do mundo?

Seremos, com a mesma calhordice de sempre, dentro de alguns anos, um país “honesto”, uma pseudo colônia agrícola dominada por nossos ex-concorrentes estrangeiros —transformados em definitivos senhores de nosso mercado— sem nenhum resquício de dignidade, nacionalismo ou soberania, mas com uma economia do tamanho da Tanzânia?

Ou tomaremos a tempo um mínimo de vergonha na cara, e reagiremos —onde ainda sobrarem brasileiros sem o nacionalismo falso e rasteiro, entreguista e vendido das camisas da CBF e dos patos de borracha — para defender nosso futuro e nossas riquezas para nossos filhos e netos e para o nosso próprio povo?

O tempo passa e a barba cresce.

A caminho da conclusão do primeiro quarto do século XXI, enquanto a China caminha para se transformar na primeira economia do mundo, a Rússia se junta a ela em iniciativas como o Corredor da Eurásia e a Nova Rota da Seda, e a Índia, também nosso parceiro nos BRICS, envia sondas para a Lua e para a órbita de Marte, aqui primamos pelo nosso vergonhoso e miserável destino de nos transformarmos, aos olhos do mundo, no maior e mais abjeto dos países-capacho dos EUA e dos interesses norte-americanos. 

DEIXEM OS CADEIRANTES EM PAZ! Elite quer proibir projeto que leva cadeirantes à praia

Terça, 17 de setembro de 2019

Assine para evitar que os cadeirantes de João Pessoa sejam proibidos de frequentar a praia!


DEIXEM OS CADEIRANTES EM PAZ! Elite quer proibir projeto que leva cadeirantes à praia

            Renata Guerra fez esta petição pedindo uma resposta de Prefeitura de João Pessoa, Prefeitura de João Pessoa, Câmara Municipal - João Pessoa – já são 26.262 assinaturas

Entenda o caso: há anos, um projeto idealizado pela vereadora Helena Holanda, realizado por voluntários, monta rampas na areia da praia de Cabo Branco, bairro nobre da cidade, para levar cadeirantes até o mar. Muitos conhecem a praia pela primeira vez.
Moradoras de Cabo Branco, local que possui o m² mais caro de João Pessoa, alegaram que a atividade “prejudica a paisagem e causa perturbação”, se dirigindo até a Câmara e pedindo o fim do projeto.

Junte-se a nós nesse grito por justiça. Não vamos deixar que essas senhoras impeçam a alegria e diversão dos cadeirantes! Assine e compartilhe esse abaixo-assinado, pelo direito ao lazer e à felicidade!