Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

sábado, 19 de janeiro de 2019

Ex-governador do Rio, Pezão vira réu em ação penal apresentada pela Procuradoria-Geral da República

Sábado, 19 de janeiro de 2019
Do MPF
Devido à perda do foro privilegiado, denúncia foi recebida pela Justiça Federal no Rio de Janeiro
A Justiça Federal no Rio de Janeiro aceitou denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-governador Luiz Fernando Pezão e outras 14 pessoas. Apresentada em dezembro do ano passado no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a ação penal foi remetida à primeira instância uma vez que Pezão perdeu o foro privilegiado com o fim do mandato no governo do estado. O ex-governador está preso desde 29 de novembro do ano passado, quando foi deflagrada a Operação Boca de Lobo. Ele é acusado pela prática de atos de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Na denúncia, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu, além da condenação dos envolvidos com base na participação individualizada, o pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 39,1 milhões.

UNESCO declara Rio de Janeiro a 1ª capital mundial da arquitetura

Sábado, 10 de janeiro de 2019
Da
ONU no Brasil

O Rio de Janeiro (RJ) é oficialmente a Capital Mundial da Arquitetura para 2020, anunciou nesta sexta-feira (18) a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, durante cerimônia realizada na sede do organismo internacional, em Paris. Cidade vai sediar no próximo ano o Congresso Mundial da União Internacional dos Arquitetos (UIA).
Pão de Açúcar e Baía de Guanabara vistos do alto do Cristo Redentor. Foto: Flickr (CC)/sandeepachetan
Pão de Açúcar e Baía de Guanabara vistos do alto do Cristo Redentor. Foto: Flickr (CC)/sandeepachetan
A partir de agora, as cidades que sediarem o evento da UIA, promovido a cada três anos, serão também designadas pela UNESCO como Capitais Mundiais da Arquitetura. Com esse título, os municípios se responsabilizam em promover uma série de eventos relacionados às questões urbanas durante todo o ano em que se realizará o congresso.
O Rio de Janeiro foi selecionado em 2014 para sediar o Congresso Mundial da Arquitetura de 2020, concorrendo com Paris, na França, e Melbourne, na Austrália. A Prefeitura carioca e o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) fizeram uma proposta de programa para o evento e definiram um tema de interesse global — All the worlds. Just one world (“Todos os mundos. Apenas um mundo”, em tradução livre). O planejamento e a ideia foram apresentados à UIA.
“Nosso compromisso é o de transformar o ano de 2020 em um marco na história cultural da cidade. Além da visibilidade internacional, teremos a oportunidade de ampliar a relação de pertencimento dos moradores da nossa cidade com o seu patrimônio histórico e arquitetônico, difundindo e preservando esse acervo. O Rio de Janeiro possui uma arquitetura que reflete a riqueza de culturas que formam a sociedade brasileira, por ter sido porto e capital do Brasil por mais de dois séculos”, defende o prefeito Marcelo Crivella, que foi representado na cerimônia de hoje na capital francesa pela secretária municipal de Urbanismo, Verena Andreatta.
Eventos como esse colaboram para o cumprimento de duas importantes agendas de desenvolvimento das Nações Unidas: a principal delas, a Agenda 2030, sobretudo o seu Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de nº 11, que tem como foco as cidades e os assentamentos humanos, além da Nova Agenda Urbana.
A representante e diretora da UNESCO no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto, ressalta que “a cultura e a arquitetura são fundamentais para a superação de desafios e soluções inovadoras para os espaços urbanos”.
A dirigente afirma ainda que “ter o Rio como a primeira Capital Mundial da Arquitetura é um fato a ser celebrado pelo país, uma vez que a cidade se tornará o palco de uma série de eventos em 2020, para tratar de temas importantes para o desenvolvimento, como cultura, planejamento urbano, mobilidade, obras públicas e a construção de cidades mais inclusivas”.
“Além desse título, a cidade ainda é reconhecida por abrigar dois sítios do Patrimônio Mundial Cultural – Rio de Janeiro, paisagens cariocas entre a montanha e o mar e Sítio Arqueológico Cais do Valongo”, completa Noleto.
O presidente do IAB, Nivaldo de Andrade, que esteve em Paris nesta sexta, lembra que é a primeira vez que o Brasil recebe o Congresso Mundial de Arquitetos. O especialista destaca que “o Rio é uma referência da arquitetura, sendo a terra de tantos arquitetos e paisagistas mundialmente conhecidos, como Oscar Niemeyer, Roberto Burle Marx, Lucio Costa, que ajudaram a construir a paisagem urbana do Rio”.
“A cidade é também uma referência de desafios contemporâneos para os arquitetos e de experiências positivas no campo do urbanismo, a exemplo dos programas de urbanização de favelas. Podemos dizer que o Rio sintetiza características encontradas em cidades não só do Brasil, mas de diversos países do mundo”, acrescenta Andrade.
Segundo o presidente do Comitê Executivo do 27º Congresso Mundial da UIA, Sérgio Magalhães, “arquitetos e urbanistas, acadêmicos, estudiosos e produtores de cultura de todo o mundo estarão reunidos no Rio de Janeiro em 2020 para chamar a atenção da sociedade e dos governos sobre questões urbanas de interesse global, a fim de construir uma agenda positiva para os próximos anos”.
“Conhecendo o valor e os desafios do espaço urbano, podemos alcançar respostas e soluções capazes de conduzir a um futuro mais justo”, aponta o representante da União Internacional.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Secretaria de Saúde do DF em risco: convocação urgente; assembleia geral terça (22/1), no SindMédico

Sexta, 18 de janeiro de 2019


Do SindMédico

SES-DF em risco: convocação urgente

Assembleia na terça-feira (22), às 19h30, no SindMédico-DF

O Sindicato dos Médicos do Distrito Federal  convoca os médicos filiados pertencentes ao quadro da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) a comparecer à Assembleia Geral Extraordinária, na terça-feira, 22, às 19h30, para tratar do projeto de lei que transfere para a gestão da Organização Hospitalar do Distrito Federal (OHDF) todos os hospitais públicos, as unidades de pronto atendimento e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.

A medida promove a precarização das relações de trabalho, redução de salários em médio e longo prazos e coloca em risco as aposentadorias, à medida que põe a carreira em extinção, provocando desequilíbrio nas contas do Iprev.

No âmbito da assistência à população, a proposta fere a Lei Orgânica do SUS (Lei no 8.080/1990), a qual define que a participação no SUS da iniciativa privada (o que inclui qualquer pessoa jurídica de direito privado) só pode se dar em caráter complementar, naquilo que o Estado não pode suprir e nunca em substituição a ele.

Ações no campo político e jurídico já estão sendo tomadas, mas o projeto pode ir à votação na convocação extraordinária da quinta-feira, 24. Por isso, a mobilização de toda a categoria é indispensável e urgente.

Carnaval 2019: diretrizes são definidas em reunião no MPDFT

Sexta, 18 de janeiro de 2019
Do MPDF
Blocos ocuparão áreas públicas no centro de Brasília para diminuir impactos nas quadras residenciais

Representantes de órgãos públicos compareceram ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) nesta quinta-feira, 17 de janeiro, para discutir a organização do Carnaval 2019. Como forma de compatibilizar os interesses de foliões e moradores, foi decidido que os blocos ocuparão principalmente as áreas públicas no centro de Brasília, no Setor Comercial e no Setor Bancário. O objetivo é reduzir o impacto nas quadras residenciais.

A Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão (PDDC) e as Promotorias de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística (Prourb) e de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Cultural (Prodema) também cobraram da Secretaria de Cultura a definição dos locais, dos trajetos e dos blocos habilitados, além do número previsto de foliões que devem participar de cada evento.

O procurador distrital dos Direitos do Cidadão, José Eduardo Sabo Paes, falou sobre a importância da integração entre órgãos públicos para garantir a organização e a fiscalização das atividades, com foco nas normas ambientais e urbanísticas para eventos realizados em áreas públicas. “Cada órgão precisa ter consciência do seu papel para garantir um suporte operacional eficiente e que proporcione segurança para sociedade”, destacou.

Planejamento

Os representantes do governo nas áreas de segurança, fiscalização, saúde, mobilidade e turismo explicaram como desempenham suas atividades durante o Carnaval e quais são as suas principais dificuldades. Eles reforçaram a necessidade de obter informações em relação aos locais, horários, trajetos e número previsto de participantes, pois são necessários, no mínimo, 30 dias de planejamento para a realização dos eventos.

O subsecretário de gestão da Secretaria de Cultura, Carlos Alberto Júnior, se comprometeu a entregar o planejamento de gestão do Carnaval 2019 na próxima semana e explicou a atuação da secretaria até o momento. “Fizemos um diagnóstico da situação, uma reavaliação da questão orçamentária, estabelecemos diálogo com a comissão permanente do carnaval e estamos realizando reuniões com os blocos e os demais órgãos”.

O MPDFT também destacou as reclamações recebidas dos cidadãos em carnavais anteriores. Os relatos incluem falta de segurança, barulho excessivo, lixo, falta de estrutura adequada ao porte dos eventos e dificuldade de circulação de veículos e de pessoas, principalmente nas áreas residenciais.

Contrariando promessa de campanha, Ibaneis Rocha envia projeto de lei à CLDF que “acaba com o serviço público de saúde”

Quinta, 18 de janeiro de 2019
Do SindEnfermeiro-DF
Indo contra todos os seus compromissos de campanha , o governador, Ibaneis Rocha (MDB), enviou ontem (17), à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) um projeto de lei que trata da saúde pública do DF, mesmo a Casa estando de recesso parlamentar.
O projeto é tão malicioso, que prevê que o Instituto Hospital de Base (IHBDF) se transforme em Organização Hospitalar do Distrito Federal (OHDF) e passe a gerir os hospitais regionais, UPAs e o SAMU. Além de privatizar a saúde, o texto também acaba com todos os cargos dos servidores do quadro da Secretaria de Saúde.
A maior preocupação é com o parágrafo 11, que define a exclusão gradual do plano de carreira dos servidores da SES-DF, permitindo inclusive, que os mesmos sejam cedidos a outras secretarias.
Promessas de campanha
Durante sua campanha, Ibaneis Rocha criticou diversas vezes o modelo de gestão do IHBDF, a privatização da saúde pública do Distrito Federal e firmou compromisso com diversos sindicatos, inclusive com o SindEnfermeiro, que o GDF iria valorizar os servidores públicos e discutir os projetos com os trabalhadores e usuários.
Para a presidente do SindEnfermeiro-DF, Dayse Amarílio, esse projeto é inaceitável. “Nós não iremos aceitar essa situação. Exigimos que essas medidas sejam discutidas com os conselhos de saúde e com as categorias, assim como ele prometeu durante a campanha”, completa Dayse.
Dayse afirma, ainda, que compreende a urgência da desburocratização do serviço e descentralização financeira das regionais, mas que isso deve ser feito com respeito ao servidor. “Os servidores precisam ter condições para trabalhar com a maior potencialidade possível, pois mesmo com a falta de recursos, carregam a saúde pública nas costas para prestar uma assistência de qualidade à população”.
É preciso que fiquemos unidos e atentos nesse momento. Nos próximos dias o SindEnfermeiro convocará a categoria para que juntos decidamos quais ações serão necessárias para evitar que isso aconteça. Faremos tudo para sensibilizar os parlamentares, para que esse projeto possa ser discutido, e contamos com todos para uma grande mobilização social, em prol da saúde do DF. E se necessário, paralisações e greve!

“A Paz é fruto da justiça”; arcebispo de Olinda e Recife fala sobre decreto que flexibiliza posse de arma

Sexta, 18 de janeiro de 2019

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Do site da Arquidiocese de Olinda e Recife

Dom Fernando fala sobre decreto que flexibiliza posse de arma


“A Paz é fruto da justiça”

          Os meios de comunicação social vêm noticiando que o Presidente da República assinou decreto que facilita a posse de armas de fogo para a população civil brasileira e declara que esse é o primeiro passo no cumprimento de uma das principais promessas de campanha. Nesse campo, outras mudanças virão. Foi prometido também empenho para a redução da maioridade penal para 16 anos, quando deveria sim, haver empenho para investimento na área da educação e cultura, sobretudo das nossas crianças, adolescentes e jovens, em situação de vulnerabilidade. Qualquer nação que se preza sabe, perfeitamente, que somente um povo bem educado poderá evoluir individual e comunitariamente, sem esquecer a educação da fé. É o único caminho a trilhar para garantir um Brasil melhor, próspero e pacífico.

Novos alunos: inscrições para vagas remanescentes nas escolas da rede pública de ensino do DF começam neste sábado (19/1)

Sexta, 18 de janeiro de 2018
Da
Secretaria de Educação do DF

Veja abaixo o passo a passo sobre como fazer a inscrição, que este ano só pode ser feita on-line no do site da Secretaria de Educação

A partir do próximo sábado, 19, até o próximo dia 23 de janeiro, estará disponível no site da Secretaria de Educação do Distrito Federal o link para que novos estudantes se inscrevam para as vagas remanescentes, aquelas ainda disponíveis nas unidades escolares após as matrículas. Todo o processo será feito on-line e as vagas são destinadas a crianças ou adolescentes que ainda não estão matriculados e que perderam o prazo regular de inscrição na rede pública de ensino. As inscrições podem ser feitas nos computadores de mesa ou por meio qualquer celular com acesso a internet.

Segurança alimentar e nutricional: Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão questiona ministro da Cidadania sobre possível extinção do Consea

Sexta, 18 de janeiro de 2018
Do MPF
Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, solicita informações sobre funcionamento do Conselho e qual órgão do governo assumirá suas funções caso seja, de fato, extinto

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão do Ministério Público Federal (MPF), encaminhou nesta quinta-feira (17) ao ministro da Cidadania, Osmar Terra, um pedido de informações quanto à manutenção do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).

Inep divulga hoje (18/1) notas do Enem

Sexta, 18 de janeiro de 2019

Por Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil 
As notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) serão divulgadas hoje (18) na internet, na Página do Participante e no aplicativo oficial do Enem. Mais de 4,1 milhões de estudantes terão acesso a quanto obtiveram em cada uma das provas: linguagens, ciências humanas, ciências da natureza, matemática e redação.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Primeiros projetos de lei do Governo Ibaneis: Início das trapalhadas legislativas

Quinta, 17 de janeiro de 2019
Do
Deputado Chico Vigilante

Primeiros projetos de lei do Governo Ibaneis: Início das trapalhadas legislativas

O Governador Ibaneis mandou dois projetos de lei à Câmara Legislativa para serem incluídos numa convocação extraordinária. Além de muito mal formulados no mérito, para nenhum deles foi observado o rito legal.

I – Serviço voluntário na Secretaria de Segurança Pública
Um desses projetos cria o serviço voluntário na Secretaria de Segurança pública para, supostamente, atender ações de prevenção a emergências e desastres na Subsecretaria de Defesa Civil, com valor de R$ 50,00 por hora trabalhada. Serão no máximo 160 horas por mês para toda a Secretaria.

De urgência o projeto não tem nada, mas apresenta-se com as trapalhadas próprias do atual Governo. E ninguém previne emergências e desastres com 160 horas no total. Isso não dá sequer a carga de trabalho de um servidor com seis horas diárias de jornada. Qualquer servidor, inclusive os comissionados, ter carga de trabalho mensal superior a isso.

Além disso, o Governador afirma que a justificação para a medida está na Exposição de Motivos do Secretário de Segurança Pública, mas quem assina a exposição de motivos é o Secretário-Adjunto, dirigindo-se ao Presidente da Câmara Legislativa. 

Exposição de motivos é correspondência de Secretário de Estado dirigida ao Governador para justificar uma medida normativa. Secretário não ao chefe do Poder Legislativo para tratar de projeto de lei. 

E por que o Secretário não assinou a exposição de motivos? Está de férias? Mas o Governo mal começou...

O Secretário-Adjunto afirma, em seu texto, que a proposta tem compatibilidade com a Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO. NÃO TEM. A Lei Orgânica do DF (art. 157) exige autorização específica para aumentar despesa com pessoal, como é o caso desse projeto, e na LDO para 2019 não tem nada para a Secretaria de Segurança Pública.

Alguém está faltando com a verdade!

II – Organização Hospitalar do Distrito Federal - OHDF
O segundo projeto é de um amadorismo ainda maior. O Governador quer transformar o Instituto Hospital de Base em Organização Hospitalar do Distrito Federal. Sua finalidade é privatizar a saúde pública, passando as UPAs, SAMU e Hospitais para essa organização. Não diz o que fará com a Secretaria de Saúde, que ficará esvaziada, sem função.

Além de o mérito ser ruim – muito ruim, o Governador parece desconhecer o rito legal para projetos de leis. Afirma justificar o projeto em exposição de motivos do Secretário de Saúde, mas não mandou essa exposição para a Câmara Legislativa. E não há qualquer informação sobre despesas, o que descumpre a Lei de Responsabilidade Fiscal. 

Quanto aos atuais servidores lotados nessas unidades de saúde, vão ter seus cargos postos em extinção, podendo ser cedidos, obrigatoriamente, para qualquer lugar! Ou seja, quem fez concurso para trabalhar na saúde pública está perdendo suas funções com a medida.

Cabe ressaltar, ainda, que o Governador foi eleito com a promessa de extinção do IHBDF e que, por isso, colheu muitos votos de servidores da Saúde sob esse pretexto.

Por isso, entendo que nenhum desses dois projetos justifica convocação extraordinária. E o Governador precisa cumprir a Lei sobre o processo legislativo e discutir seus projetos com a sociedade. Na campanha eleitoral, ele não disse que ia privatizar a saúde. NÃO AOS PROJETOS!!!

Brasília-DF, 17 de janeiro de 2019.
Deputado CHICO VIGILANTE LULA DA SILVA – PT/DF

O Brasil, o Efeito ORLOFF, Macri e a subordinação à Europa e aos EUA

Quinta, 17 de janeiro de 2019
Por

(Da equipe do blog Mauro Santayana) - A imposição de barreiras e taxas, pela União Europeia, à importação de sete tipos de aço brasileiro, atitude que, de tanto se repetir, já se transformou, do ponto de vista histórico,  em um fator recorrente  na desigual relação comercial entre o Brasil e a UE, chega em um momento particularmente interessante das relações internacionais brasileiras.

Ela coincide com a visita de Mauricio Macri - a primeira de um dignatário estrangeiro a Brasília - e com a defesa, pelos presidentes argentino e brasileiro, da “flexibiização” do Mercosul e da diminuição da tarifa externa comum do bloco, cedendo unilateralmente aos gringos, sem exigir contrapartida nenhuma dos países ocidentais, justamente quando as grandes potências mundiais, como os EUA, a China e a União Européia, reforçam intransigentemente a defesa de seus interesses estratégicos e comerciais nos mercados internacionais.

Fux suspende investigação sobre movimentações de Queiroz 😦😦😦

Quinta, 17 de janeiro de 2019
Por Felipe Pontes e Vitor Abdala - Repórteres da Agência Brasil  Brasília e Rio de Janeiro

O ministro Luiz Fux, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu as investigações sobre movimentações financeiras suspeitas de Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar e ex-policial militar, que era lotado no gabinete do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). A decisão é temporária.

Nas ruas do Gama (DF), a guerra dos liquidificadores de Onix Lorenzone

Quinta, 17 de janeiro de 2019

Vinha eu dirigindo tranquilamente numa avenida aqui do Gama, DF. Outro motorista em alta velocidade fechou o meu carro. Meti o pé no freio e consegui segurar meu carro. Pensei em buzinar ou gritar pro louco no volante do outro veículo. Quando percebi escrito na porta do veículo: "Assistência técnica em máquinas de lavar e liquidificadores". Pronto! Fiquei caladinho e não chiei. O cara podia estar armado no carro com algum, ou alguns, liquidificadores. Eu levaria a pior. 

Fique imaginando depois se esse tal cara faz um negócio desse com outro motorista armado de liquidificador, a coisa tava perdida. Seria um guerra de liquidificador. Vitamina pra lá, vitamina pra cá, e crianças, jovens, velhos sendo vítimas de bala perdida. Ops! Vitaminas perdidas. Seria um bom prato, ou copo de vitamina, para programas-cão que enche a grade das TVs e rádios Brasil a fora.

Olha uma das prováveis manchetes: "Bebê, seus dois irmãozinhos, sua mãe e sua avó, todos vítimas de vitamina perdida nas ruas do Gama, DF"

Sem projeto, sem plano, sem programa, Bolsonaro tenta mistificar a comunidade, a salvação e o progresso, só com armamento em massa

Quinta, 17 de janeiro de 2019
Por
Helio Fernandes

Engana a opinião pública, "estou cumprindo promessa de campanha". É verdade em parte, prometeu tanta coisa, mas desde que foi eleito e depois empossado, só se refugiou em armar a população. E à medida que a liberação vai sendo detalhada, o pânico é geral. E não se fala noutra coisa. O governo, que não andava, parou de vez. E os ministros abandonam suas funções e obrigações para aplaudir Bolsonaro, bater palmas para o armamento.

Salve Senhor do Bonfim! Salve Oxalá! Salve o povo da Bahia. Salve o povo de Santo

Quinta, 17 de janeiro de 2019
Do Tribuna da Bahia

Foto: Reprodução /Jeito Baiano


Hoje todos os caminhos levam à Colina Sagrada

A Lavagem do Bonfim é uma das manifestações culturais mais significativas para os baianos, que vestem branco e percorrem 8km a pé em devoção ao Senhor do Bonfim
Por Rayllanna Lima
Todos os caminhos levam à Colina Sagrada nesta quinta-feira (17), quando ocorre a tradicional Lavagem do Bonfim, e milhares de baianos se vestem de branco para percorrer cerca de oito quilômetros entre a Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia e a Basílica do Senhor do Bonfim, ambas na Cidade Baixa. 
A festa começa a partir das 8h e é marcada pelo sincretismo religioso, envolvendo muita fé e devoção. No catolicismo, as homenagens são para Senhor do Bonfim. Já para o povo de santo, celebra-se Oxalá. 
O culto ecumênico será aberto com a bênção do padre José Ribamar, que fará a primeira cerimônia inter-religiosa do dia. Após a celebração, haverá alvorada de fogos, anunciando a partida da procissão, saindo da frente da Basílica de Nossa Senhora da Conceição, seguindo para a Colina Sagrada.

Troca-se o projeto e desenvolvimento pelo ultraliberalismo arcaico que aumenta a pobreza e nos rebaixa internacionalmente

Quinta, 17 de janeiro de 2018
Por

O Exército brasileiro, coerente com sua história, capturou o poder civil, sobre o qual sempre exerceu preeminência, e ao mesmo tempo foi capturado pela estratégia militar dos EUA, que, ainda sob o comando de Donald Trump, pode chegar a tudo. A ‘guerra comercial’ com a China pode ser o primeiro momento de um conflito estratégico, e novas intervenções e ocupações estão na ordem do dia, desta feita olhando para a América do Sul e apontando para a Venezuela e para a Amazônia, pela qual os militares brasileiros sempre entoaram preocupação e promessas de defesa.
O que aponta no horizonte é a ameaça de uma guerra que não nos interessa, trazendo para nossa vizinhança o conflito mundial em curso. Ameaça-nos a dilaceração do Continente, o retrocesso da integração regional trabalhada pelo Brasil desde Rio Branco, e hoje esquecida por um Itamaraty que desonra sua melhor história.
A recente realização de operações militares conjuntas, brasileiras e estadunidenses, na fronteira amazônica, é um ensaio do que pode vir a ocorrer. A oferta de nosso território para sediar uma base militar do império, por confirmar-se, é apenas uma preparação de terreno para nos envolver numa guerra pela hegemonia mundial. Nela, nosso papel será o de ‘capitão do mato’: cuidar da ‘segurança’ do Continente para que a grande potência possa se dedicar aos adversários que inventou e teme.
Não duvidemos: o pior é uma possibilidade que jamais deve ser descartada.
O general Villas Bôas conhece como ninguém o significado e as consequências dessa política, pois foi titular do Comando Militar da Amazônia, até ser chamado pela ex-presidente Dilma Rousseff para chefiar o Exército. Causa espécie que essas movimentações tenham sido levadas a cabo sob seu comando. Para quem, há pouco, sustentava um projeto de desenvolvimento soberano, é igualmente de se estranhar o silêncio em face do desmantelamento do Estado, da privatização selvagem de empresas estratégicas para nossa autonomia e a liquidação de instituições tão caras às antigas gerações militares como a Petrobras e a Eletrobrás.

"Foda-se a população humilde!!!" Caos no HRG nesta noite de quarta (16/1). Homem desmaia, cai, sangra muito e só depois de mais de 40 minutos que é socorrido, mas por acompanhantes de outros pacientes

Quinta, 17 de janeiro de 2019
Era em torno das 21h35 desta quarta (16/1). O homem estava encostado numa pilastra na entrada da portaria central do HRG, Hospital Regional do Gama, DF. Caiu no chão, quando outros pacientes e acompanhantes perceberam que ele sangrava muito pelo nariz e ouvido, o que formava uma poça de sangue. Ali ficou por mais de 40 minutos, apesar dos dramáticos apelos das pessoas para que houvesse urgente socorro. Nem pessoal da saúde e nem mesmo uma simples maca ou cadeira de rodas. Depois desse tempo —mais de 40 minutos— o homem começou a querer levantar-se, foi quando outras pessoas que se encontravam por ali o ajudaram a ir andando até o Pronto Socorro do HRG. Distante não mais do que 150 metros. Só aí aquele homem, contribuinte, eleitor, brasileiro, doente, humilhado, foi levado para dentro do Pronto Socorro e atendido por equipe médica.



Veja o desabafo de alguém que estava no momento dramático por qual passou o homem que caiu no chão e sangrava, sangrava muito, pelo ouvido e nariz:

"É preciso que a direção do HRG dê uma satisfação convincente sobre a falta de agilidade ou possível omissão de socorro a esse paciente, e porque os vigilantes não tomaram providências em acionar a equipe de enfermagem ou chefe de equipe e até mesmo ficar ao lado do paciente protegendo-o.

Esta entidade chamada Hospital Regional do Gama está um verdadeiro escárnio com os usuários, sem a menor compaixão. Será que todo mundo que está trabalhando são voluntariados? Ninguém tá recebendo um centavo? Olha que voluntariado é um serviço muito nobre!! Quando cito eles não é com intenção de rebaixar o serviço voluntariado!!! Eu ainda destacaria que os vigilantes ficaram extremamente aborrecidos por serem chamados para socorrer o paciente!!! Tinha 4 vigilantes, não teve um sequer  para ir ver o paciente e protegê-lo  enquanto chegasse alguém da área de saúde para socorrer o mesmo!!! Essa empresa de vigilante precisa passar por um curso urgentemente ou ser substituída por pessoas mais humanizadas e preparadas!!! Vamos aguardar o que vai ser feito e quais as providências cabíveis a serem tomadas neste caso!!  A lógica é ficar por isso mesmo! Foda-se  a população humilde!!!"

Ouça áudio gravado por uma pessoa que presenciou a falta de atendimento ao cidadão-eleitor-sofredor nesta noite de quarta, 17 de janeiro de 2019, na portaria central do HRG.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

MPDFT ajuíza ação para obrigar GDF a construir unidades de internação

Quarta, 16 de janeiro de 2019
Do MPDF
TAC assinado em 2012 não foi cumprido: sete unidades deveriam ter sido entregues até 2015
A Promotoria de Justiça de Execução de Medidas Socioeducativas (PREMSE) ajuizou, nesta terça-feira, 15 de janeiro, ação de execução de obrigação de fazer fundada em título executivo extrajudicial para obrigar o Distrito Federal a construir três unidades de internação para adolescentes. O Governo do Distrito Federal (GDF) não cumpriu o termo de ajustamento de conduta (TAC) assinado em 2012 com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).

Ocupe o Lago; Orla Livre; Salve! Vamos participar de um momento especial no Lago Paranoá neste domingo 20 de janeiro

Quarta, 16 de janeiro de 2019

Salve! Vamos participar de um momento especial no Lago Paranoá neste domingo 20?

Nós do Ocupe o Lago estamos convidando todos os amigos e amantes do nosso espelho da água e da nossa Orla para uma caminhada na Península dos Ministros - Parque da Asa Delta - Morrote do Lago Sul (na QL 12 do Lago Sul), no final da tarde (17h).

Leve muita energia boa, um saco pra recolher o lixo, uma canga, protetor solar, água, alimentação e tudo mais que seria necessário pra um dia feliz na “Nossa Praia”.

Ah, nosso intuito com a ação é mostrar que dá pra ocupar esse nosso patrimônio, público, numa convivência pacífica, educada e cordial com a comunidade local.

Vá de azul :)

Precisamos mostrar a todos que o bom uso do Lago contribuí com o meio ambiente. *Ocupar é preservar*. Com consciência ecológica e boas práticas podemos aproveitar o que Brasília tem de melhor. Deixar a população longe da orla é tirar do morador de Brasília todo o potencial que a natureza tem para oferecer.

Confirme sua presença no Facebook e espalhe para seus amigos. *Para ter uma orla livre vamos de #ocupeolago.*

A Banca e as Informações Enganosas

Quarta, 16 de janeiro de 2019
Por 
Pedro Augusto Pinho

Acredito que os leitores dos artigos que escrevo não tem dúvida que o grande poder mundial, desde 1990, é o sistema financeiro internacional - a banca.

Sabem, também, que foi promovendo crises que a banca derrotou o sistema industrial e se empoderou.

Podemos dividir as crises, criadas pela banca, em três grupos: o primeiro denominaria “crises para combate”, o segundo, “crises para crescimento” e o terceiro, “crises para manutenção”.

As “crises para combate” tomaram na imprensa, em geral, a denominação de “crises do petróleo”.

Foram desencadeadas a partir de 1967, tendo como pretexto a chamada Guerra dos Seis Dias. O objetivo da banca era tirar o poder do sistema industrial que, nos Estados Unidos da América (EUA) e na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) dominava o mundo desde o fim da I Grande Guerra e, especialmente, após a II Grande Guerra. A industrialização afastara o financismo mercantil que, dominando a Inglaterra, tornara-se o poder ao longo do século XIX.

A banca, herdeira deste financismo, atacando com crises no petróleo, associava o principal insumo do industrialismo às causas dos problemas vividos pela economia. Vimos que a banca, dando operacionalidade às teorias surgidas no período das guerras e capturando as academias e os meios de comunicação de massa, passa a agir, simultaneamente, nos domínios das finanças, das tecnologias e da comunicação.  Em outras palavras, controla os recursos, as operações econômicas, financeiras e o psicossocial das populações. Um ataque para o qual nem o capitalismo industrial nem o socialismo industrial tinham se precavido.

O resultado das crises para combater o industrialismo são bem conhecidos. Entre 1973 e 1981, o barril de petróleo passou de US$ 3,00 para US$ 34,00, e, após um período de relativa estabilidade, entre 1988 e 2001, cresce até US$ 126,00, em 2006.

Mas a partir de 1987, com as desregulações obtidas com os governos de Margaret Thatcher e Ronald Reagan, a banca trata de promover crises que transferissem para o sistema financeiro todos os ganhos dos demais produtores de rendas: trabalho, terra, indústria, comércio, governos. São as “crises para o crescimento”.

Apenas um rápido resumo para recordarmos. Crise de 1987, “segunda-feira negra”. A Bolsa de New York despenca e os ativos são depreciados em 22,6%. Crise de 1990, da bolha imobiliária japonesa, atingindo a liquidez bancária nipônica. Crise de 1992, no Sistema Monetário Europeu que promoveu a transferência de 3,5 bilhões de libras esterlinas para banca. Crise de 1994, “El Horror de Diciembre”, no México, gerando enorme dívida daquele país com o sistema financeiro. Crise de 1997, a crise asiática ou do Sudeste Asiático, onde ativos daquela área foram transferidos para banca. Crise de 1998, na Rússia. A banca colocou um bêbado corrupto no governo da Rússia que promoveu “privatizações”, “desregulações”, transferências de bens até que a Rússia desvaloriza a moeda, “procura ganhar a confiança dos investidores” e este discurso já conhecemos. A banca colhe os frutos. Crise de 1999, posso chamar da “crise para reeleição de FHC”, resultado da estupidez do “tripé macroeconômico”, antecessor da “austeridade”. Crise de 2000, do Ponto com ou da Bolha da Internet, nos EUA. E, com a Crise de 2001, na Argentina, se encerra este segundo ciclo de crises.

Neste momento a banca já domina economia, finanças, comunicações, política, Estados Nacionais e passa a agir com gigantescas empresas, de trilhões de dólares de ativos, para o mais amplo controle das atividades mundiais. O dinheiro acima de tudo e a banca acima de todos.

Chegamos então na terceira fase de crises. Ela resulta basicamente do cassino mundial ou mercado, como preferir.

A banca vai construindo seu poder com dívidas. As dívidas privadas tem limite, as públicas muito mais flexibilidade. Trata-se, então, nesta fase das “crises para manutenção” de se apropriar de dinheiro público. Para isso é necessário ter governos favoráveis ou comprados pela banca. Os governos republicanos e democráticos, de Reagan até Obama, foram governos da banca.

Devemos ressaltar que a banca não discrimina posição política ou ideológica, republicanos ou democratas, liberais, conservadores, trabalhistas, socialistas. A banca só não gosta de nacionalistas. Trabalhou na França com governos socialistas, republicanos até colocar seu homem, saído do Banco Rothschild, na Presidência. No Chile coloca ora Michelle Bachelet, ora Sebastián Piñera. Na Argentina escolheu Mauricio Macri. Mas combate ferozmente Vladimir Putin e assim vai pelo mundo afora.

A conjugação de um Presidente fraco com uma equipe de empregados da banca no governo possibilitou a primeira crise desta fase: a do subprime, em 2008, nos EUA. A criativa transferência de fundos se deu com os denominados Quantitative Easing (QE), que foram três, com diferentes regras e controles. Fica difícil determinar quanto os contribuintes estadunidenses colocaram graciosamente na banca. Meus cálculos chegam a valores entre US$ 4,5 trilhões a US$ 6,1 trilhões.

Nem é algo tão extraordinário, quando sabemos que, em dezembro de 2018, os quatro grandes da banca: BlackRock, Vanguard, Charles Schwab e JP Morgan, tinham, respectivamente, US$ 8 trilhões, US$ 6 trilhões, US$ 4 trilhões e US$ 3 trilhões, em seus ativos.

Assim, com a “colaboração” do povo estadunidense, por seus “representantes” e membros da banca, a crise para manutenção cobriu o buraco, ao menos parcialmente, das jogadas com derivativos no mercado.

Mas em 2014, a situação novamente se agravava. Escrevi, naquele ano que uma crise estava próxima. Só não percebi que estava chegando no Brasil, com as eleições de Dilma e do Congresso naquele ano.

Raciocinemos, com olhos da banca, caro leitor. Onde, em 2014, estaria disponível uma riqueza, em torno de US$ 5 trilhões, para cobrir as especulações da banca com moedas e dívidas na Europa e com as guerras na Ásia e Oriente Médio?

Bingo. O pré-sal. E tudo que se fez desde então, até agora, como declaram o Décio Oddone, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o novel Presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, e até quem nada tem a ver com petróleo, é que precisam ser vendidas as reservas brasileiras, “o mais rapidamente possível” (Oddone).

Numa conta rápida e muitíssimo conservadora, avaliaríamos o pré-sal com reservas de 150 bilhões de barris. Já pertencem ao sistema estrangeiro, com variadas participações da banca, cerca de 50%, que com a aprovação pelo Senado da entrega da “cessão onerosa” pode ser elevar a quase 80%.

Logo, com preço de US$ 40,00 o barril, no mercado futuro, a banca, detendo 50% do pré-sal, já tirou dos brasileiros, US$ 3 trilhões, valor superior ao QE1, em 2010. Está aí, oculta de todos, ignorada pelas mídias, a segunda “crise para manutenção” da banca, aplicada agora no povo brasileiro com a conivência dos seus “representantes” e a ação inescrupulosa dos seus empregados.

As QEs duraram até 2014, a apropriação pela banca das reservas de petróleo podem se delongar até 2020, quando não mais haverá petróleo brasileiro. Talvez nem Brasil e, em consequência, nem Forças Armadas. Uma parte, mais tecnológica, preparada, intelectualizada, será demitida. A restante será incorporada à segurança pública para reprimir as crianças sem escola, os brasileiros sem emprego, os velhos sem aposentadoria.

Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Centrais sindicais orientam luta em 2019 em defesa da Previdência Social Pública

Terça, 15 de janeiro de 2019
Leia adiante o documento das centrais:

Reunidas nesta terça (15), as centrais sindicais (CSB, CTB.CUT, Força Sindical, Nova Central, CSP - Conlutas, Intersindical e CGTB) reafirmaram sua posição contrária a qualquer proposta de reforma que fragilize, desmonte ou reduza o papel da Previdência Social Pública.

Centrais Sindicais Brasileiras decidem:

- Realização de “Plenária Unitária das Centrais em defesa da Previdência e contra o fim da aposentadoria” no dia 20 fevereiro;

- Orientar a realização de plenárias estaduais e assembleias de trabalhadores para construir a mobilização, decidirem formas de luta, greves e paralisações, para enfrentar as propostas do governo e alertar os trabalhadores sobre a nefasta proposta de reforma da Previdência e ataques à aposentadoria;

São Paulo, 15 de janeiro de 2019

Vagner Freitas, Presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT)

Miguel Torres, Presidente da Força Sindical

Adilson Araújo, Presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)

Antônio Neto, Presidente Interino da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB)

José Calixto Ramos, Presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST)

Edson Índio, Secretário Geral da Intersindical

Atnagoras Lopes, da Secretaria Executiva Nacional da CSP-CONLUTAS

Ubiraci Dantas, Presidente da CGTB

“Associar-se a Trump não vai ajudar o Brasil”, diz presidente emérito da Inter-American Dialogue

Terça, 15 de janeiro de 2019
O que eu tenho visto, para além do Trump, que tem se manifestado favorável, a grande maioria da comunidade diplomática, analítica e acadêmica, tem uma opinião bastante desfavorável à Bolsonaro.

Da
https://ponte.org/


ENTREVISTA
“Associar-se a Trump não vai ajudar o Brasil”, diz presidente emérito da Inter-American Dialogue

Para Peter Hakim “boa imagem” do Brasil pode ser prejudicada por ligação com Trump, “que já criou uma certa resistência em quase o mundo todo”; ele também não vê consequências práticas de“ afinidades pessoais”entre Bolsonaro e Trump

15 de janeiro de 2019
Mariana Simões

“Eu francamente não entendo qual é a estratégia do Bolsonaro em fazer todas estas ofertas para os EUA. Não sei como isso beneficia o Bolsonaro ou o Brasil”, diz o cientista político Peter Hakim, presidente emérito do Inter-American Dialogue, think tank de análise política sediado em Washington. Profundo conhecedor da América Latina, Hakim também foi conselheiro de grandes instituições mundiais como o World Bank, o Inter-American Development Bank e o Human Rights Watch.

Entre as “ofertas” ou demonstrações de “afinidade pessoal” que Bolsonaro tem feito à Trump, Hakim cita as ameaças do presidente brasileiro de sair do Acordo de Paris, a promessa de mudar a embaixada do país em Israel para Jerusalém e, mais recentemente, o episódio de “vai e volta” sobre a possibilidade de instalar uma base militar norte-americana em território brasileiro.

“Se for associar-se com o Trump, que já criou uma certa resistência em quase o mundo todo, não vai ajudar o Brasil,” explica Hakim. “A menos que eles conseguissem, de fato, construir uma relação econômica muito rentável para o Brasil.”

Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), os Estados Unidos é hoje o segundo maior parceiro comercial do Brasil, a quem se destinam 12,3% de nossas exportações. Hakim diz que seria interessante, para os dois países, expandir ainda mais essa relação mas acredita que as agendas políticas e econômicas internas brasileiras podem tornar difícil uma parceria a longo prazo com os EUA. Como exemplo, cita a bancada do agronegócio, influente no governo, que hoje tem fortes relações econômicas com a China e repudiaria o alinhamento total com Trump.

Segundo ele, a insistência de Bolsonaro e do chanceler Ernesto Araújo em levar para frente pautas ideológicas também poderia prejudicar a posição do Brasil no cenário mundial. “Não adianta o Brasil se tornar mais ideológico porque nenhum país no mundo se deu muito bem com uma agenda de extrema direita e nem com uma agenda de extrema esquerda. E a minha suposição é que isso não levará o Brasil muito longe”, diz.

Peter Hakim é presidente emérito do Inter-American Dialogue

Como você vê a evolução das relações internacionais do Brasil com os EUA de 2014 para cá? Entramos agora em uma nova era?

Sempre houve uma relação, vamos dizer, boa e cordial entre os dois países, mas uma relação superficial. Veja, os EUA tem acordos de livre comércio com 11 países da América Latina e não tem com o Brasil. O volume do comércio entre os EUA e o Brasil é grande – 15% do comércio brasileiro está com os EUA. Mas isso representa 70 ou 80 bilhões de dólares por ano. Se você comparar isso com o México que tem 500 bilhões de dólares cada ano, 600 bilhões de dólares [ o comércio com o Brasil] é mínimo.

Bom, você vai dizer: mas o México está do lado dos EUA. Certo. Isso faz muita diferença. Mas você vê a China. A China fica mais longe do Brasil e a relação comercial vale 600 bilhões de dólares.

Extrema pobreza aumenta na América Latina e atinge nível mais alto desde 2008, diz CEPAL

Terça, 15 de janeiro de 2019
Da
ONU Brasil

A pobreza na América Latina manteve-se estável em 2017, mas a extrema pobreza aumentou, atingindo seu nível mais alto desde 2008, segundo a CEPAL. Foto: Wikimedia Commons / chensiyuan (CC)
A pobreza na América Latina manteve-se estável em 2017, mas a extrema pobreza aumentou, atingindo seu nível mais alto desde 2008, segundo a CEPAL. Foto: Wikimedia Commons / chensiyuan (CC)

A taxa geral da pobreza medida pela renda manteve-se estável na América Latina em 2017, após aumentos registrados em 2015 e 2016. Entretanto, a proporção de pessoas em situação de extrema pobreza continuou crescendo, seguindo a tendência observada desde 2015, informou nesta terça-feira (15) a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

Em 2017, o número de pessoas vivendo na pobreza chegou a 184 milhões (30,2% da população), dos quais 62 milhões estavam na extrema pobreza (10,2% da população, percentual mais alto desde 2008). Os números estão no relatório “Panorama Social da América Latina 2018”, apresentado pela secretária-executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, em uma coletiva de imprensa em Santiago, no Chile.