8 de Março: mais que flores, o direito de ocupar espaços sem violência
Neste Dia Internacional da Mulher, o recado é claro: mais respeito, segurança e igualdade de condições para que elas possam ocupar todos os espaços. Defender o direito das mulheres é fortalecer a própria democracia

A data também ocorre em um contexto marcado por diferentes formas de violência contra mulheres e meninas, não só no Distrito Federal. Nos primeiros meses do ano, casos graves ganharam repercussão nacional, incluindo episódios de violência vicária (quando o agressor atinge os filhos ou pessoas próximas para causar dor e punir a mulher) e sexual em diversas esferas da sociedade, além de uma sequência de feminicídios que ampliaram a importância do debate público sobre a proteção das mulheres.
No Distrito Federal, a violência letal também segue como um alerta. Em 2025, o DF registrou 28 feminicídios, segundo levantamento divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Diante desse cenário, o MPDFT atua na proteção das mulheres por meio do acompanhamento das medidas protetivas, da investigação e na responsabilização de crimes de violência de gênero, além da fiscalização das políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência e da promoção de ações de prevenção e conscientização. O órgão também mantém canais específicos de escuta e acolhimento, como a Ouvidoria das Mulheres, que recebem denúncias e orientam vítimas e testemunhas.
