Quinta, 27 de junho de 2024
Há 5 anos, país viu mobilização da extrema direita que derrubou o ex-presidente Evo Morales
Lorenzo Santiago
Brasil de Fato | Caracas (Venezuela) | 27 de junho de 2024
A tentativa de golpe na Bolívia encabeçada pelo general Juan José Zúñiga nesta quarta-feira (26) não foi a primeira enfrentada pelo governo boliviano nos últimos anos. Em novembro de 2019, mobilizações golpistas de extrema direita forçaram a renúncia do então presidente Evo Morales. O movimento daquele ano teve como pano de fundo a disputa pelo lítio boliviano e declarações polêmicas do bilionário Elon Musk que causaram indignação.
O golpe contra Evo Morales começou logo depois das eleições presidenciais realizadas em outubro de 2019. O candidato opositor Carlos Mesa não aceitou o resultado que reelegeu Morales. O então presidente e seu vice, Álvaro García Linera, foram reeleitos com 2,8 milhões de votos e mais de dez pontos percentuais de diferença em relação ao segundo colocado, Carlos Mesa.
Mas setores mais radicais da oposição, ligados ao estado de Santa Cruz de la Sierra, queriam forçar a realização de um segundo turno. Outra parte da oposição pediu uma auditoria dos resultados, proposta aceita por Morales. Ele convidou então a Organização dos Estados Americanos (OEA), Paraguai, México, Espanha e as Nações Unidas para acompanharem o processo de revisão.
A tensão foi para as ruas e organizações políticas passaram a organizar atos violentos em várias partes do país. A capital La Paz foi palco de algumas das principais manifestações que deixaram 35 mortos em toda a Bolívia. Evo Morales renunciou e convocou novas eleições.
