Segunda, 21 de junho de 2021
Fonte: ONU Brasil
- Em artigo para o jornal Folha de São Paulo, o coordenador setorial de Desenvolvimento Humano para o Brasil, Pablo Acosta, defende que não existe evidência sistemática global de que programas de transferência de renda desencorajem o trabalho.
- "Olhemos o caso do Bolsa Família. O programa não tem, em seu desenho, mecanismos de desestímulo ao trabalho. Pelo contrário, a estrutura de benefícios do programa e sua “regra de permanência” permitem que as rendas adicionais percebidas pelas famílias não resultem em reduções significativas no valor dos benefícios ou na exclusão imediata do Programa", explica.
- Segundo dados da PNAD contínua de 2019, a imensa maioria das famílias do Bolsa Família trabalham ou estão disponíveis para trabalhar.
- Leia a íntegra do artigo.
Os programas sociais fazem com que as pessoas deixem de trabalhar? Os possíveis desestímulos ao trabalho causados por programas sociais povoam o imaginário de cidadãos e formuladores de políticas públicas. Os programas de transferência de renda são os que geram maiores preocupações nesse sentido. Mas o fenômeno, batizado no Brasil como “efeito preguiça”, foi objeto de centenas de estudos e hoje está praticamente descartado em virtude das evidências colhidas no Brasil e ao redor do globo. Laureado com o prêmio Nobel de Economia em 2019, Abhijit V. Benerjee e seus colegas se debruçaram sobre o tema e foram categóricos: não existe evidência sistemática global de que programas de transferência de renda desencorajem o trabalho.

