Terça, 22 de março de 2022

Em meio à luta, as famílias comemoraram no sábado (19) uma década do acampamento 8 de Março. Com direito a bolo, música, mística e saudações. - Foto: Reprodução MST - 8 de Março
A ocupação 8 de Março, além de marcar o Dia Internacional das Mulheres, é símbolo da luta e unidade.
Roberta Quintino
Brasil de Fato | Brasília (DF)
Em 08 de março de 2012, às margens da BR 020, em Planaltina, cerca de 600 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) montaram acampamento em uma área de terras griladas no Distrito Federal.
A ocupação que completou 10 dez anos, além de marcar o Dia Internacional das Mulheres, é símbolo da luta e resistência de homens, mulheres e crianças que enfrentam dia após dia a especulação imobiliária, a grilagem de terras, além da disseminação de agrotóxicos, da monocultura e da destruição de nascentes na região conhecida como Águas Emendadas.
Em meio à luta, as famílias comemoraram no sábado (19) uma década do acampamento 8 de Março. Com direito a bolo, música, mística e saudações, os acampados e convidados do ato político cultural lembraram a trajetória de luta, dedicação e perseverança das mais de 600 famílias que constroem o território.
Na abertura, a acampada Edineide Rocha, em uma fala enérgica e emocionante, afirmou que o acampamento 8 de Março é feito de “gente que quer reconstruir o Brasil”.
“Aqui é território de amor e produção. A enxada é nosso arado, que acaricia nosso chão. A terra é de quem nela trabalha”, disse. Ela declarou ainda que as famílias conquistarão definitivamente o território que se encontra em disputa na justiça.
