Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 29 de maio de 2018

Saúde nos anos de chumbo

Terça, 29 de maio de 2018
Do site Outra Saúde


Por Maíra Mathias, na EPSJV
O SUS completa 30 anos em 2018. Datas comemorativas são um convite irrecusável para balanços. E, no caso do Sistema Único de Saúde, há muito o que analisar. Mas será que dá para avaliar uma política pública sem refazer o caminho e comparar com o que existia antes da sua criação? Nessa reportagem, a Poli convida você a embarcar numa máquina do tempo. Essa viagem vai nos levar a quatro, cinco décadas atrás. Vamos olhar para números e casos, pesquisas e relatórios, um conjunto de histórias que ajudam a relembrar (para aqueles que viveram) e despertar (para aqueles que nem eram nascidos) como era a saúde no Brasil sem SUS.

Que país era esse?

Uma vez os ponteiros ajustados, nosso desembarque acontece em um período muito específico da história nacional: a ditadura empresarial-militar. “Em 1964 houve um golpe. Os militares foram usados pelas classes dominantes brasileiras para interromper o debate que se espalhava em toda a sociedade pelas reformas de base – reforma agrária, reforma tributária, reforma urbana mas também reforma sanitária. Foram 21 anos de ditadura. E, sob a ditadura, o país viu acirrarem seus contrastes e desigualdades”, contextualiza o médico sanitarista Nelson Rodrigues dos Santos, o Nelsão, professor aposentado da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Especial: "Anos de chumbo" (1964—1985). Os generais falavam em "revolução", na prática era mais um golpe

Quarta, 19 de julho de 2017
Do Blog Oficial do Jornal da Tribuna da Imprensa

Castelo toma posse perante o Congresso. Represália de Costa e Silva e Cordeio de Farias. Os generais falavam em "revolução", na prática era mais um golpe. Os sempre "amigos-inimigos", Carlos Lacerda e Roberto Marinho

Por Helio Fernandes

*Há 50 anos morria o ditador Castelo Branco, no mesmo dia escrevi esse artigo, a republicação é uma lembrança histórica para o conhecimento dos que na época não tinham idade para participar da história.

A grande surpresa não foi o Congresso aprovar o golpista Castelo Branco, mas os rumos que Costa e Silva e Cordeiro, unidos eventualmente, deram ao golpe. Fizeram um Ato, modificando tudo o que existia no mundo em matéria de regime de exceção. Arbitrário, autoritário, atrabiliário. Ditatorial como os outros, mas inteiramente diferente.