Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 13 de abril de 2021

Covid-19: disparidades regionais e pobreza pesaram mais do que fatores de risco no Brasil

Terça, 13 de abril de 2021

Pesquisa publicada na Lancet conclui que idade avançada e doenças crônicas não pesaram tanto quanto escassez de recursos hospitalares

Publicado em 13/04/2021

Um estudo publicado na Lancet sobre a covid-19 no Brasil mostra que, por aqui, as vulnerabilidades socioeconômicas regionais afetaram mais o curso da pandemia do que a prevalência de fatores de risco para a doença, como idade e estado de saúde. 

Os pesquisadores desenvolveram um índice de vulnerabilidade socioeconômica (SVI, na sigla em inglês), baseado nas características das famílias e no Índice de Desenvolvimento Humano. Comparando o SVI dos estados e municípios aos registros de casos e mortes por covid-19, observaram a correlação entre os dados.

O coronavírus foi identificado primeiro em São Paulo e no Rio, mas foi nas regiões Norte e Nordeste que as mortes estouraram logo em seguida.

terça-feira, 26 de março de 2019

Agrotóxicos e autismo: relação demonstrada

Segunda, 26 de março de 2019
Maior pesquisa já feita sobre a exposição a venenos agrícolas, durante a gravidez, conclui que ela aumenta risco de desenvolver transtorno. Dados parecem devastadores

OUTRA SAÚDE

por Raquel Torres
Durante a gravidez e na primeira infância, a exposição a alguns dos agrotóxicos mais usados no mundo está ligada a um maior risco de as crianças desenvolverem o Transtorno do Espectro Autista. Essa é a conclusão de um dos maiores estudos já realizados sobre esses efeitos, e o artigo foi publicado ontem [20/3] no British Medical Journal.
Ligados à Universidade da Califórnia e com recursos do Instituto Nacional de Ciências da Saúde Ambiental dos EUA, os pesquisadores examinaram registros de mais de 38 mil pessoas nascidas entre 1998 e 2010 em uma região do estado marcada por grande atividade agrícola; 2.961 delas haviam sido diagnosticadas com o transtorno, sendo 445 também com diagnóstico de deficiência intelectual.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

O cúmulo da captura

Terça, 25 de setembro de 2018
Última indicação para diretoria da Agência Nacional de Saúde Suplementar mostra a que ponto os interesses particulares penetraram no órgão que deveria regular as empresas

Por Marilena Lazzarini, Ligia Bahia e Mario Scheffer*, no Outra Saúde

24 de setembro de 2018
É notória a influência das empresas de planos de saúde na indicação de diretores para a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A interferência ocorre em todas as etapas do processo de nomeação, que se inicia quando o Ministro da Saúde encaminha à Casa Civil um nome (geralmente de seu partido ou da base aliada do governo) que tenha “experiência”, ou seja, confiável para levar adiante os interesses do mercado. A Casa Civil, após certificar-se do nome com empresários de planos de saúde, submete o candidato à avaliação do Presidente da República, que encaminha mensagem de indicação ao Senado Federal.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

É . . . Foi um péssimo feriado para a saúde

Segunda, 4 de junho de 2018
Do site Outra Saúde
NEWSLETTER DO DIAVITRINE
Um apanhado das notícias sobre os últimos cortes na saúde, junto com várias outras que saíram no feriadão, você confere aqui em 11 minutos.

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FERIADO PÉSSIMO PARA A SAÚDE
Você provavelmente viu pelo menos alguma coisa sobre isso nas redes sociais, nas bancas, nos sites ou jornais impressos porque, durante o feriadão, vários veículos de diferentes orientações políticas noticiaram com destaque: para conseguir baixar em 46 centavos o preço do litro do diesel a mantê-lo congelado por 60 dias, o governo vai cortar gastos com áreas como saúde e educação.

Quem primeiro deu valores foi a Folha. Com base na edição extra do Diário Oficial da quarta-feira, o jornal afirmou, já na quinta, que o “fortalecimento do sistema único de saúde” perderia R$ 135 milhões.

terça-feira, 29 de maio de 2018

Saúde nos anos de chumbo

Terça, 29 de maio de 2018
Do site Outra Saúde


Por Maíra Mathias, na EPSJV
O SUS completa 30 anos em 2018. Datas comemorativas são um convite irrecusável para balanços. E, no caso do Sistema Único de Saúde, há muito o que analisar. Mas será que dá para avaliar uma política pública sem refazer o caminho e comparar com o que existia antes da sua criação? Nessa reportagem, a Poli convida você a embarcar numa máquina do tempo. Essa viagem vai nos levar a quatro, cinco décadas atrás. Vamos olhar para números e casos, pesquisas e relatórios, um conjunto de histórias que ajudam a relembrar (para aqueles que viveram) e despertar (para aqueles que nem eram nascidos) como era a saúde no Brasil sem SUS.

Que país era esse?

Uma vez os ponteiros ajustados, nosso desembarque acontece em um período muito específico da história nacional: a ditadura empresarial-militar. “Em 1964 houve um golpe. Os militares foram usados pelas classes dominantes brasileiras para interromper o debate que se espalhava em toda a sociedade pelas reformas de base – reforma agrária, reforma tributária, reforma urbana mas também reforma sanitária. Foram 21 anos de ditadura. E, sob a ditadura, o país viu acirrarem seus contrastes e desigualdades”, contextualiza o médico sanitarista Nelson Rodrigues dos Santos, o Nelsão, professor aposentado da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

sábado, 26 de maio de 2018

Mesmo errando no diagnóstico, o Dr. quer dar o remédio

Sábado, 26 de maio de 2018

Por Luiz Vianna Sobrinho no Outra Saúde
Autor de ‘Medicina financeira: a ética estilhaçada’ analisa declaração do presidente da Unimed Brasil de que “saúde para todos não é mais possível”

Mesmo errando no diagnóstico, o Dr. Quer dar o remédio

No dia 11/5, em série intitulada UOL Líderes, este site publicou entrevista com o Dr. Orestes Pullin, cirurgião graduado em Londrina e com MBA em gestão pela São Camilo, atual presidente da Unimed Brasil. Sua questão: o problema do sistema de saúde do país. Então, ao longo da entrevista ele traça seus diagnósticos e propõe o tratamento.

Embora dirija um aglomerado de 346 cooperativas médicas que tem se equiparado em suas práticas às demais operadoras de planos de saúde, logo no começo de sua entrevista, o colega já deixa escapar sua intenção em se apropriar do objeto maior, que é o sistema de saúde brasileiro: “Está chegando o momento de se discutir a saúde de forma bastante séria dentro do país”.

Assim, sua questão não é mais a sobrevivência das várias unidades em insolvência pelo país, nem a própria manutenção de sua carteira de mais de 18 milhões de usuários frente à sanha das grandes corporações multinacionais que avançam sob o sistema. Não há alusão aos projetos frustrados de verticalização que deixaram esqueletos de grandes hospitais, como os de Macaé e Niterói, no Estado do Rio. Nem aos luxuosos hospitais que colocaram as cooperativas em ruína financeira, como os de Florianópolis e o do Rio de Janeiro. A sede da Barra da Tijuca foi vendida e o portentoso Hospital Unimed encontra-se à venda, por R$ 690 milhões; ainda assim, a cooperativa regional foi salva pela ANS em uma operação de ultima hora, que deixou muita desconfiança no próprio corpo técnico da agência. É desse grupo de gestores que vem ‘agora’ o momento de pensar sério sobre o sistema de saúde de todo o país.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Mortos de fome; Ministério da Saúde atuou contra o SUS; uma epidemia; descaso na saúde indígena; mais câncer; Johnson & Johnson: culpada; controle biológico; febre amarela

Sexta, 25 de maio de 2018

Do site Outras Palavras/Outra Saúde
No Brasil, a desnutrição mata mais idosos do que crianças

O resumo desta e de outras notícias você confere aqui em sete minutos.

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MORTOS DE FOME
Um tema pouco ou nada discutido é abordado hoje pelo Intercept: no Brasil, a desnutrição mata mais idosos do que crianças há 25 anos e, nos últimos 10, tem sido cinco mil mortes por ano. É que, enquanto o país consegue reduzir a desnutrição infantil, pouco se faz em relação ao mais velhos. Não existe, por exemplo, uma política como o Bolsa Família voltada para essa população. A assistência é prestada por instituições filantrópicas, e o Estado não faz muito além de fiscalizar, dizem membros dessas instituições ouvidos pela reportagem.

A “epidemia silenciosa” que mata 13 idosos por dia tem várias causas. Entre elas, o abandono familiar e, principalmente, a exploração econômica dos idosos por pessoas próximas. Nos próximos anos, com a população envelhecendo, o país em crise e os gastos sociais congelados, a coisa só deve piorar.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Quebra de patente

Sexta, 20 de abril de 2018
Do site Outra Saúde
http://outraspalavras.net/


Decisão tomada ontem pelo Supremo Tribunal de Justiça abre caminho para produção de genérico que pode economizar milhões para o Sistema Único de Saúde

O resumo desta e de outras notícias você confere aqui em oito minutos.

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QUEBRA DE PATENTE
A patente do medicamento Soliris foi quebrada ontem pelo Superior Tribunal de Justiça. O pedido partiu da Advocacia Geral da União, que defendeu que a patente já havia expirado. O medicamento é usado para combater a hemoglobinúria paroxística noturna (HPN), doença que destrói os glóbulos vermelhos do sangue, dificultando o funcionamento de vários órgãos e causando dores crônicas, falta de ar, anemia, coágulos sanguíneos e escurecimento da urina. O remédio não é vendido na farmácia. Pudera: cada unidade estava na casa dos R$ 21,7 mil até meados do ano passado. Em 2016, o SUS gastou R$ 613 milhões para atender 442 pacientes com HPN. Agora, o caminho para a produção de um medicamento genérico está aberto.