Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Militares não gostam de fazer papel de polícia, diz pesquisador

Quinta, 22 de fevereiro de 2018
Uso político, falta de liberdade de ação e risco de corrupção estão entre os motivos apontados por militares entrevistados para doutorado

Da


Entre 2014 e 2016, Christoph Harig frequentou bases do Exército no Rio, em São Paulo e Minas Gerais, conversou com dezenas de membros das Forças Armadas e fez entrevistas por meio de um questionário com 130 militares que estiveram no Haiti ou em operações de segurança interna. Tudo para sua tese de doutorado, defendida no Brazil Institute, um centro de pesquisa da renomada universidade King’s College, em Londres. “O maior grupo [de militares ouvidos] disse isto: eles não gostam de ser empregados em tarefas policiais”, afirmou, em entrevista à Pública.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Haiti: 13 anos depois a Minustah deixa o país – Entrevista com David Oxygene

Quarta, 20 de setembro de 2017
Fonte: O Trabalho (corrente do PT)
photo-david-oxygene
Por ocasião da retirada das tro­pas da Minustah, entrevistamos David Oxygène, membro do Movi­mento de Liberdade, Igualdade dos Haitianos pela Fraternidade (Mole­ghaf) e da Coordenação Haitiana pela retirada das tropas da ONU.
David é um dos aderentes, no Hai­ti, da preparação da 9º Conferência Mundial Aberta (Argel, de 8 a 10 dezembro), convocada pelo Acordo Internacional dos Trabalhadores (AcIT). Várias jornadas de luta em defesa da soberania do Haiti, pela retirada das tropas da ONU, foram organizadas numa campanha inter­nacional levada pelo AcIT. Campa­nha que teve seu impulso a partir da iniciativa iniciada no Brasil, com o concurso da Corrente O Trabalho do PT, que desde 2004 (início da ocupação), dirigiu-se ao governo brasileiro, então governo Lula, contra a ocupação, comandada por tropas brasileiras. Entrevista feita por Edi­son Cardoni.
O Trabalho – Que balanço você faz desses 13 anos de ocupação da Minustah, agora que a ONU decidiu retirar suas tropas?
David Oxygène – Durante esses 13 anos a Minustah foi mais e mais objeto de crítica e de luta de numero­sos setores progressistas do país, em particular da Coordenação Haitiana Pela Retirada das Tropas da ONU, que agrupa várias organizações populares, políticas e sindicais. A Minustah fracassou naquilo que era a missão designada pela resolução 1542, de 2004, que seria garantir a paz, estabelecer o estado de direito, a segurança da população, etc.
Pelo contrário, foram 13 anos de flagrante violação dos direitos humanos, ameaças à segurança e ao progresso social, instabilidade e injustiça para o Haiti.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

O brutal legado de opressão das tropas brasileiras nos 13 anos de ocupação do Haiti

Sexta, 1º de setembro de 2017
Do Esquerda Diário
Está prevista para esta sexta feira, dia 01 de setembro o inicio da retirada das tropas da Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti). Esta medida é parte da decisão tomada em abril pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, após a avaliação de que a ocupação militar desse país estava levando a um grande desgaste diante dos inúmeros casos de abusos sexuais cometidos pelas tropas, além do enorme surto de cólera, que foi trazida pelos soldados da "ação humanitária" que se alastrou pelo pais.