“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."
(Millôr Fernandes)
domingo, 14 de junho de 2026
Os juros altos e a desculpa esfarrapada do 0,1%
quinta-feira, 30 de abril de 2026
Pochmann: Além da regressão e ressentimento
quarta-feira, 2 de julho de 2025
O labirinto do Brasil por ser
“Nós, brasileiros, somos um povo em ser, impedido de sê-lo.”
– Darcy Ribeiro, O povo brasileiro.
O presidencialismo espatifa-se como bola de cristal caída ao chão e, com seus estilhaços, a direita concerta o quebra-cabeça como novo Leviatã: poderoso mostrengo que devora as instituições republicanas e impõe a ingovernabilidade como estágio preparatório do caos, indispensável para a revogação do que ainda podemos chamar de “ordem democrática” – frágil, nada obstante sua permanente conciliação com o grande capital, no que se esmera o atual Congresso, implacável no desmonte do que quer que seja que possa sugerir um Estado de bem-estar social.
Esta é a circunstância que nos domina: um Poder Executivo acuado, impedido de exercer o dever da governança; um Legislativo que não arrecada, mas é senhor dos gastos; uma democracia representativa que prescinde da soberania popular. Um Executivo se esvaindo numa sangria de poder que parece não ter fim, prisioneiro de um Congresso abusivamente reacionário, na tocaia contra qualquer sinal de avanço civilizatório. Em seu nome fala e age sua escória, chorume poderosíssimo que não cessa de crescer em número de militantes, em ousadia e em chantagens contra o governo. O quadro funesto se completa com uma Faria Lima descolada do país e de seu povo: seus interesses deitam raízes em Wall Street.
terça-feira, 1 de julho de 2025
2026: Primeiro retrato da grande disputa
Centrão humilha o governo e prepara novas investidas antipopulares no Congresso. Campo lulista reage e anuncia que convocará as ruas. Três textos sobre uma peleja em que ainda falta o mais importante: um novo projeto de país

Nos bastidores, a disputa por 2026 fermentava há muito. Na última quarta-feira (25/6), um Centrão fortalecido colocou-a a nu. O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), ignorou as negociações com o governo, que estavam em curso, e humilhou o Palácio do Planalto. Um decreto legislativo, instrumento político usado raríssimas vezes desde a redemocratização, anulou a elevação de algumas das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), determinada pelo Executivo dias antes, e desde então execrada pela Faria Lima.
Do ponto de vista material, a consequência é pouca, como se verá adiante. Muito pior foi o impacto simbólico: o Centrão de Motta quis mostrar quem manda em quem. Não bastasse o insólito do decreto legislativo para tal tipo de questão (sua própria constitucionalidade está em disputa), o governo amargou a sensação do abandono. Nos partidos agraciados com ministérios, dois de cada três deputados (63%) votaram contra o Executivo. Fizeram-no por calcular que o governo não terá forças para punir a traição. A debandada, aliás, repetiu um episódio anterior — a derrubada dos vetos do Executivo a medidas que encarecerão as contas de luz —, em que até os parlamentares do PT votaram em massa contra os interesses de Lula. O presidente rolava ladeira abaixo, comemorou a mídia.
Mas desta vez, veio uma resposta — tímida e contraditória, mas ainda assim inédita. Pela primeira vez desde que começou Lula 3, a institucionalidade conservadora que amarra a gestão foi questionada. Dois vídeos (1 2), que circularam velozmente pelas redes, denunciam a ação do Congresso. São assinados pelo PT (o Planalto não se pronunciou sobre eles), mas produzidos com profissionalismo de publicitários. Sua temática vai muito além do IOF: avança pelo terreno conflituoso da disputa fiscal. Lula 3 é apresentado como empenhado em aliviar a carga de impostos brasileira — que se concentra nas costas da maioria e poupa os mais ricos. As elites e o Parlamento resistem a esta correção. A luta de classes é o subtexto claro.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025
Extrema direita e mídia hegemônica usam ‘terrorismo econômico’ para justificar cortes sociais, diz economista
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad - Marcelo Camargo/Agência Brasil
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
O enigma de Mônica
domingo, 10 de julho de 2016
Brasil-Estados Unidos – a proximidade sem embaraço entre Lula e Obama
terça-feira, 12 de abril de 2016
Continuidade deletéria
* Adriano Benayon é doutor em Economia, pela Universidade de Hamburgo, Alemanha; autor de Globalização versus Desenvolvimento.
quinta-feira, 31 de março de 2016
O último cavalo encilhado!
Ivan Pinheiro (*)
Leonel Brizola dizia sempre que quando a um ser político a vida oferece uma oportunidade de ouro ou ele a agarra ou vai pagar um alto preço perante a história. Na sua linguagem dos pampas, a oportunidade era tão sedutora como um cavalo pronto para ser montado.
Por sua sensibilidade e coragem pessoal, ele talvez tivesse montado o fogoso cavalo que passou encilhado para Lula, em 1º de janeiro de 2003. Mas Lula rasgou neste dia as propostas do chamado Programa de 100 Dias, preparado por um Conselho Político formado, durante as eleições de 2002, pelos cinco partidos daquela coligação (PT, PSB, PDT, PcdoB e PCB). O novo Presidente jogou no lixo o Conselho, junto com o Programa. Neste, destacava-se a imediata promoção de um plebiscito para decidir a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte, livre e soberana, com participação popular.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
“É hora de organizar o partido das lutas reais”
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
No período Lula: Pagamentos por MP foram vinculados à aprovação no governo e no Congresso
sábado, 29 de agosto de 2015
Não há como recuperar a legitimidade da política sem ruptura radical com Lula e Dilma
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Com 199 assinaturas de deputados, CPI do BNDES é protocolada na Câmara
Quinta, 16 de abril de 2015
199 deputados assinam CPI para investigar empréstimos concedidos pelo BNDES
segunda-feira, 9 de março de 2015
NACIONALISMO E PETRÓLEO
terça-feira, 3 de março de 2015
Quem quebrou a Petrobras

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Telefonia: E na privatização de FHC diziam que era para aumentar a concorrência. Agora . . . concentração e cartel; "A política do FODA-SE"
Da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger





